0 notas 0% acharam este documento útil (0 voto) 38 visualizações 28 páginas Marta Kohl - Aprend e Desenv
O documento aborda a teoria de Vygotsky sobre o desenvolvimento psicológico humano, enfatizando a importância da interação social e da linguagem como mediadores do aprendizado. Vygotsky argumenta que o desenvolvimento humano é influenciado pelo ambiente cultural e que a linguagem desempenha um papel central na formação do pensamento. Além disso, discute a zona de desenvolvimento proximal, que destaca a importância da intervenção pedagógica para facilitar o aprendizado e o desenvolvimento das funções psicológicas superiores.
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“sobre o funcionamento psicol6gico € 0
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um processo de deseny i
wend Somme
‘T5d0 do, |
ignos.
tipos de medi
‘caracteristicas bastante diferentes e merecem ser tratados
separadamente.
O uso de instrumentos
/ygotsky busca compreen-
der ascaracteristicas do homem através do estudo da ori-
‘gem ¢ desenvolvimento da espécie humana, tomando o
surgimento do trabalho ¢ a formacio da sociedade hu-
‘mana, com base no trabalho, como sendo o procesto bi-
27ae mass que inlaendiaam Vygotsky
Macao pols aero
predominanie ns Ut 30
essai
is me
Wine ods hare
Engels wma font importante
ete a
edna Aen po
‘iu hoy ds Rates ela.
* omode de odate de
ride mata eons
0 homem é um ser bis.
i, ste cont at
suas rage com © mn:
to natural social O proces
da natureza) 0 proceso pri-
‘ilegiado nesas relgbes bo-
smem/mando.. 7
Emgels (1820-1899)
Valea pena destacar que 0 etu
do do comportamento animal
Produzinds dados a0! quais
Vygotsky ndo chegow ter aces
40. Emborscontroverot, ba da
dos que demonsiram wm wo
0 mso siposto por Vygotsky nesta
comparajao.
mar © ambiente num momento especifico, mas nio
desenvolvem sua relacio com 0 meio num processo
histérico-cultural, como 0 homem.tum diagrama para otien
introduziram marcas
xiliavam sua correspor
a figura de um trené para
le uma faca para lembrar pio)
‘cas modificou radicalmente 0 desempenho d
Em vez de vacilar entre as teclas, fazendi
31seu desempenho na primeira fase
cartdes) foi muito semelhante 20 da
cartes). :
tando 0 homem da necessidade de interacio concreta com,
(05 objetos de seu pensamento.
Quando trabalhamos com os processos superiores que
‘aracterizam o funcionamento psicol6gico tipicamente hu-
‘mano, as representagées mentais da realidade exterior sio,
za yerdade, os principais mediadores a serem considera-
dos na relacio do homem com 0 mundo. E justamente
4 origem dessas representacbes que Vygotsky esté buscan-
do quando nos remete a ctiac4o ¢ ao uso de instrumen-
35__ an
designe execs como medadors da atvidade
tose de si
humana
cespécie humana — onde o sur-
‘Ao longo da histra a Per ee elvimento da ati
ja
siento do wabuho Pr sodas edo uso de instru
vidade coletva re emtagoes da realidade tém se articu-
mento’ — 45 FP pdlcos so €, 05 signos ndo se man-
lado em sistircas externas isoladas, referentes a objetos
tém como mat mo simbolos usados \dividuos par-
avulsos, sam a set signos compartilhados pelo con-
ate Frembtos do grupo socal, petmitindo a comu-
dos of individuos¢ o aprimoramento da inte-
aire cal, Quando {duo aprende, por exem.
do de
eee individao e comparlhado pelos 0 wg
se ia portuguesa, pass ser uma representacto
Ti a ae tre comosigno mediadorna sua comprecn-
mental que serve como Signo
‘fo do mundo. Se alguém Ihe
tum eavalo, oindividuo no nec
‘uma historia sobre
do contato direto
rente com ele, para
idéia de cavalo fard a media-
(que pode estar ausente) € a.
dade a do sujeito (pensar sobre 0 cavalo,
imagini-lo nas agBes descrtas na hist6ria, etc.)
Os sistemas de reptesentacio da realidade — ¢ a lin-
guagem € 0 sistema simbélico basico de todos 0s grupos
humanos — sio, portanto, socialmente dados. E 0 gru-
ral onde o individuo se desenvolve que lhe for-
‘organiza o real, as quais vio
imentos psicolégicos que fazem a me-
individuo ¢ 0 mundo.
Enquanto mediadotes entre 0 individuo e 0 mundo
real, esses sistemas asio da realidade consis-
tem numa espécie de “filtro” através do qual o homem
seri capaz de ver 0 mundo ¢ operar sobre ele. Quando
um individuo vé, por exemplo, um ele € capaz de
interpreta esse lo como um
amontoado de informagSes perceptuais (linhas, formas,
cotes, sons) cabticas ou no compreensives. O conceito
de avio, construfdo socialmente, consiste numa repre-
sentasio mental que faz a mediagio entre o individuo
0 objeto real que esti no mundo. A palavra ‘‘avido",
‘que designa uma certa categoria de objetos do mundo
real, € um signo mediador entre 0 individuo € 0 avio
‘enquanto elemento concreto,
Avido sobrevoundo ums ribo in-
digens
Por alguma razio,
um individuo
qu ird numa
idigo"” para decifracio do mundo
Uma conseqiéncia importante dessas colocacées de
Vygotsky, ditetamente ligada a um dos ‘‘pilares"” de seu
ensamento, discutidos no primeito capitulo, € que os
grupos culturais em que as criangas nascem ¢ se desen:
yolvem funcionam no sentido de prod
denar o real. £ importa
sociocultural do desenvolvimento humano nio se refere
apenas a um amplo cenério, um pano de fundo onde se
ddesenrola a vida individual. Ito €, quando Vygotsky fa-
Ja em cultura nio esté se reportando apenas a fatores
abrangentes como o pas
Yel scio-econdmico, a pr
46, isto sim, do grupo «
dividuo um ambiente estruturado, onde
tos slo catregados de significado. Toda a vida humana
std impregnada de significagdes e a influéncia do mun-
do social se da por meio de processos que ocorrem emcentre individuos particulares
damental na construcio do ser
tretanto, nfo € pensada por Vygotsky co-
to, um sistema estitico a0 qual oindividuo
ws como uma expécie de "
__ Poderfamos explorar 0 exemplo dado por V;
imaginando um grupo cultural Gnde's ges de sponte
‘lo exista, ou melhor, ndo tenha nenhum si
tabelecido. Neste caso hipotético, aquele moviment
Binal da crianga, de tentar pegar um objeto fora
alcance, nunca seré interpretado, pelos adultos desse gru-
‘Po, como um gesto de apontar; nunca seri, portanto, in-
$9.ca ro mm movment que actone 8 caOy
‘com 0 objeto. — a
sagen das fungtes pops superioes deem
1A SO ssn nas lags voces ene odie
homens: para Vyposty 0 fundamento
‘ipicament
aaa ‘Hemsocos do ambiente einer
oe oie ado coleutal — fo fornecdos peas rela
ges entre . licos, € 1
tomes a indo ees Pens.
ws : inet amento e
:
linguagem10s a importincia do conceito
ra para Vygotsky. Vimos que
Muperiores que caracterizam © pen-
Peano — agdes conscientemente
0 ativa, pen
to ocupa lugar central na
eth com das fanghes basics da lingua
I funcio € a de intercimbio social: € pa
sm seus semelhantes que o homem cria
as de linguagem. Essa funcio de co.
‘os outs é bem visvel no Bebé que ett
‘aprender a falar: ele nfo sabe ainda articu-
a rerspar de comprecnder significado
reviso das palavtss utilizadas pelos adultos, mas conse-
Pi seus desjosescus stados emocionais aos
sons, gestose expresses, Ea necessda-
wunicacao que impulsior
_ Pata que a comunicasfo com outros individuos seja pos-
sirel de forma mais sofisticada, do basta, entretanto, que
4 pessoa manifeste, como 0 bebé, estados gerais como
: raze”. E necessrio que sejam uti-
{izads signos, compreensives por outa pessoas, que ta-
sam idéias,sentimentos, vontades, pensamentos, de
cag
bros da me 2
pensamento ¢ linguagem €,
breensio do funcionamento
desenvolvimento do pensamento
¢ da linguagem
igens diferentes
43scape humana ecomo deenolvimen do ind
od pe and compreende ECM € 2 tae-
die fees dois fendmenos
oe paar eompeenershistia ds expécic hums
fe ba nto, nos extdosFitos com prima.
eee prindpalmente com chimpanzés, formas
de ancora Jeu formas de ulizato de
de face podeiam st romadas COMO PTecitsoras
do pensamento € di i Spa
jo eteecs process como sendo a ‘fase pré-verbal do
ido pensamento’” ea fase pré
{ual do desenvolvimento di
(Os animais io capazes de
re cles 0 aml
‘Usam meios indiretos para c
‘como nos experimentos jé men
fm que chimpanzés utilizam varas ou sobem
coomiyotes para alcangar um alimento que esté distan-
2 se tipo de comportamento revela uma espécie de
ria pritica”, onde existe capacidade de solu:
mas ¢ de alteracio do ambiente para a ob-
pelo de deerminados fins. Ese modo de funcionamen-
(er etelectual €independente da linguagem, definindo
1 chamada fase pré-vetbal do desenvolvimento do pen-
Gna. asocaso cate pensam
a ide de
€ de formas cada ex mais sofisticadas,o grupo humano
tee de tema de comunicacio que pert
ie humana, momento em que o biol6
Sie humana {que 0 biol6gico transformapo obra dee 08
ooh aed
evolusfo do ind
Nae um pees
ia da expec.
para conse
cia ped
jo da linguagem.
Nessa fase de seu desenvolvimento, a crianga, embora
‘fo domine a linguagem enquanto sistema simbélico,
jeu festagbesverbais. O choro, 0 iso ¢ 0 bal.
2 Pequens tém clara fungi0 de alivio emo-
clonal, mas também servem como meio de contato s0-
‘comunicasio difusa com outtas pessoas,
46
secre
‘exemplo, de su:
edo, ou de dat
tativo para o pensamento verbal
istica do Pensamento,
Linguagem Racio
A" tantormagio
Fase Pré-intelectual da mene
jo emocional
funso social
Quando os processos de desenvolvimento do pensa
mento ¢ da linguagem se unem, su
samento verbal ea
ta Vygotsky, 0 surgimer
a presenga da
pensamento sem linguagem (nas agdes que tequerem 0
so da inteligencia prética, do pensamento instrumen
tal). Maso pensamento verbal passa a predominar na 2420
ca tipicamente humana. Por iso cle € objeto pri-
dos estos de soln, o
tmentais superiores interestam, particularmen
ompreensto do funcionamento do homem enguarto set
sécio-histico
47© significado das palavras
“SILVEIRA BUENO, (25) ¢ (26). >
fo, por exemplo, para leite gelado com
tomar posse dos significados exp
_ Esse processo de transformacio de significados ocorre
fouma muito clara nas fasesiniciais da aquisicio da
ee quando tanto o vocabuliio da crianga quanto
seul conhecimento sobre o mundo concreto em que vive
49© obelisco, fazer 0 contorno,
‘e chegar até a Domingos deo discuro
Gx" como um feniimeno relevante para
dessa tas.
O desenvolvimento da linguagem ¢ suas relagdes com
co pensamento so, como acabamos de vet, quests cen:
trais na obra de Vygotsky ¢ sio por cle abordadas de for-
‘ma complexa ¢ multifacetada. Os diversos aspectos de suaib eorenetoota
fone uma verdad sis lah Eure cee aprendiza doano, oaprendizado € as rela
ito hums 4
desenvolvimento HET Enno e aprendizado sfo remas
Ops cet ety en
Se ‘do homer ‘anteriores.
pil
‘0 desenvolvimen-
a, como fi E
ee ay axa compre ago da histia da es
to dos process jidual, Esse tipo de abor-
pie ba sso de desenvolvimento, €
dager, que efits © netica¢€ COMUM a OULERS t60-
‘Ghamado de abordagem
Se piles.
pac yan Pagece de Hens Wallon slo a mais
ie rain pnts do desenvey
2 “Ye que dispomos. Diferentemente des-
mento psc“ oxskyndo chegou a formular uma
‘edo estudiosos, VyBorsky s
dos esudio ida do desenvolvimento humano, a
bre viros
disutidds ao longo do presente capitulo
‘Ao lado de sua preocupacio constante com a questo
do desenvolvimento, Vygotsky enfatiza, em sua obra, a
importncia do processs de aprendizado, Para cle, desde
‘onasimento da ctianga, 0 aprendizado esté relacionado
20 desenvolvimento ¢€ “um aspecto necessirio ¢ universal
dbo proceso de desenvolvimento das funcOes psicol6gi-
turalmente organizadas e especificamente huma-
te um percurso de desenvolvimento, em parte
alo ue possibilita o despertar de processos internos de
leseavolvimento que, nto fose o contato do individuo
‘com certo ambiente cultural, no ocorteriam.
56
Aprendizado on oprendiapem
yomeio —preag eee
ieee re pcm
erencia dos fatores
aires bag
iii
ervey ibe
menos Pool lng
tenrlriments bana Pensando numa suposic
normal que ces
¢ VYGOBKY, » 101.0,ci pein Se sbre
as ieias sobre 28 a
= as ado: o conceito de 2002.
rimento proximal
6 conecito de zona de desenvolvimento
proximalto — real e potencial — que
‘de desenvolvimento proximal co-
nite o nivel de desenvolvimento real,
tetminar através da solucdo indepen-
0 nivel de desenvolvimento po
da solucao de problemas sob
‘ou em colaboragio com com.
de desenvolvimento proximal refere-se, assim,
420 aminho que oindividuo vai percorrer para desenvol
‘et fung@es que estio em processo de amadurecimento
[tard fungiesconslidads,estabelecidas no
seu nivel de de I.
25 mais experien-
FOS imaturos
“hic da ets Hos decacn
ls cultura,
60
© Papel da intervencio pedagégica
= VYGOTRY, p97,
‘A implicacio dessa concepgio de Vygotsky para o en-
sino escolar € imediata. Se 0 aprendizado impulsiona 0
desenvolvimento, entZo a escola tem um papel essencial
tna construdo do ser psicolégico adulto dos individuos
que vivem em sociedades escolarizadas. Mas 0 desempe-
61mento dos alunos
fe desenvolvimento aa
superiores. A constante rect
de cada umi dos seus membros €
hhistrico, sempre em transformacio, das sociedades
‘humanas,€ extremamente relevante.
Brinquedo ¢ desenvolvimento
65mde da dseragbo de metre de criangas no.
_Exemplos de produgio excrita alfabetizadas
outze Santos: "0 grefiomo in 1 Rabiscos eS di
a *, mecinicos”” — imi
= eee - Radics me acto do formato da es-
ere
Ses
« 2 t
Sea 2 MOtIdL
rainy ante ta cianca quisesreve: 1. palango; 2. Eu gosto de brin-
sta ng 3 ete; 4. banana 5 Eu comi bana:
na no cafe,ticas que vio interagir com os
‘mos quando nosso sistema vi
aptendemos a reconhecer como éculos.
(© mesmo estimulo € pereebido como ndmero ou letra, dependendo do con.
texto em que se encontra
| 2 8 4
AH ioe
Se nio conhego a exitadrabe, uma sujeira no papel pode ser tomada co
cnt i tate! UA pe gc nas Aldos de may |
inrelevantes no papel
sa quantidade de informacdes do am!
atividades do organismo no meio, en
mudangas bruscas no ambiente, ob-
jetos em movimento, so elementos que, invaravelmente,
‘chamam a atencio de uma crianga,
‘Ao longo do desenvolvimento, 0 individuo passa a ser
capaz de dirigir, voluntariamente, sua atencao para ele-
‘que ele tenha definido
-vantes. A relevincia dos objetos da atencio vol
{aid relationada 3 atvidade desenvolvida pl
‘ea0 seu significado, sendo, portanto, constr
{g0 do desenvolvimento do individuo e
‘6 meio em que vive. Assim, por exemplo, uma crianca
tros contetidos psicolégicos. ae ‘Ecapaz de concentrar sua atencio na construgio um
de novidio dana eum sas ‘arrinho em miniatura," desligando-se"” de outros est-
: _mulos do ambiente, como 0 tuido da televisio ou doscds aprendi
Tene ecco nou propo NOME, POC
sgimos imediatamente,
ji esteve uma vez. Vai olhando para to-
5, dos dois lados da rua, mas sua atengio