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Correios Matematica Agente

A apostila aborda operações e propriedades de números inteiros e racionais, incluindo adição, subtração, multiplicação e divisão, além de regras de sinais. Também discute a representação de números racionais em frações e decimais, destacando a importância do mínimo múltiplo comum (MMC) e a geração de frações a partir de dízimas periódicas. Exercícios práticos são fornecidos para reforçar o aprendizado das operações com esses conjuntos numéricos.

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sousaalisson609
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Correios Matematica Agente

A apostila aborda operações e propriedades de números inteiros e racionais, incluindo adição, subtração, multiplicação e divisão, além de regras de sinais. Também discute a representação de números racionais em frações e decimais, destacando a importância do mínimo múltiplo comum (MMC) e a geração de frações a partir de dízimas periódicas. Exercícios práticos são fornecidos para reforçar o aprendizado das operações com esses conjuntos numéricos.

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APOSTILA

AGENTE DOS CORREIOS


MATEMÁTICA

2024
1. Números inteiros: operações e propriedades;
múltiplos e divisores: problemas.

As operações com números inteiros envolvem a adição, subtração, multiplicação


e divisão entre números positivos e negativos. As contas com os números
inteiros possuem regras de sinais específicas.

O conjunto dos números inteiros Z é infinito negativo e positivo, além de incluir o


zero, avançando de uma a uma unidade.

Um número é negativo quando à sua frente há um sinal de subtração (-). Se não


houver sinal significa que o número é positivo.

Adição e subtração de números inteiros

Para somar ou subtrair números inteiros é preciso se atentar aos seus sinais.
Caso sejam todos positivos, somamos ou subtraímos como números naturais.

Ao somar números inteiros positivos, adicionamos seus valores e o resultado


será sempre positivo.
Se os todos os números forem negativos, somamos seus valores e o resultado
será sempre negativo.

Veja que usamos parênteses no segundo número para que o sinal da adição não
fique “colado” ao negativo, apenas para organizar e não ficarem dois sinais
juntos.

Neste caso, o sinal de positivo pode ser omitido, desta forma:

Para somar um número positivo e um negativo, o que fazemos na prática é


subtrair seus valores, prevalecendo o sinal do maior número.

Na soma de 3 + (- 4) os sinais são diferentes, assim subtraímos seus valores:

Como o número de maior valor é negativo, a resposta também é negativa, desta


forma:

Regra de sinais para soma e subtração

Quando são sinais iguais, somam-se os valores e o sinal é repetido.

Quando são sinais diferentes, subtraem-se os valores e se utiliza o sinal do


maior.

Multiplicação e divisão de números inteiros


Para multiplicar ou dividir números inteiros, a princípio, as operações devem ser
realizadas considerando apenas seus valores.

O resultado será positivo ou negativo, dependendo apenas dos sinais serem


iguais ou diferentes. Ao multiplicar ou dividir números inteiros de mesmo sinal o
resultado será sempre positivo.

Nos casos de multiplicar ou dividir números com sinais diferentes, o resultado


será sempre negativo.

Regra de sinais para multiplicação e divisão

Quando são sinais iguais, o resultado é sempre positivo. O que significa dizer
que na multiplicação e na divisão "menos com menos dá mais".

Quando são sinais diferentes, o resultado é sempre negativo. O que significa


dizer que na multiplicação e na divisão "mais com menos dá menos".

Sinais antes de parênteses

No caso de sinais antes de expressões entre parênteses seguimos as regras:

Sinal positivo (+) antes dos parênteses: os sinais dos termos são mantidos
iguais.

Sinal negativo (-) antes dos parênteses: os sinais são trocados.

Exercícios de operações com números inteiros resolvidos


Exercício 1

Resolva as somas e subtrações entre números inteiros.

a) 55 + 23 =
b) -37 + 15 =
c) -157 -74 =
d) 86 - 102 =

Ver Resposta

a) 55 + 23 = 78
b) -37 + 15 = -22
c) -157 -74 = -231
d) 86 - 102 = -16

Exercício 2

Resolva as multiplicações e divisões entre números inteiros.

a) 5 . 23 =
b) -12 . (-6) =
c) -10 . 5 =
d) 56 . (-4) =

Ver Resposta

a) 5 . 23 = 115
b) -12 . (-6) = 72
c) -10 . 5 = -50
d) 56 . (-4) = -224

Exercício 3

Resolva a expressão numérica .

Ver Resposta

Para resolver a expressão, podemos utilizar dois modos:

1º modo: resolver as operações entre parênteses e trocar o sinal do termo


restante, pois há um sinal negativo antes.
2º modo: alterar primeiro os sinais dos termos entre parênteses, pois há um
sinal negativo antes. Depois realizar as operações.
2. Números racionais: operações e propriedades;
problemas envolvendo as quatro operações na
forma fracionária e decimal.

Números racionais

Os números racionais podem ser representados em forma de fração, números


decimais de finita ordem e dízimas periódicas.

Números racionais são todos aqueles números que podem ser representados
por uma fração.

É conhecido como um número racional todo número que pode ser


representado como uma fração irredutível. Ao longo da história da
humanidade, a ideia de número foi se desenvolvendo gradativamente de acordo
com as necessidades humanas. A representação dos números em frações, por
exemplo, resolveu problemas que eram solucionados apenas com números
inteiros.

Um número racional pode ser representado a partir de uma fração, por isso
existem métodos para transformar números inteiros, números decimais exatos e
dízimas periódicas em frações.

Quais são os números racionais?


Os números racionais são uma ampliação do conjunto dos números inteiros,
então, além dos números inteiros, foram acrescentadas todas as
frações. O conjunto dos números racionais é representado por:

O que essa representação diz é que um número é racional se ele pode ser
representado como a fração a sobre b, tal que a é um número inteiro e b é um
número inteiro diferente de zero. Mas se formos definir os números racionais
com menos rigor, podemos dizer o seguinte:

Números racionais são todos os números que podem ser representados como uma fraçã

Satisfazem essa definição:

• os números inteiros, por exemplo: -10, 7, 0;

• os números decimais exatos, por exemplo: 1,25; 0,1; 3,1415;

• as dízimas periódicas simples, por exemplo: 1,424242…;

• as dízimas periódicas compostas, por exemplo: 1,0288888…

Não são números racionais:

• As dízimas não periódicas, por exemplo: 4,1239489201…;

• As raízes não exatas, por exemplo: ;

• A raiz quadrada de números negativos, por exemplo: .

Observação: A existência de números não racionais faz com que surjam outros
conjuntos, como o dos números irracionais e o dos números complexos.

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Representação dos números racionais

Entendendo que a fração é uma divisão de dois números inteiros, para ser um
número racional, é possível representar esse número como fração. Logo
cada um dos casos citados anteriormente como números racionais (os números
inteiros, os decimais exatos e as dízimas periódicas) pode ser representado
como uma fração.

• Números inteiros

Existem infinitas possibilidades para a representação de um número inteiro como


uma fração, já que uma fração pode ser representada na forma irredutível ou
não.

Exemplos:

• Decimais exatos

Para transformar um número decimal exato em uma fração, contamos a


quantidade de números que há na sua parte decimal, ou seja, depois da vírgula.
Se houver um número após a vírgula, escreveremos a parte inteira mais a parte
decimal sem a vírgula sobre 10. Se houver dois números na parte decimal sobre
100, na prática, a quantidade de números na parte decimal será a quantidade de
zeros que teremos no denominador. Veja o exemplo:

• Dízimas periódicas

Encontrar a representação fracionária de uma dízima nem sempre é uma tarefa


fácil, o que chamamos de fração geratriz. Para facilitar esse trabalho, foi
observado que, na equação que utilizamos para encontrar a fração geratriz,
existem regularidades, o que permitiu o desenvolvimento de um método prático.
Em primeiro lugar, precisamos entender que existem dois tipos de dízima
periódica, a simples e a composta. Uma dízima é simples se, em sua parte
decimal, existir somente a parte que se repete, ou seja, o período. Uma dízima
é composta se, em sua parte decimal, existir uma parte não periódica.

Exemplo:

9,323232… → dízima periódica simples


Parte inteira é igual a 9.
Período é igual a 32.

8,7151515… → dízima periódica composta


Parte inteira é igual a 8.
Parte decimal não periódica é igual a 7.
Período é igual a 15.

→ 1º caso: fração geratriz de uma dízima periódica simples

No primeiro caso, para transformar uma dízima periódica simples em


fração pelo método prático, basta escrever a parte inteira mais o período sem a
vírgula no numerador. No denominador, para cada elemento na parte periódica,
acrescentamos um 9.

Exemplo:

A fração geratriz de 9,323232… , como vimos, possui período igual a 32, ou seja,
dois números no seu período, sendo assim, o denominador é 99. A parte inteira
mais a parte periódica sem a vírgula é 932, e a parte inteira é 9. A diferença entre
932 e 9 será o nosso denominador, então temos que: Então, a fração geratriz
dessa dízima é:

932−999=92399932−999=92399

→ 2º caso: fração geratriz de uma dízima periódica composta

A dízima periódica composta é um pouco mais trabalhosa. Vamos encontrar a


fração geratriz da dízima que trabalhamos no exemplo.

8,7151515… → dízima periódica composta.

Parte inteira é igual a 8.


Parte decimal não periódica é igual a 7.

Parte decimal do período é igual a 15.

O numerador será a subtração 8715 – 87, ou seja, a diferença entre o número


que vai da parte inteira até a parte periódica com a parte que se não repete da
dízima.

O numerador será igual a 8715 – 87 = 8628.

Já para encontrar o denominador, vamos analisar a parte decimal. Primeiro


vamos ver a parte decimal não periódica e periódica. Nesse caso, a parte
decimal do número é 715. Para cada número que está na parte periódica, vamos
acrescentar um 9 no início do denominador. Como a parte periódica nesse caso
possui dois números (15), haverá dois 9 no denominador. Para cada número na
parte decimal que não for periódico, acrescentaremos um 0 no final do
denominador, que será 990.

Logo, a fração geratriz da dízima será:

Propriedades dos números racionais

• Entre dois números racionais, sempre existirá outro número racional

É interessante pensarmos nessa propriedade, que foi muito discutida pelos


povos antigos, tornando-se um paradoxo. Escolhendo dois números racionais,
sempre existirá um número entre eles.

Exemplo:

Entre o 1 e o 2, existe o 1,5; entre o 1 e o 1,5, existe o 1,25; entre o 1 e o 1,25,


existe o 1,125 e assim sucessivamente. Por mais que eu escolha dois números
racionais com uma diferença muito pequena entre eles, é sempre possível
encontrar um número racional entre eles. Essa propriedade torna impossível
definirmos sucessor e antecessor nos números racionais.

• As quatro operações no conjunto dos números racionais são


fechadas
Dizemos que o conjunto é fechado para a soma, por exemplo, se a soma de dois
números racionais sempre gerar como resposta outro número racional. É o que
acontece com as quatro operações em Q.

A soma, a subtração, a divisão e a multiplicação entre dois números racionais


sempre resultarão em um número racional. Na verdade, até mesmo
a potenciação de um número racional sempre vai gerar como resposta um
número racional.

O conjunto dos números racionais não é fechado para


a radiciação. Assim, mesmo 2 sendo um número racional, a raiz quadrada de 2
é um número irracional.

Subconjuntos dos números racionais

Conhecemos como subconjuntos ou relação de inclusão os conjuntos formados


por elementos que pertencem ao conjunto dos números racionais. Existem
vários subconjuntos possíveis, como o conjunto dos números inteiros ou
dos naturais, pois todo número inteiro é racional, assim como todo número
natural é racional.
Os conjuntos dos números inteiros e naturais estão contidos no conjunto dos
números racionais.

Exemplo:

Conjunto dos números inteiros: Z= {…-3, -2, -1, 0,1, 2, 3, …}.

Quando isso acontece, dizemos que Z ⸦ Q (lê-se: Z está contido em Q ou o


conjunto dos números inteiros está contido no conjunto dos números racionais.)

Existem alguns símbolos que são essenciais para a criação de subconjuntos de


Q, sendo eles: +,- e *, que significam, respectivamente, positivos, negativos e
não nulos.

Exemplos:

Q* → (lê-se: conjunto dos números racionais não nulos.)

Q+ → (lê-se: conjunto dos números racionais positivos.)


Q- → (lê-se: conjunto dos números racionais negativos.)

Q*+ → (lê-se: conjunto dos números racionais positivos e não nulos.)

Q*- → (lê-se: conjunto dos números racionais negativos e não nulos.)

Note que todos esses conjuntos são subconjuntos de Q, pois todos os elementos
pertencem ao conjunto dos números racionais. Além dos conjuntos
apresentados, podemos trabalhar com vários subconjuntos em Q, como o
conjunto formado por números ímpares, ou primos, ou pares, enfim, há várias e
várias possibilidades de subconjuntos.

Operações com os números racionais


As operações com os números racionais envolvem os inteiros, as frações
e os decimais.
Soma, subtração, divisão e multiplicação são as operações que podem ser
realizadas com os números racionais.

Pertencem ao conjunto dos racionais os números positivos, negativos,


decimais, frações e dízimas periódicas. Representamos esse conjunto por meio
da letra Q maiúscula:

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Lê-se: O conjunto dos números racionais é igual a x, tal que x é igual a (a)
sobre (b), (a) pertence ao conjunto dos inteiros e (b) pertence ao conjunto dos
inteiros com a ausência do zero.

É possível realizar as quatro operações com os números racionais. Entre essas


operações, podemos destacar:

• Soma de duas ou mais frações:

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Para somar duas ou mais frações, é necessário que o denominador em todas


as frações seja o mesmo. Após verificar isso ou reduzir os denominadores a
um mesmo valor por meio do Mínimo Múltiplo Comum (MMC) ou das frações
equivalentes, basta conservar o denominador e somar os expoentes. Veja:

Utilizando o MMC para reduzir os denominadores:

1 + 2 + 4 = 1 + 2 + 4 = 3 + 4 + 24 = 31
2 3 2 3 1 6 6

Cálculo do MMC

2, 3, 1| 2
1, 3, 1| 3
1, 1, 1|

MMC (2, 3, 1) = 2 x 3 = 6

Para obter os números do numerador, foi feito o seguinte:

6:2=3x1=3
6:3=2x2=4
6 : 1 = 6 x 4 = 24

Utilizando as frações equivalentes:

1 x 3+ 2 x 2+ 4 x 6= 3 + 4 + 24 = 31
2 x 3 3 x 2 1 x6 6 6 6 6
• Soma de dois ou mais números decimais

Na soma de números decimais, juntamos número inteiro com inteiro, parte


decimal com decimal, parte centesimal com centesimal e assim por diante.
Observe o exemplo abaixo:

2,57 + 1,63 =
2 e 1: partes inteiras
0,5 e 0,6: partes decimais
0,07 e 0,03: partes centesimais

Para resolver a soma de números decimais, podemos estruturar o algoritmo da


adição.

2,57
+ 1,63
4,20

Podemos também somar números decimais por meio de frações. Para isso,
basta transformar cada número decimal em uma fração. Confira o exemplo
abaixo:

2,57 + 1,63 = → Represente os números decimais na forma de fração;


= 257 + 163 = → Como o denominador em ambas as frações é 100, podemos
somá-los.
100 100
= 420 = → Realize a divisão de 420 por 100.
100
= 4,20

• Subtração de duas ou mais frações:

O processo de subtração de fração é semelhante ao da soma. A diferença está


no sinal da operação, que será de menos. Observe:

5 – 3 – 2 = 5 +( – 3 ) + ( – 2 )= 20 – 9 – 24 = – 13
3 4 3 (4) 12 12
Cálculo do MMC:

3, 4, 1| 2
3, 2, 1|2
3, 1, 1|3
1, 1, 1|

Para obter os números do numerador, fizemos o seguinte:

12 : 3 = 4 x 5 = 20
12 : 4 = 3 x – 3 = – 9
12 : 1 = 12 x – 2 = – 24

• Subtração de dois ou mais números decimais:

Devemos subtrair número inteiro com inteiro, parte decimal com decimal, parte
centesimal com centesimal e assim por diante. Confira o exemplo abaixo:

3,15 – 2,04 – 1 =

Para resolver essa subtração de números decimais, devemos subtrair os dois


primeiros termos da esquerda para a direita (3,15 – 2,04).

3,15
- 2,04
1,11

Agora temos que subtrair 1,11 – 1 =

1,11
- 1,00
0,11

Podemos também resolver o exemplo anterior por meio da subtração de


frações. Acompanhe:

3,15 – 2,04 – 1 = → Transforme os números 3,15 e 2,04 em frações.


= 315 – 204 – 1 = → Como os denominadores das frações são iguais, faça a
subtração dos numeradores.
100 100
= 111 – 1 = → Como os denominadores das frações são diferentes, devemos
reduzi-los ao mesmo
100 1 denominador. O MMC (100, 1) é 100.
= 111 – 100 = → Como reduzimos para o mesmo denominador, podemos
subtrair os numeradores.
100
= 11 = → Faça a divisão de 11/100
100
= 0,11

• Multiplicação de frações

Na multiplicação de frações, devemos multiplicar os numeradores com


numeradores e os denominadores com denominadores. Confira:

3 x 6 = ( 3 x 6 ) = 18 → Como a fração não está na forma irredutível, temos que


simplificá-la.
7 4 (7x4) 28

3 x 6 = ( 3 x 6 ) = 18 : 2 = 9
7 4 (7x4) 28 : 2 14

• Multiplicação de números decimais

Ao multiplicarmos números decimais, devemos estruturar o algoritmo. Para


saber a posição da vírgula no produto obtido, contamos quantas casas
decimais possui cada número decimal e deslocamos a vírgula em relação aos
algarismos do produto da direita para a esquerda. Observe o exemplo:

2,4 x 1,2 = → Inicialmente estruture o algoritmo da multiplicação.

2,4
x 1,2
+ 48
24
2,88 → Observe que a vírgula ficou entre os algarismos 2 e 6. Isso
aconteceu porque o número 2,4 possui uma casa decimal, e o número 1,2
também possui uma casa decimal. Assim, temos, no total, duas casas
decimais. Sendo assim, devemos deslocar a vírgula do produto obtido (288)
duas casas da direita para a esquerda (2,88).

Poderíamos também resolver esse exemplo por meio de frações.

2,4 x 1,2 = → Transforme os números decimais em frações.


= 24 x 12 = → Multiplique os numeradores (24 x 12) e os denominadores (10 x
10).
10 10
= 288 = → Faça a divisão de 288 por 100.
100
= 2,88

• Divisão de duas ou mais frações

Para dividirmos duas ou mais frações, utilizamos uma regra prática: conserva-
se a primeira fração, multiplicando-a pelo inverso da segunda. Recorde-se que
o inverso de uma fração é dado ao trocarmos o seu denominador pelo
numerador. Veja:

13 : 9 = 13 x 2 = 26
7 2 7 9 63

1 : 4 : 2 = (1 : 4 ) : 2 = ( 1 x 5 ) : 2 = 5 : 2 = 5 x 6 = 30 :2 = 15
2 5 6 (25) 6 (2x4) 6 8 6 8x2 16 : 2 8

• Divisão de dois ou mais números decimais

Para realizar a divisão de números decimais, devemos igualar a quantidade de


casas decimais dos números e efetuar a divisão. Confira o exemplo abaixo:

1,23 : 0,5 = → O número 1,23 possui duas casas decimais, e o número 0,5
possui uma casa decimal. Para igualar a quantidade de casas decimais,
devemos multiplicar ambos os números pelo termo decimal, ou seja, 10, 100,
1000..., que possui a maior quantidade de casas decimais. Sendo assim, temos
que multiplicar 1,23 e 0,5 por 100.
(1,23 x 100) : (0,5 x 100) = 123 : 50 → Utilizando o algoritmo da divisão, temos
123 : 50.
123 |50
- 100 2,46
230
- 200
300
- 300
0

1,23 : 0,5 = 2,46

Veja agora como transformar os números decimais do exemplo anterior em


frações:

1,23 : 0,5 = → Transforme os números decimais em frações.


= 123 : 5 = → Aplicando a regra aprendida anteriormente, conserve a primeira
fração e
100 10 multiplique-a pelo inverso da segunda.
= 123 x 10 = → Faça o produto dos numeradores e dos denominadores.
100 5
= 1230 = → Realize a divisão de 1230 por 500.
500
= 2,46

• Soma, subtração, multiplicação e divisão de dízimas periódicas

A dízima periódica é um número decimal em que os algarismos após a vírgula


repetem-se infinitamente. Exemplos: 1,222..., 1,2323..., 2,23562356...

A repetição desses algarismos após a vírgula é chamada de período. Veja:

• O período de 1,222... é 2.

• O período de 1,2323... é 23.

• O período de 2,23562356... é 2356.

Para realizar a soma, subtração, multiplicação e divisão de dízimas periódicas,


devemos descobrir o período e aplicar as definições aprendidas anteriormente
para números decimais, haja vista que a dízima periódica é um número
decimal. Vejamos alguns exemplos:

• Soma de dízima periódica

2,333... + 1,555... =

O período de 2,333... é 3, e o período de 1,555... é 5. Realizando a soma,


temos:
2,3
+1,5
3,8

• Subtração de dízima periódica

3,6565... - 1,222... =

O período de 3,6565... é 65, e o período de 1,222... é 2. Fazendo o algoritmo


da subtração, temos:

3,65
- 1,22
2,43

• Multiplicação de dízima periódica

5,2323... x 1,111... =

O período de 5,2323... é 23, e o período de 1,111... é 1. Efetuando o produto,


temos:

5,23
x 1,11
523
+ 523
523
5,8053

A multiplicação resultou em: 5,2323... x 1,111... = 5,23 x 1,11 = 5,8053


• Divisão de dízima periódica

2,5252 … : 0,555... =

O período de 2,5252... é 52, e o período de 0,555... é 5. Realizando a divisão,


temos:

2,52 : 0,5 = (2,52 x 100) : ( 0,5 x 100) = 252 : 50

252 | 50
- 250 5,04
200
- 200
0

A divisão de: 2,5252 … : 0,555... = 2,52 : 0,5 = 5,04

3. Números e grandezas proporcionais; razões e


proporções; divisão proporcional; regra de três
simples e composta.

Regra de três é um método utilizado para encontrar valores desconhecidos em


problemas envolvendo gradezas direta ou inversamente proporcionais.

A regra de três é um método para encontrar valores desconhecidos de grandezas


proporcionais.

A regra de três é um método que utilizamos para encontrar valores


desconhecidos quando estamos trabalhando com grandezas direta ou
inversamente proporcionais. Esse método de resolução tem bastante
aplicação não só na matemática, como na física, química e em situações
constantes do dia a dia. O trabalho com grandezas é fundamental em várias
áreas do conhecimento, e, na regra de três, é importante conseguir-se identificar
grandezas que se relacionam de forma direta e grandezas que se relacionam de
forma inversa.

Grandezas direta e inversamente proporcionais

A comparação entre duas grandezas é bastante comum e necessária no


cotidiano, e quando comparamos e verificamos sua proporção, podemos separá-
las em dois casos importantes: grandezas diretamente proporcionais ou
grandezas inversamente proporcionais.

• Diretamente proporcionais: à medida que uma dessas grandezas


aumenta, a outra também aumenta e na mesma proporção. Existem
várias situações no nosso cotidiano que envolvem grandezas diretamente
proporcionais, um exemplo seria a relação preço e peso na compra de
uma determinada verdura, quanto menor a quantidade, menor o preço, e
quanto maior a quantidade, maior o preço.

• Inversamente proporcionais: à medida que uma dessas grandezas


aumenta, a outra grandeza diminui na mesma proporção. Um exemplo
dessa situação no cotidiano é a relação entre velocidade e tempo. Quanto
maior a velocidade para percorrer-se determinado percurso, menor será
o tempo.

Como resolver uma regra de três simples?

Para resolver-se situações utilizando a regra de três, é fundamental que exista a


proporcionalidade, além disso, é de grande importância a identificação da
relação entre as grandezas.

Os problemas que envolvem regra de três simples podem ser separados em dois
casos, quando as grandezas são diretamente proporcionais ou inversamente
proporcionais. Ao deparar-se com qualquer questão que possa ser resolvida com
regra de três, seguimos os seguintes passos:

1º passo – Identificar as grandezas e construção da tabela.


2º passo – Analisar se as grandezas são diretamente ou inversamente
proporcionais.

3º passo – Aplicar o método de resolução correto para cada um dos casos, e,


por fim, resolver a equação.

• Grandezas diretamente proporcionais

Exemplo:

Para revitalização de um parque, a comunidade organizou-se em um projeto


conhecido como Revitalizar. Para que o projeto fosse eficiente, foram
arrecadadas várias mudas frutíferas. Um planejamento para o plantio foi feito, e
nele 3 pessoas trabalhavam no plantio e plantavam, por dia, 5 m². Devido à
necessidade de um plantio mais eficiente, mais 4 pessoas, todas com o mesmo
desempenho, comprometeram-se a participar da causa, sendo assim, qual será
a quantidade de m² reflorestada por dia?

As grandezas são pessoas e área reflorestada.

Inicialmente havia 3 pessoas, e agora há 7.

Inicialmente havia 5 m² de plantio por dia, porém não sabemos a quantidade de


m² que será cultivada pelas 7 pessoas, então representamos esse valor por x.
Agora é fundamental a comparação entre as duas grandezas. À medida que eu
aumento o número de pessoas, a quantidade de m² reflorestada por dia aumenta
na mesma proporção, logo, essas grandezas são diretamente proporcionais.

Quando as grandezas são diretamente proporcionais, basta multiplicar os


valores da tabela de forma cruzada, gerando a equação:

Veja também: O que é proporção?

• Grandezas inversamente proporcionais

Exemplo:

Para a confecção das provas de um concurso, uma gráfica dispunha de 15


impressoras, que demorariam 18 horas para imprimir todas as provas. No
preparo para o início do trabalho, foi diagnosticado que só havia 10 impressoras
funcionando. Qual é o tempo, em horas, que será gasto para a confecção de
todas as provas do concurso?
As grandezas são quantidades de impressoras e tempo.

Analisando-se as duas grandezas, é notório que se a quantidade de impressoras


for diminuída, consequentemente, o tempo para fazer as impressões será
aumentado, logo, essas grandezas são inversamente proporcionais.

Quando as grandezas são inversamente proporcionais, é necessário inverter-se


a fração (trocar numerador e denominador) de uma das frações, para,
posteriormente, multiplicar-se cruzado.
Dica: Em resumo, quando as grandezas são inversamente proporcionais,
sempre invertemos uma das frações e multiplicamos cruzado — detalhe
esquecido durante muitas resoluções de problemas e que faz muitos estudantes
errarem ao esquecerem-se de analisar qual tipo de proporcionalidade (direta ou
inversa) o problema está trabalhando.

Regra de três simples e composta

Existem duas formas de aplicar-se a regra de três, a regra de três simples,


quando o problema envolve duas grandezas, e a regra de três composta, quando
o problema envolve mais grandezas. Então a regra de três composta nada mais
é que uma extensão da regra de três simples quando há um número maior de
grandezas, e, para compreendê-la, a regra de três simples é fundamental.

Exercícios resolvidos sobre regra de três simples

Questão 1 – Em uma granja com 800 frangos, 984 kg duram exatamente 10 dias.
Caso a granja tivesse 200 frangos a mais, essa ração duraria:

A) 9 dias

B) 8 dias

C) 7 dias

D) 6 dias

E) 12 dias

Resolução

Alternativa B
Primeiro vamos identificar as grandezas, são elas: tempo e quantidade de
frangos. Agora é possível montar a tabela e analisar se elas são diretas ou
inversamente proporcionais. Sabemos que quanto maior a quantidade de
frangos, menos tempo a ração vai durar, logo, as grandezas são inversamente
proporcionais.

A informação da quantidade de ração torna-se irrelevante para responder o


problema.

Sabemos que 800 + 200 = 1000, e queremos descobrir por quanto tempo a ração
duraria se tivessem 1000 frangos.

Como são inversamente proporcionais, multiplicaremos reto:

1000x = 800 · 10

1000x = 8000

x = 8000 : 1000

x = 8 dias

Questão 2 – Para analisar os processos de multa de trânsito, a prefeitura dispôs


de 18 funcionários, que conseguiam realizar o trabalho diariamente analisando
135 processos. Em um dia, infelizmente, 4 funcionários não compareceram.
Supondo-se que todos os funcionários atendem a mesma demanda de
processos, nesse dia, a quantidade de processos analisados será de:
A) 135

B) 120

C) 110

D) 105

E) 100

Resolução

Alternativa D

Analisando-se a situação, as grandezas são: quantidade de funcionários e


quantidade de processos. Sabemos que quanto mais funcionários tiver, mais
processos serão analisados, logo, as grandezas são diretamente proporcionais.
18 – 4 = 14 funcionários. Montando a tabela, temos que:

Como as grandezas são diretamente proporcionais, multiplicaremos cruzado:

18x = 135 · 14

18x = 1890

x = 1890 : 18

x = 105
4.Porcentagem
Porcentagem é a razão entre um número e 100, e representamos essa razão
pelo símbolo %. Utilizamos essa razão para representar partes de algo inteiro.

A porcentagem é uma razão centesimal, ou seja, de base 100.

Porcentagem envolve diversas situações com que nos deparamos


frequentemente em nosso cotidiano, por exemplo em indicadores econômicos,
resultados de pesquisas ou promoções. Entendemos porcentagem como
sendo a razão entre um número qualquer e 100, sendo representada pelo
símbolo %. Utilizamos a ideia de porcentagem para representar partes de algo
inteiro.

Representações da porcentagem

Sabemos que a porcentagem é uma razão, logo, pode ser representada por
uma fração, que, por sua vez, pode ser escrita na forma decimal. De modo geral,
se temos um número acompanhado pelo símbolo %, basta dividi-lo por 100, ou
seja:
Veja os exemplos seguintes que mostram as diferentes representações de
porcentagens. Lembre-se, para “transformar” a porcentagem em fração, basta
dividir o número que acompanha o símbolo % por 100 e simplificar a fração; para
“transformar” a fração em forma decimal, basta realizar a divisão.

• Exemplo

Perceba que quando escrevemos a porcentagem 100% é o mesmo que


considerar um inteiro, ou seja, quando consideramos 100% de algo, estamos
levando em conta o total daquilo. No caso de 210%, estamos considerando mais
que um inteiro, isto é, consideramos 2,1 vezes o total.

Para fazer o caminho de volta, ou seja, dado uma fração ou um número decimal
para ser escrito na forma percentual, basta multiplicar o número em questão por
100. Veja:

Leia também: Cálculo de porcentagem com regra de três

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Como calcular a porcentagem?


Para realizar o cálculo da porcentagem de um valor, basta multiplicar esse valor
pela porcentagem em sua forma decimal ou fracionária.

• Exemplo

a. Calcule 50% de 600.

Sabemos que 50% = 0,5, assim, basta fazer a substituição e multiplicar os


valores. Veja:

0,5 . 600

300

Podendo também substituir os 50% na forma fracionária, ficando:

Logo, 50% de 600 = 300. Veja que 50% representam a metade do total que é
600.

Exercícios resolvidos

Questão 1 - (Enem) Uma pessoa investiu certa quantia em dinheiro na bolsa de


valores. No primeiro mês, ela perdeu 30% do que investiu e, no segundo mês,
teve um lucro de 40% sobre o saldo que havia ficado após o prejuízo. Após esses
dois meses, essa pessoa teve com esse investimento, em relação ao capital
inicial aplicado,

• um prejuízo de 2%.

• um lucro de 2%.

• um prejuízo de 4%.
• um lucro de 4%.

• o mesmo valor de capital aplicado.

Solução

Seja x o valor que foi investido na bolsa de valores, como no primeiro mês a
pessoa teve um prejuízo de 30% desse valor, então temos que calcular essa
porcentagem em relação ao valor investido e, em seguida, subtrair do valor
investido. Veja:

30% de x

0,3 . x

0,3x a prejuízo

Então o que sobrou na conta dessa pessoa foi:

x – 0,3x

0,7x

Como, em seguida, a pessoa teve um lucro de 40% sobre o valor que tinha
sobrado, temos que calcular essa porcentagem em cima desse valor e, em
seguida, somar o resultado disso ao valor sobrado, tendo:

40% de 0,7x

0,4 · 0,7x

0,28x a lucro

Logo, temos que o valor que restou é:

0,7x + 0,28x

0,98x

Em relação ao que foi investido inicialmente, temos que a diferença é:

x – 0,98x

0,02x

Assim, ele teve um prejuízo de 2% em relação ao valor investido inicialmente.


R: alternativa a

Questão 2 - Calcule o valor de (30%)2.

Solução
5. Juros e desconto simples (juro, capital, tempo,
taxa e montante).

Juro simples

O juro simples é o acréscimo feito a determinado capital no decorrer do tempo.


Para determiná-lo, calculamos o produto entre o capital, a taxa de juro e o tempo.

O juro simples está presente nas relações monetárias.

O juro simples é calculado tendo como base o valor inicial, conhecido como
capital, a taxa de juro e o tempo. A fórmula do juro simples é J = C ∙ i ∙ t, em que
J é o juro, C é o capital, i é a taxa de juro e t é o tempo.

Para calcular o juro simples, basta substituir os valores na fórmula e realizar o


cálculo. Além do juro simples, existe também o juro composto, que possui um
acréscimo maior ao decorrer do tempo.

O que é juro simples?

O juro simples é um tipo de juro corriqueiro no nosso cotidiano. Quando


atrasamos o pagamento de uma conta, por exemplo, é bastante comum a
cobrança de juro e multa, e essa cobrança é feita em cima do valor da dívida, ou
seja, quanto maior o seu valor, maior será o juro. Sendo assim, o juro é um valor
acrescentado a um capital ao longo do tempo.

Existem dois tipos de juro: o juro simples, em que o valor acrescentado ao


decorrer do tempo é fixo, e o juro composto, em que há incidência de juro sobre
juro, e consequentemente o valor acrescentado ao decorrer do tempo não é fixo.

Veja um exemplo prático:


Uma loja vende um produto a R$ 400,00 à vista. Caso o cliente desejar, esse
mesmo produto pode ser comprado no cartão de crédito com juro simples de até
5% ao mês, podendo parcelar em até 4 vezes.

Assim, se o produto à vista custa R$ 400,00, sabemos que 5% desse valor, ou


seja, 5% de 400, é igual a R$ 20,00. Então, para cada mês a mais, o cliente
pagará R$ 20,00.

Se o cliente comprar no cartão de crédito em uma vez, ele pagará R$ 420,00.

400 + 20 = 420,00

Se o cliente optar por pagar em 2 vezes, ele pagará R$ 440,00.

400 + 20 + 20 = 440

Se o cliente optar por pagar em 3 vezes, ele pagará R$ 460,00.

400 + 20 + 20 + 20 = 460

Se o cliente optar por pagar em 4 vezes, ele pagará R$ 480,00.

400 + 20 + 20 + 20 + 20 = 480

Qual a fórmula do juro simples?

A fórmula do juro simples é:

J=C∙i∙t

• J → juro

• C → capital

• i → taxa de juro

• t → tempo

Observações importantes:

o É importante que a taxa de juro e o tempo estejam sempre na mesma


unidade de tempo. Por exemplo, se o tempo for medido ao mês, a taxa
de juro também deve ser ao mês. Se o tempo for medido em anos, a taxa
de juro deve ser ao ano. Se necessário, podemos transformar anos em
meses, meses em dias e assim por diante.

o O montante é outro conceito muito importante no estudo do juro


simples. Conhecemos como montante o valor do capital somado ao juro,
geralmente representado por M. A fórmula para calcular o montante é:

M=C+J

Como calcular o juro simples?

Para realizar o cálculo do juro simples, basta realizar a substituição dos valores
conhecidos na fórmula.

Exemplo 1: Um capital de R$ 600,00 foi investido em tesouro direto, com uma


taxa de 12% a.a. para ser retirado após 5 anos. Qual será o juro ao final desse
tempo?

Dados:

• C = 600

• i = 12% a.a.

• t = 5 anos

Para calcular o juro, escreveremos a taxa de 12% como um número decimal,


pois sabemos que 12% são equivalentes a 0,12.

J=C∙i∙t

J = 600 ∙ 0,12 ∙ 5

J = 72 ∙ 5

J = 360

O juro recebido após 5 anos será de R$ 360,00.

Caso queiramos calcular o montante, basta somar o juro com o capital:

M = 600 + 360 = 960

O montante será de R$ 960,00.


Observação: Vale ressaltar que os problemas envolvendo juro simples nem
sempre pedem para calcular apenas o juro. Eles podem pedir o tempo, a taxa de
juro ou até mesmo o capital.

Exemplo 2: Durante quanto tempo um capital de R$ 15.000,00 deve ficar em um


investimento a juro simples com taxa de 12,5 % a.a. para que ele dobre o seu
valor?

Resolução:

• C = 15.0000

• i = 12,5% a.a.

Para que o capital dobre de valor, é necessário que o montante seja de R$


30.000,00. Para isso, o juro deve ser de 15.0000:

J = 15.000

J=C∙i∙t
15.000 = 15.000 ∙ 0,125 ∙ t

15.000 = 1.875 t

15.0001.875=t15.0001.875=t

t=8

O período necessário é de 8 anos.

• Videoaula sobre o cálculo do juro simples

Juro simples x juro composto

O juro simples e o juro composto são ambos praticados no mercado. Eles se


diferem pelo fato de que no juro simples, o valor a ser acrescentado ao capital a
cada período é sempre o mesmo, entretanto, no juro composto, a cada período
que passa, o valor acrescentado ao capital é maior. A fórmula do juro
composto é:

M=C(1+i)tM=C(1+i)t
A diferença é que no juro composto há a incidência de juro sobre juro, sendo
o capital e a taxa os mesmos. No primeiro período, o valor do juro será o mesmo,
entretanto, a partir do segundo, o juro composto gera um montante maior.

Exemplo:

Um capital de R$ 2000, investido com uma taxa de 10% a.m.:

Montante com juro Montante com juro


Mês
simples composto

0 R$ 2000,00 R$ 2000,00

1 R$ 2200,00 R$ 2200,00

2 R$ 2400,00 R$ 2420,00

3 R$ 2600,00 R$ 2662,00

4 R$ 2800,00 R$ 2928,20

5 R$ 3000,00 R$ 3221,02

6 R$ 3200,00 R$ 3543,12

Exercícios resolvidos sobre juro simples


Questão 1
Uma dívida de R$ R$ 1000,00 foi paga com atraso de 1 ano e meio. No acerto,
foi cobrada uma multa de R$ 5,00, mais juro de 1% em cima do valor inicial da
dívida a cada mês de atraso. Nessas condições, o valor pago por essa dívida
foi de:
A) R$ 1800,00
B) R$ 1850,00
C) R$ 1185,00
D) R$ 1180,00
E) R$ 1005,00

Resolução:
Alternativa C
Nesse caso, calcularemos o juro e depois somaremos a multa.
Dados:
• C = 1000
• i = 1% a.m.
Note que a taxa é ao mês. Sabemos que 1 ano possui 12 meses, logo 1 ano e
meio possuem 18 meses.
t = 18
Calculando o juro:
J=C∙i∙t
J = 1000 ∙ 0,01 ∙ 18
J = 10 ∙ 18
J = 180
Somando o valor da dívida com o juro e com a multa:
V = 1000 + 180 + 5 = 1185
O valor pago pela conta foi de R$ 1185,00.
Questão 2
(CETRDE 2021) Um funcionário aplicou seu dinheiro em um fundo de
investimento que trabalha com juro simples. Qual é a taxa de juro, ao mês, se
ele investiu em abril R$ 500,00 e resgatou R$ 550,00 em agosto?
A) 1%
B) 0,025%
C) 25%
D) 2,5%
E) 0,25%
Resolução:
Alternativa D
Se o resgate foi de R$ 550,00 e o capital era de R$ 500,00, o juro é de 550 –
500 = 50.
De abril até agosto há 4 meses, portanto:
• J = 50
• t=4
• C = 500
Calculando a taxa de juro:
J=C∙i∙t
50 = 500 ∙ i ∙ 4
50 = 2000 ∙ i
502000=i502000=i
0,025 = i
Dessa forma, a taxa é de 2,5%.

6.Funções do 1º e 2º graus

Função do 1º grau

É uma função de IR em IR, ou seja, pertence ao conjunto dos números reais


f(x) = ax + b ou y= ax + b
Onde a é o coeficiente de x e b é o termo constante.
Regra: a e b são números reais e a≠0

Ex.: f(x) = 8x – 3 onde a = 8 e b = -3

f(x) = 5x onde a = 5 e b = 0

Construção do gráfico:

O gráfico é sempre uma reta.

Para construir um gráfico é necessário dois pares ordenados de pontos que


pertençam a esta reta.
Depois colocamos no plano cartesiano e traçamos uma reta.

Então vamos fazer a função abaixo:

y = 3x -2

1º temos que encontras os pares ordenados e para isso escolhemos


aleatoriamente dois valores para o x e assim construirmos o gráfico.

Vamos escolher x=1 e x=2

Para x = 1 teremos: y = 3x – 2 → y = 3 (1) – 2 → y = 3 – 2 → y = 1 par


ordenado (1,1)

Para x = 2 teremos: y = 3x – 2 → y = 3 (2) – 2 → y = 6 – 2 → y = 4 par


ordenado (2,4)

Encontramos então os pares ordenado (1,1) e (2,4)

2° Colocamos estes pares ordenados no plano cartesiano e traçamos uma reta

Podemos também determinar uma função de 1º grau partindo de um gráfico


Vamos a um exemplo:

Usamos a função y = ax + b

Agora é só substituir:

(0,6) → y= ax + b → 6 = a (0) + b → b = 6

(3,0) → y= ax + b → 0 = a (3) + b → 3 a + b = 0 → 3 a = - b → 3 a = - 6 → a = -
2

Sabemos agora que a = - 2 e b = 6

Substituindo a e b fica assim a função: y = - 2 x + 6

Função do 2º Grau

Dados os números reais a, b e c (coeficientes da função), com a ≠ 0, chama-


se função do 2º grau, ou função quadrática a função, definida por f(x) = ax2 +
bx + c ou y = ax2 + bx + c

São exemplos de funções do 2º grau:


a) f(x) = 4x2 –2x – 3, em que a = 4, b = -2 e c = - 3

b) f(x) = 2x2 –3x, em que a = 2, b = -3 e c = 0

c) y = -x2 + 5, onde a = -1, b = 0 e c = 5

d) y = 5x2, onde a = 5, b = 0 e c = 0

Gráfico da função do 2º grau

O gráfico de uma função do 2º grau é uma curva chamada parábola.


Vamos agora construir um gráfico da função de 2º grau

Exemplo:
f(x) = 2x2 + 4x - 6

f(x) = ax2 + bx + c.

2x2 + 4x – 6 = 0

y = 2x2 + 4x – 6

ATENÇÃO: O coeficiente “c” indica o ponto de encontro de uma parábola com


o eixo y

Para montar um gráfico da função de 2º grau nós devemos encontrar as


coordenadas das raízes e do vértice.
1º Vamos achar as coordenadas das raízes

As raízes nos mostrarão a intersecção com o eixo x

As raízes você encontra através de uma equação de 2º grau utilizando as


fórmulas de Bhaskara:

Igualamos a equação da função a zero, ficando assim:

2x2 + 4x – 6 = 0

Primeiro encontramos o delta:

Sabemos que a= 2, b= 4 e c= -6

∆ = (4)² – 4.2. (– 6)

∆ = 16 – 8.(– 6)

∆ = 16 + 48

∆ = 64

Vamos encontrar as coordenadas das raízes:


Sabemos que a= 2, b= 4 e c= -6

Bom achamos as coordenadas x = 1 e -3

Vamos achar agora as coordenadas dos y

Para x = 1 temos,

y = 2x2 + 4x – 6 → y = 2.(1)² + 4(1) – 6 → y = 2.1 + 4 – 6 → y = 2 – 2

Então y = 0 primeira coordenada (1,0)

Para x = - 3 temos,

y = 2x2 + 4x – 6 → y = 2.(-3)² + 4(-3) – 6 → y = 2.9 - 12 – 6 → y = 18 – 18

Então y = 0 segunda coordenada (-3,0)

As coordenadas das raízes são (1,0) e (-3,0)

2º Devemos agora encontrar o vértice


Xv = -4/2.2 → -4/4 → Xv = -1

Yv = -64/ 4.2 → -64/ 8 → Yv = -8

As coordenadas do vértice é (-1, -8)

O que sabemos:

a > 0 então a concavidade da parábola é para cima

c = -6 então a parábola passará em -6 no eixo y

Vértice (-1,-8) Esta é a coordenada mais baixa da parábola

As coordenadas das raízes são (1,0) e (-3,0)

Agora fica fácil construirmos o gráfico:


Podemos também determinar uma função de 2º grau partindo de um gráfico

O processo é o mesmo da função do 1º grau, usando agora a fórmula do 2º


grau

f(x) = ax2 + bx + c ou y = ax2 + bx + c

No gráfico temos:

As coordenadas das raízes são (1,0) e (-3,0)

Coeficiente c = -6
Agora podemos achar os coeficientes “a” e “b” através da fórmula do 2º grau

Vamos lá então:

Coordenadas (1,0)
y = ax2 + bx + c
0 = a(1)² + b (1) -6
a +b -6 = 0
b=6–a

Coordenadas (-3,0)
y = ax2 + bx + c
0 = a(-3)² + b (-3) -6
9a -3b -6 = 0
9a = 3b + 6

Sabemos que b = 6 – a
Logo:

Então:

b=6–a→b=6–2→b=4

Logo,

a=2 b=4 c = -6
Agora podemos determinar a função:

f(x) = ax2 + bx + c
f(x) = 2x2 + 4x – 6
Funções do 1º e 2º graus – Problemas

Problemas envolvendo função de 1º grau

As funções são utilizadas na representação cotidiana de situações que envolvam


valores constantes e variáveis, sempre colocando um valor em função do outro.
Por exemplo, ao abastecermos o carro no posto de gasolina, o preço a ser pago
depende da quantidade de litros de combustível colocada no tanque.
Abordaremos as situações problemas ligadas às equações do 1º grau,
respeitando a lei de formação f(x) = ax + b, com a ≠ 0.

Exemplo 1
Um motorista de táxi cobra R$ 3,50 de bandeirada (valor fixo) mais R$ 0,70 por
quilômetro rodado (valor variável). Determine o valor a ser pago por uma corrida
relativa a um percurso de 18 quilômetros.

Função que define o valor a ser cobrado por uma corrida de x quilômetros: f(x)
= 0,70x + 3,50.

Valor a ser pago por uma corrida de percurso igual a 18 quilômetros.


f(x) = 0,70x + 3,50
f(18) = 0,70 * 18 + 3,50
f(18) = 12,60 + 3,50
f(18) = 16,10

O preço a ser pago por uma corrida com percurso igual a 18 quilômetros
corresponde a R$ 16,10.

Exemplo 2

O preço de venda de um livro é de R$ 25,00 a unidade. Sabendo que o custo


de cada livro corresponde a um valor fixo de R$ 4,00 mais R$ 6,00 por
unidade, construa uma função capaz de determinar o lucro líquido (valor
descontado das despesas) na venda de x livros, e o lucro obtido na venda de
500 livros.
Venda = função receita
R(x) = 25 * x

Fabricação: função custo


C(x) = 6 * x + 4

Lucro = receita – custo


L(x) = 25x – (6x + 4)
L(x) = 25x – 6x – 4
L(x) = 19x – 4

Lucro líquido será determinado pela função: L(x) = 19x – 4.

Lucro na venda de 500 livros

L(500) = 19 * 500 – 4
L(500) = 9 496

O lucro obtido na venda de 500 livros é de R$ 9 496,00.

Exemplo 3

O salário de um vendedor é composto de uma parte fixa no valor de R$ 800,00,


mais uma parte variável de 12% sobre o valor de suas vendas no mês. Caso
ele consiga vender R$ 450 000,00, calcule o valor de seu salário.

f(x) = 12% de x (valor das vendas mensais) + 800 (valor fixo)


f(x) = 12/100 * x + 800
f(x) = 0,12x + 800

f(450 000) = 0,12 * 450 000 + 800


f(450 000) = 54 000 + 800
f(450 000) = 54 800

O salário do vendedor será de R$ 54 800,00.

Fonte: Mundo Educação

Problemas envolvendo função de 2º grau


As funções do 2º grau possuem diversas aplicações na Matemática e auxiliam
a Física em diversas situações nos movimentos de corpos na área da Cinemática
e Dinâmica. A sua lei de formação, onde f(x) = ax² + bx + c, descreve uma
trajetória parabólica de concavidade voltada para cima (decrescente – ponto
mínimo) ou concavidade voltada para baixo (crescente – ponto máximo).
Observe a resolução de situações problemas a seguir:

Exemplo 1

O movimento de um projétil, lançado para cima verticalmente, é descrito pela


equação y = – 40x² + 200x. Onde y é a altura, em metros, atingida pelo projétil
x segundos após o lançamento. A altura máxima atingida e o tempo que esse
projétil permanece no ar correspondem, respectivamente, a:

Resolução:

Veja o gráfico do movimento:

O objeto atingiu a altura máxima de 250 metros.


Utilizaremos a expressão Xv para obter o tempo de subida do objeto:

O projétil levou 2,5s para atingir altura máxima, levando mais 2,5s para retornar
ao solo, pois no movimento vertical o tempo de subida é igual ao tempo de
descida. Portanto, o projétil permaneceu por 5 s no ar.

Exemplo 2

Um objeto foi lançado do topo de um edifício de 84 m de altura, com velocidade


inicial de 32 m/s. Quanto tempo ele levou para chegar ao chão? Utilize a
expressão matemática do 2º grau d = 5t² + 32t, que representa o movimento de
queda livre do corpo.

Resolução:

O corpo percorreu a distância de 84 m que corresponde à altura do edifício.


Portanto, ao substituirmos d = 84, basta resolvermos a equação do 2º grau
formada, determinando o valor do tempo t, que será a raiz da equação.
7. Sistema de medidas: decimais e não decimais.

Unidades de Medida

As unidades de medida são modelos estabelecidos para medir diferentes


grandezas, tais como comprimento, capacidade, massa, tempo e volume.

O Sistema Internacional de Unidades (SI) define a unidade padrão de cada


grandeza. Baseado no sistema métrico decimal, o SI surgiu da necessidade de
uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.

Medidas de Comprimento

Existem várias medidas de comprimento, como por exemplo a jarda, a polegada


e o pé.

No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido


como o comprimento da distância percorrida pela luz no vácuo durante um
intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

Os múltiplos e submúltiplos do metro são: quilômetro (km), hectômetro (hm),


decâmetro (dam), decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm).

Medidas de Capacidade

A unidade de medida de capacidade mais utilizada é o litro (l). São ainda usadas
o galão, o barril, o quarto, entre outras.

Os múltiplos e submúltiplos do litro são: quilolitro (kl), hectolitro (hl), decalitro


(dal), decilitro (dl), centilitro (cl), mililitro (ml).

Medidas de Massa

No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg).


Um cilindro de platina e irídio é usado como o padrão universal do quilograma.
As unidades de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama (dag),
grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama (mg).

São ainda exemplos de medidas de massa a arroba, a libra, a onça e a tonelada.


Sendo 1 tonelada equivalente a 1000 kg.

Medidas de Volume

No SI a unidade de volume é o metro cúbico (m3). Os múltiplos e submúltiplos


do m3 são: quilômetro cúbico (km3), hectômetro cúbico (hm3), decâmetro cúbico
(dam3), decímetro cúbico (dm3), centímetro cúbico (cm3) e milímetro cúbico
(mm3).

Podemos transformar uma medida de capacidade em volume, pois os líquidos


assumem a forma do recipiente que os contém. Para isso usamos a seguinte
relação:

1 l = 1 dm3

Tabela de conversão de Medidas

O mesmo método pode ser utilizado para calcular várias grandezas.

Primeiro, vamos desenhar uma tabela e colocar no seu centro as unidades de


medidas bases das grandezas que queremos converter, por exemplo:

• Capacidade: litro (l)

• Comprimento: metro (m)

• Massa: grama (g)

• Volume: metro cúbico (m3)

Tudo o que estiver do lado direito da medida base são chamados submúltiplos.
Os prefixos deci, centi e mili correspondem respectivamente à décima,
centésima e milésima parte da unidade fundamental.

Do lado esquerdo estão os múltiplos. Os prefixos deca, hecto e quilo


correspondem respectivamente a dez, cem e mil vezes a unidade fundamental.
Medida
Múltiplos Submúltiplos
Base

quilo (k) hecto (h) deca (da) deci (d) centi (c) mili (m)

quilolitro hectolitro decalitro decilitro centilitro mililitro


litro (l)
(kl) (hl) (dal) (dl) (cl) (ml)

quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro


(km) (hm) (dam) (m) (dm) (cm) (ml)

quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama


(kg) (hg) (dag) (g) (dg) (cg) (mg)

quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro


cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
(km3) (hm3) (dam3) (m3) (dm3) (cm3) (mm3)

Exemplos

1) Quantos mililitros correspondem 35 litros?

Para fazer a transformação pedida, vamos escrever o número na tabela das


medidas de capacidade. Lembrando que a medida pode ser escrita como 35,0
litros . A virgula e o algarismo que está antes dela devem ficar na casa da unidade
de medida dada, que neste caso é o litro.

kl hl dal l dl cl ml

3 5, 0

Depois completamos as demais caixas com zeros até chegar na unidade pedida.
A vírgula ficará sempre atrás do algarismo que estiver na caixa da unidade
pedida, que neste caso é o ml.
kl hl dal l dl cl ml

3 5 0 0 0,

Assim 35 litros correspondem a 35000 ml.

2) Transforme 700 gramas em quilogramas.

Lembrando que podemos escrever 700,0 g. Colocamos a vírgula e o 0 antes dela


na unidade dada, neste caso g e os demais algarismos nas casas anteriores

kg hg dag g dg cg mg

7 0 0, 0

Depois completamos com zeros até chegar na casa da unidade pedida, que
neste caso é o quilograma. A vírgula passa então para atrás do algarismo que
está na casa do quilograma.

kg hg dag g dg cg mg

0, 7 0 0

Então 700 g corresponde a 0,7 kg.

3) Quantos metros cúbicos possui um paralelepípedo de 4500 centímetros


cúbicos ?

Nas transformações de volume (m3), iremos proceder da mesma maneira dos


exemplos anteriores. Contudo, devemos colocar 3 algarismos em cada casa.

Escrevemos a medida como 4500,0 cm3.

km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3

4 500, 0

Agora completamos com 3 algarismos cada casa até chegar a unidade pedida.
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3

000, 004 500

Encontramos que 4500 cm3 correspondem a 0,0045 m3.

E o Tempo?

A unidade de medida base do tempo no SI é o segundo (s). Atualmente o


segundo é definido como o tempo de duração de 9.192.631.770 vibrações da
radiação emitida pela transição eletrônica entre os níveis hiperfinos do estado
fundamental do átomo de césio 133.

Os múltiplos do segundo são o minuto, a hora e o dia. Essas medidas não são
decimais, por isso usa-se as seguintes relações:

1 minuto (min) = 60 segundos (s)


1 hora = 3 600 segundos (s)
60 minutos (min) = 1 hora (h)
24 horas (h) = 1 dia (d)

Os submúltiplos do segundo são:

Décimo de segundo = 0,1 s ou 1/10 s


Centésimo de segundo = 0,01 s ou 1/100 s
Milésimo de segundo = 0,001 s ou 1/1000 s
8. Sistema monetário brasileiro: problemas.

Sistema Monetário pode ser definido como sendo o conjunto de moedas em


circulação em um determinado país. O primeiro dinheiro do Brasil foi à moeda-
mercadoria, e durante muito tempo o comércio foi feito por meio da troca de
mercadorias, e isso continuou mesmo após a introdução da moeda de metal,
sendo assim o início do Sistema Monetário Nacional.

As primeiras moedas metálicas, por exemplo as de ouro, prata e cobre,


chegaram com o início da colonização portuguesa, e consequentemente a
unidade monetária de Portugal, o Real, foi usada no Brasil durante todo o período
colonial.

No século XX, o Brasil adotou nove sistemas monetários ou nove moedas


diferentes (em outras palavras os mil-réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzeiro,
cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real, e o real).

Unidades do Sistema Monetário Brasileiro


Como surgiram as moedas no sistema monetário

Por muito tempo, os objetos de metal foram mercadorias muito apreciadas, pois
como sua produção exigia, além do domínio das técnicas de fundição, o
conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado. Essa tarefa,
naturalmente, não estava ao alcance de todas as pessoas, portanto a
valorização, cada vez maior, destes instrumentos levou à sua utilização como
moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas
dimensões, que circulavam como dinheiro.

Surgem, então, no século VII a.C., as primeiras moedas com características das
atuais: são pequenas peças de metal, com peso e valor definidos e também com
a impressão do cunho oficial, em outras palavras a marca de quem as emitiu, e
lhes garante seu valor. A princípio, essas peças eram fabricadas por processos
manuais muito rudimentares e não eram exatamente iguais, por outro lado as de
hoje são peças absolutamente iguais umas às outras.

Moedas utilizadas no Brasil (Real)

As moedas utilizadas oficialmente no Brasil, e que acima de tudo compõem o


Sistema Monetário Brasileiro são:

É interessante notar que a moeda de 1 centavo (R$ 0,01) foi desativada em


2004.

Cédulas utilizadas no sistema monetário do Brasil (Real)

1ª Família do Real
2ª Família do Real

Por que mudar as notas do sistema monetário?

O Real está consolidado como uma moeda forte, e assim é utilizado cada vez
mais nas transações cotidianas assim como reserva de valor. Com o avanço das
tecnologias digitais nos últimos anos, é necessário dotar as nossas cédulas de
recursos gráficos e elementos anti-falsificação mais modernos, ou seja, capazes
de continuar garantindo a segurança do dinheiro brasileiro no futuro.
Glossário

Banco Central (BC ou Bacen) – Autoridade monetária do País responsável pela


execução da política financeira do governo, ela cuida ainda da emissão de
moedas, além de fiscalizar e controlar a atividade de todos os bancos no País.

Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – Órgão internacional que


visa ajudar países subdesenvolvidos e em desenvolvimento na América Latina.
A organização foi criada em 1959 e está sediada em Washington, nos Estados
Unidos.

Banco Mundial – Nome pelo qual o Banco Internacional de Reconstrução e


Desenvolvimento (BIRD) é conhecido. É um órgão internacional ligado a ONU,
para esclarecer, essa instituição foi criada para ajudar países subdesenvolvidos
e em desenvolvimento.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)


– Empresa pública federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, e
também a Indústria e ao Comércio Exterior. Tem como objetivo financiar
empreendimentos para o desenvolvimento do Brasil.
Casa da Moeda do Brasil (CMB) – é uma empresa pública vinculada ao
Ministério da Fazenda. Fundada em 8 de março de 1694, sendo assim acumula
mais de 300 anos de existência. Foi criada no Brasil Colônia pelos governantes
portugueses para fabricar moedas com o ouro proveniente das minerações. Na
época, a extração de ouro era muito expressiva no Brasil e o crescimento do
comércio começava a causar um caos monetário devido à falta de um
suprimento local de moedas. A Casa da Moeda possui, atualmente, três fábricas,
sendo elas uma de cédulas, outra de moedas e mais uma gráfica geral.
Resolução

Como a cada 1 min é gasto R$ 1,50, e o pai dele gastou 8 min, portanto temos:
1,50.8= 12,00. Como o pai só tem moedas de 0,50 centavos, logo: 12,00:0,5 =
24 moedas. Resposta: D.
Resposta: D

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