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Ensaio-Complexo de Edipo

O ensaio analisa o complexo de Édipo, conceito desenvolvido por Freud, que descreve a fase do desenvolvimento psicossexual em que a criança se sente atraída por um dos pais e rivaliza com o outro. Freud argumenta que essa dinâmica é natural e ocorre entre os 3 e 5 anos, sendo marcada por sentimentos de desejo e ciúmes, além de medos relacionados à castração. A obra também discute as diferenças de como meninos e meninas vivenciam essa fase, com a menina lidando com a 'inveja do pênis' e o menino temendo a castração.
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Ensaio-Complexo de Edipo

O ensaio analisa o complexo de Édipo, conceito desenvolvido por Freud, que descreve a fase do desenvolvimento psicossexual em que a criança se sente atraída por um dos pais e rivaliza com o outro. Freud argumenta que essa dinâmica é natural e ocorre entre os 3 e 5 anos, sendo marcada por sentimentos de desejo e ciúmes, além de medos relacionados à castração. A obra também discute as diferenças de como meninos e meninas vivenciam essa fase, com a menina lidando com a 'inveja do pênis' e o menino temendo a castração.
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Ensaio - O Complexo de Édipo

Autor: Felipe de Oliveira

Na obra clássica de Sófocles, Édipo casa-se e procria com


Jocasta e incidentalmente mata Laio, depois descobre que a primeira era
sua mãe e o segundo seu pai. Um enredo trágico que ecoa com sucesso
em diferentes épocas, sociedades e culturas. Analisando pacientes com
histerias, neuroses e também se auto analisando e observando pessoas
tidas como normais Freud buscava, no final do século XIX e início do
século XX pistas para o entendimento da psiquê humana, formas de
tratamento e maneiras de nomear suas ideias e hipóteses de trabalho,
inclusive com a perspectiva de universalização. Freud empresta de
Sófocles o nome para uma importante fantasia, imagem mental que
estaria presente em todas as pessoas durante certa etapa de suas vidas:
o complexo de Édipo.
O complexo de Édipo, na teoria de Freud, ocorre em um período
da vida da criança, por volta dos 3 aos 5 anos de idade durante uma fase
do desenvolvimento psicossexual denominada como fase fálica, quando
a atenção da criança se volta para a área genital do corpo.
Freud vê a bissexualidade das crianças como natural e a
existência de um momento na vida no qual a criança se encanta por um
dos pais e desenvolve sentimentos de rivalidade pelo outro, quando
ocorre pelo sexo oposto, de forma heterossexual, os meninos desejariam
a mãe e as meninas o pai, mas também ocorre de forma invertida, então
o menino deseja sexualmente o pai.
O menino quer fazer com a mãe aquilo que o pai faz e, não
podendo, tem sentimento fortes e contraditórios, de ciúme, afeto, ter a
mãe, almeja ser como o pai para um dia ter alguém como a sua mãe, e a
menina não podendo ter o pai passará a almejar a mãe para ter alguém
como o seu pai. O que assegura o desenvolvimento saudável é viver
essa fase de forma que quando a criança sair dela, naturalmente haja o
desaparecimento dos investimentos incestuosos, que a criança acabe se
identificando com um de seus progenitores e quando acontece a
internalização dos valores na formação do super eu (superego).
O complexo de Édipo é menos sentimentos de afeto e ternura e mais
desejo sexual, porém numa imaturidade de criança e em um corpo que
não tem capacidade anatômica para tal ato, mas é uma excitação que
transborda em sentimento de prazer, em beijar, acariciar, se exibir e
morder. A criança ainda não tem um senso de moral impregnado, não há
sentimentos de culpa. O super eu ainda está em processo de formação,
se estabelecendo na medida em que há repressão externa ou interna.
Na fase fálica, o complexo edipiano é sucumbido pelo medo da
castração, para a compreensão da sexualidade a criança se defronta com
algumas teorias, uma delas tem relação com o pênis e o falo, que atribui
a todas as pessoas um pênis. O menino acha que tem o falo porque tem
o pênis, para ele esse órgão é a sua zona de prazer e todos os seres
humanos possuem o membro, incluindo as mulheres, quando percebe a
genitália feminina ainda há uma resistência em acreditar que elas não
tem um pênis, mas também começa seu temor por uma possível perda
do seu. Combinados com as ameaças do órgão ser cortado por seus pais
ou cuidadores quando veem o menino sentir prazer brincando com seu
órgão, e o seu pequeno entendimento da vagina, lhe parece que a
castração pode ser concluída.
Mesmo com dificuldade em abordar o tema para o feminino, Freud
acredita que a menina parece comprovar com essa teoria de estima que
o menino tem pelo pênis e aponta que para elas o clitóris comportaria
como um pênis, mas que comparado com o do menino, seria menor,
levando a temática de que as meninas teriam inveja do pênis e seus
elementos. Classifica que para meninas nesse ponto as coisas ficariam
mais “obscuras e insuficientes” pois a dissolução do complexo de Édipo
para as garotas não aconteceriam da mesma forma, só com o passar do
tempo ela se conforma com a falta do pênis, não como uma característica
sexual, mas porque o perdeu com a castração. A diferença nos gêneros
seria que a menina aceita a castração e o menino teme a possibilidade
de castração.
No Complexo de Édipo feminino, Freud diz que a renúncia ao
pênis não é tolerada sem uma tentativa de compensação, que a garota
faz uma equação simbólica, onde passa do pênis ao bebe, o complexo
seria um desejo de receber do pai um filho como presente, percebendo
que não pode ser realizado, abandonaria aos poucos o complexo
edipiano, mas ter um pênis e gerar um filho permaneceria interiorizado no
seu inconsciente e a ajudaria a prepará-la para o seu ser feminino e no
seu futuro papel sexual.

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