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Sedentarismo

O sedentarismo, considerado a doença do milênio, resulta da falta de atividade física e está associado a várias doenças como hipertensão e diabetes. Para evitar o sedentarismo, recomenda-se gastar pelo menos 2.200 calorias por semana em atividades físicas e adotar hábitos que aumentem o gasto calórico diário. A prática de exercícios deve ser prazerosa e segura, com orientações médicas adequadas para aqueles com condições de saúde preexistentes.
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Sedentarismo

O sedentarismo, considerado a doença do milênio, resulta da falta de atividade física e está associado a várias doenças como hipertensão e diabetes. Para evitar o sedentarismo, recomenda-se gastar pelo menos 2.200 calorias por semana em atividades físicas e adotar hábitos que aumentem o gasto calórico diário. A prática de exercícios deve ser prazerosa e segura, com orientações médicas adequadas para aqueles com condições de saúde preexistentes.
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Sedentarismo

Dr. Turíbio Leite Barros Neto

O sedentarismo já é considerado a doença do milênio. Na verdade trata-se de um


comportamento induzido por hábitos decorrentes dos confortos da vida moderna. Com a
evolução da tecnologia e a tendência cada vez maior de substituição das atividades
ocupacionais que demandam gasto energético por facilidades automatizadas, o ser
humano adota cada vez mais a lei do menor esforço reduzindo assim o consumo
energético de seu corpo.

O que é o sedentarismo?

O sedentarismo é definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. Na


realidade, o conceito não é associado necessariamente à falta de uma atividade
esportiva. Do ponto de vista da Medicina Moderna, o sedentário é o indivíduo que gasta
poucas calorias por semana com atividades ocupacionais. Segundo um trabalho
realizado com ex-alunos da Universidade de Harvard, o gasto calórico semanal define
se o indivíduo é sedentário ou ativo. Para deixar de fazer parte do grupo dos sedentários
o indivíduo precisa gastar no mínimo 2.200 calorias por semana em atividades físicas.

Quais são as conseqüências do sedentarismo?

A vida sedentária provoca literalmente o desuso dos sistemas funcionais. O aparelho


locomotor e os demais órgãos e sistemas solicitados durante as diferentes formas de
atividade física entram em um processo de regressão funcional, caracterizando, no caso
dos músculos esqueléticos, um fenômeno associado à atrofia das fibras musculares, à
perda da flexibilidade articular, além do comprometimento funcional de vários órgãos.

Quais as doenças associadas à vida sedentária?

O sedentarismo é a principal causa do aumento da incidência de várias doenças.


Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol, infarto do
miocárdio são alguns dos exemplos das doenças às quais o indivíduo sedentário se
expõe. O sedentarismo é considerado o principal fator de risco para a morte súbita,
estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao
agravamento da grande maioria das doenças.

Como deixar de ser sedentário?

Para atingir o mínimo de atividade física semanal, existem várias propostas que podem
ser adotadas de acordo com as possibilidades ou conveniências de cada um:

 Praticar atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica,
exercícios com pesos ou jogar bola é uma proposta válida para evitar o
sedentarismo e importante para melhorar a qualidade de vida. Recomenda-se a
realização de exercícios físicos de intensidade moderada durante 40 a 60
minutos de 3 a 5 vezes por semana;
 Exercer as atividades físicas necessárias à vida cotidiana de maneira consciente.
Quais são as alternativas às atividades físicas esportivas?

A vida nos grandes centros urbanos com a sua automatização progressiva, além de
induzir o indivíduo a gastar menos energia, geralmente impõe grandes dificuldades para
ele encontrar tempo e locais disponíveis para a prática das atividades físicas
espontâneas. A própria falta de segurança urbana acaba sendo um obstáculo para quem
pretende fazer atividades físicas. Diante dessas limitações, tornar-se ativo pode ser uma
tarefa mais difícil, porém não de todo impossível.

As alternativas disponíveis muitas vezes estão ao alcance do cidadão porém passam


desapercebidas.

Aumentar o gasto calórico semanal pode se tornar possível, simplesmente reagindo aos
confortos da vida moderna. Subir 2 ou 3 andares de escada ao chegar em casa ou no
trabalho, dispensar o interfone e o controle remoto, estacionar o automóvel
intencionalmente num local mais distante, dispensar a escada rolante no shopping-
center, são algumas alternativas que podem compor uma mudança de hábitos.

Segundo trabalhos científicos recentes, praticar atividades físicas por um período


mínimo de 30 minutos diariamente, contínuos ou acumulados, é a dose suficiente para
prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida.

Quais são as contra-indicações para fazer exercícios?

A liberação plena para a prática de atividades físicas, particularmente as atividades


competitivas e de maior intensidade, deve partir do médico. Nesses casos, um exame
médico e eventualmente um teste ergométrico podem e devem ser recomendados.
Indivíduos portadores de hipertensão, diabetes, coronariopatias, doenças vasculares etc.
devem ser adequadamente avaliados pelo clínico não somente quanto à liberação para a
prática de exercícios, como também quanto à indicação do exercício adequado como
parte do tratamento da doença. Quando se trata de praticar exercícios moderados como a
caminhada, raramente existirá uma contra-indicação médica, com exceção de casos de
limitação funcional grave.

Quais são as recomendações básicas para fazer exercícios com segurança?

A principal recomendação é seguir o bom senso e praticar exercícios como um hábito de


vida e não como quem toma um remédio amargo. A principal orientação é fazer
exercícios com prazer, sentindo bem-estar antes, durante e principalmente depois da
atividade física. Qualquer desconforto sentido durante ou depois de exercícios deve ser
adequadamente avaliado por um profissional da especialidade. O exercício não precisa e
não deve ser exaustivo se o propósito for a saúde.

Praticando exercícios com maior segurança e efetividade:

 Usar roupas adequadas: A função da roupa durante o exercício é proporcionar


proteção e conforto térmico. Agasalhos que provocam aumento excessivo da
sudorese devem ser evitados porque provocam desconforto e desidratação, não
exercendo nenhum efeito positivo sobre a perda de peso.
 Hidratar-se adequadamente: Deve-se ingerir líquidos antes, durante e depois
de exercícios. A perda excessiva de líquidos e a desidratação constituem a
principal causa de mal-estar durante o exercício.
 Sentir bem-estar: Escolha a modalidade e sobretudo a intensidade de exercício
que traga prazer e boa tolerância. Ao fazer exercícios prolongados ajuste a
intensidade que permita sua comunicação verbal sem que a respiração ofegante
prejudique sua fala. Esta é uma forma prática de ajustar uma intensidade
adequada.
 Consulte seu médico: Qualquer dúvida ou desconforto procure
orientaçãoprofissional. Realizar uma avaliação física para elaboração de um
programa de treinamento será uma atitude de grande utilidade prática. Não se
deixe levar por propagandas muitas vezes enganosas prometendo resultados
milagrosos com outros recursos recomendados para substituir os benefícios do
exercício ativo.

A atividade física regular e realizada com prazer é um recurso insubstituível na


promoção de saúde e qualidade de vida.

Bibliografia:

Guidelines for Exercise Testing and Prescription. 3ª ed. Lea &Febiger, USA, 1986.

McArdle, W.D.; Katch, F.I.; Katch, V. Fisiologia do Exercício, Energia , Nutrição e


Desempenho Humano. - 3ª edição. Guanabara Koogan, 1998.

Nabil Ghorayeb&Turibio Barros - O exercício - Preparação Fisiológica, Avaliação


Médica - Aspéctos Especiais e Preventinos. -1ª edição. Editora Atheneu, São Paulo,
Brasil, 1999.

Turibio Leite de Barros Neto - Exercício, Saúde e Desempenho Físico. - 1ª edição.


Editora Atheneu, São Paulo, Brasil, 1997

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