PRINCÍPIOS DA
CONTABILIDADE
Os princípios da contabilidade são as normas
gerais que dão sustentação a todas as demais
regras que regulam o exercício da profissão no
Brasil.
Toda regra precisa partir de um princípio.
Nesse aspecto, os princípios contábeis são
responsáveis por dar legitimidade ao exercício
da profissão.
Quando surgiram os princípios da contabilidade
Criados pelo Conselho Federal de Contabilidade em 1993
(Resolução CFC 750/93).
Originalmente eram sete princípios, mas outra resolução (CFC
1.282/10) atualizou e consolidou os dispositivos da resolução
anterior, reduzindo os princípios para seis.
Em 2016, o Conselho Federal de Contabilidade revogou a
Resolução 750/93, mas não extinguiu os princípios.
Apenas incorporou-os a outras normas da entidade.
A atualização das normas contábeis, conforme o CFC, teve como
objetivo adequar a contabilidade brasileira aos padrões
internacionais.
Para que servem os princípios fundamentais da
contabilidade?
Os princípios fundamentais da contabilidade funcionam
como um guia para todos os profissionais da área
contábil.Todo trabalho de escrituração, controle e
interpretação dos fatos ocorridos no patrimônio de uma
empresa deve ser feito conforme os princípios contábeis.
As informações produzidas pela contabilidade precisam
ser confiáveis, fidedignas à realidade e relatadas
conforme normas padronizadas.
Afinal, as demonstrações contábeis e financeiras
são subsídios importantes à tomada de decisão.
Relatórios imprecisos, distorcidos ou elaborados em
desacordo com os princípios fundamentais podem
resultar em prejuízos e em sérios problemas, inclusive
judiciais.
Os 6 princípios da contabilidade no Brasil
Em 2010, o Conselho Federal de Contabilidade reduziu de sete
para seis os princípios da contabilidade.
Na ocasião, o Princípio da Atualização Monetária foi
incorporado ao Princípio do Registro pelo Valor Original sob a
justificativa de que a inflação estava sob controle no país.
A seguir, confira cada um dos seis princípios contábeis.
São 6 os princípios:
1.Princípio da Entidade;
2.Princípio da Continuidade;
3.Princípio da Oportunidade;
4.Princípio do Registro pelo Valor Original;
5.Princípio da Competência;
6.Princípio da Prudência.
1. Princípio da Entidade
O Princípio da Entidade é um dos princípios fundamentais
da contabilidade que estabelece a separação entre o
patrimônio da empresa e o patrimônio pessoal dos seus
sócios ou proprietários. Ele afirma que a contabilidade deve
tratar a entidade como um ente distinto, com sua própria
autonomia patrimonial. Isso significa que o patrimônio da
empresa não se confunde com o patrimônio dos seus
sócios, mesmo que eles sejam os proprietários ou gestores
da mesma.
Em resumo:
➢ Separação Patrimonial:
O Princípio da Entidade exige que o patrimônio da empresa seja
distinto do patrimônio pessoal dos sócios.
➢Entidade como Ente Distinto:
A empresa é vista como uma entidade separada, com seus
próprios ativos, passivos e patrimônio líquido.
➢ Importância:
Este princípio é fundamental para garantir a transparência e a
clareza nas informações contábeis, permitindo uma gestão
financeira mais eficaz e a proteção do patrimônio pessoal dos
sócios.
Exemplos:
Se um sócio utiliza dinheiro da empresa para despesas pessoais,
ele não está seguindo o Princípio da Entidade. Da mesma forma,
se um CEO transfere parte do lucro da empresa para sua conta
pessoal, ele também não está cumprindo o princípio.
2.Princípio da Continuidade
Pressupõe que a entidade seguirá em operação por tempo
indeterminado e que isso deve ser considerado ao classificar
e avaliar as mutações patrimoniais, quantitativas e
qualitativas. E se não fosse dessa forma, haveria insegurança
jurídica, tanto para empresários quanto para funcionários e
fornecedores.
O conceito básico desse princípio diz que sempre que um
negócio é aberto a vida útil dele é indeterminada e
pensado em longo prazo.
A isso se chama continuidade e ela impacta diretamente
nas questões de compromissos financeiros de uma
Empresa. Por exemplo, em caso de uma provável falência,
os pagamentos devidos não podem ser negligenciados.
3.Princípio da Oportunidade
Esse princípio refere-se ao processo de mensuração e
apresentação dos componentes patrimoniais para
produzir informações íntegras e tempestivas, ou seja, ele
determina a necessidade do registro correto, adequado,
coerente e eficaz do patrimônio, para garantir a
confiabilidade da informação, evitando perdas.
Exemplos:
•Um negócio que vende mercadorias por crédito deve
registar a venda no momento da realização do negócio,
mesmo que o pagamento seja efetuado posteriormente.
•Uma empresa que recebe um empréstimo deve registar
o montante do empréstimo assim que a transação for
realizada.
• Uma empresa que compra uma máquina deve registar a
compra no momento da aquisição, independentemente do
método de pagamento.
Em resumo, o Princípio da Oportunidade é um pilar
fundamental da contabilidade, garantindo que os registros
contábeis sejam fiéis e úteis para a tomada de decisões e para
a comunicação da informação financeira.
O Princípio do Registro pelo Valor Original
Na contabilidade, determina que os elementos do
patrimônio de uma entidade sejam registrados pelos
valores originais das transações, expressos em moeda
nacional.
Isso significa que, ao adquirir um bem ou serviço, o valor
pago (o custo original) é o que constará nas demonstrações
contábeis, independentemente de variações subsequentes
de valor, como inflação ou desvalorização.
Elaboração:
• Base da Avaliação:
• O princípio estabelece que a avaliação inicial dos ativos,
passivos e patrimônio líquido deve ser feita com base nos
valores de entrada, ou seja, os valores resultantes do
consenso com agentes externos ou de imposições.
• Custo Histórico:
• O princípio é muitas vezes associado ao custo histórico, que é
o valor pago pela aquisição do bem ou serviço.
• Moeda Nacional:
• Os valores devem ser expressos na moeda do país para
facilitar a comparação entre diferentes transações e
garantir a homogeneização da informação contábil.
• Em resumo: O princípio do Registro pelo Valor Original é
um dos pilares da contabilidade, garantindo a precisão e a
confiabilidade das informações contábeis, ao estabelecer
que os elementos do patrimônio sejam registrados pelos
valores originais das transações.
5.Princípio da Competência
Nesse princípio, a determinação é de que tanto as
receitas quanto as despesas tem de ser inclusas na
apuração do resultado do período no qual ocorrerem,
sempre em caráter simultâneo quando se
correlacionarem, independentemente de recebimento
ou pagamento. No caso de vendas parceladas, somente
no momento do recebimento da parcela é que será
considerado e aceito o registro.
6.Princípio da Prudência
Aqui, nesse último princípio, a determinação é sobre a adoção do
menor valor para os componentes do ativo e do maior para os
componentes do passivo, sempre que apresentarem alternativas
igualmente válidas.
E ainda, pressupõe o emprego de certo grau de precaução no
exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas
condições de incerteza, no sentido de que ativos e receitas não
sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam
subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de
mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais.