13/05/2025
Histologia vegetal
Professor Dr. José Ribeiro Junior
Disciplina: Botânica
83
Meristemas apicais
84
1
13/05/2025
Meristema apical caulinar
85
Meristema apical radicular
86
2
13/05/2025
Meristemas laterais
• Os meristemas laterais surgem lateralmente em relação
ao eixo da raiz e do caule;
• Em regiões que já passaram pelo crescimento primário.
• Eles são responsáveis pelo crescimento secundário ou
crescimento em espessura da planta.
• Espermatófitas (plantas com semente);
• com exceção das monoco@ledôneas.
87
Meristemas laterais
• Câmbio vascular e felogênio
88
3
13/05/2025
Câmbio vascular
• Surge no cilindro vascular primário do caule e das
raízes;
• Origem mista:
• Células procambiais
• Periciclo
• Células de parênquima
89
Câmbio vascular
• Dois @pos de células:
• Fusiformes
• Radiais
90
4
13/05/2025
Câmbio vascular
• Dois @pos de células:
• Fusiformes
• têm formato alongado, acompanhando o maior eixo do
órgão e extremidades afiladas.
91
Câmbio vascular
• Dois @pos de células:
• Radiais
• têm formato alongado no sen@do radial.
92
5
13/05/2025
Câmbio vascular
93
Felogênio
• É um meristema lateral que forma a periderme.
• Tecido que subs@tui a epiderme nos caules e raízes com
crescimento secundário.
94
6
13/05/2025
Felogênio
Origem:
• Nas raízes: pode se originar do periciclo.
• Nos caules: se origina de camadas subepidérmicas, de
outras camadas mais internas do córtex, ou ainda, de
células parenquimá@cas do floema.
95
Felogênio
• O felogênio apresenta um só @po de célula inicial.
• Em secção transversal, as células do felogênio e suas
derivadas aparecem como uma faixa estra@ficada mais
ou menos conVnua na circunferência do órgão
96
7
13/05/2025
Felogênio
97
Epiderme
• A epiderme (epi = sobre; derme = pele)
• Origem: a par@r da protoderme, formando um
tecido unisseriado com uma única camada de
células, geralmente.
• Em determinadas plantas, porém, a epiderme
pode apresentar várias camadas, sendo
denominada de epiderme múl@pla, como ocorre
em folha de Ficus elas*ca
98
8
13/05/2025
Epiderme
99
Epiderme
• Vários @pos de células
• exercem diferentes funções.
• A maior parte da epiderme está cons@tuída de células
comuns ou ordinárias, de formato variado (tabular,
cúbico, paliçádico, isodiamétrico).
100
9
13/05/2025
Epiderme
• Células com funções específicas:
• células-guarda dos estômatos
101
Epiderme
• Células com funções específicas:
• células buliformes,
• os litocistos,
• células papilosas
102
10
13/05/2025
Epiderme
• Células com funções específicas:
• células buliformes,
• os litocistos,
• células papilosas
103
Epiderme
• As paredes das células epidérmicas apresentam
cu8na.
• A cu@na é uma substância graxa complexa,
impermeável à água, que pode ser encontrada dentro
da parede CuInização
• Ou estar depositada sobre a parede externa,
formando a cuVcula. CuIcularização
104
11
13/05/2025
Epiderme
• Cu8na.
105
Epiderme
• Cu8na.
106
12
13/05/2025
Complexos estomá;cos
• São estruturas epidérmicas responsáveis pelas trocas
gasosas e de vapor de água entre a planta e o meio.
107
Complexos estomá;cos
• São estruturas epidérmicas responsáveis pelas trocas
gasosas e de vapor de água entre a planta e o meio.
Ocorrem principalmente nas folhas, mas também em caules jovens, peças florais e
frutos verdes.
108
13
13/05/2025
Complexos estomá;cos
• São estruturas epidérmicas responsáveis pelas trocas
gasosas e de vapor de água entre a planta e o meio.
São consItuídos pelas células
anexas ou subsidiárias, pelas
células-guarda ou oclusoras,
pelo poro estomá6co e pela
câmara subestomá6ca
Ocorrem principalmente nas folhas, mas também em caules jovens, peças florais e
frutos verdes.
109
Complexos estomá;cos
• Células anexas ou subsidiárias:
• circundam total ou parcialmente o estômato e são
normalmente diferentes das demais células da epiderme.
• Células-guarda ou oclusoras:
• são reniformes e se apresentam sempre em número de
dois com exceção das de espécies de monoco9ledôneas
das famílias Poaceae e Cyperaceae, que apresentam forma
de halteres;
• são as únicas células epidérmicas que contêm cloro-
plastos.
• elas limitam o poro estomá9co ou osEolo
110
14
13/05/2025
Complexos estomá;cos
111
Complexos estomá;cos
• Complexo estomá8co anisocí8co
• Complexo estomá8co diací8co
• Complexo estomá8co anomocí8co
• Complexo estômato parací8co
• Complexo estomá8co tetrací8co
112
15
13/05/2025
Complexos estomá;cos
• Complexo estomá8co anisocí8co
• estômato circundado por três células
anexas, de tamanhos diferentes.
• Comum nas famílias Brassicaceae,
Solanaceae, Begoniaceae e
Crassulaceae
113
Complexos estomá;cos
• Complexo estomá8co diací8co
• estômato com duas células anexas
posicionadas de modo que seu maior
eixo forme um ângulo reto com o poro
estomá@co.
• Comum nas famílias Acanthaceae,
Amaranthaceae e Cariophyllaceae
114
16
13/05/2025
Complexos estomá;cos
• Complexo estomá8co anomocí8co
• estômato envolvido por número variável
de células anexas que não se diferem em
formato e tamanho das demais células
epidérmicas.
• Esse @po é encontrado em várias
famílias Ranunculaceae, Geraniaceae,
Capparidaceae, Cucurbitaceae e
Malvaceae
115
Complexos estomá;cos
• Complexo estomá8co parací8co
• estômato com duas células anexas
dispostas paralelamente ao maior eixo
do estômato.
• Encontrado principalmente nas famílias
Rubiaceae, Magnoliaceae,
Convolvulaceae e Mimosaceae
116
17
13/05/2025
Complexos estomá;cos
• Complexo estomá8co parací8co
• estômato envolvido por quatro células
anexas, duas delas paralelas às
células-guarda e as demais localizadas
nos polos.
• É comum em famílias de
monoco@ledôneas
117
Tricomas
• Os tricomas ocorrem na epiderme das plantas.
• Apresentam formato, número e funções variáveis.
• Classificados: em tectores ou não glandulares e
glandulares.
• Escamas ou pelos peltados.
118
18
13/05/2025
Tricomas
• Tricomas tectores ou não glandulares
• são os pelos de cobertura
• Podem ser uni ou pluricelulares, simples ou
ramificados, e têm o ápice afilado, arredondado ou
bifurcado.
• Apresentam tamanho variável, com paredes delgadas
ou espessadas, lignificadas ou não.
• Evitam a perda excessiva de água e a ação de
pequenos predadores.
119
Tricomas
• Tricomas glandulares
• São pelos que têm, frequentemente, uma base ou
ápice secretor;
• Podem ser uni ou pluricelulares;
• De formato variável.
• Estão envolvidos com a secreção de várias substâncias,
como óleos, néctares, sais, resinas, muscilagens e
água.
120
19
13/05/2025
Tricomas
• Escamas ou pelos peltados
• São pelos pluricelulares com um curto pedúnculo, do
qual se irradiam células, que podem ser alongadas e
de paredes espessadas.
• É comum nas espécies da família Bromelicaeae.
121
122
20
13/05/2025
Periderme
• Presente nas plantas que apresentam crescimento em
espessura ou crescimento secundário, como as
eudico@ledôneas.
• O tecido de reves@mento primário, ou seja, a
epiderme, é subs@tuído pela periderme, que é o
tecido de reves@mento secundário.
123
Periderme
124
21
13/05/2025
Periderme
• Surge em caules e raízes através da instalação do
felogênio, cuja a@vidade meristemá@ca origina dois
produtos de tecidos, o súber, externamente, e a
feloderme, internamente.
• Em virtude da origem do felogênio, a periderme pode
ser mais superficial, como ocorre nos caules, ou mais
profunda, como nas raízes.
125
Periderme
126
22
13/05/2025
Periderme
127
Tecidos fundamentais
Professor Dr. José Ribeiro Junior
Disciplina: Botânica
128
23
13/05/2025
Tecidos fundamentais
• Estão presentes em todos os órgãos da planta
• podem ter diversas funções:
• preenchimento,
• função muito especializada, como a de realizar a fotossíntese
e o armazenamento
129
Tecidos fundamentais
• Estão presentes em todos os órgãos da planta
• podem ter diversas funções:
• preenchimento,
• função muito especializada, como a de realizar a fotossíntese
e o armazenamento
• Parênquima
• Colênquima Tecidos fundamentais
• esclerênquima
130
24
13/05/2025
Parênquima
• Tem origem no meristema fundamental
• Tecido vivo
• Ocorre em todo o corpo da planta
• Córtex: localiza entre a epiderme e o cilindro vascular
• Tecido que se localiza interiormente a epiderme, entremeado
pelo sistema vascular
131
Parênquima
• Tem origem no meristema fundamental
• Tecido vivo
• Ocorre em todo o corpo da planta
• Tecidos vasculares: xilema e floema
• células são formadas pelo procâmbio (xilema) e pelo
câmbio vascular (floema)
132
25
13/05/2025
Parênquima
• Tem origem no meristema fundamental
• Tecido vivo
• Ocorre em todo o corpo da planta
• Tecidos vasculares: xilema e floema
• células são formadas pelo procâmbio (xilema) e pelo
câmbio vascular (floema)
133
Parênquima
• Tem origem no meristema fundamental
• Tecido vivo
• Ocorre em todo o corpo da planta
• Tecidos vasculares: xilema e floema
• células são formadas pelo procâmbio (xilema) e pelo
câmbio vascular (floema)
Sistema fundamental Sistema vascular
134
26
13/05/2025
Parênquima
• Tem formato isodiamétrico;
• várias faces;
• Alongadas.
• Paredes primárias delgadas
• vacúolo central amplo, que mantém o
citoplasma periférico junto à parede
135
Parênquima
• Tem formato isodiamétrico;
• várias faces;
• Alongadas.
• Paredes primárias delgadas
• vacúolo central amplo, que mantém o
citoplasma periférico junto à parede
136
27
13/05/2025
Parênquima
• Posteriormente, no desenvolvimento
da planta, essas células podem
apresentar deposição da parede
secundária e lignificação da parede
celular, havendo uma transformação
de uma célula parenquimá@ca em
uma célula esclerenquimá8ca.
137
Parênquima
138
28
13/05/2025
Parênquima de preenchimento
• Normalmente cons@tuído por células poligonais
139
Parênquima de preenchimento
• Espaços intercelulares esquizógenos pequenos
Espaços esquizógenos são espaços formados pela separação das células, através da dissolução
da lamela mediana entre elas, durante o desenvolvimento do tecido.
140
29
13/05/2025
Parênquima de preenchimento
• Encontrado no córtex e na medula das raízes e nos caule
Parênquima corIcal
Parênquima medular
141
Parênquima de preenchimento
• Pecíolo e na nervura principal das folhas.
• As células parenquimá@cas podem apresentar plasVdios
e substâncias variadas em seus vacúolos, como
compostos fenólicos.
142
30
13/05/2025
Parênquima clorofiliano
• As células do parênquima clorofiliano são ricas em
cloroplastos.
143
Parênquima clorofiliano
• Ocorre principalmente em folhas, formando o mesofilo.
Embora também possa estar presente em caules jovens e em raízes aéreas.
144
31
13/05/2025
Parênquima clorofiliano
• É caracterizado por possuir paredes finas e vacúolo
central grande, o que pressiona os cloroplastos para a
periferia das células.
• Pode apresentar formatos variados e diferenciar-se em
diversos @pos, de acordo com as funções:
145
Parênquima clorofiliano
• É caracterizado por possuir paredes finas e vacúolo
central grande, o que pressiona os cloroplastos para a
periferia das células.
• Pode apresentar formatos variados e diferenciar-se em
diversos @pos, de acordo com as funções:
• Parênquima paliçádico
• Parênquima esponjoso
• Parênquima plicado
146
32
13/05/2025
Parênquima clorofiliano
Parênquima paliçádico
• as células do parênquima paliçádico são cilíndricas,
alongadas;
• e se posicionam com o seu maior eixo
perpendicularmente à superbcie do órgão;
• paralelamente ao espectro luminoso.
147
Parênquima clorofiliano
Parênquima paliçádico
• as células do parênquima paliçádico são cilíndricas,
alongadas;
• e se posicionam com o seu maior eixo
perpendicularmente à superbcie do órgão;
• paralelamente ao espectro luminoso.
Suas células são justapostas
e possuem poucos espaços
intercelulares.
148
33
13/05/2025
Parênquima clorofiliano
Parênquima esponjoso
• O parênquima esponjoso é
caracterizado por possuir espaços
intercelulares amplos.
• Suas células são de diferentes
formatos;
• com projeções laterais que
conectam umas às outras
delimitando os espaços
intercelulares.
149
Parênquima clorofiliano
Parênquima esponjoso
• O parênquima esponjoso é
caracterizado por possuir espaços
intercelulares amplos.
• Suas células são de diferentes
formatos;
• com projeções laterais que
conectam umas às outras
delimitando os espaços
intercelulares. Muitos espaços
intercelulares.
150
34
13/05/2025
Parênquima clorofiliano
Parênquima plicado
• o parênquima plicado contém
células com reentrâncias na parede
celular, conferindo-lhes aspecto
pregueado
151
Parênquima clorofiliano
Parênquima plicado
• o parênquima plicado contém
células com reentrâncias na parede
celular, conferindo-lhes aspecto
pregueado
152
35
13/05/2025
Parênquima clorofiliano
Parênquima plicado
• o parênquima plicado contém
células com reentrâncias na parede
celular, conferindo-lhes aspecto
pregueado
• Ocorre em plantas com área foliar
reduzida, como nas espécies de
Pinnus, que para não diminuir a
área celular, invaginam suas
paredes para o interior da célula.
153
Parênquima de reserva
• Armazenamento
• Nos plasHdios ou no vacúolo dessas células, ou mesmo
em espaços intercelulares.
• Parênquima amilífero;
• Parênquima aquífero;
• Parênquima aerífero.
154
36
13/05/2025
Parênquima de reserva
Parênquima amilífero
• Amiloplastos
Reserva amilífera
• grãos de amido.
155
Parênquima de reserva
Parênquima amilífero
• Amiloplastos
Reserva amilífera
• grãos de amido.
156
37
13/05/2025
Parênquima de reserva
Parênquima amilífero
• Estão presentes em órgãos subterrâneos como rizomas
e tubérculos, e raízes tuberosas.
São importantes em ambientes sazonais onde ocorrem períodos adversos,
funcionando como órgãos de reserva.
157
Parênquima de reserva
Parênquima aquífero
• Comum em plantas de ambientes secos, pois suas
células acumulam água em seu interior.
As células são amplas e a água
é acumulada no interior do
vacúolo, que ocupa grande
parte da célula, sendo o
citoplasma uma fina camada
periférica.
158
38
13/05/2025
Parênquima de reserva
Parênquima aquífero Algumas cactáceas possuem
parênquima aquífero no caule e
espécies de bromeliáceas que
possuem parênquima aquífero nas
suas folhas.
159
Parênquima de reserva
Parênquima aquífero Algumas cactáceas possuem
parênquima aquífero no caule e
espécies de bromeliáceas que
possuem parênquima aquífero nas
suas folhas.
160
39
13/05/2025
Parênquima de reserva
Parênquima aerífero
• Aerênquima
• A principal função desse tecido é armazenar ar.
• Pode ocorrer em raízes, caules e folhas;
• principalmente em plantas aquáIcas ou em plantas que
estão sujeitas a alagamentos sazonais.
161
Parênquima de reserva
Parênquima aerífero
• O ar é acumulado em espaços intercelulares ou em
lacunas altamente especializadas, ou seja, fora da
célula.
astroesclereídes
162
40