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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS -
EAD DATA:
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VERSÃO:01
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Massoterapia e Drenagem Linfática
DADOS DO(A) ALUNO(A):
NOME: MATRÍCULA:
CURSO: POLO:
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A):
TEMA DE AULA: MASSOTERAPIA
RELATÓRIO:
1. Escolha uma ou duas técnicas de massagem, e desenvolva um protocolo para um
paciente fictício. Lembre-se de explicar qual a disfunção a ser tratada, motivo de
escolha e associação das técnicas e ativos usados, além da periodicidade das sessões.
Maria Oliveira, 40 anos, professora, relata dores frequentes nas pernas, sensação de peso
e inchaço, principalmente após longos períodos em pé. Ela também apresenta tensão na
região dos ombros, associada ao estresse do trabalho. A queixa principal está relacionada
à insuficiência venosa leve e à tensão muscular acumulada. Para tratar essas disfunções,
foram escolhidas duas técnicas: a drenagem linfática manual e a massagem relaxante com
aromaterapia. A drenagem linfática é indicada para melhorar a circulação, reduzir o inchaço
e promover a eliminação de toxinas, enquanto a massagem relaxante ajuda a aliviar a
tensão muscular e o estresse.
O protocolo começa com uma avaliação inicial, incluindo anamnese e observação das
áreas de inchaço e tensão. Em seguida, é aplicada a drenagem linfática manual, com
movimentos suaves e rítmicos nas pernas, começando pelos pés e subindo em direção às
coxas, para estimular o sistema linfático e reduzir o inchaço. Na região dos ombros e
pescoço, é realizada uma massagem relaxante com óleos essenciais de lavanda e
camomila, que possuem propriedades calmantes e anti-inflamatórias. Os movimentos são
lentos e circulares, com foco na liberação da tensão muscular.
Para complementar o tratamento, são utilizados óleos vegetais de semente de uva (leve e
de rápida absorção) e óleos essenciais de lavanda e camomila, que promovem
relaxamento e alívio do estresse. Ao final da sessão, é aplicada uma compressa fria nas
pernas para potencializar a redução do inchaço. Maria também recebe orientações sobre a
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importância de elevar as pernas ao final do dia, usar meias de compressão (se necessário)
e praticar exercícios leves, como caminhadas, para melhorar a circulação.
A periodicidade das sessões é dividida em duas fases: na fase inicial (1ª a 4ª semana), são
recomendadas duas sessões por semana para reduzir o inchaço e aliviar a tensão
muscular. Na fase de manutenção (a partir da 5ª semana), as sessões podem ser
reduzidas para uma por semana ou a cada 15 dias, dependendo da evolução do paciente.
O objetivo é melhorar a qualidade de vida de Maria, reduzindo o inchaço nas pernas e
promovendo relaxamento muscular e emocional.
TEMA DE AULA: DRENAGEM
2. Faça resumo sobre o procedimento da drenagem nas seguintes regiões corporais
levando em consideração os diferentes métodos e prática clínica.
A drenagem linfática manual (DLM) é uma técnica terapêutica que estimula o sistema
linfático, promovendo a eliminação de toxinas, redução de edemas e melhora da circulação.
Cada região corporal exige abordagens específicas, adaptadas às suas características
anatômicas e às necessidades do paciente. Na região das mamas, a drenagem é delicada
e focada em movimentos suaves, especialmente indicada para pós-operatórios de cirurgias
mamárias, mastite ou linfedema. Os movimentos começam na axila, onde estão os gânglios
linfáticos, e seguem em direção ao tórax, com o objetivo de reduzir edemas e aliviar a
sensação de peso. A técnica deve ser aplicada com cuidado, evitando pressão excessiva e
respeitando a sensibilidade da região.
No abdômen, a drenagem linfática visa melhorar a função intestinal, reduzir inchaços e
estimular a circulação linfática. Os movimentos são circulares e suaves, realizados no
sentido horário para seguir o trajeto do intestino grosso. A técnica inclui captação e
bombeamento para estimular os gânglios linfáticos inguinais, sendo indicada para casos de
constipação, inchaço pós-cirúrgico ou gestantes (com adaptações). No entanto, deve ser
evitada em casos de hérnias ou inflamações agudas. A região da cabeça também pode ser
beneficiada pela DLM, com foco no alívio de tensões, redução de edemas faciais e melhora
da circulação linfática. Movimentos suaves e circulares são aplicados no couro cabeludo e
na face, seguindo a direção dos gânglios linfáticos cervicais. Essa abordagem é comum em
casos de sinusite, enxaqueca ou pós-cirurgias faciais, mas deve ser evitada em áreas com
ferimentos ou infecções.
Os membros inferiores são uma das regiões mais tratadas com drenagem linfática,
especialmente para casos de inchaço, varizes e linfedema. A técnica começa pelos pés,
com movimentos de captação e bombeamento, seguindo em direção às coxas para
estimular os gânglios inguinais. É indicada para pacientes com insuficiência venosa, pós-
cirurgias ou gestantes, mas deve ser evitada em casos de trombose venosa profunda ou
infecções agudas. Já nos membros superiores, a drenagem é frequentemente utilizada
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para reduzir edemas, especialmente após cirurgias ou em casos de linfedema. Os
movimentos começam pelas mãos, com técnicas suaves de captação, e seguem em
direção aos ombros, estimulando os gânglios axilares. Essa abordagem é comum em pós-
operatórios de mastectomia ou cirurgias ortopédicas, mas também deve ser evitada em
casos de infecções ou feridas abertas.
Em todas as regiões, a drenagem linfática manual deve ser realizada por profissionais
capacitados, com conhecimento anatômico e fisiológico do sistema linfático. As técnicas
variam conforme a região e a condição do paciente, sempre priorizando movimentos
suaves e ritmados. Contraindicações gerais incluem infecções agudas, trombose,
insuficiência cardíaca descompensada e câncer ativo. Quando aplicada corretamente, a
DLM é uma técnica segura e eficaz, promovendo benefícios tanto estéticos quanto
terapêuticos, como redução de inchaços, alívio de tensões e melhora da circulação.
4. Explique como deve ser realizada a drenagem pós-operatória na região das mamas e
abdominoplastia, levando em consideração os diferentes métodos e prática clínica.
A drenagem linfática manual (DLM) pós-operatória nas mamas e após abdominoplastia é
uma técnica especializada que requer adaptação às particularidades anatômicas e às
condições clínicas do paciente. Nas mamas, após procedimentos como mastectomia ou
mamoplastia, a DLM é iniciada após liberação médica (geralmente 24 a 48 horas da
cirurgia), com movimentos suaves e direcionais. O profissional inicia pela região axilar,
onde estão os gânglios linfáticos, utilizando técnicas de captação (para "puxar" o líquido
intersticial) e bombeamento (para estimular o fluxo linfático). Os movimentos seguem em
direção ao tórax, evitando pressão direta sobre incisões ou áreas sensíveis. Essa
abordagem previne linfedema (comum após remoção de gânglios) e reduz edemas e
fibroses. A pressão é leve e ritmada, respeitando a dor e a sensibilidade do paciente.
Na abdominoplastia, a DLM é aplicada para reduzir o acúmulo de líquido (seromas) e
melhorar a circulação. O profissional inicia próximo aos gânglios inguinais, realizando
movimentos circulares e suaves em direção ao abdômen superior, seguindo o trajeto
linfático natural. Técnicas como deslizamento superficial e rotação estática são utilizadas
para drenar o edema sem comprometer os pontos cirúrgicos. A pressão é mínima para não
danificar tecidos cicatrizantes. Em alguns casos, associa-se o uso de cintas
compressivas para potencializar os resultados. A DLM também ajuda a suavizar a cicatriz e
acelerar a recuperação da mobilidade.
Os métodos mais utilizados incluem as técnicas de Vodder (movimentos em círculos fixos e
bombeamento) e Leduc (foco na reabsorção e evacuação linfática), adaptadas para cada
caso. A prática clínica exige avaliação constante do estado da pele, presença de
hematomas ou sinais de infecção. A frequência ideal é de 2 a 3 sessões por semana nas
primeiras 2 a 4 semanas, reduzindo gradativamente conforme a resposta do paciente.
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Contraindicações absolutas incluem trombose venosa profunda, infecções
agudas ou sangramentos ativos.
REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA:
Pacheco, M. F. (2021). Aspectos Práticos da Drenagem Linfática Manual: Teoria e
Aplicações Clínicas. Curitiba: Editora Champagnat.
Gonçalves, L. A. (2018). Massagem e Seus Efeitos Terapêuticos: Uma Abordagem
Integrativa. Porto Alegre: Editora da UFRGS.
LEDUC, A. Drenagem linfática: teoria e prática. 4. ed. São Paulo: Manole, 2002.
Vodder, E. (2000). Manual Lymph Drainage: A Practical Guide. 2nd ed. New York: H.
K. Lewis & Co.