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Contabilidade Basica

O documento aborda os documentos comerciais, sua definição, classificação e importância nas transações comerciais. Explora também contratos de compra e venda, formas de pagamento, e a documentação necessária em cada fase do processo de compra e venda. Além disso, discute descontos e abatimentos, bem como novas tecnologias que facilitam transações financeiras.

Enviado por

Raul Valente
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Contabilidade Basica

O documento aborda os documentos comerciais, sua definição, classificação e importância nas transações comerciais. Explora também contratos de compra e venda, formas de pagamento, e a documentação necessária em cada fase do processo de compra e venda. Além disso, discute descontos e abatimentos, bem como novas tecnologias que facilitam transações financeiras.

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INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E AUDITORIA DE MOÇAMBIQUE

CURSO: CONTABILIDADE E FINANÇAS

DISCIPLINA: CONTABILIDADE BÁSICA

TEMA: DOCUMENTOS COMERCIAIS

DISCENTES:
DÉBORA VITÓRIA MOCHA
EMÍLIA MARCOS NUVUNGA
ERNESTO C. CHAUQUE
HERMINIO NHAMAZANE
ISSUFO EBRAIMO MALIQUE
MANUEL BENTO MAORAME JR
TÂNIA GILDA MANHIÇA

DOCENTE: DAVID BOANE

MAPUTO, MARÇO DE 2022


INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 4
DOCUMENTOS COMERCIAIS ............................................................................................................... 5
2.1- DIFINIÇÃO .................................................................................................................................... 5
2.2- CLASSIFICAÇÃO ............................................................................................................................ 5
2.3- COTRATO DE COMPRA E VENDA ................................................................................................. 5
TRANSPORTE POR RODOVIA ............................................................................................................... 6
TRANSPORTE POR CAMINHOS – DE – FERRO ..................................................................................... 6
TRANSPORTE MARÍTIMO .................................................................................................................... 7
DESCONTO E ABATIMENTOS .............................................................................................................. 8
FASES E DOCUMENTAÇÃO DE COMPRA E VENDA ............................................................................ 10
2.4- OUTRAS FORMAS DE PAGAMENTO ........................................................................................... 12
2.4.1- TERMINAIS DE PAGAMENTO AUTOMÁTICO OU ELECTRONIC POINT OF SALE (EPOS) .......... 13
2.4.3- HOMEBANKING....................................................................................................................... 13
2.5- TITULOS DE CRÉDITO ................................................................................................................. 13
2.5.1- LETRA ..................................................................................................................................... 15
2.5.2- O CHEQUE ............................................................................................................................... 18
2.5.3- LIVRANÇA ................................................................................................................................ 19
2.6- ARQUIVO.................................................................................................................................... 19
CONCLUSÃO ...................................................................................................................................... 21
BIBLIOGRAFIA.................................................................................................................................... 22
INTRODUÇÃO
Os documentos comerciais surgiram com o intuito de se tornarem comprovativos nas
transações comerciais, que já vinham acontecendo mas tendo como base os contratos verbais.

No presente trabalho iremos abordar de forma genérica acerca dos documentos comerciais, os
princípais tipos, a finalidade de cada documento, a sua classificação, as diferentes fases que
compõem os contratos de compra e venda, os INCOTERMS ( Internationa Commerce Trade
Terms), de ente outras várias feramentas dos referidos documentos, abordaremos também
sobre as outras formas de pagamento existentes, como elas são processadas, falaremos da
letras e as suas diferentes compontes e por fim abordaremos sobre o arquvo.
CAPITULO II
DOCUMENTOS COMERCIAIS

2.1- DIFINIÇÃO

Documentos Comerciais - são comprovativos das transacções comerciais servem de base


para registos contabilísticos.

2.2- CLASSIFICAÇÃO

 Internos – são aqueles que justificam transacções dentro da empresa Requisições de


matéria de departamento par o outro da empresa.
Ex.: Folha de salário, etc.

 Externos – são aqueles que justificam as transacções dentro e fora da empresa .


Ex.: Notas de Encomenda, Facturas, Recibos, etc.

2.3- COTRATO DE COMPRA E VENDA

A Compra e Venda, é um contrato pelo qual um dos contraentes (Vendedor), Transmite a


propriedade de um Bem ou Direito a outro contraente (Comprador), Mediante a um preço
previamente combinado.

E um contrato bilateral ou oneroso porque:

 Vendedor obriga-se a entregar uma coisa;


 Comprador entrega o Preço (Dinheiro) da coisa.

Condições de Compra e Venda:

1- Antes de se proceder a qualquer encomenda tem que se ter respostas para: O que
comprar? Em que condições?
E necessário, portanto proceder a escolha de mercadoria, quer em qualidade que em
quantidade, e fixar condições como: Prazo de Entrega, Local, Preço e Forma de
Pagamento, etc.

Para eliminar as duvidas de quem paga despesas de transporte, de seguros, e a


responsabilização da conservação, a Câmara de Comercio Internacional Publicou as
definições que ficam conhecidas por INCOTERMS (Internacional Commerce Trade
Terms) que Inclui as abreviaturas a seguir indicadas:

 TRANSPORTE POR RODOVIA

FOT- (Fre On Truck) – Local de expedição ou local de destino – Sobre camião no local de
expedição ou de local de destino.

Todas as despesas até ao lugar de carregamento ou de destino são por conta do vendedor.

- Todas as despesas até ao lugar de carregamento ou destino são por conta do


vendedor. Significa que este tem a responsabilidade de fazer o carregamento da
mercadoria, não se responsabilizando pelo frete e outras despesas que adiante se
incorrer. Por exemplo, se adquirida uma mercadoria em que o vendedor se
encontre na Beira, e o contrato for “FOT-Beira”, então este terá que proceder ao
carregamento da mercadoria dentro do camião na Beira, não sendo obrigado a
pagar o frete mas sim as despesas de carregamento e outras surgidas até o
carregamento Se “FOT-Maputo”, então o nosso vendedor terá que colocar as
mercadorias no Maputo, não se responsabilizando pelas despesas de
descarregamento e outras a posterior

 TRANSPORTE POR CAMINHOS – DE – FERRO

FOR – ( Free On Rail) – Sobre vagão na estacão de expedição ou estacão de destino.

- Todas as despesas até a estacão de expedição ou destino são por conta do Vendedor.

- Todas as despesas até a estacão de expedição ou destino são por conta do


vendedor. Significa que este tem a responsabilidade de fazer o carregamento da
mercadoria na estação de origem, não se responsabilizando pelo frete e outras
despesas posteriores. É valido o exemplo anterior só que o transporte utilizado
seria o de caminhos-de-ferro.
 TRANSPORTE MARÍTIMO

FAS – (Free Along Ship ) – Livre ao lado do navio no porto de embarque ou porto de destino

- Todas as despesas até junto ao Navio no Porto de embarque ou de destino são da


Responsabilidade do Vendedor.

FOB – (Free On Board) – Porto de Embarque - Livre a bordo de Embarque.

Todas as despesas até a colocação das mercadorias dentro do navio no porto de embarque são
da responsabilidade do vendedor. O vendedor deverá encarregar-se pelas despesas de
expedição (despacho) e carregamento no navio sem que para tal tenha que pagar o frete. Esta
abreviatura é usada somente para o transporte marítimo ou aquático.

CIF – (Cost, insure and Freight) – Porto de destino – Livre no Porto de destino.

- Todas as despesas (frete, seguro, etc.) até ao porto de destino são por conta do
vendedor. Significa que o vendedor é responsabilidade no pagamento do frete,
seguro e outras despesas para que a mercadoria este no porto de destino. É de
salientar que o vendedor deverá contratar um seguro com cobertura mínima.

Há que distinguir-se a responsabilidade das despesas abrangidas pelas expressões:


CIF- Maputo, por exemplo.

 Na Alfandega do Porto de Origem (ou Porto de Destino)

As despesas até a Alfândega do porto de origem ou de destino são por conta do vendedor.

 A porta da Alfândega do porto de Origem (ou Porto de Destino)

A responsabilidade do vendedor termina a porta da Alfândega do Porto de Origem ou de


Destino correndo a partir dai todas as despesas por conta do Comprador.

 No Armazém Geral ou Entreposto

O Vendedor entrega a mercadoria no Armazém Geral ou Entre posto, ficando estas a


disposição do comprador que terá de pagar direitos Aduaneiros.

Existem outras formas de entrega de Mercadorias:

 No Armazém do Vendedor.
 No Armazém do comprador.
Todas as despesas pagas pelo vendedor são incluídas na factura. E das diversas
nomenclaturas citadas as mais importantes e FOB e CIF.

2- PREÇO

Na fixação do preço há dois aspectos a considerar:

 Que moeda a utilizar?

Normalmente, os critérios utilizados para a determinação da moeda são:

 Os contraentes são do mesmo pais, logo a moeda a utilizar será do próprio pais;

 Os contraentes são de países diferentes – em regra deve-se considerar moeda de


um dos países, aquela que oferece maior estabilidade e segurança ou moeda de um
terceiro pais, observando o factor estabilidade e segurança.

 Que quantidade de moeda?

Tratando-se do valor ou do próprio preço da mercadoria, a sua fixação obedece:

 Por acordo dos contraentes – o preço é definido pelos contraentes;

 Por lei – os preços são fixados pelos governos com o objectivo de evitar
especulação e permitir o consumo de certos produtos pelas pessoas com menos
poder de compra;

 Por concurso público – o comprador faz anuncio do que pretende comprar;

 Por cotação na bolsa – tem por base os preços médios das mercadorias
negociadas num determinado dia;

 Por leilão – é oferecida por preço base, os presentes irão fazendo preço crescente
e é ganha por quem fizer o preço mais alto.

DESCONTO E ABATIMENTOS

Com objectivo de incrementar as vendas e corrente os vendedores, mediante as certas


condições, concederem aos seus clientes de natureza comercial ou financeira.
A) DESCONTOS COMERCIAS

Descontos comerciais são reduções (Abatimentos) que resultam da aquisição de grandes


quantidades ou fornecimento de um produto ligeiramente diferente do encomendado.

Estes descontos originam a redução do custo de aquisição, vulgarmente chamado de


abatimentos.

São os seguintes descontos designados comerciais:

 Desconto de Renda

Concedidos do Armazenista aos retalhistas para possibilitar o lucro do intermediário.

 Desconto de Qualidade

Concedido quando a qualidade não corresponde a combinada.

 Bónus

Concedido ao comprador que ultrapasse determinado Montante.

 Bom Preço

Quantidade de mercadorias não facturadas, remetidas pelo fornecedor ao seu cliente


com o objectivo de fazer face a possíveis quebras.

B) DESCONTOS FINANCEIROS

São Descontos Financeiros as redução da divida por antecipação do pagamento.

São os seguintes descontos financeiros:

 Desconto pronto pagamento

E concedido ao comprador sempre que o comprador efectuar no acto de entrega das


mercadorias ou no prazo máximo de 8 dias após a entrega.

 Desconto por antecipação do pagamento

Concedido ao comprador quando paga as mercadorias antes do prazo combinado ou


acordado.
 Descontos sucessivos (ex:10% + 5%)

Podem ser comerciais ou financeiros significa que o primeiro e de 10% incidindo sobre o
valor liquidado do bem, o segundo e de 5% incidindo o valor do bem após o primeiro
pagamento.

FASES E DOCUMENTAÇÃO DE COMPRA E VENDA

Temos as seguintes fases na Realização de uma compra e venda que são nomeadamente:
fase de Encomenda (Nota de Encomenda) , fase de Entrega (Guia de Remessa),
fase de liquidação(Factura, Nota de Debito e Crédito) e a fase de pagamento (Recibo)
como ilustra o quadro a seguir:

C 1ª ENCOMENDA V

O Nota de Encomenda E

M N
P 2ª ENTREGA D

R Guia de Remessa E
#3A D
Talão de Recepção
D O

O R
3ª LIQUIDACAO
R Factura Debito e Crédito

4ª PAGAMENTO

Recibo

1ª Fase: ENCOMENDA

O comprador comunica ao Vendedor a quantidade, Qualidade e preço das mercadorias que


deseja adquirir e combinam as condições de entrega e pagamento.

 Nota de Encomenda – é o documento onde o comprador especifica a quantidade de


Mercadoria pretendida, bem como as condições de Entrega e de Pagamento
.
Regra geral e preenchida em duplicando sendo o Original para o Vendedor e o
duplicado para o Comprador.

Outros Documentos:
 Nota de Venda – Muitas das vezes, a encomenda surge pelo contacto do representado
do vendedor (Caixeiro-viajante) com o Comprador, é preenchido em triplicado e é
semelhante a nota de Encomenda.

 Requisição – é muito utilizada por retalho e serve para o comprador levantar de


imediato as Mercadorias no Armazém do Vendedor.

 Ordem de compra – é o Documento utilizado pelo o comprador para mandar o seu


comissário da compra de Mercadorias.

2ª Fase: ENTREGA

O Vendedor envia as Mercadorias, dando assim a execução a Encomenda feita pelo


comprador.

 Guia de Remessa – Este documento acompanha as Mercadorias e serve para o


comprador proceder a conferência dos Artigos recebidos.
 Talão de Recepção – E devolvido pelo comprador ao vendedor após recepção das
mercadorias, confirma as mercadorias recebidas.

3ª Fase: LIQUIDACÃO

O vendedor indica ao comprador o Montante em divida .

(Valor das Mercadorias – Descontos + Despesas de Compra + O IVA = Total em Divida)

 Factura – E o documento mais importante do contrato de compra e venda, é este o


comprovante oficial da compra.

A factura pode ser emitida até ao 5 dia após realização da operação, por isso pode ou não
acompanhar as Mercadorias.

As Facturas podem ser classificar-se em:

 Factura de praça: O vendedor e o comprador são da Mesma Praça.


 Factura de Expedição: O vendedor e o comprador são de Praças diferentes.

 Factura d Provisória ou Condicional: O vendedor envia Mercadorias a condição,


Esta Factura devera ser substituída por uma definitiva após o comprador definir com
que Mercadoria fica.
 Factura Simulada ou Pro – Forma: Documento, por vezes utilizado no comercio
Comercial através do qual o Vendedor da conhecer ao Comprador as Condições de
fornecimento das Mercadorias pretendidas.

 Nota de Debito – E o documento que rectifica positivamente o valor da Factura.


Quando o Vendedor por lapso, se esqueceu de mencionar alguma despesa por conta
do comprador ou errou algum cálculo.

 Nota de Crédito – E o documento que rectifica Negativamente o Valor da Factura


caso tenha ocorrido um dos casos acima citados.

4ª Fase. PAGAMENTO

O Pagamento encerra o contrato de compra e venda e consiste na entrega do comprador ao


vendedor do valor em Divida. O Pagamento de uma divida pode ser:

 Imediata – Quando se realiza em simultâneo com o fornecimento do bem ou serviço.


 Deferido – Quando tem lugar em Momentos Diferentes.

Recibo – E o documento passado pelo o Vendedor (Quem recebe e quem passa o recibo) que
serve de quitação ao comprador.

Como Recibo, poderá ser usada a própria factura, que com o carimbo de “PAGO” OU
“RECEBIDO” passa a chamar-se de Factura-recibo.

2.4- OUTRAS FORMAS DE PAGAMENTO

Com o avanço da tecnologia, alguns pagamentos e recebimentos que tradicionalmente eram


facultados mediante a deslocação e atendimento numa agência bancária, por exemplo
depósito de numerário e levantamento dos valores dos cheques, podem ser conseguidos
através de máquinas sem sair do seu estabelecimento. Essa nova forma de concessão de
serviços bancários, designam-se por sistema de distribuição electrónica.
Os sistemas de distribuição electrónica são aqueles cujo funcionamento assenta na utilização
de novas tecnologias, em particular do computador e do teleprocessamento.

Na banca podemos encontrar:

- Caixas automáticas (ATM)


- Terminais de pagamento automático (e-pos – points of sale)
- Homebanking.
- Telefones móveis

Os terminais de pagamento automático e o Homebanking são os que têm uma importância


relevante para as empresas.

2.4.1- TERMINAIS DE PAGAMENTO AUTOMÁTICO OU ELECTRONIC POINT


OF SALE (EPOS)

A transferencia electrónica de fundos no ponto de venda, é um método de pagamento não


monetário. Que está à disposição dos consumidores normalmente em estabelecimentos
comerciais, hospitais, hotéis, etc.
O electronic point of sale está ligado à utilização de cartões de crédito.

2.4.3- HOMEBANKING

Esta forma de distribuição dos produtos bancários está ligado à utilização de terminais
inteligentes. O cliente do banco, directamente do seu escritório e através de um computador,
ligado por via electrónica, pode ter acesso remoto a uma diversidade de produtos e serviços
financeiros, tais como transferências, pedidos de livros de cheques , compra de divisas, etc..

2.5- TITULOS DE CRÉDITO

 Titulo de Crédito são documentos que dão o direito de receber qualquer coisa , são
documentos representativos em um crédito ( Divida a receber ) que uma pessoa
(Credor) tem sobre outra (Devedor).

Características

 Literalidade – O Título de Crédito vale pelo oque nele esta inscrito.


 Autonomia – O portador do titulo tem o direito a ele inerente, independentemente das
obrigações existentes entre o primeiro Credor e Devedor.
 Transmissibidade – Os títulos de crédito são transmissíveis, o que permite alguns
casos o recebimento do seu valor antes da data do vencimento.
Classificação

1. Quanto a Espécie.

 Títulos representativos de moeda – Dão o seu proprietário o direito de


receber Moeda em troca do titulo. Ex.: Cheque, Letra, Livrança, etc.

 Títulos representativos de mercadorias – Dão ao seu proprietário o direito


de receber Mercadorias em troca do titulo. Ex.: Conhecimento de Embarque,
etc.

 Títulos das Participações de Capital – Titulo que concedem poderes de


características Especiais. Ex.: Acções, etc.

 Títulos representativos de serviços – Dão direito a beneficiar-se da prestação


de serviços Ex.: Bilhetes de Cinema e de Passagem, etc.

2. Quanto a Natureza dos Intervenientes.

 Públicos – Emitidos pelo Estado (Títulos de Tesouro)

 Particulares – Emitidos por Particulares (Letras)

.
3. Quanto a forma de Transmissão.

 Títulos Nominais – indicam o nome do credor originário e so podem ser


transmitidos através de uma declaração escrita da qual conste o nome do novo
possuidor
Ex.: acções, obrigações de Tesouro. etc.

 Títulos a Ordem – Transmissíveis por endosso (Ordem dada pelo vendedor


para Pagar a uma Terceira pessoa)
Ex.: Letra, Cheque, etc.

 Títulos ao Portador – Não indicam o nome do Credor Originário e


transmitem – se pela sua entrega real Ex.: Cheque, Bilhete de Lotaria
Premiado, etc.
4. Quanto ao Vencimento.

 Avista – Pagos no momento em que se apresentam ao devedor (Vales de


Correio, Cheques, etc.)

 A Prazo - Pagos após um certo Prazo. Ex.: Letras

2.5.1- LETRA

Letra é um Título a ordem sujeito a formalidades, pelo qual uma pessoa Sacador –
Ordena a outra – Sacado – Que lhe pague a si ou a terceiro – Tomador – certa
importância em determinada data.

A letra deve possuir os seguintes dados:


1) Local de Emissão.
2) Data de Emissão.
3) Valor Nominal da Data da letra por algarismos.
4) Vencimento.
5) Ordem de pagamento.
6) O Benificiário da letra.
7) Quantia da letra por extenso
8) Origem da Letra
9) Nome e Residência do Sacado.
10) Local de pagamento
11) Assinatura do Sacador.

 OS INTERVINIENTES DA LETRA:

 Sacador – pessoa que da Ordem de pagamento, Sacado a letra.


 Aceitante – pessoa a quem e dada a Ordem de pagamento e que tem de aceitar letra,
responsabilizando-se pelo seu pagamento. E o sacado depois a aceitar.

 Tomador ou Beneficiário – Pessoa a quem o Sacador transmite todos os Direitos


emergentes a letra.
 Portador – pessoa que representa a letra de pagamento. O portador da letra tanto
pode ser o Sacador, como o Tomador ou endossado.

 Avalista – pessoa a quem o sacador ou endossante transmitiu a propriedade da Letra.

 VENCIMENTO DA LETRA

Vencimento – É a data que o portador pode exigir o seu Pagamento.

O Vencimento Pode ser:

 A Vista – A letra e pagável no prazo da sua apresentação. O pagamento


deve ser efectuado quando for apresentado a letra.

 A Prazo (Ou Termo) de Vista – E pagável no prazo indicado, contando-o


a partir da data aceite.

 A Prazo (Ou Termo) de Data (d/d) – A letra vence-se decorrida o prazo


nele fixado, que calcula a partir da data do Saque.

 Em Data Fixa – A letra vence-se numa data fixa.

O Pagamento da letra deve fazer-se no dia do seu Vencimento ou num dos dois
dias seguintes.

 REQUESITOS ESSECIAIS DA LETRA

 A palavra “letra” escrita no próprio titulo.

 O mandato pro de pagar uma certa quantia determinado.

 Nome da Entidade que a deve pagar.

 Nome da Entidade a quem ou a ordem de quem deve ser paga

 A indicação da data em que e Sacada

 A assinatura de quem passa ou emite a letra (Sacador)


 OPERAÇÕES COM A LETRA

1. O SAQUE – E um documento de pagamento dada pelo Sacador a outrem


(Aceitante) para que pague a si ou a sua Ordem.

2. O ACEITE – E o acto pelo qual o Sacado se obriga a Pagar a letra na data do


vencimento. Até a data de Vencimento, a letra pode ser representado pelo portador
para Aceite ao domicilio do Sacado. E um acto de assumir o compromisso de
pagar da letra.

Tipo de Aceite:

 Aceite incompleto ou Branco – Constitui apenas pela assinatura.

 Aceite completo – Além da assinatura de ser escrita a Palavra “Aceito.”

3. AVAL – E uma garantia dada por um Terceiro – Avalista – ao pagamento total


ou Parcial de letra.

O Aval pode ser: Completo ou Incompleto.

4. O PROTESTO – E o acto de o portador lavrar junto do notário (ou qualquer


autoridade jurídica) uma reclamação por falta de pagamento ou mesmo por falta
de Aceite. Consiste em comprovar essa recusa que possa exercer os seus direitos
de acção contra todos intervenientes (Sacador, Aceitante, Avalista).

5. ENDOSSO – E a transferência de todos os direitos nela imergente, isto é,


Transmissão de propriedade da letra.

6. DESCONTO BANCARIO – E a operação pelo qual o beneficiário endossa a letra a um


banco, antes do vencimento da letra, recebendo o valor liquido, isto é, o valor nominal da
letra deduzindo de juros e de mais despesas bancarias.

As despesas bancarias mais usuais no desconto bancário são:

 O juro, comissão ou premio de desconto (percentagem calculada com base no valor


nominal, dependendo, se o ano considerado para efeitos de calculo comercial ou civil)
 Premio de transferência (Quando as letras de outras praças, percentagem sobre o
nominal)
 Portes (importância variável, dependendo dos gastos postais, telefonemas, impostos.)

7. COBRANÇA BANCÁRIA – E a operação que se assemelha ao desconto,


diferenciando pelo facto de endossar-se ao banco depois de vencida a letra.
Normalmente, quando aceitante for de praça diferente.

8. REFORMA DA LETRA – Consiste na substituição da letra por uma letra (ou letra
com vencimento posterior.

A reforma pode ser total, quando substitui-se na totalidade do valor e parcial, quando um
pagamento de uma parte, substituindo-se o restante.

2.5.2- O CHEQUE

Cheque – E uma Ordem de pagamento a vista dada pelo depositante – Sacador – ao


banqueiro – depositário ou Sacado – para que lhe pague a si ou a sua ordem determinada
quantia que pode ir até ao Montante do deposito.

FORMAS DE EMISSÃO DE CHEQUES

 Cheque Nominativo – Quando vem o nome da pessoa que deve ser pago.
 Cheque ao portador – O cheque pode ser pago a qualquer pessoa que Representar.
 Cheque Cruzado – Só pode ser pago ao Banco (banqueiro) ou um cliente do banco
por objectivos reduzir os riscos de extravio, roubo ou falsificação.

Este pode ser geral – quando duas rectas paralelas e Especial – quando vem expresso no meio
das duas rectas o beneficiário.

 Cheque Visado – Garante a existência de previsão (saldo em branco).

 Cheque de viagem ou Travell’s Cheque – Os usados para o efeito de viagem, os


quais podem ser levantados no destino, uma vez que podem ser levantados em
qualquer banco.
2.5.3- LIVRANÇA

Livrança - é um documento pelo qual um devedor se compromete a pagar a ordem do seu


Credor uma importância determinada numa época fixa.

2.6- ARQUIVO

Nos escritórios modernos, está cada vez mais presente um centro de produção de
informações e não apenas um registo de transações.

Deve-se registar não só os factos históricos, mas também recorrer a novas formas de
gestão que servirão de base as decisões a serem tomadas pelos administradores.

Existem porém, várias funções que são indispensáveis no arquivo:

 Recolha de factos
 Selecção dos factos úteis para gestão
 Conservação ordenada dos factos recolhidos e classificados
 Procura dos factos recolhidos e conservados para consulta.

O Arquivo é a secção indispensável na empresa sobre a qual devem incidir todas as


atenções, é o lugar onde são ordenados, conservados e consultados todos os documentos, de
forma a obter dados para uma boa condução da empresa.

Para assegurar um bom funcionamento do arquivo é necessário executar as tarefas


com regularidade, tendo sempre presente a regras de ordenação e classificação de
documentos.

Para que estes objectivos sejam atingidos é necessário que:

 O elemento humano possua as qualidades pessoais e profissionais necessárias


a um funcionamento regular de acordo com as normas;

 O arquivo deve ser instalado em locais apropriados com o material necessário,


tendo sempre em conta os princípios básicos de Ergonomia;

 Devem ser utilizadas as classificações de documentos consideradas racionais;

 Deve funcionar sob responsabilidade de um indivíduo especializado nesta matéria


que se designa por arquivista.

O Arquivo é o lugar onde se recolhe e guardam documentos, informações de interesse,


com o objectivo de conservar e assegurar resposta a todos os pedidos de consulta
provenientes dos vários sectores da organização (empresa ou instituições).
De acordo com o Plano Geral de Contabilidade (PGC), os documentos comprovativos das
operações registadas nos livros de contabilidade devem ser arquivados por um período de
pelo menos 10 anos.

Para facilitar a consulta, normalmente os documentos são arquivados em pastas de acordo


com a sua natureza e por ordem de data ficando os mais recentes em cima, pois, estes são os
mais solicitados.
CONCLUSÃO

Durante o processo de pesquisa acerca do tema que nos foi atribuido tivemos o prazer de
aumentar e não só mas também aprofundar os nossos conhecimentos acerca dos documentos
comerciais, foi uma jornada de bastante aprendizado para cada um de nós, tendo como maior
destaque o processo de aprendizagem do preenchimento de cada documento do contrato de
compra e venda, esperamos aplicar os conhecimentos aqui adquiridos em casos práticos da
vida quotidiana.
BIBLIOGRAFIA

 HUGO, V. José; Texto de Apoio de Contabilidade Geral; 2ª Edição; Volume 1;


Maputo; 2002.

 MABUNDA, Silvio; Contabilidade Geral; Alcance Editores: 2ª Edição; Maputo;


2010.

 BORGES, Antonio – Rodrigues; Elementos da Contabilidade Geral; Areas Editora:


16ª Edição; Lisboa; 1998.

 I.C.M; Texto de Apoio – Contabilidade Geral; 1ª Edição; Maputo; 1º Semestre


(2000/ 2001).

 I.C.M; Texto de Apoio – Contabilidade Geral; 1ª Edição; Maputo; 2º Semestre


(2000/ 2001).

 Decreto n.º 13/2016 – BR nº 156 de 30 de Dezembro de 2016; Codigo de Imposto


Sobre o Valor Acrescentado; Maputo; Moçambique.

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