Metodo Aba e Metodo Tecch
Metodo Aba e Metodo Tecch
TECCH
Caro(a) aluno(a),
Dispensem tempo específico para a leitura deste material, produzido com muita
dedicação pelos Doutores, Mestres e Especialistas que compõem a equipe docente
da Faculdade Anísio Teixeira (FAT).
Leia com atenção os conteúdos aqui abordados, pois eles nortearão o princípio de
suas ideias, que se iniciam com um intenso processo de reflexão, análise e síntese
dos saberes.
Atenciosamente,
Setor Pedagógico
Caro (a) aluno(a),
Atenciosamente,
Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP)
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Sumário
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INTERVENÇÕES EDUCACIONAIS E COMPORTAMENTAIS
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Níveis de gravidade para Transtorno do Espectro Autista
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Tripé do Espectro Autístico
Stelzer (2010, p. 7) explica que: O termo tem origem no grego: “autos” que significa “próprio”
(ZAFEIRIOU et al., 2007). Clemens Benda (apud BENDER, 1959) destaca que o termo “idiotia”, de
origem grega tem o mesmo significado de “autismo”, de origem latina, descrevendo uma pessoa que vive
em seu próprio mundo, uma pessoa fechada ou reclusa.
Anteriormente, o autismo estava ligado a fatores psicológicos e que os pais eram responsáveis por
esse quadro clínico. Na época afirmava que o autismo era causado devido o comportamento frio e
obsessivo dos pais em relação aos filhos. No entanto, essa hipótese foi afastada pela literatura médica e,
atualmente, o autismo é considerado como uma desordem neurológica. Dessa forma, mesmo não
existindo uma explicação completa, apenas evidências incontestáveis, o autismo é considerado um
distúrbio de desenvolvimento, causado por condições genéticas e ambientais, que na verdade não é uma
condição só, ou seja, a neurobiologia do autismo não está relacionada a um problema psicológico, mas
sim biológico.
Em entrevista realizada o Neuropediatra Salomão Schwartzman (2010) afirma que essas
condições são bastante comuns e ao contrário do que se imagina estão presentes em vários locais,
exemplificando a escola, o ambiente de trabalho etc. Tendo em vista o leque de gravidade de conjunto de
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autismo, pela enorme variedade que ele tem, se você entrar numa sala cheia de pessoas portadores da
síndrome do autista, ficará surpreso com a variedade de características que eles apresentam, muitas em
diversos graus.
Nesse sentido, Wing e Gould (1979) explicam que o comprometimento é de diferente intensidade
para cada pessoa, ou seja, um indivíduo pode ter comprometimento mais intenso de sociabilidade do que
comunicação. No entanto, é necessário que exista o comprometimento nos três pés do tripé descrito por
Wing e Gould (1979).
Segundo Gauderer (1997) apud SANTOS (2015, p.13) define o autismo: Como sendo uma
inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave, durante toda a vida. Atribui ao
aparecimento do autismo aos três primeiros anos de vida, sendo uma enfermidade encontrada em todo
mundo e em famílias de toda configuração racial, étnica e social.
Assim, as características primordiais do autismo são o prejuízo na comunicação, prejuízo na
interação social e comportamentos repetitivos, sem muitos significados, que muitos parecem ficar
realizando sem uma finalidade muito clara. Exemplificando, pessoas com autismo têm atração por
movimentos circulares, podem passar hora fascinada com o giro de um catavento ou de um ventilador.
Assim, pode-se afirmar que o autista é um indivíduo metódico, o “mundo” do autista é aquele que não se
modifica, qualquer variação do seu “mundo” lhe traz ao extremo desconforto. Frequentemente são
intolerantes a determinados sons, é uma reação desproporcional.
O indivíduo com transtorno de desenvolvimento autista apresenta uma enorme dificuldade de
interação social. Para ele o olhar dos outros, os sons, os movimentos e o “falatório” provocam um “curto
circuito” que às vezes deixam inseguros e desorientados.
No autismo existe uma dificuldade grande de perceber sutileza e linguagem, de decifrar gestos,
movimentos e intenções nas expressões faciais das outras pessoas. Eles levam tudo ao pé da letra.
Talvez, uma característica mais integrante do autista, nos mais variados aspectos, seja a questão
do olhar, para demonstrar o afeto usam-se vários canais, exemplificando toque físico, tato visual, no
entanto, o autista não tem essas habilidades, não gosta do contato, seja físico ou visual, o que lhe causa
enorme desconforto.
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(Classificação Internacional de Doenças) e DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos
Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria).
As primeiras classificações do autismo foram psicose e esquizofrenia. A oitava revisão do CID
incluía o autismo como esquizofrenia, sendo unificada a categoria de psicose infantil na nona revisão.
Atualmente, o CID está na sua décima edição (CID – 10), incluindo o autismo como Transtornos Globais
do Desenvolvimento, havendo concordância com os DSM III e o DSM III-R.,no entanto, o DSM-IV
incluía o autismo como Transtorno integrante ao agrupamento de Transtorno Invasivos do
Desenvolvimento (BOSA e COL, 2002). Bosa e Col. (2002 apud SANTOS, 2015, p. 15) afirmam que o
Autismo hoje é visto como nos mostra dentro das classificações atuais, como comprometimento de três
áreas principais: Alterações qualitativas das interações sociais recíprocas, modalidades de comunicação,
interesses e atividades restritos, estereotipados e repetitivos.
O autismo é caracterizado pelos desvios qualitativos de comprometimento dos três grupos do
tripé, tais como interação, comunicação e uso imaginário, estando presente desde os primeiros anos de
vida das crianças. Nesse sentido, Melo (2004 apud SANTOS, 2015, p. 15) explica que estas alterações
surgem “[...] tipicamente antes dos três anos de idade”.
Como mencionado, o comprometimento é de diferente intensidade para cada grupo, ou seja, um
indivíduo pode ter comprometimento mais interno de interação do que comunicação. No entanto, é
necessário que exista o comprometimento nos três pés do tripé descrito por Wing e Gould (1979).
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO
Tendo em vista que o autismo é definido por um conjunto de comportamento que variam em grau
e gravidade, não existe um exame complementar capaz de afirmar o diagnóstico do autismo, apenas dados
clínicos, levando em consideração histórias e observação do comportamento. Os exames disponíveis
apenas permitem detectar doenças associadas ao autismo.
Inicialmente, o diagnóstico parte da observação direta de comportamento feita pelos pais e
família, encaminhando a criança a um especialista.
Segundo AMA (2015) devido os sintomas estarem presentes antes dos 3 anos de idade,
dependendo da gravidade do comprometimento, torna possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses
de idade.
O diagnóstico precoce do autismo torna-se importante para que haja um direcionamento do
mesmo ao tratamento mais adequado as suas necessidades, fazendo toda a diferença.
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Para SANTOS (2015, p. 39) “[...] temos que pensar que o diagnóstico de autista está
extremamente vinculado com o rótulo de incomunicabilidade, restringindo esse autista ao contato com o
mundo, uma vez que esse não faz uso da linguagem verbal”.
Atualmente, existem inúmeras técnicas e terapias para estimular o desenvolvimento da área
afetada, as quais serão utilizadas durante toda a sua vida. Para tanto, faz-se necessário um diagnóstico
correto para que o tratamento comece na fase inicial do transtorno.
MÉTODOS DE TRATAMENTO
A manifestação do autismo exige tantos cuidados que os familiares chegam ao desespero, todos
passam a viver em função da criança, e em tempo integral. Família nenhuma está preparada para enfrentar
essa realidade sem receber orientação especializada.
Cuidar de uma criança com autismo pode ser uma carga imensa, em certos casos o transtorno
impõe certas limitações que um simples passeio no parque torna–se impraticável, ou seja, o dia a dia
acaba ficando muito difícil. Os pais chegam a tomar atitudes super protetoras, sem querer se aprofundar
no espectro e, consequentemente, não aprende a forma correta de lidar com o indivíduo autista.
As alterações neurológicas do autismo são mal conhecidas e ainda não existe cura para este
transtorno, contudo, existem inúmeras terapias que promete resultados, algumas sem comprovação
científica.
Uma vez que o espectro do autismo vai daquele que nem consegue falar aos dotados de
habilidades geniais, é necessário criar um sistema de comunicação em que participe especialistas de
diversas áreas, tais como: psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional, além de
psiquiatria e neuropediatra; familiarizados com o problema.
A intervenção multidisciplinar se destaca por possibilitar, significativamente, a melhora na
qualidade de vida do autista, respeitando o nível de desenvolvimento e particularidades de cada criança.
Este tratamento consiste na orientação da família e no desenvolvimento da linguagem e comunicação da
criança autista.
Desta forma, as bases do tratamento envolvem técnicas de mudança de comportamento,
programas de trabalho e terapias de linguagem/comunicação (GADIA, TCHMAN; ROTTA, 2004).
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ANÁLISE COMPORTAMENTAL APLICADA - ABA (APPLIED BEHAVIOR
ANALYSIS)
O que é ABA?
Análise do Comportamento Aplicada (Applied Behavior Analysis; na sua forma abreviada: ABA)
é um termo advindo do campo científico do Behaviorismo, que observa, analisa e explica a associação
entre o ambiente, o comportamento humano e a aprendizagem.
Uma vez que um comportamento é analisado, um plano de ação pode ser implementado para
modificar aquele comportamento. O Behaviorismo concentra-se na análise objetiva do comportamento
observável e mensurável em oposição, por exemplo, à abordagem psicanalítica, que assume que muito do
nosso comportamento deve-se a processos inconscientes. (Lembre-se de Freud!).
Ivan Pavlov, John B. Watson, Edward Thorndike e B.F. Skinner
foram os pioneiros que pesquisaram e descobriram os princípios
científicos do Behaviorismo. São considerados os “Pais do
Behaviorismo”.
O livro de B.F. Skinner, lançado em 1938, “The Behavior of
Organisms” (O comportamento dos organismos), descrevia seu mais
importante descoberta, o Condicionamento Operante, que é o que usamos
atualmente para mudar ou modificar comportamentos e ajudar na
aprendizagem. Condicionamento Operante significa que um
comportamento seguido por um estímulo reforçador resulta em uma
probabilidade aumentada de que aquele comportamento ocorra no futuro. Em português claro isso
significa que, à medida que você vai levando a vida, vão lhe acontecendo coisas que vão aumentar ou
diminuir a probabilidade de que você adote determinado comportamento no futuro. Por exemplo, se
durante seu caminho para o trabalho você acena e sorri para o motorista do carro ao lado, e ele deixa que
você atravesse na sua frente, você provavelmente vai tentar a mesma estratégia no dia seguinte. Seu
comportamento de acenar e sorrir ficará mais frequente, porque foi reforçado pelo outro motorista!
Todos nós aprendemos através de associações e nosso comportamento é “modificado” através das
consequências. Tentamos coisas e elas funcionam; então as fazemos novamente. Tentamos coisas e elas
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não funcionam; então é menos provável que as façamos novamente. Nosso comportamento foi
“modificado” pelo resultado ou consequência.
Ao lado do Condicionamento Operante, Skinner pesquisou e descreveu os termos: SD (Estímulo
Discriminativo = Discriminative Stimulus), Reforçador (Reinforcer), Controle de Estímulo (Stimulus
Control), Extinção (Extinction), Esquemas de Reforçamento (Schedules of Reinforcement) e Modelagem
(Shaping). Todos esses conceitos podem ser aplicados para trabalhar com uma vasta gama de
comportamentos humanos.
Educação/
Estresse e
Relaxamento
Ed Especial
Treinamento Comportamento
Aconselhamento de
de Animais Organizacional Casal e Família
ABA é um termo “guarda-chuva”, descreve uma abordagem científica que pode ser usada para
tratar muitas questões diferentes e cobrir muitos tipos diferentes de intervenções. Educação,
especificamente Educação Especial para crianças com autismo, é uma das aplicações dessa ciência.
Para ensinar crianças com autismo, ABA é usada como base para instruções intensivas e
estruturadas em situação de um-para-um. Embora ABA seja um termo “guarda-chuva” que englobe
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muitas aplicações, as pessoas usam o termo “ABA” como abreviação, para referir-se apenas à
metodologia de ensino para crianças com autismo.
Um programa de ABA frequentemente começa em casa, quando a criança é muito pequena. A
intervenção precoce é importante, mas esse tipo de técnica também pode beneficiar crianças maiores e
adultos. A metodologia, técnicas e currículo do programa também podem ser aplicados na escola. A
sessão de ABA normalmente é individual, em situação de um-para-um, e a maioria das intervenções
precoces seguem uma agenda de ensino em período integral – algo entre 30 a 40 horas semanais. O
programa é nãoaversivo – rejeita punições, concentrando-se na premiação do comportamento desejado. O
currículo a ser efetivamente seguido depende de cada criança em particular, mas geralmente é amplo;
cobrindo as habilidades acadêmicas, de linguagem, sociais, de cuidados pessoais, motoras e de brincar. O
intenso envolvimento da família no programa é uma grande contribuição para o seu sucesso.
O QUE É DTT?
https://www.appliedbehavioranalysisedu.org/how-is-discrete-trial-training-used-in-aba-
therapy/
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bola com os pés. Então, depois que desenvolveu essas habilidades, começou a chutar a gol. Se foi
sortudo, teve alguém – pai, mãe, um irmão mais velho – que lhe proporcionou muitas oportunidades para
praticar (“tentativas!”), muito encorajamento (“reforçamento positivo!”) e que lhe ajudou a se posicionar
corretamente para chutar a bola quantas vezes fosse necessário (“dando ajudas!”).
É importante notar que apesar do termo “DTT” ser frequentemente usado como sinônimo de
“ABA”, ele não o é. A ABA é muito mais abrangente e inclui muitos tipos diferentes de intervenções,
estratégias de ensino e manejo comportamental. DTT é um método dentro do campo da ABA.
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RECUPERAD RAZOÁVEI RUINS
OS S
Esta tabela mostra um resumo dos dados de seguimento de 19 crianças que receberam
intervenção intensiva ABA desenvolvida por Lovaasversus, dados de seguimento de 40 crianças de um
grupo controle que não receberam a intervenção ABA desenvolvida por Lovaas.
CATHERINE MAURICE
Apesar de Lovaas ter sido o primeiro a usar as metodologias da ABA para ensinar crianças com
autismo, desde então muitos psicólogos vêm fazendo muitas contribuições e refinamentos a essa
abordagem. Como com qualquer ciência, a ABA continua a evoluir. Muitas técnicas têm sido descobertas
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e tornado o ensino de ABA mais eficiente e efetivo ainda. Essas “práticas melhoradas” serão incorporadas
no Programa “Ajude-nos a aprender” (“Help UsLearn”).
Há muitas escolas, organizações e indivíduos que usam ou oferecem consultoria em metodologias
do tipo ABA e cada um tem seu jeito próprio de aplicá-las, mas todos usam os mesmos conceitos básicos
(ou deveriam usar!). A ciência que apoia a intervenção – a Análise do Comportamento Aplicada – é a
mesma; somente a maneira de aplicá-la varia! Pense em ABA fazendo uma analogia com tocar piano.
Quando você aprende a tocar, pode tocar rock, música clássica, blues ou jingles. Os sons podem variar,
mas todos eles usam a mesma metodologia básica e seguem convenções musicais aceitas por todos.
TEACCH
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5) A abordagem terapêutica de natureza cognitivo-comportamental e as estratégias de intervenção
assentam na ideia de que um comportamento inadequado pode resultar de um déficit ou compromisso
subjacente, ao nível da percepção ou compreensão;
6) O apelo ao técnico “generalista”, a fim de treinar os profissionais enquanto “generalistas”,
trabalhando melhor com a criança e a família;
7) O apelo à colaboração parental, momento em que os pais trabalham com os profissionais,
numa relação de estreita colaboração, mas permanecendo em casa.
Entretanto o trabalho é iniciado nas estruturas de intervenção. O ensino estruturado é aplicado
através do modelo TEACCH e em Portugal faz-se uso deste modelo desde 1996, tentando dar-se uma
resposta alternativa aos alunos com Perturbações do Espetro do Autismo em escolas do ensino regular,
promovendo desta forma a tão aclamada inclusão.
Foi na década de setenta, na Carolina do Norte (Estados Unidos da América), que Eric Schopler e
os seus colaboradores desenvolveram este modelo na sequência de algumas investigações. Tinham como
objetivo ensinar aos pais algumas técnicas comportamentais e métodos de educação especial que fossem
de encontro às necessidades dos seus filhos portadores das Perturbações do Espectro do Autismo.
O Modelo TEACCH tem como base principal poder ajudar as crianças com autismo e
proporcionar-lhes melhores condições de vida, a crescer, a melhorar os seus desempenhos e capacidades
adaptativas, de forma a atingir ao longo da vida mais autonomia.
Tenta também centrar-se em áreas fortes que se encontram com frequência em indivíduos com
Perturbações do Espetro do Autismo:
• Processamento visual;
• Memorização de rotinas funcionais;
• Interesses especiais.
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Este modelo pode adaptar-se às necessidades específicas de cada criança, bem como a diferentes
níveis de funcionamento. O Modelo TEACCH, é um modelo flexível, pois adéqua-se à maneira de pensar
e de aprender destas crianças, e o professor tem a vantagem de poder encontrar as estratégias mais
adequadas, podendo desta forma responder mais assertivamente às necessidades individuais, podendo
desta forma minimizar muitos problemas que perseguem estas crianças, tornando o seu dia-a-dia mais
previsível e confuso.
Este programa permite modificar e organizar o meio a favor da deficiência deste tipo de alunos.
Os indivíduos portadores das Perturbações do Espetro do Autismo padecem de falta de estrutura, o que
por sua vez aumenta a falta de objetivo na ação e no comportamento estereotipado. Posto isto, é de
primordial importância a interação entre pais, terapeutas e professores, com o propósito de, em conjunto,
poderem determinar o quê; onde; quando; como; e em que sequência as aprendizagens devem ser
realizadas. A organização do Modelo TEACCH, tem vindo a facilitar os processos de aprendizagem de
autonomia, e diminuiu a ocorrência de problemas de comportamento.
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A criança autista não tem estrutura mental que lhe permita organizar-se, através deste modelo e
de situações de ensino/aprendizagem estruturadas, as suas dificuldades são minoradas, a criança sente-se
mais segura e confiante. Neste modelo também se trabalha no sentido de fomentar a independência,
preparando assim as crianças autistas para a vida adulta, pois é feito um grande investimento na sua
autonomia. A criança tem muitos ganhos ao nível da autoconfiança, resiliência e autoestima.
Melhoria das capacidades adaptativas da criança; Colaboração entre pais e profissionais que estão
envolvidos no processo ensino/aprendizagem;Avaliação individualizada para a intervenção;Reforço das
capacidades;Teoria cognitiva e comportamental;Ensino estruturado.
De acordo com Leon e Lewis (1997, apud MOREIRA, 2016) o TEACCH é um programa de
atendimento que envolve basicamente a Psicologia Comportamental e a Psicolinguística, tendo como
objetivo apoiar o autista a chegar a idade adulta com o máximo de autonomia possível.
O método TEACCH - Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped
Children (Tratamento e Educação de Crianças Autistas e com Desvantagens na Comunicação) – foi
criado no fim da década de 60 pelo Dr. Eric Schopler na Universidade da Carolina do Norte (EUA),
partindo de uma orientação cognitiva e comportamental (SANTOS, 2005). Fernandes (2010) esclarece
que a Teoria Behaviorista e a Psicolinguística são as bases epistemológicas do Método TEACCH.
Na terapia comportamental a estruturação do ambiente é indispensável, utilizando-se de
reforçadores que aumentem a frequência de comportamentos desejáveis. Enquanto na psicolinguística o
uso da imagem visual gera a comunicação. Inicialmente, a linguagem não verbal vai incorporando
significados por meio da interiorização das experiências, desenvolvendo-se progressivamente a
comunicação, que poderá se manifestar de forma oral, gestual ou escrita.
No que diz respeito à terapêutica psicopedagógica, a linguagem receptiva e a expressiva são
trabalhadas simultaneamente. Ao fazer o uso de cartões com fotos, desenhos, símbolos ou objetos
concretos, preveem-se as ações a serem desenvolvidas e a estrutura física em função da dificuldade da
criança autista compreender os espaços (o que vai fazer e onde). No decorrer do tempo, com o
desenvolvimento da habilidade em executar uma determinada atividade, esta passará a fazer parte da
rotina da criança de forma sistemática.
Nesta perspectiva, as estratégias do TEACCH foram construídas “a partir de pesquisas a respeito
do funcionamento característico da desordem, principalmente nas áreas da linguagem, da cognição e do
comportamento social” (LEON; OSÓRIO, 2011, p. 264). Moreira (2016) aponta que para Leon e Lewis
(1997) os pontos de apoio do TEACCH seriam: “uma estrutura física bem delimitada, com cada espaço
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para uma função; atividades com sequência e que as crianças saibam o que se exige delas, uso direto de
apoio visual, como cartões, murais” (MOREIRA, 2016, p. 3).
Além disso, a organização e sinalização do ambiente físico promoverão o processamento das
informações visuais pela criança autista de forma mais facilitada (FONSECA; CIOLA, 2014). Neste
sentido, a estrutura do Método TEACCH envolve:
1) a organização da área física, na qual a disposição dos móveis oferece pistas visuais ao aluno de
maneira que consiga se deslocar independentemente dentro do espaço, evitando assim a distração e
oportunizando-lhe o reconhecimento da função de cada área disponibilizada;
2) a programação diária e o uso de rotinas incorporadas em agendas, que indicam visualmente a
rotina programada do aluno, auxiliando na transição independente entre as atividades que deverá realizar
(portanto, a indicação visual da agenda individual dependerá do nível de compreensão e comunicação do
aluno) e
3) método de ensino, sendo imprescindível, durante o aprendizado de uma rotina pelo aluno
autista, posicionar as atividades de forma sistemática e em sequência, a fim de evitar o excesso de
instruções verbais (FERREIRA, 2016).
Ainda de acordo com Fonseca e Ciola (2014):
O TEACCH é uma modelo de intervenção que por meio de uma “estrutura
externa”, organização de espaço, materiais e atividades, permite criar
mentalmente “estruturas internas” que devem ser transformadas pela própria
criança em estratégias e, mais tarde, automatizadas de modo a funcionar fora da
sala de aula em ambientes menos estruturados (p.18).
Gadia (2006) afirma que esse método combina estratégias cognitivas e comportamentais, pois
possui “ênfase em procedimentos com base em reforço para modificação de comportamento e em
proporcionar intervenções para déficit de habilidades que possam estar subjacentes a comportamentos
inapropriados” (p. 431).
Kwee, Sampaio e Atherino (2009) ressaltam que as concepções essenciais do método implicam
em disponibilizar as melhores técnicas educacionais, para que cada indivíduo tenha a oportunidade de
melhorar suas habilidades para o viver, por meio do planejamento de estruturas ambientais que
compensem déficits implicados.
Para que o programa se efetive é imprescindível o apoio recíproco entre pais e profissionais
envolvidos, que juntos devem fixar as prioridades de um programa individualizado, de acordo com a
avaliação que contemple habilidades atuais e prioritárias e possíveis formas de desenvolvê-las. Ainda
conforme Fonseca e Ciola (2014):
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Importante colocar que os componentes curriculares e seus conteúdos precisam
ser mantidos por força de lei. As mudanças estarão na forma de apresentação das
atividades, na visualização dos conceitos que serão ensinados e na proposta do
ensino voltado para a diversidade (p.74).
O PECS foi desenvolvido para ajudar crianças e adultos com autismo e com outros
distúrbios de desenvolvimento a adquirir habilidades de comunicação. O sistema é utilizado
primeiramente com indivíduos que não se comunicam ou que possuem comunicação, mas a
utilizam com baixa eficiência. O nome PECS significa “sistema de comunicação através da troca
de figuras”, e sua implementação consiste, basicamente, na aplicação de uma sequência de seis
passos.
O PECS visa ajudar a criança a perceber que através da comunicação ela pode conseguir
muito mais rapidamente as coisas que deseja, estimulando-a assim a comunicar-se, e muito
provavelmente a diminuir drasticamente problemas de conduta. Tem sido bem aceito em vários
lugares do mundo, pois não demanda materiais complexos ou caros, é relativamente fácil de
aprender, pode ser aplicado em qualquer lugar e quando bem aplicado apresenta resultados
inquestionáveis na comunicação através de cartões em crianças que não falam, e na organização
da linguagem verbal em crianças que falam, mas que precisam organizar esta linguagem.
Outros tratamentos existem outras formas de tratamento, como tratamentos
psicoterapêuticos, fonoaudiológicos, equoterapia, musicoterapia e outros, que não têm uma linha
formal que os caracterize no tratamento do autismo, e que por outro lado dependem diretamente
da visão, dos objetivos e do bom senso de cada profissional que os aplica. Aconselhamos os pais
que optarem por um tratamento deste tipo a analisarem as próprias expectativas e as do
profissional pelo qual optaram e em que medida o tratamento os aproxima a estas expectativas,
não só no momento da escolha, mas de forma contínua e permanente. Muitos pais declaram que
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não sentiram melhora no filho, mas que a atuação do profissional foi muito boa e relaxante para
eles mesmos.
O PECS (The Picture Exchange Communication System) - ou Sistema de comunicação por troca
de figuras - é um dos métodos mais difundidos e utilizados com alunos com TEA. Foi desenvolvido pelo
psicólogo Andrew Bondy e pela fonoaudióloga Lori Frost, em 1985 (MACEDO; ORSATI, 2011).
O método visa estimular a comunicação e diminuir problemas de comportamento por meio de um
contexto estruturado e concreto. É um sistema de comunicação expressiva, no qual o indivíduo pode
solicitar de forma funcional e adequada suas necessidades e desejos, utilizando-se de referências com
fotos, materiais concretos ou figuras (CORTES, 2015).
O aprendizado por meio da troca de figuras demonstra avanços nas capacidades de comunicação,
diminuição de comportamentos inapropriados e oportuniza melhoras nas relações interpessoais das
pessoas que o utilizam (VIEIRA, 2013). Para Ramos (2011):
Na visão de Macedo (2011, apud FROST; BONDY, 2002) o PECS é constituído por seis fases:
Fase I - Troca Física - Geralmente realizada na presença de dois técnicos: o técnico facilitador
(posicionado atrás do aluno) deverá ajudar fisicamente o aluno a fazer a troca de figura pelo item
desejado; já o técnico comunicativo deverá estar de mãos abertas para receber a figura e com a outra mão
deverá imediatamente entregar o item desejado ao aluno, nomeando-o.
Fase II - Distância e Persistência - Nesta fase os técnicos irão provocar o aluno a trocar de forma
espontânea o item desejado, aumentando progressivamente a distância entre o aluno e “dossier”
comunicativo.
Fase III - Discriminação entre figuras - Nesta fase coloca-se duas figuras no “dossier”
comunicativo: uma desejada e outra não desejada, reforçando o desejo de escolha do aluno. Quando o
aluno faz a opção pela figura de desejo naquele momento, o profissional deverá repetir a tarefa,
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aumentando progressivamente o número de figuras semelhantes para que o aluno aprenda a fazer escolhas
entre objetos igualmente desejados.
Fase IV - Aumentar a estrutura da frase - Nessa fase o aluno vai interagir colocando a sequência
de figuras em uma tira para formar uma frase simples. Primeiramente, fixa-se a referência “eu quero” à
esquerda e ao lado coloca-se seu objeto de desejo, fazendo a entrega ao técnico, que deverá
simultaneamente ler a frase.
Fase V - Respondendo - O que queres? Nessa fase a criança é provocada a solicitar seus objetos
de desejo respondendo a questão apontada pelo técnico “O que queres?” colocada no seu “dossier”
comunicativo. Inicia-se a comunicação espontânea por meio da troca de figuras.
Fase VI – Respondendo espontaneamente – Nessa fase a criança aprende a compor sentenças
respondendo espontaneamente a questão “O que você querer?” / “O que você ouve?”, colocando a figura
“eu quero” /”eu ouço” na tira do seu “dossier” comunicativo e a imagem do objeto aprendido. Os
benefícios da utilização do PECS para crianças com autismo são discutidos na literatura e demonstram o
bom aprendizado do método por estudantes, baseado na melhoria do comportamento sociocomunicativo,
aumento da linguagem verbal e complexidade gramatical, até a generalização de habilidades
comunicativas aprendidas (MACEDO; ORSATI, 2011). Mizael e Aiello (2013), em um estudo de revisão
de literatura brasileira e estrangeira, acrescentam:
PECS parece ser efetivo no ensino da comunicação a indivíduos com autismo ou
com pouca fala funcional, apesar de o pequeno número de participantes de cada
estudo indicar que o PECS é uma estratégia de ensino individual (p. 623).
Ainda nesta perspectiva, Mizael e Aiello (2013) em seu relato de pesquisa, constataram:
É uma forma de comunicação alternativa e aumentativa que treina a criança com autismo a trocar
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➢ Diminuição em comportamentos inadequados;
As imagens a seguir são exemplos de PECS que você pode utilizar para facilitar na comunicação
com um autista. Experimente espalhar pela casa ou nomear os objetos que a pessoa autista gosta de
manusear.
Escovar os dentes, por exemplo, é sempre um desafio. A escova, o creme dental, muitas vezes
incomoda.
Faça desse momento algo divertido, usando imagens e escovando os dentes também.
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Figura 4. Fonte: Google imagens.
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Figura 5. Fonte: (Projeto Integrar)
Pesquisas estão sendo realizadas para comparar PECS a outras formas de AAC, incluindo
Aumente Consultores Educacionais, Inc. Foi estabelecida em 1992 por Andrew Bondy, Ph.D,
Lori Geade , CCC/SLP. Eles e a equipe da Pirâmide oferecem serviços consultivos em cenários do lar,
comunicação funcional.
respostas O PECS escrito pela Sra Geada Bondy, vem ajudando milhares de pessoas no mundo inteiro, e
é a base da pirâmide para aproximar a educação e desenvolver ambientes que mistura sistemas
Como pode ver o PECS pode ser um sistema de comunicação muito funcional para as crianças
O PECS imita o desenvolvimento de fala em crianças típicas, também pode ser usado como uma
Como PECS pode ajudar crianças com autismo? A maneira que o PECS ajuda as crianças com
Muitas crianças com autismo têm dificuldades com a comunicação verbal, e parte destas crianças
Temos que perceber que a incapacidade em se comunicar com o mundo frustra a criança autista e
No item “Criando PECS”, a seguir, foi feita uma versão adaptada para este módulo de
como criar PECS de forma prática. O passo a passo da construção está disponível no site
https://pt.slideshare.net/SAAsperger/como-fazer-pecs-25452595 Acesso em 30 set. 2020.
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CRIANDO PECS
- COLE DUAS FOLHAS DE PAPEL CARTÃO PRETO (LADO SEM COR COM O
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SAPATEIRO). ESPALHE BEM A COLA DOS DOIS LADOS COM UM ESQUADRO E
➢ Articulação.
➢ Expressão vocal.
➢ Sintaxe.
➢ Semântica.
A comunicação envolve:
➢ Estabelecer atenção.
➢ Colher informação.
➢ Processar informações.
➢ Armazenar informação.
➢ Cobrar informação.
➢ Enviar informação.
CONSTRUÇÃO GRAMATICAL
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Pragmática: que vem do pragmatismo
Pragmatismo: doutrina de Charles Sanders Peirce, filósofo americano (1839-1914) cuja tese
fundamental é que a ideia que temos de um objeto qualquer nada mais é senão a soma de ideias de todos
os efeitos imagináveis atribuídos por nós e que possa ter um efeito prático qualquer.
morder etc.
Função da comunicação
socialmente e etiqueta.
- Atenção.
- Contato visual.
- Retornar.
Parceiros receptiva
- Frequentemente esquece.
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- Recursos pobres de comunicação.
-Eficiente, efetiva, fácil de usar, socialmente aceitável, promove independência, torna funcional,
Não importa se são alunos verbais ou não verbais. A maioria dos estudantes são aprendizes
- O que acontecerá.
- Posso escolher.
- Posso trocar.
- Quem chegará.
Noção de tempo
- O que acontecerá.
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- Qual a sequência dos acontecimentos.
- Definir recompensas.
- Definir consequências.
rápida e fácil.
- Não use quadros ambíguos nem complexos parta evitar que ocorra um colapso.
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- Utilizar ferramentas visuais em todos os ambientes.
Estratégias visuais
A nossa meta é descobrir como usar estratégias que possam apoiar uma comunicação visual que
Este tipo de comunicação é significativo e altamente motivador. Os materiais podem ser feitos
Com o PECS a criança terá um pool ilimitado de comunicação. Qualquer pessoa que receber a
O PECS é um excelente meio de comunicação para indivíduos com dificuldades motoras e que
não conseguem realizar sinais, quando utilizado de forma frequente a criança assimila rapidamente e
também rapidamente são generalizados para a vida da criança sem ter que ensinar a equipe de
A figura é o sinal mais importante de um discurso para atender uma criança não verbal, evitando
FASES DO PECS
Há 6 fases para se ensinar uma criança a utilizar o PECS. Estas fases devem ser ensinadas de
Fase 1:
A primeira lição para iniciar o PECS é fazer com que a criança peça de forma espontânea artigos
ou atividades.
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Esta primeira fase requer geralmente duas pessoas, professores ou membros da família para
O primeiro adulto deverá estar à frente da criança e manter o contato visual, este adulto será a
pessoa com que nós queremos que a criança se dirija na maioria das vezes.
O papel do segundo adulto é permanecer atrás da criança e ajudá-la fisicamente para alcançar a
Quando o primeiro adulto recebe a figura imediatamente o item solicitado pela criança é junto
O mais cedo possível o auxílio físico do segundo adulto dever ser retirado até que a criança
Objetivo da fase 1:
O objetivo desta faze é que a criança inicie uma comunicação e também para que ela possa ser
espontânea.
Pais e profissionais devem resistir ao impulso - “O que você quer?” Ou outros alertas verbais. A
criança desde o início aprenderá a solicitar seu desejo de dentro para fora.
Fase 2:
Nesta fase a criança deverá de forma confiante e independente solicitar um item desejado, este
item de grande valor (reforçador). A criança é incentivada a utilizar esta forma de comunicação durante o
dia inteiro e o item deve ser colocado a uma distância mais longa.
Nesta fase é inserida nova figura, ou seja, mais de um brinquedo, mais de um alimento, roupas
etc... A criança também é incentivada a solicitaritens de sua preferência para os pais, familiares,
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Nesta fase a criança já expandiu o vocabulário e aumentou os números de pessoas para que seus
Fase 3:
Na terceira fase começamos a pedir que a criança discrimine entre um número de artigos em uma
placa, fazendo escolhas a respeito de que item irá querer. O profissional ou pais, perguntam: “ o que você
quer fazer? “Mostrando a placa, mas esta pergunta deverá ser desvanecida rapidamente assim que a
criança consiga de forma espontânea fazer suas escolhas tão bem quanto responder uma pergunta.
Deve-se iniciar esta fase com uma disposição pequena, geralmente 2 artigos. Quando a criança
estiver mais segura para escolher um item de seu desejo, um terceiro deve ser adicionado e assim por
diante até que a criança consiga encontrar um item de seu desejo dentro de uma disposição com várias
Fase 4:
Nesta fase a criança consegue com facilidade fazer um pedido para uma variedade de artigos, há
A criança combinará uma figura “eu quero” com outra figura de seu item de desejo ou atividade.
As duas figuras deverão ser unidas a uma tira da sentença e a tira inteira será entregue a outra pessoa que
.
EX:
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Fase 5:
criança pela troca do item. A fase 5 estende a estrutura da sentença começada na fase.
Os adjetivos e outras podem ser adicionadas ao repertório da criança para ajudar que seu pedido
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Fase 6:
“eu escuto”
Quando se ensina um determinado vocabulário para uma pessoa, há uma expectativa de que os
Quando a pessoa aprende a usar esse vocabulário constrói sua linguagem modificando sua forma
de pensar e de se expressar.
Exemplos da fase 7
comunicação aumentativa.
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Agora é incluída na comunicação as figuras com perguntas e respostas e frases mais complexas,
sendo elas:
✓ “O que____? ”
✓ “Onde ____? “
✓ “Quando ___? “
✓ “Quem ____? “
✓ “Por que ___? “
Exemplos da fase 8
Esta também poderá ser a última fase para indivíduos que não conseguem chegar a fala.
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Exemplos da fase 9
Nesta fase chega o momento de substituir figuras por palavras e colocar a fala junto com a
A pessoa que está junto deve ajudar a criança a verbalizar junto apontando o indicador para sua
Qualquer som produzido pela criança deve ser reforçado verbalmente “isso” “muito bem” etc.
Este é o momento da retirada do PECS para indivíduo que construíram uma linguagem verbal,
visual e escrita.
Este é um momento em que os profissionais / pais devem solicitar e verbalizar muito mais,
O PECS não deve ser retirado em sua totalidade, mas de forma gradual.
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MATERIAIS PARA CRIAR O PECS
✓ Bordmakers
✓ Desenho próprio
Os livros de seleção dos símbolos utilizados no PECS apresentam, uma variedade enorme de
finalidades. Os livros de figuras baseados em atividades. Assim uma criança pode ter um livro que
organize todos os símbolos que precisar usar: no carro; na casa da vovó; na escola; no mercado; no
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Material disponível em
www.assistiva.com.br
Imagens retiradas do Google para exemplificar como criar Livro com PECS.
O método de comunicação mais difundido e usado com alunos com TEA é o PECS.
https://docplayer.com.br/1589203-Universo-autista-um-mundo-a-ser-descoberto-apostila-pecs-
www-universoautista-com-br.html
Dica para facilitar na elaboração do seu livro PECS, disponível em www.docplayer.com,br , acesso em 09 jun.
2020.
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PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE TEACCH E ABA1
TEACCH - (Treatment and Education of Autistic and related Communication handicapped Children)
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detectar quais são os eventos que funcionam como reforço ou recompensa para os
comportamentos negativos, desencadeando-os.
A criança é levada a trabalhar de forma positiva, para que não ocorram os
comportamentos indesejados. A repetição é um ponto importante neste tipo de abordagem, assim
como o registro exaustivo de todas as tentativas e seus resultados. A principal crítica ao ABA é
também, como no TEACCH, a de supostamente robotizar as crianças, o que não nos parece
correto, já que a idéia é interferir precocemente o máximo possível, para promover o
desenvolvimento da criança, de forma que ela possa ser maximamente independente o mais cedo
possível.
Outra crítica a este método é que ele é caro. Esta sim, é uma crítica procedente, e é por
esta razão que muitos pais nos Estados Unidos mobilizaram-se para serem treinados por
especialistas, em grupo, e assim poderem eles mesmos tratar os seus filhos.
Nestes casos, muitas vezes, pode-se dizer que o tratamento vale a pena, mas é
imprescindível que não se perca o controle, pois não é raro acontecer que o momento no qual os
pais optam por descontinuar este tipo de tratamento seja um momento traumático, e é bastante
frequente que a interrupção vá sendo postergada por tornar-se uma decisão difícil de ser tomada.
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Medicação Alguns lembretes sobre medicação são importantes e podem ajudar a família na
tomada de decisões.
Em primeiro lugar, toda a medicação deve ser dada apenas se receitada por um médico.
Em segundo lugar, recomendamos à família que se informe com o médico sobre o que se espera
da medicação adotada, qual o prazo esperado para poder perceber os efeitos e quais os efeitos
colaterais da medicação. Toda medicação deve ser ponderada levando em conta seus riscos e
benefícios. Uma boa regra é a de que uma medicação, para valer a pena, deve ter efeitos
claramente visíveis. Se o efeito da medicação não for visivelmente o esperado, não vale a pena
correr os riscos. A inclusão Quando se pensa em termos de inclusão, é comum a ideia de
simplesmente colocar uma criança que tem autismo em uma escola regular, esperando assim que
ela comece a imitar as crianças normais, e não crianças iguais a ela ou crianças que apresentam
quadros mais graves.
Afirma-se, inicialmente, que a criança com autismo, quando pequena, raramente imita
outras crianças, passando a fazer isto apenas após começar a desenvolver a consciência dela
mesma, isto é, quando começa a perceber relações de causa e efeito do ambiente em relação a
suas próprias ações e vice-versa. Algumas crianças que têm autismo podem demorar muito neste
processo de aquisição da consciência sobre si próprio, e outras podem jamais vir a desenvolvê-la.
Um atendimento especializado, antes da inclusão numa escola regular, pode ajudar a criança a
desenvolver a consciência de si mesma, preparando-a para utilizar-se de modelos,
posteriormente.
Pode-se, portanto, tentar exemplificar com a seguinte pergunta: se você precisar ir à
China, que alternativa lhe parece a melhor, arrumar a mala, tomar o avião e ir, ou preparar-se
aprendendo os costumes e o idioma do povo da cidade para onde você vai, durante um ano? O
nosso ponto de vista é que é melhor preparar-se e ter um intérprete por perto, e é por isso que
geralmente atuamos no sentido de desenvolver a consciência desta criança em relação às suas
potencialidades, antes de tentar a inclusão, e sempre estamos em contato com a criança e com a
escola, para ajudar em caso de dificuldade.
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A seguir, imagem do site https://www.autistologos.com/
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Quando se tratarem de comportamentos esperados, analisamos os antecedentes, ou seja,
tudo que aconteceu antes daquele comportamento, para fazer mais e dar uma consequência que a
criança adore, para aumentar a frequências desses comportamentos.
Se, por outro lado, forem comportamentos indesejados, evitamos aqueles antecedentes e
retiramos o reforço, para reduzir esses comportamentos.
Como explica o IG @danibotelho aba:
"Quando falamos de ABA estruturada, falamos da habilidade de focar exatamente nos
objetivos que aquele aluno precisa. Como aplicadores, já sabemos todos os objetivos que vamos
trabalhar na sessão e já deixamos os materiais que vamos precisar separados. Assim controlamos
o ambiente com o que vamos fazer e como vamos fazer. Dessa maneira podemos maximizar as
oportunidades de aprendizado e minimizar as distrações em um curto período de tempo.
ABA naturalista é o oposto, não temos esse controle porque dependemos da motivação
do aluno, dependemos do interesse do aluno de por exemplo pegar um material e explorar esse
material, assim usamos esse momento para ensinar um dos objetivos. É mais natural porque
nesse caso o aluno tem o controle da situação e geralmente envolve uma atividade e/ou
brincadeira que já é reforçadora para ele.
Citaremos algumas das técnicas mais conhecidas que têm sido aplicadas em crianças com
autismo. Algumas foram especialmente desenvolvidas para elas, outras foram desenvolvidas
inicialmente para tratar outras patologias. Todas elas já vêm sendo aplicadas há algum tempo, a
maioria há mais de dez anos, e todas se iniciaram como grandes promessas para pais mais
apressados. O tempo mostrou que elas não são milagrosas. Contudo, algumas delas, se aplicadas
conscientemente, da forma como foram concebidas ou com adaptações a estilos e culturas,
podem ser um excelente complemento ao tratamento educacional.
Várias instituições em todo o mundo vêm combinando uma série de técnicas como
complemento ao trabalho educacional de base, e vêm colhendo cada vez mais resultados na
reabilitação de crianças com autismo - principalmente as que começaram cedo o tratamento -,
através do empenho na formação de seus técnicos, no envolvimento dos pais e na construção de
uma atitude de trabalho positiva. A seguir, descrevemos resumidamente algumas delas, apenas
para dar uma ideia a pais e profissionais.
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convencionais, e, com este novo recurso, passariam a manifestar o real conteúdo de seus
pensamentos.
Mais tarde começou-se a questionar seriamente se a opinião emitida era a do assistido ou
a do facilitador, principalmente pela constância de graves denúncias feitas por pessoas com
autismo através deste meio, cuja veracidade, na grande maioria dos casos, era de impossível
constatação. Em 1995, o maior jornal da Associação Americana de Psicologia, The American
Psychologist, na página 750 do número 50, publicou um artigo de John Jacobson de título
História da Comunicação Facilitada: Ciência, Pseudociência e Anticiência. Neste artigo,
Jacobson menciona pesquisas sérias e conclusivas que provaram que não só as pessoas que têm
autismo não têm capacidade para expressar tudo aquilo que se supunha que expressavam através
da FC, como também os facilitadores, ainda que inconscientemente, influenciavam o conteúdo
da mensagem comunicada.
O computador O uso do computador como apoio a crianças portadoras de autismo é
relativamente recente em comparação às outras intervenções citadas. Existem poucas
informações disponíveis, mesmo na internet, sobre a utilização do computador como apoio ao
desenvolvimento destas crianças. Algumas crianças ignoram o computador, enquanto outras se
fixam em determinadas imagens ou sons, sendo muitas vezes difícil decifrar o que tanto as atrai.
A AMA de São Paulo desenvolveu uma técnica que teve resultados muito interessantes. Consiste
na utilização do computador como apoio ao aprendizado da escrita em crianças que já haviam
adquirido a leitura e, por dificuldades na coordenação motora fina ou por desinteresse, não
conseguiam adquirir a escrita através dos métodos tradicionais de ensino.
O programa utilizado não era nenhum programa especialmente desenvolvido para isto,
mas sim um programa de desenho comum, como o “Paint Brush”, ou “Paint” A sistemática,
muito simples, apresentou resultados positivos comprovados pelo menos três crianças que
apresentavam uma resistência muito grande ao aprendizado da escrita, e com as quais haviam
sido tentadas diversas técnicas de ensino, sem sucesso pelo menos um ano. Inicia-se com traços
simples e sessões muito curtas, com apoio sempre que necessário. O trabalho vai evoluindo em
tempo e complexidade à medida que a criança vai conseguindo movimentar o mouse da forma
esperada e sem apoio. Depois de algum tempo é introduzido o quadro-negro, e depois o lápis e
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papel. É muito importante limitar o espaço disponível para desenho ou escrita. No início esse
espaço é maior, e vai diminuindo à medida que a criança vai desenvolvendo a habilidade.
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argila e outros. O terapeuta trabalha no sentido de ensinar à criança, através de brincadeiras, a
compreender e organizar as sensações.
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REFERÊNCIAS
AMA. Associação Mão Amiga: Associação de Pais e Amigos de Pessoas Autistas. Tratamento.
Disponível em:. Acesso em: 13 mai. 2015.
SANTOS, I. M. S. C. dos; SOUSA, P. M. L. de. Como intervir na Perturbação Autista. Disponível em:
<. Acesso em: 30 mai. 2015.
SCHWARTZMAN, J. S. 1 em 110 crianças nascidas nos Estados Unidos está no espectro autístico. E
aqui? In: Revista Autismo. Ano I, nº 0, setembro de 2010.
STELZER, F. G. Uma pequena história do autismo. In: Caderno Pandorga de Autismo, vol. 1, junho
2010.
TOLEZANI, M. Son-Rise uma abordagem inovadora. In.: Revista Autismo: informação gerando ação.
São Paulo, ano 1, nº 0, p. 8-10, setembro de 2010.
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