0% acharam este documento útil (0 voto)
45 visualizações14 páginas

Relatório - Compactação

O relatório apresenta um ensaio de compactação de solo, com foco na determinação da curva de compactação e na análise das propriedades do solo da região amazônica. O método utilizado é o ensaio de Proctor, que envolve a compactação de amostras de solo com diferentes teores de umidade e a medição da massa específica seca máxima. Os resultados são discutidos em relação às variáveis que afetam a compactação, como a energia de compactação e a umidade do solo.

Enviado por

andrewdavid77sp
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
45 visualizações14 páginas

Relatório - Compactação

O relatório apresenta um ensaio de compactação de solo, com foco na determinação da curva de compactação e na análise das propriedades do solo da região amazônica. O método utilizado é o ensaio de Proctor, que envolve a compactação de amostras de solo com diferentes teores de umidade e a medição da massa específica seca máxima. Os resultados são discutidos em relação às variáveis que afetam a compactação, como a energia de compactação e a umidade do solo.

Enviado por

andrewdavid77sp
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE TECNOLOGIA – ITEC

FACULDADE DE ENGENHARIA FERROVIÁRIA E LOGISTÍCA – FEFLOG

LABORATÓRIO DE SOLOS – FE01039

RELATÓRIO – ENSAIO DE COMPACTAÇÃO

PROF. DR. LAIS CHAVES

ANDREW DAVID COSTA DA SILVA – 202263640005

BELÉM/PA

2025
Sumário
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 3
1.1 Normas adotadas ....................................................................................................................... 3
1.2 Descrição do solo ....................................................................................................................... 4
2. EQUIPAMENTOS E PROCEDIMENTOS........................................................................................ 4
2.1 PROCEDIMENTO ................................................................................................................... 5
3. CÁLCULOS ILUSTRATIVOS .......................................................................................................... 9
4. RESULTADOS ................................................................................................................................ 11
5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS................................................................................................ 12
6. BIBLIOGRÁFIA.............................................................................................................................. 14
1. INTRODUÇÃO

Geralmente, na prática da engenharia geotécnica, o solo de um local não


apresenta as condições requeridas para executar uma determinada obra. Ele pode
ser pouco resistente, muito compressível ou apresentar características que deixam
inviável o projeto do ponto de vista econômico. Uma das possibilidades é tentar
melhorar as propriedades desse solo.
A técnica de compactação é creditada ao engenheiro Ralph Proctor, que, em
1933, publicou suas observações sobre a compactação de aterros, mostrando ser a
compactação função de quatro variáveis:
• Massa especíica seca;
• Umidade;
• Energia de compactação;
• Tipo de solo.
Proctor verificou que, na mistura de solo com maiores quantidades de água,
quando compactada, a massa especíica aparente da mistura aumentava porque a
água, de certa forma, funcionava como lubriicante, aproximando as partículas,
permitindo melhor entrosamento e, por fim, ocasionando a redução do volume de
vazios.
Num determinado ponto, atingia-se uma massa especíica máxima, a partir do
qual, ainda que se adicionasse mais água, o volume de vazios passava a aumentar.
O ensaio mais comum é o de Proctor (Normal, Intermediário ou Modiicado),
que é realizado através de sucessivos golpes aplicados na amostra. Essas variações
do ensaio de Proctor estão relacionadas às energias de compactação normal,
intermediária e modificada. Na Tabela 2.1, estão as características de cada uma
dessas energias.

Objetivo
O objetivo do ensaio de compactação é a determinação da curva de
compactação, conforme exemplificada na Figura 1, que expressa a variação da massa
especíica seca máxima do solo compactado com o teor em água utilizado na
compactação do solo.

1.1 Normas adotadas


• ABNT NBR 7182:2016. Solo – Ensaio de Compactação.

1.2 Descrição do solo


Este possui características típicas da região amazônica, com coloração
amarronzada, possivelmente devido à presença predominante de siltes e argilas em
sua composição.
Figura 1.2.1 – Amostra do solo

Fonte: Autor.

O solo teve a sua secagem realizada em temperatura ambiente e a sua textura


é de um solo siltoso, o que é comum em solos dessa área.

2. EQUIPAMENTOS E PROCEDIMENTOS

Equipamentos utilizados:
• Estufa capaz de manter a temperatura de entre 105° e 110°C;
• Balanças que permitam pesar nominalmente 10 kg e 200 g, com resoluções de
1 g e 0,01 g;
• Cápsulas metálicas, para determinação da umidade;
• Peneiras de 19 mm e 4,8 mm, de acordo com as ABNT NBR NM ISO 3310-1 e
ABNT NBR NM ISO 3310-2;
• Bandejas metálicas;
• Espátulas de lâmina flexível;
• Cilindro metálico, compreendendo o molde cilíndrico, sua base e o cilindro
complementar de mesmo diâmetro (colarinho);
• Soquete metálico, dotado de dispositivo de controle de altura de queda (guia);
• Proveta de vidro com capacidade de 1 000 cm3;
• Extrator de corpo de prova;
• Papel-filtro com diâmetro igual ao do molde empregado.

2.1 PROCEDIMENTO

O cilindro pequeno pode ser utilizado somente quando a amostra, após a


preparação, passa integralmente na peneira 4,8 mm, por esse motivo utilizamos o
cilindro grande.
As energias de compactação especificadas nesta Norma são: normal,
intermediária e modificada, no ensaio foi utilizada a energia de compactação normal.
as características para a energia de compactação utilizada no ensaio está indica
abaixo:
Tabela 2.1 - Características inerentes a cada energia de compactação

Característica inerentes a cada Energia


Cilindro
energia de compactação Normal
Soquete Grande
Número de camadas 5
Grande
Número de golpes por camada 12
Altura do disco espaçador (mm) 63,5
Fonte: ABNT NBR 7182:2016.

O ensaio iniciou-se com a pesagem de 15 capsulas métalicas vazias, para


denterminar a umidade do solo compactado no decorrer do ensaio, em seguida
separamos 7 kg de amostra de solo e peneiramos esse solo na peneira 19 mm.
Realizamos também a pesagem do material retido nessa peneira, o valor obtido foi de
0,955 kg.
Figura 2.1 – Material retido na peneira de 19 mm
Fonte: Autor.

Essa mesma quantidade de amostra foi reposta aos 7 kg de material, com o


material retido na peneira de 4,75 mm.
Figura 2.2 – Material retido na peneira 4,75 mm

Fonte: Autor.

Depois da pesagem para substituição, mituramos o solo com água, jogamos


140ml de água no solo, duas vezes (280ml), utilizando a proveta, até umidecer todo o
solo, por fim, após a mistura adicionamos mais 70ml de água.
Figura 2.3 – Misturando a amostra com água
Fonte: Autor.

prosseguir com a compactação, atendo-se ao soquete, com número de


camadas (5) e golpes (12) relacionado à energia de compactação desejada de acordo
com a Tabela 2.1, mencionada anteriormente. Adicionamos a primeira camada de
material, posicionamos o soquete e aplicamos 12 golpes.
Figura 2.4 – Aplicação dos 12 golpes por camada

Fonte: Autor

Após a aplicações dos golpes na primeira camada, realizamos ranchuras no


material compactado para melhorar a aderência para próxima camada. Esse processo
foi repetido para as 4 camadas restantes, ao fim desse processo, pesamos o molde
cilindríco com o solo, o resultado obtido foi de 8,235 kg.
Após a pesagem do cojunto, como visto na Figura 2.5, subtraimos do peso do
molde cilíndrico, obter a massa úmida do solo compactado (𝑃ℎ ), o molde cilindríco
pesou 4,070 kg. Então a massa úmida do solo compactado será 4,165 kg.
Figura 2.5 – Pesagem do cilindro com a amostra de solo compactado
Fonte: Autor

Após a compactação da última camada, retiramos o cilindro complementar,Ao


deve haver uma sobre de material de, no máximo, 10 mm acima do molde, que deve
ser removido com o auxílio da régua.
Para remover o material compactado de solo do molde cilindríco, foi utilizado
o extrator de corpo de prova hidraúlico, em seguida, separamos 3 amostras do solo
em 3 capsulas metalicas, e pesamos, para a determinação do teor de umidade.
Por fim, devolvemos o material para a bandeja, destorroamos e adicionamos
100 ml de água para a homogeneização do material. O processo citado anteriormente
foi repetido mais 4 vezes, e os resultados seram expostos na tabela abaixo.
Tabela 2.2 – Os valores obtidos nos próximos procedimentos

Peso do Teor de massa úmida do Água


Ponto molde com umidade do solo compactado adicionada
solo (kg) solo (𝑷𝒉 ) (ml)
1 8,235 5,381 % 4,165 kg 140-140-70
2 8,425 7,072 % 4,355 kg 100
3 8,570 8,324 % 4,500 kg 100
4 8,615 12,145 % 4,545 kg 120
5 8,590 9,270 % 4,520 kg 120
3. CÁLCULOS ILUSTRATIVOS

• Cálculo da massa úmida do solo compactado (𝑃ℎ ):


𝑃ℎ = 𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑜 𝑚𝑜𝑙𝑑𝑒 𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟í𝑐𝑜 𝑐𝑜𝑚 𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑎𝑐𝑡𝑎𝑑𝑜 − 𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑜 𝑚𝑜𝑙𝑑𝑒 𝑐𝑖𝑙𝑖𝑛𝑑𝑟í𝑐𝑜
Para cada ciclo:
1. 𝑃ℎ = 8,235 𝑘𝑔 − 4,070 𝑘𝑔 = 4,165 𝑘𝑔

2. 𝑃ℎ = 8,425 𝑘𝑔 − 4,070 𝑘𝑔 = 4,355 𝑘𝑔

3. 𝑃ℎ = 8,570 𝑘𝑔 − 4,070 𝑘𝑔 = 4,500 𝑘𝑔

4. 𝑃ℎ = 8,615 𝑘𝑔 − 4,070 𝑘𝑔 = 4,545 𝑘𝑔

5. 𝑃ℎ = 8,590 𝑘𝑔 − 4,070 𝑘𝑔 = 4,520 𝑘𝑔

• Cálculos dos teores de umidades (𝑤):


Tabela 3.1 – Dados para o cálculo do teor de umidade da amostra

N° da Peso da cápsula Peso da


Ponto Peso final
cápsula vazia cápsula+solo

30 21,945 61,647 59,742

1 32 23,077 47,978 46,597

33 23,345 50,817 49,451

52 22,205 43,484 42,032

2 67 24,276 45,931 44,575

69 24,011 47,988 46,375

85 23,480 50,426 48,343

3 89 22,775 48,914 46,908

93 21,826 52,221 49,896

4 14 41,813 67,758 65,385


18 33,977 60,975 58,705

25 43,035 84,256 81,005

2 24,744 63,983 59,611

5 6 24,283 62,210 58,006

8 33,792 78,690 74,085

𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑎 𝑐á𝑝𝑠𝑢𝑙𝑎 𝑐𝑜𝑚 𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑜 − 𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑐á𝑝𝑠𝑢𝑙𝑎 𝑐𝑜𝑚 𝑠𝑜𝑙𝑜


𝑤𝑛 (%) = × 100
𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑐á𝑝𝑠𝑢𝑙𝑎 𝑐𝑜𝑚 𝑠𝑜𝑙𝑜 − 𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑎 𝑐á𝑝𝑠𝑢𝑙𝑎

61,647 − 59,742
𝑤30 (%) = × 100 = 5,040%
59,742 − 21,945

47,978 − 46,597
𝑤32 (%) = × 100 = 5,871%
46,597 − 23,077

50,817 − 49,451
𝑤61 (%) = × 100 = 5,233%
49,451 − 23,345

A média dos resultados:


𝑤 = 5,381%
Afim de agilizar os cálculos, o restante foi realizado no Excel, como mostra a tabela
abaixo:
Tabela 3.2 – Cálculo dos teores de umidade das amostras

• Cálculo do peso específico aparente seca:


𝑃ℎ
𝑌𝑑 =

1 + 100

Sendo:
𝑌𝑑 é a massa específica da amostra seca (g/cm³);
𝑃ℎ é a massa úmida do solo compactado (g);
ℎ é o teor de umidade do solo compactado (%).
Resolvendo:
4,165 𝑘𝑔
𝑌𝑑 1 = = 4,163 𝑔/𝑐𝑚³
5,381%
1 + 100

4,355 𝑘𝑔
𝑌𝑑 2 = = 4,352 𝑔/𝑐𝑚³
7,072%
1 + 100

4,500 𝑘𝑔
𝑌𝑑 3 = = 4,496 𝑔/𝑐𝑚³
8,324%
1 + 100

4,545 𝑘𝑔
𝑌𝑑 4 = = 4,539 𝑔/𝑐𝑚³
12,145%
1 + 100

4,520 𝑘𝑔
𝑌𝑑 5 = = 4,516 𝑔/𝑐𝑚³
9,270%
1 + 100

4. RESULTADOS

O Resultado do Ensaio é expresso da seguinte forma:


Tabela 4.1 – Dados obtidos no ensaio
Fonte: Autor.

Curva de compactação
8,95 8,91
Peso especifío aparente seco

8,88
8,90
8,85
8,85
8,78
8,80
8,75
8,70
8,65 8,62

8,60
8,55
8,50
8,45
5,381 7,072 8,324 9,270 12,145

Teor de umidade
Fonte: Autor.

O link para a tabela e o gráfico estão nos Anexos.

5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


A partir dos dados obtidos no ensaio de compactação, foi possível traçar a
curva de compactação, que relaciona o peso específico aparente seco com o teor de
umidade do solo. Essa curva segue a tendência esperada, onde a compactação do
solo inicialmente aumenta com a adição de umidade até atingir um valor máximo, a
partir do qual a adição de mais água passa a reduzir a densidade seca do solo.
Os resultados demonstraram que a massa específica seca máxima ocorreu
para um teor de umidade próximo a 8,91%. Esse valor representa o ponto ótimo de
umidade, no qual a compactação foi mais eficiente, pois a água presente no solo atuou
como um lubrificante, permitindo a reorganização das partículas e a redução do
volume de vazios. Após esse ponto, a umidade adicional passou a ocupar os espaços
entre as partículas sem contribuir para a compactação, resultando em uma diminuição
da densidade seca do solo.
Além disso, foi observado que a curva apresenta uma variação suave, o que
indica que o solo testado responde bem ao processo de compactação dentro da faixa
de umidades utilizadas. O comportamento do solo também confirma sua classificação
como siltoso, uma vez que esse tipo de solo costuma apresentar um teor de umidade
ótimo mais elevado em comparação a solos arenosos.
De maneira geral, os resultados do ensaio foram consistentes com o
comportamento esperado para solos siltosos na região amazônica, fornecendo
parâmetros importantes para o controle tecnológico de compactação em projetos
geotécnicos. Esses dados podem ser utilizados para otimizar processos de
compactação em campo, garantindo maior estabilidade e resistência das estruturas
construídas sobre esse solo.
6. BIBLIOGRÁFIA
• GONÇALVES, Rafael Abrantes; DESSOLES MONTEIRO, Veruschka
Escarião. Mecânica dos solos experimental. 1. ed. Campina Grande: Editora
da Universidade Federal de Campina Grande - EDUFCG, 2018.

• ABNT NBR 7182/2016. Solo – Ensaio de compactação.

7. ANEXOS
https://docs.google.com/spreadsheets/d/1OuC9cWvymHi99_LsHfny0POoBfaapMR5/edit?usp=drive_li
nk&ouid=113127510444315529990&rtpof=true&sd=true

Você também pode gostar