Aulas práticas Direito Internacional Público I
Caso Prático no 1
Costume Internacional
1. Em 1974, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou – numa votação
com 80 votos a favor e 58 votos contra – a Resolução A/RES/76/22 que
define o direito de passagem inofensiva como uma norma essencial para
o desenvolvimento de uma regulação internacional do mar.
O que está aqui em causa? Se se formou ou não o costume. Art.38.
Ha ou nao formação de uma norma costumeira; se ha ou não incumprimento por parte
do estado, se este podia ou não agir como agiu. Se o costume se formou ou não, se o
estado peruano esta ou não vinculado.
Ato unilateral; trata-se de uma norma que não esta no art.38 do TSJ. O art.38 é o único
que menciona quais as normas… a) b. Definição do que é o costume, o costume é
composto por dois elementos. Para termos costume internacional temos de ter estes
dois elementos preenchidos. O elemento psicologico nao parece estar preenchido.
Prática geral é uma prática repetida, é uma repetição, tem de ser suficientemente
generalizada, tem de ser representativa e tem de ser minimamente uniforme ou
consistente. Neste caso não temos uma norma suficientemente repetida (temos 58
votos contra, um numero alto). Atos que atendem para ver se existe uma prática
geral: a conduta dos próprios estados, a conclusão 6/2, uma norma exemplificativa.
Conduta dotada das relações internacionais. Manifestação de pratica como sendo
direito: este elemento… n10;
Nao temos costume.
2. Em 1975, teve lugar a Conferência de Maseru que reuniu os vários chefes
de governo e de Estado dos Estados do mundo sem litoral, marcada pela
unanimidade nas declarações de oposição à codificação por convenção
internacional do direito de passagem inofensiva.
Nao é suficiente para dizer que ha ou não costume. Vamos ver se existe ou não
prática geral.
Estão ou nao verificados os requisitos para a existência de uma pratica geral? Não.
Temos um numero significativo de estados que se opõe. Não é suficientemente
generalizada.
Representativa? Nao sabemos.
Nao estamos perante estados com condições para contribuir para a formação do
costume.
Identificar os elementos quanto a convicção de obrigatoriedade.
3. Em 1976, um investigador da Universidade de Tóquio publicou um artigo
no American Journal of International Law, referindo vários atos
administrativos de diversos Estados asiáticos a autorizar a passagem
inofensiva de navios provenientes de outros Estados do pacífico.
Falta a generalidade, só menciona estados asiáticos.
Artigo de revista. A doutrina é ou não um elemento importante para identificar o
costume. Art.38, a) d.. Há um meio subsidiário. Este artigo nas é puramente doutrina,
é um artigo que nos diz como é a prática dos estados, não temos aqui propriamente
doutrina. A doutrina em si é um meio auxiliar, não nos permite dizer se ha ou não
costume, no entanto esta doutrina vem mencionar como os estados agem. Temos um
dados estatístico factual. Art. 5 da ONU. Não é suficiente para dizer que existe um
costume universal geral, talvez um costume regional.
4. Em 1977, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu o processo
Brownlie v. State of California, estabelecendo o direito de passagem
inofensiva como norma aplicável em todo o território norte-americano.
Teoria dos dois elementos. Art.6/2. 10/2. Trata-se de uma manifestação de um tribunal
e de uma opinião juris. Não ha uma pratica geral porque não é suficientemente
geeneralizada. Não temos elementos suficientes.
5. Em 1978, no exercício da sua competência exclusiva no quadro da Política
Comercial Comum, a Comunidade Económica Europeia estabeleceu em
Regulamento o direito de passagem inofensiva de navios provenientes de
Estados terceiros pelo mar territorial dos Estados-Membros.
Art.6/2. Estes estados vincularam-se ao que foi acordado. Presume-se que existe
opinio juris. Olhando isoladamente existe um costume regional. Ato unilateral. Quanto
a pratica geral manifestação da opinio juris 10/2. Podemos falar então de um costume
regional.
6. Em 1976 e 1982, no contexto da negociação do texto da Convenção das
Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), o Presidente da República
do Peru, nos seus discursos durante a sessão ordinária anual da Assembleia
Geral das Nações Unidas, insurgiu-se de forma consistente contra a
consagração na convenção de um direito de passagem inofensiva,
entendendo caber aos Estados decidir quais navios devem beneficiar de tal
prerrogativa.
Teoria do objector persistentes- se um estado se opõe de forma repetitiva não impede
a formação do costume mas impede a vinculação desse estado ao costume. Art.15.
Podemos considerar que o costume está formado posteriormente ou anteriormente.
Aqui é certo que o costume se ia formar. Refere-nos que uma norma consagrada num
tratado, ou veio codificar ou levou a cristalização, formou-se ou numa ou noutra o
costume. Vincularia todos pos estados, o costume tem uma forma erga hommes.
7. A CNUDM foi assinada no dia 10 de dezembro de 1982 por 119 Estados,
seguindo-se o processo de ratificação.
Teoria do objector persistentes- se um estado se opõe de forma repetitiva não impede
a formação do costume mas impede a vinculação desse estado ao costume. Art.15.
Podemos considerar que o costume está formado posteriormente ou anteriormente.
Aqui é certo que o costume se ia formar. Refere-nos que uma norma consagrada num
tratado, ou veio codificar ou levou a cristalização, formou-se ou numa ou noutra o
costume. Vincularia todos pos estados, o costume tem uma forma erga hommes.
8. Nos termos do artigo 17.o da referida convenção “os navios de qualquer
Estado costeiro ou sem litoral gozarão do direito de passagem inofensiva
pelo mar territorial”.
Teoria do objector persistentes- se um estado se opõe de forma repetitiva não impede
a formação do costume mas impede a vinculação desse estado ao costume. Art.15.
Podemos considerar que o costume está formado posteriormente ou anteriormente.
Aqui é certo que o costume se ia formar. Refere-nos que uma norma consagrada num
tratado, ou veio codificar ou levou a cristalização, formou-se ou numa ou noutra o
costume. Vincularia todos pos estados, o costume tem uma forma erga hommes.
9. A República do Peru não ratificou a Convenção.
10. A República do Peru sempre autorizou a passagem de navios da
República do Equador, prática refletida numa circular do Ministério dos
Negócios Estrangeiros peruano.
11. Em 1983, a República do Peru impediu um navio chileno, o Pinochet, de
passar pelo seu mar territorial, invocando a necessidade de concordância
prévia para o efeito.
A república de peru é ou não um estado objetor persistente. A objeção persistente de
um estado não vincula esse estado ao costume mas não impede a formação de
costume. A data da formação do costume e a data de objeção- saber se o costume
ainda está em formação. Se estiver em formação os estados podem se opor a
formação desse costume, exceto se for uma norma de ius cogens.
12. O Pinochet transportava opositores ao governo chileno que tinham sido
detidos no território colombiano e que estavam a ser levados para Santiago,
onde seriam sujeitos a atos de tortura.
13. Na sequência destes factos, em 1984, a República do Chile propõe uma
ação junto do Tribunal Internacional de Justiça, pedindo a declaração da
ilicitude do ato de impedimento de passagem do Pinochet pelo mar
territorial peruano.
14. Nos termos do disposto no n.o 1 do artigo 308.o CNUDM, a mesma
entrou em vigor no dia
16 de novembro de 1994, com o depósito do sexagésimo instrumento de
ratificação ou de adesão.
Deve o Tribunal Internacional de Justiça decidir contra a República do Peru?
Ver a materia de ius cogens para saber se existe ou não ius cogens na
autorização da passagem dos navios
4.10
Casos práticos sobre tratados
1 caso
Ainda nao ha tratado
Nao temos informação suficiente se ha tratado de forma verbal
Nao ha vinculação
Nao ha informação suficiente para saber se houveram outros tipos de convenções (?)
O processo de celebração das convenções internacionais varia conforme sejam
convenções bilaterais ou multilaterais – entende-se como regime geral o processo das
convenções bilaterais. Este procedimento inclui 4 fases:
• Negociação;
• Autenticação;
• Vinculação;
• Eficácia.
2- manifestação de consentimento
3- entrada em vigor
4- depósito/registro/publicação
Tratado multilateral
2 caso
Ponto 4.
Temática da representação
Art.7 da convenção; n1, a) a.
Apresentam uma carta patente. Mas temos outras duas hipóteses: a) b.
7/1, a) b.
Ponto 5 ja começa a parte da manifestação.
Caso Prático no 2
Tratados Internacionais
1. No dia 1 de janeiro de 2018, a África do Sul, a Argentina, a Austrália, o
Japão, a Namíbia, a Nova Zelândia e o Saara Ocidental começaram
negociações com vista à conclusão de um tratado sobre proteção da
espécie de abelhas apis melífera, o Tratado apis mellifera (TAM).
É importante referir a definição de tratado internacional, artigo 2º/1 alínea a) da CV.
Ainda não há tratado. Para concluirmos se existe ou não um tratado internacional
temos de seguir um procedimento padrão que está na convenção de Viena. Há fases:
a negociação; depois temos o momento da adoção do texto; depois o momento da
autenticação do texto; assinatura; ratificação, aceitação, aprovação ou adesão (fase
da manifestação do consentimento); troca ou depósito dos instrumentos de
ratificação; depois temos o momento da entrada em vigor; publicação e registro; e
depois temos uma fase integrativa da eficácia. Neste parágrafo estamos ainda na fase
da negociação. Temos uma espécie de contrato multilateral (3 ou mais partes). Ocorre
ou no contexto de organizações internacionais ou no contexto de …
O Saara Ocidental não é amplamente reconhecido como um Estado soberano, é
considerado como um território não autónomo, segundo as Nações Unidas, com
reivindicações de soberania pelo Marrocos. Portanto, a participação do Saara
Ocidental nas negociações levanta questões sobre quem pode atuar como parte nos
tratados internacionais e qual a legitimidade do seu envolvimento como um "sujeito
de direito internacional". De acordo com as normas de Direito Internacional Público,
organizações internacionais, entidades não reconhecidas ou territórios disputados
podem, em determinadas circunstâncias, participar nas negociações de tratados. A
participação do Saara Ocidental pode ser aceite com base no reconhecimento
implícito ou explícito pelos Estados envolvidos nas negociações. O poder é exercício
pelo estado marroquino. Contudo, consoante o artigo 6º da CV todo o estado tem
capacidade para concluir tratados.
2. No dia 1 de fevereiro de 2018, a Austrália e a Nova Zelândia, descontentes
com o rumo das negociações e procurando um procedimento mais célere,
resolveram abandonar as mesmas e começar negociações bilaterais (TAM-
bil).
Estamos em contexto de negociação. Não existe qualquer obrigação que incida sobre
os estados logo não há qualquer tipo de problema de entrarem em negociações com
um tratado bilateral.
3. Para a adoção do texto do TAM, que teve lugar durante a Conferência de
Joanesburgo, a África do Sul fez-se representar pelo seu Chefe de Estado, a
Argentina, pelo seu MNE, a Namíbia pelo representante acreditado na
Conferência de Joanesburgo, o Japão pelo seu Ministro do Ambiente e o
Saara Ocidental pelo seu Chefe de Governo.
De acordo com o parágrafo, os representantes de diferentes Estados participaram da
Conferência de Joanesburgo para a adoção do texto do TAM. Com base nisso,
podemos concluir que o parágrafo descreve a fase de adoção do texto de um tratado
internacional. A adoção do texto, prevista no artigo 9º da CV, é uma fase importante
que ocorre após as negociações. Nesta fase, os Estados concordam com a redação
final do texto do tratado, o que significa que já houve um acordo em relação aos
principais elementos e obrigações que o tratado vai impor. É o momento em que o
texto é aceite por todos os Estados participantes. No caso do parágrafo, os Estados
(África do Sul, Argentina, Namíbia, Japão e Saara Ocidental) estavam representados
por figuras de diferentes níveis de autoridade, participando no processo de adoção do
texto do tratado TAM. A adoção do texto ocorre quando os representantes dos Estados
formalizam que concordam com o conteúdo do tratado, embora ainda não o estejam a
vincular de forma definitiva. A Convenção de Viena, no seu artigo 7.º, específica que
certos indivíduos estão automaticamente habilitados a representar o Estado na
adoção de tratados. No caso descrito a África do Sul foi representada pelo seu Chefe
de Estado, que tem autoridade para atuar em nome do Estado (artigo 7º/2, alínea a).
A Argentina foi representada pelo seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, também
autorizado a vincular o país em tratados (artigo 7º/2, alínea a). A Namíbia foi
representada por um representante acreditado na conferência, o que é aceitável
desde que o Estado tenha conferido a essa pessoa poderes plenos (artigo 7º/2 alínea
c). O Japão foi representado pelo Ministro do Ambiente, portanto pode não ter
autoridade, dependendo da legislação interna japonesa, mas o poder pode ser
delegado (poderíamos aplicar o artigo 7º/1). O Saara Ocidental, que tem um estatuto
disputado e não é universalmente reconhecido como Estado, foi representado pelo
seu Chefe de Governo, o que complica a validade formal da participação no tratado,
dependendo do reconhecimento internacional. Contudo, tal como o artigo 6º da CV
nos diz, “Todo o Estado tem capacidade para concluir tratados.”.
Pelo contexto do parágrafo, é possível determinar que o tratado TAM é multilateral,
uma vez que há mais de dois Estados envolvidos nas negociações e na adoção do
texto. Um tratado multilateral envolve três ou mais Estados, e neste caso, a África do
Sul, Argentina, Namíbia, Japão, e possivelmente o Saara Ocidental estão envolvidos na
formação do tratado TAM.
4. No quadro das negociações do TAM-bil, a Nova Zelândia fez-se
representar pelo seu Embaixador em Camberra e a Austrália pelo Presidente
da Câmara Municipal de Sydney, como era hábito nas negociações
internacionais entre os dois Estados.
Artigo 7º/1, alínea b). Estamos ainda no contexto da negociação. Nestas negociações
quem representa os estados: A resposta é nos dada pelo artigo 7º/1 alínea a) da CV.
Plenipotenciários – representantes que apresentam uma carta patente, poderes
adequados para vincular um estado ou uma convenção. Cada estado é que decide o
seu representante. Alínea b) hipótese do representante resultar da prática do estado,
portanto este representante não vai acompanhado de uma carta patente. O
embaixador enquadramos na alínea b) do artigo 7º/2, o presidente enquadramos no
artigo 7º/1 da alínea b) que poderá resultar da prática do estado.
5. As negociações do TAM-bil prosseguiam com sucesso e no dia 20 de
fevereiro de 2018, as partes assinaram o texto do tratado manifestando a
sua vinculação ao mesmo.
O parágrafo descreve a assinatura do texto do tratado, o que implica a manifestação
de consentimento, para vinculação, pelas partes. Sendo assim, as partes já
negociaram, adotaram e autenticaram o texto. De acordo com o artigo 11.º da
Convenção de Viena, os Estados manifestam o seu consentimento em ficar vinculados
a um tratado de várias formas, incluindo assinatura, troca de instrumentos
constitutivos de um tratado, ratificação, aceitação, aprovação, adesão ou por qualquer
outra forma acordada. No caso apresentado, as partes assinaram o texto do tratado,
manifestando a sua intenção de se vincular ao TAM-bil. A assinatura, como descrita no
parágrafo, é uma forma de consentimento e representa a fase de vinculação do
tratado, conforme os artigos 11.º e 12.º da CVDT. Isso significa que os Estados
signatários passam a estar obrigados juridicamente pelo tratado, a menos que se
preveja a necessidade de ratificação posterior. O artigo 12º da CVDT dispõe que a
assinatura de um tratado pode, em determinadas circunstâncias, significar a
vinculação dos Estados ao tratado. Se a assinatura for suficiente para expressar o
consentimento das partes, o tratado já está em vigor entre elas. TAM-bil trata-se de
um tratado bilateral (Austrália e a Nova Zelândia), um tratado que envolve apenas
dois Estados, duas partes.
A assinatura também se encontra no artigo 10º.
Basta a assinatura apara as partes se vincularem nos acordos sob forma simplificada,
ao contrário das convenções internacionais.
A autenticação (artigo 10º da CV) e a vinculação ocorrem em simultâneo (artigo 11º
da CV).
A professora diz que este é um acordo simplificado.
Fases do Procedimento: Negociação – As partes discutem e ajustam o conteúdo do
tratado (já finalizada, antes do parágrafo). Adoção do Texto (Artigo 9.º da CVDT) – O
texto foi acordado pelas partes (também já concluída). Autenticação do Texto (Artigo
10.º da CVDT) – O texto final foi autenticado pelas partes (geralmente pela
assinatura). Vinculação (Artigos 11.º e 12.º) – As partes assinam o tratado,
manifestando o seu consentimento para vinculação (fase mencionada no parágrafo).
6. Nesse momento, a Austrália declarou que o Artigo 5.o do TAM-bil que
impunha a obrigação de “sancionar de forma efetiva a utilização de
pesticidas causadores do colapso de colónias de abelhas apis melífera” –
apenas se referia a sanções de índole contraordenacional e não de índole
penal.
O parágrafo menciona um artigo específico do TAM-bil, um tratado entre a Austrália e
a Nova Zelândia, e a declaração da Austrália sobre a interpretação desse artigo. Isso
indica que o tratado TAM-bil já foi adotado e assinado. A Austrália está a referir-se ao
conteúdo de uma obrigação estabelecida no artigo 5.º desse tratado.
De acordo com o parágrafo fornecido, o tratado já foi adotado e está em vigor, pois já
está a ser discutida a interpretação das obrigações previstas no artigo 5.º. Portanto o
tratado já passou pela fase de negociação, adoção do texto, autenticação, vinculação
e manifestação do consentimento. Desta forma, o parágrafo situa-se na fase
integrativa da eficácia, já que o tratado está a ser aplicado. A Austrália está a clarificar
o alcance de uma obrigação específica, o que sugere uma questão de interpretação do
tratado, regulada também pelo artigo 31.º da Convenção de Viena, que estabelece as
regras para a interpretação de tratados. A interpretação dos tratados ocorre porque a
interpretação é necessária quando o tratado já foi celebrado, e surge a necessidade
de aplicá-lo concretamente nas situações reais que as partes enfrentam, surgem
dúvidas ou divergências sobre como as suas cláusulas devem ser aplicadas a factos
concretos.
TAM-bil trata-se de um tratado bilateral (Austrália e a Nova Zelândia), um tratado que
envolve apenas dois Estados, duas partes.
Há uma possibilidade ser uma reserva, mas não é porque o tratado é bilateral.
Não propriamente uma intensão de modificar ou extinguir mas sim de esclarecer.
7. No dia 1 de março de 2018, teve lugar a adoção do texto do TAM, com o
voto contra da Argentina.
O parágrafo refere-se claramente à fase de adoção do texto do tratado. A adoção do
texto, de acordo com o Artigo 9.º da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados
de 1969, é o momento em que as partes chegam a um acordo sobre o conteúdo do
texto do tratado. A adoção pode ocorrer de várias formas, incluindo voto unânime ou
por maioria. Neste caso, embora tenha havido um voto contra da Argentina, o tratado
ainda assim foi adotado pela maioria. O voto contra de um Estado não impede a
adoção do tratado, mas esse Estado pode escolher não se vincular a ele. O artigo 9.º,
n.º 2 da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados explica que a adoção pode
ocorrer por uma maioria qualificada, salvo estipulação contrária. Neste caso, a
Argentina votou contra, mas o texto foi adotado.
O tratado em questão é claramente multilateral, pois envolve mais do que dois
Estados.
Aplicamos também o artigo 9º/2 da CV porque também estamos a tratar de tratado
multilateral.
Após a adoção do texto, o tratado deve seguir para as seguintes fases: Autenticação
do texto (Artigo 10.º da Convenção de Viena): As partes confirmam que o texto
adotado corresponde ao que foi negociado. Vinculação (Artigo 11.º da Convenção de
Viena): Pode ocorrer por assinatura, troca de instrumentos, ratificação ou adesão.
Fase integrativa da eficácia: Após a vinculação, as condições para a entrada em vigor
(geralmente previstas no próprio tratado) devem ser cumpridas para que o tratado
produza efeitos.
8. No dia 2 de março de 2018, o Ministro japonês do Ambiente recebeu por
decreto assinado pelo MNE do Japão uma carta de plenos poderes relativa às
negociações do TAM.
Após a leitura deste parágrafo, verificamos que ainda se está na fase das
negociações, mais especificamente no que diz respeito à habilitação formal de um
representante do Estado japonês para participar nas negociações. A referência à
"carta de plenos poderes" implica que o Ministro japonês do Ambiente
(Plenipotenciários – representante que apresenta uma carta patente, logo tem
poderes adequados para vincular um estado ou uma convenção) esteja agora
autorizado a agir em nome do Japão no âmbito das negociações do TAM (artigo 8º da
CV – Uma pessoa que não pode ser considerada como autorizada a representar um
Estado para concluir um tratado (artigo 7º da CV), consoante artigo 8º permite-o
fazer). Neste momento, o parágrafo refere-se à fase de negociação do tratado. A carta
de plenos poderes, mencionada no parágrafo, é um elemento essencial nessa fase. De
acordo com o Artigo 7.º da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, a
capacidade de um Estado ser representado nas negociações de um tratado, depende
da emissão de plenos poderes por parte do chefe de Estado, chefe de governo, ou
ministro dos negócios estrangeiros (MNE). Ou seja, sem esta carta, o Ministro do
Ambiente do Japão não poderia representar o seu país validamente nas negociações.
A figura de confirmação tem efeitos retroativos.
O TAM é presumivelmente um tratado multilateral, dado que envolve mais de dois
Estados.
9. No dia 1 de abril de 2018, elaborada a ata final da Conferência, a mesma
foi assinada pelo representante da África do Sul, da Namíbia e do Saara
Ocidental e rubricada pelo representante do Japão.
Entramos agora na fase da autenticação, que é a fase do procedimento da conclusão
dos tratados pela qual o texto destes, já dotado, é formalmente reconhecido e tido
como definitivo pelos participantes na negociação, sendo feito através de assinatura.
Ou seja, a autenticação é a fixação e certificação do texto definitivo do tratado por
acordo dos plenipotenciários. A ata foi assinada pelo representante da África do Sul,
da Namíbia e do Saara Ocidental (art.12/1 CV). Uma vez que a assinatura é um ato
formal que implica o compromisso legal de um país com as disposições contidas no
documento, esta assinatura significa que o representante do país aceita o conteúdo do
documento e que ele passará a ter força legal após a ratificação. Ou seja, África do
Sul, Namíbia e Saara Ocidental aceitam o conteúdo da ata final elaborada. E foi
rubricado pelo representante do Japão. A rubrica por outro lado tem um peso menos
formal que a assinatura. Segundo o art12/2, a) a da CV “a rubrica de um texto vale
como assinatura do tratado quando se estabeleça que os Estados que tenham
participado na negociação assim tinham acordado”, o texto nada nos diz que os
Estados assim o acordaram. A rubrica é constituída pela aposição das iniciais ou de
outra forma de assinatura informal do tratado e das suas páginas, tem um mero efeito
de autenticação do texto do tratado sujeito a confirmação. Quando um representante
apenas rubrica a ata final, ele está a reconhecer a existência do documento e o
conteúdo deste, mas não se compromete com ele de forma definitiva. É um indicativo
de que o país está ciente do documento, mas pode haver necessidade de mais
negociações, aprovações internas ou outras etapas antes deste se comprometer
integralmente. Ou seja, o Japão está presente no processo e reconhece as
negociações, mas não implica ainda um compromisso jurídico definitivo, uma vez que
falta a assinatura formal do tratado.
Não é bem a assinatura requerida no art.12 da convenção. Não esta concluída a fase
da autenticação porque ainda falta a assinatura da Argentina, não estão todos os
estados vinculados. A assinatura tem 2 significados: manifestação do consentimento
de ficar vinculado ao tratado. Uma vez que falta a retificação é um tratado solene.
Qual é o significado da assinatura ou da rubrica nos tratados solenes, não é
necessariamente uma vinculação é. Mais uma manifestação de consentimento com o
texto. Art. 10, a) b. Apesar das partes nao estarem vinculadas, devem agir de boa-fé e
não agir contra a ata. Efeitos: autenticação traduz na expressão do acordo dos
estados relativamente ao texto do tratado; o estado que autêntica fica com o direito
de ratificar o tratado, os estados continua a ser soberanos; o estado fica proibido de
adotar ações ou omissões que frustem o fim dos tratados (principio da boa-fé inscrito
no art.18 CV). Nesta altura o tratado ainda não esta em vigor, mas ja existem deveres
dos estados que autentiquem (boa fé); Diferença entre assinatura e rubrica: quem
procede a assinatura tem plenos poderes, na rubrica o representante não tem plenos
poderes para autenticar assim como na assinatura ad referendum, é necessário que
haja uma confirmação por parte do orgão jurídico interno competente.
10. Foi também assinada pelo representante da Argentina, que assinalou
que o fazia a título provisório, pois nos termos da Constituição da argentina
a assinatura de um texto que não tenha merecido o voto favorável do
representante da Argentina deve de ser confirmada pela Assembleia da
República, o que aconteceu no dia 2 de abril de 2018.
Assinatura ad referendum porque o representante da argentina assinou a titulo
provisório. Precisa da confirmação do chefe de estado. Não é propriamente uma
assinatura em sentido estrito.
No dia 2 de abril acabou o momento de autenticação, o ultimo estado assinou.
11. Ficou estabelecido no artigo 2.o do TAM que a vinculação internacional
ao tratado dependeria da ratificação ou adesão do mesmo, no artigo 3.o que
o tratado entraria em vigor com o depósito do quarto instrumento de
ratificação ou adesão e no artigo 4.o que Portugal era designado
depositário.
3 questões distintas:
- o facto da vinculação ao tratado depender da ratificação ou adesão. Agora sim
estamos na parte da manifestação de vontade de vinculação.
Ratificação: é o ato através do qual autoridade ou órgão competente do estado que é
titular da competência de tratados manifesta de forma solene que por um lado o
eatdo esta vinculado e que por outro lado compete-se pelopacto subservam (?) a
vincular-se a dar execução do tratado.
Adesão: ART.15- so nestas condições é que e admissivel- o estado não assina, tratado
ja esta em vigor e os estados aderem.
A entrada em vigor do tratado esta prevista no art.24 CV.
Um estado só poderá aderir quando o trata ja estiver em vigor.
Deposito: 76 e ss- portugal pode ser depositário segundo o art. 76, 2ª parte.
12. Nada foi estabelecido em relação a reservas.
A reserva é um ato juridico unilateral não autónomo pelo qual um Estado, no
momento da assinatura, adesão ou outra forma de vinculação a um tratado, pretende
excluir ou modificar os efeitos jurídicos de algumas das normas deste, na respectiva
esfera jurídica. As reservas têm limites que tem de ser obrigatoriamente analisados,
nomeadamente limites formais (23/1 CV), temporais (19 CV) e materiais expressos (19
a) a.,e b. CV) (e art.53: ius cogens) e implícitos (19, a) c CV).
Tem ausência de autonomia jurídica (efeitos dirigidos apenas ao tratado)
E visa excluir ou modificar o efeito jurídico do tratado, não pode criar novas
disposições: poderá, então, modificar a disposição no sentido do seu alargamento .
Art.2/1, a) d.
Admissibilidade das reservas art.19
Sistematização do regime das reservas:
- conceito de reservas
- As reservas so são, normalmnete, admissíveis para tratados multilaterais
- Limites: materiais expressas (constam no tratado), implícitas (vao contra uma
proibição expressa), ius cogens (art.53); temporais: art.19 CV, deve ser feito no
momento, quanto as objeções o prazo é de 12 meses seguintes; procedimentais: de
forma escrita e comunicada aos demais estados ou aos que possam vir a fazer parte
do tratado;
13. No dia 1 de maio de 2018, todas as partes, com exceção da África do Sul
ratificaram o TAM.
Uma vez que a África do Sul não ratificou, o tratado não cria obrigações legais para
esta. Ela não está vinculada às suas disposições porque, mesmo tendo assinado, a
assinatura sozinha não é suficiente para que o tratado tenha força legal, é a
ratificação que transforma o tratado num compromisso vinculativo. A África do Sul
pode participar de outras formas (como continuar as negociações ou cooperar
informalmente), mas não é obrigado a cumprir as disposições do tratado. Ou seja, o
tratado entra em vigor apenas para os países que o ratificaram. A África do Sul uma
vez que não ratificou, não está juridicamente vinculada, mas pode ser pressionada
politicamente ou excluída dos benefícios do tratado até que decida ratificá-lo.
A África do Sul pode ratificar o tratado mais tarde, desde que o tratado continue
aberto para isso. Uma vez ratificada, a África do Sul torna-se vinculada pelas
disposições a partir da data da ratificação, mas não retroactivamente.
Dependendo da natureza do tratado, a não ratificação pode criar consequências
diplomáticas ou políticas. O país que não ratifica pode enfrentar pressão internacional
ou sofrer perdas de benefícios que o tratado oferece aos seus membros.
Art. 16 CV
Sem a África do Sul, apenas teríamos 3 instrumentos de ratificação, falta um quarto
instrumento (ponto 21).
O tratado só entra em vigor na data do ponto 11.
14. No momento da ratificação, o Japão comunicou às outras partes, por
escrito, uma reserva, determinando que a proibição de utilização de
pesticidas nocivos seria sancionada apenas pela via contraordenacional e
não pela via penal (em oposição ao texto do artigo 5.o do TAM que se referia
expressamente a sanções de natureza penal).
Segundo o art.19, um estado pode, no momento da ratificação, formular uma reserva,
a menos que: a) a. “A reserva seja proibida pelo tratado”, não é o caso; a) b. “ o
tratado apenas autorize determinadas reservas, entre as quais não figure a reserva
em causa”, também não é o caso; a) c. “Nos casos não previstos nas alíneas
anteriores, a reserva seja incompatível com o objeto e o fim do tratado, também não
parece ser o caso.
Estamos perante o art.20/2 “quando resulte do número restrito dos Estados que
tenham participado na negociação, assim como do objecto e do fim de um tratado,
que a sua aplicação na integra entre todas as Partes é uma condição essencial para o
consentimento de cada uma em vincular-se pelo tratado, uma reserva exige a
aceitação de todos”. Esta reserva exige a aceitação de todas as Partes.
O conteúdo da própria reserva
Limites temporais estão certos; quanto ao facto de ter sido efetuado por escrito
também n~ão temos qualquer vicio; partindo do pressuposto que ele não comunicou
as partes que poderão vir fazer parte do tratado a reserva seria ineficaz (temos de
considerar sempre os limites); quanto aos limites materiais é discutível sob o art.19, a)
c.
15. Nesse momento, a Argentina comunicou, também por escrito, uma
reserva, declarando que apenas se comprometia a sancionar a utilização de
pesticidas que provocassem o colapso das colónias de abelhas da espécie
bombus.
- não ha problemas quanto a limites temporais, foi escrito, quanto aos limites
materiais: temos uma reserva inadmissível quanto ao fim do tratado e do próprio
objeto do tratado porque a espécie é diferente.
- A reserva é ineficaz
- Posição mais unanime da doutrina: o estado mantem-se parte do tratado, a reserva
é ineficaz.
16. No dia 2 de maio de 2018, a Namíbia formulou uma reserva,
comunicando oralmente aos representantes das outras partes que a
utilização de pesticidas seria permitida se fosse precedida de um
procedimento de licenciamento de atividade agrícola.
Estamos perante uma reserva, uma reserva é, como anteriormente mencionado, um
ato unilateral não autónomo pelo qual um Estado, no momento da assinatura, adesão
ou outra forma de vinculação a um tratado, pretende excluir ou modificar os efeitos
jurídicos de algumas das normas deste, na respectiva esfera jurídica. As reservas têm
limites, nomeadamente: limites formais (23/1 CV), temporais (19 CV) e materiais, que
podem ser expressos (19, al.b) CV) e implícitos (19, al. c)).
A reserva feita por Namíbia não respeita certos limites, nomeadamente: o limite
temporal, uma vez que segundo o art.19 CV “um estado pode, no momento da
assinatura, da ratificação, da aceitação, da aprovação ou da adesão a um tratado,
formular uma reserva”, o momento da ratificação foi no dia 1 de maio de 2018,
Namíbia ao comunicar a reserva no dia 2 de maio não está a formular uma reserva
“no momento da ratificação”; desrespeita também o limite formal uma vez que a
reserva foi comunicada oralmente e, segundo o art. 23/1 CV, as reserva devem ser
formuladas por escrito e comunicadas aos Estados Contratantes e aos outros Estados
que possam vir a ser Partes no tratado. Não respeita os limites materiais uma vez que
é contra o fim do tratado.
A reserva torna-se então ineficaz.
17. No dia 1 de abril de 2019, a Namíbia comunicou uma objeção à reserva
japonesa.
Objeção simples- a objeção simples é quando o Estado apresenta uma objeção à
reserva que implica a disposição afetada pela reserva só se aplicará nos limites
previstos pela reserva;
- se um estado formula uma reserva, mas há outros Estados que formularam
objeções simples à reserva, a norma não será aplicada entre o Estado que formula a
reserva e o Estado que a objeta. Neste caso, a norma não se aplica ao Estados que
fez a objeção e, face aos que aceitaram, é aplicada de forma modificada.
- Blanco “tratando-se de uma objeção simples, a disposição sobre a qual incide a
reserva não se aplica entre o Estado que formula a reserva e o que a objeta, sem
prejuízo de o restante tratado ser aplicado (art.21/3)
Segundo o art. 21/3 “quando um estado que formulou uma objeção a uma reserva não
se oponha à entrada em vigor do tratado entre ele próprio e o Estado autor da
reserva, as disposições sobre que incide a reserva não se aplicam entre os dois
Estados, na medida do previsto pela reserva”.
Os estados que pretendam objetar uma reserva devem fazê-lo no prazo de 12 meses,
contados desde a notificação da reserva ou da data da vinculação ao tratado (art.20/5
CV)
Art.20/2- temos sempre uma regra.
so ha lugar a aceitação ou objeção depois de formulada a reserva. Os mais estados
não tem d formular uma aceitaçaõ ou objeção. Se o tratado não prever
especificamente aquela reserva, então os estados tem de formular uma aceitação ou
uma objeção.
Efeitos da aceitação da reserva- efeitos relativos inter-partes. A sua relação jruidcia
altera-se na medida e reserva.
Os que não aceitara,: 2 tipos de objeção: simples e qualificada.
Se nada disserem, o silencio vale como aceitação, exceto quando se trate de um
tratado institutivo de uma Organização Internacional- nestes existe sempre a
aceitação do órgão competente da organização (20/2) e Tratados instiututivos (20/3).
Se não houver qualquer menção de não se querer que entre em vigor do tratado,
supoem-se sempre que é simples.
18. No dia 5 de maio de 2019, foi a vez de a Argentina comunicar igualmente
uma objeção à reserva japonesa, expressando de forma clara que se opunha
à entrada em vigor do tratado caso a reserva japonesa se mantivesse.
Objeção qualificada- Se um estado formula uma reserva, mas outros estados
formulam objeções qualificadas (que inibem qualquer resolução jurídica) à reserva, o
tratado, na sua totalidade, não será aplicável na relação entre o Estado que formula e
o Estado que objeta. Ou seja. A objeção qualificada impede que o tratado entre em
vigor entre o estado autor da reserva e o Estado objetante. 20/4, al.b). Vamos
presumir que foi por escrito 21/3
A reserva do Japão foi formulada no dia 2 de maio de 2018, a objeção à reversa por
parte da Argentina foi a 5 de maio de 2019. Os estados que pretendam objetar uma
reserva devem fazê-lo no prazo de 12 meses, contados desde a notificação da reserva
ou da data da vinculação ao tratado (art.20/5 CV). Logo, não houve de facto uma
objeção pro parte da Argentina uma vez que ja tinha ultrapassado o prazo estipulado
pelo art.20/5, 12 meses. Mas tem haver sempre uma aceitação expressa.
Temos então uma aceitação, apesar de tácita, entrada em vigor do tratado entre as
partes, a sua relação seria modificada perante a reserva 21/1.
19.O TAN previa a possibilidade de os Estados escolherem ficarem ou não
vinculados ao Capítulo II desse tratado, que regulava certos aspetos
relativos à produção industrial de pesticidas nocivos.
20. No dia 3 de abril de 2018 o governo da Namíbia revogou uma lei que
criminalizava a utilização de pesticidas causadores de colapso de colónias de
apis melífera.
Está agir contra o fim, o objeto do tratado. Pode responder com responsabilidade
internacional.
A nabimia ja teria aceite o tratado, logo ao revogar (art.5), neste momento o tratado
ainda não está em vigor, no dia 1 de janeiro de 2018. Assim, não ha uma vinculação
do pacto subservandem (25)- contudo já existem um consentimento em ficar
vinculado e gera assim responsabilidade internacional (art.18/3), por violar a boa fé-
alínea b).
21. No dia 1 de junho de 2019, a África do Sul ratificou o TAM, tendo
procedido ao depósito do respetivo instrumento de ratificação.
22. No dia 2 de junho de 2019, o Brasil comunicou a sua adesão ao TAM, mas
optou por não se vincular às disposições do Capítulo II.
Tínhamos adesão (art.15 e 17). As partes podem não se vincular se o taratdo
autorizar.
Teste dia 4 de novembro
Caso Prático n.o 3
Vida dos Tratados
O Estado italiano sofreu, à semelhança de diversos países, uma crise
financeira grave em 2020 na sequência da pandemia COVID-19. Nesse
seguimento, veio pedir ajuda aos parceiros internacionais menos afetados
financeiramente. Foi firmado um Tratado de ajuda financeira com a
Alemanha, a França e o Reino Unido, onde foram previstas várias condições
relativas ao empréstimo, entre as quais pesadas taxas de juro.
a. Um dia antes da celebração, o representante do Estado alemão terá dito
ao representante da Itália: “é bom que aceite tudo e assine tudo, senão
qualquer dia ainda invadimos esse país preguiçoso”.
Invalidades:
A validade de um tratado está dependente de 3 condicionantes:
- capacidade jurídico… do sujeito;
- Objeto licito;
- Circunstancias, consentimento do sujeito não se encontrar viciado
Graus/ vicios existentes:
- ineficácia jurídica (tratados que não tenham sido objeto de registro);
- Inexistência jurídica (casos extremos em que o próprio ato jurídico se tende não
existir)
- Nulidades absolutas e relativas
Presunção de validade, pode ser afastada pelas clausulas de invalidade; existir uma
tipicidade das causas de nulidade (estão previstas na CV, art.1)
Quem causou o vicio é quem responde por responsabilidades internacionais.
Existem dois graus de gravidade das nulidade: absolutas e relativas
Os vicios:
- Formais: as retuifucações imperfeitas (46?)- não cumprimento de formalidades
estabelecidas para. Retificação e essa violação tem de ser manifesta e tera de
incidir sobre normas de conclusão dos tratados que sejam fundamentais para o
estado em questã; excesso de poder (47?)- um representa te tenha excedido os
poderes; art.49…; dolo art.49; corrupção art.50, podemos incluir a coação.
O que é o erro? Em que termos é relevante.
Dolo: elemento material; psicológico e tem de ter o resultado.
Corrupção: quem corrompe tem de estar presente; a corrupção tem de ser…
Coação:
- Substanciais
Absoluta: contariedade a normas ius cogens;….quem pode? Art.65/1- qualquer sujeito
de di incluindo os que não fazem parte do tratado afetado. Pode ainda apreciar os
tribunal. (46 e 50)
- Quando a cenassão dos vicios, não são sujeitos, o tratado cessa a sua vigência;
- Quanto aos efeitos: abrange a totalidade do tratado, todas as disposições do tratado
são sujeitadas, o tratado é indivisível (44/5); quanto a produção de efeitos
retroativos (art.69), a nulidade prediz efeitos retroativo a data do efeito da vigência
do tratado. Cessa. Vigência do tratado entre a parte viciada e todas as mais partes.
A relativa: todos os vicios anteriores; quanto a alegitimidade apenas os sujeitos que
sofram com o vincos; quando à cenação é sujeitável de cenação; quanto aos efeitos
temos uma exceção atinge o taratdo se art.44/3, mas a regra é de indevisão.
Retroatividade art.69- não existem efeitos retroativos; e quanto as relações entre as
partes não afeta a vigência do tartdo nem as relações das demais partes a não ser
que seja bilateral.
a) Após analisar esta primeira situação, percebi que a afirmação do representante
alemão pode ser interpretada como uma forma de coação, sugerindo que a Itália não
tem outra opção a não ser aceitar os termos propostos para evitar uma invasão. Isso
pode ser considerado como uma ameaça à soberania da Itália e, portanto, um vício do
consentimento. O consentimento das partes é fundamental para a validade do
tratado, para estas se vincularem ao mesmo (artigo 11º da CV). Consoante o artigo
51º da CV, a manifestação do consentimento de um Estado em ficar vinculado por um
tratado obtida por coação exercida sobre o seu representante, por meio de atos ou de
ameaças dirigidos contra ele, é desprovida de qualquer efeito jurídico, o que
efetivamente aconteceu nesta situação, pois o representante do Estado Alemão
ameaçou o representante da Itália que se este não aceitasse tudo e assinasse tudo o
que estava previsto no tratado, o seu país seria invadido. Sendo assim, de acordo com
o artigo 52º da CV, este Tratado de ajuda financeira com a Alemanha, a França e o
Reino Unido, onde foram previstas várias condições relativas ao empréstimo, entre as
quais pesadas taxas de juro, é nulo, pois todos os tratados cujas conclusões tenham
sido obtidas pela ameaça ou pelo emprego da força, em violação dos princípios de
direito internacional consignados na Carta das Nações Unidas, são considerados nulos.
Esta coação é sobre o estado e não sobre o representante de estado, então aplica-se o
artigo 52º da CV e não o 51º da CV. Há vício de consentimento e vontade. Nulidade
absoluta.
A nulidade de um contrato está sujeita a três condicionantes, a capacidade do sujeito,
licitude do objeto, está dependente de um objeto licito, e da perfeição da vontade, do
consentimento, ou seja, que este não se encontre viciado. A nulidade pode ser relativa
ou absoluta.
Vícios formais e prestanciais. Os vícios de forma são as ratificações imperfeitas (não
cumprem as formalidades para a ratificação e essa violação tem de ser manifesta e
terá de incidir sob normas de conclusão dos tratados fundamentais para o estado
onde estão), artigo 46º e o excesso de poder artigo 47º.
Nulidade absoluta e relativa. Absoluta – artigo 51º, artigo 52º, contrariedade a normas
ius cogens, pode ser originário ou superveniente (artigo 64º e 71º). Pode invocar uma
nulidade absoluta qualquer sujeito de direito internacional, incluindo aqueles que não
integram ou não fazem parte do tratado. Os vícios podem não ser sanados? Artigo
45º, não são suscetíveis de sanação, a partir do momento que a nulidade é declarada,
o tratado cessa a sua vigência. Quanto aos efeitos? Extensão – abrange a totalidade
do tratado, não existe divisibilidade, quanto à produção de efeitos retroativos, a
nulidade produz efeitos retroativos, artigo 69º. Quanto aos efeitos entre as partes,
cessa a vigência do tratado entre a parte viciada e todas as demais partes.
A nulidade relativa, artigo 46º a 50º, quem pode invocar são apenas os
sujeitos/estados afetados pela nulidade relativa, apenas pelo tratado que sofreu o
vício, quanto a sanação, é suscetível de sanação, o estado vício pode dar o seu
consentimento para sanar, quanto aos efeitos o tratado é divisível, atinge apenas a
totalidade se se verificar as condicionantes do artigo 44º/3. Quanto à retroatividade,
artigo 69º, não existem efeitos retroativos, quanto às relações entre as partes, não
afeta a vigência entre o tratado nem com as relações entre as demais partes a não ser
que seja um tratado bilateral.
b. Do Tratado constava a cláusula de que Itália ficava privada de fazer
qualquer tratado com outros Estados até final da ajuda financeira. Portugal,
com quem Itália estava a celebrar um acordo comercial, pretende reagir.
Pode?
De acordo com o art.26 da CV, os taratdos devem ser cumpridos de boa-fé. Assim, a
Itália está vinculada aos termos do Tratado com a Alemanha, França e Reuno Unido.
A cláusula que impede a Itália de celebrar novos tratados até o fim da ajuda financeira
é válida, desde que não contrarie normas de direito internacional ou princípios
fundamentais.
Portugal pode reagir, mas deve faz~e-lo respeitando as obrigações internacionais e a
boa-fé. Isso pode incluir consultas diplomáticas ou busca de esclarecimentos.
Se Portugal quiser reivindicar que a cláusula do Tratado com a Alemanha, França e
Reino Unido é excessiva ou ilegal, poderia, teoricamente, apresentar uma queixa junto
ao Tribunal internacional ou buscar mediação, mas isso dependeria de vários fatores,
incluindo a vontade política e os procedimentos.
Art.34 “um tratado não cria obrigações nem direitos para um terceiros Estado sem o
consentimento deste”. Portugal pode argumentar que a clausula de não celebrar
tratados afeta os seus direitos como terceiro Estado.
c. A Itália deixou de cumprir as obrigações a que estava vinculada por força
do Tratado. Invoca que entretanto celebrou um acordo com os EUA, que é
bem mais vantajoso.
Estamos perante uma cessação e suspensão de vigência por ocorrência de
circunstâncias não previstas na convenção motivada pelo comportamento das partes.
Itália incorre ao incumprimento substancial do tratado (art. 60 CV) ao deixar de
cumprir as obrigações a que estava vinculada por força do Tratado.
Segundo o art.60/2 da CV uma violação substancial de um tratado multilateral, por
uma das Partes, autoriza:
A) as outras partes, agindo de comum acordo, a suspender a aplicação do tratado, no
todo ou em parte, ou a fazer cessar a sua vigência: i) seja nas relações entre elas e
o Estado autor da violação (Itália), ii) seja entre todas as Partes;
B) Uma parte especialmente atingida pela violação a invocá-la como motivo de
suspensão da aplicação do tratado, no todo ou em parte, nas relações entre ela e o
Estado da violação;
C) Qualquer outra parte, excepto o Estado da violação, a invocar a violação como
motivo para suspender a aplicação do tratado, no todo ou em parte, no que lhe
diga respeito, se esse tratado for de tal natureza que uma violação substancial das
suas disposições por uma Parte modifique radicalmente a situação de cada uma
das Partes quanto ao cumprimento posterior das suas obrigações emergentes do
tratado.
Existe também uma violação do art.26 da CV que menciona “todo o tratado em rigor
vincula as Partes e deve ser por elas cumprido de boa fé”. Assim, Itália ao deixar de
cumprir as obrigações a que estava vinculada por força do Tratado age de má fé e
viola este art.
c) O artigo 26º da CV ("pacta sunt servanda") diz-nos que os tratados em vigor
vinculam as partes e devem ser cumpridos de boa-fé pelas partes. Assim, a Itália, ao
celebrar um tratado de ajuda financeira, tem a obrigação de cumprir as condições
acordadas. Se a Itália deixou de cumprir as obrigações previstas no tratado com a
Alemanha, França e Reino Unido, várias consequências podem advir. Acho que se
trate de uma circunstância ligada ao comportamento das partes, mais
especificamente da Itália. É um caso de incumprimento substancial (artigo 60º da CV).
Este artigo trata da cessação da vigência de um tratado ou suspensão da sua
aplicação como consequência da sua violação. A Itália deixou de cumprir as
obrigações a que estava vinculada por força do tratado de ajuda financeira, e isso
caracteriza uma violação substancial do tratado. Se a Itália celebrou um acordo mais
vantajoso com os EUA, isso pode ser interpretado como uma violação das obrigações
assumidas no tratado com a Alemanha, França e Reino Unido. Com base no artigo
60.º, as partes do tratado de ajuda financeira têm a possibilidade de suspender a sua
aplicação ou cessar a vigência do tratado, especialmente se a violação substancial
afetar a relação entre as partes. Consoante o artigo 60º/2 alínea a) da CV, uma
violação substancial de um tratado multilateral, por uma das Partes, autoriza às outras
Partes, agindo de comum acordo, a suspender a aplicação do tratado, no todo ou em
parte, ou a fazer cessar a sua vigência, seja nas relações entre elas e o Estado autor
da violação, ou seja entre todas as Partes.
Artigo 60º/4 e 60º/5 da CV.
Artigo 70º/1 e Artigo 72º do CV – consequências da cessação.
25.10
Invalidade - Desvalor juridico traduzido na inaptidão de tratados portadores de
viciosos seus pressupostos e elementos para produzirem a totalidade dos efeitos
jruidocos que tipicamente lhes corresponderiam.
28/10
Vissitudes
11.11
Correção do teste prático
Caso prático 1
1º parágrafo- Corrupção do representante (art.50 CV)- atribuição de vantagens direta;
alteração … determinante para a celebração do tratado; entidade participante;
regime: nulidade relativa; art.69/3; debilidade art.44/4, inviolabilidade limitada só o
estado cujo o consentimento tenha sido viciado o podem invocar; sanabilidade por
força do art.45;
2º parágrafo- violação de uma norma interna de competência; art.27; pressupostos
deste vicio: colação de uma norma de competência, disposição fundamental, violação
manifesta; art.47 um avez que o presidente do sudao do sul tinha conhecimento;
consequencias- nulidade relativa, art.69; art.65 pode haver sanação nos termos do
art.45;
impossibilidade superveniente; art.61; art.70/1; ou art.72 se entendêssemos que a
impossibilidade seja temporária.
Alteração superveniente de circunstâncias- pressupostos nos termos do art.62: devia
ser a base essencial do objeto; não resulta… art70/1 ou suspensão se assim fosse o
caso
Quanto à restituição: estamos a falar de um valor que foi dado em corrupção; existe
umregime específico para a corrupção dos tratados? Sim. Art.69/3
Art.65- nulidade do tratado. Art.67
Caso prático 2
Estamos perante um tratado solene porque estamos perante um tratado que
necessita de ratificação. Precisa de confirmação posterior.
Efeitos quanto à aceitação do Estado B: 21/1, Estado C objeção à partida simples (não
vigora a disposição, não é reserva) pois não há indicação de oposição do tratado em
vigor.
Estado D: objeção qualificada (20/4 b))
20/2 atendendo ao nº restrito de estados- é preciso a aceitação de todos os estados.
Caso Práticos n.ºs 4 e 5
Processo de vinculação internacional do Estado Português
A 30 de abril de 2020, o Primeiro-Ministro deslocou-se à Venezuela e assinou
com os
seus homólogos da Argentina, do Uruguai, do Paraguai e da Venezuela um
tratado
relativo à cooperação respeitante à divulgação da cultura de cada um destes
países. No
âmbito desse tratado, cada Estado assumiria a obrigação de auxiliar, através
de apoios
financeiros a entidades credenciadas, a divulgação da cultura de cada um
dos outros
Estados-Parte.
A 10 de junho de 2020, o Ministro da Cultura, mediante Despacho, aprovou,
sob a forma
de tratado, aquela convenção internacional. O Tratado foi enviado ao
Presidente da
República para ratificação, após a qual Portugal depositou, a 30 de julho de
2020, o seu
instrumento de vinculação junto do Secretário-Geral das Nações Unidas.
Pronuncie-se sobre o processo interno de vinculação do Estado português.
O processo interno de vinculação do Estado Português é dividido em 4 fases: a fase
negocial onde o Governo é o órgão competente para negociar as convenções segundo
o art.197/1, al.b)); a fase instrutória que pode acontecer, em função das matérias, que
haja uma obrigatoriedade de audição de sindicatos ou associações profissionais, sob
pena de inconstitucionalidade; a fase constitutiva que é a fase aprobatória e de
expressão definitiva do consentimento; e a fase de eficácia interna que exige a
publicação das convenções internacionais no Diário da República (art.119/1, al.b)).
A 30 de abril parece-me que estamos sob a fase negocial. Por regra, a negociação das
convenções internacionais é da competência do Ministério dos negócios estrangeiros,
sem prejuízo que possa não ser, ou seja, pode haver situações em que, em função da
especialidade da matéria, se admita em Conselho de Ministros que seja outro
Ministério a negociar, desde que se comunique sempre ao Ministério dos negócios
estrangeiros. O governo é o órgão competente para negociar as convenções segundo
o art.197/1,al.b). A assinatura teria que ser assinatura ad referendum porque Portugal
não aceita vinculação aos tratados por assinatura, não aceitam tratados sob forma
simplificada, tem sempre de ser aprovados e retificados.
Neste caso, a deslocação do Primeiro-Ministro e a assinatura do tratado na Venezuela
são compatíveis com a competência do Governo para negociar celebrar convenções
internacionais, conforme o artigo 197/1, al.b) CRP.
A 10 de junho parece-me que já nos encontramos na fase constitutiva, ou seja, fase
appobratória e de expressão definitiva do consentimento. Quando se trata de tratados
estes apenas podem ser aprovados pela AR. Logo, uma vez que o tratado foi aprovado
pelo Ministro da Cultura através de um despacho, o tratado está a ser aprovado por
um membro do Governo. O tratado tem de ser aprovado pela a AR conforme o
art.161, al.i) CRP. Além disso, a aprovação por despacho é insuficiente e inaplicável a
tratados internacionais; o tratado exigiria um decreto da AR.
Por mera hipótese: Art.165/1 al.g)- para rebater a questão da reserva material da
tratado, e que ainda que fosse um acordo internacional ainda era de competência da
AR.
Apesar das irregularidades na aprovação, o tratado foi enviado ao PR para ratificação.
De acordo com o art.135, al.b) CRP, o PR é responsável pela ratificação dos tratados
internacionais. A ratificação é um ato de controlo e expressão do consentimento por
parte do Estado português. No entanto, a ratificação de um tratado aprovado de forma
inadequada pelo Ministro da Cultura compromete a validade do processo de
vinculação. Ato discricionário livre e obrigatório. Se o PR tiver duvidas de
constitucionalidade recorrem a fiscalização preventiva.
Após a ratificação, Portugal procedeu a 30 de julho, ao deposito do instrumento de
vinculação junto do Secretário-Geral das NU, consolidando formalmente o
compromisso de Portugal no plano internacional. Contudo, como o tratado não foi
devidamente aprovado pelo órgão competente (a AR), este ato carece de base legal
interna. art.140 é necessário a deposição. Referido administarial. Art. 80 CV. Art.102
CNU. Haveria oponibilidade aos outros países das NU.
Quanto à 4ª fase, a fase de eficácia interna, onde é exigida a publicação das
convenções internacionais no Diário da República segundo o art.119/1, al.b) CRP, o
caso nada nos diz se foi efetivamente publicado ou não.
Correção:
1ª fase de negociação e ajuste-
2º instrutória
3º fase constitutiva
4ª fase eficácia interna
Art.8/2
Diferenças entre tratados e acordos
Nos tratados so AR pode aprovar, exige a ratificação, diferença ao nível da fiscalização
preventiva da inconstitucionalidade.
Quanto à vinculação ocorrerá por força da aprovação certificada pela assinatura pela
força do PR.
Quanto à negociação: abrange a autenticação em sentido estrito e pela adoção (?) do
texto
É o governo o órgão competente para negociar as convenções, art.197/1, al.b);
art.182
O ajuste- fase de autenticação, o texto passa a ser considerado verdadeiro definitivo,
ja fica vinculado por princípios da boa fe.
Conjugar os arts.197/2, al.b) e art.182 com os decretos leis, o decreto-lei 121/2011 de
29 de dezembro;
Fase do ajuste temps de convocar a resolução do conselho de ministros 17/88
É o primeiro ministro quem tem o consentimento da assinatura ad referendum,
autenticação. Tem sempre de aprovar uma autenticação, seja de um tratado seja de
um acordo.
Fase constitutiva
O estado exige sempre aprovação seja em acordos seja em tratados
Quanto à forma: decreto-governamental se for o governo.
Não tem correspondencia internacional, ou na cv. Corresponde ao direito interno de
Portugal, art.8/2.
Esta aprovação ocorre em todas as manifestações de tratados ou acordos do direito
português.
Órgãos competentes: AR e Gov.
Situações em que os órgãos atuam:
- ar: taratdo; acordos de materia sobre o art.161,al.i); 164 e 165; aprova por
resolução, é votada por maioria simples art.116/3
- Gov: acordos internacionais, art.197, al.c). Mesmo nas situações do art.165 so a AR
aprova, não pode autorizar o governo a aprovar essas matérias. Aprova por decreto
art.197/2, votada pelos conselhos ministros art.2000/2, al. d)
O Estado português decidiu celebrar um Tratado de amizade com Espanha e
os países da
América Latina destinado à cooperação e desenvolvimento recíprocos: o
Pacto Ibero-
Americano de Amizade. As negociações começaram em 20 de janeiro de
2021.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português representou o Estado
Português,
tendo informado o Presidente da República quanto ao andamento das
negociações. Após
a assinatura do Pacto, o mesmo seguiu para aprovação do Governo.
No momento da assinatura do Pacto, o Presidente da República tem dúvidas
sobre a
compatibilidade do mesmo com a Constituição da República Portuguesa e se
o povo
português concordará com o mesmo. Como deve proceder?
Reserva meterial (divergência doutrinária)- art.161,al.1):
Quem defende que existe defende com base na letra 161,al.1), quando esta norma se
reporta ao designadamente, considera que o legislador quando se reporta a aprovar
taratdos a estes desigandmanete, defendeu que a relativamente a estas matérias
estas matérias so poderiam ser sujeitas a uma convenção material que se
materializasse num procedimento de tratado solene
Doutrina optat majoritária: desconsidera este argumento literal; Carlos Blnaco
acompanha, se determinadas matérias apenas pudessem observar a forma de
tratado, tiraria a liberdade do estado português de se vincular a convenções
internacionais de forma acordo, sendo que a forma do procedimento é definida no
âmbito das governações, pelo governo. Não se ve qualquer problema e não se arreda
a AR quanto a estas materias no procedimento de vinculação do estado português,
pois existe uma reserva orgânica de trato: compete a AR (161, al.i) 164 e 165). Será
sempre a AR, nestas matérias, a aprovar, seja por via de tratado, seja por via de
acordo. A participação do PR também não seria afastada.
Se é um assinatura não é provável que estejamos sob um acordo e não sobre um
tratado solene.
Sob a perspectiva de acordo:
Fase instutória- ministro dos negócios
Negociações iguais ao 1º caso pratico
O Pr estar envolvido na fase instrutoria, este dever tem sempre de existir, o PR não
participa diretamente nas negociações mas deve ser informado do andamento e do
desfecho previsível (art. 201/1, al.c) , art.114/3, 118 ?
Nao podia ser o governo porque esta sob o âmbito de matéria da AR
Art.134/1, al.b)- assinatura- ato livre do PR, pode recusa-la por motivos de
discordância política, e está sujeito a referendo ministerial (149/2: inexistência jurídica
sendo que este referido é um ato vinculado)- É diferente da ratificação: ato
secundário, com função certificativa do consentimento do estado português em ficar
vinculado a acordos internacionais, em que ja tenha sucedido uma aprovação.
“Se o povo português concordará com o mesmo”
Este referendo, trata-se de uma fase eventual ou facultativa. Art.115 da CRP ou a lei
orgânica do referendo 15/198 de 3 de abril.
Objeto do referendo: art.115/3 “questões de relevante interesse”, exceto 255 CRP: o
referido incide sobre o tratado no seu conjunto. Art.113/4: matérias excluídas do
âmbito material de referido; não podem ser submetidas a referendo.
No caso- tratado de amizade, inclui-se no art.161, al.i)-> não seria admissível o
referendo sobre uma matéria de amizade. Limite absoluto relativas a paz e a
fronteiras que não poderiam ser voto de referendo.
Quanto ao momento e iniciativa de referido: 115/1 e 2-> os cidadãos podem ter
iniciativa, MAS decisão é sempre do PR.
Se retratar de um tratado sob forma solene o GOV nunca poderá ter iniciativa de
referendo porque tem reserva orgânica de tratado, a AR poderá.
Qual o momento em que o referendo deverá ser sujeito a decisão do PR? Depois de
iniciada as negociações e antes da aprovação, art. 4 da lei orgânica 115/98 de 3 de
abril.
Quanto aos efeitos:
Pode ser vinculativo-> nº11: só há efeito positivo do referido quando…
Pode não ser vicnulativo.
MLD, CBM: Não se admitem referendos sobre tratados futuros.
Esta vinculatividade traduz que os órgãos com competência de aprovação (GOV, AR
ou PR) a obrigação de concluirem o processo de celebração de convenção
internacional em causa. Poderíamos ter uma exceção da excericionaridade do PR
ratificar, quando haja um referendo vinculativo no sentido positivo, o PR esta
vinculado em assinar.
Estas obrigação de conclusão significa: esta obrigação impende é uma obrigação d
meios e não de resultados, porque o próprio procedimento de vinculação poderá
cessar por causas exteriores ao estado português. Exige-se observância substancial
da vinculidade do referendo, não tem de atender ipicies verbis ao conteúdo mas tem
de atingir aquela finalidade nem que seja apor outras vias.
O refrendo nao prejudica a competência do TC, pode sempre pronunciar-se pela
inconstitucionalidade da matéria que foi objeto do referendo.
Art.241- prazos: basta que haja um prazo razoável segundo a doutrina para que haja
ratificação do PR.
Um refrendo em sentido negativo: vinculatividade em sentido negativo significa a uma
impossibilidade de aprovação da convenção internacional, até à realização de novo
referido em sentido positivo ou até que haja uma nova cessão legislativa.
No 8 do art.115.
Fiscalização preventiva da constitucionalidade:
Fase eventual e quanto ao momento esta modalidade de fiscalização pode ser
exercida em dois momentos em função da convenção internacional que estiver em
causa. Depois do momento de aprovação pela AR, no caso dos tratados. No caso dos
acordos, pelo Gov.
O pr pode oy não determinar determinada norma uma fiscalização preventiva de
constitucionalidade.
Art.278/8
Efeitos da pronuncia de constitucionalidade ou inconstitucionalidade;:
Art.279- efeitos da pronuncia.
279/1- referência a decreto ou acordo internacional, a doutrina faz uma interpretação
extensiva, decretos (acordos que sejam aprovados pelo Gov) ou acordos
internacionais (devemos reportarmos aos acordos aprovados pela AR). Deve haver
veto pelo PR: pronuncia no sentido de inconstitucionalidade.
Nº4 como é que se diferencia do nº1? Aqui temos referência a tratado. O que deve
acontecer? O Pr deve recusar a ratificação. Em acordos veta, em taratdos recusa a
ratificação.
Os efeitos? O PR deve vetar e recusar a ratificação, também deve no n1 deve devolver
o ato ao órgão competente, o orago que procedeu a aprovação deve expurgar a
ordem. No caso do nº 4: o PR deve devolver e este so poderá ser … (diz no artigo).
Qual é a doutrina aprovada pelos acordos aprovados pela AR? Art.29/1 e 2 aplica-se a
situações de acordos. Vamos supor que houve uma pronuncia do TC sobre
inconstitucionalidade, o PR deve vetar e remeter o ato da aprovação (a resolução da
AR) à AR. Forma de contornar este vicio: art. 279/2: expurgar a norma. Nos casos em
que a AR não queria, admite-se uma interpretação extensiva, com o disposto no
art.279/4, a AR também possa confirmar essa norma ou normas, sem expurgar as
normas inconstitucionais e o PR poderá ou não assinar. CBM: aplicar por analogia o
disposto no 279/4.
Frequência
Estrutura:
5 perguntas teóricas para escolher 2
1 caso pratico com 4 questões para escolhermos 3
Caso prático nº6
(Começa a ser importante a partir do ponto 4)
1. Questão do estatuto jurídico internacional do individuo enquanto sujeito de direito
internacional. É ou não sujeito de direito internacional? Se sim, porquê? É, pois, é
titular de direitos e de obrigações/ deveres (no ramo de direito internacional penal:
prática de determinados atos ilícitos).
Verdadeira titularidade ou subjetividade não bastam deveres e direitos: é preciso
mecanismos de tutela (protetores) a esses mesmos direitos.
Quando é que começa a ser, a nível histórico, é que podemos falar de direitos e de
uma subjetivação internacional? No surgimento da DUDH (é vinculativa por considerar
ius cogens e princípios gerais de DIP: com o direito internacional contemporâneo é
que podemos a falar de uma verdadeira subjetividade do individuo.
Discussão doutrinária quanto ao valor das normas da DUDH-» natureza controvertido-
houve uma evolução quanto à subjetividade do individuo.
Mecanismos de tutela dos direitos: poderiam ou não ser convocados pelos 3 sujeitos
do caso?
DI universal das NU: A nível das NU existem mecanismos que permitem titular os
indivíduos deste caso?
TIJ não tem jurisdição sobre indivíduos, só sobre estados- como vimos no início do ano.
Não tem competência para receber petições individuais: os indivíduos não têm
legitimidade ativa para se dirigirem ao TIJ, apenas os estados (34º e 35º TIJ). Art.36º:
dirige litigo entre estados.
MAS, ao nível das NU existem de facto mecanismo não jurisdicionais que permitem
que o indivíduo aponha a violação dos seus direitos a determinados órgãos criados
convencionalmente.
Neste caso, poderíamos convocar a DUDH-» art.1º- trabalho precário; art.23º/1 (o +
relevante) o direito ao trabalho; art.25º- direito ao padrão de vida adequado
(habitação)
Análise do pacto: art.7º; art.12º; art.26º
Quais os mecanismos existentes ao nível das NU que tutelam estes sujeitos?
Se nos reportássemos ao Pacto qq coisa: o Conselho de DH. Quais as competências
deste conselho? Mecanismos de tutela não jurisdicionais (muitos): relatórios periódicos
(meras comunicações); comunicações interestaduais; investigações confidencias e
visitas periódicas; e as comunicações individuais (+ importantes são estas e vêm nos
dois pactos qq coisa). Os particulares que sejam ofendidos ou vítimas da violação
destes direitos podem redigir uma comunicação a um dos Conselhos dos pactos.
Requisitos: exaustão das vias de recurso; n pode haver um processo simultâneo já
decidido por outra instância internacional; haver violação de um dos direitos que
venham protegidos em qq dos pactos.
As decisões que provenham dos conselhos, não são obrigatórias: são apenas
recomendações: a sua eficácia não é conformativa.
Existem assim mecanismos jurisdicionais: Ao nível do direito internacional regional.
TJ da U E é diferente do Tribunal Europeu dos direitos humanos (está integrado no
Concelho da Europa, que é dif. do Conselho europeu)
Vamo-nos focar no TEDH
Convenção europeia dos DH: é quem o cria.
Para que haja acesso ao TEDH: tem de haver violação dos direitos.
No caso, direitos em causa: art.3º, art.4º, art.8º, art.13º…
Como funciona o direito de petição apresentadas ao TEDH?
O TE pode receber queixas individuais (art.33º e 34º da CDH).
Para recorrer ao TE: prossupostos- 35º
• Princípio da subsidiariedade: tem de haver esgotamento da vias internas para que
possa recorrer ao TE, no prazo de 4 meses contados do transito em julgado da decisão
ao nível interno
• Quanto à sentença que resulta do TE: natureza declaratório, não tem efeitos
constitutivos de invalidação de normas. Mas são vinculativas (46º)
No caso: estamos a falar de cidadãos cuja nacionalidade é diferente. Os estados em
apreço não são parte do Conselho de DH-» não há problema (art.1º da Convenção
europeia). Se o sujeito está sujeito à jurisdição do português tambm esta sujeito a um
estado parte da Convenção de DH.
Poderíamos fazer referência ao protocolo nº11; alusão ao próprio direito interno
(16º/2; 8º/3 e 4)
Organização das Nações Unidas
Art.1-CNU
Principios- art.2. ja derrama de principios gerais de direito internacional, p.e. direito de
igualdade, princípio da boa fe, resolução pacífica de conflitos; evitar o uso a força,
exceto quando autorizada pelo conselho de segurança, principio da não ingerência das
NU nos princípios…
Art.4/1
27/3- duplo veto
Questões de procedimneto- é necessario 9 votos de qualquer membro para-a. Que
decisão seja aprovada
N3- voto favorável de 9 membros, mas 5 deles tem de ser permanentes.
Duplo veto- para que se saiba se uma questão é ou não procedimental, … é uma
questão substantiva … para ser procedimental aplica-se o n3 do art.27. um membro
pode votar que seja procedimental acabando na mesma por ser material
Se for material os mementos tem direito de vetar porque a questão n3 tem de estar
preenchida.
Formação d dum costume contra legem, as abstenções
Legitima defesa- ????
Art.51-CNU - pacto de 1928- primeiro
Pressupostos: existencia de um ataque armado. Resolução 33/14.; Cracter provisório,
até o conselho de segurança adotar medidas necessárias, os estados adotando ações
de legitimar defesa tem de comunicar ao conselho de segurança; caracter subsidiário
dos estados ao conselho de seguranças; proporcionalidade face a ameaça ao ato de
agressão, necessidade do recurso a legitima defesa;
O momento do ataque- legitima defesa preenvetiva- existe iminência
Legitima defesa preventiva- não existe um ataque iminente. Pressupõe não apenas
que possa haver um ataque iminente mas vai um pouco mais longe, na medida em
que basta identificar determinados sinais de perigo. Ja existem sinais de perigo. A
doutrina majoritária rejeita com base na própria letra da base da carta das nações
unidas.
O que distingue é a iminência do ataque. Tem de existir um ataque armado em curso.
Ha determinadas situações que se questionada, que devido a uma ameaça de perigo,
se pode ou não usar a legitima defesa.- preentiva
Legitima defesa coletiva- não se trata num uso de força coletiva, mas tarta-se do
próprio uso da força individual para defesa de estados terceiros. Aplicam-se nas
mesmas o pressupostos do art.51. tem de ser conflitos internacionais. 2 pressupostos
especiais: consentimento por parte do estado atacado; o estado que tenha sido
atacado tem que se declarar vitima do ataque armado que esteja a sofrer.