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O documento aborda o estudo das principais bacias petrolíferas angolanas, destacando a formação, tipos e importância das bacias sedimentares. As bacias do Congo, Kwanza e Namibe são analisadas em relação à sua geologia, tectônica e reservas de petróleo. Além disso, discute-se a exploração de hidrocarbonetos e a relação entre as bacias sedimentares e a formação de combustíveis fósseis.
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UNIVERSIDADE TÉCNICA DE ANGOLA

FACULDADE DE ENGENHARIAS – FAE


DEPARTAMENTO DE ENSINO E INVESTIGAÇÃO DE CIÊNCIAS DA
TERRA - DEICT

ESTUDO DAS PRINCIPAIS BACIAS


PETROLÍFERAS ANGOLANAS
BACIA SEDIMENTAR

São formações rochosas localizadas em áreas de


depressões relativas ou absolutas, que acumulam
espessas camadas ou estratificações formadas por
rochas sedimentares.
PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS BACIAS SEDIMENTARES

SEDIMENTOGÊNESE
FORMAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS E OBJECTOS
FÓSSEIS

Durante esse processo de sobreposição de


camadas de sedimentos, é comum que alguns restos
orgânicos de animais sejam eventualmente
“enterrados”. Assim, eles acabam ficando entre uma
camada e outra, de forma que, dependendo das
condições de temperatura e pressão, poderão dar
origem aos fósseis. Em alguns casos, os restos de
animais e plantas podem sofrer uma força tão forte
que podem acabar “derretendo” ou, mais
precisamente, litificando-se. Esse processo dá
origem aos combustíveis fósseis, como o petróleo e
o gás natural.
TIPOS DE SEDIMENTOS
 Orgânicos: como animais mortos, algas e vegetais;
 Rochosos: restos de rochas que passaram por processos de
erosão;
Essa estrutura geológica é de grande importância para a
humanidade. Por meio dela, é possível identificar questões
sobre a vida na Terra, revelando pontos fundamentais sobre
a evolução. Os detritos encontrados em suas camadas podem
revelar a idade da formação, com origens nas eras paleozóica,
mesozóica ou cenozóica.
TIPOS DE BACIAS SEDIMENTARES

De acordo com suas causas de formação,


podemos destacar os seguintes:

Frontais: localizadas em frente a uma cadeia


montanhosa ou um arco de ilhas vulcânicas;

Retroarco: encontradas em redor do Oceano


Pacífico;

Oceânicas: presentes no fundo dos oceanos;


RELAÇÃO ENTRE O PETRÓLEO E AS BACIAS SEDIMENTARES

O petróleo é um combustível fóssil, formado por meio


de processos naturais, como organismos em decomposição
debaixo da terra e a bacia sedimentar está directamente
relacionada a ele, pois, é nela que esse combustível pode ser
encontrado. Ao passar dos séculos, materiais orgânicos podem
ficar soterrados no processo de formação da estrutura
geológica, entrando em decomposição devido à acção de
bactérias e da baixa quantidade de oxigénio durante a
sobreposição das camadas.
É justamente nesse processo que temos a formação
desse combustível fóssil. Os restos de animais e plantas que
são esmagados pela formação das rochas sedimentares sofrem
uma espécie de derretimento, chamado de litificação, dando
origem ao petróleo.
IMPORTÂNCIA DAS BACIAS SEDIMENTARES

A despeito de servirem para o aprofundamento dos estudos de


geologia e dos fósseis, revelando a evolução da vida na terra, as bacias
sedimentares possuem grande importância económica, visto que os
sedimentos acumulados durante milhões de anos, são responsáveis pela
presença de recursos orgânicos utilizados como fontes de energia, por
exemplo, o carvão mineral, a hulha, gás natural e o petróleo. Além deles,
as rochas inorgânicas que compõem as bacias sedimentares dão origem ao
arenito e calcário, utilizados na construção civil.
CLASSIFICAÇÃO DAS BACIAS SEDIMENTARES
As bacias sedimentares podem ser classificadas, sendo
analisados os critérios como: evolução tectónica, localização
relacionada aos limites das placas, natureza do substrato da crosta,
entre outras circunstâncias.
As bacias sedimentares podem ser classificadas como:
 Fossas de afundamento: Estruturas estritas e alongadas, limitadas
por falhas normais conjugadas.
 Bacias intracratónicas: Vastas depressões ovais ou arredondadas.
 Bacias oceânicas: presentes no fundo dos oceanos.
 Margens continentais: Inicia-se após a fragmentação de uma placa
continental.
 Bacias frontais: Localizadas em frente a uma cadeia montanhosa.
 Bacias de retro arco: Encontradas em redor do Oceano Pacífico.
 Bacias intramontanhosas: Áreas subsidentes delimitadas por
cordilheiras montanhosas.
CARACTERIZAÇÃO DAS BACIAS SEDIMENTARES

As bacias sedimentares são um tipo de estrutura geológica


caracterizada pela sua presença em áreas de depressão relativa( acima
do nivel do mar) ou absolutas( abaixo do nivel mar) resultantes do
acúmulo de sedimentos (partículas de rochas), formando várias
camadas de rochas sedimentares.
BACIAS SEDIMENTARES DE ANGOLA
ENQUADRAMENTO REGIONAL DA ORLA
COSTEIRA ANGOLANA
A orla costeira angolana compreende três grandes
bacias: Bacia do Baixo Congo; Bacia do Kwanza e Bacia
do Namibe.
As bacias costeiras angolanas são constituídas por
depósitos que ocupam uma estreita faixa sedimentar, cujas
idades variam do Período Cretácico ao Quaternário.
Os depósitos costeiros assentam directamente sobre o
Soco-Précâmbrico, limitadas a Este pelo Escudo Africano e
a oeste estende-se ao longo do declive continental.
ORIGEM E EVOLUÇÃO TECTÓNICA-SEDIMENTAR

As bacias sedimentares da orla costeira angolana fazem parte das bacias marginais do Oceano
Atlântico, cuja evolução tectónica e sedimentar ocorreu durante as eras Mesozóica e Cenozoica.
No Cretácico, teve início o fracturamento e a abertura do continente Gondwana. Estes
acontecimentos levaram a separação das placas continentais africana e sul-americana .
A evolução tectónica-sedimentar foi provocado pela acção de um Rift. Este Rift originou falhas
normais de grande extensão regional, produzindo blocos falhados e basculhados que se alinham
paralelamente a costa formando horsts e grabens.
A evolução tectónica-sedimentar é subdividido em quatro fases: Pré-Rift, Sin-Rift, Pós-Rift e
Subsidência Regional.
PRINCIPAIS BACIAS SEDIMENTARES DE ANGOLA

O pacote sedimentar angolano é subdividido em cinco


(5) sectores, os quais se resumem a três bacias costeiras,
nomeadamente a Bacia do Congo (limitada entre o rio Zaire
e a Ponta da Musserra), a bacia do Kwanza (entre Musserra
e o paralelo 12º 00´) e, por fim, a Bacia do Namibe (entre o
paralelo 13º 45´S e o limite sul é representado pela Namíbia)
(Baptista, 1991).
A Região da Bacia do Cuanza está relacionada com um
fenómeno de importância regional – a evolução da margem
Continental angolana, ou seja, a abertura do Atlântico Sul.
DIVISÃO DOS MOVIMENTOS TECTÓNICOS
 Pré-Rift - que é caracterizado por um tectonismo suave.

Na sua fase inicial (Cretácico Inferior), as regiões do


sudoeste de Angola e do Brasil que permaneceram estáveis
desde o Pré-Câmbrico e integradas num grande “cráton “,
passaram a estar sujeitas a esforços extencionais e vulcânicos
causados pela orogénese, com deposição típica fluvio-
continental, pois o mar ainda não se fazia presente.
 Sin-Rift - caracterizados por um forte tectonismo.

Esta fase é caracterizada por duas subfases distintas: Sin-Rift I


e Sin-Rift II.
 Sin-Rift I: Caracterizado pelo levantamento da crusta,
falhamento e inclinação dos Blocos do Soco, originando um
sistema de lagos profundos ou sub-bacias do Rift instaladas nos
grabens (fig), preenchidas por areias continentais, argilas e
carvão com vestígios de rochas vulcânicas.
 Sin-Rift II: Foi no final deste período, que se teria iniciado a

ruptura continental (durante a qual a separação entre os


continentes Africano e Sul-americano teria iniciado).

Os sedimentos que compõem esta sequência são


representados por carbonatos lacustres e arenitos clásticos
aluvionares, passando à uma sequencia evaporítica, que dá
inicio a transição de condições continentais para marinhas.
 Pós-Rift - caracterizado por um tectonismo moderado.

Durante o Albiano, a crista de Walvis foi fracturada permitindo a subida


geral das águas do mar e o estabelecimento de condições marinhas a norte da
cordilheira
A espessa sequência evaporítica foi sendo coberta no Albiano por uma
sequência transgressiva, constituída por uma unidade carbonatada-clástica.
Finalmente sobre a unidade carbonatada, foram depositados espessos
pacotes de argila de águas profundas, margas, algumas bancadas de carbonatos e
areias turbidíticas.
 Subsidência regional - que é caracterizada pelo forte basculamento da bacia (tectonismo

activo).

É caracterizada, essencialmente, pelo basculamento das bacias no sentido Oeste. Neste


período verificou-se uma descida do nível do mar, possibilitando a deposição de turbiditos.

No final do Paleogénico (Oligocénico), verifica-se o abaixamento do nível da água do


mar, resultante do basculamento por sobrecarga sedimentar para Oeste.

A margem angolana tinha sido sujeita a soerguimento, passando a estarem expostas


grandes áreas que anteriormente eram submersas, e que foram intensamente erodidas.

Uma sequência clástica regressiva é depositada discordantemente sobre a antiga


plataforma Cretácica. Esta fase foi também marcada pela existência de hiatos estratigráficos,
coincidentes com os abaixamentos globais do nível do mar.
ESTRATIGRAFIA
1) Rochas intrusivas, granito
2) rochas efusivas, basalto
3) rochas metamórficas
4) conglomerados
5) areias
6) shales
7) Evaporitos
8) gesso
9) carbonatos
10) carbonatos e dolomites silicificados
11) Calcilutitos
12) marls
EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS NA BACIA DO KWANZA
Angola pretende estender a prospecção e exploração de hidrocarbonetos às bacias
terrestres do Baixo Congo e do Kwanza. Para a prospecção, pesquisa, avaliação,
desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos nas respectivas bacias.

Desde o início da actividade até ao presente foram descobertos 1 campo de gás


natural e 12 campos de petróleo que representam um total de reservas de 400 MMSTBO
(reserva de milhões de barris de crude) das quais já foram explorados 82 milhões de barris

Na Bacia terrestre do Baixo Congo vão à licitação três blocos, ao passo que na Bacia
do Kwanza são seis. Estamos a falar da criação de condições para a exploração e produção
de petróleo “onshore”, ou seja, em terra.

A Bacia terrestre do Kwanza tem características especiais. Ela está inserida numa
reserva natural, sujeita a um regime especial. A Lei nº 8/20 de 16 de Abril (Lei das Áreas de
Conservação Ambiental) limita e/ou proíbe, nos seus diferentes articulados (nomeadamente
os 13º, 14º e 40º), a exploração de recursos naturais nesses espaços. Razão porque o
Executivo tem na forja uma proposta de alteração desse diploma legal, por forma a poder dar
corpo à sua intenção.
GEOLOGIA DE PETRÓLEO EM ANGOLA
No que se refere a Angola, o petróleo é encontrado essencialmente em três
bacias sedimentares: a bacia do Congo (a qual engloba a província de Cabinda, e por isso
também conhecida como bacia de Cabinda-Angola), a bacia de Kuanza e a bacia de
Namibe.

As três bacias, separadas através de um alto do embasamento Pré-Cambriano,


tem a sua origem intimamente relacionada à deriva continental, mais precisamente ao
processo de separação entre a África e a América do Sul (BUAMBUA, op. cit.)

Portanto, as evoluções tectônicas, geológicas e sedimentares das bacias


marginais petrolíferas de Angola em particular e do Atlântico Sul em geral, incluindo as
bacias marginais do Brasil, estão relacionadas ao fraturamento do Pangea e ao afastamento
das placas africana e sul americana. As bacias sedimentares angolanas do Congo, Kuanza
e Namibe fazem parte de um conjunto de bacias da margem continental passiva do
Atlântico Sul da parte ocidental da África, cuja estrutura tectônica na qual estão inseridas
pode ser dividida, em resumo, em 3 fases principais. A fase Pré-Rift, fase Rift e fase Pós-
Rift.
BACIA DO CONGO (CABINDA-ANGOLA)
A bacia do Congo possui uma extensão aproximada de
600 km, entre 3°e 7° de latitude sul, localizando-se na porção
noroeste e norte de Angola, onde a província de Cabinda ocupa
a parte meridional da bacia.

As rochas sedimentares da bacia do Congo repousam


sobre o embasamento Pré-Cambriano, conhecido como
complexos Mayombe e Pré-Mayombe, que se estendem até a
plataforma continental angolana.
BACIA DE KUANZA
A bacia do Kuanza encontra-se localizada entre o 8° e 13°
de latitude sul, na parte noroeste de Angola. Com uma extensão de
300 km de comprimento e 150 km de largura, a bacia de Kuanza
cobre, além da margem oeste do oceano Atlântico, uma extensa
parte continental. É limitada ao norte pela bacia do Congo e ao sul
pela bacia do Namibe.
Os sedimentos da bacia do Kuanza estão depositados sobre
um embasamento PréCambriano, constituído de rochas ígneas e
metamórficas como granitos, gnaisses, micaxistos, granito-gnaisses,
etc, fortemente afetadas por um sistema de falhas transversais e
fraturadas.
BACIA DO NAMIBE

A bacia do Namibe, anteriormente conhecida como


bacia de Moçamedes, encontra-se localizada ao sul da latitude
13° sul. Ela está separada ao norte pela bacia de Kuanza
através da cordilheira de Lunda e ao sul é limitada pela
cordilheira de Walvis, estendendo-se por aproximadamente
400 km, na parte sudoeste da República de Angola
A parte continental, assentada sobre o escudo africano
do embasamento PréCambriano, é relativamente estreita, entre
10 a 20 km, alargando-se mais na sua parte meridional
RESERVAS PETROLÍFERAS DE ANGOLA
Deve-se salientar que cerca de 90% das reservas provadas de Angola
localizam-se em regiões offshore, sendo que grande parte desse total em
águas profundas.

Quanto à localização, aproximadamente 2/3 do total das atuais


reservas de Angola estão localizadas na costa marítima da província de
Cabinda e o restante está disperso na plataforma continental adjacente às
províncias do Zaíre, Luanda e Benguela (BUAMBUA, 1996).

As reservas são as quantidades de hidrocarbonetos líquidos ou


gasosos que podem ser estimados e recuperáveis, a partir de dados
geológicos e técnicos de reservatórios conhecidos, perfuráveis nas condições
econômicas e tecnológicas do momento (CHEVALIER et alii, 1986, apud
BUAMBUA, 1996).
Sendo assim puderam constatar que a movimentação das placas tectónicas pode ser
responsável por levar as áreas das bacias sedimentares para regiões continentais.
Entretanto, os sedimentos de uma bacia geralmente têm sua origem a partir de
materiais provenientes da erosão de áreas adjacentes à bacia, pela acção do vento,
água, geleiras ou rios, ou de materiais que precipitam para dentro da bacia, quando
esta é submersa.

Por isso, É importante compreender correctamente o processo de formação e


transformação das bacias sedimentares, pois elas guardam uma zona de interesse
que vai desde o campo científico (permitindo-nos estudar o passado da terra) até o
campo económico, através da extracção de minérios e hidrocarbonetos.

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