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O documento discute a intersecção entre filosofia e ciência, destacando que a ciência é fundamentada em pressupostos filosóficos e que mudanças nas concepções filosóficas influenciam métodos e resultados científicos. A filosofia contemporânea é apresentada através de pensadores como Bentham, Darwin, Freud, Simmel, Arendt, Sartre e Beauvoir, que abordam temas como ética, evolução, psicanálise e a condição humana. Por fim, a ética é explorada como uma reflexão crítica sobre normas sociais, com ênfase na dignidade humana e na crise do contrato social no contexto moderno.
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O documento discute a intersecção entre filosofia e ciência, destacando que a ciência é fundamentada em pressupostos filosóficos e que mudanças nas concepções filosóficas influenciam métodos e resultados científicos. A filosofia contemporânea é apresentada através de pensadores como Bentham, Darwin, Freud, Simmel, Arendt, Sartre e Beauvoir, que abordam temas como ética, evolução, psicanálise e a condição humana. Por fim, a ética é explorada como uma reflexão crítica sobre normas sociais, com ênfase na dignidade humana e na crise do contrato social no contexto moderno.
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TÓPICO 6 "Filosofia: A mãe de todas as ciências":

Resumo Detalhado
1. Introdução: A Ciência e seu Valor

●​ A ciência é uma forma inventada pelos humanos para investigar a realidade, sendo
altamente valorizada por seus resultados práticos.​

●​ No entanto, todo conhecimento científico pressupõe uma reflexão filosófica prévia,


que fundamenta conceitos como verdade, método e racionalidade.​

●​ Segundo Marilena Chauí, mesmo sem perceber, o trabalho científico é sempre


sustentado por pressupostos filosóficos.​

2. O que é Ciência e sua Raiz Filosófica


●​ A curiosidade investigativa da humanidade, chamada Filosofia, pergunta sobre o que
as coisas são, seus significados, origens e relações.​

●​ O filósofo é aquele que ama o saber e questiona o senso comum.​

●​ Exemplo: Albert Einstein rompeu com paradigmas da física clássica não apenas por
experimentação, mas por sua atitude filosófica de questionar as interpretações
dominantes.​

3. Três Concepções Históricas de Ciência


Concepção Racionalista

●​ Ciência como conhecimento dedutivo e demonstrativo, à semelhança da


matemática.​

●​ A realidade é racional e inteligível; a ciência apenas confirma, via lógica, o que já se


supõe ser verdadeiro.​
●​ Galileu e Pitágoras são representantes dessa visão.​

Concepção Empirista

●​ Ciência como interpretação dos fatos baseada em observação e experimentação.​

●​ A teoria é produzida a partir da experiência, via indução.​

●​ Valoriza métodos rigorosos de observação (ex.: medicina grega, história natural do


século XVII).​

Concepção Construtivista

●​ Ciência como construção de modelos explicativos aproximados da realidade.​

●​ O cientista combina dedução racional, observação empírica e aceita a correção


contínua das teorias.​

●​ A realidade objetiva é inacessível diretamente; conhecemos apenas representações


construídas.​

4. Mudanças Importantes na Ciência


Da Ciência Antiga à Moderna

●​ A ciência antiga era contemplativa e qualitativa: estudava a Natureza sem desejar


dominá-la.​

●​ A ciência moderna, nascida com o capitalismo, é tecnológica e quantitativa: busca


controlar e explorar a Natureza para benefício humano.​

Da Representação à Construção

●​ A visão mudou de uma ciência que "representa" a realidade para uma ciência que
"modela" a realidade de maneira aproximada.​

5. Positivismo
●​ Criado por Auguste Comte no século XIX:​

○​ Propõe o estudo científico da sociedade (fundando a Sociologia).​

○​ Defende que a Filosofia se limite a refletir sobre os métodos e resultados da


ciência.​

●​ O positivismo separa Filosofia e ciência prática, reduzindo a Filosofia a


epistemologia (teoria do conhecimento).​

Crítica:

●​ Reduzir o conhecimento da realidade apenas ao método lógico e matemático ignora


a complexidade da existência humana.​

6. Fenomenologia
●​ Edmund Husserl propõe:​

○​ Conhecemos apenas os fenômenos, isto é, aquilo que aparece para nossa


consciência.​

○​ Não acessamos a "coisa em si", apenas o sentido que a consciência dá às


experiências.​

●​ A verdade é entendida como coerência interna dos sentidos construídos pela


consciência, e não como correspondência direta com a realidade objetiva.​

7. Nietzsche e a Crítica da Verdade


●​ Friedrich Nietzsche questiona:​

○​ Por que a filosofia escolheu a busca pela "verdade" como ideal supremo?​

○​ Para ele, a verdade é uma criação histórica ligada à moral e ao instinto de


conservação do "rebanho" (sociedade).​

●​ Introduz o perspectivismo:​
○​ Não existe verdade única; todo conhecimento é parcial e situado.​

○​ Devemos buscar múltiplas perspectivas para enriquecer nosso entendimento.​

8. Conclusão
●​ A ciência, em todas as suas formas, é profundamente influenciada por pressupostos
filosóficos.​

●​ Mudanças nas concepções filosóficas alteram métodos científicos, seus objetivos e


seus resultados.​

●​ Da atitude positivista ao perspectivismo de Nietzsche, a história do pensamento


mostra que compreender a realidade é um processo sempre inacabado e plural.​

TÓPICO 7 "Filosofia Contemporânea":

1. Introdução

●​ A filosofia dos séculos XIX e XX é extremamente rica e variada.​

●​ O texto apresenta um panorama de mentalidades e reflexões filosóficas que


continuam influenciando a sociedade atual.​

●​ Aborda: Utilitarismo (Bentham), Evolucionismo (Darwin), Psicanálise (Freud),


Filosofia do Dinheiro (Simmel), Banalidade do Mal (Arendt) e Existencialismo
(Sartre e Beauvoir).​

2. Jeremy Bentham e o Utilitarismo


●​ Bentham propõe que a ação correta é a que produz a maior quantidade de felicidade
(prazer) para o maior número de pessoas.​
●​ Felicidade é definida como prazer e ausência de dor.​

●​ Essa visão utilitarista gerou uma mentalidade hedonista e influenciou pensadores


como John Stuart Mill, que defendeu:​

○​ A liberdade individual como essencial para a felicidade.​

○​ A crítica à “tirania da maioria” (pressão social sobre o indivíduo).​

3. Charles Darwin e a Origem da Vida


●​ Em "A Origem das Espécies" (1859), Darwin propõe a teoria da evolução por
seleção natural.​

●​ Essa teoria deslocou a visão do ser humano como “especial” e o reintegrou à


natureza.​

●​ Darwin não negava Deus, mas sua teoria ameaçou as interpretações literais da
Bíblia.​

●​ A teoria evolutiva ganhou peso com o desenvolvimento da genética e da


paleontologia.​

4. Sigmund Freud e os Mistérios da Mente


●​ Freud revela o papel central do inconsciente no comportamento humano.​

●​ Descobre que desejos reprimidos, especialmente de natureza sexual e violenta,


moldam nossas ações.​

●​ Desenvolve a psicanálise, baseada na cura pela fala (livre associação).​

●​ Em "O Mal-Estar na Civilização" (1930), Freud afirma que a sociedade reprime as


pulsões humanas, causando angústia e sofrimento psíquico.​

5. Georg Simmel: A Metrópole e a Vida Mental


●​ Simmel analisa o impacto da urbanização e da economia monetária no ser humano:​

○​ A vida nas grandes cidades gera sobrecarga de estímulos, estresse e


doenças psíquicas.​

○​ O dinheiro padroniza os relacionamentos e valoriza o que é comum (valor de


troca), ignorando as singularidades individuais.​

●​ Ele compara o dinheiro a um "Deus moderno", central e onipresente na vida social.​

6. Hanna Arendt e a Banalidade do Mal


●​ Arendt, no julgamento de Adolf Eichmann, percebe que o mal pode ser banal:
resultado da obediência cega às normas sem reflexão crítica.​

●​ A "banalidade do mal" é o mal cometido por cidadãos comuns que não pensam
sobre o impacto de suas ações.​

●​ Isso alerta para a responsabilidade individual diante de sistemas de autoridade.​

7. Existencialismo: Sartre e Beauvoir


Jean-Paul Sartre

●​ Publica "O Ser e o Nada" (1943).​

●​ Defende que o ser humano não tem essência prévia — sua existência precede sua
essência.​

●​ Somos livres para escolher, mas essa liberdade gera angústia, pois somos
responsáveis por tudo o que fazemos.​

●​ Sartre chama de má-fé a tentativa de negar a própria liberdade.​

Simone de Beauvoir

●​ Em "O Segundo Sexo" (1949), aplica o existencialismo à condição feminina.​


●​ Afirma que a mulher não nasce mulher, mas se torna mulher, ou seja, seu papel é
socialmente construído.​

●​ Defende que as mulheres devem assumir a liberdade de definir suas próprias vidas.​

8. Conclusão
●​ A filosofia contemporânea acompanhou as mudanças radicais em tecnologia,
economia e política.​

●​ Bentham, Darwin, Freud, Simmel, Arendt, Sartre e Beauvoir trouxeram novas


interpretações sobre o prazer, a evolução, a mente, o dinheiro, o mal e a liberdade.​

●​ A reflexão filosófica revelou tanto os avanços quanto as contradições da


modernidade, incentivando o autoconhecimento mesmo diante das descobertas
mais desconfortáveis.​

TÓPICO 8 "A Ética e seus Desafios":

1. Introdução

●​ Todas as culturas e sociedades possuem uma moral, isto é, um conjunto de regras


que regulam comportamentos e limitam o impacto das ações individuais sobre os
outros.​

●​ O Código de Hamurabi (c. 1800 a.C.) é o mais antigo código moral escrito
conhecido.​

●​ Os Dez Mandamentos dos hebreus também representam uma codificação moral,


focada na organização da vida coletiva.​

●​ A filosofia ética começa com Sócrates, que questiona a origem e o significado dos
valores morais aceitos sem reflexão.​

●​ No mundo atual, globalizado e conflituoso, discutir ética é urgente para pensar


alternativas para a convivência humana e com a natureza.​
2. Os Códigos Morais e a Ética

●​ Código de Hamurabi: baseado na Lei de Talião ("olho por olho, dente por dente"),
que visa limitar a vingança, mas aplicava punições desiguais conforme o status
social.​

●​ Dez Mandamentos: apresentam ordens e proibições com a intenção de regular o


comportamento e promover a igualdade, independentemente da classe social (Lei
Mosaica).​

●​ A moralidade antiga ainda era fortemente associada à retaliação e à ideia de justiça


como vingança proporcional.​

3. Sócrates e a Filosofia Moral

●​ Sócrates inaugura a ética filosófica ao questionar os valores aceitos sem reflexão.​

●​ Sua máxima era: "Conhece-te a ti mesmo".​

●​ Confrontava seus interlocutores perguntando "o que é" justiça, coragem, beleza,
amizade etc.​

●​ Reconhecia sua própria ignorância ("Sei que nada sei") e via o autoconhecimento
como condição para todo saber verdadeiro.​

●​ Essa postura provocava desconforto e foi a base para a tradição ética ocidental.​

4. Jesus: Uma Alternativa ao Olho por Olho

●​ Jesus propõe superar a lógica da retaliação com o princípio do amor e do perdão.​

●​ No episódio da mulher adúltera, ele desautoriza a punição automática e chama à


reflexão moral ("Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra").​

●​ Jesus rompe com a ideia da dívida moral e defende o perdão ilimitado ("setenta
vezes sete").​

●​ Propõe amar também os inimigos e agir com generosidade e misericórdia,


inaugurando uma nova perspectiva ética baseada na dignidade universal.​
5. Guerras Mundiais, o Valor da Vida e os Direitos Humanos

●​ As duas guerras mundiais (1914-1945) devastaram a humanidade, causando


dezenas de milhões de mortes, destruição material e crises humanitárias.​

●​ O horror das guerras levou à criação da Declaração Universal dos Direitos


Humanos (1948), para proteger a dignidade e os direitos fundamentais de todos os
seres humanos.​

●​ A ética moderna passa a se basear na promoção da liberdade, igualdade,


fraternidade e respeito às diferenças culturais, étnicas e religiosas.​

6. Pós-Guerra e a Ética Contemporânea

●​ Apesar dos avanços (educação, tecnologia, direitos civis), o pós-guerra também viu
novas guerras (Vietnã, Oriente Médio, África) e a Guerra Fria (EUA x URSS).​

●​ No entanto, consolidaram-se novos marcos éticos, como o direito dos refugiados


(Convenção de 1951) e o fortalecimento das instituições internacionais de direitos
humanos.​

●​ A reflexão ética se expandiu para incluir temas como imigração, ajuda humanitária e
limites da soberania nacional diante de direitos universais.​

7. Conclusão

●​ A ética é fruto da capacidade humana de refletir criticamente sobre as normas que


regem a convivência.​

●​ Ao longo da história, nem todas as sociedades desenvolveram essa reflexão.​

●​ A valorização ampla da vida humana, da liberdade e da dignidade permanece um


desafio ético constante.​
TÓPICO 9 "A vida pública e a crise do contrato social":

Resumo Detalhado
1. Introdução

●​ O Estado moderno, idealizado como instituição democrática que garante liberdade,


igualdade e justiça, enfrenta uma crise de legitimidade.​

●​ Segundo John Locke, um governo só é legítimo se tiver o consentimento dos


governados; caso contrário, os cidadãos têm direito à resistência.​

●​ Hoje, o Estado tem sido questionado por não garantir o bem-estar social diante das
pressões da globalização e do sistema financeiro.​

●​ A era digital oferece novos modos de organização e comunicação social, abrindo


espaço para o que alguns chamam de pós-capitalismo.​

2. A sociedade contra o Estado

●​ Pierre Clastres (em A Sociedade contra o Estado) mostra como sociedades


primitivas marcam o corpo como forma de internalizar a lei e pertencer à
comunidade.​

●​ Essa marca corporal, através de ritos e escarificação, simboliza o pertencimento e


nega a hierarquia de poder: “tu não terás o desejo do poder”.​

●​ O Estado moderno, ao contrário, cria desigualdades e favorece uma minoria.​

●​ A crítica de Clastres inclui o trabalho forçado e a escolarização obrigatória como


formas modernas de marcar e controlar os corpos.​

●​ O Estado moderno se torna instrumento de dominação, produzindo uma sociedade


desigual e alienada.​

3. Michel Foucault e os Dispositivos de Poder


●​ Foucault amplia a crítica ao poder, mostrando que ele não está só no Estado, mas
em todas as instituições sociais (escola, família, religião, ciência etc.).​

●​ Ele cunha o conceito de dispositivo, entendido como uma rede de elementos


(discursos, normas, práticas) que moldam e controlam os indivíduos.​

●​ A governabilidade moderna se dá por meio da vigilância, normalização e controle


dos corpos, transformando as pessoas em sujeitos obedientes.​

4. Crise do Contrato Social e Fascismo Social

●​ Boaventura de Sousa Santos afirma que vivemos uma crise do contrato social,
onde o Estado já não cumpre sua função de garantir direitos básicos.​

●​ Surge então o conceito de fascismo social: dominação de um grupo sobre outro,


com naturalização da desigualdade mesmo em sistemas democráticos.​

●​ O fascismo social se manifesta em:​

○​ Precarização do trabalho.​

○​ Privatização de bens públicos.​

○​ Medo e insegurança induzidos pela mídia.​

○​ Supremacia do capital sobre os direitos humanos.​

5. Novos modelos de gestão social

A Internet como ferramenta de mudança

●​ Segundo Manuel Castells e Pierre Lévy, a Internet nasceu com viés libertário e
colaborativo.​

●​ Ela promove o ciberativismo, democratiza o acesso à informação e permite novas


formas de organização social.​

●​ Exemplo: Primavera Árabe (2011), onde redes sociais foram fundamentais para
mobilizações populares.​

Pós-capitalismo e economia alternativa


●​ Paul Mason aponta o surgimento de um novo modelo baseado em:​

○​ Colaboração.​

○​ Economia de tempo livre.​

○​ Redes de trocas informais.​

●​ Iniciativas locais, como moedas alternativas, cooperativas e sistemas de troca,


rompem com a lógica da escassez e da produtividade compulsiva.​

Neotribalismo

●​ Conceito de tribos urbanas segundo Rogério Bianchi: pequenos grupos com


identidade própria que resistem à massificação e buscam laços comunitários.​

Desajustados e Economia Informal

●​ A antropóloga Alexa Clay estuda grupos que atuam à margem do sistema (piratas,
hackers, coletivos autônomos).​

●​ Esses “desajustados” mostram formas criativas e sustentáveis de organização


econômica fora do modelo tradicional.​

●​ Questionam: todas as regras são justas? É legítimo quebrar leis injustas?​

6. Conclusão

●​ O mundo contemporâneo busca alternativas ao sistema capitalista tradicional,


priorizando o bem-estar humano sobre o lucro.​

●​ A Filosofia ajuda a refletir criticamente sobre as regras sociais e pensar em novas


formas de vida coletiva.​

●​ Com o uso do senso crítico e das ferramentas tecnológicas, é possível reconstruir a


realidade de forma mais justa, inclusiva e democrática.​
TÓPICO 10 "A Filosofia e os grandes temas sobre a existência
humana atual":

Resumo Detalhado
1. Introdução: A complexidade da vida contemporânea

●​ O século XXI é marcado por grandes transformações que tornam as análises


simplistas perigosas.​

●​ Vivemos imersos na cultura do consumo, influenciados pela publicidade e pela


hiperconectividade digital.​

●​ As relações humanas se tornaram frágeis, influenciadas por padrões de troca e


consumo.​

●​ As instituições exercem controle de forma sutil, transformando cidadãos em


“escravos modernos”.​

●​ A filosofia aparece como ferramenta para despertar o senso crítico e resistir às


interpretações impostas da realidade.​

2. Jean Baudrillard: Sociedade de consumo e


hiper-realidade
●​ Após a Segunda Guerra Mundial, surge uma nova cultura baseada em símbolos e
signos transmitidos pela mídia de massa.​

●​ Em O sistema dos objetos, Baudrillard analisa como os objetos deixam de ser


utilitários e passam a funcionar como signos de status e identidade.​

●​ O consumo é uma linguagem social: não consumimos objetos, mas significados


que nos inserem ou distinguem de grupos.​

●​ A sociedade de consumo transforma o “Ter” em valor maior do que o “Ser”.​

●​ A hiper-realidade surge da fusão entre o real e o virtual: a mídia e a internet criam


uma realidade artificial onde vivemos experiências simuladas.​
●​ Exemplos: reality shows e interatividade digital criam a ilusão de participação e
liberdade, enquanto controlam e formatam o comportamento.​

3. Gilles Deleuze: A sociedade de controle


●​ Inspirado por Foucault, Deleuze descreve a transição da sociedade disciplinar
para a sociedade de controle.​

●​ A vigilância deixa de se restringir a instituições (escolas, prisões, hospitais) e se


espalha por toda a vida social, com apoio das novas tecnologias.​

●​ Somos monitorados por câmeras, GPS, redes sociais, algoritmos e entregamos


voluntariamente nossos dados.​

●​ Surge o conceito do homem endividado, que participa de redes de consumo e


compromissos que controlam seu comportamento.​

●​ A dominação é exercida por sedução, não mais por coerção direta, e se infiltra na
vida cotidiana por meio do endividamento simbólico e financeiro.​

●​ O biopoder organiza a vida por meio do controle da informação, da imagem e da


emoção, tornando-se mais eficaz do que a coerção institucional clássica.​

4. Zygmunt Bauman: Vida líquida e fragilidade das


relações
●​ Bauman vê a modernidade como uma época líquida: tudo é fluido, instável,
imprevisível.​

●​ As pessoas perderam os vínculos comunitários e vivem isoladas, buscando sentido


apenas na experiência individual.​

●​ A fragilidade das relações transforma os relacionamentos em “conexões”, fáceis de


desfazer, como nos aplicativos de encontros.​

●​ O amor, a amizade e até o trabalho tornaram-se mercadorias e seguem a lógica da


substituição rápida.​
●​ A vida social tornou-se superficial, e a busca por identidade virou um esforço
solitário e ansioso.​

●​ A falta de segurança e laços duradouros gera medo e solidão coletiva, disfarçada


pela abundância de “amigos” nas redes sociais.​

5. Slavoj Žižek: Crítica radical ao sistema


contemporâneo
●​ Žižek é um filósofo esloveno influenciado por Marx, Lacan e a psicanálise.​

●​ Critica o capitalismo neoliberal e os rumos da esquerda, defendendo um


comunitarismo global como alternativa.​

●​ Alerta para três desafios centrais da contemporaneidade:​

1.​ Crise ecológica.​

2.​ Necessidade de renovação do Estado de bem-estar social.​

3.​ Riscos da digitalização extrema, que ameaça a autonomia mental dos


indivíduos.​

●​ Mistura cultura pop, filosofia e política em discursos provocativos e acessíveis,


buscando despertar consciências adormecidas.​

●​ Afirma que a liberdade de expressão inclui o direito de dizer o que as pessoas


não querem ouvir, provocando reflexão crítica.​

6. Conclusão
●​ Os pensadores analisados ajudam a compreender os grandes desafios da existência
humana atual:​

○​ Alienação pelo consumo.​

○​ Perda do real.​

○​ Vigilância disfarçada de liberdade.​


○​ Fragilidade dos vínculos sociais.​

○​ Manipulação digital e esvaziamento das relações humanas.​

●​ A filosofia é um instrumento de resistência contra os dogmas sociais, ajudando a


construir liberdade interior e pensamento crítico.​

●​ O sentido da vida depende de nossas reflexões e escolhas conscientes.​

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