Projeto Literário
Projeto Literário
“Meus filhos terão computadores sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos
Bill Gates
INTRODUÇÃO
OBJETIVOS
1 - Auxiliar na construção do hábito da leitura;
2 - Aguçar o potencial cognitivo e criativo;
3 - Promover o encontro com o mundo da leitura despertando o estudante para
a necessidade de abertura de novos horizontes que essa prática proporciona;
4 - Garantir uma relação de afetividade entre educadores, estudantes e
familiares, visando ampliar e integrar o ambiente escola-família;
5 - Trabalhar com a narração, tendo como um dos recursos o corpo, a
gesticulação, entonação e preparação do espaço escolar e/ou doméstico, a ser utilizado
pelas crianças, ampliando os vários sentidos da narrativa;
6 - Propiciar diferentes formas de compreender os textos lidos para que a leitura
seja mais que a junção de letras e palavras, mas conteúdo cheio de significado que gera
reflexão e abertura para novos horizontes;
7 - Proporcionar o hábito da leitura, buscando transformar o estudante em
sujeito de sua aprendizagem, capaz de imprimir significados e sentidos;
8 - Criar condições para o exercício da oralidade e expressividade;
9 - Promover o intercâmbio de opiniões e despertar para o respeito às diferenças;
10 - Desenvolver o comportamento leitor e escritor visando ampliar o repertório
com vistas às produções escritas;
11 - Promover o desenvolvimento do vocabulário, favorecendo a estabilização
de formas ortográficas.
METODOLOGIA:
*Leitura na biblioteca:
*Cantinho de leitura;
* Exibição de filmes/vídeo;
*Produção textual;
*Roda de leitura;
*Reconto oral;
*Dramatização;
*Dança
*Ilustração;
*Produção de antologia,
*Recital de poesia, sacola literária;
*Encontro de leitores e partilha.
EQUIPE PEDAGÓGICA
PROFESSOR
O professor que estará mais próximo do aluno no decorrer do ano letivo terá
uma grande responsabilidade ao planejar atividades que estimulem a leitura e
apresentação dos livros lidos. Antes, é necessário que o material seja estudado e as
estratégias para utilização das fichas sejam organizadas. Aqui estão algumas atividades
que deverão ser colocadas em prática para estímulo das leituras:
1 - Apresentar vídeos sobre a importância da leitura;
2- Ajudar os alunos na seleção dos livros;
3 - Fazer uma leitura, com boa entonação de voz, de um dos livros utilizados
pelos alunos;
4 - Ler um livro infantil em voz alta, dramatizando o mais possível as vozes das
personagens, a fim de que o aluno perceba que há variações nas vozes quando se faz
uma pergunta, quando se exclama, quando há raiva, amor, inveja, etc.
5 - Fazer debates sobre algumas histórias ou informações apresentadas em
alguns livros. Seria uma forma de instigar a leitura;
6 - Expor, na sala, algumas produções textuais baseadas nas leituras;
8 - Trabalhar os livros de maneira coletiva através de teatros, fantoches, leitura
oral, jogral, mímicas, recitais, festa literária, etc.
9 - Elogiar ou comentar algumas fichas preenchidas pelos alunos, demonstrar
valorização pelo trabalho deles.
10 - Elaborar uma gincana com o objetivo de estimular o espírito de cooperação
entre os alunos. Um painel (cartaz) deverá ser colocado em sala de aula.
https://www.google.com.br/search?q=video+a+importancia+da+leitura
ALUNOS
Justificativa:
INTRODUÇÃO
A definição da música na educação infantil passa pelas atividades musicais que
oferecem inúmeras oportunidades para que a criança aprimore sua habilidade motora,
aprenda a controlar seus músculos e mova-se com desenvoltura. A criança aos poucos
vai formando sua identidade, percebendo-se diferente dos outros e ao mesmo tempo
buscando integrar-se com os outros. A partir do momento em que a criança entra em
contato com a música, seus conhecimentos se tornam mais amplos e este contato vai
envolver também o aumento de sua sensibilidade e fazê-la descobrir o mundo a sua
volta de forma prazerosa. Sua interação e relações sociais serão marcados através deste
contato e sua cidadania será trabalhada através dos conceitos que são passados através
das músicas. A música na educação pode envolver outras áreas de conhecimento,
através do desenvolvimento da auto-estima a criança aprende a se aceitar com suas
capacidades e limitações. A musicalização é uma ferramenta para ajudar os alunos a
desenvolverem o universo que conjuga expressão de sentimentos, suas idéias, valores
culturais e auxilia a comunicação do indivíduo com o mundo exterior e seu universo
interior.
JUSTIFICATIVA
Som é tudo que soa!
Segundo Teca Brito (2003, p.17):
A música é uma linguagem universal. Tudo o que o ouvido percebe sob a forma
de movimentos vibratórios. Os sons que nos cercam são expressões da vida, da energia,
do universo em movimento e indicam situações, ambientes, paisagens sonoras: a
natureza, os animais, os seres humanos traduzem sua presença, integrando-se ao todo
orgânico e vivo deste planeta.
De fato, a música é um elemento sempre presente na cultura humana. Sendo
imprescindível na formação da criança para que ela, ao se tornar adulta, atinja a
capacidade de pensar por conta própria e exerça sua criatividade de maneira crítica e
livre, a música e também a dança são fundamentais na formação do corpo, da alma e do
caráter das crianças e dos adolescentes.
A música ganha ainda mais importância por arrebatar não só as crianças, mas
também os adolescentes e os adultos. Nesse sentido, este trabalho se justifica na medida
em que procura demonstrar a importância da música para a formação da criança. Isso
vale tanto para as atividades escolares quanto para todas as outras atividades
desenvolvidas para e com a criança. Além de contribuir para que os diversos
conhecimentos sejam mais facilmente apreendidos pelo infante, a música faz com que
ele desenvolva sua criatividade, sua subjetividade e exerça sua liberdade, tornando-o, no
futuro, um ser autônomo e capaz de exercer com responsabilidade seu papel de ser
autônomo e cidadão.
- educador, ler o livro para as crianças, fazendo mudanças na voz e nos gestos,
de acordo com as características de cada personagem. Vá mostrando as imagens para as
crianças, a fim de despertar seu interesse.
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juvenil.html
- Por último, coloque o vídeo a seguir e cante junto para as crianças assistir e
identificar a história.
https://www.youtube.com/watch?v=5b5AjD1WsXY
OS TRÊS PORQUINHOS
BORBOLETINHA, TÁ NA COZINHA:
1º ANO - DANÇA
Todo ser humano, desde o ventre materno, tem contato com sons, através
dos batimentos cardíacos da mãe, dos sons digestivos, e das vibrações da própria
voz da mãe (Jeandot apud Artaxo et al, 2000, p.13). Ao nascerem, são
embalados pela mãe com cantigas de ninar. Durante a infância, desde bebê, ao
ouvirem qualquer tipo de música, balançam o corpo, dançam intuitivamente e
espontaneamente, sem nenhum tipo de inibição. Na adolescência, uma onda de
inibição começa a tomar conta da maioria das pessoas. Quando adultas, essa
inibição se cristaliza, criando um grande bloqueio corporal, e o máximo que
conseguem fazer ao ouvirem música é tamborilar os dedos numa mesa ou bater
os pés discretamente para acompanhar o ritmo. Dançar, que na infância era um
movimento espontâneo, passa a ser um grande desafio na vida adulta.
Desde a Pré-História, quando o homem ainda não utilizava a linguagem
verbal, a dança era um dos meios de comunicação. Na antiguidade a música e a
dança faziam parte do cotidiano das pessoas, sendo executadas nos rituais
religiosos, nas festas, na preparação para a caça ou guerra (o que pode ser visto
ainda hoje em tribos indígenas, por exemplo).
Hoje, na era informatizada, muitos adultos (dependendo da profissão ou
atividades que exercem) acabam utilizando algumas articulações isoladas,
resultando em diversas lesões por esforço repetitivo. Laban afirma que “a dança
alivia a sensação de mal-estar provocada pela repressão dos movimentos do
corpo que ocorre quando se põem em ação articulações isoladas” (1990, p.25).
Dançar, portanto, ajuda a pessoa a pôr em movimento todas as articulações do
corpo. Se a dança for uma atividade presente desde a infância até a idade adulta, será
um esforço preservado durante toda a vida de uma pessoa.
JUSTIFICATIVA:
O mundo literário é cheio de magia e trabalhar a ludicidade é um complemento
para que as crianças venham refletir fazendo uma relação com esse mundo e o futuro
proveniente de responsabilidade respeitando as diferenças.
A história de Dona Baratinha é uma reflexão do mundo real, ou seja, é um
contexto que abrange uma história de um casamento no mundo real contado de forma
lúdica.
O conto da D. Baratinha é muito interessante, pois revelam traços de época, de
como era escolhido à esposa para se casar. No entanto leva as crianças a fazer uma
viagem ao mundo surreal, dento desse contexto pode se destacar a diversidade de
candidatos para se casar com dona Baratinha.
Através desse conto podem-se compreender quais os benefícios e os malefícios
que esses animais podem causar ao ambiente em que vivemos.
OBJETIVO GERAL:
· Estimular o gosto pela leitura e a compreensão do conto a ser abordado:
Dona Baratinha.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
· Valorizar os conhecimentos prévios dos alunos relacionada à história da D.
Baratinha;
· Desenvolver o gosto pela leitura através do conto da D. Baratinha;
· Contextualizar a história a partir das vivências dos alunos em família;
· Ler para localizar informações explícitas no texto.
· Desenvolver o comportamento leitor e escritor.
·
DESENVOLVIMENTO:
Para a leitura deleite, ouvir a música “D. Baratinha” cantada por Eliana (em
anexo). Essa música ensaiar e fazer um coral.
Dona Baratinha
Eliana
Era uma vez uma baratinha
Que queria que queria se casar
Saiu voando procurando um barato
Mas um barato tá difícil de achar
Tchá Tchá Tchá TcháTchá Tchá
Quem quer casar com a dona baratinha
Que é bonitinha e tá doidinha pra casar
Também tem dinheiro na caixinha
E gosta muito de dançar o Tchá Tchá Tchá
Tchá Tchá Tchá Tchá Tchá
https://www.youtube.com/watch?v=ghBjmQThf0k
VAMOS LER PARA AS CRIANÇAS?
OU ISTO OU AQUILO
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=ghBjmQThf0k
LIVRO PARADIDÁTICO: OU ISTO OU AQUILO
(MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo. São Paulo: Global, 2012.)
Cecília Meireles – Bailarina
OBJETIVO:
OBJETIVO:
ATIVIDADES:
*Ilustração da poesia.
*Construção de cartaz ou confecção de mural coletivo.
*Modelagem com massinha
* Colagem e rasgadura de papel
2º ANO
A FESTA NO CÉU:
CHAPEUZINHO VERMELHO:
- LEITURA DO LIVRO:
https://www.euleioparaumacrianca.com.br/historias/chapeuzinho-vermelho/
3ºANO
O PATINHO
DESTAQUE:
• MÚSICA:
Trazer aos alunos a história do Patinho feio em Vídeo, e destacar a importância
de respeitar o próximo em meio às diferenças e semelhanças de cor de pele, religião,
cultura ou demais gostos. Logo após trabalhar música que trate de Patinhos, sugestão a
música da Xuxa ‘Cinco Patinhos’, de modo a trazer o pato para zona proximal de
conhecimento dos alunos. Os mesmos irão identificar os instrumentos que mais se
destacaram no trecho musical escolhido e editado pela professora. Por fim, professora e
alunos confeccionarão juntos um lindo cartaz retratando a história do patinho feio,
utilizando das mãos dos alunos sujas de tinta para realizar o cartaz coletivo.
OBJETIVOS.
CONTEÚDO:
Apresentação do livro, autor, principais personagens e cenários.
METODOLOGIA
\
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
AS ATIVIDADES PRÁTICAS E INTERATIVAS PODEM INCLUIR:
CONSIDERAÇÕES
INTRODUÇÃO
O uso da história em quadrinhos na sala de aula se constitui como uma proposta
didático-pedagógica que favorece o incentivo à leitura, transformando o aluno em
sujeito crítico.
Esse projeto visa, produzir história em quadrinho que permita que os alunos use
a sua criatividade para criar a sua própria história em quadrinho.
A utilização das histórias em quadrinhos no ensino faz com que os alunos
tenham um bom rendimento nas escolas, possibilitando um melhor desempenho no
processo de ensino e aprendizagem. Segundo Barbosa (2004, p. 21), “há várias décadas,
as histórias em quadrinhos fazem parte do cotidiano de crianças e jovens, sua leitura
sendo muito popular entre eles. [...] As histórias em quadrinhos aumentam a motivação
dos estudantes para o conteúdo das aulas, aguçando sua curiosidade e desafiando seu
senso crítico”.
No presente texto, iremos propor a utilização das histórias em quadrinhos como
incentivo à leitura dos alunos. As histórias em quadrinhos podem introduzir um tema
que posteriormente será abordado a partir de outras perspectivas de ensino; podem ser
apresentadas como complemento de um conceito já trabalhado pelo professor; e podem
ser utilizadas para provocar debates e discussões em sala de aula, além de trazer o aluno
para o universo da leitura.
Para adotar a história em quadrinhos em sala de aula, caberá ao professor
realizar um planejamento das atividades na escola para estabelecer a estratégia mais
didática para uma determinada faixa etária. Qual história utilizar e qual tema abordar
serão escolhas do professor.
Segundo Barbosa (2004, p. 22), “Palavras e imagens, juntos, ensinam de forma
mais eficiente – a interligação do texto com a imagem, existente nas histórias em
quadrinhos, amplia a compreensão de conceitos de uma forma que qualquer um dos
códigos, isoladamente, teria dificuldades para agir”.
No atual contexto histórico, o lidar com imagens requer tratamento minucioso,
pois os alunos estão inseridos em um mundo imagético e textual. As mídias jogam a
todo o momento notícias e imagens para a sociedade, que, na grande maioria das vezes,
não faz uma reflexão sobre os acontecimentos e fatos.
Os momentos de reflexão dentro da sala de aula, proporcionados pelo professor,
visam, portanto, enriquecer o processo de ensino e aprendizagem e a formação de
sujeitos críticos. “Os quadrinhos auxiliam no desenvolvimento do hábito de leitura – a
ideia preconcebida de que as histórias em quadrinhos colaboravam para afastar as
crianças e jovens da leitura de outros materiais foi refutada por diversos estudos
científicos. [...] Os leitores de histórias em quadrinhos são também leitores de outros
tipos de revistas, de jornais e de livros”. (BARBOSA, 2004, p. 23). Portanto, os
quadrinhos corroboram para o incentivo da leitura dos nossos alunos.
DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO
QUADRO OU VINHETA
Chamados também de quadrinhos, é o espaço no qual acontece uma ou mais
ações. Geralmente de forma retangular ou quadrangular, funciona como moldura de um
momento de ação.
BALÃO
BALÃO FALA:
Para mostrar o que um personagem está falando. Possui o formato oval e um
rabicho indicando onde está saindo o som.
BALÃO GRITO:
Quando um personagem está gritando, o balão deixa de ter um formato oval e
passa a ter várias pontas de diversos tamanhos.
BALÃO PENSAMENTO:
Este balão é um dos poucos balões que não mostram o que o personagem está
falando. Tem o formato de nuvens.
BALÃO NARRADOR:
Este balão não possui rabichos e, por isso, não é associado a nenhum
personagem específico. Ele é utilizado para fornecer dados extras à história, como onde
e quando a história se passa.
ONOMATOPEIA
Sinais de Pontuação
Reforçam sentimentos e dão maior expressividade à voz do personagem.
Charge: É um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por meio de
uma caricatura, algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas.
A palavra é de origem francesa e significa carga, ou seja, exagera traços do caráter de
alguém ou de algo para torná-lo burlesco.
SUGESTÕES DE OBRAS:
6ºANO
JOGO DA MEMORIA - PETER PAN, ROMANCE DE AVENTURA E
FANTASIA
O livro tem como ponto de partida uma fantasia humana: a possibilidade de não
crescer nunca, de ser para sempre criança. Ao mesmo tempo, lida com dois temas
básicos: o confronto entre civilização e natureza — a primeira representada pela família
Darling, a segunda pelo herói — e a divisão etária que separa infância e idade adulta,
destino de todos, menos do menino que não cresce nunca.
A leitura compartilhada, segundo Isabel Solé4, é aquela na qual o professor ou
um aluno assume a responsabilidade de organizar a tarefa de leitura e de nela envolver
os outros.
Na atividade de leitura compartilhada quatro estratégias responsáveis pela
compreensão durante a leitura podem ser incentivadas:
• Formular previsões sobre o texto a ser lido.
• Formular perguntas sobre o que foi lido.
• Esclarecer possíveis dúvidas sobre o texto.
• Resumir as ideias do texto.
Essas estratégias, segundo Solé, não podem ser ensinadas à margem da atividade
de leitura, mas no que ela denomina tarefas de leitura compartilhada, como no exemplo:
ANTES DA LEITURA
• Combine com os alunos a data em que todos devem ter o livro. Se possível,
providencie a compra para que todos tenham o livro em mãos no mesmo dia.
• Fale um pouco sobre o autor — se desejar, leia a orelha da quarta capa e as
informações da apresentação deste encarte — e sobre a tradutora, Ana Maria Machado,
escritora consagrada e com obras conhecidas por muitas crianças.
• Não se pode desconsiderar que os alunos conheçam ou já tenham ouvido falar
de Peter Pan. Muitos devem ter assistido ao desenho da Disney ou ao filme. Pergunte a
eles o que se lembram sobre as personagens e o enredo. Explique que o desenho e o
filme são adaptações do livro. Isso significa que alguns episódios foram eliminados ou
transformados para se adequar a uma nova linguagem: da animação ou do cinema.
• Faça uma exploração das ilustrações, criação do espanhol Fernando Vicente.
Pergunte aos alunos a que episódios se referem as ilustrações das páginas 25, 201 e 225.
Pergunte também quem são os personagens e os lugares das ilustrações das páginas 89,
105, 121 e 153. Anote suas hipóteses.
• Leia o sumário com os alunos e vá discutindo as possíveis hipóteses sobre os
fatos que poderão acontecer na história a partir do título de cada capítulo.
Durante a leitura
• Leia com eles apenas o primeiro capítulo da história e marque uma data para a
leitura até determinado capítulo.
• Na data determinada, peça a alguns alunos que resumam o que leram,
expliquem o que entenderam da história, digam com que outras histórias ela está
relacionada e quais semelhanças e diferenças percebem entre o mesmo episódio no
desenho, no filme e no livro.
• Converse com eles sobre o que entenderam da organização da história, do
gênero, do tema etc.
• Marque uma data para a leitura de mais alguns capítulos. Se alguns já tiverem
terminado a leitura, peça-lhes que façam aos colegas questões de previsão.
• Peça que terminem a leitura para determinada data.
Depois da leitura
• Proponha uma discussão do livro. Nesse momento os alunos farão uma
apreciação dele, dirão se gostaram ou não da história e por quê, se ela foi emocionante,
intrigante, se prendeu a atenção, se foi engraçada etc. É fundamental que os alunos se
manifestem criticamente sobre a obra que leram, pois o objetivo principal é a formação
do leitor. E o ensino do uso de estratégias de leitura tem também esse objetivo.
Sugira que os alunos respondam às questões no caderno antes da discussão,
apenas para organizar as ideias.
1. Gostou da história? Por quê?
2. Que trecho chamou mais a sua atenção? Por quê?
3. Que características especiais o herói Peter Pan possui? Em que momentos
essas características se manifestam? Explique.
4. Os irmãos Darling vivem aventuras na Terra do Nunca. Essas aventuras os
modificam? Como?
Espera-se que os alunos percebam que os irmãos voltam para casa mais maduros
e preparados para crescer.
5. O que caracteriza o livro Peter Pan como de aventura?
A presença do herói com características especiais; o desconhecido,
A Terra do Nunca; os perigos que os personagens precisam enfrentar.
6. Que semelhanças e diferenças existem entre o livro, o desenho e o filme?
Peça aos alunos que revejam o filme e o desenho, ou um deles, para estabelecer
a comparação.
LITERATURA DE CORDEL
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
-Despertar o gosto e o desejo pela leitura;
-Compreender o contexto de produção próprio da literatura de cordel e
reconhecer em exemplares do gênero a estrutura básica de uma composição poética
(tema abordado, organização espacial das palavras, verso, estrofe, rima, ritmo, métrica);
AS ILUSTRAÇÕES DO CORDEL:
As ilustrações do folheto de cordel limitam-se à capa. Em seu interior encontra-
se somente o texto.
Tradicionalmente, as ilustrações são “carimbadas” na página, num processo em
que o artista entalha na madeira o desenho que ele quer e o título, passa tinta preta e,
então este desenho é pressionado sobre a página em que se deseja a ilustração.
Esta técnica é chamada de xilogravura, porque o prefixo “xilo” tem origem no
Latim e significa madeira, que é o material utilizado para produzir a matriz desse
“carimbo”.
Nós utilizaremos a técnica chamada isogravura, em que substituiremos a
madeira pelo isopor (por isso o nome “isogravura”), aqui em nosso caso bandejas
reutilizadas.
Sobre o cordel: estas são as quatro primeiras estrofes de "A greve dos bichos",
cordel extenso composto por mais de 60 estrofes e que tem como tema o cotidiano do
trabalho, mas feito por animais em vez de pessoas.
(...)
Aí sim, lá na chegada,
onde o fim é evidente,
é que a gente percebe
que foi tudo de repente,
e aprende na despedida
que o sentido da vida
é sempre seguir em frente.
Sobre o cordel: estas são as três primeiras e a última estrofes de "A corrida da
vida", cordel composto por 10 estrofes. Ele tem como tema a vida e a rapidez com que
ela passa, motivo pelo qual precisa ser aproveitada.
(...)
8º ANOS
OBJETIVOS E JUSTIFICATIVA
Percebe-se que o contexto atual vem afastando cada vez mais nossos alunos do
ato de ler textos escolares, de cunho científico ou orientados. Em consequência disso,
nota-se dificuldades marcantes na escola: vocabulário precário, reduzido e informal,
dificuldades de compreensão, erros ortográficos e obstáculos na produção textual. Faz-
se necessário, portanto, que a escola busque resgatar o valor da leitura como um ato de
prazer e requisitos para emancipação social e promoção da cidadania. Diante disso, o
projeto surge com a necessidade de despertar na turma do 7º anos, o gosto pela leitura, o
amor ao livro, a consciência de se adquirir o hábito de ler. Espera-se que o aluno
perceba que é através dela que potencializamos o nosso repertório linguístico e cultural.
Objetivo Geral:
Despertar, incentivar e promover a leitura no âmbito escolar, visando à formação
da cidadania no educando, a melhor qualidade no ensino- aprendizagem e o
desenvolvimento sociocultural.
CAMINHO METODOLÓGICO
Leitura: Cada aluno leu ao menos cinco obras literárias clássicas e escolheu uma
para fazer sua pizza literária;
Pizza literária: Confeccionar pizza com pedaços de igual tamanho, no total de
oito pedaços. Contemplar o enredo da obra em três desses pedaços (fragmentando-o em
situação inicial, conflito, desenvolvimento, clímax e conclusão), e ainda um pedaço
para: tipo de narrador, personagens, tempo, espaço e biografia do autor. No verso dessas
informações o aluno escolheu um sabor para confeccionar de forma criativa (com
materiais como E.V.A., algodão, TNT, feltro, papel, papelão, etc.).
9 º ANO
PROJETO – EU SOU FANFIQUEIRO NA MINHA ESCOLA
INTRODUÇÃO
FANFCS
Nesse aspecto, o gênero ficção é aquele que mais está conseguindo atrair o
público jovem atualmente. Surgem novos títulos e séries a todo o momento, e o sucesso
é tão grande que muitos dos campeões de bilheteria são os filmes baseados em livros de
ficção. Leitores jovens e adultos, ávidos para saber os próximos passos de seus
personagens favoritos nas mais diversas tramas, chegam a aguardar impacientemente o
lançamento dos próximos volumes e, quando a aventura chega ao fim, sentem falta
desse universo.
Mas, e se a história não acabasse na última página do livro? E se o leitor tivesse
o “poder” de mudar um final que não o agradou? Foi a partir dessas e de outras
questões, que leitores/fãs deixaram de apenas ler seus livros favoritos, e passaram a
imaginar, escrever e compartilhar histórias baseadas neles, as chamadas Fanfictions.
As fanfictions, fanfics, ou ainda apenas fics, são histórias produzidas por fãs,
baseadas em livros, filmes, seriados, quadrinhos, dentre outros. Geralmente envolvem
os cenários, os personagens e as tramas da obra original, ou ainda fazem o cruzamento
de duas ou mais obras, misturando de forma harmônica seus enredos e personagens,
para compor uma nova história. Sem intenção comercial, a criação das fanfictions é um
passatempo dos fanfiqueiros, ao qual dedicam horas de seu tempo livre para ler e
produzir essas histórias. Investigando na internet, foi encontrado um grande número
dessas criações em Língua Portuguesa.
A ideia de a Biblioteconomia ainda não ter, ou ter pouca informação (produção)
sobre fanfictions causava inquietação, uma vez que essas produções já vinham sendo
objeto de estudos na comunidade acadêmica há algum tempo, em áreas como a
educação, por exemplo. Com isso criou-se, o interesse em pesquisar mais sobre a
relação entre fanfiction, leitura e escrita.
Para escrever uma fanfic, o autor deve conhecer muito bem a (s) obra (s) original
(is). O ato de ler é fundamental para a escrita dessas histórias, pois é alicerçado no
conhecimento do texto que o escritor de fanfic - o escritor, vai compor a sua visão sobre
a história e seus personagens.
Pelisoli (2008) refere-se a fanfic como uma forma de interpretação do leitor da
obra original, e mostra também que apesar de a fanfic não ser um texto original, ela é
um mundo de informações sobre determinada obra a partir da visão e imaginação de seu
escritor. Ao ler o texto original o escritor de fanfic vai “[...] produzindo sentidos sobre
os sentidos já produzidos pelo autor [do texto original]” (ALMEIDA; KARHAWI;
POSSARI, 2010, p. 2).
Felix (2008, p. 130) relata que: O interessante nas fanfics, é que nelas o escritor
encontra liberdade e espaço para escrever quaisquer cenas que tenha imaginado com
qualquer personagem; ou para mudar o final de uma história; para criar conexões entre
história e partes da história; entre personagens de núcleos, cânones, épocas diferentes ou
até mesmo reais e irreais.
O escrritor desenvolve habilidades para absorver, digerir e produzir textos
segundo seu entendimento da obra original, do seu cotidiano e/ou de seus sonhos, a
criatividade é peça importante para essa escrita, mesmo que esse autor tenha a base que
é a obra original, ele cria ou recria cenários, personagens e enredos.
A fanfiction explora pontos de vista alternativos, que reestruturam os eventos do
livro pelos olhos de outro personagem; explora “possibilidades” sugeridas, mas não
desenvolvidas nos romances, preenche as lacunas entre os eventos do enredo e às vezes
até se estende além do ponto do último livro publicado (TOLEDO et al., 2013, p. 7).
Para melhor compreensão das abordagens na escrita de fanfictions, serão usados
os 10 sentidos de Jenkins1 (1992,apud VARGAS, 2005). Para melhor entendimento,
optou-se pelo uso de exemplos de fanfictions baseadas na obra “Saga Crepúsculo”.
1º) Será necessário que você escolha uma obra da qual você é fã.
2º) Faça um resumo da história escolhida, com situação inicial,
desenvolvimento,
conflito, clímax e desfecho; Dessa maneira, seu professor conhecerá melhor a
história a qual você fará uma fanfic.
TÍTULO:_________________________________________________________
Categoria:_____________________________
Gênero: ______________________________
Faixa etária: ___________________________
SINOPSE:
TEXTO PRODUZIDO (*a folha de escrita da fanfic deve ter, no mínimo, vinte
linhas)
FANFIC
A fanfic em Cena Chapeuzinho Vermelho – Irmãos Grimm
Houve, uma vez uma graciosa menina; quem a via ficava logo gostando dela,
assim como ela gostava de todos; particularmente, amava a vozinha, que não sabia o
que dar e o que fazer pela netinha. Certa vez, presenteou-a com um chapeuzinho de
veludo vermelho e, porque lhe ficava muito bem, a menina não mais quis usar outro e
acabou ficando com o apelido de Chapeuzinho Vermelho.
Um dia, a mãe chamou-a e disse-lhe: - Vem cá, Chapeuzinho Vermelho; aqui
tens um pedaço de bolo e uma garrafa de vinho; leva tudo para a vovó; ela está doente e
fraca e com isso se restabelecerá. Põe-te a caminho antes que o sol esquente muito e,
quando fores, comporta-te direito; não saias do caminho, senão cais e quebras a garrafa
e a vovó ficará sem nada. Quando entrares em seu quarto, não esqueças de dizer “bom-
dia, vovó,” ao invés de mexericar pelos cantos.
- Farei tudo direitinho, - disse Chapeuzinho Vermelho à mãe, e despediu-se.
A avó morava à beira da floresta, a uma meia hora mais ou menos de caminho
da aldeia.
Quando Chapeuzinho Vermelho chegou à floresta, encontrou o lobo; não
sabendo, porém, que animal perverso era ele, não sentiu medo. - Bom dia, Chapeuzinho
Vermelho, - disse o lobo todo dengoso.
- Muito obrigada, lobo.
- Aonde vais, assim tão cedo, Chapeuzinho Vermelho?
- Vou à casa da vovó.
- E que levas aí nesse cestinho?
-Levo bolo e vinho. Assamos o bolo ontem, assim a vovó, que está adoentada e
muito fraca, ficará contente, tendo com que se fortificar.
- Onde mora tua vovó, Chapeuzinho Vermelho?
- Mora a um bom quarto de hora daqui, na floresta, debaixo de três grandes
carvalhos; a casa está cercada de nogueiras, acho que o sabes, - disse Chapeuzinho
Vermelho.
Enquanto isso, o lobo ia pensando: “Esta menininha delicada é um quitute
delicioso, certamente mais apetitosa que a avó; devo agir com esperteza para pegar as
duas.” Andou um trecho de caminho ao lado de Chapeuzinho Vermelho e foi
insinuando:
- Olha, Chapeuzinho Vermelho, que lindas flores! Por que não olhas ao redor de
ti? Creio que nem sequer ouves o canto mavioso dos pássaros! Andas tão ensimesmada
como se fosses para a escola, ao passo que é tão divertido tudo aqui na floresta!
Chapeuzinho Vermelho ergueu os olhos e, quando viu os raios do sol dançando por
entre as árvores, e à sua volta a grande quantidade de lindas flores, pensou: “Se levar
para a vovó um buquê viçoso, ela certamente ficará contente; é tão cedo ainda que
chegarei bem a tempo.” Saiu da estrada e penetrou na floresta em busca de flores.
Tendo apanhado uma, achava que mais adiante encontraria outra mais bela e,
assim, ia avançando e aprofundando-se cada vez mais pela floresta a dentro.
Enquanto isso, o lobo foi correndo à casa da vovó e bateu na porta.
- Quem está batendo? - perguntou a avó.
- Sou eu, Chapeuzinho Vermelho, trago vinho e bolo, abre-me.
Levanta a taramela, - disse-lhe a avó; - estou muito fraca e não posso levantar-
me da cama.
O lobo levantou a taramela, a porta escancarou-se e, sem dizer palavra,
precipitou-se para a cama da avozinha e engoliu-a. Depois, vestiu a roupa e a touca
dela; deitou-se na cama e fechou o cortinado.
Entretanto, Chapeuzinho Vermelho ficara correndo de um lado para outro a
colher flores. Tendo colhido tantas que quase não podia carregar, lembrou-se da avó e
foi correndo para a casa dela. Lá chegando, admirou-se de estar a porta escancarada;
entrou e na sala teve uma impressão tão esquisita que pensou: “Oh, meu Deus, que
medo tenho hoje! Das outras vezes, sentia-me tão bem aqui com a vovó!” Então disse
alto:
Bom dia, vovó! - mas ninguém respondeu.
Acercou-se da cama e abriu o cortinado: a vovó estava deitada, com a touca
caída no rosto e tinha um aspecto muito esquisito.
- Oh, vovó, que orelhas tão grandes tens!
- São para melhor te ouvir.
- Oh, vovó, que olhos tão grandes tens
- São para melhor te ver.
- Oh, vovó, que mãos enormes tens!
- São para melhor te agarrar.
- Mas vovó, que boca medonha tens!
- É para melhor te devorar.
Dizendo isso, o lobo pulou da cama e engoliu a pobre Chapeuzinho
Vermelho.
Tendo assim satisfeito o apetite, voltou para a cama, ferrou no sono e começou a
roncar sonoramente. Justamente, nesse momento, ia passando em frente à casa o
caçador, que ouvindo aquele ronco, pensou: “Como ronca a velha Senhora! É melhor
dar uma olhada nela a ver se está se sentindo mal.”
Entrou no quarto e aproximou-se da cama; ao ver o lobo, disse: -Eis-te aqui,
velho impenitente! Há muito tempo, venho-te procurando! Quis dar-lhe um tiro, mas
lembrou-se de que o lobo poderia ter comido a avó e que talvez ainda fosse possível
salvá-la; então pegou uma tesoura e pôs-se a cortar- lhe a barriga, cuidadosamente,
enquanto ele dormia. Após o segundo corte, viu brilhar o chapeuzinho vermelho e, após
mais outros cortes, a menina pulou para fora, gritando: - Ai que medo eu tive! Como
estava escuro na barriga do lobo! Em seguida, saiu também a vovó, ainda com vida,
embora respirando com dificuldade. E Chapeuzinho Vermelho correu a buscar grandes
pedras e com elas encheram a barriga do lobo. Quando este acordou e tentou fugir, as
pedras pesavam tanto que deu um trambolhão e morreu.
Os três alegraram-se, imensamente, com isso. O caçador esfolou o lobo e levou a
pele para casa; a vovó comeu o bolo e bebeu o vinho trazidos por Chapeuzinho
vermelho e logo sentiu-se completamente reanimada; enquanto isso, Chapeuzinho
Vermelho dizia de si para si: “Nunca mais sairás da estrada para correr pela floresta,
quando a mamãe to proibir!” Contam mais, que, certa vez, Chapeuzinho Vermelho ia
levando novamente um bolo para a vovozinha e outro lobo, surgindo à sua frente, tentou
induzi-la a desviar-se do caminho. Chapeuzinho Vermelho, porém, não lhe deu ouvidos
e seguiu o caminho bem direitinho, contando à avó que tinha encontrado o lobo, que
este a cumprimentara, olhando-a com maus olhos.
- Se não estivéssemos na estrada pública, certamente me teria devorado!
- Entra depressa, - disse a vovó; - fechemos bem a porta para que ele não entre
aqui! Com efeito, mal fecharam a porta, o lobo bateu, dizendo: - Abre, vovó, sou
Chapeuzinho Vermelho; venho trazer-te o bolo. Mas as duas ficaram bem quietinhas,
sem dizer palavra e não abriram.
Então o lobo pôs-se a girar em torno da casa e, por fim, pulou em cima do
telhado e ficou esperando que Chapeuzinho Vermelho, à tarde, retomasse o caminho de
volta para sua casa, aí então, ele a seguiria ocultamente para comê-la no escuro. A vovó,
porém, que estava de atalaia, percebeu o que a fera estava tramando.
Lembrou-se que, na frente da casa, havia uma gamela de pedra, e disse à
menina: - Chapeuzinho, vai buscar o balde da água em que cozinhei ontem as salsichas
e traz aqui, para esta gamela.
Chapeuzinho Vermelho foi buscar a água e encheu a gamela. Então o cheiro de
salsicha subiu ao nariz do lobo, que se pôs a farejar e a espiar para baixo de onde
provinha. Mas tanto espichou o pescoço que perdeu o equilíbrio e começou a escorregar
do telhado indo cair exatamente dentro da gamela, onde morreu afogado.
Assim, Chapeuzinho Vermelho pôde voltar felizmente para casa e muito alegre,
porque ninguém lhe fez o menor mal.
(GRIMM, Irmãos. Chapeuzinho Vermelho. Contos de Grimm, 2019.
Disponível em: http://www.grimmstories.com/pt/grimm_contos/capuchinho_
vermelho. Acesso em: 21 de jun. de 2019.)
Sinopse
Eu realmente sinto muito, Marie. Eu lhe prometi que nunca, jamais, faria algo do
tipo novamente. Mas foi mais forte que eu, você não compreenderia... mesmo com
todos os seus esforços para me entender, quem conseguiria? Uma fera como eu não
deveria estar aqui... me perdoe por tudo, mas principalmente por ter sido com você e sua
neta, a pequena e doce Chapeuzinho Vermelho.
Notas da história
Plágio é crime, mesmo a história sendo um conto de fadas, o enredo foi criado por
mim. Onde contando a versão do tão temido Lobo Mau, da história Chapeuzinho
Vermelho.
Hey! Vi uma imagem que retratava essa ideia: a versão do Lobo Mau. Espero que
gostem,
Boa leitura!
Lá vem vindo, pela floresta adentro, bem sozinha... Levando vários doces para
Marie... Quero dizer, Vovozinha...
Encosto-me ainda mais contra o tronco da árvore, na tentativa de não ser visto
pela criança. Tão pura e inocente, não possui o menor medo ou sequer receio de mim:
— Lobinho! — exclama ela, divertida. Corre em minha direção, esticando a mão
e tentando encostar em meu focinho.
Encaro-a, mas ela não parece perceber. Como alguém pode não temer minha
visão? Ela é apenas uma garotinha... Mas seu jeito com certeza me lembra o de Marie,
sempre dizendo que todos me aceitariam pelo o que eu sou. Nunca acreditei, exatamente
em suas palavras, mas me trazia algum conforto.
— Sabe, lobinho, você é gigante! Mas parece ser gente boa – Diz, se sentando
sobre sua capa vermelha — Ei, quer brincar comigo?
‘’ Sim, senhorita. Grrr’’ — Ela tenta imitar o que acredito que seria minha fala
— Que tal assim: você vai por um caminho, e eu pelo outro. Quem chegar primeiro
ganha um doce!
Olho para seus olhinhos cor de café, e abaixo minha cabeça, em concordância.
Como recusaria?
— Então vamos! Um, dois, três e já! — E sai em disparada, deixando um rastro
em minha visão, um rastro de sua capa vermelha.
Atônito, começo a correr também. Mesmo ela saindo primeiro, eu chegarei
primeiro, afinal, eu sou um lobo.
[...]
Chegando lá, encaro meu antigo abrigo contra John, o caçador. Vagarosamente,
caminho até a porta. Ouço um ruído, e poderia jurar que vi o reflexo de um rifle. Entro o
mais cuidadosamente possível, não gostaria de assustar Marie. Mas acho que todo meu
cuidado foi em vão, já que ela solta um grito alto o suficiente para que um veado
corresse ao longe.
A porta se abre violentamente, e o caçador entra com tudo, apontando sua arma
para mim.
— Então você voltou, besta infernal?! — Insulta, logo em seguida alternando
seu olhar para Marie — A senhora pode sair, se não quiser ver a morte desse saco de
pulgas.
Rosno baixinho, um som que vem do fundo de minha garganta e produz um
reverbero alto. Pulo em direção ao caçador, pronto para matar. Mas Marie se joga na
frente, fazendo com que minhas unhas e meus dentes se enterrem em seu tronco e
pescoço. Vejo seu corpo desabar, inerte e sanguento. Fui... eu? Encaro minhas próprias
patas, sujas com o sangue de Marie, e em minha boca sinto o gosto de metal que parece
subir pela garganta. O cheiro me deixa tonto, talvez um pouco fora do controle, mas me
forço a me ater ao agora. Sinto um peso enorme na consciência e meu mundo parece
desabar. Ela... morreu.
— HÁ, o Lobinho vai ficar sem doce, cheguei prime... — Ela encara a cena,
assustada. Seus olhos param em mim, depois olham para sua querida Avó, no chão. Aos
poucos, ela soma dois com dois, e parece-me que o resultado é, sem dúvidas e certeiro,
quatro — O que aconteceu...? Lobinho? Foi você quem fez isso? Seus olhos estão
cheios de um sentimento de repugnância, algo que não deveria estar lá. O que mais me
incomoda é o fato de eu não poder me explicar, não poder...dizer. Eu sinto tanto...
— E - eu não sei o que aconteceu — diz, decidida – Mas posso ver em seus
olhos que você está arrependido.
— Não deixe ele fazer sua cabeça, menina. Não percebe que se trata de uma
criatura inferior, sem nenhum sentimento? Ande, saia daqui. Eu o executarei, vai ficar
tudo bem — Diz ele, de uma forma ameaçadora. Mira em mim, e puxa o gatilho. Fecho
os olhos. Mas o tiro não chega, apenas o seu som e um grito fino e agudo. Abro os
olhos. A garotinha no chão, um furo em seu peito. Não! Não, por favor, ela também
não! Eu... como carregarei esse peso?
— Aí está, seu ser infernal! Como faz com que eu mate uma criança de apenas
sete anos? — cospe John.
O encaro e vou até ele, me abaixando e aceitando minha derrota. Eu não
conseguiria carregar isso... o peso de duas mortes, ambas por mim, mesmo que a da
doce menininha não tenha sido causada diretamente.
Percebo seu olhar surpreso, como se não esperasse aquilo.
— Acha que se redimindo vou ter pena? Nunca. Sua morte vai ser lenta, espero
que você sofra bastante — Exclama o caçador, com um olhar cínico. Com uma pedra,
bate em minha cabeça, fazendo com que eu perca a consciência.
[...]
Sinto que estou sendo balançado levemente, e abro meus olhos, para ver um
chão em movimento, e a parte de trás das botas de couro do caçador. Olho para os lados,
procurando me situar, porém a tonteira causada pelo movimento constante de chacoalho
e a minha recém-adquirida consciência dificultam esse processo.
Depois de um tempo percebo que estamos na floresta Norte, onde ficam a
maioria dos rios e corredeiras.
Aí percebo. Esse é exatamente o meu destino: o fundo daquelas corredeiras.
Penso em Marie e na garotinha... talvez as únicas que seriam capazes de compreender
esse lado da história.
Sou jogado no chão como se não valesse um centavo. Tudo bem, nunca me
preocupei com isso antes.
— Eles nunca irão saber a verdade, Lobo... Já até pensei no seu sobrenome: o
que acha de ser lembrado, daqui para frente, como Lobo Mau? Cai muito bem para
você, sua criatura imunda — Fala ele, chutando minha barriga e fazendo com que eu
seja jogado longe — Eles nunca nem imaginariam, veja bem. Eu chego na aldeia, falo
que você atacou cruelmente a criança e Marie, e, no final, saio como o herói que se
livrou da besta. Não é perfeito? — Pergunta, com um brilho em seus olhos que beirava a
insanidade. — Mas agora chega de conversa: preciso me livrar de você o mais rápido
possível. Depois me livro do corpo delas... Ele aponta sua arma, mas eu já fui para trás.
Um erro meu: atrás de mim estão ascorredeiras. Ele dá um passo para frente, e meu
receio comanda minhas pernas mais rápido que minha mente: despenco em direção às
pedras. Olho para cima e encaro John... O que ele disse é verdade: daqui para frente
todos se lembrarão de mim como o Lobo Mau, a besta infernal que matou duas
mulheres, uma pequena e a outra idosa, sem o menor pingo de ressentimento...
Eles nunca saberão que na verdade, o vilão da história é o caçador.
Sinto meu corpo afundar nas águas gélidas do rio, e me deixo levar pela
correnteza, me permito descansar e aguardar minha morte. Não tem pra que lutar, afinal,
você ainda me conhece como o Lobo Mau.
CONSIDERAÇÕES
A leitura como objeto de estudo nunca foi tão discutida como está sendo nos
últimos anos. Freire (2006, p. 22) define: “Leitura é, basicamente, o ato de perceber e
atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o
lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um
determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da
realidade. ”
Diante dessa afirmação, compreende-se o verdadeiro significado de leitura e
percebe-se que ler não é meramente decifrar os códigos linguísticos, mas também
compreendê-los de forma com que os mesmos formem um significante. O ato de ler é
bem mais que a definição da palavra propriamente dita, é entender, é interpretar, é
debater, é comparar, é influenciar e ser influenciado, é propagar e é sentir o que o
escritor tenta, através da escrita, demonstrar o que quer, o que sabe, o que pensa, o que
imagina.
O conhecimento linguístico não acontece somente no ato de ler ou escrever.
Desde cedo os pais devem desenvolver a linguagem dos filhos através de diversas
formas de comunicação possível. A escola é o espaço privilegiado para o
desenvolvimento cognitivo do educando. E, nesse espaço, privilegia-se a leitura, pois de
maneira mais abrangente ela estimula o exercício da mente; a percepção do real em suas
múltiplas significações; a consciência do eu em relação ao outro; a leitura do mundo em
seus vários níveis e, principalmente, dinamização do estudo e conhecimento da língua,
da expressão verbal significativa e consciente (AZEVEDO, 2011).
Nas trilhas do mesmo entendimento, Souza (1992, p.22) afirma: “Leitura é,
basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de
fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma
percepção sob as influências de um determinado contexto. Esse processo leva o
indivíduo a uma compreensão particular da realidade. ”
Aprender a ler é um desafio a ser superado desde o momento em que o aluno
começa a frequentar a escola. O que se percebe na educação atual é que são poucos os
alunos com o hábito da leitura. Ao pedir que leiam um texto em sala de aula, são
inúmeras as reclamações dos alunos. Os estudantes analisam o tamanho do texto e
quando o professor pergunta o que entenderam, alguns falam que não entenderam nada,
pois realizaram apenas uma primeira leitura e acharam que era o bastante. Há alguns
que até leem, mas não compreendem.
Na concepção de Kleiman (2004, p. 151) ensinar a ler, é criar uma atitude de
expectativa prévia em relação ao conteúdo referencial do texto, isto é, mostrar ao aluno
que quanto mais ele provir o conteúdo, maior será sua compreensão; é ensinar o aluno a
se auto avaliar constantemente durante o processo para detectar quando perdeu o fio; é
ensinar a utilização de múltiplas fontes de conhecimento – linguísticas, discursivas,
enciclopédias (...) é ensinar, antes de tudo, que texto é significativo. E assim criar uma
atitude.
Segundo Regina Zilberman em seu livro “Leitura em crise na escola: as
alternativas do professor”, 1993, afirma que “de acordo com o amadurecimento do
leitor, verifica-se uma diferente motivação e interesse pela leitura”. Logo, a leitura em
sala de aula é de fundamental importância para a formação do educando, uma vez que é
a partir do domínio da leitura que o aluno passa a ter competência de entender os
conteúdos impostos para cada turma.
REFERÊNCIAS
AZEVEDO, Ricardo. Literatura infantil: origens, visões da infância e certos
traços populares. Disponível
http://www.ricardoazevedo.com.br/Artigo07.htm, acesso em 15/07/2016.
FREIRE, P. A importância do ato de ler. 41ª ed, São Paulo: Cortez, 2006.
FREIRE, P. A importância do ato de ler. 41ª ed, São Paulo: Cortez, 2001.
KLEIMAN, Ângela B. & MORAIS, Silvia E. Leitura e interdisciplinaridade:
tecendo redes nos projetos da escola.
Campinas, SP: Mercado das Letras, 2004.
SOARES, Magda. Linguagem e Escola: uma perspectiva social. São Paulo,
Ática, 1986. Revista Nova Escola.
Ed. Abril. Dez/2005.
SOUZA, Renata Junqueira de. Narrativas Infantis: a literatura que as crianças
gostam. Bauru: USC, 1992.
ZILBERMAN, Regina (org). Leitura em crise na escola: as alternativas do
professor. Porto Alegre: Mercado
Aberto, 1993, p. 10.