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Teste

O documento é um teste de avaliação que aborda temas relacionados à oralidade e à felicidade, incluindo excertos de textos narrativos e poéticos. Os alunos devem responder a questões sobre a interpretação dos textos, refletindo sobre a natureza da felicidade e a expressão de sentimentos. A avaliação inclui exercícios de identificação de afirmações verdadeiras, completamento de frases e análise de recursos expressivos.
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O documento é um teste de avaliação que aborda temas relacionados à oralidade e à felicidade, incluindo excertos de textos narrativos e poéticos. Os alunos devem responder a questões sobre a interpretação dos textos, refletindo sobre a natureza da felicidade e a expressão de sentimentos. A avaliação inclui exercícios de identificação de afirmações verdadeiras, completamento de frases e análise de recursos expressivos.
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Teste de avaliação

Oralidade
modelo de de
Ficha/Questão prova
aula 1 final 1
5
Nome Ano Turma N.o

Avaliação E. Educação Professor


Texto narrativo

Para responderes aos itens deste grupo, vais


ouvir um excerto do programa da TSF, Pensa-
mento cruzado, «A felicidade não está no que
acontece, mas…», sobre o escritor Vergílio Fer-
reira e as suas reflexões sobre a felicidade.

Disponível para audição em

Texto A

1. Assinala com X três afirmações verdadeiras, de acordo com a primeira intervenção.

(A) A felicidade é objetiva e pode ser medida.


(B) A forma como acolhemos o que vem do exterior pode ser um motivo de felicidade.
(C) Confunde-se frequentemente a felicidade com o ter as coisas com facilidade.
(D) A felicidade nada tem a ver com a forma como integramos o que nos rodeia.
(E) O nosso bem-estar pode refletir-se nos outros.

2. Assinala com X, nos itens 2.1 a 2.3, a opção que completa cada frase, de acordo com as ideias
transmitidas no texto.
2.1 A forma como sentimos a felicidade
(A) é difícil de concretizar.
(B) pode ser condicionada pelo nosso temperamento.
(C) é totalmente condicionada pelas coisas que, circunstancialmente, nos acontecem.
2.2 A forma como vemos as coisas
(A) é pouco flexível.
(B) pode ser influenciada por terceiros.
(C) pode estar dependente de uma escolha nossa.
2.3 Aquilo que vai acontecendo no presente deve ser encarado com
(A) otimismo.
(B) pessimismo.
(C) resignação.

Editável e fotocopiável © Texto | Mensagens 9.o ano 259


Lê o texto B. Se necessário, consulta as notas.
Texto B

A alegria também se aprende


José Tolentino Mendonça
A tradição ocidental não deixa margens para
dúvidas na ligação que faz entre sabedoria e
pessimismo. Mais facilmente o taciturno1 passa
por sábio do que o homem alegre. E um espírito
5 torturado e reticente arranca maior adesão do
que todos os que se esforçam por manter ativa a
alegria. Há, de facto, um erro comum que leva
a considerar a jovialidade2 como característica
espontânea de caráter, que nada deve à matu-
10 ração3. Contudo, o que realmente experimen-
tamos é o avesso disso, já que o pessimismo é,
não poucas vezes, a resposta mais fácil à pres-
são do tempo.
Certamente que o pessimismo desempenha se possa traduzir também dessa maneira. A
15 uma função purgatória face às nossas derivas, alegria é, fundamentalmente, uma expressão
mas um mundo gerido por pessimistas talvez 45 profunda do ser: em bondade, em verdade, em
não nos levasse a levantar a âncora do porto. beleza. E constitui uma expansão de si pessoa-
Fala-se pouco da alegria, e entre tudo aquilo líssima. Não há duas alegrias iguais, como não
que assumimos como dever, como quotidiana há dois prantos iguais. A alegria é singular.
20 tarefa, raramente a alegria está. O dever Por um lado, tem uma expressão física, mas
da alegria não nos é recordado tanto quanto 50 sem deixar de conservar uma natureza emi-
devia. Por paradoxal4 que possa parecer, até nentemente espiritual.
a cultura do entretenimento aborda a alegria A alegria, se quisermos, é uma grafia do espí-
com enorme parcimónia5, reconhecendo que rito que nos abeira do milagre e que se traduz
25 verdadeiramente não é ela o seu objeto. A ale- tanto pela quietude como pelo riso, tanto pelo
gria tornou-se um tópico mais ou menos mar- 55 silêncio como pelo canto, tanto pela presença
ginal6, deixado ao sabor das circunstâncias, a si mesmo como pelo entusiasmo partilhado.
dos acasos e dos feitios. Mas a alegria também Um elemento que caracteriza a alegria é o
se aprende. facto de ela não nos pertencer. Ela atravessa-
30 Definimo-nos como Homo faber, o artesão, -nos simplesmente e irrompe quando aceita-
o fabricante, aquele que se realiza na ação. E 60 mos construir a existência como prática de
esquecemo-nos de que esta fica incompleta se hospitalidade. Se insonorizarmos7 o nosso es-
é mero ativismo, puro fazer. Bem-aventurados paço vital, se impermeabilizarmos a atenção,
aqueles que vivem uma história e a podem con- a alegria não nos visita. Dias sem alegria são
35 tar. Bem-aventurados os que cultivam flores, aqueles completamente sem memória. Chega-
mas param também diante delas, disponíveis 65 mos ao fim e não lembramos um único gesto,
e extasiados. O pior que pode acontecer é in- uma única frase, não temos nada para contar.
vestir numa vida altamente produtiva, mas que Para aceder à alegria, porém, a vida tem de
perdeu a capacidade de espanto, a possibilidade ganhar porosidade8. Mesmo que o seu preço
40 da delícia. inclua a dor. Frequentemente, um sofrimento
A alegria não se reduz a uma forma de bem- 70 deve escavar primeiro em nós a profundidade
-estar ou a um conforto emocional, embora que depois a alegria irá encher.

In [Link] (consultado em janeiro de 2023; texto adaptado).

1. taciturno: calado, reservado; 2. jovialidade: alegria; 3. maturação: amadurecimento; 4. paradoxal: contraditório.


5. parcimónia: moderação, comedimento; 6. marginal: secundário, acessório; 7. insonorizarmos: impedirmos a propagação
dos sons; 8. porosidade: permeabilidade.

260 Editável e fotocopiável © Texto | Mensagens 9.o ano


3. Numera as frases de 1 a 6, de acordo com a ordem pela qual as informações surgem no texto.
(A) Na sociedade atual, a alegria é um assunto cada vez mais relegado para segundo plano.
(B) A alegria apenas se manifesta se o permitirmos, pois não é algo que nos pertença.
(C) O acesso à alegria pode implicar sofrimento.
(D) A alegria é única, podendo traduzir-se de várias formas.
(E) Esquecemo-nos, frequentemente, de que nos devemos realizar no que fazemos.
(F) A sabedoria é mais facilmente atribuída às pessoas reservadas do que às pessoas alegres.

4. Assinala com X, nos itens 4.1 a 4.3, a opção que completa cada frase, de acordo com o texto.
4.1 Em «Há, de facto, um erro comum que leva a considerar a jovialidade como característica
espontânea de caráter, que nada deve à maturação.» (linhas 7-10), o autor pretende mostrar que
(A) é necessário chegar à maturidade para sermos alegres.
(B) a alegria é uma característica natural do ser humano.
(C) é comum ser-se alegre apenas durante a juventude.
(D) a alegria não é exclusiva dos jovens, pode aprender-se com a maturidade.
4.2 Em «[…] um mundo gerido por pessimistas talvez não nos levasse a levantar a âncora do porto.»
(linhas 16-17), no que diz respeito ao valor modal, encontramos um exemplo de
(A) modalidade epistémica com valor de certeza.
(B) modalidade epistémica com valor de probabilidade.
(C) modalidade deôntica com valor de permissão.
(D) modalidade apreciativa.
4.3 Ao dizer-se que a alegria é «uma grafia do espírito» (linhas 52-53), utiliza-se uma
(A) metáfora.
(B) antítese.
(C) hipérbole.
(D) apóstrofe.

Editável e fotocopiável © Texto | Mensagens 9.o ano 261


Lê o Texto C.

Texto C
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
5 se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
10 – eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.

Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros


ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
15 em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
– E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
20 Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
– não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.

Durante a primavera inteira aprendo


25 os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstrato
correr do espaço –
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
30 um girassol, uma pedra, uma ave – qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
35 o amor,

que te procuram.

Herberto Helder, excerto do poema «Tríptico»,


in Poesia toda, Assírio & Alvim, 1990, pp. 14-15.

5. Relê a primeira estrofe do excerto do poema apresentado.


5.1 Identifica a dificuldade manifestada pelo sujeito poético.
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262 Editável e fotocopiável © Texto | Mensagens 9.o ano


5.2 Transcreve um exemplo de sensação visual e um exemplo de sensação auditiva.
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5.3 Identifica o recurso expressivo que se destaca nos versos «– eu não sei como dizer-te que cem
ideias, / dentro de mim, te procuram.» (vv. 10-11), justificando a sua utilização.
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6. Atenta na segunda estrofe.


Assinala com X, nos itens 6.1 a 6.3, a opção que completa cada frase, de acordo com o texto.
6.1 Relativamente ao «tu» a quem se dirige, o sujeito poético manifesta
(A) deslumbramento e amor. (C) indiferença e carinho.
(B) tristeza e paixão. (D) apatia e angústia.

6.2 Em «o coração é uma semente inventada» (verso 14) e «tu arrebatas os caminhos da minha solidão
/ como se toda a cara ardesse pousada na noite.» (versos 16-17), para destacar a intensidade dos
seus sentimentos, o sujeito poético, recorre, respetivamente,
(A) à anáfora e à comparação. (C) à personificação e à antítese.
(B) à metáfora e ao eufemismo. (D) à metáfora e à comparação.

6.3 Nos versos «– não sei como dizer-te que a pureza, dentro de mim, te procura.» (versos 22-23), as
palavras sublinhadas são, respetivamente,
(A) uma conjunção subordinativa completiva e um pronome possessivo.
(B) uma conjunção subordinativa completiva e um pronome pessoal.
(C) um pronome relativo e um pronome pessoal.
(D) um pronome relativo e um pronome possessivo.

7. O sujeito poético expressará os seus sentimentos a quem ama.


7.1 Reescreve a frase apresentada, substituindo o constituinte com a função de complemento indireto
pela forma adequada do pronome pessoal.
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7.2 Reescreve, agora, a frase apresentada anteriormente, utilizando o condicional composto.
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Editável e fotocopiável © Texto | Mensagens 9.o ano 263


8. Relê a terceira estrofe.
8.1 Transcreve o verso que mostra claramente que o sujeito poético não consegue comunicar com o
«tu» a quem se dirige.
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8.2 Faz o levantamento de cinco palavras relacionadas com a «Natureza».
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9. A palavra «mãe» (verso 34) provém do étimo latino MATER, tal como a palavra «madre».
Tendo em conta esta afirmação, assinala com X as opções corretas.
(A) As palavras «mãe» e «madre» são convergentes.
(B) As palavras «mãe» e «madre» são divergentes.
(C) A palavra «mãe» chegou-nos por via erudita.
(D) A palavra «madre» chegou-nos por via erudita.
(E) Ambas as palavras nos chegaram por via popular.

Lê o Texto D, um excerto do Canto III de Os Lusíadas, de Luís de Camões.


Texto D
120 «Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a Fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.
Luís de Camões, Os Lusíadas,
edição de A.J. de Costa Pimpão,
5.a ed., Lisboa, MNE-IC, 2003, p. 129.

10. Escreve um texto breve em que:


– descrevas o estado de espírito da personagem mencionada;
– expliques o sentido dos versos «Aos montes insinando e às ervinhas / O nome que no peito escrito
tinhas.» (est. 120, vv. 7-8), evidenciando o papel da Natureza;
– estabeleças uma relação de semelhança com a terceira estrofe do Texto C.
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264 Editável e fotocopiável © Texto | Mensagens 9.o ano


11. Diz-se, frequentemente, que o segredo da felicidade é saber encontrar a alegria na alegria dos outros.
Escreve um texto narrativo que possa ilustrar a ideia apresentada.
O teu texto, com um mínimo de 160 e um máximo de 260 palavras, deve incluir:
– um narrador que participa na história;
– a descrição psicológica de uma personagem;
– pelo menos, um momento de diálogo;
– exemplos de sensações auditivas, olfativas e tácteis;
– um título adequado.
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Observações:
1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em bran-
co, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta
como uma única palavra, independentemente do número de algarismos que o constituam (exemplo: /2023/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados, há que atender ao seguinte:
– um desvio dos limites de extensão implica uma desvalorização parcial de até dois pontos;
– um texto com extensão inferior a 55 palavras é classificado com 0 (zero) pontos.

COTAÇÕES
Item
Textos
Cotação (em pontos)
1. 2.1 2.2 2.3
Texto A 16
4 4 4 4
3. 4.1 4.2 4.3
Texto B 16
4 4 4 4
5.1 5.2 5.3 6.1 6.2 6.3 7.1 7.2 8.1 8.2 9
Texto C 44
4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
10. 4
Texto D
11. 20
TOTAL 100

Editável e fotocopiável © Texto | Mensagens 9.o ano 265

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