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Projeto Literário

O projeto 'Literatura - Contar, Cantar, Dançar e Sonhar' visa promover a formação de leitores nas escolas, enfatizando a importância da literatura e da leitura na educação infantil. A metodologia inclui diversas atividades como leitura, dramatização e música, buscando desenvolver a criatividade e a expressão dos alunos. O projeto também destaca a colaboração entre educadores, alunos e famílias para criar um ambiente propício ao hábito da leitura.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Projeto Literário

O projeto 'Literatura - Contar, Cantar, Dançar e Sonhar' visa promover a formação de leitores nas escolas, enfatizando a importância da literatura e da leitura na educação infantil. A metodologia inclui diversas atividades como leitura, dramatização e música, buscando desenvolver a criatividade e a expressão dos alunos. O projeto também destaca a colaboração entre educadores, alunos e famílias para criar um ambiente propício ao hábito da leitura.
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PROJETO LITERAÇÃO - CONTAR, CANTAR, DANÇAR E SONHAR.

“Meus filhos terão computadores sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos

serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história. ”

Bill Gates

INTRODUÇÃO

O ambiente escolar é o espaço favorável para o lançamento dá formação de


leitores na sua individualidade. O métodos de leitura devem ser adotado para que os
alunos planejem a tarefa de leitura.
A escritora Ana Maria Machado em uma de sua fala, diz que o papel da
literatura é muito importante para a formação leitora das crianças, e acrescenta que
através da literatura elas são desafiada como ser humano a expressar seus pensamentos
e opiniões, através da linguagem.
A literatura é subsídio no qual o leitor realiza trabalho de construção de conceito
a partir de objetivos e conhecimentos, isso é permite a criança sonhar, combater o medo,
vencer as preocupações, e assim desenvolver a criatividade.
O educador precisa orientar os estudantes desde a Educação Infantil o apreço
pelas obras Literárias.
E para formar bons leitores, os primeiros passos é o educador selecionar as obras
para disponibilizar aos estudantes, e também não esquecer que o exemplo de leitor e
fundamental para formar novos leitores.
O trabalho de leitura literária convém dar partida com a oralidade. Nesse
sentido, os poemas são bastante apropriados. Outras estratégias de leitura são a leitura
protocolada, a leitura individual, leitura em voz alta dentre outras a critério e
criatividade do professor.
É importante lembrar o apontamento de Emília Ferreiro, (2002): (...). Ler e
comentar, ler e resumir, recomendar, contar para o outro que não teve acesso a esse
texto, explicar e revisar. A leitura literária pode expandir o seu lugar na escola através
de múltiplas atividades: comunicação oral, recital, dramatização, produção de
antologias. Quanto mais ativo e inter relacionado é o ensino de leitura que se oferece,
mais fácil será que os alunos se encontrem com a literatura em qualquer espaço ou
componente curricular. É imprescindível a manutenção do espaço escolar na vertente de
oportunizar em diversos momentos o contato com o livro ou outro suporte de leitura nos
espaços escolares.

OBJETIVOS
1 - Auxiliar na construção do hábito da leitura;
2 - Aguçar o potencial cognitivo e criativo;
3 - Promover o encontro com o mundo da leitura despertando o estudante para
a necessidade de abertura de novos horizontes que essa prática proporciona;
4 - Garantir uma relação de afetividade entre educadores, estudantes e
familiares, visando ampliar e integrar o ambiente escola-família;
5 - Trabalhar com a narração, tendo como um dos recursos o corpo, a
gesticulação, entonação e preparação do espaço escolar e/ou doméstico, a ser utilizado
pelas crianças, ampliando os vários sentidos da narrativa;
6 - Propiciar diferentes formas de compreender os textos lidos para que a leitura
seja mais que a junção de letras e palavras, mas conteúdo cheio de significado que gera
reflexão e abertura para novos horizontes;
7 - Proporcionar o hábito da leitura, buscando transformar o estudante em
sujeito de sua aprendizagem, capaz de imprimir significados e sentidos;
8 - Criar condições para o exercício da oralidade e expressividade;
9 - Promover o intercâmbio de opiniões e despertar para o respeito às diferenças;
10 - Desenvolver o comportamento leitor e escritor visando ampliar o repertório
com vistas às produções escritas;
11 - Promover o desenvolvimento do vocabulário, favorecendo a estabilização
de formas ortográficas.

METODOLOGIA:

*Leitura na biblioteca:
*Cantinho de leitura;
* Exibição de filmes/vídeo;
*Produção textual;
*Roda de leitura;
*Reconto oral;
*Dramatização;
*Dança
*Ilustração;
*Produção de antologia,
*Recital de poesia, sacola literária;
*Encontro de leitores e partilha.
EQUIPE PEDAGÓGICA

Muito importante o engajamento da equipe pedagógica com as seguintes


atividades:
1. Reunião com os professores para apresentação do projeto e explicação
detalhada;
2. Aquisição do acervo necessário para que todos os alunos se envolvam no
projeto. Para cada classe ter 10% a mais que o número de alunos;
3. Preparo de ambientes estimuladores à leitura;
4. Estabelecimento do “Dia da Leitura” que deverá acontecer toda semana.
Nesse dia, poderá ser lido e debatido com os alunos textos de revistas, jornais, notícias,
textos do livros de literatura, trechos da Bíblia Sagrada, etc. É um exercício para as
leituras que serão feitas individualmente e estimulação para as ideias que serão
colocadas nas fichas de leitura;
5. Confecção de murais sobre o projeto;
6. Organização de oficinas de leitura;
7. Organização de uma festa literária ou outro evento em que se concretize a
leitura dos alunos;
8. Separação do acervo na biblioteca da escola e organização dos livros, por
seguimento (que poderá ser até na sala de aula, em caixas organizadoras).
9. Realizar o “Lançamento do Projeto” convidando um contador de histórias, um
autor de livro ou preparando um teatro de um bom livro no auditório.

PROFESSOR

O professor que estará mais próximo do aluno no decorrer do ano letivo terá
uma grande responsabilidade ao planejar atividades que estimulem a leitura e
apresentação dos livros lidos. Antes, é necessário que o material seja estudado e as
estratégias para utilização das fichas sejam organizadas. Aqui estão algumas atividades
que deverão ser colocadas em prática para estímulo das leituras:
1 - Apresentar vídeos sobre a importância da leitura;
2- Ajudar os alunos na seleção dos livros;
3 - Fazer uma leitura, com boa entonação de voz, de um dos livros utilizados
pelos alunos;
4 - Ler um livro infantil em voz alta, dramatizando o mais possível as vozes das
personagens, a fim de que o aluno perceba que há variações nas vozes quando se faz
uma pergunta, quando se exclama, quando há raiva, amor, inveja, etc.
5 - Fazer debates sobre algumas histórias ou informações apresentadas em
alguns livros. Seria uma forma de instigar a leitura;
6 - Expor, na sala, algumas produções textuais baseadas nas leituras;
8 - Trabalhar os livros de maneira coletiva através de teatros, fantoches, leitura
oral, jogral, mímicas, recitais, festa literária, etc.
9 - Elogiar ou comentar algumas fichas preenchidas pelos alunos, demonstrar
valorização pelo trabalho deles.
10 - Elaborar uma gincana com o objetivo de estimular o espírito de cooperação
entre os alunos. Um painel (cartaz) deverá ser colocado em sala de aula.

https://www.google.com.br/search?q=video+a+importancia+da+leitura

ALUNOS

O aluno, que é o alvo de todo o projeto, deverá ser estimulado constantemente.


Ao perceber que também terá obrigações, a leitura será levada a sério.
1 - A ronda de leitura e muito importante para depois fazer um bom feedback.
2 - O aluno deve escolher um livro para ler durante a semana (o ideal é que ele
se agrade da capa, dê uma folheada ou se agrade do livro). Tem que ser da caixa de
livros da sala de aula ou do acervo selecionado na biblioteca.
3 - Para conservar os livros emprestados, cada aluno receberá uma pasta para
levar o livro paradidático para casa. O professor deverá explicar que os livros passarão
por várias crianças e deverão ser bem cuidados.

Justificativa:

Tendo em vista a importância da leitura para o desenvolvimento intelectual,


ético, social da criança, os clássicos infantis garantem que também seja desenvolvida a
personalidade da criança, a imaginação, criatividade e acima de tudo o gosto pela
leitura. É nesta perspectiva que o âmbito escolar entra com total importância.
Através da contação de histórias a criança adentra em um mundo lúdico onde
ela pode fazer associações entre o real e o imaginário, desenvolvendo seu senso crítico e
reflexivo, medindo e codificando as ações do mundo imaginário relacionando com o seu
próprio cotidiano.
Observando as possibilidades de desenvolvimento e aprendizado através da
leitura, o ato de contar histórias passa a fazer parte da rotina das escolas visando sempre
à ampliação do raciocínio, do vocabulário, das articulações e reformulações de seus
pensamentos e da observação.
MATERNAL - MUSICALIDADE

INTRODUÇÃO
A definição da música na educação infantil passa pelas atividades musicais que
oferecem inúmeras oportunidades para que a criança aprimore sua habilidade motora,
aprenda a controlar seus músculos e mova-se com desenvoltura. A criança aos poucos
vai formando sua identidade, percebendo-se diferente dos outros e ao mesmo tempo
buscando integrar-se com os outros. A partir do momento em que a criança entra em
contato com a música, seus conhecimentos se tornam mais amplos e este contato vai
envolver também o aumento de sua sensibilidade e fazê-la descobrir o mundo a sua
volta de forma prazerosa. Sua interação e relações sociais serão marcados através deste
contato e sua cidadania será trabalhada através dos conceitos que são passados através
das músicas. A música na educação pode envolver outras áreas de conhecimento,
através do desenvolvimento da auto-estima a criança aprende a se aceitar com suas
capacidades e limitações. A musicalização é uma ferramenta para ajudar os alunos a
desenvolverem o universo que conjuga expressão de sentimentos, suas idéias, valores
culturais e auxilia a comunicação do indivíduo com o mundo exterior e seu universo
interior.

JUSTIFICATIVA
Som é tudo que soa!
Segundo Teca Brito (2003, p.17):

A música é uma linguagem universal. Tudo o que o ouvido percebe sob a forma
de movimentos vibratórios. Os sons que nos cercam são expressões da vida, da energia,
do universo em movimento e indicam situações, ambientes, paisagens sonoras: a
natureza, os animais, os seres humanos traduzem sua presença, integrando-se ao todo
orgânico e vivo deste planeta.
De fato, a música é um elemento sempre presente na cultura humana. Sendo
imprescindível na formação da criança para que ela, ao se tornar adulta, atinja a
capacidade de pensar por conta própria e exerça sua criatividade de maneira crítica e
livre, a música e também a dança são fundamentais na formação do corpo, da alma e do
caráter das crianças e dos adolescentes.
A música ganha ainda mais importância por arrebatar não só as crianças, mas
também os adolescentes e os adultos. Nesse sentido, este trabalho se justifica na medida
em que procura demonstrar a importância da música para a formação da criança. Isso
vale tanto para as atividades escolares quanto para todas as outras atividades
desenvolvidas para e com a criança. Além de contribuir para que os diversos
conhecimentos sejam mais facilmente apreendidos pelo infante, a música faz com que
ele desenvolva sua criatividade, sua subjetividade e exerça sua liberdade, tornando-o, no
futuro, um ser autônomo e capaz de exercer com responsabilidade seu papel de ser
autônomo e cidadão.

A LINDA ROSA JUVENIL:

- educador, ler o livro para as crianças, fazendo mudanças na voz e nos gestos,
de acordo com as características de cada personagem. Vá mostrando as imagens para as
crianças, a fim de despertar seu interesse.
https://educacaoetransformacaooficial.blogspot.com/2018/08/livro-linda-rosa-
juvenil.html

- Logo após a leitura, coloque a canção e à medida que vai tocando, vá


mostrando as imagens do livro para as crianças.
https://www.youtube.com/watch?v=eWwT_0aN0XQ

- Por último, coloque o vídeo a seguir e cante junto para as crianças assistir e
identificar a história.
https://www.youtube.com/watch?v=5b5AjD1WsXY

OS TRÊS PORQUINHOS

• Apresentação da história em roda. Para isso será utilizado o avental com


ilustrações e personagens referentes ao conto. Em seguida, realizar o reconto da história
uma criança começa uma fala e outra realiza a sequência e assim por diante. Após a
cotação de histórias, será confeccionado um balão com o rosto de um porquinho para
levarem para casa.
• Introdução do número três, atividade impressa para decorar o numeral
utilizando de referência a história.
• Confecção da casa dos três porquinhos: a casa já estará pré-montada, as
crianças irão realizar a colagem nas mesmas para representar a palha, madeira e tijolos.
• Dramatização do conto em que as crianças participarão.
• Brincadeira: Porquinho sai da casa
. Pintura

BORBOLETINHA, TÁ NA COZINHA:

- Assistir ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=CFHj6nNy_fw

- Coloque o vídeo novamente e vá mostrando nas imagens os elementos da


música.
- Opcional: como complemento da atividade, pode-se assistir ao vídeo a seguir
https://www.youtube.com/watch?v=qEO2XMbuIaA

1º ANO - DANÇA

Todo ser humano, desde o ventre materno, tem contato com sons, através
dos batimentos cardíacos da mãe, dos sons digestivos, e das vibrações da própria
voz da mãe (Jeandot apud Artaxo et al, 2000, p.13). Ao nascerem, são
embalados pela mãe com cantigas de ninar. Durante a infância, desde bebê, ao
ouvirem qualquer tipo de música, balançam o corpo, dançam intuitivamente e
espontaneamente, sem nenhum tipo de inibição. Na adolescência, uma onda de
inibição começa a tomar conta da maioria das pessoas. Quando adultas, essa
inibição se cristaliza, criando um grande bloqueio corporal, e o máximo que
conseguem fazer ao ouvirem música é tamborilar os dedos numa mesa ou bater
os pés discretamente para acompanhar o ritmo. Dançar, que na infância era um
movimento espontâneo, passa a ser um grande desafio na vida adulta.
Desde a Pré-História, quando o homem ainda não utilizava a linguagem
verbal, a dança era um dos meios de comunicação. Na antiguidade a música e a
dança faziam parte do cotidiano das pessoas, sendo executadas nos rituais
religiosos, nas festas, na preparação para a caça ou guerra (o que pode ser visto
ainda hoje em tribos indígenas, por exemplo).
Hoje, na era informatizada, muitos adultos (dependendo da profissão ou
atividades que exercem) acabam utilizando algumas articulações isoladas,
resultando em diversas lesões por esforço repetitivo. Laban afirma que “a dança
alivia a sensação de mal-estar provocada pela repressão dos movimentos do
corpo que ocorre quando se põem em ação articulações isoladas” (1990, p.25).
Dançar, portanto, ajuda a pessoa a pôr em movimento todas as articulações do
corpo. Se a dança for uma atividade presente desde a infância até a idade adulta, será
um esforço preservado durante toda a vida de uma pessoa.

DONA BARATINHA - CONTO POPULAR - ANA MARIA MACHADO

JUSTIFICATIVA:
O mundo literário é cheio de magia e trabalhar a ludicidade é um complemento
para que as crianças venham refletir fazendo uma relação com esse mundo e o futuro
proveniente de responsabilidade respeitando as diferenças.
A história de Dona Baratinha é uma reflexão do mundo real, ou seja, é um
contexto que abrange uma história de um casamento no mundo real contado de forma
lúdica.
O conto da D. Baratinha é muito interessante, pois revelam traços de época, de
como era escolhido à esposa para se casar. No entanto leva as crianças a fazer uma
viagem ao mundo surreal, dento desse contexto pode se destacar a diversidade de
candidatos para se casar com dona Baratinha.
Através desse conto podem-se compreender quais os benefícios e os malefícios
que esses animais podem causar ao ambiente em que vivemos.

OBJETIVO GERAL:
· Estimular o gosto pela leitura e a compreensão do conto a ser abordado:
Dona Baratinha.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
· Valorizar os conhecimentos prévios dos alunos relacionada à história da D.
Baratinha;
· Desenvolver o gosto pela leitura através do conto da D. Baratinha;
· Contextualizar a história a partir das vivências dos alunos em família;
· Ler para localizar informações explícitas no texto.
· Desenvolver o comportamento leitor e escritor.
·

DESENVOLVIMENTO:
Para a leitura deleite, ouvir a música “D. Baratinha” cantada por Eliana (em
anexo). Essa música ensaiar e fazer um coral.

Ornamentar a sala para receber os convidados, caracterizar os personagens


da peça teatral e demais apresentações.
· Apresentação da música “A barata mentirosa” através de uma roda cantada
e interpretada.
· Dramatização da história da D. Baratinha.
· Para finalizar projeto passar um slide com algumas fotos da turma na
produção dos trabalhos.

MÚSICAS TRABALHADAS DURANTE O PROJETO

Dona Baratinha
Eliana
Era uma vez uma baratinha
Que queria que queria se casar
Saiu voando procurando um barato
Mas um barato tá difícil de achar
Tchá Tchá Tchá TcháTchá Tchá
Quem quer casar com a dona baratinha
Que é bonitinha e tá doidinha pra casar
Também tem dinheiro na caixinha
E gosta muito de dançar o Tchá Tchá Tchá
Tchá Tchá Tchá Tchá Tchá

A Barata Diz Que Tem


A Barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ah rara, iároró, ela tem é uma só !
A Barata diz que tem um sapato de veludo
É mentira da barata, o pé dela é peludo
Ah rara, Iururu, o pé dela é peludo !
A Barata diz que dorme numa colcha de cetim
É mentira da barata, ela dorme é no capim
Ah rara, rim rim rim, ela dorme é no capim!
A Barata diz que usa perfume de margarida
É mentira da barata, ela usa inseticida
Ah rara, ia roró, ela usa inseticida!
A Barata diz que tem um anel de formatura
É mentira da barata, ela tem é casca dura
Ah rara , iururu, ela tem é casca dura!
A Barata diz que tem o cabelo cacheado
É mentira da barata, ela tem coco raspado
Ah rara, ia roró, ela tem coco raspado!
A Barata diz que usa um produto da avon
É mentira da barata, ela usa detefon
Ah rara, ia roró, ela usa detefon!
A Barata diz que mora numa casa enfeitadinha
É mentira da barata, ela mora é na cozinha
Ah rara, ia roró, ela mora é na cozinha!
A Barata diz que tem hidromassagem na banheira
É mentira da barata, toma banho de goteira
Ah rara, ia roró, toma banho de goteira!
A Barata diz que foi num lugar muito maneiro
É mentira da barata, ela foi é no banheiro
Ah rara, ia roró, ela foi é no banheiro!
A Barata diz que tem uma coroa de rainha
É mentira da barata, ela só tem anteninha
Ah rara, ia roró, ela só tem anteninha!
A Barata diz que foi trabalhar num escritório
É mentira da barata, ela foi no mictório
Ah rara, ia roró, ela foi no mictório!
A Barata diz que tem uma capa de bolinha
É mentira da barata, a capa é da joaninha
Ah rara, ia roró, a capa é da joaninha!

A Barata diz que tem um sapato de fivela


É mentira da barata, o sapato é da mãe dela
Ah rá rá, oh róró, o sapato é da mãe dela

OU ISTO OU AQUILO – CECÍLIA MEIRELES

Cantigas de ninar, cantigas de roda, parlendas, trava-línguas e adivinhas


originários do folclore são formas de expressão muito próximas do mundo da criança e
com efeitos estéticos bastante sugestivos, criativos e lúdicos. Cecília Meireles no livro
Ou isto Ou Aquilo faz uso desses recursos. "Brinca" com as palavras, explora a
sonoridade, o ritmo, as rimas, as repetições, a musicalidade.

https://www.youtube.com/watch?v=ghBjmQThf0k
VAMOS LER PARA AS CRIANÇAS?

POEMA: OU ISTO OU AQUILO - (CECÍLIA MEIRELES)

OU ISTO OU AQUILO

OU SE TEM CHUVA E NÃO SE TEM SOL,

OU SE TEM SOL E NÃO SE TEM CHUVA!

OU SE CALÇA A LUVA E NÃO SE PÕE O ANEL,

OU SE PÕE O ANEL E NÃO SE CALÇA A LUVA!

QUEM SOBE NOS ARES NÃO FICA NO CHÃO,

QUEM FICA NO CHÃO NÃO SOBE NOS ARES.

É UMA GRANDE PENA QUE NÃO SE POSSA

ESTAR AO MESMO TEMPO NOS DOIS LUGARES!

OU GUARDO O DINHEIRO E NÃO COMPRO O DOCE,

OU COMPRO DOCE E GASTO O DINHEIRO.

OU ISTO OU AQUILO: OU ISTO OU AQUILO...


E VIVO ESCOLHENDO O DIA INTEIRO!

NÃO SEI SE BRINCO, NÃO SEI SE ESTUDO,

SE SAIO CORRENDO OU FICO TRANQUILO.

MAS NÃO CONSEGUI ENTENDER AINDA

QUAL É MELHOR: SE É ISTO OU AQUILO.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=ghBjmQThf0k
LIVRO PARADIDÁTICO: OU ISTO OU AQUILO
(MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo. São Paulo: Global, 2012.)
Cecília Meireles – Bailarina

OBJETIVO:

· Incentivar as crianças a apreciarem pequenas poesias cantadas e


ilustradas.

EIXO: IDENTIDADE E AUTONOMIA.

OBJETIVO:

· * Estimular o prazer de ouvir pequenas poesias.


· * Motivar a criança a silenciar no momento que o outro fala.

*Informação a respeito do autor ou autores das poesias trabalhada


*Recitação de pequenas poesias utilizando músicas, gravuras, fantoches.
*Brincadeiras envolvendo o nome da criança

EIXO: ARTES VISUAIS.


OBJETIVO:

· Ilustrar a poesia apresentada


· Confeccionar cartaz ou mural coletivo utilizando os desenhos produzidos
pelas crianças

ATIVIDADES:

*Ilustração da poesia.
*Construção de cartaz ou confecção de mural coletivo.
*Modelagem com massinha
* Colagem e rasgadura de papel
2º ANO

A FESTA NO CÉU:

- Ouvir a canção: https://www.youtube.com/watch?v

- Repita a canção, agora fazendo gestos ou utilizando objetos para representa-la.


- Converse com a criança sobre a história, questionando ludicamente sobre o
enredo e as personagens.

CHAPEUZINHO VERMELHO:

- LEITURA DO LIVRO:
https://www.euleioparaumacrianca.com.br/historias/chapeuzinho-vermelho/

- Assista ao teatro de bonecos: https://www.youtube.com/watch?v=ZjEe5e31jL8

- Cantar as músicas novamente.

3ºANO

O PATINHO

Apresentar a história “O Patinho Feio” por meio de uma maquete demonstrando


a história em suas duas esferas: em terra firme e no lago. Os personagens da história
percorrerão toda a maquete para uma melhor visualização e entendimento das crianças.
Após a contação, proporcionar um momento de diálogo sobre os fatos acontecidos no
clássico apresentado obtendo todos os subsídios possíveis por parte dos alunos.
Aproveitar esta roda de conversa para também pontuar a importância do respeito às
diferenças alheias e também de “amar a si mesmo” da forma que cada um representa.
Com a ajuda dos alunos, construir uma “lista de palavras” que mais lhes
marcaram. Relatar o significado de cada uma delas e pedir para que venham até o cartaz
já com as palavras expostas, colorir usando o giz de cera todas as vogais existentes em
cada uma delas.

DESTAQUE:

• Destacar as características do cisne;


• Trabalhar as diferenças e semelhanças entre o cisne e o pato;
• Valorizar os animais, reconhecendo a sua importância na natureza e para os
seres humanos.

EIXO NATUREZA E SOCIEDADE:

• Trabalhar Semelhanças e Diferenças com as crianças;


• Explorar uma música que conte a história do Patinho feio, de maneira que os
alunos identifiquem quais instrumentos foram utilizados na canção e de qual estilo
musical se refere;
• Confeccionar juntamente com os alunos um cartaz recontando a história do
Patinho Feio para exposição do Projeto.

• MÚSICA:
Trazer aos alunos a história do Patinho feio em Vídeo, e destacar a importância
de respeitar o próximo em meio às diferenças e semelhanças de cor de pele, religião,
cultura ou demais gostos. Logo após trabalhar música que trate de Patinhos, sugestão a
música da Xuxa ‘Cinco Patinhos’, de modo a trazer o pato para zona proximal de
conhecimento dos alunos. Os mesmos irão identificar os instrumentos que mais se
destacaram no trecho musical escolhido e editado pela professora. Por fim, professora e
alunos confeccionarão juntos um lindo cartaz retratando a história do patinho feio,
utilizando das mãos dos alunos sujas de tinta para realizar o cartaz coletivo.

MÚSICA: CINCO PATINHOS


(XUXA)

Cinco patinhos foram passear


Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só quatro patinhos voltaram de lá
Quatro patinhos foram passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só três patinhos voltaram de lá

Três patinhos foram passear


Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só dois patinhos voltaram de lá

Dois patinhos foram passear


Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só um patinho voltou de lá

Um patinho foi passear


Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas nenhum patinho voltou de lá

A mamãe patinha foi procurar


Além das montanhas
Na beira do mar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
E os cinco patinhos voltaram de lá
4º ANO

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - TEATRO

Alice no País das Maravilhas é um dos mais importantes clássicos da literatura


infanto-juvenil produzidos até hoje. Foi escrito na metade do século XIX por Lewis
Carroll, pseudônimo do escritor inglês Charles Lutwidge Dodgson. Por ser também
matemático, o autor cria em sua obra uma constante brincadeira com a linguagem,
tornando a comunicação oral passível de múltiplas interpretações e recheada de
enigmas. Num universo mágico, enriquecido por inesquecíveis personagens fantásticos,
essa narrativa nos leva a percorrer a aventura de Alice em busca de sua própria
identidade, pois num mundo tão nonsense a personagem começa a duvidar de quem
realmente é.
Está leitura é um convite para que os alunos possam viajar pelo mundo mágico
da leitura, e do encantamento pela leitura infantil.
Pretende-se oportunizar aos alunos explorar, senti, descobrir e perceber tudo o
que está à sua voltar, através de vivencias que envolvem a leitura a imaginação, a dança,
a música, as artes, as lendas, a natureza, os animais e as brincadeiras

OBJETIVOS.

*Despertar o prazer pela leitura, através da histórias lidas e ouvidas;


*Desenvolver a linguagem a leitura e escrita;
*Incentivar a vivência de valores como: Cooperação, respeito, justiça,
solidariedade, autoestima e amor ao próximo.

CONTEÚDO:
Apresentação do livro, autor, principais personagens e cenários.
METODOLOGIA

A abordagem do projeto será baseada em metodologias ativas, como a


aprendizagem baseada em projetos e a aprendizagem colaborativa. Os alunos serão
incentivados a trabalhar em grupos para desenvolver atividades práticas, como a criação
de uma peça teatral inspirada na obra, ilustrações dos personagens e debates sobre os
temas abordados. A metodologia incluirá momentos de reflexão e feedback, permitindo
que os alunos compartilhem suas experiências e aprendizados.

\
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
AS ATIVIDADES PRÁTICAS E INTERATIVAS PODEM INCLUIR:

Leitura compartilhada de trechos do livro, seguida de discussões em grupo sobre


os personagens e suas características.
Criação de ilustrações dos personagens e cenários, utilizando diferentes técnicas
de arte.
Desenvolvimento de uma peça teatral, onde cada grupo encena uma parte da
história.
Jogos de perguntas e respostas sobre a obra, estimulando a pesquisa e o
conhecimento.
Debates sobre os temas centrais da história, como a busca pela identidade e a
percepção da realidade.

CONSIDERAÇÕES

É importante que os professores estejam atentos às diferentes interpretações que


os alunos podem ter sobre a obra. Além disso, deve-se considerar a diversidade de
habilidades e interesses dos alunos, adaptando as atividades para garantir a inclusão de
todos. O ambiente deve ser acolhedor e estimulante, permitindo que os alunos se sintam
à vontade para expressar suas ideias e opiniões.
5º ANO

HISTORIA EM QUADRINHO - O PEQUENO PRINCIPE

INTRODUÇÃO
O uso da história em quadrinhos na sala de aula se constitui como uma proposta
didático-pedagógica que favorece o incentivo à leitura, transformando o aluno em
sujeito crítico.
Esse projeto visa, produzir história em quadrinho que permita que os alunos use
a sua criatividade para criar a sua própria história em quadrinho.
A utilização das histórias em quadrinhos no ensino faz com que os alunos
tenham um bom rendimento nas escolas, possibilitando um melhor desempenho no
processo de ensino e aprendizagem. Segundo Barbosa (2004, p. 21), “há várias décadas,
as histórias em quadrinhos fazem parte do cotidiano de crianças e jovens, sua leitura
sendo muito popular entre eles. [...] As histórias em quadrinhos aumentam a motivação
dos estudantes para o conteúdo das aulas, aguçando sua curiosidade e desafiando seu
senso crítico”.
No presente texto, iremos propor a utilização das histórias em quadrinhos como
incentivo à leitura dos alunos. As histórias em quadrinhos podem introduzir um tema
que posteriormente será abordado a partir de outras perspectivas de ensino; podem ser
apresentadas como complemento de um conceito já trabalhado pelo professor; e podem
ser utilizadas para provocar debates e discussões em sala de aula, além de trazer o aluno
para o universo da leitura.
Para adotar a história em quadrinhos em sala de aula, caberá ao professor
realizar um planejamento das atividades na escola para estabelecer a estratégia mais
didática para uma determinada faixa etária. Qual história utilizar e qual tema abordar
serão escolhas do professor.
Segundo Barbosa (2004, p. 22), “Palavras e imagens, juntos, ensinam de forma
mais eficiente – a interligação do texto com a imagem, existente nas histórias em
quadrinhos, amplia a compreensão de conceitos de uma forma que qualquer um dos
códigos, isoladamente, teria dificuldades para agir”.
No atual contexto histórico, o lidar com imagens requer tratamento minucioso,
pois os alunos estão inseridos em um mundo imagético e textual. As mídias jogam a
todo o momento notícias e imagens para a sociedade, que, na grande maioria das vezes,
não faz uma reflexão sobre os acontecimentos e fatos.
Os momentos de reflexão dentro da sala de aula, proporcionados pelo professor,
visam, portanto, enriquecer o processo de ensino e aprendizagem e a formação de
sujeitos críticos. “Os quadrinhos auxiliam no desenvolvimento do hábito de leitura – a
ideia preconcebida de que as histórias em quadrinhos colaboravam para afastar as
crianças e jovens da leitura de outros materiais foi refutada por diversos estudos
científicos. [...] Os leitores de histórias em quadrinhos são também leitores de outros
tipos de revistas, de jornais e de livros”. (BARBOSA, 2004, p. 23). Portanto, os
quadrinhos corroboram para o incentivo da leitura dos nossos alunos.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO


● Ler e interpretar histórias em quadrinhos.
● Reconhecer os principais elementos que compõem as histórias em quadrinhos.
● Pesquisar diferentes assuntos e curiosidades sobre o tema.
● Produzir pequenas histórias em quadrinhos.
● Transformar histórias em quadrinhos em texto narrativo e vice-versa.

DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO

1º – Conversar com o grupo sobre o que é uma história em quadrinhos e se eles


têm alguma história em quadrinhos favorita.

2º. Explicar a estrutura e a característica linguística desse gênero textual (balões,


diálogos, onomatopeias, quadro ou vinheta).

QUADRO OU VINHETA
Chamados também de quadrinhos, é o espaço no qual acontece uma ou mais
ações. Geralmente de forma retangular ou quadrangular, funciona como moldura de um
momento de ação.

BALÃO

Os balões de formas e tipos variados servem de suporte para os diálogos dos


personagens ou para que eles mostrem suas ideias;

BALÃO FALA:
Para mostrar o que um personagem está falando. Possui o formato oval e um
rabicho indicando onde está saindo o som.
BALÃO GRITO:
Quando um personagem está gritando, o balão deixa de ter um formato oval e
passa a ter várias pontas de diversos tamanhos.

BALÃO PENSAMENTO:
Este balão é um dos poucos balões que não mostram o que o personagem está
falando. Tem o formato de nuvens.

BALÃO NARRADOR:
Este balão não possui rabichos e, por isso, não é associado a nenhum
personagem específico. Ele é utilizado para fornecer dados extras à história, como onde
e quando a história se passa.

ONOMATOPEIA

Assim como o balão indica o som da fala, a onomatopeia é uma representação de


um som ambiente.

Sinais de Pontuação
Reforçam sentimentos e dão maior expressividade à voz do personagem.

3º – APRESENTAR HISTÓRIAS EM QUADRINHOS PARA OS


ALUNOS.

CHARGES, TIRINHAS, CARTUNS E HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Charge: É um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por meio de
uma caricatura, algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas.
A palavra é de origem francesa e significa carga, ou seja, exagera traços do caráter de
alguém ou de algo para torná-lo burlesco.

UM CARTOON, CARTUNE OU CARTUM: É um desenho humorístico


acompanhado ou não de legenda, de caráter extremamente crítico retratando de forma
bastante sintetizada algo que envolve o dia-a-dia de uma sociedade.

A TIRINHA: Também conhecida como tira diária, é uma sequência de imagens.


O termo é atualmente mais usado para definir as tiras curtas publicadas em jornais, mas
historicamente o termo foi designado para definir qualquer espécie de tira, não havendo
limite máximo de quadros – tendo, claro, o mínimo de dois.
EXEMPLOS DE ONOMATOPEIAS
SEGUE ABAIXO LISTA DAS PRINCIPAIS ONOMATOPEIAS:

Onomatopeia de som de instrumentos musicais: ratimbum: (ra = caixa, tim =


pratos, bum = bombo)
Onomatopeia de relógio: tic-tac ou tique-taque
Onomatopeia de bater na porta: toc-toc
Onomatopeia de choro ou pessoa triste: sniff sniff
Onomatopeia de choro: buááá
Onomatopeia de espirro: atchim
Onomatopeia de grito de felicidade ou adrenalina: uhuuu
Onomatopeia de dor: aaai
Onomatopeia de tosse: cof-cof
Onomatopeia de nojo: urgh
Onomatopeia de mordida: nhac
Onomatopeia de tédio: aff
Onomatopeia de raiva: grrr
Onomatopeia de pessoa ou animal dormindo: Zzzz
Onomatopeia de mergulho: tchibum
Onomatopeia de batimentos cardíacos: tum-tum
Onomatopeia de queda: plaft
Onomatopeia de explosão: bum ou boom
Onomatopeia de batida: crash
Onomatopeia de beijo: smack
Onomatopeia de latido do cachorro: au au
Onomatopeia de miar do gato: miau
Onomatopeia de cantar do galo: cocóricó
Onomatopeia de cantar do passarinho: piu-piu
Onomatopeia de som de motor, carro e mais máquinas: vrum-vrum
Onomatopeia de tiro: bang-bang
Onomatopeia de buzina: bi-bi
Onomatopeia de campainha: din-don ou ding-dong
Onomatopeia de badalar dos sinos: blém-blém
Onomatopeia de telefone tocando: trrrim-trrrim
Onomatopeia de chuva: chuá
Onomatopeia de sopro: fuuu
Onomatopeia de ronco: ronc
Onomatopeia de grasnar do pato: quack, quac ou quá-quá
Onomatopeia de gargalhada: ah! ah! Hahahaha, Kkkkkk, Rsrsrs, Rá! rá!
Onomatopeia de riso: he! he! Eh! eh!, Rê! rê!
Onomatopeia de engolir ou engasgar: gulp
Onomatopeia de trovões e raios: cabrum, brrr booom, brrr buuum
Onomatopeia de relinchar de cavalo: Iiirrrrí
Onomatopeia de palmas: clap
Onomatopeia de assobio: fiu-fiu
Onomatopeia de zumbir de abelha: bzzz
Onomatopeia de soco: pow

EXEMPLOS DE BALÕES DE ONOMATOPEIAS:

SUGESTÕES DE OBRAS:

 O JARDIM SECRETO DE FANCES – HODGSON BURNETT


 MEMÓRIAS DE UM CABO DE VASSOURA - ORÍGENES LESSA
 A BOLSA AMARELA – LYGIA BOYUNGA
 MARCELO, MARMELO, MARCELO - RUTH ROCHA
 O MENINO MÁGICO – RACHEL DE QUEIROZ

6ºANO
JOGO DA MEMORIA - PETER PAN, ROMANCE DE AVENTURA E
FANTASIA

O livro tem como ponto de partida uma fantasia humana: a possibilidade de não
crescer nunca, de ser para sempre criança. Ao mesmo tempo, lida com dois temas
básicos: o confronto entre civilização e natureza — a primeira representada pela família
Darling, a segunda pelo herói — e a divisão etária que separa infância e idade adulta,
destino de todos, menos do menino que não cresce nunca.
A leitura compartilhada, segundo Isabel Solé4, é aquela na qual o professor ou
um aluno assume a responsabilidade de organizar a tarefa de leitura e de nela envolver
os outros.
Na atividade de leitura compartilhada quatro estratégias responsáveis pela
compreensão durante a leitura podem ser incentivadas:
• Formular previsões sobre o texto a ser lido.
• Formular perguntas sobre o que foi lido.
• Esclarecer possíveis dúvidas sobre o texto.
• Resumir as ideias do texto.
Essas estratégias, segundo Solé, não podem ser ensinadas à margem da atividade
de leitura, mas no que ela denomina tarefas de leitura compartilhada, como no exemplo:

ANTES DA LEITURA
• Combine com os alunos a data em que todos devem ter o livro. Se possível,
providencie a compra para que todos tenham o livro em mãos no mesmo dia.
• Fale um pouco sobre o autor — se desejar, leia a orelha da quarta capa e as
informações da apresentação deste encarte — e sobre a tradutora, Ana Maria Machado,
escritora consagrada e com obras conhecidas por muitas crianças.
• Não se pode desconsiderar que os alunos conheçam ou já tenham ouvido falar
de Peter Pan. Muitos devem ter assistido ao desenho da Disney ou ao filme. Pergunte a
eles o que se lembram sobre as personagens e o enredo. Explique que o desenho e o
filme são adaptações do livro. Isso significa que alguns episódios foram eliminados ou
transformados para se adequar a uma nova linguagem: da animação ou do cinema.
• Faça uma exploração das ilustrações, criação do espanhol Fernando Vicente.
Pergunte aos alunos a que episódios se referem as ilustrações das páginas 25, 201 e 225.
Pergunte também quem são os personagens e os lugares das ilustrações das páginas 89,
105, 121 e 153. Anote suas hipóteses.
• Leia o sumário com os alunos e vá discutindo as possíveis hipóteses sobre os
fatos que poderão acontecer na história a partir do título de cada capítulo.

Durante a leitura
• Leia com eles apenas o primeiro capítulo da história e marque uma data para a
leitura até determinado capítulo.
• Na data determinada, peça a alguns alunos que resumam o que leram,
expliquem o que entenderam da história, digam com que outras histórias ela está
relacionada e quais semelhanças e diferenças percebem entre o mesmo episódio no
desenho, no filme e no livro.
• Converse com eles sobre o que entenderam da organização da história, do
gênero, do tema etc.
• Marque uma data para a leitura de mais alguns capítulos. Se alguns já tiverem
terminado a leitura, peça-lhes que façam aos colegas questões de previsão.
• Peça que terminem a leitura para determinada data.
Depois da leitura
• Proponha uma discussão do livro. Nesse momento os alunos farão uma
apreciação dele, dirão se gostaram ou não da história e por quê, se ela foi emocionante,
intrigante, se prendeu a atenção, se foi engraçada etc. É fundamental que os alunos se
manifestem criticamente sobre a obra que leram, pois o objetivo principal é a formação
do leitor. E o ensino do uso de estratégias de leitura tem também esse objetivo.
Sugira que os alunos respondam às questões no caderno antes da discussão,
apenas para organizar as ideias.
1. Gostou da história? Por quê?
2. Que trecho chamou mais a sua atenção? Por quê?
3. Que características especiais o herói Peter Pan possui? Em que momentos
essas características se manifestam? Explique.
4. Os irmãos Darling vivem aventuras na Terra do Nunca. Essas aventuras os
modificam? Como?
Espera-se que os alunos percebam que os irmãos voltam para casa mais maduros
e preparados para crescer.
5. O que caracteriza o livro Peter Pan como de aventura?
A presença do herói com características especiais; o desconhecido,
A Terra do Nunca; os perigos que os personagens precisam enfrentar.
6. Que semelhanças e diferenças existem entre o livro, o desenho e o filme?
Peça aos alunos que revejam o filme e o desenho, ou um deles, para estabelecer
a comparação.

JOGO DA MEMÓRIA – CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA E


AMERICANA
IR CLAUDENETE SANTANA NUNES
OBJETIVO: RECONHECER OS CLÁSSICOS DA LITERATURA NACIONAL E
INTERNACIOANAL, BEM COMO OS SEUS ESCRITORES.
CONTEÚDO: O JOGO DA MEMÓRIA CONTÉM 18 CARTAS –3 COM IMAGENS DE
ESCRITORES BRASILEIROS E
6 COM IMAGENS DE OBRAS LITERÁRIAS AMERICANA
*META DO JOGO:
FORMAR PARES DE CARTAS RELACIONANDO OS LIVROS AOS SEUS
RESPECTIVOS AUTORES.
*REGRAS DO JOGO / COMO JOGAR:
AS CARTAS DEVEM SER EMBARALHADAS E ORGANIZADAS EM UMA MESA
OU EM ALGUMA
SUPERFÍCIE PLANA;
* TODAS AS CARTAS DEVEM FICAR COM AS IMAGENS VIRADAS PARA BAIXO
PARA DAR INÍCIO À PARTIDA;
* UM JOGADO POR VEZ DEVERÁ VIRAR DUAS CARTAS E VERIFICAR SE ELAS
FORMAM UM PAR;
CASO A RELAÇÃO ENTRE AUTOR E OBRA SEJA CONFIRMADA, O JOGADOR
DEVERÁ GUARDAR O PAR FORMADO E PODERÁ JOGAR NOVAMENTE ATÉ
ERRAR AS CARTAS;
EM CASO DE ERRO, O JOGADOR DEVERÁ PASSAR A VEZ PARA O PRÓXIMO;
VENCE QUEM, AO FINAL DA PARTIDA, TIVER FORMADO O MAIOR NÚMERO
DE PARES DE
CARTAS.
GABARITO:

J. M. BARRIE - PETER PAN


LEWIS CARROL -ALICE DO PAÍS DAS MARAVILHAS
ANTONIE DE SAINT – O PEQUENO PRINCIPE
VICTOR HUGO - O CORCUNDA DE NOTRE DAME E
L.FRANK BAUM - O MÁGICO DE OZ
ALEXANDRE DUMAS- AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD
• CAROLINA MARIA DE JESUS – QUARTO DE DESPEJO
• MÁRIO DE ANDRADE – MACUNAÍMA
• LIMA BARRETO – TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA
7º ANO

LITERATURA DE CORDEL

Literatura de Cordel, cultura popular nordestina.

OBJETIVO GERAL: Compreender e reconhecer a função social do gênero


cordel, bem como suas características básicas através de práticas de leitura, produção e
análise linguística reconhecendo sua importância na cultura popular.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
-Despertar o gosto e o desejo pela leitura;
-Compreender o contexto de produção próprio da literatura de cordel e
reconhecer em exemplares do gênero a estrutura básica de uma composição poética
(tema abordado, organização espacial das palavras, verso, estrofe, rima, ritmo, métrica);

-Interpretar recursos linguísticos empregados em textos poéticos dos gêneros,


em especial a rima;
-Criar coletivamente um poema de cordel, produzindo um folheto ilustrado e
apresentando-o oralmente para outras turmas da escola.
JUSTIFICATIVA: A literatura de Cordel nas escolas não é muito conhecida
nem explorada, pois a mesma é vista de forma avessa pelos alunos, não trazem consigo
o sabor de que “Literatura é vida, é arte” devido essa percepção a respeito da falta de
divulgação e conhecimento sobre literatura de cordel nas salas de aula, tornou-se
necessário que os alunos conheçam a riqueza que existe nos versos da literatura de
cordel para que possam produzi textos, enriquecer como leitor e conhecer uma das mais
ricas manifestações da língua.

O FOLHETO DE CORDEL: CARACTERÍSTICAS, HISTÓRIA E


EXEMPLOS...

COMO SURGIU NO BRASIL?


“Literatura de cordel” é um nome que foi dado aos folhetos de cordel pelos
escritores brasileiros por volta de 1960/70. Essa literatura já foi chamada de livrinhos de
feira, livretos e também de “folhetos”. O nome cordel também vem da palavra “cordão”,
pois os folhetos eram pendurados em cordões nas feiras, pelos seus escritores, para
serem vendidos.
IMPORTANTE!
Este momento é importante para o aluno, no que tange à compreensão do porquê
da oficina pedagógica e da escolha do tema, a relevância e atualidade do tema estudado,
e conhecendo um pouco mais da pesquisadora, transmite mais confiança e segurança
para o desenvolvimento das atividades.
A literatura de cordel chegou ao Brasil por volta da metade do século XVI, mas
o auge dessa literatura foi nas décadas de 1930 e de 1940. Ela foi trazida pelos
portugueses e primeiro chegou à Região Nordeste, pois foi neste local que a colonização
teve início.
Atualmente é disseminado por todo o Brasil, principalmente porque tivemos um
processo de migração de pessoas muito grande no nosso país. Hoje temos a cultura do
cordel muito bem fixada nos estados de Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará,
Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de
Janeiro e São Paulo.
A literatura de cordel é única e revela o imaginário das comunidades, a memória
social de como os poetas encaram acontecimentos vividos ou imaginados.

COMO ESCREVER UM CORDEL?


Para escrever um cordel, precisamos seguir um passo a passo:

A) Pensar na história que vamos relatar.


B) Escolher qual tipo estrofe vamos usar (a mais famosa é sextilha, estrofe com
6 versos).
C) Cuidar da métrica, pois o verso precisa ter a mesma quantidade de sílabas
poéticas (o mais usado é 7 sílabas em cada verso).
D) Deixar a criatividade fluir e escrever seu poema.
E) Produzir a ilustração da capa e definir o título.

AS ILUSTRAÇÕES DO CORDEL:
As ilustrações do folheto de cordel limitam-se à capa. Em seu interior encontra-
se somente o texto.
Tradicionalmente, as ilustrações são “carimbadas” na página, num processo em
que o artista entalha na madeira o desenho que ele quer e o título, passa tinta preta e,
então este desenho é pressionado sobre a página em que se deseja a ilustração.
Esta técnica é chamada de xilogravura, porque o prefixo “xilo” tem origem no
Latim e significa madeira, que é o material utilizado para produzir a matriz desse
“carimbo”.
Nós utilizaremos a técnica chamada isogravura, em que substituiremos a
madeira pelo isopor (por isso o nome “isogravura”), aqui em nosso caso bandejas
reutilizadas.

A greve dos bichos, de Severino Milanês da Silva

Muito antes do Dilúvio


era o mundo diferente,
os bichos todos falavam
melhor do que muita gente
e passavam boa vida,
trabalhando honestamente.

O diretor dos Correios


era o doutor Jaboty;
o fiscal do litoral
era o matreiro Siry,
que tinha como ajudante
o malandro Quaty.

O rato foi nomeado


para chefe aduaneiro,
fazendo muita "moamba"
ganhando muito dinheiro,
com Camundongo ordenança,
vestido de marinheiro.

O Cachorro era cantor,


gostava de serenata,
andava muito cintado,
de colete e de gravata,
passava a noite na rua
mais o Besouro e a Barata.

Sobre o cordel: estas são as quatro primeiras estrofes de "A greve dos bichos",
cordel extenso composto por mais de 60 estrofes e que tem como tema o cotidiano do
trabalho, mas feito por animais em vez de pessoas.

Sobre o autor: Severino Milanês da Silva (1906 - 1956/1967) era pernambucano


e um poeta de gabinete, ou seja, não cantava os seus versos, apenas os escrevia. Sua
obra mostra influência do cordelista Leandro Gomes de Barros.

A corrida da vida, de Bráulio Bessa


Na corrida dessa vida
é preciso entender
que você vai rastejar,
que vai cair, vai sofrer
e a vida vai lhe ensinar
que se aprende a caminhar
e só depois a correr.

A vida é uma corrida


que não se corre sozinho.
E vencer não é chegar,
é aproveitar o caminho
sentindo o cheiro das flores
e aprendendo com as dores
causadas por cada espinho.

Aprenda com cada dor,


com cada decepção,
com cada vez que alguém
lhe partir o coração.
O futuro é obscuro
e às vezes é no escuro
que se enxerga a direção.

(...)
Aí sim, lá na chegada,
onde o fim é evidente,
é que a gente percebe
que foi tudo de repente,
e aprende na despedida
que o sentido da vida
é sempre seguir em frente.

Sobre o cordel: estas são as três primeiras e a última estrofes de "A corrida da
vida", cordel composto por 10 estrofes. Ele tem como tema a vida e a rapidez com que
ela passa, motivo pelo qual precisa ser aproveitada.

Sobre o autor: Bráulio Bessa é cearense e nasceu em 1985. Fã do cordelista


Patativa do Assaré, começou a escrever seus versos com 14 anos. Ficou muito
conhecido no Brasil quando ganhou um quadro fixo num programa da rede Globo.

Redes sociais, de Bráulio Bessa


Lá nas redes sociais
o mundo é bem diferente,
dá pra ter milhões de amigos
e mesmo assim ser carente.
Tem like, a tal curtida,
tem todo tipo de vida
pra todo tipo de gente.

Tem gente que é tão feliz


que a vontade é de excluir.
Tem gente que você segue
mas nunca vai lhe seguir.
Tem gente que nem disfarça,
diz que a vida só tem graça
com mais gente pra assistir.

(...)

Mudou até a rotina


de quem tá se alimentando.
Se a comida for chique,
vai logo fotografando.
Porém, repare, meu povo:
quando é feijão com ovo
não vejo ninguém postando.
Sobre o cordel: estas são as duas primeiras e a quarta estrofes de "Redes
sociais", cordel composto por 12 estrofes. Ele tem como tema as redes sociais e a vida
de ilusão que ela pode trazer para alguns.

Sobre o autor: Bráulio Bessa é cearense e nasceu em 1985. Fã do cordelista


Patativa do Assaré, começou a escrever seus versos com 14 anos. Ficou muito
conhecido no Brasil quando ganhou um quadro fixo num programa da rede Globo.

8º ANOS

PIZZA LITERÁRIA: ENCENTIVA 0 “GOSTO” PELA LEITURA DE


CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA.

O clássicos da literatura brasileira em História em quadrinhos é uma ferramenta


útil ao docente para introduzir em sala de aula o prazer pela leitura, porque utiliza uma
linguagem acessível, cheia de movimentos e cores. O MEC (Ministério de educação e
Cultura) sugere através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), o uso pelos
professores, das histórias em quadrinhos em sala de aula. De acordo com o MEC, a
associação de imagem e texto é uma excelente forma de atrair os alunos para a leitura,
assim, a utilização das HQs como ferramenta pedagógica, pode aumentar o número de
leitores.

OBJETIVOS E JUSTIFICATIVA
Percebe-se que o contexto atual vem afastando cada vez mais nossos alunos do
ato de ler textos escolares, de cunho científico ou orientados. Em consequência disso,
nota-se dificuldades marcantes na escola: vocabulário precário, reduzido e informal,
dificuldades de compreensão, erros ortográficos e obstáculos na produção textual. Faz-
se necessário, portanto, que a escola busque resgatar o valor da leitura como um ato de
prazer e requisitos para emancipação social e promoção da cidadania. Diante disso, o
projeto surge com a necessidade de despertar na turma do 7º anos, o gosto pela leitura, o
amor ao livro, a consciência de se adquirir o hábito de ler. Espera-se que o aluno
perceba que é através dela que potencializamos o nosso repertório linguístico e cultural.
Objetivo Geral:
Despertar, incentivar e promover a leitura no âmbito escolar, visando à formação
da cidadania no educando, a melhor qualidade no ensino- aprendizagem e o
desenvolvimento sociocultural.

CAMINHO METODOLÓGICO
Leitura: Cada aluno leu ao menos cinco obras literárias clássicas e escolheu uma
para fazer sua pizza literária;
Pizza literária: Confeccionar pizza com pedaços de igual tamanho, no total de
oito pedaços. Contemplar o enredo da obra em três desses pedaços (fragmentando-o em
situação inicial, conflito, desenvolvimento, clímax e conclusão), e ainda um pedaço
para: tipo de narrador, personagens, tempo, espaço e biografia do autor. No verso dessas
informações o aluno escolheu um sabor para confeccionar de forma criativa (com
materiais como E.V.A., algodão, TNT, feltro, papel, papelão, etc.).

METODOLOGIAS UTILIZADAS- Leitura individual dos livros; - Organização


e planejamento para produzir a pizza literária: criatividade e escolha do que será
contemplado na forma escrita e oral; - Apresentação oral referente ao conteúdo da pizza.
são 8 pedaços para explorar enredo, espaço, tempo, narrador, personagens (retirando do
livro fragmento que conste tais informações) e biografia do autor; -Customização da
caixa de pizza a partir da capa do livro e ou imagem/cartoon constante dentro do
mesmo; - Encerramento: socialização oral/visual de cada aluno referente ao seu livro,
contemplando desde a escolha, elementos da narrativa e tecendo críticas sobre a
narrativa;

9 º ANO
PROJETO – EU SOU FANFIQUEIRO NA MINHA ESCOLA

INTRODUÇÃO

“A leitura é sempre apropriação, invenção, produção de significados [...] Toda


história da leitura supõe, em seu princípio, esta liberdade do leitor que desloca e
subverte aquilo que o livro lhe pretende impor” (CHARTIER,1998, p.77). Sendo assim,
a leitura conduz para a liberdade do pensamento, o ato de ler implica em produção de
sentido sobre as interpretações do texto escrito, não necessariamente a interpretação
buscada pelo autor. Desse modo surgem as fanfictions, as histórias criadas pelos leitores
acerca das histórias lidas.

FANFCS

Nesse aspecto, o gênero ficção é aquele que mais está conseguindo atrair o
público jovem atualmente. Surgem novos títulos e séries a todo o momento, e o sucesso
é tão grande que muitos dos campeões de bilheteria são os filmes baseados em livros de
ficção. Leitores jovens e adultos, ávidos para saber os próximos passos de seus
personagens favoritos nas mais diversas tramas, chegam a aguardar impacientemente o
lançamento dos próximos volumes e, quando a aventura chega ao fim, sentem falta
desse universo.
Mas, e se a história não acabasse na última página do livro? E se o leitor tivesse
o “poder” de mudar um final que não o agradou? Foi a partir dessas e de outras
questões, que leitores/fãs deixaram de apenas ler seus livros favoritos, e passaram a
imaginar, escrever e compartilhar histórias baseadas neles, as chamadas Fanfictions.
As fanfictions, fanfics, ou ainda apenas fics, são histórias produzidas por fãs,
baseadas em livros, filmes, seriados, quadrinhos, dentre outros. Geralmente envolvem
os cenários, os personagens e as tramas da obra original, ou ainda fazem o cruzamento
de duas ou mais obras, misturando de forma harmônica seus enredos e personagens,
para compor uma nova história. Sem intenção comercial, a criação das fanfictions é um
passatempo dos fanfiqueiros, ao qual dedicam horas de seu tempo livre para ler e
produzir essas histórias. Investigando na internet, foi encontrado um grande número
dessas criações em Língua Portuguesa.
A ideia de a Biblioteconomia ainda não ter, ou ter pouca informação (produção)
sobre fanfictions causava inquietação, uma vez que essas produções já vinham sendo
objeto de estudos na comunidade acadêmica há algum tempo, em áreas como a
educação, por exemplo. Com isso criou-se, o interesse em pesquisar mais sobre a
relação entre fanfiction, leitura e escrita.

O SURGIMENTO DAS FANFICS

As primeiras manifestações dessa prática ocorreram nos Estados Unidos por


volta da década de 30 do século XX, surgindo dentro de grupos de fãs chamados
fandoms, que significa “fã unido”. O fandom é uma reunião de pessoas cujo gosto ou
preferência giram em torno de uma obra (s) divulgada (s) pelos meios de comunicação
em massa, como as séries de televisão. Os participantes de fandoms sentiam que
precisavam ampliar o contato com as obras ficcionais por eles apreciadas(VARGAS,
2005).
De acordo com Vargas (2005), as fanfictions sugiram em publicação chamadas
fanzines, que circulavam em pequenos grupos de fãs leitores. As fanzines eram textos
em que os fãs discutiam e trocavam ideias sobre a (s) obra (s) que apreciavam - livros,
filmes, seriados e histórias em quadrinhos. Essas publicações eram editadas de forma
caseira, em pequenas tiragens e vendidas apreço simbólico ou mesmo distribuídas
gratuitamente nos encontros dos fandoms, que se tornaram mais tarde verdadeiras
convenções de fãs nos Estados Unidos.
Mas o que tornou as fanfictions conhecidas nessas comunidades de fãs foi o
cancelamento da série “Jornada nas Estrelas” - “Star Trek” de 1967, pois seus fãs
ficaram carentes e dedicaram-se a escrever possíveis finais para a série - as fanfictions.
Internet se tornou uma grande aliada para os fanfiqueiros, por possibilitar uma maior
divulgação das histórias, por meio de sites e blogs específicos para postagem e leitura
de fanfictions.Também promoveu uma maior interação entre essas pessoas, para troca
de ideias sobre a (s) obra (s) ficcional (is) que tinham apreço, independentemente de seu
local de residência.Em decorrência desse fato, houve um crescimento dessas
comunidades de fãs e também da produção dessas histórias.
No Brasil, a prática tornou-se mais conhecida com a publicação da série de
livros da autora J. K. Rowling - “Harry Potter” (1997 - 2007) seguido pela também série
ficcional “Saga Crepúsculo" da autora Stephenie Meyer (2005 - 2008). Essas obras
exerceram (e ainda exercem) uma fascinação entre os fãs, de tal maneira que houve um
aumento na quantidade de sites que armazenavam e disponibilizavam fanfictions, além
da massiva quantidade de histórias sobre as séries de livros.

A LEITURA DO TEXTO ORIGINAL E A ESCRITA DE FANFICTIONS

Para escrever uma fanfic, o autor deve conhecer muito bem a (s) obra (s) original
(is). O ato de ler é fundamental para a escrita dessas histórias, pois é alicerçado no
conhecimento do texto que o escritor de fanfic - o escritor, vai compor a sua visão sobre
a história e seus personagens.
Pelisoli (2008) refere-se a fanfic como uma forma de interpretação do leitor da
obra original, e mostra também que apesar de a fanfic não ser um texto original, ela é
um mundo de informações sobre determinada obra a partir da visão e imaginação de seu
escritor. Ao ler o texto original o escritor de fanfic vai “[...] produzindo sentidos sobre
os sentidos já produzidos pelo autor [do texto original]” (ALMEIDA; KARHAWI;
POSSARI, 2010, p. 2).
Felix (2008, p. 130) relata que: O interessante nas fanfics, é que nelas o escritor
encontra liberdade e espaço para escrever quaisquer cenas que tenha imaginado com
qualquer personagem; ou para mudar o final de uma história; para criar conexões entre
história e partes da história; entre personagens de núcleos, cânones, épocas diferentes ou
até mesmo reais e irreais.
O escrritor desenvolve habilidades para absorver, digerir e produzir textos
segundo seu entendimento da obra original, do seu cotidiano e/ou de seus sonhos, a
criatividade é peça importante para essa escrita, mesmo que esse autor tenha a base que
é a obra original, ele cria ou recria cenários, personagens e enredos.
A fanfiction explora pontos de vista alternativos, que reestruturam os eventos do
livro pelos olhos de outro personagem; explora “possibilidades” sugeridas, mas não
desenvolvidas nos romances, preenche as lacunas entre os eventos do enredo e às vezes
até se estende além do ponto do último livro publicado (TOLEDO et al., 2013, p. 7).
Para melhor compreensão das abordagens na escrita de fanfictions, serão usados
os 10 sentidos de Jenkins1 (1992,apud VARGAS, 2005). Para melhor entendimento,
optou-se pelo uso de exemplos de fanfictions baseadas na obra “Saga Crepúsculo”.

RECONTEXTUALIZAÇÃO: é a escrita de fanfictions para preencher lacunas


deixadas pelo original, geralmente servem como um “extra” para explicar a conduta de
determinado personagem, esclarecendo-a. Na Saga Crepúsculo, os personagens Isabella
Swan e Eduard Cullen, casaram-se mas a lua de mel não foi descrita na obra original,
assim existem fanfictions escritas nessa passagem específica da história;

EXPANSÃO DA LINHA DO TEMPO: as obras originais indicam fatos do


passado dos personagens, mas não são explorados completamente. Assim,os ficwriters
usam essas “pistas” para criar suas histórias. Como exemplo, autores de fanfictions que
escrevem sobre Alice Cullen (que é uma vampira), criam fanfictions que se referem ao
passado humano da personagem. Existem fanfictions que “continuam” a trama após o
seu fim, é o caso de histórias sobre o relacionamento entre Reneesme Cullen e Jacob
Black, pois no texto original, a história termina sem a consolidação desse romance;

REFOCALIZAÇÃO: quando o escritor de fanfiction centra sua história em um


personagem secundário do texto original, do qual quase não se conhece. É o caso de
histórias sobre a vida de Jéssica Stanley, a amiga invejosa de Isabella Swan na “Saga
Crepúsculo”;
REALINHAMENTO MORAL: nesse estilo o universo moral da obra original é
contestado, e até transformado: os “mocinhos” podem tornar-se vilões, e em outras
histórias os vilões é que são os personagens principais. Sobre esse estilo, há histórias
como da vampira Victória, que na obra original persegue Isabella Swan por quase toda a
história, e na fanfic a mesma vampira é apresentada como vítima da trama;
Troca de gênero: quando a obra original é, por exemplo, do gênero romance e o
fanfiqueiro escreve sobre ela como ação;
CROSSOVER: consiste na mistura de histórias, de personagens e até textos em
diferentes suportes, para a escrita da fanfic. É o caso de fanfic que usam os personagens
da “Saga Crepúsculo” (livros e filmes) inseridas no enredo da obra “Sobrenatural”
(seriado televisivo). Sobre esse estilo, Vargas (2005, p. 66) afirma: “Trata-se da
construção de uma intertextualidade entre textos populares, comuns a jovens de
diferentes culturas, em virtude da globalização do consumo das produções norte-
americanas, que escapa àqueles não tão afeitos a eles”;
DESLOCAMENTO DE PERSONAGEM: consiste em que os personagens
principais da obra original são transportados de seu ambiente e colocados em outros, às
vezes até com mudança de nomes. Por exemplo, uma fanfic que coloca Isabella Swan e
Eduard Cullen no período da Segunda Guerra Mundial;
PERSONALIZAÇÃO: acontece quando a fanfic atravessa a barreira da
realidade, isto é, o escritor se insere na história. Um bom exemplo é a fanfic de Caroline
(2012), pois na história ela acidentalmente “cai” no universo da “Saga Crepúsculo” e se
apaixona pelo personagem Jacob Black mudando o rumo de toda a história. A leitura
dessa fanfic é divertida pois a autora segue a história original, modificando apenas as
passagens em que ela é personagem;
INTENSIFICAÇÃO EMOCIONAL: trata-se de fanfics centradas na parte
psicológica dos personagens, nos quais os escritores dão ênfase a momentos de tristeza,
angústia e sofrimento seguidos por sentimentos de conforto emocional. Permite ao fã a
liberação de sentimentos reprimidos no seu inconsciente, através do personagem;
Existem muitas possibilidades para a escrita das fanfic, havendo vários pontos
de vista e rumos que o escritor pode dar às histórias. Jenkins (2009, p.339) ainda nos
explica que: A fanfic raramente fica parada. É uma coisa viva, que evolui, que tem vida
própria, uma história sendo criada sobre outra, a realidade de cada escritor sendo
refletida na de outro e talvez até se misturando, para formar uma criação totalmente
nova.
O que Jenkins explica fica claro através da interação entre o escritor de fanfic e
seu público leitor. As histórias são adicionadas aos sites, geralmente divididas em
capítulos postados semanalmente. Os comentários são deixados ao fim de cada capítulo,
de forma opcional pelos leitores. São formas de elogiar, trocar ideias sobre a história,
sugerir e incentivar o autor da fanfic a continuar com a aventura. Sobre esses
comentários, Sampaio (2013, p.5) afirma que: Há uma grande interação entre leitor/a e
autor/a tanto nos comentários (também conhecidos como reviews), [...] Como as fanfics
são publicadas na medida em que o escritores escreve, há também uma maior propensão
de ocorrerem mudanças na história causadas pelas críticas e comentários dos leitores.
Assim, os rumos da história podem ser modificados de acordo com as opiniões emitidas
nos comentários.
Pode-se dizer então que o leitor da fanfic ajuda o seu autor a continuar com a
história, e o resultado é uma escrita participativa, em que o texto pode sofrer
modificações ao longo de sua escrita, levando em consideração as sugestões de seus
leitores.
A dinâmica de produção desses textos, trouxe a necessidade de pessoas que
possam orientar esses “escritores amadores”, antes de postarem sua história em sites.
Essas pessoas que dispõem de conhecimentos e tempo para ajudar os escritores a
compor suas ficções, são chamadas de Beta Reader.
O Beta Reader é um revisor de fanfic que auxilia o autor nas correções
gramaticais, bem como na construção do enredo, composição dos personagens e
cenário. Mas ele não é considerado um coautor, pois apenas indica pontos da história
em que o escritor deve melhorar ou mesmo modificara redação (NYAH!, c2015).

E AGORA IREMOS PRODUZIR UMA FANFIC!

PARA ESCREVER A FANFIC:

1º) Será necessário que você escolha uma obra da qual você é fã.
2º) Faça um resumo da história escolhida, com situação inicial,
desenvolvimento,
conflito, clímax e desfecho; Dessa maneira, seu professor conhecerá melhor a
história a qual você fará uma fanfic.

3º) Faça sua fanfic.


Lembre-se de dar à história novos acontecimentos e um novo final.
Além disso, preencha o quadro com os pré-requisitos (categoria, gênero, faixa
etária e pequena sinopse) da sua fanfic,

TÍTULO:_________________________________________________________
Categoria:_____________________________
Gênero: ______________________________
Faixa etária: ___________________________
SINOPSE:

TEXTO PRODUZIDO (*a folha de escrita da fanfic deve ter, no mínimo, vinte
linhas)

FANFIC
A fanfic em Cena Chapeuzinho Vermelho – Irmãos Grimm

Houve, uma vez uma graciosa menina; quem a via ficava logo gostando dela,
assim como ela gostava de todos; particularmente, amava a vozinha, que não sabia o
que dar e o que fazer pela netinha. Certa vez, presenteou-a com um chapeuzinho de
veludo vermelho e, porque lhe ficava muito bem, a menina não mais quis usar outro e
acabou ficando com o apelido de Chapeuzinho Vermelho.
Um dia, a mãe chamou-a e disse-lhe: - Vem cá, Chapeuzinho Vermelho; aqui
tens um pedaço de bolo e uma garrafa de vinho; leva tudo para a vovó; ela está doente e
fraca e com isso se restabelecerá. Põe-te a caminho antes que o sol esquente muito e,
quando fores, comporta-te direito; não saias do caminho, senão cais e quebras a garrafa
e a vovó ficará sem nada. Quando entrares em seu quarto, não esqueças de dizer “bom-
dia, vovó,” ao invés de mexericar pelos cantos.
- Farei tudo direitinho, - disse Chapeuzinho Vermelho à mãe, e despediu-se.
A avó morava à beira da floresta, a uma meia hora mais ou menos de caminho
da aldeia.
Quando Chapeuzinho Vermelho chegou à floresta, encontrou o lobo; não
sabendo, porém, que animal perverso era ele, não sentiu medo. - Bom dia, Chapeuzinho
Vermelho, - disse o lobo todo dengoso.
- Muito obrigada, lobo.
- Aonde vais, assim tão cedo, Chapeuzinho Vermelho?
- Vou à casa da vovó.
- E que levas aí nesse cestinho?
-Levo bolo e vinho. Assamos o bolo ontem, assim a vovó, que está adoentada e
muito fraca, ficará contente, tendo com que se fortificar.
- Onde mora tua vovó, Chapeuzinho Vermelho?
- Mora a um bom quarto de hora daqui, na floresta, debaixo de três grandes
carvalhos; a casa está cercada de nogueiras, acho que o sabes, - disse Chapeuzinho
Vermelho.
Enquanto isso, o lobo ia pensando: “Esta menininha delicada é um quitute
delicioso, certamente mais apetitosa que a avó; devo agir com esperteza para pegar as
duas.” Andou um trecho de caminho ao lado de Chapeuzinho Vermelho e foi
insinuando:
- Olha, Chapeuzinho Vermelho, que lindas flores! Por que não olhas ao redor de
ti? Creio que nem sequer ouves o canto mavioso dos pássaros! Andas tão ensimesmada
como se fosses para a escola, ao passo que é tão divertido tudo aqui na floresta!
Chapeuzinho Vermelho ergueu os olhos e, quando viu os raios do sol dançando por
entre as árvores, e à sua volta a grande quantidade de lindas flores, pensou: “Se levar
para a vovó um buquê viçoso, ela certamente ficará contente; é tão cedo ainda que
chegarei bem a tempo.” Saiu da estrada e penetrou na floresta em busca de flores.
Tendo apanhado uma, achava que mais adiante encontraria outra mais bela e,
assim, ia avançando e aprofundando-se cada vez mais pela floresta a dentro.
Enquanto isso, o lobo foi correndo à casa da vovó e bateu na porta.
- Quem está batendo? - perguntou a avó.
- Sou eu, Chapeuzinho Vermelho, trago vinho e bolo, abre-me.
Levanta a taramela, - disse-lhe a avó; - estou muito fraca e não posso levantar-
me da cama.
O lobo levantou a taramela, a porta escancarou-se e, sem dizer palavra,
precipitou-se para a cama da avozinha e engoliu-a. Depois, vestiu a roupa e a touca
dela; deitou-se na cama e fechou o cortinado.
Entretanto, Chapeuzinho Vermelho ficara correndo de um lado para outro a
colher flores. Tendo colhido tantas que quase não podia carregar, lembrou-se da avó e
foi correndo para a casa dela. Lá chegando, admirou-se de estar a porta escancarada;
entrou e na sala teve uma impressão tão esquisita que pensou: “Oh, meu Deus, que
medo tenho hoje! Das outras vezes, sentia-me tão bem aqui com a vovó!” Então disse
alto:
Bom dia, vovó! - mas ninguém respondeu.
Acercou-se da cama e abriu o cortinado: a vovó estava deitada, com a touca
caída no rosto e tinha um aspecto muito esquisito.
- Oh, vovó, que orelhas tão grandes tens!
- São para melhor te ouvir.
- Oh, vovó, que olhos tão grandes tens
- São para melhor te ver.
- Oh, vovó, que mãos enormes tens!
- São para melhor te agarrar.
- Mas vovó, que boca medonha tens!
- É para melhor te devorar.
Dizendo isso, o lobo pulou da cama e engoliu a pobre Chapeuzinho
Vermelho.
Tendo assim satisfeito o apetite, voltou para a cama, ferrou no sono e começou a
roncar sonoramente. Justamente, nesse momento, ia passando em frente à casa o
caçador, que ouvindo aquele ronco, pensou: “Como ronca a velha Senhora! É melhor
dar uma olhada nela a ver se está se sentindo mal.”
Entrou no quarto e aproximou-se da cama; ao ver o lobo, disse: -Eis-te aqui,
velho impenitente! Há muito tempo, venho-te procurando! Quis dar-lhe um tiro, mas
lembrou-se de que o lobo poderia ter comido a avó e que talvez ainda fosse possível
salvá-la; então pegou uma tesoura e pôs-se a cortar- lhe a barriga, cuidadosamente,
enquanto ele dormia. Após o segundo corte, viu brilhar o chapeuzinho vermelho e, após
mais outros cortes, a menina pulou para fora, gritando: - Ai que medo eu tive! Como
estava escuro na barriga do lobo! Em seguida, saiu também a vovó, ainda com vida,
embora respirando com dificuldade. E Chapeuzinho Vermelho correu a buscar grandes
pedras e com elas encheram a barriga do lobo. Quando este acordou e tentou fugir, as
pedras pesavam tanto que deu um trambolhão e morreu.
Os três alegraram-se, imensamente, com isso. O caçador esfolou o lobo e levou a
pele para casa; a vovó comeu o bolo e bebeu o vinho trazidos por Chapeuzinho
vermelho e logo sentiu-se completamente reanimada; enquanto isso, Chapeuzinho
Vermelho dizia de si para si: “Nunca mais sairás da estrada para correr pela floresta,
quando a mamãe to proibir!” Contam mais, que, certa vez, Chapeuzinho Vermelho ia
levando novamente um bolo para a vovozinha e outro lobo, surgindo à sua frente, tentou
induzi-la a desviar-se do caminho. Chapeuzinho Vermelho, porém, não lhe deu ouvidos
e seguiu o caminho bem direitinho, contando à avó que tinha encontrado o lobo, que
este a cumprimentara, olhando-a com maus olhos.
- Se não estivéssemos na estrada pública, certamente me teria devorado!
- Entra depressa, - disse a vovó; - fechemos bem a porta para que ele não entre
aqui! Com efeito, mal fecharam a porta, o lobo bateu, dizendo: - Abre, vovó, sou
Chapeuzinho Vermelho; venho trazer-te o bolo. Mas as duas ficaram bem quietinhas,
sem dizer palavra e não abriram.
Então o lobo pôs-se a girar em torno da casa e, por fim, pulou em cima do
telhado e ficou esperando que Chapeuzinho Vermelho, à tarde, retomasse o caminho de
volta para sua casa, aí então, ele a seguiria ocultamente para comê-la no escuro. A vovó,
porém, que estava de atalaia, percebeu o que a fera estava tramando.
Lembrou-se que, na frente da casa, havia uma gamela de pedra, e disse à
menina: - Chapeuzinho, vai buscar o balde da água em que cozinhei ontem as salsichas
e traz aqui, para esta gamela.
Chapeuzinho Vermelho foi buscar a água e encheu a gamela. Então o cheiro de
salsicha subiu ao nariz do lobo, que se pôs a farejar e a espiar para baixo de onde
provinha. Mas tanto espichou o pescoço que perdeu o equilíbrio e começou a escorregar
do telhado indo cair exatamente dentro da gamela, onde morreu afogado.
Assim, Chapeuzinho Vermelho pôde voltar felizmente para casa e muito alegre,
porque ninguém lhe fez o menor mal.
(GRIMM, Irmãos. Chapeuzinho Vermelho. Contos de Grimm, 2019.
Disponível em: http://www.grimmstories.com/pt/grimm_contos/capuchinho_
vermelho. Acesso em: 21 de jun. de 2019.)

Chapeuzinho Vermelho - A Versão Nunca Contada – Mitlestoe

Sinopse
Eu realmente sinto muito, Marie. Eu lhe prometi que nunca, jamais, faria algo do
tipo novamente. Mas foi mais forte que eu, você não compreenderia... mesmo com
todos os seus esforços para me entender, quem conseguiria? Uma fera como eu não
deveria estar aqui... me perdoe por tudo, mas principalmente por ter sido com você e sua
neta, a pequena e doce Chapeuzinho Vermelho.

Notas da história

Plágio é crime, mesmo a história sendo um conto de fadas, o enredo foi criado por
mim. Onde contando a versão do tão temido Lobo Mau, da história Chapeuzinho
Vermelho.

Espero que gostem, boa leitura!

(Cap. 1) Minha versão dos fatos - Capítulo único


Notas do capítulo

Hey! Vi uma imagem que retratava essa ideia: a versão do Lobo Mau. Espero que
gostem,
Boa leitura!

Lá vem vindo, pela floresta adentro, bem sozinha... Levando vários doces para
Marie... Quero dizer, Vovozinha...
Encosto-me ainda mais contra o tronco da árvore, na tentativa de não ser visto
pela criança. Tão pura e inocente, não possui o menor medo ou sequer receio de mim:
— Lobinho! — exclama ela, divertida. Corre em minha direção, esticando a mão
e tentando encostar em meu focinho.
Encaro-a, mas ela não parece perceber. Como alguém pode não temer minha
visão? Ela é apenas uma garotinha... Mas seu jeito com certeza me lembra o de Marie,
sempre dizendo que todos me aceitariam pelo o que eu sou. Nunca acreditei, exatamente
em suas palavras, mas me trazia algum conforto.
— Sabe, lobinho, você é gigante! Mas parece ser gente boa – Diz, se sentando
sobre sua capa vermelha — Ei, quer brincar comigo?
‘’ Sim, senhorita. Grrr’’ — Ela tenta imitar o que acredito que seria minha fala
— Que tal assim: você vai por um caminho, e eu pelo outro. Quem chegar primeiro
ganha um doce!
Olho para seus olhinhos cor de café, e abaixo minha cabeça, em concordância.
Como recusaria?
— Então vamos! Um, dois, três e já! — E sai em disparada, deixando um rastro
em minha visão, um rastro de sua capa vermelha.
Atônito, começo a correr também. Mesmo ela saindo primeiro, eu chegarei
primeiro, afinal, eu sou um lobo.
[...]
Chegando lá, encaro meu antigo abrigo contra John, o caçador. Vagarosamente,
caminho até a porta. Ouço um ruído, e poderia jurar que vi o reflexo de um rifle. Entro o
mais cuidadosamente possível, não gostaria de assustar Marie. Mas acho que todo meu
cuidado foi em vão, já que ela solta um grito alto o suficiente para que um veado
corresse ao longe.
A porta se abre violentamente, e o caçador entra com tudo, apontando sua arma
para mim.
— Então você voltou, besta infernal?! — Insulta, logo em seguida alternando
seu olhar para Marie — A senhora pode sair, se não quiser ver a morte desse saco de
pulgas.
Rosno baixinho, um som que vem do fundo de minha garganta e produz um
reverbero alto. Pulo em direção ao caçador, pronto para matar. Mas Marie se joga na
frente, fazendo com que minhas unhas e meus dentes se enterrem em seu tronco e
pescoço. Vejo seu corpo desabar, inerte e sanguento. Fui... eu? Encaro minhas próprias
patas, sujas com o sangue de Marie, e em minha boca sinto o gosto de metal que parece
subir pela garganta. O cheiro me deixa tonto, talvez um pouco fora do controle, mas me
forço a me ater ao agora. Sinto um peso enorme na consciência e meu mundo parece
desabar. Ela... morreu.
— HÁ, o Lobinho vai ficar sem doce, cheguei prime... — Ela encara a cena,
assustada. Seus olhos param em mim, depois olham para sua querida Avó, no chão. Aos
poucos, ela soma dois com dois, e parece-me que o resultado é, sem dúvidas e certeiro,
quatro — O que aconteceu...? Lobinho? Foi você quem fez isso? Seus olhos estão
cheios de um sentimento de repugnância, algo que não deveria estar lá. O que mais me
incomoda é o fato de eu não poder me explicar, não poder...dizer. Eu sinto tanto...
— E - eu não sei o que aconteceu — diz, decidida – Mas posso ver em seus
olhos que você está arrependido.
— Não deixe ele fazer sua cabeça, menina. Não percebe que se trata de uma
criatura inferior, sem nenhum sentimento? Ande, saia daqui. Eu o executarei, vai ficar
tudo bem — Diz ele, de uma forma ameaçadora. Mira em mim, e puxa o gatilho. Fecho
os olhos. Mas o tiro não chega, apenas o seu som e um grito fino e agudo. Abro os
olhos. A garotinha no chão, um furo em seu peito. Não! Não, por favor, ela também
não! Eu... como carregarei esse peso?
— Aí está, seu ser infernal! Como faz com que eu mate uma criança de apenas
sete anos? — cospe John.
O encaro e vou até ele, me abaixando e aceitando minha derrota. Eu não
conseguiria carregar isso... o peso de duas mortes, ambas por mim, mesmo que a da
doce menininha não tenha sido causada diretamente.
Percebo seu olhar surpreso, como se não esperasse aquilo.
— Acha que se redimindo vou ter pena? Nunca. Sua morte vai ser lenta, espero
que você sofra bastante — Exclama o caçador, com um olhar cínico. Com uma pedra,
bate em minha cabeça, fazendo com que eu perca a consciência.
[...]
Sinto que estou sendo balançado levemente, e abro meus olhos, para ver um
chão em movimento, e a parte de trás das botas de couro do caçador. Olho para os lados,
procurando me situar, porém a tonteira causada pelo movimento constante de chacoalho
e a minha recém-adquirida consciência dificultam esse processo.
Depois de um tempo percebo que estamos na floresta Norte, onde ficam a
maioria dos rios e corredeiras.
Aí percebo. Esse é exatamente o meu destino: o fundo daquelas corredeiras.
Penso em Marie e na garotinha... talvez as únicas que seriam capazes de compreender
esse lado da história.
Sou jogado no chão como se não valesse um centavo. Tudo bem, nunca me
preocupei com isso antes.
— Eles nunca irão saber a verdade, Lobo... Já até pensei no seu sobrenome: o
que acha de ser lembrado, daqui para frente, como Lobo Mau? Cai muito bem para
você, sua criatura imunda — Fala ele, chutando minha barriga e fazendo com que eu
seja jogado longe — Eles nunca nem imaginariam, veja bem. Eu chego na aldeia, falo
que você atacou cruelmente a criança e Marie, e, no final, saio como o herói que se
livrou da besta. Não é perfeito? — Pergunta, com um brilho em seus olhos que beirava a
insanidade. — Mas agora chega de conversa: preciso me livrar de você o mais rápido
possível. Depois me livro do corpo delas... Ele aponta sua arma, mas eu já fui para trás.
Um erro meu: atrás de mim estão ascorredeiras. Ele dá um passo para frente, e meu
receio comanda minhas pernas mais rápido que minha mente: despenco em direção às
pedras. Olho para cima e encaro John... O que ele disse é verdade: daqui para frente
todos se lembrarão de mim como o Lobo Mau, a besta infernal que matou duas
mulheres, uma pequena e a outra idosa, sem o menor pingo de ressentimento...
Eles nunca saberão que na verdade, o vilão da história é o caçador.
Sinto meu corpo afundar nas águas gélidas do rio, e me deixo levar pela
correnteza, me permito descansar e aguardar minha morte. Não tem pra que lutar, afinal,
você ainda me conhece como o Lobo Mau.

Notas finais do capítulo


E aí? gostaram? Eu gostei de escrever essa One. Até a próxima,
pessoal o/ —-------------------

(MITLESTOE. Chapeuzinho Vermelho – a versão nunca contada.


Nyah! Fanfiction, 2019. Disponível em: https://fanfiction.com.br/historia/
648905/Chapeuzinho_Vermelho_-_A_versao_nunca_contada/
capitulo/1/. Acesso em: 21 de jun. de 2019.)

CONSIDERAÇÕES

A leitura como objeto de estudo nunca foi tão discutida como está sendo nos
últimos anos. Freire (2006, p. 22) define: “Leitura é, basicamente, o ato de perceber e
atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o
lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um
determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da
realidade. ”
Diante dessa afirmação, compreende-se o verdadeiro significado de leitura e
percebe-se que ler não é meramente decifrar os códigos linguísticos, mas também
compreendê-los de forma com que os mesmos formem um significante. O ato de ler é
bem mais que a definição da palavra propriamente dita, é entender, é interpretar, é
debater, é comparar, é influenciar e ser influenciado, é propagar e é sentir o que o
escritor tenta, através da escrita, demonstrar o que quer, o que sabe, o que pensa, o que
imagina.
O conhecimento linguístico não acontece somente no ato de ler ou escrever.
Desde cedo os pais devem desenvolver a linguagem dos filhos através de diversas
formas de comunicação possível. A escola é o espaço privilegiado para o
desenvolvimento cognitivo do educando. E, nesse espaço, privilegia-se a leitura, pois de
maneira mais abrangente ela estimula o exercício da mente; a percepção do real em suas
múltiplas significações; a consciência do eu em relação ao outro; a leitura do mundo em
seus vários níveis e, principalmente, dinamização do estudo e conhecimento da língua,
da expressão verbal significativa e consciente (AZEVEDO, 2011).
Nas trilhas do mesmo entendimento, Souza (1992, p.22) afirma: “Leitura é,
basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de
fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma
percepção sob as influências de um determinado contexto. Esse processo leva o
indivíduo a uma compreensão particular da realidade. ”
Aprender a ler é um desafio a ser superado desde o momento em que o aluno
começa a frequentar a escola. O que se percebe na educação atual é que são poucos os
alunos com o hábito da leitura. Ao pedir que leiam um texto em sala de aula, são
inúmeras as reclamações dos alunos. Os estudantes analisam o tamanho do texto e
quando o professor pergunta o que entenderam, alguns falam que não entenderam nada,
pois realizaram apenas uma primeira leitura e acharam que era o bastante. Há alguns
que até leem, mas não compreendem.
Na concepção de Kleiman (2004, p. 151) ensinar a ler, é criar uma atitude de
expectativa prévia em relação ao conteúdo referencial do texto, isto é, mostrar ao aluno
que quanto mais ele provir o conteúdo, maior será sua compreensão; é ensinar o aluno a
se auto avaliar constantemente durante o processo para detectar quando perdeu o fio; é
ensinar a utilização de múltiplas fontes de conhecimento – linguísticas, discursivas,
enciclopédias (...) é ensinar, antes de tudo, que texto é significativo. E assim criar uma
atitude.
Segundo Regina Zilberman em seu livro “Leitura em crise na escola: as
alternativas do professor”, 1993, afirma que “de acordo com o amadurecimento do
leitor, verifica-se uma diferente motivação e interesse pela leitura”. Logo, a leitura em
sala de aula é de fundamental importância para a formação do educando, uma vez que é
a partir do domínio da leitura que o aluno passa a ter competência de entender os
conteúdos impostos para cada turma.

REFERÊNCIAS
AZEVEDO, Ricardo. Literatura infantil: origens, visões da infância e certos
traços populares. Disponível
http://www.ricardoazevedo.com.br/Artigo07.htm, acesso em 15/07/2016.
FREIRE, P. A importância do ato de ler. 41ª ed, São Paulo: Cortez, 2006.
FREIRE, P. A importância do ato de ler. 41ª ed, São Paulo: Cortez, 2001.
KLEIMAN, Ângela B. & MORAIS, Silvia E. Leitura e interdisciplinaridade:
tecendo redes nos projetos da escola.
Campinas, SP: Mercado das Letras, 2004.
SOARES, Magda. Linguagem e Escola: uma perspectiva social. São Paulo,
Ática, 1986. Revista Nova Escola.
Ed. Abril. Dez/2005.
SOUZA, Renata Junqueira de. Narrativas Infantis: a literatura que as crianças
gostam. Bauru: USC, 1992.
ZILBERMAN, Regina (org). Leitura em crise na escola: as alternativas do
professor. Porto Alegre: Mercado
Aberto, 1993, p. 10.

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