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Sala de Vacina 2025

O Programa Nacional de Imunização (PNI) foi criado em 1973 para coordenar ações de vacinação no Brasil, visando reduzir a transmissão de doenças imunopreveníveis. O documento detalha a estrutura organizacional do PNI em esferas nacional, estadual e municipal, além de abordar a importância da vacinação na Atenção Primária à Saúde e o ciclo de produção de vacinas. Também são discutidos os profissionais de enfermagem envolvidos nos serviços de vacinação e a organização e funcionamento das salas de vacinação.
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Sala de Vacina 2025

O Programa Nacional de Imunização (PNI) foi criado em 1973 para coordenar ações de vacinação no Brasil, visando reduzir a transmissão de doenças imunopreveníveis. O documento detalha a estrutura organizacional do PNI em esferas nacional, estadual e municipal, além de abordar a importância da vacinação na Atenção Primária à Saúde e o ciclo de produção de vacinas. Também são discutidos os profissionais de enfermagem envolvidos nos serviços de vacinação e a organização e funcionamento das salas de vacinação.
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S A L A D E VA C I N A

E N F. E S P E C . C A M I L A F I G U E I R E D O
MÓDULO 1
• ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO
PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO –
PNI.

• VAC I N A Ç Ã O E AT E N Ç Ã O PRIMÁRIA À
SAÚDE.
ESTRUTURA
ORGANIZ ACIONAL
DO PNI
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÃO - PNI
• Criado em 1973 para coordenar ações imunização que até então eram pontuais e sem
continuidade.
• É um dos maiores programas de vacinação do mundo, reconhecido pela Organização Pan-
Americana de Saúde.
• Possui o objetivo de reduzir a transmissão de doenças imunopreveníveis.
• Define o calendário de vacinação e adquire imunobiológicos e disponibiliza vacinas.
• Possui uma estrutura chamada Rede de Frio que garante a qualidade dos imunobiológicos.
ESFERA NACIONAL

• Coordenação do PNI, incluindo a definição das vacinas nos calendários e das campanhas
nacionais de vacinação, as estratégias e as normatizações técnicas sobre sua utilização.
• Coordenação dos sistemas nacionais de informação, incluindo a consolidação e análise dos
dados nacionais.
• Provimento dos imunobiológicos definidos pelo PNI, seringas, agulhas para campanhas de
vacinação que não fazem parte daquelas já estabelecidas.
• Articulação com a central de armazenagem de insumos e da coordenação geral de
administração para armazenamento e distribuição dos imunobiológicos às esferas estaduais.
ESFERA ESTADUAL

• Coordenação do componente estadual do PNI.


• Gestão da Rede de Frio.
• Provimento de seringas, agulhas, itens que também são considerados insumos estratégicos,
assim como material de divulgação.
• Gestão do sistema de informação do PNI (acompanhamento do envio dos dados em nível
federal dentro dos prazos estabelecidos, análise dos dados municipais e retroalimentação das
informações à esfera municipal).
ESFERA MUNICIPAL

• Coordenação e execução das ações de vacinação integrantes do PNI, incluindo a vacinação de


rotina, estratégias especiais como campanhas, intensificações, bloqueios, a notificação e
investigação de óbitos e eventos supostamente adversos.
• Gestão da Rede de Frio municipal, estoque de imunobiológicos e de outros insumos, incluindo
o armazenamento e o transporte para seus locais de uso, de acordo com as normas vigentes.
• Descarte e destinação final dos resíduos gerados pelo serviço de imunização conforme as
normas técnicas vigentes.
• Gestão dos sistemas de informação, incluindo coleta, processamento, a consolidação e a
avaliação da qualidade dos dados provenientes das unidades.
VACINAÇÃO E APS
• A Atenção Primária a Saúde (APS) é a principal porta
de entrada do SUS e ordenadora da Rede de Atenção
`Saúde para fomentar a integração com a Vigilância em
Saúde no município, visando o fortalecimento das
ações de imunização.
• Para garantir a ampliação das coberturas vacinais, o
processo de trabalho na APS se organiza
considerando os “10 passos para ampliação das
coberturas vacinais”, conforme segue:
Manter as salas de vacinação abertas durante todo o horário de funcionamento da unidade
de saúde.

Evitar barreiras de acesso.

Aproveitar as oportunidades de vacinação em consultas ou outros procedimentos na


unidade.

Monitorar a cobertura vacinal e realizar busca ativa de usuários faltosos.

Garantir o registro adequado da vacinação no cartão de vacinação do usuário e nos


sistemas de informação.

Orientar a população sobre atualização do calendário vacinal e importância da


vacinação/imunização.

Combater qualquer informação falsa sobre vacinação.

Intensificar as ações de vacinação em situações de surto.

Disponibilizar e/ou ofertar vacinas de qualidade à população.

Garantir profissionais treinados e habilitados para vacinar durante todo o tempo de


funcionamento das unidades.
MÓDULO 2
C I C L O D E P RO D U Ç Ã O D E VAC I N A S
BASES IMUNOLÓGICAS
VAC I N A E O S I S T E M A I M U N O L Ó G I C O
F AT O R E S Q U E I N F L U E N C I A M A R E S P O S TA
IMUNE.
CICLO DE PRODUÇÃO
DAS VACINAS
• As vacinas são seguras e passam por algumas
etapas importantes para serem produzidas.
• O desenvolvimento de uma vacina pode
variar de poucos meses até vários anos, e
passa por várias etapas.
FASE PRÉ-CLÍNICA
Antecede os testes em
humanos.

Definição da fórmula da vacina.

Ensaio em modelos animais para


saber se a vacina é capaz de
produzir uma resposta imune.

Experimentos para entender os


mecanismos de ação da vacina.
FASE CLÍNICA

• Avalia-se sua • Define a • Teste de eficácia • Aprovação da


FASE 1

FASE 2

FASE 3

FASE 4
proteção e melhor dose e efetividade e vacina junto aos
segurança da vacina em segurança. É a órgãos
para humanos e a última fase reguladores.
antes de obter • Fabricação em
humanos. quantidade registro da
Caso tudo de resposta larga escala;
vacina das implementação
ocorra bem, imunológica – Agências da imunização e
passa-se para o quanto a Regulatórias farmacovigilânci
a fase vacina dos países a.
seguinte. protege • (Milhares a • (Centena de
• (Dezena de • (Centena de dezenas de milhares a
pessoas) pessoas) milhares de milhões de
pessoas) pessoas)
BASES IMUNOLÓGICAS

• O sistema imunológico é um sistema complexo,


cujo o objetivo é proteger o corpo humano de
organismos ou substâncias estranhas para o
nosso corpo, também conhecido como
antígenos.
• Os antígenos podem ser microrganismos vivos
ou inativados, ou parte desses microrganismos.
IMUNIDADE
A resistência do corpo
humano e sua capacidade
de evitar doenças, em
especial as doenças
infecciosas.

SISTEMA IMUNOLÓGICO
Conjunto formado por
células, tecidos, órgãos e
moléculas que atuam como
intermediários na
resistência às infecções.

RESPOSTA
IMUNOLÓGICA
Reação coordenada destas
células e moléculas do
sistema imunológico aos
microrganismos infecciosos.
DEFESA PELA IMUNIDADE INATA OU
NATURAL OU NÃO ESPECÍFICA
• É a primeira linha de defesa do organismo, com o qual o indivíduo já nasce.
• Não necessita de estímulos prévios e não tem período de latência.
• Representada pelas barreiras físicas, químicas e biológicas, presentes em todos os indivíduos.
• Previne e controla diversas infecções e, ainda, otimiza as respostas imunes adaptativas contra
diferentes tipos de microrganismos.
BARREIRAS FÍSICAS E
MECÂNICAS
Pele, trato respiratório,
membranas, mucosas, fluidos
corporais, tosse, espirro.

BARREIRA
BARREIRAS INFLAMATÓRIA
CELULARES Reação às infecções com
Linfócitos, leucócitos, INATA danos teciduais; induz a
migração de células
neutrófilos, monócitos
fagocitárias para a área
e macrófagos. afetada.

BARREIRAS
FISIOLÓGICAS
Lisozimas, interferon,
sistema complemento
DEFESA PELA IMUNIDADE ADQUIRIDA
OU ADAPTATIVA
• É o tipo de defesa desencadeada pelo contato com agentes infecciosos e sua resposta à
infecção aumenta significativamente a cada exposição sucessiva ao mesmo invasor.
• Envolve a produção de proteínas chamadas de anticorpos (ou imunoglobulinas) conhecida
como imunidade humoral mediada por linfócitos B, e também, pode envolver ação direta de
células chamadas linfócitos T (imunidade celular), que facilitam a eliminação ou morte de
microrganismos ou substâncias estranhas.
IMUNIDADE PASSIVA
É A PROTEÇÃO ATRAVÉS DO
RECEBIMENTO DE NATURAL: Transferência de
ANTICORPOS JÁ PRONTOS, anticorpos maternos para o
PARA UMA DETERMINADA feto e o bebê.
DOENÇA E SE DIVIDE EM:

ARTIFICIAL: Transferência de
anticorpos (imunoglobulinas)
que tiveram sua produção
estimulada em um animal ou
ser humano. Confere proteção
temporária e desparece com o
tempo.
IMUNIDADE ATIVA
É A PROTEÇÃO CONFERIDA PELO PRÓPRIO SISTEMA IMUNOLÓGICO DO INDIVÍDUO,
APÓS A INTRODUÇÃO DE UM ANTÍGENO, PRODUZINDO UMA RESPOSTA
IMUNOLÓGICA. IMUNIDADE DE LONGO PRAZO OU PERMANENTE.

NATURAL: Sobreviver à infecção ARTIFICIAL:Vacinas, pois induzem


por um organismo causador de memória imunológica, semelhante
doença. àquela adquirida pela doença
natural.

MEMÓRIA IMUNOLÓGICA
Persistência de proteção durante muitos anos após a infecção.
VACINAÇÃO
X
IMUNIZAÇÃO
VACINAÇÃO IMUNIZAÇÃO
Procedimento de administração de Objetivo da vacinação, conferir ao indivíduo
uma substância antigênica que vacinado a imunidade contra as doenças cujo
estimula o sistema imunológico a imunobiológico administrado propiciará a
desenvolver a imunidade adquirida a proteção.
determinado patógeno.
VACINAS ATENUADAS

• São vacinas com microrganismos vivos, o agente patogênico é enfraquecido


por meio de passagens por um hospedeiro não natural, ou por um meio que
lhe seja desfavorável.
• O resultado dessas passagens é um agente que, quando inoculado num
indivíduo, multiplica-se sem causar doença, mas estimula o sistema
imunológico.
VACINAS INATIVADAS

• As vacinas inativadas, podem ser compostas por vírus ou bactérias inteiras


mortas, ou frações específicas destes microrganismos.
• Não é capaz de induzir a doença no indivíduo vacinado porque seus antígenos
estão mortos, porém é capaz de reconhecer esses antígenos como corpos
estranhos ao nosso organismo e iniciar uma resposta imunológica para
neutralizá-los.
FAT O R E S Q U E
INFLUENCIAM A
R E S P O S TA I M U N E
FATORES RELACIONADOS AO
VACINADO

IDADE GESTAÇÃO IMUNODEPRIMIDOS ANTITÉRMICO


• No primeiro ano de vida o • Não recebem vacinas vivas, • Não recebem vacinas vivas • Estudos comprovam que
sistema imunológico está pois existe a possibilidade atenuadas. crianças que receberam o
em desenvolvimento, da passagem dos antígenos antitérmico profilático
portanto, para algumas vivos para o feto, podendo apresentaram redução de
vacinas é necessária a causar TPP, malformação, anticorpos das vacinas
administração de um aborto e etc. administradas.
número maior de doses, de
acordo com a idade.
FATORES RELACIONADOS À VACINA

VIA DE DOSE E ESQUEMA DE ADJUVANTES


ADMINISTRAÇÃO VACINAÇÃO • São substâncias presentes na
• O uso de vias de • Vacinas inativadas necessitam composição de algumas
administração diferentes da de mais doses para uma vacinas e que aumentam a
preconizada poderá interferir adequada proteção, enquanto resposta imune dos produtos
na resposta imune. as virais atenuadas que contêm microrganismos
necessitam de menos doses. inativados.
MÓDULO 3
PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NOS SERVIÇOS DE
VAC I N A Ç Ã O.
O R G A N I Z A Ç Ã O E F U N C I O N A M E N TO DA S A L A D E
VAC I N A Ç Ã O.
SALA DE VACINA
É a instância final da rede de frio, responsável exclusivamente pelos
procedimentos de vacinação de rotina, campanhas, bloqueios e
intensificações.

Localizadas em unidades/serviços da Rede de Atenção Básica de Saúde e


Hospitais que ocupam posição estratégica em relação à Rede de Frio.

Para a realização de sua atividade, é fundamental o armazenamento dos


imunobiológicos aplicáveis em suas rotinas em equipamentos para
refrigeração apropriados e dentro de condições ideais.
SALA DE VACINA

• Área semicrítica e deve ser destinada


exclusivamente a administração dos
imunobiológicos.
• Todos os procedimentos devem
promover a máxima segurança e reduzir
os riscos de contaminação para os
pacientes e a equipe de vacinação.
EQUIPE DE VACINAÇÃO

• Equipe de enfermagem: Enfermeiro e


Técnico de Enfermagem.
• A equipe deve ser treinada e
capacitada para manusear, conservar,
registrar e descartar os resíduos das
ações de vacinação.
FUNÇÕES BÁSICAS DA EQUIPE DE
VACINAÇÃO
Planejar as atividades de vacinação;
Prover os materiais e imunobiológicos;
Manter as condições preconizadas de conservação dos imunobiológicos;
Utilizar os equipamentos preservando suas condições de funcionamento;
Destinar adequadamente os resíduos;
Atender e orientar os usuários com responsabilidade e respeito;
Realizar o registro das atividades de vacinação;
Promover a organização e monitoramento da limpeza da sala de vacinação.
ORGANIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO
ORGANIZAÇÃO
Piso e paredes: Portas de
Área mínima de Portas e Janelas:
lisos, contínuos entrada e saída:
6m² tinta lavável
e laváveis independente

Bancada de Pia para a Pia para lavagem


Teto resistente
preparo (não lavagem dos da mão dos
a lavagem
porosa) materiais profissionais

Nível de
iluminação
adequados
Temperatura, umidade Tomada exclusiva para Equipamentos de
e ventilação cada equipamento refrigeração de uso
adequadas elétrico exclusivo

Locais com grande


Protegidos da Ser mantidas as
demanda, devem
incidência de luz solar condições de higiene
utilizar duas salas com
direta e limpeza
comunicação direta.

Uma para triagem e


outra para
administração do
imunobiológico
MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS BÁSICOS
Equipamentos de Refrigeração

Equipamentos de Informática

Mesa tipo escrivaninha com gavetas

Cadeiras laváveis (três, no mínimo)

Cadeira giratória com braços

Armário com porta

Fichário ou Arquivo

Biombo

Maca Fixa

Depósitos com tampas e pedal para o lixo


INSUMOS BÁSICOS

Termômetro para Bandeja de aço


Caixa de perfuro Dispensador com
equipamentos de inoxidável, tesoura
cortante com sabão líquido e
refrigeração e e pinça dente de
suporte papel-toalha
caixas térmicas rato

Recipientes para a
Recipiente com Bobinas
organização dos Fita adesiva
Algodão Hidrófilo reutilizáveis
imunobiológicos
Agulhas descartáveis
Agulhas descartáveis
3 caixas térmicas de Seringas descartáveis (IM 20x5,5mm –
2 caixas térmicas de (ID 13x3,8mm
poliuretano (12L no (0,5mL – 1,0 mL – 3,0 25x6,0mm – 25x7,0mm
Isopor SC 13x3,8mm
mínimo) mL – 5,0 mL) 25x8,0mm –
13x4,5mm)
30x7,0mm)

Agulhas descartáveis Recipiente plástico


Impressos e manuais
(Diluição 25x8,0mm e Termômetro clínico (organização da caixa Materiais de escritório
técnicos e operacionais
30x8,0mm) térmica)

Boletins, mapas, Manual de Vigilância Manual dos Centros de


Manual de normas e
formulários, fichas, epidemiológica de Legislações atualizadas Referência para
procedimentos para
Pareceres, notas e Eventos Adversos Pós referentes a PNI Imunobiológicos
vacinação
informes técnicos Vacinação especiais

Guia de Vigilância
Manual de Rede de Frio
Epidemiológica
FUNCIONAMENTO – INÍCIO DO
TRABALHO DIÁRIO
• Verificar limpeza e ordem da sala
• Verificar e registrar a temperatura dos equipamentos de refrigeração
• Verificar ou lugar o sistema de ar- condicionado
• Organizar sobre a mesa de trabalho os impressos e materiais de escritório
• Higienizar as mãos
• Retirar as vacinas e separar os diluentes correspondentes na quantidade necessária e organizar
na caixa térmica
• Organizar a caixa térmica de uso diário
• Atentar para o prazo de utilização após a abertura do frasco
• Separar os cartões de controle com vacinação aprazada para o dia de trabalho.
ACOLHIMENTO TRIAGEM

Garantir um Escolha, seleção


ambiente ou classificação –
tranquilo e prioridade no
confortável atendimento

Organizar o
Assegurar a fluxo e otimizar
privacidade o tempo e os
recursos

Estabelecer uma Reduzir


relação de aglomerações e
confiança com o melhorar a
usuário resolutividade

Conversar sobre
Usuário
os benefícios da
satisfeito
vacina
FUNCIONAMENTO – TÉRMINO DO
TRABALHO DIÁRIO
• Conferir no boletim diário as doses de vacinas administradas
• Devolver as vacinas identificadas (doses restantes e validade) ao refrigerador
• Devolver as bobinas reutilizáveis limpas ao refrigerador
• Verificar e anotar a temperatura do equipamento de refrigeração
• Desprezar as vacinas multidose que ultrapassaram a validade após aberta e registrar em
formulário
• Limpar a caixa térmica
• Certificar o funcionamento dos equipamentos de refrigeração
• Organizar o arquivo
• Verificar a lista de faltosos e organizar a busca.
ENCERRAMENTO DO TRABALHO
MENSAL
• Consolidar as doses registradas no Boletim diário -> Boletim mensal;
• Avaliar e calcular a % de utilização e perda (física e técnica) de imunobiológicos;
• Monitorar as atividades de vacinação (abandono, cobertura, eventos adversos);
• Revisar o arquivo para estabelecer ações de busca ativa de faltosos.
RESÍDUOS E
LIMPEZA
• Classificados – Grupo A1:
Micro-organismos vivos ou atenuados,
incluindo frascos de vacinas com
prazo de validade expirado, vazios ou
com sobras de vacinas e, ainda,
agulhas e seringas utilizadas.
• Classificados – Grupo D:
Não apresenta risco biológico,
químico ou radiológico a saúde ou
meio ambiente, equipara-se aos
resíduos domiciliares.
• A limpeza deve ser realizada por profissionais
treinados e, embora o trabalhador da sala de
vacinação não execute é importante que ele
saiba como a limpeza deve ser realizada.
• Limpeza Concorrente: Realizada duas vezes ao
dia em horários preestabelecidos ou sempre
que ela for necessária.
• Limpeza Terminal: Realizada a cada 15 dias,
comtemplando a limpeza de teto, pisos, paredes,
portas e janelas, mobiliário, luminárias, lâmpadas
e filtros de ar condicionado.
REFRIGERADOR
• Equipamento distante de fonte de calor e raios
solares.
• Temperatura interna preferencialmente de +2°C a
+8°C.
• Afastar o refrigerador da parede, pelo menos 20cm.
• Verificar a temperatura 2 vezes ao dia.
• Usar tomada exclusiva para cada equipamento.
• Usar os equipamentos exclusivamente para
conservar os imunobiológicos.
• Realizar a limpeza a cada 15 dias ou quando a
camada de gelo atingir 0,5cm.
Mapa de registro
Instalado com área
diário para
livre de
controle da
aproximadamente
temperatura
15 cm no entorno.
fixado.

Termômetro
Conter a
digital de cabo
identificação no
extensor,
equipamento com
posicionado o
o aviso: “USO
sensor no ponto
EXCLUSIVO DE
mais central da
VACINAS”.
câmara interna.

Nivelamento
perfeito, tomada
exclusiva e longe
de luz solar direta
qualquer outra
fonte de calor.
ORGANIZAÇÃO DO REFRIGERADOR
No congelador: GELOX

Primeira prateleira: Vacinas


que podem ser submetidas a
temperatura negativa.
Não colocar nenhum
Segunda prateleira: Termômetro imunobiológico ou
e vacinas que não podem ser qualquer outro produto
submetidas a temperaturas na porta.
negativas.

Terceira prateleira: Estoque


de vacinas, soros e
diluentes.
Na prateleira inferior:
garrafas com água e corante.
BOBINAS REUTILIZÁVEIS
• Retire as bobinas do freezer e colocar sobre a pia ou bancada
• Aguardar desaparecer a névoa da superfície externa
• Colocar sob uma das bobinas o sensor de um termômetro de cabo
extensor
• Aguardar a indicação de quando elas terão alcançado a temperatura mínima
de 0°C
• Após o desaparecimento da névoa e a confirmação da temperatura
• Colocar na Caixa Térmica
• Mensure a temperatura interna da caixa
• Termômetro de cabo extensor entre +2°C e +8°C (sendo o ideal +5°C)
• Lavar, enxugar e congelar após retirar das caixas térmicas.
• Verificar periodicamente o prazo de validade das bobinas de celulose
vegetal.
CAIXA TÉRMICA
• Colocar as bobinas reutilizáveis ambientadas nas laterais
da caixa
• Posicionar o sensor do termômetro no centro da caixa,
monitorando a temperatura até atingir no mínimo +1°C
• Acomodar os imunobiológicos no centro da caixa em
recipientes plásticos, para melhor organização e
identificação
• Monitorar continuamente a temperatura
• Trocar as bobinas reutilizáveis sempre que for necessário
• Manter fora do alcance da luz direta e distante de fontes
de calor
• Lavar e secar cuidadosamente e guardar aberta e em
local ventilado.
CAIXA TÉRMICA – ATIVIDADES
EXTRAMUROS
• Caracterizar a população • Posicione o sensor do termômetro no centro da
• Quantidade de vacinas: Número de caixas carga organizada
térmicas e bobinas reutilizáveis • Disponha as bobinas cobrindo os imunobiológicos
• Mínimo de três caixas térmicas: Estoque de• Lacre as caixas com fita adesiva e identifique-as
vacinas, bobinas reutilizáveis e vacinas em uso externamente
• Ambiente as bobinas em quantidade suficiente • Monitore a temperatura durante o deslocamento
• Disponha as bobinas no fundo e laterais internas
da caixa
• Posicione o sensor no centro da caixa térmica
(+1°C)
• Organize os imunobiológicos de maneira segura
para que não fiquem soltos
PLANO DE CONTIGÊNCIA
• Interrupção de energia elétrica ou falha no equipamento
– Manter o equipamento fechado
– Monitorar a temperatura interna rigorosamente
– Quando a temperatura estiver próximo a +7°C transferir os imunobiológicos
• SUSPEITA OU CONSTATAÇÃO (Ex.: Fora dos padrões de temperatura preconizados)
– Comunicar a ocorrência ao responsável técnico;
– Identificar, separar e armazenar o produto em condições adequadas;
– Preencher o formulário de alterações diversas (Desvios de qualidade);
– Encaminhar a Coordenação Municipal de Imunizações.
MÓDULO 4
REDE DE FRIOS
LO G Í S T I C A E C A D E I A
DE FRIO EM
AT I V I D A D E S D E
VA C I N A Ç Ã O
REDE DE FRIO

• É um sistema amplo, inclui uma estrutura


técnico-administrativa orientada pelo PNI, por
meio de normatização, planejamento, avaliação

ESTRUTURA e financiamento que visa a manutenção


adequada da cadeia de frio.

DA REDE DE CADEIA DE FRIO

FRIO • É o processo logístico da rede de frio para


conservação dos imunobiológicos, desde o
laboratório produtor até o usuário, incluindo
etapas de recebimento, armazenamento,
distribuição e transporte, de forma oportuna e
eficiente, assegurando a preservação de suas
características originais.
DISTRIBUIÇÃO DOS
IMUNOBIOLÓGICOS
Instância Instância Instância
Nacional Estadual Regional

Instância Instância
Municipal Local
IMUNOBIOLÓGICOS E A REDE DE
FRIOS
• Os imunobiológicos são produtos termolábeis (sensíveis ao calor e ao frio) e fotossensíveis.
Devendo, assim, ser armazenados, transportados, organizados, monitorados, distribuídos e
administrados adequadamente, de forma a manter sua eficácia e potência.
• Podem ser apresentados em frascos unidose e multidose.
CADEIA DE FRIO

• Envolve equipamentos, pessoas e processos.


• A preservação, armazenamento e transporte dos imunobiológicos é
imprescindível, não podendo haver falhas, pois, resultaria em perda
do produto.
• Os principais equipamentos e instrumentos são:
• Câmaras refrigeradas que
operam entre +2ºC e +8ºC.
• Freezers Científicos armazena
vacinas em temperaturas
negativas.
• Termômetro de momento,
máxima e mínima digital, com
cabo extensor.
AT E N D I M E N T O A O U S U Á R I O
NA SAL A DE VACINA
ACOLHIMENTO

• Acolhimento é prestar um atendimento com resolutividade e responsabilidade.


• Não é um espaço ou um local, mas sim, uma postura ética. Sendo capaz de acolher, escutar e
dar respostas mais adequadas aos usuários.
• O acolhimento deve garantir um ambiente tranquilo e confortável, assegurar privacidade,
estabelecer uma relação de confiança com o usuário e conversar com o usuário sobre os
benefícios da vacina.
CONTRAINDICAÇÕES COMUNS A
TODO IMUNOBIOLÓGICO
• Condição do usuário a ser vacinado que aumenta, em muito, o risco de um evento adverso
grave.
• Ou faz com que o risco de complicações da vacina seja maior que o risco da doença em que
se quer proteger.
• Ocorrência de hipersensibilidade (reação anafilática) após o recebimento de dose anterior.
• História de hipersensibilidade a qualquer componente dos imunobiológicos.
• Não é contraindicação - Febre acima de 38,5°C, após a administração de uma vacina para a
dose subsequente.
SITUAÇÕES ESPECIAIS
• Uso de terapia com corticosteroides (Vacinação com intervalo de 3 meses após a
suspensão da droga) - considera-se imunossupressora a dose maior que 2mg/kg/dia
de prednisona ou equivalente (crianças) e maior que 20mg/kg/dia (adultos) por um
tempo maior que 14 dias.
• Usuários com HIV precisam de uma proteção especial contra as doenças
imunopreveníveis - avaliar o caso – Soropositivo (portador assintomático) ou
Imunodeprimido (com a doença instalada).
• <18m (Filhos de HIV+) – não apresentam alterações imunológicas ou clínicas de
imunodeficiência - podem receber todas as vacinas dos calendários de vacinação e as
disponíveis no Crie o mais precocemente possível.
• Usuários com imunodeficiência clínica ou laboratorial grave - não devem receber
vacinas de agentes vivos ou atenuados.
• Usuário fez transplante de medula óssea (pós transplantado) - encaminhar ao Crie de
seis a doze meses após o transplante para revacinação conforme indicação.
ADIAMENTO DA VACINAÇÃO

• Em uso de dose imunossupressora de corticoide


– Vacinar 90 dias após a suspensão ou o término do tratamento
• Necessita receber imunoglobulina, sangue ou hemoderivados
– Não vacinar com vacinas (vivos atenuados) nas 04 semanadas que antecedem e até 90 dias
após
• Apresenta doença febril grave
– Não vacinar até a resolução do quadro – sinais e sintomas da doença não ser atribuído/
confundido com possíveis eventos adversos das vacinas.
FALSAS CONTRAINDICAÇÕES
• Doença aguda benigna sem febre, sem histórico de doença grave ou infecção simples das vias
respiratórias superiores.
• Prematuridade ou baixo peso ao nascer. Exceção BCG≥2kg.
• Ocorrência de evento adverso em dose anterior de uma vacina – reação local (dor,
vermelhidão ou inflamação no lugar da injeção).
• Diagnósticos clínicos prévios de doença – Tuberculose, coqueluche, tétano, difteria,
poliomielite, sarampo, caxumba e rubéola.
• Doença neurológica estável ou pregressa com sequela presente.
• Antecedente familiar de convulsão ou morte súbita.
• Alergias. Exceção: alergias graves a algum componente da vacina (anafilaxia comprovada).
• História de alergia não específica (individual ou familiar).
• História familiar de evento adverso a vacinação. Exemplo:
convulsão.
• Uso de antibiótico, profilático ou terapêutico e antiviral.
• Tratamento de corticosteroides dias alternados (dose não
imunossupressora).
• Uso de corticosteroides inalatórios/tópicos ou dose de
manutenção fisiológica.
• Quando o usuário é contato domiciliar de gestante – os
vacinados não transmitem os vírus vacinais – sarampo,
caxumba ou rubéola.
• Convalescença de doenças agudas.
• Em profilaxia pós exposição e na reexposição com a vacina
raiva (inativada).
• Internação hospitalar.
• Mulheres no período de amamentação.
• Considerar as situações de adiamento para a vacina de febre
amarela.
M O D U LO 5
C A L E N D Á R I O D E VAC I N A Ç Ã O
CALENDÁRIO NACIONAL
DE VACINAÇÃO
• As vacinas ofertadas na rotina dos serviços de
saúde são definidas no Calendário Nacional de
Vacinação, no qual estão informados:
– Tipos de Vacina;
– Doenças protegidas;
– Composição das vacinas;
– Número de doses e reforços;
– Idade recomendada para a administração
de cada dose.
– Volume da dose.
– Local da administração e a agulha
recomendada.
VACINA BCG
Protege contra a Na rotina é indicada para
A vacina BCG é apresentada
Tuberculose, principalmente crianças de até 4 anos, 11
sob a forma liofilizada em
nas formas graves, como meses e 29 dias e também
ampola multidose,
meningite tuberculosa e para contatos de hanseníase
acompanhada do respectivo
tuberculose miliar que não apresentem sinais
diluente.
(espalhada pelo pulmão). ou sintomas da doença.

Laboratório Serum Institute


Dose única, o mais
Via intradérmica, no deltoide of India: 0,05ml (menores de
precocemente possível logo
direito. 1 ano) e 0,1ml (a partir de 1
após o nascimento.
ano).

Após o preparo é válida por


6 horas, desde que mantida
em condições adequadas de
conservação.
PARTICULARIDADES
Crianças nascidas com peso inferior a 2kg, adiar a vacinação até

VACINAÇÃO COM BCG:


que atinjam o peso.

COMPROVAÇÃO DA
Registro no cartão ou
Na rotina, a vacina é disponibilizada para crianças de até 4 anos caderneta de vacinação;
11 meses e 29 dias, ainda não vacinadas. e/ou

Crianças vacinadas que não apresentam cicatriza vacinal, NÃO Da identificação da cicatriz
REVACINAR. vacinal; e/ou

Contraindicada para gestantes e pessoas imunodeprimidas. Da palpação de nódulo no


deltoide direito.
Em pessoas hospitalizadas com comprometimento do estado
geral, a vacinação deve ser adiada até a resolução do quadro
clínico.
CONTATOS PROLONGADOS DE
PORTADORES DE HANSENÍASE
MENORES DE 1 ANO A PARTIR DE 1 ANO

• Não vacinados: administrar 1 dose • Sem cicatriz: administrar uma


de BCG. dose.
• Comprovadamente vacinados e • Vacinados com uma dose:
que apresentem cicatriz vacinal: administrar outra dose de BCG, com
não administrar outra dose de BCG. intervalo mínimo de 6 meses após
• Comprovadamente vacinados dose anterior.
que não apresentam cicatriz • Vacinados com duas doses: Não
vacinal: administrar outra dose de administrar outra dose de BCG.
BCG, com intervalo mínimo de 6
meses da dose anterior.
ORIENTAÇÕES
ESPECÍFICAS PÓS- Imediatamente após a injeção da vacina, aparece,
ADMINISTRAÇÃO no local, uma pápula de aspecto esbranquiçado
DA VACINA e poroso, com bordas nítidas e delimitadas.

Não realize compressão mecânica sobre a


pápula, ela irá desaparecer posteriormente.

Algumas crianças podem não desenvolver a


cicatriz vacinal. Nessa situação, a revacinação é
contraindicada.

Orientar o responsável com os cuidados após a


vacina como: realizar a higiene normal durante o
banho e manter limpo, não cobrir ou fazer
curativo na ferida, não fazer compressas no local
e não utilizar medicação na lesão.
EVOLUÇÃO DA CICATRIZ VACINAL
VACINA HEPATITE B

A vacina hepatite B (recombinante) é apresentada sob


a forma líquida, em frasco unidose ou multidose.

Protege contra infecções pelo vírus da Hepatite B.

Indicada para toda a população.

Não possui contraindicações específicas.


ESQUEMA

MENOR DE 1 1 ANO ATÉ <7


AO NASCER
ANO ANOS
• Administrar • Iniciar esquema • Crianças de 1
uma dose o de 3 doses com ano até 6 anos
mais a vacina Penta 11 meses e 29
precocemente aos 2, 4 e 6 dias SEM
possível, nas meses de idade. comprovação
primeiras 24 ou com
horas, até 30 esquema
dias de vida. INCOMPLETO,
iniciar ou
complementar o
esquema com a
vacina PENTA.
PESSOAS A PARTIR DE 7 ANOS DE IDADE

Em maiores de 7 anos, quando o esquema é


interrompido, utilizar o esquema acelerado:
Sem comprovação vacinal: administrar 3
doses com intervalo de (0, 1 e 6 meses). O intervalo mínimo entre a
primeira e segunda dose: 1
mês (2 semanas)

Com esquema vacinal incompleto: não O intervalo mínimo entre a


reiniciar o esquema, apenas completa-lo
conforme situação encontrada. segunda e terceira dose: 2
meses (8 semanas)

Para gestantes em qualquer faixa etária O intervalo mínimo entre a


e idade gestacional: administrar 3 doses
da vacina (0,1 e 6 meses). Caso não seja primeira e a terceira dose: 4
possível completar o esquema durante a meses (16 semanas)
gestação, completar no puerpério.
VOLUME DA DOSE E VIA DE
ADMINISTRAÇÃO
• Menor de 2 anos: administrar preferencialmente no músculo vasto
lateral da coxa ou no ventroglúteo.
Via Intramuscular • Maior de 2 anos: administrar no músculo deltoide, ventroglúteo
ou vasto lateral da coxa.

• Laboratório Butantan
Volume da dose • Menores de 20 anos: 0,5mL
• A partir de 20 anos: 1mL.

Validade após • Butantan: 15 dias.


abertura do frasco
VACINA ADSORVIDA DIFTERIA , TÉTANO,
PERTUSSIS, HEPATITE B (RECOMBINANTE)
E HAEMOPHILUS INFLUENZ AE B -
PENTAVALENTE

A vacina Penta é apresentada sob a forma líquida em frascos


uni ou multidoses.

Previne infecções por difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e


infecções causadas pelo Haemophilus influenzae b.

Indicada para lactentes a partir de 2 meses e crianças até 6


anos, 11 meses e 29 dias.

Contraindicada a partir dos 7 anos de idade e crianças que


apresentarem quadro neurológico em atividade ou quando
após dose anterior, a criança registrar:
Convulsão até 72h;
Episódio hipotônico-hiporresponsivo até 48h;
Encefalopatia aguda grave depois de 7 dias após vacinação.
ESQUEMA
• Três doses, administradas aos 2, 4 e 6
meses, com intervalo de 60 dias entre as
doses, e mínimo de 30 dias.
• São necessárias doses de reforço com a
DTP aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

DOSE E VIA DE ADM


• O volume da dose administrada é de
0,5mL.
• Via intramuscular.
PARTICULARIDADES DA PENTA

• A terceira dose não deverá ser administrada antes dos 6 meses de idade.
• Crianças de até 6 anos, 11 meses e 29 dias, sem comprovação ou com esquema vacinal
incompleto, iniciar ou completar esquema com Penta.
• Caso não seja possível completar o esquema com a vacina Penta em crianças até 6 anos, 11
meses e 29 dias, deve-se completar o esquema com as vacinas dupla adulto (dT) e hepatite B,
respeitando o intervalo preconizado entre as doses.
• Antes de aspirar cada dose, faça movimentos rotatórios com o frasco da vacina, em sentido
único, para sua homogeneização, evitando assim, eventos adversos locais mais intensos.
VACINA ADSORVIDA DIFTERIA
TÉTANO E PERTUSSIS - DTP
Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis é apresentada sob
a forma líquida, em frasco multidose.

Protege contra a difteria, o tétano e a coqueluche.

Recomendada para crianças de 1 até 6 anos 11 meses e 29


dias de idade como reforço básico da vacina Penta.

Contraindicada a partir dos 7 anos de idade e crianças que


apresentarem quadro neurológico em atividade ou quando
após dose anterior, a criança registrar:
Convulsão até 72h;
Episódio hipotônico-hiporresponsivo até 48h;
Encefalopatia aguda grave depois de 7 dias após vacinação.
ESQUEMA
• O primeiro reforço deve ser
administrado aos 15 meses e o
segundo, aos 4 anos de idade.

DOSE E VIA DE ADM


• O volume da dose
administrada é de 0,5mL.
• Via intramuscular.
PARTICULARIDADES DTP
• Crianças a partir dos 15 meses de idade a menor de 7 anos idade, deve receber 2
reforços.
• Administrar o primeiro reforço com intervalo mínimo de 6 meses após a última dose
do esquema primário ( três doses de penta).
• Criança a partir de 15 meses e menor de 7 anos de idade, sem dose de reforço:
administrar o 1º reforço, e agendar o 2º reforço. Atentar para o intervalo mínimo de
6 meses entre os reforços.
• Criança com 6 anos de idade e sem nenhuma dose de reforço, administrar o 1º
reforço. Na impossibilidade de manter o intervalo de 6 meses entre as doses de
reforços, agendar a dT para 10 anos após o primeiro reforço. Neste caso as crianças
ficam liberadas da 2ª dose da DTP.
• Na indisponibilidade da vacina DTP, administrar a vacina penta como dose de reforço.
VACINA POLIOMIELITE 1,
2 E 3 (INATIVADA) - VIP

A vacina VIP é apresentada sob forma


líquida em frasco multidose.
Previne contra a poliomielite, causada por
vírus dos tipos 1, 2 e 3.
Indicadas para crianças aos 2, 4 e 6 meses
de idade e reforço aos 15 meses.
Não há contraindicações específicas para a
VIP.
VOLUME E VIA DE
ESQUEMA PARTICULARIDADES
ADM
• É administrada em • O volume da dose é • Pode ser administrada
esquema de três de 0,5mL. simultaneamente (ou
doses, aos 2, 4 e 6 • Via intramuscular com qualquer
meses de idade, com profunda. intervalo) com outras
intervalo de 60 dias vacinas do calendário.
entre as doses, sendo • Administrar o reforço
30 dias o prazo com intervalo de 6
mínimo. meses após a última
• Administrado um dose do esquema
reforço aos 15 meses primário.
de idade. A VIP está disponível
na rotina para crianças
com idade até 4 anos,
11 meses e 29 dias.
CRIANÇAS DE 2 MESES A MENORES DE 5 ANOS DE IDADE

SITUAÇÃO CONDUTA

NÃO VACINADAS Vacinar com VIP (D1) e agendar D2, com intervalo de 60 dias
entre as doses. O intervalo mínimo é de 30 dias entre as doses

CRIANÇA DE 2 MESES
A MENORES DE 1 VACINADAS COM D1 DE VIP Vacinar com VIP (d2) e agendar D3 com intervalo de 60 dias entre
ANO DE IDADE as doses. O intervalo mínimo é de 30 dias entre as doses.

VACINADAS COM D2 DE VIP Vacinar com VIP (D3) e agendar o reforço com VIP, obedecendo ao
intervalo mínimo de 6 meses entre D3 e o reforço.

COM ESQUEMA BÁSICO Agendar reforço com VIP para os 15 meses. O intervalo mínimo
COMPLETO (D1, D2 E D3 DE entre aa D3 e o reforço é de 6 meses.
VIP)
CRIANÇAS DE 2 MESES A MENORES DE 5 ANOS DE IDADE
SITUAÇÃO CONDUTA
NÃO VACINADAS Vacinar com VIP (D1) e agendar D2, com intervalo de 60 dias
entre as doses. O intervalo mínimo é de 30 dias entre as doses

VACINADAS COM D1 DE VIP Vacinar com VIP (d2) e agendar D3 com intervalo de 60 dias
CRIANÇA DE 1 ANO entre as doses. O intervalo mínimo é de 30 dias entre as doses.
A MENORES DE 5
ANOS DE IDADE (4
anos, 11 meses e 29 VACINADAS COM D2 DE VIP Vacinar com VIP (D3) e agendar o reforço com VIP, obedecendo
dias) ao intervalo mínimo de 6 meses entre D3 e o reforço.

COM ESQUEMA BÁSICO Agendar reforço com VIP para os 15 meses. O intervalo mínimo
COMPLETO (D1, D2 E D3 DE VIP) entre aa D3 e o reforço é de 6 meses.

COM ESQUEMA BÁSICO Criança deverá receber um reforço com VIP mesmo que tenha
COMPLETO E 1º REFORÇO COM recebido o 1º reforço com VOP. O intervalo mínimo entre o 1º
VOP reforço com VOP e a dose de reforço com VIP é de 30 dias
excepcionalmente nesta situação.

COM ESQUEMA BÁSICO Não administrar nenhuma dose, considerar esquema completo.
COMPLETO E 1º E 2º REFORÇOS
COM VOP
VACINA PNEUMOCÓCICA
10-VALENTE PNEUMO 10V
A vacina Pneumo 10-valente é apresentada sob a forma
líquida em frasco unidose ou multidose.

Protege contra infecções invasivas (sepse, meningite,


pneumonia, bacteremia) e otite média aguda causada pelos
dez sorotipos de Streptococcus pneumoniae contidos na
vacina.
A vacinação é recomendada para crianças de 2 e 4 meses,
oportunamente, e para o resgate de não vacinados até 4
anos, 11 meses e 29 dias de idade.
VOLUME E VIA DE
ESQUEMA
ADMINISTRAÇÃO
• Administrar duas doses • Volume de 0,5mL por via
aos 2 e 4 meses de idade, Intramuscular profunda.
com intervalo de 60 dias
entre as doses, mínimo
de 30 dias e reforço aos
12 meses idade.
PARTICULARIDADES PNEUMO 10V

• Crianças que iniciaram o esquema primário após 4 meses de idade, deve completa-lo até 12
meses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses; administrar o reforço com intervalo
mínimo de 60 dias após a última dose.
• O reforço deve ser administrado entre 12 meses e 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
• Crianças entre 1 e 4 anos de idade com esquema completo de 2 doses sem a dose de reforço,
administrar o reforço.
• Crianças sem comprovação vacinal, entre 12 meses e 4 anos, 11 meses e 29 dias, administrar
dose única.
VACINA ROTAVÍRUS
HUMANO G1P [8] - VRH
Apresentada na forma líquida, em frasco ampola plástica, unidose.

É indicada para a prevenção de gastroenterites causadas por rotavírus


dos sorotipos G1 P[8].

Embora seja monovalente, a vacina oferece proteção cruzada contra


outros sorotipos de rotavírus que não sejam G1 (G2, G3, G4 E G9).

Indicada para crianças exclusivamente na faixa etária indicada no


esquema de vacinação.

Contra indicada nos casos de:


Imunodepressão severa.
Na vigência do uso de corticosteroides ou doses imunossupressoras de
quimioterápicos.
Para crianças com histórico de invaginação intestinal ou com
malformação congênita não corrigida do TGI.
ESQUEMA

• Administrar duas doses aos 2


e 4 meses de idade.

VOLUME E VIA DE
ADMINISTRAÇÃO
• 1,5 mL – administrar todo o
conteúdo da bisnaga
exclusivamente por via oral.
PARTICULARIDADES VRH

• A primeira dose pode ser administrada até 11 meses e 29 dias. A segunda dose pode ser
administrada até 23 meses e 29 dias.
• Deve-se respeitar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
• Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação, não repetir a dose.
• Crianças com quadro agudo de gastroenterite (vômitos, diarreia e febre), adiar a vacinação até
a resolução do quadro.
• Crianças com imunodepressão deverão ser avaliadas e vacinadas mediante prescrição médica.
VACINA
MENINGOCÓCICA C
A vacina meningo C é apresentada na forma líquida,
em frasco-ampola ou seringa preenchida unidose.

Protege contra doença sistêmica causada pela


Neisseria Meningitidis do sorogrupo C.

Indicada para crianças de 3 e 5 meses,


oportunamente, e para resgate de não vacinados
menores de 5 anos de idade.
Não há contraindicações específicas para a vacina
Meningo C.
ESQUEMA
• Administrar duas doses, aos 3 e 5 meses de idade,
com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de
30 dias.Administrar reforço aos 12 meses de idade.
VOLUME E VIA DE ADM
• O volume é de 0,5mL por Via intramuscular
profunda.
PARTICULARIDADES MENINGO C

• Crianças que iniciaram o esquema primário após 5 meses de idade, devem completa-lo até 12
meses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses; administrar o reforço com intervalo
mínimo de 60 dias após a última dose.
• Criança entre 12 meses e 4 anos 11 meses e 29 dias, com esquema completo de duas doses,
mas sem a dose de reforço, administrar o reforço.
• O reforço deve ser administrado entre 12 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias.
• Crianças entre 12 meses e 4 anos 11 meses e 29 dias, SEM COMPROVAÇÃO VACINAL,
administrar 1 dose única.
• Criança entre 12 meses a menores de 5 anos, COM COMPROVAÇÃO VACINAL de 1 dose,
administrar 1 dose de reforço.
VACINA MENINGOCÓCICA
ACWY
A vacina ACWY é apresentada em frasco-ampola
ou seringa preenchida unidose.

Previne a doença sistêmica causada pela Neisseria


meningitidis do sorogrupo ACWY.

Vacinação recomendada para adolescentes entre


11e 14 anos de idade.

A ACWY não deve ser administrada em gestantes,


salvo em situação de risco epidemiológico.
EQUEMA VOLUME E VIA DE ADM PARTICULARIDADES

• Adolescentes de 11 a • 0,5mL por via • Pode ser administrada


14 anos, administrar 1 intramuscular. simultaneamente ou
reforço ou 1 dose, com qualquer intervalo
conforme situação com outras vacinas do
vacinal. calendário.
• A vacina deve ser
adiada em adolescentes
que estejam com
doenças agudas febris
moderadas ou graves.
Resfriados ou quadros
de menor gravidade
não contraindicam a
vacinação.
VACINA COVID-19
Apresentada em frasco-ampola multidose.

Atualmente possuímos 3 apresentações dos seguintes


laboratórios: Moderna (Spikevax); Pfizer (comirnaty) e
Serum/Zalika.
Protege contra formas graves da Covid-19 e
hospitalizações.

Indicada na rotina para crianças de 6 meses a menores


de 5 anos de idade; pessoas de 60 anos de idade ou mais
e gestantes.
Contraindicada a indivíduos com histórico conhecido de
reação alérgica grave a qualquer componente da vacina.
ESQUEMA
Crianças (6 meses a menores de 5 anos)

Esquema primário: 2 Esquema primário: 3 Idosos (60 anos ou


Gestantes
doses da Moderna doses da Pfizer mais)
• 1ª dose • 1ª dose • Vacinação periódica: • Vacinação periódica:
• 2ª dose: após 4 • 2ª dose: após 4 2 doses anuais. 1 dose a cada
semanas da 1ª dose. semanas da 1ª dose. • Disponível e gestação.
• 3ª dose: após 8 recomendado para a • Imunizante disponível
semanas da 2ª dose. faixa etária, e recomendado para
independente da a faixa etária,
quantidade de doses independente da
prévias. quantidade de doses
• Intervalo de 6 meses prévias.
entre as doses.
VOLUME DA DOSE E VIA DE
ADMINISTRAÇÃO
• O volume a ser administrado depende do imunizante.
• A vacina é administrada por via intramuscular.
• Em crianças de 6 meses a menores de 2 anos de idade, administrar
preferencialmente no vasto lateral da coxa.
• Em maiores de 2 anos, a administração pode ser realizada nas regiões que
compreendem o músculo deltoide ou no vasto lateral da coxa.
CRIANÇAS DE 6 MESES A 4 ANOS 11 POPULAÇÃO COM IDADE ENTRE 5 E 11
MESES E 29 DIAS ANOS

ESPECIFICAÇÕES Vacina Covid-19 Vacina Covid-19 Pfizer Vacina Covid-19 Moderna Vacina Covid-19 Pfizer
Moderna (spikevax) (Comirnaty) pediátrica para (spikevax) (Comirnaty) pediátrica
menores de 5 anos

INDICAÇÃO População de 6 População de 6 meses a 4 População entre 5 e 11 População entre 5 e 11


meses a 4 anos, 11 anos, 11 meses e 29 dias. anos anos
meses e 29 dias.

FORMA Suspensão injetável Suspensão injetável Suspensão injetável Suspensão injetável


FARMACÊUTICA

VIA DE ADM Intramuscular Intramuscular Intramuscular Intramuscular

VOLUME DA DOSE 0,25mL 0,2mL da vacina diluída 0,25mL 0,3mL (Vacina que já vem
diluída)
0,2mL (Vacina que precisa
diluir)
Vacina Covid-19 Vacina Covid-19 Pfizer Vacina Covid-19 Serum/Zalika
Moderna (spikevax) (Comirnaty)

INDICAÇÃO População a partir de 12 População a partir de 12 anos de População a partir de 12 anos de


anos de idade idade idade

FORMA FARMACÊUTICA Suspensão injetável Suspensão injetável Suspensão injetável

VIA DE ADM Intramuscular Intramuscular Intramuscular

VOLUME DA DOSE 0,5mL 0,3mL 0,5mL


VACINA FEBRE
AMARELA
É apresentada sob a forma liofilizada em
frasco multidose, acompanhada do
respectivo diluente.
Protege contra a febre amarela.

Indicada para a população entre os 9 meses a


59 anos de idade.
PRECAUÇÕES
• Casos de doenças agudas febris moderadas ou graves: recomenda-se adiar a vacinação
até a resolução do quadro clínico.
• Indivíduos com doenças de etiologia potencialmente autoimune: devem ser avaliados
caso a caso, pois há indicação de maior risco de ESAVI nesse grupo.
• Pacientes com histórico pessoal de doença neurológica como Guillain-Barré,
esclerose múltipla: avaliar o caso anteriormente à vacinação.
• Indivíduos com histórico de reação anafilática relacionada às substâncias presentes na
vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras): A vacina está
contraindicada.
• Pessoas vivendo com HIV/AIDS: deverá ser realizada a contagem de linfócitos T.
• Outros tipos de imunossupressão: A vacina febre amarela é habitualmente
contraindicada em pacientes imunossuprimidos.
CONTRAINDICAÇÕES

• Menores de 6 meses de idade.


• Pacientes submetidos a transplante de órgãos sólidos.
• Pacientes com erros inatos da imunidade.
• Paciente com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma).
• Pacientes portadores de doenças falciformes.
• Pacientes recebendo corticosteroides em doses imunossupressoras (prednisona 2mg/kg/dia
nas crianças até 10kg por mais de 14 fias, ou 20mg/kg/dia por mais de 14 dias em adultos).
ESQUEMA VOLUME E VIA DE ADM VACINAÇÃO SIMULTÂNEA

• CRIANÇAS ENTRE 9 • 0,5mL por Via Subcutânea. • A vacina febre amarela pode
MESES A MENORES DE 5 ser administrada
ANOS: simultaneamente com a
Administrar uma dose aos 9 maioria das vacinas do
meses, e uma dose de calendário. Entretanto é
reforço aos 4 anos de idade. importante observar as
• PESSOAS A PARTIR DE 5 seguintes situações:
ANOS DE IDADE QUE
RECEBERAM APENAS UMA
DOSE DA VACINA ANTES
DE COMPLETAREM 5
ANOS:
Administrar 1 dose de
reforço – respeitar o
intervalo mínimo de 30 dias.
• PESSOAS DE 5 A 59 ANOS
DE IDADE, NÃO
VACINADOS:
Administrar 1 dose única.
Administração simultânea com
Varicela
• Pode ser administrada simultaneamente em qualquer idade. Porém se não
administradas simultaneamente, deve-se respeitar o intervalo de 30 dias entre as
doses, no mínimo 15 dias.

Administração simultânea com


Tríplice ou Tetraviral
• Crianças menores de 2 anos: Não administrar simultaneamente, aguardar o prazo
de 30 dias.
• Crianças menores de 2 anos que receberam uma das vacinas: Estabelecer o
intervalo de 30 dias entre as vacinas.
• Pessoas a partir de 2 anos: As vacinas febre amarela e tríplice viral podem ser
administradas simultaneamente. Porém, se não administradas simultaneamente,
deve-se respeitar o intervalo de 30 dias entre as doses, mínimo de 15 dias.
ORIENTAÇÕES
INDICAÇÃO ESQUEMA VACINAL
Crianças de 9 meses a menores de 5 anos Administrar 1 dose aos 9 meses de vida e 1 dose de reforço aos 4 anos de idade.

Pessoas a partir de 5 anos, que receberam Administrar uma dose de reforço, independente da idade em que a pessoa procure o
uma dose da vacina antes de completarem serviço. Respeitar o intervalo mínimo de 30 dias entre a dose e o reforço.
5 anos de idade
Pessoas de 5 a 59 anos de idade que Administrar uma dose única da vacina.
nunca foram vacinadas ou sem
comprovação vacinal
Pessoas com mais de 5 anos de idade que Considerar vacinado. Não administrar nenhuma dose.
receberam uma dose da vacina a partir
dos 5 anos de idade
Pessoas com 60 anos ou mais, não Avaliar a pertinência da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de
vacinadas ou sem comprovação ESAVI nessa faixa etária, decorrente de comorbidades.
Gestantes, que nunca foram vacinadas ou Contraindicada para as gestantes (Risco de má-formação, TPP e aborto).
sem comprovação
Mulheres nunca vacinadas ou sem Não é recomendada, devendo ser adiada até a criança completar 6 meses de vida. Na
comprovação, que estejam amamentando impossibilidade do adiamento, após a vacinação, o aleitamento deve ser suspenso por
crianças com até 6 meses de vida 10 dias, devendo a mulher procurar o serviço de Banco de Leite de referência.

Viajantes internacionais O viajante deverá se vacinar, pelo menos, 15 dias antes da viagem.
VACINA SARAMPO CAXUMBA
E RUBÉOLA – TRÍPLICE VIRAL
É apresentada sob a forma liofilizada, em frasco uni ou
multidose, acompanhada de diluente próprio.

Protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Indicada para usuários a partir de 12 meses até 59 anos de


idade.

Está contraindicada nas seguintes situações:


Crianças menores de 6 meses de idade.
Usuários com imunodeficiência clínica ou laboratorial grave.
Gestação.
ESQUEMA BÁSICO DA TRÍPLICE VIRAL
12 meses a menor Primeira dose aos 12 meses de idade. Complete o esquema de vacinação com a vacina
de 5 anos tetra ou tríplice + varicela aos 15 meses de idade( corresponde a segunda dose da
vacina tríplice viral e à primeira dose da vacina varicela).

5 a 29 anos de Devem receber ou completar o esquema de duas doses de tríplice viral, conforme a
idade não situação encontrada, considerando o intervalo mínimo de 30 dias entra as doses.
vacinados Considerar vacinada a pessoa que comprovar 2 doses de vacina contendo os
componentes sarampo, caxumba e rubéola.

30 a 59 anos de Administre uma dose de tríplice viral. Considere vacinada a pessoa que comprovar
idade não uma dose de vacina tríplice viral.
vacinados

Trabalhadores da Devem receber 2 doses de tríplice, conforme situação vacinal, observando o intervalo
saúde mínimo de 30 dias entre as doses.
independente da
idade
VOLUME E VIA DE ADM VACINAÇÃO SIMULTÂNEA

• 0,5mL por via Subcutânea • VARICELA: Pode ser feita em


qualquer idade, porém se não
administradas simultaneamente,
respeitar o prazo de 30 dias entre as
doses.
• FEBRE AMARELA: Menores de 2
anos, não administrar
simultaneamente aguarda o prazo de
30 dias entre as doses. Maiores de 2
anos: podem ser administradas
simultaneamente , caso não
administrar simultaneamente,
aguardar o prazo de 30 dias entre as
doses.
VACINA SARAMPO, CAXUMBA,
RUBÉOLA E VARICELA -
TETRAVIRAL
É apresentada sob a forma liofilizada, em frasco uni ou
multidose, acompanhada do respectivo diluente.

Protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.

Recomendada para crianças aos 15 meses de idade que


tenham recebido a primeira dose da tríplice viral.

Está contraindica para crianças expostas ao HIV. A


vacinação destas crianças deve ser feita com as vacinas
tríplice viral e varicela (atenuada). E também para
gestantes.
ESQUEMA
Administrar 1 dose aos 15 meses de idade, em crianças que já tenham recebido a
primeira dose de tríplice.

VOLUME E VIA DE
ADM 0,5mL por via Subcutânea.

PARTICULARIDADES Crianças não vacinadas oportunamente aos 15 meses de idade, poderão ser vacinadas até menores
de 5 anos.
Em situações emergenciais e na indisponibilidade da vacina tetraviral, as vacinas tríplice viral e
varicela poderão ser utilizadas.
Os salicilatos (AAS) devem ser evitados por seis semanas após a administração da vacina com
componente varicela, devido ao risco de desenvolver síndrome de Reye.
A dose da tetraviral corresponde à segunda dose da vacina tríplice viral e à primeira dose da vacina
varicela.
A vacina tetraviral poderá ser utilizada em substituição à vacina varicela (atenuada) na
indisponibilidade deste imunobiológico, em pessoas a partir dos 4 anos de idade previamente
vacinadas com pelo menos uma dose da vacina tríplice viral.
VACINAÇÃO
SIMULTÂNEA Febre amarela:
Menores de 2 anos: não administrar simultaneamente, aguardar o prazo de 30 dias. Maiores de 2
anos: Podem ser administradas simultaneamente. Porém, se não administradas simultaneamente,
deve-se respeitar o intervalo de 30 dias.
VACINA VARICELA
(ATENUADA)
É apresentada sob a forma liofilizada, em frasco unidose,
acompanhada do seu respectivo diluente.

Protege contra a varicela.

Recomendada para crianças de 4 anos de idade e a população


indígena na rotina.

Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez por pelo


menos um mês após a vacinação.

Contraindicada para gestantes, crianças menores de 9 meses


de idade e indivíduos imunodeprimidos ou que apresentaram
anafilaxia à dose anterior.
ESQUEMA
• Administrar uma dose aos 4 anos de idade. Corresponde à segunda dose da vacina
varicela, considerando a dose de tetraviral aos 15 meses.
DOSE E VIA DE ADM
• 0,5mL por via Subcutânea, na região do deltoide.

PARTICULARIDADES
• Crianças não vacinadas aos 4 anos de idade poderão ser vacinadas com até 6 anos
11 meses e 29 dias, incluindo as crianças indígenas nessa faixa etária.
• Indígenas a partir dos 7 anos de idade não vacinados ou sem comprovação vacinal
ou sem história pregressa, administrar 1 ou 2 doses da vacina a depender do
laboratório produtor.
• Trabalhadores da saúde não vacinados ou sem história pregressa da doença devem
receber uma ou duas doses da vacina a depender do laboratório produtor.
VACINA HEPATITE A
(INATIVADA)
Apresentada soba forma líquida em frasco
unidose.
Previne a infecção causada pelo vírus da
hepatite A.
Recomendada para crianças de 15 meses até
4 anos 111 meses e 29 dias de idade.
Excepcionalmente, pode ser utilizada pela via
subcutânea em pessoas com coagulopatias.
ESQUEMA

• Uma dose aos 15 meses de idade.

VOLUME E VIA DE ADM

• 0,5mL por via Intramuscular.

PARTICULARIDADES

• Para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias, que tenham perdido a


oportunidade de se vacinar, administrar uma dose da vacina hepatite A.
• Para crianças com imunodepressão e para os suscetíveis, fora da faixa
etária preconizada, deverão ser avaliadas e vacinadas conforme
orientações do CRIE.
VACINA ADSORVIDA DIFTERIA E
TÉTANO ADULTO – DT (DUPLA
ADULTO)

Apresentada sob a forma


Protege contra o tétano
líquida em frasco unidose ou
acidental e a difteria.
multidose.

Indicada para pessoas a partir


dos 7 anos como reforço, após
completar o esquema básico
com DTP ou Penta e reforços
com DTP ou como início de
esquema a depender de
situação vacinal anterior.
COM ESQUEMA VACINAL COMPLETO: Administre uma dose a cada 10 anos.
COM ESQUEMA INCOMPLETO: Complete o esquema conforme a situação encontrada.
ESQUEMA
SEM COMPROVAÇÃO VACINAL: Administre 3 doses, com o intervalo de 60 dias, mínimo
de 30 dias. Sempre completar o esquema e nunca reiniciar.

DOSE E VIA DE 0,5mL por via Intramuscular.


ADM

Em gestantes - com o objetivo de promover a imunização passiva (transferência placentária de


anticorpos da mãe para o feto) do recém-nascido contra o tétano neonatal, que pode ocorrer nos
primeiros 28 dias -, a vacina difteria e tétano (dT) pode ser administrada a partir da comprovação da
gravidez, em qualquer período gestacional, considerando o histórico vacinal para difteria e tétano (03
doses de vacinas contendo os toxoides diftérico tetânico). Completar o esquema vacinal,
preferencialmente, antes da data provável do parto.
PARTICULARIDADES Verificar o período da gestação e a indicação da vacina dTpa a partir da 20ª (vigésima semana de
gestação), considerando que toda gestante deve receber pelo menos 1 (uma) dose de dTpa durante o
período gestacional, a cada gestação, para imunização passiva do lactente contra a coqueluche, nos
primeiros meses de vida, até que o esquemaprimário deste possa ser iniciado
com a vacina penta (aos 2, 4 e 6 meses). Se não aplicada, oportunamente,
durante o período gestacional, a vacina dTpa deve ser administrada no puerpério
(até 45 dias pós-parto).
VACINA ADSORVIDA DIFETIA,
TÉTANO E PERTUSSIS
(ACELULAR) DTPA

A vacina dTpa é apresentada sob a forma líquida, em seringa


preenchida, unidose.

Protege contra o tétano, difteria e o coqueluche.

Recomendada para gestantes, a partir da 20ª semana de


gestação; Profissionais e estagiários da área da saúde;
Trabalhadores que atuam em berçários e creches e
Indivíduos transplantados de células tronco.
ESQUEMA
GESTANTES

• Administre uma dose a cada gestação a partir da 20ª semana de gestação.


• Gestante NÃO vacinada previamente, administrar 3 doses de vacina contendo toxoide tetânico e diftérico, com
intervalo de 60 dias entre as doses:
2 doses de dT a qualquer momento da gestação; e 1 dose de dTpa a partir da 20ª semana de gestação.

PROFISSIONAIS E ESTAGIÁRIOS DA SAÚDE, PARTEIRAS E TRABALHADORES QUE ATUAM


EM BERÇÁRIO
• COM ESQUEMA DE VACINAÇÃO BÁSICO COMPLETO DE dT: Administrar 1 dose de dTpa (mesmo que a última
dose recebida com os componentes de difteria e tétano tenha ocorrido há menos de 10 anos). Dose de reforço a
cada 10 anos com dTpa, ou a cada 5 anos em caso de ferimentos graves.
• COM ESQUEMA DE VACINAÇÃO BÁSICO INCOMPLETO DE dT: Menos de 3 doses: administrar uma dose de
dTpa e completar o esquema com 1 ou 2 doses de dT de forma a totalizar 3 doses da vacina contendo o
componente tetânico.

VOLUME E VIA DE ADM

• 0,5mL por Via intramuscular.


PARTICULARIDADES
• Gestante vacinada com 1 (uma) dose de dT, administrar 1 (uma) dose de dT em qualquer momento da
gestação e 1 (uma) dose de dTpa, a partir da 20ª semana de gestação, com intervalo de 60 dias entre as
doses, mínimo de 30 dias (em situações especiais).
• Gestante vacinada com 2 (duas) doses de dT, administrar 1 (uma) dose da dTpa, a partir 20ª semana de
gestação;
• Gestante vacinada com 3 (três) doses de dT, administrar 1 (uma) dose de dTpa a partir da 20ª semana de
gestação;
• Mesmo com esquema completo (3 doses de dT ou dTpa) e/ou reforço com dT ou dTpa, a gestante
deverá receber, SEMPRE, 1 (uma) dose de dTpa a cada gestação. Se não aplicada, oportunamente, durante
o período gestacional, a vacina dTpa deve ser administrada no puerpério (até 45 dias pós-parto).
• A recomendação da vacina dTpa para profissionais e estagiários da área da saúde e parteiras tradicionais,
visa prevenir a transmissão nosocomial (infecções adquiridas em hospitais ou outras instituições de
saúde) da coqueluche para bebês, que ainda não podem iniciar o esquema primário vacinal (recomendado
aos de 2 meses de vida) e fazem parte do grupo de maior risco de morbimortalidade pela doença
(menores de 1 ano de idade).
VACINA PAPIOLMAVÍRUS
HUMANO 6, 11, 16 E 18
(RECOMBINANTE) – HPV4

Apresentada na forma de suspensão injetável em frasco-ampola


unidose de 0,5mL

Protege contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, a fim de prevenir os


cânceres de colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e
orofaringe, além de doenças relacionadas ao HPV, como verrugas
genitais e a papilomatose de laringe.
Recomendada para adolescentes de 9 a 14 anos de idade.

Contraindicada para gestantes.


ESQUEMA

CRIANÇAS E
PESSOAS DE 9 A 45 VÍTIMAS DE ABUSO
ADOLESCENTES DE 9 VOLUME E VIA DE ADM
ANOS SEXUAL
A 14 ANOS
• Dose Única • Com HIV/Aids; • DE 9 A 14 ANOS • 0,5mL por via
Transplantados; Esquema 2 doses: intramuscular.
pacientes oncológicos 1ª dose / 2ª dose: 6
em tratamento com meses da 1ª dose.
radio ou quimioterapia; • DE 15 A 45 ANOS
com imunodeficiência Esquema 3 doses:
primária. 1ª dose / 2ª dose: 2
• 3 DOSES meses da 1ª dose / 3ª
1ª dose / 2ª dose: 2 dose: 6 meses após a 1ª
meses da 1ª dose / 3ª dose.
dose: 6 meses após a 1ª
dose.
VACINA PNEUMOCÓCICA
23-VALENTE

Apresentada sob a forma líquida, em frasco


unidose.

Protege contra doenças graves causadas pela


bactéria pneumococo, como pneumonias,
meningites e outras.
Indicada para população indígena a partir de 5 anos
de idade; pessoas de 60 anos ou mais que vivem
acamados e/ou institucionalizados.
Contraindicada para crianças menores de 2 anos.
ESQUEMA
60 ANOS E MAIS EM
POVOS INDÍGENAS DOSE E VIA DE ADM
CONDIÇÕES ESPECIAIS
• Administrar 1 dose na • Administrar 1 dose a • 0,5mL por via
população indígena a partir dos 60 anos de intramuscular.
partir de 5 anos de idade, para idosos não
idade sem histórico vacinados e que vivem
vacinal e/ou sem acamados e/ou
comprovação de institucionalizados.
vacinas pneumocócicas Administrar a 2ª dose,
conjugadas. Administrar respeitando o intervalo
a 2ª dose, respeitando o mínimo de cinco anos
intervalo mínimo de após a 1ª dose.
cinco anos após a 1ª
dose.
PARTICULARIDADES
• Contraindicada para crianças menores de dois anos de idade.
• Esta vacina também está indicada para pessoas com condições clínicas especiais nos CRIE nas
seguintes indicações:
– HIV/Aids;
– Pacientes oncológicos;
– Transplantados de órgãos sólidos e de células-tronco hematopoiéticas.
– Implante de cóclea;
– Imunodeficiências congênitas;
– Nefropatias crônicas, hemodiálise, síndrome nefrótica;
– Pneumopatias crônicas;
– Fibrose cística;
– Cardiopatias crônicas, hepatopatias crônicas, doenças neurológicas crônicas incapacitantes,
trissomias, diabetes mellitus.
VACINA INFLUENZA
TRIVALENTE
Apresentada sob a forma de suspensão líquida em seringa preenchida
ou em frascos unidose ou multidose.
Protege contra o vírus da influenza e contra as complicações causadas
pela doença, principalmente as pneumonias bacterianas secundárias.
Passou a fazer parte do Calendário Nacional de vacinação para
crianças a partir de 6 meses a menores de 6 anos de idade, idosos
com 60 anos +, gestantes.
Grupos especiais: puérperas, povos indígenas, quilombolas,
trabalhadores da saúde, professores, doenças crônicas não
transmissíveis, pessoas com deficiência permanente, profissionais das
forças de segurança e armadas, caminhoneiros, trabalhadores de
transporte coletivo e portuários, funcionários do sistema prisional e
população privada de liberdade.

Contraindicada para menores de 6 meses de idade; pessoas com


histórico de anafilaxia a componente da vacina em doses anteriores.
ESQUEMA
IDADE NÚMERO DE DOSES VOLUME POR DOSE OBSERVAÇÕES
Crianças de 6 2 doses 0,25mL Intervalo mínimo de 4
meses a 2 anos de semanas.
idade Operacionalmente 30 dias após
receber a 1ª dose. Deverão ser
aplicadas 2 doses para crianças
vacinadas pela primeira vez.

Crianças de 3 a 8 2 doses 0,5mL Intervalo mínimo de 4


anos de idade semanas.
Operacionalmente 30 dias após
receber a 1ª dose. Deverão ser
aplicadas 2 doses para crianças
vacinadas pela primeira vez.
Pessoas a partir de Dose única 0,5mL
9 anos de idade
PARTICULARIDADES

• Em caso de ocorrência de síndrome de Guillain-Barré (SGB) no período de até 30 dias após


recebimento de dose anterior, recomenda-se realizar avaliação médica criteriosa sobre
benefício e risco da vacina antes da administração de uma nova dose.
• Pessoas que após ingestão de ovo apresentaram outros sinais de anafilaxia (angioedema,
desconforto respiratório ou vômitos repetidos): administre a vacina em ambiente adequado
para o atendimento de urgência e emergência para tratar manifestações alérgicas graves. A
vacinação deve ser supervisionada por um profissional de saúde que seja capaz de reconhecer
e atender as condições alérgicas graves.
MÓDULO 6
E V E N T O S S U P O S TA M E N T E AT R I B U Í V E I S À V A C I N A Ç Ã O O U
IMUNIZAÇÃO
EVENTOS SUPOSTAMENTE
ATRIBUÍVEIS À VACINAÇÃO OU
IMUNIZAÇÃO
• É qualquer ocorrência médica indesejada
após a vacinação, que não
necessariamente possui uma relação
casual com o uso de uma vacina ou
outro imunobiológico.
• Os eventos adversos causados pelas
vacinações são apenas uma fração do
que ocorrem após as vacinações.
Febre, dor de cabeça e
TRIVIAIS
edema local
ESPERADOS
ESAVI
Convulsões febris e
GRAVES
anafilaxia

NÃO IDENTIFICADOS Invaginação intestinal -


ANTERIORMENTE VORH
INESPERADOS
PROBLEMAS LIGADOS
Contaminação de lotes –
À QUALIDADE DO
abcessos locais
PRODUTO
Imunodeficiência, idade, resposta
FALHA DE VACINAÇÃO
Fatores relacionados ao hospedeiro imune insuficiente e baixa
imunidade

FALHA NA VACINA

Não são 100% eficazes, cobertura


Fatores relacionados às vacinas inadequada, interação vacinas
coadministradas, produção

Erros de administração (via, doses,


Fatores relacionados à utilização ou diluentes incorretos), esquemas
administração incompletos, armazenamento e
conservação, validade expirada
FALHA DA VACINAÇÃO
Falhas nas recomendações de
Fatores relacionados aos programas calendários (n° de doses e/ou
de imunização reforços), escassez na quantidade
de vacinas
MANIFESTAÇÕES LOCAIS
• São consideradas as reações no local ou próximas ao sítio de administração e
podem ocorrer após a aplicação de qualquer vacina.
• Mais comuns: DOR, RUBOR, CALOR E EDEMA (são consequências da introdução
da agulha e do conteúdo vacinal no tecido muscular).
• Utilizar analgésico (s/n); compressas frias (24 a 48h – após a administração), nos
casos de dor e ração mais intensas; Abcessos são submetidos a avaliação médica –
conduta apropriada (drenagem e/ou antibióticos).
FEBRE

• Elevação da temperatura axilar ≥37,5°C.


• Febre Baixa ou moderada: Observar,
tratamento, não contraindica doses
subsequentes.
• Febre alta: Notificar e investigar, tratamento
não contraindica doses subsequentes.
• Repouso, administrar água e outros líquidos
apropriados e considerar o uso de
antitérmicos.
EPISÓDIO HIPOTÔNICO-
HIPORRESPONSIVO
• Diminuição do tônus muscular, hiporresponsividade ou
ausência de resposta a estímulos e alteração na cor da
pele (palidez e cianose).
• É um evento raro e ocorre com maior incidência na
Penta e DTP.
• A conduta a ser tomada é: Notificar e investigar,
tratamento de suporte e continuar esquema com DTP
acelular.
• Realizar tratamento conservador, oferecer ingestão de
líquidos, antitérmicos (s/n), precauções para evitar
broncoaspiração, observação rigorosa até a resolução do
quadro.
ENCEFALOPATIA
• Conjunto de sinais e sintomas decorrentes de uma disfunção cerebral.
• Sintomas:
– Consciência: manifestações psiquiátricas (alucinações), alterações do sensório
(sonolência, coma).
– Localização: Diretamente relacionado com áreas afetadas do corpo (perda
localizada de movimento em membro ou incoordenação motora/ movimentos
involuntários).
– Irritação do córtex: crises convulsivas.
• Maior incidência na Pentavalente
• Conduta: Notificar e investigar, tratamento com neurologista e contraindica
doses subsequentes de DTP ou DTPa. Completamos o esquema com a DT
(dupla infantil).
CONVULSÃO
• São contrações musculares súbitas e involuntárias decorrentes da hiperatividade e
que também podem se manifestar com sintomas sensoriais, disfunção autonômica
e anormalidades comportamentais, com prejuízo ou perda de consciência.
• Pode ser FEBRIL (duração de até 15 min em crianças de 3m-6a) e AFEBRIL (é rara
e deve ser acompanhada por um neurologista).
• CONDUTA:
– Penta e DTP: notificar e investigar, tratamento e continuar o esquema com DTP
acelular.
– Pneumo 10 e Tetra viral: notificar e investigar os casos graves, tratamento e
contraindica doses subsequentes.
ANAFILAXIA

• É uma situação de emergência clínica com manifestações clínicas que iniciam


em segundos ou minutos após a exposição a vacina administrada.
• Conduta: Notificar e investigar os casos graves, tratamento e contraindica as
doses subsequentes.
• Conduta imediata: Checar responsividade, checar/acessar vias aéreas, checar
sinais vitais, posição supina ou trendelemburg, oxigênio e medicamentos de
emergência.
MANIFESTAÇÕES GERAIS

• CEFALEIA • DESCONFORTO GASTRINTESTINAL


• TONTURA LEVE
• DIARREIA E VÔMITOS • MIALGIA,ARTALGIA
• MAL-ESTAR • FADIA
• NÁUSEAS • DIMINUIÇÃO DO APETITE

Notificar eventos mais graves e aglomerados de casos, tratamento sintomático e


não contraindica doses subsequentes
MÓDULO 7
V I A S D E A D M I N I S T R A Ç Ã O DA S VAC I N A S
VIAS DE
ADMINISTRAÇÃO
PROCEDIMENTOS PRELIMINARES
• Higiene das mãos
– Rigorosamente obedecido, previne a contaminação.
• Utilização de seringas e agulhas
– Guardar a embalagem original em local seco e limpo, verificar integridade da embalagem e
prazo de validade.
• Ampolas de vidro
– Envolva a ampola em algodão seco e abra a ampola e coloque-a entre os dedos indicador e
médio.
• Frasco-ampola com tampa de borracha
– Remova a proteção metálica (pinça), limpe a tampa de borracha com algodão seco.
• Forma liofilizada
– Aspire o diluente e injete-o na parede interna da ampola contendo o liofilo, homogeneizar o
conteúdo (movimento rotativo em sentido único sem produzir espuma).
CONSIDERAÇÕES SOBRE A VIA
PARENTERAL
• NÃO é recomendada a assepsia da pele do usuário, APENAS quando houver
sujidade perceptível, a pele deve ser limpa utilizando-se agua e sabão ou álcool
a 70%, vacinação extramuros e em ambiente hospitalar.
• NÃO requer paramentação especial para a sua execução, EXCETO quando o
vacinador apresenta lesões abertas com soluções de continuidade nas mãos
(utilização de luvas).
• A administração de soros por via endovenosa requer o uso de luvas, assim
como a assepsia da pele do usuário.
VIA INTRADÉRMICA (ID)

• A vacina é introduzida na derme – camada superficial da pele.


• Lenta absorção das vacinas administradas.
• Volume máximo 0,5mL.
• Exemplos: BCG e Vacina raiva humana.
VIA SUBCUTÂNEA
(SC)
• A vacina é introduzida na
Hipoderme – camada subcutânea
da pele.
• Volume máximo a ser
administrado é de 1,5mL.
• Exemplos: Vacina sarampo,
caxumba e rubéola e vacina da
febre amarela (atenuada).
• Locais mais utilizados: face
superior externa do braço/ face
anterior e externa da coxa.
VIA INTRAMUSCULAR (IM)
• A vacina é introduzida no tecido muscular.
• Volume máximo a ser administrado é até 5mL.
• Exemplos: Vacina DTp + Hepatite B, Vacina dT, Vacina Hepatite B, Vacina Raiva
(inativada),Vacina VIP.
• Locais mais utilizados: músculo vasto lateral da coxa e deltoide – distantes de
grandes nervos e vasos.
• Muitas vezes torna-se necessário a utilização da mesma região muscular para a
administração concomitante de duas vacinas. Ex: Vasto lateral da coxa (grande
massa muscular) – recomendado principalmente em crianças menores de 2 anos
de idade.
 Considerações – administração de duas vacinas na mesma região muscular (vasto
lateral):
 Os locais das injeções devem ser sobre o eixo da coxa, separados por pelo
menos 2,5 cm de distância.
 Registrar na caderneta de vacinação o lado direito (D) ou esquerdo (E) do
respectivo membro.
 A administração de múltiplas vacinas no mesmo músculo NÃO reduz o poder
imunogênico NEM AUMENTA frequência e gravidade dos eventos adversos.

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