UNIVERSIDADE PÚNGUÈ
EXTENSÃO DE TETE
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRARIAS E BIOLÓGICAS
LICENCIATURA EM ENSINO DE BIOLOGIA COM HABILITAÇÕES EM ENSINO DE
QUÍMICA
EaD I- Semestre-Turma 1
Destino de folhetos embrionários
5º Grupo
Discentes: José Carlos José Sande
Marcelino Dane Fundisse
Nelson Tome Mário
Pita Mário Simões Pita
Miriema Modesto Masteque Zabulone
Isac Martinho Vece
Sandra Donaciano Paulo
Tete, Abril
2025
1
José Carlos José Sande
Marcelino Dane Fundisse
Nelson Tome Mário
Pita Mário Simões Pita
Miriema Modesto Masteque Zabulone
Isac Martinho Vece
Sandra Donaciano Paulo
Destino de folhetos embrionários
5º Grupo
Trabalho de Zoologia Geral, a ser entregue na
Faculdade de Ciências Agrarias e Biológicas, no curso
de Licenciatura em Ensino de Biologia com
Habilitações em Química, como requisito para avaliação.
Delegação de Tete
Docente: Msc Catarina Fridomo Picado
Tete, Abril
2025
Índice
1.… Introdução ................................................................................................................................ 4
1.1.2. Objectivos do Trabalho: ........................................................................................................ 4
1.1.3. Objectivo Geral: ................................................................................................................. 4
1.1.4. Objectivos específicos: .......................................................................................................... 4
1.1.5. Metodologia ........................................................................................................................... 4
2.1. Destino de folhetos embrionários ......................................................................................... 5
2.2. Formação dos folhetos .............................................................................................................. 5
2.3. Formação durante a Gastrulação .............................................................................................. 6
2.4. Ectoderme: Origem e Funções ................................................................................................. 6
2.5. Funções ..................................................................................................................................... 6
2.5. Estruturas Derivadas da Ectoderme .......................................................................................... 7
2.6. Sistema Nervoso: ...................................................................................................................... 7
2.8. Mesoderme ............................................................................................................................... 7
2.9. Papel no Desenvolvimento ....................................................................................................... 7
2.10. Estruturas Derivadas ............................................................................................................... 8
2.11. Sistema Circulatório: .............................................................................................................. 8
2.12. Sistema Urinário: .................................................................................................................... 8
2.13. Interação com outros folhetos embrionários .......................................................................... 9
2.14. Interação com a Ectoderme .................................................................................................... 9
2.15. Formação da Epiderme ........................................................................................................... 9
2.16. Cristas Neurais ........................................................................................................................ 9
2.17. Interação com a Endoderme ................................................................................................... 9
2.18. Desenvolvimento dos Sistemas Internos: ........................................................................... 9
2.19. Sustentação Estrutural: ........................................................................................................... 9
2.20. Sinalização Molecular:........................................................................................................ 9
[Link] .................................................................................................................................. 10
3.1. Desenvolvimento Inicial e Diferenciação ........................................................................... 10
3.2. Estruturas Associadas ............................................................................................................. 10
3.3. Trato Gastrointestinal: ............................................................................................................ 10
3.4. Fígado ..................................................................................................................................... 10
3.5. Pâncreas .................................................................................................................................. 11
3.6. Importância dos folhetos embrionários .................................................................................. 11
3.7. Base para a Formação de Tecidos e Órgãos ........................................................................... 11
3.8. Base do Estudo da Embriologia ............................................................................................. 11
3.9. Aplicações na Ciência Moderna ............................................................................................. 11
3.10. Significado Funcional dos Folhetos Embrionários............................................................... 12
3.11. Influência na Formação de Órgãos e Sistemas ..................................................................... 12
3.12. Ectoderme ............................................................................................................................. 12
3.13. Mesoderme ........................................................................................................................... 12
3.14. Endoderme ............................................................................................................................ 12
3.15. Exemplos de Anomalias Causadas por Falhas no Desenvolvimento ................................... 12
3.16. Defeitos no Tubo Neural (ectoderme): ................................................................................. 12
3.17. Cardiopatias Congênitas (mesoderme): ................................................................................ 12
3.18. Atresia Esofágica (endoderme): ........................................................................................... 13
3.19. Síndromes Genéticas ............................................................................................................ 13
3.20. Processo de Diferenciação .................................................................................................... 13
4. Indução e Interação entre Folhetos ............................................................................................ 13
4.1. Sinais Moleculares .................................................................................................................. 13
4.2. Contato Celular ....................................................................................................................... 13
4.3. Sincronização Espacial e Temporal ........................................................................................ 14
4.4. Influência Genética e Ambiental ............................................................................................ 14
4.5. Genes Reguladores ............................................................................................................. 14
4.6. Epigenética ............................................................................................................................. 14
4.7. Influências Ambientais: .......................................................................................................... 14
4.8. Aplicações Científicas dos Folhetos Embrionários ................................................................ 15
4.9. Clonagem e Engenharia de Tecidos ....................................................................................... 15
4.10. Clonagem Terapêutica .......................................................................................................... 15
4.11. Engenharia de Tecidos.......................................................................................................... 15
4.12. Estudos de Desenvolvimento Embrionário em Diferentes Espécies .................................... 16
4.13. Similaridades Entre Espécies ............................................................................................... 16
4.14. Diferenças Evolutivas ........................................................................................................... 16
4.15. Modelos Experimentais ........................................................................................................ 16
5. Conclusão .................................................................................................................................. 17
6. Referências Bibliográficas ......................................................................................................... 18
1.… Introdução
O desenvolvimento embrionário representa uma das áreas mais fascinantes da biologia, por
revelar os mecanismos pelos quais uma única célula dá origem a um organismo multicelular
complexo. Um marco fundamental nesse processo é a formação dos folhetos embrionários
ectoderma, mesoderma e endoderma durante a fase de gastrulação. Segundo Gilbert (2013), esses
folhetos constituem as camadas germinativas primárias responsáveis por originar todos os tecidos
e órgãos do corpo. A especificação celular e a diferenciação progressiva dessas camadas são
reguladas por complexas vias de sinalização, interação entre células e ativação de programas
gênicos específicos.
1.1.2. Objectivos do Trabalho:
1.1.3. Objectivo Geral:
Investigar os mecanismos biológicos e moleculares que determinam o destino dos
folhetos embrionários durante o desenvolvimento embrionário, destacando sua relevância
na formação dos sistemas orgânicos nos vertebrados.
Objectivos específicos:
Examinar os eventos morfogenéticos que levam à formação dos folhetos germinativos
durante a gastrulação.
Caracterizar os derivados específicos do ectoderma, mesoderma e endoderma no contexto
da embriogénese dos vertebrados.
Avaliar o papel das vias de sinalização celular e dos fatores de transcrição na
diferenciação dos folhetos embrionários.
Discutir as implicações do conhecimento sobre os folhetos embrionários para as áreas da
embriologia clínica, medicina regenerativa e engenharia de tecidos.
Metodologia
A pesquisa foi de natureza qualitativa e bibliográfica, com base em obras clássicas e
contemporâneas da Biologia do Desenvolvimento.
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2. Enquadramento teórico e conceptual
2.1. Destino de folhetos embrionários
Os folhetos embrionários são definidos como camadas de células formadas durante a
gastrulação, que darão origem a todos os tecidos e órgãos do corpo durante o desenvolvimento
embrionário (Gilbert, S. F. 10ªed, 2013).
A partir desse processo são formados os folhetos embrionários: endoderme, mesoderme e
ectoderme.
2.2. Formação dos folhetos3
a. Ectoderme: Camada externa que dá origem ao sistema nervoso e à pele.
Exemplo o desenvolvimento do celebro e da medula espinhal a partir da placa
neural. Alberts et al (2017, p. 300)
b. Mesoderme: Camada intermediária que forma músculos, ossos e sistemas circulatório e
urinário. Como por exemplo formação do coração durante a organogéneses.
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c. Endoderme: Camada interna que origina o trato gastrointestinal e órgãos associados.
Como por exemplo desenvolvimento dos pulmonares a partir do endoderma.
2.3. Formação durante a Gastrulação
Conforme Moore (2013, p. 150) a gastrulação é o processo onde as células do embrião,
inicialmente organizadas em um disco simples, começam a migrar e se rearranjar para formar as
três camadas distintas:
1. Movimentos celulares: incluem invaginação, epibolia e convergência.
2. Linha primitiva: Estrutura que aparece no início da gastrulação, orientando os
movimentos celulares.
3. Formação dos folhetos: as células migram para diferentes posições, criando o ectoderme,
mesoderme e endoderme.
Esse processo é guiado por sinais moleculares e interações celulares que garantem a
diferenciação das células conforme suas funções futuras. O estudo dos folhetos embrionários é
fundamental para entender como os organismos se desenvolvem e como alterações nesse
processo podem levar a anomalias.
2.4. Ectoderme: Origem e Funções
Origem
De acordo com Sadler (2012, p. 120) a ectoderme é a camada mais externa dos três folhetos
embrionários formados durante a gastrulação. Ela surge da migração e diferenciação de células
na superfície do embrião, promovida por sinais moleculares e interações celulares específicas. No
início, é uma camada única de células que gradualmente se especializa e se divide em diferentes
regiões.
2.5. Funções
A ectoderme possui um papel vital no desenvolvimento do embrião. Entre suas principais
funções estão:
Fornecer a base para o desenvolvimento do sistema nervoso, incluindo o cérebro e a
medula espinhal.
6
Dar origem à epiderme, camada externa da pele que protege o corpo.
Contribuir para a formação de estruturas sensoriais, como olhos, ouvidos e nariz.
2.5. Estruturas Derivadas da Ectoderme
A partir do processo de diferenciação, a ectoderme dá origem às seguintes estruturas
importantes:
2.6. Sistema Nervoso:
Tubo Neural: forma o cérebro e a medula espinhal.
Cristas Neurais: originam nervos periféricos, gânglios e células pigmentares da pele.
2.6. Epiderme:
Inclui a pele, unhas, cabelos e glândulas cutâneas.
2.7. Órgãos Sensoriais:
Olhos: Formação do cristalino e da retina.
Ouvidos: Desenvolvimento das estruturas internas e externas.
Nariz: Criação do epitélio olfativo.
Além disso, a ectoderme também participa na formação de estruturas como esmalte
dentário e partes do sistema endócrino.
2.8. Mesoderme
Segundo Moore (2013), o mesoderme é a camada intermediária dos três folhetos
embrionários formados durante a gastrulação. Ela origina-se a partir de células que migram para
o espaço entre a ectoderme e a endoderme. Sua função é extremamente importante, pois dá
origem a uma vasta gama de estruturas vitais para o organismo.
2.9. Papel no Desenvolvimento
A mesoderme tem um papel essencial no desenvolvimento embrionário:
Diferenciação celular: fornece as células precursoras para sistemas complexos, como o
muscular e esquelético.
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Organogénese: contribui diretamente para a formação de órgãos vitais.
Suporte estrutural: Forma tecidos que atuam no suporte e transporte de nutrientes.
Interações com outros folhetos: trabalha em conjunto com a ectoderme e endoderme
para o desenvolvimento integrado do organismo.
2.10. Estruturas Derivadas
A mesoderme gera diversas estruturas que desempenham funções cruciais:
Músculos: incluem músculos esqueléticos, cardíacos e lisos, responsáveis por movimento
e força.
Ossos e cartilagens: criam o sistema esquelético para suporte e proteção.
2.11. Sistema Circulatório:
Segundo Moore (2013), o sistema circulatório é responsável pelo transporte de nutrientes,
oxigénio, hormônio, e resíduos metabólicos pelo corpo.
Coração: desenvolvido a partir da mesoderme lateral.
Vasos sanguíneos: formados pela angiogênese.
Sangue E células sanguíneas: o sangue é formado por plasma e elementos figurados. E
as células sanguíneas são formados por hemácias, leucócitos e plaquetas.
2.12. Sistema Urinário:
Segundo Gilbert (2014), é responsável pela filtração do sangue, remoção de resíduos
metabólicos e regulação do equilíbrio hídricos e eletrolíticos do corpo.
Rins: filtra o sangue e produzem urina.
Ureteres: transportam à urina dos rins para a bexiga.
Bexiga: armazena a urina ate a excreção.
Uretra: conduz a urina para do corpo.
8
2.13. Interação com outros folhetos embrionários
A mesoderme desempenha um papel essencial na comunicação e interação com os outros
folhetos embrionários, especialmente durante o desenvolvimento embrionário. Essas interações
são mediadas por sinais químicos e físicos que garantem que todas as camadas se desenvolvam
de forma coordenada.
2.14. Interação com a Ectoderme
Indução Neural: De acordo com Gilbert (2014), o mesoderme, especialmente a parte
conhecida como notocorda, libera sinais que induzem a ectoderme a formar o tubo neural, que
dará origem ao sistema nervoso central.
2.15. Formação da Epiderme
A mesoderme colabora ao definir limites entre a pele (ectoderme) e tecidos subjacentes, como
músculos e ossos (mesoderme).
2.16. Cristas Neurais
A mesoderme e a ectoderme interagem para orientar a migração das células das cristas
neurais, fundamentais para formar tecidos como os nervos periféricos.
2.17. Interação com a Endoderme
2.18. Desenvolvimento dos Sistemas Internos:
A mesoderme contribui para a formação do sistema circulatório e dos vasos sanguíneos que
interagem com órgãos derivados da endoderme, como fígado e pulmões, para garantir o
transporte de nutrientes e oxigênio.
2.19. Sustentação Estrutural:
Tecido conjuntivo e músculos derivados da mesoderme envolvem órgãos da endoderme,
proporcionando suporte físico e funcional.
2.20. Sinalização Molecular:
A mesoderme envia sinais químicos que orientam o crescimento e a organização espacial de
órgãos como intestinos, que derivam da endoderme. Essas interações garantem um
9
desenvolvimento harmonioso e integrado dos tecidos e órgãos do embrião. Sem essas
comunicações entre os folhetos, o desenvolvimento embrionário estaria comprometido, levando a
anomalias estruturais ou funcionais.
3. Endoderme
3.1. Desenvolvimento Inicial e Diferenciação
Segundo Sadler (2013), o endoderme é a camada embrionária interna formada durante a
gastrulação. Durante esse processo, as células migram para o interior do embrião e se organizam
para constituir a endoderme. A partir do estágio inicial, essas células passam por processos de
diferenciação, que envolvem:
1. Sinalização Molecular: Proteínas reguladoras, como fatores de crescimento,
orientam a especialização das células endodérmicas.
2. Determinação Espacial: A endoderme se posiciona estrategicamente para formar
revestimentos internos e estruturas associadas.
3. Desenvolvimento Progressivo: A endoderme inicialmente forma epitélios
simples que evoluem para órgãos mais complexos.
Esse folheto desempenha um papel crucial no estabelecimento das bases para sistemas
essenciais, principalmente relacionados à digestão e metabolismo.
3.2. Estruturas Associadas
A endoderme é responsável pela formação de importantes estruturas internas, entre elas:
3.3. Trato Gastrointestinal:
Esôfago, estômago e intestinos (delgado e grosso).
Revestimento interno do trato digestivo, especializado na absorção de nutrientes.
3.4. Fígado
Derivado da endoderme do intestino anterior.
Funções: produção de bile, metabolismo de nutrientes e destoxificação.
10
3.5. Pâncreas
Origina-se da endoderme do intestino anterior.
Produção de enzimas digestivas e hormônios, como insulina e glucagon.
Além desses, a endoderme também contribui para a formação das glândulas associadas ao
sistema respiratório, como os pulmões, e outros epitélios internos
3.6. Importância dos folhetos embrionários
Segundo Sadler (2012), os folhetos embrionários são fundamentais para o desenvolvimento
embrionário de todos os organismos multicelulares, e sua importância reside nos seguintes
aspectos:
3.7. Base para a Formação de Tecidos e Órgãos
Eles são responsáveis por originar todos os tecidos e órgãos do corpo.
Cada folheto (ectoderme, mesoderme e endoderme) tem um papel específico, garantindo a
organização e funcionalidade do organismo.
Diferenciação e Especialização Celular
Os folhetos fornecem a base para a diferenciação celular, um processo essencial onde
células indiferenciadas se especializam para desempenhar funções específicas.
Desenvolvimento Integrado
As interações entre os folhetos permitem um desenvolvimento coordenado. Por exemplo, a
indução neural pela mesoderme influencia a ectoderme na formação do sistema nervoso.
3.8. Base do Estudo da Embriologia
O entendimento dos folhetos é essencial para a compreensão de como os organismos se
desenvolvem e como malformações congênitas podem surgir.
3.9. Aplicações na Ciência Moderna
O estudo dos folhetos contribui para avanços em áreas como:
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Medicina regenerativa: A engenharia de tecidos utiliza os princípios da diferenciação
celular. Conclusão, Baseia-se na manipulação de células para produzir tecidos específicos.
Em resumo, os folhetos embrionários são o alicerce do desenvolvimento biológico.
Compreender sua formação e função é essencial para desvendar os mistérios da vida e aplicar
esse conhecimento em áreas como saúde e tecnologia.
3.10. Significado Funcional dos Folhetos Embrionários
3.11. Influência na Formação de Órgãos e Sistemas
3.12. Ectoderme
Origina o sistema nervoso (cérebro, medula espinhal) e órgãos sensoriais (olhos, ouvidos).
Forma a epiderme que protege o organismo e regula a interação com o ambiente.
3.13. Mesoderme
Dá origem ao sistema circulatório, incluindo coração e vasos sanguíneos.
Contribui para o sistema urinário (rins e ureteres) e sistema músculo-esquelético
(músculos e ossos).
3.14. Endoderme
3.15. Exemplos de Anomalias Causadas por Falhas no Desenvolvimento
Problemas nas interações ou diferenciação dos folhetos embrionários podem resultar em
anomalias congênitas, que afetam o desenvolvimento de órgãos e sistemas. Alguns exemplos
incluem:
3.16. Defeitos no Tubo Neural (ectoderme):
A falha na formação completa do tubo neural pode levar a condições como espinha
bífida e anencefalia.
3.17. Cardiopatias Congênitas (mesoderme):
Erros no desenvolvimento do sistema circulatório podem causar defeitos no coração,
como tetralogia de Fallot.
12
3.18. Atresia Esofágica (endoderme):
Anomalias na formação do trato gastrointestinal podem levar ao fechamento
inadequado do esôfago.
3.19. Síndromes Genéticas
3.20. Processo de Diferenciação
Conforme Alberts, Bruce (2017) a diferenciação celular é o processo pelo qual células
indiferenciadas se transformam em tipos celulares especializados, formando tecidos e órgãos. No
caso dos folhetos embrionários, esse processo envolve uma complexa rede de indução, interação
entre folhetos e influências genéticas e ambientais.
4. Indução e Interação entre Folhetos
Os folhetos embrionários se comunicam por meio de sinais moleculares para coordenar a
formação de tecidos e órgãos. Esse processo é chamado de indução embrionária, e os principais
mecanismos incluem:
4.1. Sinais Moleculares
Fatores de Crescimento: Proteínas como BMPs (Proteínas Morfogenéticas Ósseas) e FGF
(Fator de Crescimento de Fibroblastos) são liberadas por um folheto para direcionar o
desenvolvimento de outro.
Notocorda e Indução Neural: A notocorda (derivada da mesoderme) envia sinais à
ectoderme para formar o tubo neural (futuro sistema nervoso).
Interação bidirecional: por exemplo, a ectoderme influencia o desenvolvimento das
cristas neurais, enquanto a mesoderme define a formação de músculos próximos.
[Link] Celular
interações exigem contato físico direto entre folhetos. Isso ajuda a estabelecer limites
precisos entre os tecidos.
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4.3. Sincronização Espacial e Temporal
Os folhetos trabalham de forma sincronizada para garantir o desenvolvimento
adequado. A formação do coração (mesoderme) e pulmões (endoderme), por exemplo,
requer comunicação constante.
4.4. Influência Genética e Ambiental
4.4. Genes Reguladores
Os genes HOX desempenham um papel essencial, determinando o padrão corporal
(como qual parte será cabeça ou cauda).
Outros genes como Shh (Sonic Hedgehog) controlam a diferenciação de tecidos
específicos.
4.5. Epigenética
Modificações químicas no DNA e proteínas associadas influenciam quais genes são
ativados ou silenciados, ajustando o processo de diferenciação.
4.6. Influências Ambientais:
Fatores Nutricionais: Deficiências de nutrientes, como ácido fólico, podem causar
anomalias, como defeitos no tubo neural.
Exposição a teratógenos: Substâncias como álcool, medicamentos ou poluentes
podem interferir na diferenciação e causar malformações congênitas.
Fatores Mecânicos: O ambiente físico do embrião também influencia, como a
pressão exercida por tecidos vizinhos. (Sadler, T. W. 2019)
Essas interações e influências criam uma coreografia precisa que guia o embrião ao longo do
desenvolvimento. Qualquer perturbação nesse processo pode levar a anomalias, destacando a
delicada complexidade do desenvolvimento embrionário.
14
4.7. Aplicações Científicas dos Folhetos Embrionários
Os folhetos embrionários são fundamentais para avanços na biologia e na medicina,
oferecendo insights para áreas como clonagem, engenharia de tecidos e estudos comparativos de
desenvolvimento entre diferentes espécies. Os principais aspectos:
4.8. Clonagem e Engenharia de Tecidos
Os conceitos dos folhetos embrionários desempenham um papel essencial na medicina
regenerativa:
4.9. Clonagem Terapêutica
A compreensão dos folhetos embrionários ajuda a determinar como células-tronco
podem ser diferenciadas para formar tecidos específicos.
Por exemplo, células-tronco derivadas podem ser guiadas a se diferenciar em
estruturas específicas, como músculos (mesoderme), epiderme (ectoderme) ou órgãos
internos (endoderme).
4.10. Engenharia de Tecidos
Os estudos da diferenciação dos folhetos são aplicados para criar tecidos e órgãos
artificiais.
A ectoderme é usada na regeneração da pele em casos de queimaduras graves.
A mesoderme guia o desenvolvimento de tecidos ósseos e musculares para próteses
biológicas.
A endoderme é utilizada na criação de órgãos funcionais, como fígado e pâncreas,
para transplantes.
Essas técnicas estão revolucionando a forma como doenças são tratadas e como lesões
complexas podem ser reparadas.
15
4.11. Estudos de Desenvolvimento Embrionário em Diferentes Espécies
Comparar o desenvolvimento embrionário entre humanos e outros organismos permite
identificar padrões evolutivos e compreender diferenças no processo de formação de tecidos.
Esses estudos são importantes porque:
4.12. Similaridades Entre Espécies
Mamíferos como humanos e camundongos possuem folhetos embrionários que
seguem processos semelhantes de diferenciação. Isso facilita estudos de doenças e
tratamentos.
A notocorda, comum entre vertebrados, é um exemplo de estrutura derivada da
mesoderme que desempenha papel semelhante em várias espécies.
4.13. Diferenças Evolutivas
Em invertebrados, como insetos, a organização dos folhetos pode ser menos
complexa.
Estudos comparativos ajudam a entender adaptações específicas de cada organismo,
como diferenças na formação de sistemas nervosos (ectoderme) ou digestivos
(endoderme). (Gilbert, Scott F. 2020)
4.14. Modelos Experimentais
Animais como zebrafish são amplamente usados como modelos para investigar os
efeitos de mutações genéticas nos folhetos embrionários, fornecendo pistas sobre
condições humanas.
Esses avanços têm implicações para o desenvolvimento de terapias genéticas e
biotecnológicas, além de contribuir para o estudo da evolução e da biodiversidade.
16
5. Conclusão
A análise dos destinos dos folhetos embrionários demonstra a sofisticação dos processos
envolvidos na organização e formação dos sistemas biológicos. A partir da atuação coordenada
de sinais moleculares e da interação entre os tecidos embrionários, as células de cada folheto
assumem identidades específicas e contribuem para a constituição dos diversos órgãos e sistemas
do organismo. Conforme destaca Gilbert (2013), a determinação dos destinos celulares é
resultado de interações altamente reguladas que garantem a fidelidade do plano corporal. Esse
conhecimento não apenas fundamenta a biologia do desenvolvimento, mas também serve de base
para aplicações biomédicas, como a engenharia de tecidos, terapias celulares e o estudo de
malformações congênitas.
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6. Referências Bibliográficas
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica: Texto & Atlas. 12. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2013.
MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia Clínica. 11. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2020.
SADLER, T. W. Langman Embriologia Médica. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
KIERSZENBAUM, A. L.; TRES, L. L. Histologia e Biologia Celular: uma introdução à
patologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
Gilbert, S. F. (2013). Developmental biology (10th ed.). Sunderland, MA: Sinauer Associates
Alberts, B., Johnson, A., Lewis, J., et al (2017). Biologia Molecular da Célula. 6ª ed. Porto
Alegre: Artimed.
Sadler, T. W. (2012). Langmans Medical Embryology. 12ª ed. Philadelphia: Lippincott Williams
& Wilkins
Moore, Keith L., Persaud, T. V. N. Embriologia Clinica. 9. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
Alberts, Bruce et al. Biologia Molecular da Célula. 6. ed. Porto Alegre: Artimed, 2017
Sadler, T. W. Langmans Embriologia Medica. 14. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
Gilbert, Scott F. Developmental Biology. 12. Ed. Sunderland: Sinauer Associates, 2020.
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