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Resumo - Asma

O documento aborda a asma como uma doença heterogênea com inflamação crônica das vias aéreas, apresentando sintomas como dispneia e sibilos. Discute os diferentes fenótipo da asma, métodos de diagnóstico e tratamento, incluindo o uso de corticoides e broncodilatadores. Também enfatiza a importância do controle ambiental e da adesão ao tratamento para manejo eficaz da doença.

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Resumo - Asma

O documento aborda a asma como uma doença heterogênea com inflamação crônica das vias aéreas, apresentando sintomas como dispneia e sibilos. Discute os diferentes fenótipo da asma, métodos de diagnóstico e tratamento, incluindo o uso de corticoides e broncodilatadores. Também enfatiza a importância do controle ambiental e da adesão ao tratamento para manejo eficaz da doença.

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Maria Eduarda Lopes ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ Medicina T32

-​ Dispneia
-​ Sibilos
-​ Desconforto torácico
Doença heterogênea com -​ Rinite alérgica e atopia
INFLAMAÇÃO CRÔNICA da VA, Tríade clássica: DST (dispneia, tosse e sibilo)
provocando sintomas e obstrução com
VARIABILIDADE e REVERSIBILIDADE.
Diagnóstico: Obstrução reversível

Fenótipos: Espirometria Inicial:

A “boa e velha” asma alérgica VEF1/CVF < 0,7 ou (0,9 cça) = obstrução
+​ Espirometria Pós-broncodilatador:
-​ Representa mais de 80% dos casos,
relação com aeroalérgenos. ​ VEF1: ↑ ≥ 12% + ↑ ≥ 200ML

Asma NÃO alérgica ​ VEF1: ↑ ≥ 12% (cça)

-​ Responde mal a corticóide


ATENÇÃO:
Asma com tosse predominando
SE espirometria vem NORMAL:
-​ Praticamente só tem tosse
Teste Provocativo (Metacolina):
Asma de início tardio
-​ ↓ VEF1 ≥ 20%
-​ Também responde mal a corticóide SE NÃO TEM espirometria:
-​ Excluir asma ocupacional Usar Pico de Fluxo Expiratório (PFE)
Obstrução persistente 1.​ Medir 2x/dia por 2 sem:
Variabilidade > 10% (> 13% cça)
-​ Perda irreversível da função
OU
pulmonar com obstrução fixa
2.​ Melhora clínica e do PFE: ↑ ≥ 20% ( ≥
Asma da obesidade
15% cça) após 4 semanas de
-​ Patogênese desconhecida, mas tratamento
perda de peso pode ajudar! OU
E no exercício? 3.​ PFE ↑ ≥ 20% após broncodilatador

-​ ANTES do exercício: aquecimento e


B2 de curta Tratamento de manutenção:
E a gravida? Objetivo:

-​ Trate como se não estivesse -​ Controlar sintomas


grávida!! -​ ↓ Riscos no longo prazo
Medidas não farmacológicas:
Clínicas: Cheque sempre a adesão!
-​ Tosse crônica

1
Maria Eduarda Lopes ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ Medicina T32
-​ O paciente pode estar sintomático ➢​ VEF1 diminuído
porque não usa os medicamentos -​ Budesonida DOSE BAIXA: 200-400
Controle de fatores ambientais μg/dia + Formoterol
PASSO 4
-​ Interromper tabagismo/cigarro
eletronico, controlar umidade e -​ Sintomas:
mofo ➢​ ≥ 5x/sem. E
Imunização para influenza ➢​ Acordou à noite c/ asma ≥
1x/sem. E
-​ Infecção viral pelo vírus influenza é
➢​ VEF1 diminuído
fator de exacerbação
-​ Budesonida DOSE MÉDIA: > 400-800
Estimular atividade física
μg/dia + Formoterol
-​ Exercício pode induzir asma, mas PASSO 5
não está contraindicado!
-​ Faz o uso de dose média e mesmo
assim não está controlando a asma
Medidas farmacológicas:
-​ Budesonida DOSE ALTA: > 800
Adultos e adolescentes (≥ 12 anos) μg/dia + Formoterol + TIOTRÓPIO +
Corticoide inalatório (CI) ESPECIALISTA
(Budesonida)
+ CRIANÇAS (6-11 ANOS)
Formoterol (LABA) Corticoide inalatório (CI)
(β2- agonista de longa com início rápido (Budesonida)
de ação) “BUD…
“BUD-FORM SEMPRE”
FORM: mais tardiamente…”
PASSOS 1-2
PASSO 1
-​ Ele e resgate são a mesma coisa:
-​ Uso só para alívio
BUD-FORM quando necessário
-​ Sintomas:
-​ Sintomas < 3-5 dias/sem
➢​ < 2 dias/sem
-​ Budesonida DOSE BAIXA: 200-400
-​ Budesonida DOSE BAIXA + β2 curta
μg/dia + Formoterol
(metade da dose)
PASSOS 3
PASSO 2
-​ Uso diário/ regular (Pasos 3-4-5) →
-​ Uso diário/ regular (passos 2-3-4-5)
manhã e noite
-​ Sintomas:
-​ Sintomas:
➢​ 2-5 dias/sem
➢​ ≥ 5x/sem. OU
-​ Budesonida DOSE BAIXA
➢​ Acordou à noite c/ asma ≥
PASSO 3
1x/sem. OU

2
Maria Eduarda Lopes ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ Medicina T32
-​ Sintomas: -​ < 3 anos: Máscara facial
➢​ > 5 dias/sem. OU -​ 3-5 anos: espaçador
➢​ Acordou à noite c/asma ≥
1x/sem Classificação de controle: Nas
-​ Budesonida DOSE MÉDIA. OU
últimas 4 semanas:
-​ Budesonida DOSE BAIXA + β2 longa
-​ Limitação das atividades?
PASSO 4
-​ Sintomas diurnas > 2x*/sem?
-​ Sintomas: -​ Despertares noturnos*?
➢​ > 5 dias/sem. E -​ Medicação de alívio > 2x*/sem?
➢​ Acordou à noite c/asma ≥ *≤ 5 anos: trocar > 2x* POR > 1x/ *ou tosse
1x/sem. E noturna
➢​ VEF1 diminuído ➔​ Controlada (0): reduzir “step”
-​ Budesonida DOSE MÉDIA + β2 ➔​ Parcialmente controlada (1-2):
longa + ESPECIALISTA avaliar aumentar “step”
PASSO 5 ➔​ Não controlada (3-4 ou internação):
-​ Realizou todos os passos, porém aumentar “step”
sem melhora ➔​ Obs: antes de aumentar “step”
-​ Budesonida DOSE ALTA + β2 longa checar a adesão

CRIANÇAS (≤ 5 ANOS)
Corticoide inalatório (CI)
(Budesonida) Classificação:
“BUD… Leve/moderada
FORM: (Não) usa” -​ Frases completas

PASSO 1 -​ S/ sinais de esforço


-​ FC ≤ 120 bpm
-​ Uso só para alívio
-​ SaO² ≥ 90%/FR ≤ 30
-​ β2 curta
-​ Pico de fluxo ≥ 50%
PASSO 2
Grave
-​ Uso diário/ regular (passos 2-3-4)
-​ Fala por palavras
-​ Budesonida DOSE BAIXA
-​ Agitação psicomotora
PASSO 3 -​ FC > 120 bpm
-​ Budesonida → Dobrar a dose -​ SaO² < 90%/FR > 30
PASSO 4 -​ Pico de fluxo < 50%
Muito Grave
-​ + ESPECIALISTA
MÉTODO -​ Sonolência

3
Maria Eduarda Lopes ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ Medicina T32
-​ Confusão mental
-​ Acidose respiratória
-​ Tórax silencioso
-​ Insuficiência resp.

Tratamento:
β2 agonista de curta duração

Cada 20 min por 1h


Corticoide sistêmico por via oral

Prednisona 1mg/kg (máx: 50mg). IV se VO


indisponível
Brometo de ipratrópio se…

Crise grave ou crise leve/moderada


refratária às medidas iniciais
Considerar na crise grave…

Sulfato de magnésio IV e corticóide


inalatório em dose alta
Na crise muito grave, não tem jeito!

Separe o material para intubação


orotraqueal e encaminhe para UTI
Na hora da alta…

1.​ Terapia crônica: iniciar ou subir


passo
2.​ Corticóide VO: tomar por 5-7 dias
(crianças 3-5 dias)
3.​ Retorno em 2-7 dias

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