O QUE É O RITO DAS EXÉQUIAS?
É o conjunto de ritos e orações que a Igreja faz, por ocasião da morte de um fiel cristão, desde o
momento que expira até seu cadáver ser colocado ou incinerado.
O QUE É O RITO DAS EXÉQUIAS?
O ritual vai além de uma simples cerimônia de encomendação de defuntos durante o velório. Ele
é um direito do cristão e um dever dos ministros da Igreja e da comunidade eclesial para com os
irmãos falecidos.
O QUE É O RITO DAS EXÉQUIAS?
O Mistério da morte para os cristões, ilumina-se à luz da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Por isso o CV II, ao recomendar a revisão do Ritual das Exéquias, pediu que nelas se exprimisse
“mais claramente o sentido pascal da morte cristã”, respeitando as condições e as tradições de
cada região. Ex: Brasil – dor lágrimas, velório 24 hrs, sepultamento.
O Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão (MESC), penetrado de intenso amor e
zelo ao Santíssimo Sacramento do corpo, sangue, alma e divindade de nosso Senhor
Jesus Cristo, dispõem-se, com piedade, perseverança, sacrifício e generosidade, a levar
o Cristo eucarístico a todos os irmãos na fé, especialmente aos mais necessitados.
A palavra “ministério” vem do latim e significa “serviço”. Ela é a tradução de uma palavra grega, “diakonia”,
que aparece muitas vezes no Novo Testamento. O próprio Jesus se apresentou como servo de Deus. Paulo se
considera servo de Cristo. Todo cristão é chamado a servir: “Todos vós, conforme o dom que recebeu de
Deus, consagrai-vos ao serviço uns dos outros, como bons dispenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pd
4,10) O verdadeiro espírito do Ministro é o de encarnar o que Jesus sempre fez em seu ministério terreno, que
foi “não ser servido, mas servir”.
Os ministérios na igreja - significado
A palavra ministério provem do latim: ministerium = serviço; minister = ministro; ministrare = servir.
Hoje a teologia pastoral define ministério como: o carisma que assume a forma de serviço à comunidade e à
sua missão no mundo e na Igreja e que, por esta, é como tal acolhido e reconhecido. Entende-se, portanto,
como uma doação de si e de seu tempo a indivíduos e grupos, por parte de uma pessoa que o faz de modo
espontâneo e organizado.
Toda a Igreja é ministerial, isto é, cada um de seus membros é chamado a descobrir o seu espaço, seu lugar e
ser um agente ativo. Os ministérios eclesiais não constituem, no entanto, uma atividade estritamente
pessoal, mas têm uma característica comunitária: a cada um Deus confere dons para que possa colocá-los a
serviço da comunidade (Rm 12,4-5). Ou como diz o apóstolo Pedro na sua primeira carta: “Como bons
administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu”
(1Pd 4,10).
Os ministérios na igreja-Como surgiram os
ministérios na Igreja?
Todo o ministério (serviço) na Igreja tem seu fundamento e o seu sentido no ministério de Cristo, Verbo de Deus feito
carne (Jo 1,14). Ele é a Cabeça do Corpo Místico, que é a Igreja (Ef 4,15). Ele, vindo ao mundo, não veio ditando
normas, mas mesmo sendo Deus assumiu a condição de servo (Fl 2,6-7). Jesus passou toda a sua vida fazendo o
bem, colocando-se a serviço dos pobres e marginalizados. Ele veio para servir e dar a vida (Mt 20,28).
O Concílio Vaticano II impulsionou os ministérios na Igreja?
Na Igreja pós-conciliar, além dos ministérios ordenados, o episcopado (bispos), o presbiterado (padres) e o diaconato
(diáconos), surgiram muitos outros ministérios não--ordenados, exercidos por leigos, homens e mulheres cheios de
fé, esperança e caridade.
O Papa João XXIII abriu solenemente o Concílio Vaticano II no dia 11 de outubro de 1962. Essa data marca o início de uma
nova e frutuosa etapa na história da Igreja. Nos dezesseis documentos fundamentais do Concílio, entre tantos aspectos
importantes para a vida e missão da Igreja, aparece o apostolado dos leigos incentivando o protagonismo
e uma Igreja Ministerial, ou seja, servidora
Símbolos e Ministérios
“Serviços”
As vestes dos Ministros Extraordiários da Comunhão trazem a Cruz de Jesus Cristo, o pão e o vinho
(cálice). As espécies eucarísticas mostram a presença do Mistério de Deus na história
As vestes dos Ministros Extraordinários do Culto e da Palavra trazem a Cruz de Jesus Cristo, as letras
“Alfa” e “Omega” e os ramos nos lembrando que Jesus é o verbo encarnado, o princípio e o fim de todas as
coisas. Jesus é a verdadeira videira. Somente unido à Ele poderemos dar frutos
O Ministério Extraordinário da Benção vem identificado por dois feixes de líquido escoando do lado da
Cruz, como espécies de língua de fogo junto a eles. Toda benção nasce do lado aberto de Jesus na Cruz
A Cruz na veste dos Ministros Extraordinários das Exéquias vem adornada de uma lâmpada. A lâmpada é
o sinal do Ressuscitado. Pela fé conhecemos a Luz e mantemos acesa a esperança da vida nova em Cristo.
“O Espírito Santo santifica e conduz o povo de Deus, repartindo seus dons, conforme lhe apraz (I
Cor 12, 11). O Concílio Vaticano II explicita que as graças do Espírito Santo, mesmo as graças
especiais, são distribuídas entre os fiéis de qualquer condição (leigos, religiosos, ministros
ordenados), acrescentando: por elas torna-os aptos a tomarem sobre si os vários trabalhos e
ofícios; que contribuem para a renovação e maior incremento da Igreja, segundo estas palavras: A
cada um dada a manifestação do Espírito, para utilidade comum (I Cor 12, 7). Estes carismas, quer
eminentes, quer mais simples e amplamente difundidos, devem ser recebidos com gratidão e
consolação, pois que são perfeitamente acomodados e úteis às necessidades da Igreja” (LG
12b/33.Cf. Vida e Ministério do Presbítero, Doc CNBB.157).
“Por isso proclamando a vocação altíssima do homem e afirmando existir nele uma semente divina, o
Sacrossanto Concílio, oferece ao gênero humano a colaboração sincera da Igreja para o estabelecimento de
uma fraternidade universal que corresponde a esta vocação. Nenhuma ambição terrestre move a Igreja. Com
efeito, guiada pelo Espírito Santo, ela pretende somente uma coisa: continuar a Obra do próprio Cristo, que
veio ao mundo para dar testemunho da verdade, para salvar e não para condenar, para servir e não para ser
servido” (GS 3; cf.tb.P 270; Vida e Ministério do Presbítero. 190).
“Alguns dentre estes ofícios, mais intimamente relacionados com a atividade litúrgica, pouco a
pouco passaram a ser considerados instituições prévias à recepção das ordens sacras: foi assim
que o ostiriato, o leitorato, exorcitato e o acolitato começaram a ser denominados, na Igreja
latina, ordens menores, em relação ao subdiaconato, diaconato e presbíterato, que foram
chamadas ordens maiores; além disso, estes encargos foram reservados, geralmente àqueles
que por meio deles ascendiam ao sacerdócio, embora este fato não se verificasse em toda a
parte.
No entanto, dado aquele que estas ordens menores não foram sempre as mesmas e muitas
das funções a elas anexas, na realidade, foram, igualmente, desempenhadas por simples
leigos – como, aliás, ainda agora acontece – parece oportuno rever esta disciplina e adapta-
la às exigências dos nossos tempos; e isso para que possa ser posto de parte o que nestes
ministérios é obsoleto, mantido o que continua a demonstrar-se útil, introduzindo o que
parecer necessário, e estabelecendo, ao mesmo tempo, o que deve ser exibido dos
candidatos às ordens sacras” (MQ, Introdução).
Formação para Ministros Extraordinários do Consolo e Esperança
1. Na casa do falecido, na igreja e junto a sepultura.
2. Na capela do Cemitério (ou velório) e junto a sepultura.
3. Só na casa do falecido ou no velório.
Elementos Importantes:
Símbolos:
A cor roxa dos paramentos, a cruz, o círio pascal e as flores são elementos que simbolizam a morte, a esperança e a
fé.
Leituras Bíblicas:
A Palavra de Deus é lida para confortar a alma e dar esperança na vida eterna.
Preces e Orações:
A oração universal e as preces são momentos de intercessão pela alma do falecido e pela família.
Encendência de Círio Pascal:
O círio pascal, que representa a ressurreição de Cristo, é acendido para iluminar o caminho da alma que se
despede da terra.
Aspersão:
A água benta é asperjida sobre o corpo e sobre a sepultura, simbolizando a purificação e a bênção de Deus.
Rito de Encomenda:
O rito de encomenda é um momento central da celebração, onde o corpo é entregue às mãos de Deus, com a
esperança de que a alma seja recebida na paz eterna.
Os Diferentes Tipos de Cerimônias e Rituais Funerários
O momento de despedida é uma das experiências mais significativas e emocionantes para familiares e amigos.
Os rituais e cerimônias funerárias têm raízes profundas em diversas culturas e religiões, refletindo valores,
crenças e formas de lidar com o luto. Conhecer os diferentes tipos de cerimônias pode ajudar a compreender e
respeitar as práticas de despedida ao redor do mundo. Este artigo explora os tipos mais comuns de cerimônias
e rituais, seus significados e como cada um proporciona uma forma única de conforto e homenagem.
1. Velório Tradicional
O velório é um rito amplamente adotado, permitindo que familiares e amigos se reúnam para homenagear a
pessoa falecida. Geralmente realizado em uma casa funerária, igreja ou residência, ele oferece um momento de
reflexão e união. Nesse tipo de cerimônia, o corpo do falecido geralmente é exposto para despedidas, podendo
ocorrer leituras, orações e músicas escolhidas pela família. No Brasil, o velório costuma acontecer logo após o
falecimento, seguido do sepultamento.
2. Cerimônia de Cremação
A cremação é uma alternativa ao sepultamento tradicional, realizada por motivos culturais, religiosos ou de
preferência pessoal. Esse rito pode incluir uma cerimônia de despedida antes ou depois da cremação, onde as
cinzas são entregues aos familiares, que podem guardá-las em urnas ou espalhá-las em locais significativos para o
falecido. Culturas como a hindu e algumas vertentes do budismo praticam a cremação como forma de liberar a
alma do falecido.
Como Apoiar Alguém em Luto: Um Guia para Amigos e Familiares
O luto é uma jornada emocional intensa que exige empatia, paciência e compreensão, especialmente para aqueles
que desejam apoiar alguém próximo. Saber como estar ao lado de um amigo ou familiar enlutado pode fazer uma
grande diferença nesse momento delicado, mas nem sempre é fácil saber o que dizer ou como agir. Este guia oferece
dicas práticas e sensíveis para ajudar a confortar e dar suporte durante essa fase difícil.
1. Escutar e Permitir o Desabafo
Uma das maneiras mais eficazes de apoiar alguém em luto é ouvir. Muitas vezes, a pessoa enlutada só precisa de
alguém para expressar seus sentimentos. Evite interromper ou tentar resolver a situação, e apenas esteja disponível
para ouvir de forma atenta e respeitosa. A validação dos sentimentos do outro é essencial e mostra que você está lá
para o que ele precisar.
2. Ofereça Apoio Concreto e Prático
O luto pode ser desgastante, e muitas vezes, quem está passando por essa fase sente dificuldade em lidar com
tarefas do dia a dia. Ofereça ajuda de maneira prática, como cuidar de recados, preparar refeições, ou auxiliar com
afazeres diários. Perguntas como “Posso ajudar com algo específico?” ou “Gostaria que eu cuidasse disso para
você?” podem ser mais eficazes do que apenas dizer “Se precisar de algo, me avise”.
¹¹ E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e
uma grande multidão;
¹² E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva;
e com ela ia uma grande multidão da cidade.
¹³ E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
¹⁴ E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que
fora defunto assentou-se, e começou a falar.
¹⁵ E entregou-o à sua mãe.
¹⁶ E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e
Deus visitou o seu povo.
¹⁷ E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha.
Lucas 7:11-17
As exequias, ou funeral, são um rito de despedida e homenagem ao falecido, que pode ser realizado tanto
para adultos quanto para crianças. Para crianças, é importante preparar a família e, se for o caso, a própria
criança, com explicações simples e adequadas à sua idade sobre a morte e o processo do funeral.
Para um funeral com criança:
1. Prepare com antecedência:
Explique o que vai acontecer de forma simples e gradual, evitando detalhes que possam assustar.
2. Acompanhamento:
Tenha um adulto próximo à criança para responder a perguntas e oferecer apoio emocional.
3. Adapte a experiência:
Se a criança for muito pequena ou sensível, considere não a levar ao local do velório ou funeral, ou limitar a sua presença.
4. Celebrações:
Adapte a celebração religiosa (se houver) às necessidades da criança, com momentos mais curtos e que sejam mais
adequados ao seu entendimento.
Exequias para Adultos:
1. Celebração:
As exequias podem incluir velório, missa de corpo presente ou outras celebrações religiosas ou culturais,
dependendo das tradições e crenças da família.
2. Ritual de despedida:
É importante que o ritual seja feito com respeito e dignidade, permitindo que a família e amigos possam se despedir
do falecido.
3. Apoio emocional:
É fundamental que a família e amigos tenham acesso a apoio emocional durante este período de luto.
Em resumo: As exequias, sejam para crianças ou adultos, são um momento de luto e despedida que deve ser
realizado com sensibilidade, respeito e adaptado às necessidades de cada um.
FONTES DE ESTUDO DAS EXEQUIAS