Jordão Manença Sabe Vinho
Madisse Loborino Supião
Madana Celso Varque
Michael Alberto Gambulene
Remígio Ramguisse André
Vicente Luís Domingos
20 Grupo
Tendências em Educação Matemática
Licenciatura em Ensino de Matemática com Habilitações em Estatística
Universidade Púnguè
Chimoio
2021
Jordão Manença Sabe Vinho
Madisse Loborino Supião
Madana Celso Varque
Michael Alberto Gambulene
Remígio Ramguisse André
Vicente Luís Domingos
Licenciatura em Ensino de Matemática com Habilitações em Estatística
Trabalho de pesquisa a ser apresentada ao
departamento de Ciências Exactas e Tecnológica, no
Curso de Licenciatura em Ensino de Matemática na
Cadeira de Estudo Contemporânea, como
componente de avaliação, sob orientação de Docente.
Prof dr: Vladimir Raiva.
Universidade Púnguè
Chimoio
2021
Índice
1. Introdução.................................................................................................................................3
1.1. Objectivos.................................................................................................................................3
1.1.1. Objectivo Geral:................................................................................................................3
1.1.2. Objectivo Especifico:....................................................................................................3
1.2. Metodologia..............................................................................................................................3
2. Breve histórico sobre Educação Matemática...............................................................................4
2.1. Educação Matemática...............................................................................................................4
2.3. Tendências da Educação Matemática.......................................................................................4
2.3.1. As tendências apresentadas são:............................................................................................5
2.3.2. Tendências atuais da educação matemática...........................................................................6
3. Conclusão....................................................................................................................................9
4. Referências Bibliográficas.........................................................................................................10
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1. Introdução
O presente trabalho resulta da pesquisa feita com alguns manuais com seguinte conteúdo:
tendências da Educação Matemática. Para tratar das tendências da educação matemática,
podemos partir do significado da palavra tendência, vocábulo tendência significa:
Inclinação, propensão, quando falamos em Tendências da Educação Matemática, estamos
tratando de formas de trabalho que sinalizam mudanças no contexto da Educação Matemática.
A pesquisa na Educação Matemática ao longo de sua história apontou caminhos que podem ser
seguidos quando se pretende alcançar mudanças efectivas no processo ensino aprendizagem.
Estes caminhos passam a se consolidar como uma tendência, a partir do momento em que sua
prática produz resultados positivos em sala de aula.
1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo Geral:
Estudar as diversas tendências em Educação Matemática
1.1.2. Objectivo Especifico:
Descrever as tendências da Educação Matemática;
Analisar criticamente as tendências atuais da educação matemática.
1.2. Metodologia
Para a materialização deste trabalho recorreu-se a revisão bibliográfica como fonte.
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2. Breve histórico sobre Educação Matemática
A Educação Matemática surgiu no século XIX, em consequência dos primeiros questionamentos
sobre o ensino de Matemática. Os matemáticos da época preocupavam-se em como tornar os
conhecimentos mais acessíveis aos alunos e buscavam uma renovação no ensino de Matemática.
A partir da década de 1980, a Educação Matemática foi cada vez mais ampliando seu espaço no
cenário educacional. Actualmente é uma área de pesquisa filiada a área da Educação. Possui um
discurso autónomo, com intersecção na Educação e na Matemática.
É na busca por mudanças no ensino da Matemática que surgem práticas inovadoras e que se
destacam como tendências em Educação Matemática. A pesquisa na Educação Matemática ao
longo de sua história apontou caminhos que podem ser seguidos quando se pretende alcançar
mudanças efetivas no processo ensino aprendizagem. Estes caminhos passam a se consolidar
como uma tendência, a partir do momento em que sua prática produz resultados positivos em sala
de aula.
2.1. Educação Matemática
A Educação Matemática pode ser caracterizada como uma área de atuação que busca, a partir de
referenciais teóricos consolidados, soluções e alternativas que inovem o ensino de Matemática.
Educação matemática como área autónoma de conhecimento com objeto de estudo e pesquisa
interdisciplinar. (SOUZA et al., 1991).
De acordo com Carvalho, A Educação Matemática é uma actividade essencialmente pluri e
interdisciplinar. Constitui um grande arco, onde há lugar para pesquisas e trabalhos dos mais
diferentes tipos.
Para Bicudo a Educação Matemática possui um campo de investigação e de ação muito amplo.
Os pesquisadores devem sempre analisar criticamente suas ações com o intuito de perceber no
que elas contribuem com a Educação Matemática do cidadão.
2.3. Tendências da Educação Matemática
Os pesquisadores da educação matemática mostram diferentes abordagens quando tratam das
tendências da Educação Matemática. Para entender a evolução histórica, é necessário conhecer o
trabalho de Fiorentini, que apresenta uma categorização a partir da análise histórica do ensino da
Matemática ao longo dos anos. O autor definiu aspectos para diferenciar cada uma das tendências
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como, por exemplo, a concepção de ensino, aprendizagem e de Matemática, as finalidades e os
valores atribuídos ao ensino de Matemática e a relação professor-aluno.
2.3.1. As tendências apresentadas são:
Tendência empírico-ativista.
Na década de 1930, com o nascimento da Escola Nova, a Matemática é ensinada pelos seus
valores utilitários, suas relações com as outras ciências e suas aplicações para resolver problemas
do dia-a-dia. Utilizam-se actividades experimentais, a resolução de problemas e o método
científico acreditando-se que o aluno aprende fazendo.
Tendência formalista-moderna
Nas décadas de 1960 e 1970 o ensino de Matemática foi influenciado por um movimento de
renovação conhecido como Matemática Moderna, com ênfase no uso da linguagem, no rigor e
nas justificativas. O ensino era centrado no professor e distanciava-se das aplicações práticas.
Tendência tecnicista
Nos anos setenta surge essa tendência, na qual os conteúdos são apresentados como uma
instrução programada. Os recursos e as técnicas de ensino passam a ser o centro do processo
ensino-aprendizagem. Os alunos e o professor passam a meros executores de um processo
desenvolvido por especialistas.
Tendência construtivista
O construtivismo é a base dessa tendência, que considera o conhecimento matemático resultante
da ação interativa-reflexiva do indivíduo com o meio ambiente. Destaca-se o aprender a aprender
e o desenvolvimento do pensamento lógico-formal.
Tendência histórico-crítica
Trata de uma aprendizagem significativa, que acontece quando o aluno consegue atribuir sentido
e significado às ideias matemáticas e sobre elas é capaz de pensar, estabelecer relações, justificar,
analisar, discutir e criar.
Tendência sócioetnocultural
Traz uma visão antropológica, social e política da Matemática e da Educação Matemática. Parte-
se de problemas da realidade, inseridos em diversos grupos culturais, que gerarão temas de
trabalho na sala de aula.
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2.3.2. Tendências atuais da educação matemática
Educação matemática crítica
A educação matemática crítica surge na década de 1980 como um movimento que promove
debates acerca do tema poder. Ao levar em consideração os aspectos políticos da educação
matemática praticada, busca respostas para perguntas tais como:
Para quem a Educação Matemática deve estar voltada?
A quem interessa?
Quando se tenta responder perguntas deste tipo, levantam-se debates sobre questões de
preconceito, democracia, interesses políticos etc.
Ao trabalhar com a matemática crítica é possível mostrar ao aluno uma outra faceta do papel da
Matemática na sociedade, tornando-a uma ferramenta importante na busca de uma sociedade
mais justa.
Etnomatemática
O termo etnomatemática foi criado com o objetivo de descrever as práticas matemáticas de
grupos culturais, a partir da análise das relações entre conhecimento matemático e contexto
cultural.
A etnomatemática leva em consideração que cada grupo cultural possui identidade própria ao
pensar e agir e, portanto, possui um modo próprio de desenvolver o conhecimento matemático.
Informática e Educação Matemática
Vários aspectos desta tendência já foram discutidos na disciplina Informática e Ensino de
Matemática. Considera-se que o uso de computadores e calculadoras pode levar às escolas os
anseios de uma nova geração, já acostumada com estas tecnologias.
Com a presença do computador, a aula ganha um novo cenário que reflete diretamente na relação
professor-aluno. O computador pode funcionar como uma ponte de ligação entre o que acontece
na sala de aula e o que está fora da escola.
Escrita na Matemática
Escrever sobre Matemática pode parecer estranho, principalmente para alunos e professores
acostumados com o paradigma: quem gosta de Matemática não precisa saber escrever. Em uma
sociedade dita do conhecimento, paradigmas como este já não deveriam mais existir, tendo em
vista que se busca a formação de um indivíduo integral e mais generalista.
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Assim, trabalhar com a tendência escrita sobre Matemática gera um processo de reflexão a
respeito da compreensão individual sobre o conteúdo abordado.
Modelagem Matemática
A modelagem é a arte de expressar, por intermédio da linguagem matemática, situações-
problema reais. É uma nova forma de encarar a Matemática e consiste na arte de transformar
problemas da realidade em problemas matemáticos e resolvê-los interpretando suas soluções na
linguagem do mundo real.
Literatura e Matemática
A integração entre a Matemática e a Literatura vem sendo discutida no meio educacional e
fundamenta-se no interesse em desenvolver práticas pedagógicas interdisciplinares.
Acreditamos que a união de áreas do saber pode tornar mais atrativo e interessante o estudo, bem
como mais eficiente o processo de ensino-aprendizagem. Surge como uma tendência e um
repensar da Educação Matemática e vem sendo praticada principalmente na educação infantil e
no ensino fundamental.
Resolução de Problemas
Resolver problemas é uma das atividades mais destacadas na Matemática. Popularmente
costumam dizer que fazer Matemática é resolver problemas.
No entanto, sabemos que resolver problemas nem sempre é uma tarefa fácil para os alunos.
A utilização de problemas como critério de aprendizagem é encontrada, em geral, nos livros ou
textos didáticos. Nesse caso, é necessário partir do simples para ter acesso ao complexo, e os
problemas complexos são visualizados como um conjunto de partes simples. Ao considerar o
problema como um recurso de aprendizagem, é necessário seleccionar uma série de problemas
para que o aluno construa seus conhecimentos a partir da interação com o professor e com os
outros alunos.
Na prática, os professores estabelecem estratégias que envolvem mais de um método.
Independente do método escolhido é importante que o professor tenha em mente que só há
problema se o aluno percebe uma dificuldade, um obstáculo que pode ser superado.
História da Matemática
Ao analisarmos a evolução do conhecimento matemático, desde seus primórdios até os nossos
dias, podemos constatar a importância do contexto histórico na compreensão de alguns fatos
atuais.
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Hoje é muito evidente no contexto educacional que a universalidade, a objetividade, a
verificabilidade, a clareza e precisão das linguagens usadas na Matemática não garantem o
relacionamento entre a sociedade e a Matemática. A abstração e a análise de algumas estruturas
matemáticas geram preocupações didácticas e impulsionam para um caminho de busca de novas
alternativas, novastécnicas e novas metodologias.
O entendimento da evolução do conhecimento matemático permite aos educadores produzir
estratégias para facilitar a construção do conhecimento dos alunos. O contexto histórico é,
portanto, uma fonte de inspiração.
Compreensão de textos
Não são usuais, no contexto das aulas de Matemática, adiscussão e a reflexão sobre a
compreensão de textos. Em regra, os professores observam que seus alunos têm dificuldades para
compreender um texto com conteúdos de Matemática ou textos de problemas, entretanto, nada
fazem para superá-las, pois desconhecem as estratégias adequadas.
Jogos e Recreações
Na disciplina Criatividade e Jogos Didácticos discutiu-se que atualmente os jogos e recreações
são apresentados como estratégias para o desenvolvimento de ambientes de aprendizagem que
propiciem a criatividade, não só para crianças, mas também para adolescentes e adultos.
O uso de jogos e recreações em classe pode ser discutido a partir de vários referenciais teóricos e
as evidências parecem justificar a importância e a validade nas propostas de ensino da
Matemática.
3. Conclusão
Todos os fatos e dados inerentes a Educação Matemática representados neste trabalho, com
certeza, podem concluir que dizer a educação matemática é uma área de estudos e pesquisas que
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possui sólidas bases na Educação e na Matemática, mas que também está contextualizada em
ambientes interdisciplinares. Por este motivo, caracteriza-se como um campo de pesquisa amplo,
que busca a melhoria do processo ensino-aprendizagem de Matemática.
Para Lopes e Borba uma tendência é uma forma de trabalho que surgiu a partir da busca de
soluções para os problemas da Educação Matemática. A partir do momento que é usada por
muitos professores ou, mesmo que pouco utilizada, resulte em experiências bem-sucedidas,
estamos diante de uma verdadeira tendência. Colocam, ainda, que a Educação Matemática crítica,
a etnomatemática, a modelagem matemática, o uso de computadores e a escrita na Matemática
são verdadeiras tendências.
Assim, podemos perceber que, apesar de citarem diferentes formas de trabalho ou linhas de
pesquisa, os autores concordam que a utilização de uma tendência no processo ensino-
aprendizagem da Matemática pode contribuir para que professores e alunos vivenciem diferentes
formas de ensinar e aprender Matemática.
4. Referências Bibliográficas
SOUZA, Antonio Carlos et al. Diretrizes para a Licenciatura em Matemática. Bolema, Rio
Claro, n. 7, p. 90-99, 1991;
10
CARVALHO, João Pitombeira de. Avaliação e perspectiva na área de ensino de matemática
no Brasil. Em Aberto, Brasília, n. 62, p. 74-88, abr./jun. 1994. p. 81;
BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Ensino de matemática e educação matemática: algumas
considerações sobre seus significados. Bolema, Rio Claro, n. 13, p. 1-11, 1999.
CARVALHO, João Pitombeira de. Avaliação e perspectiva na área de ensino de matemática
no Brasil. Em Aberto, Brasília, n. 62, p. 74-88, abr./jun. 1994.
BICUDO, Maria Aparecida Viggiani; VIANA, Claudia Coelho de Segadas; PENTEADO,
Miriam Godoy. Considerações sobre o Programa de Pós-Graduação em Educação
Matemática da Universidade Estadual Paulista (UNESP, Rio Claro).Bolema, Rio Claro, n.
15, p. 104-137, 2001.
LOPES, Anemari Roesler Luersen Vieira; BORBA, Marcelo de Carvalho. Tendências em
educação matemática. Revista Roteiro, Chapecó, n. 32, p. 49-61, jul./dez. 1994.
FIORENTINI, Dario. Alguns modos de ver e conceber o ensino da matemática no Brasil.
Zetetiké, Campinas, n. 4, p. 1-37, nov. 1995.