Ensino Médio Disciplina: ARTE Data:_____/_____/20255
Turma: 1º ano A/B
Estudante: Professor: Manoel Paulo
ARTE NO EGITO
Dentre os povos da antiguidade, o egípcio foi um dos mais desenvolvidos. Conheci a matemática,
astronomia, medicina, artes etc. Era socialmente organizado ei faraó (considerado um Deus, com poderes
totais), sacerdotes, escribas, Nobres, militares, artesãos camponeses e escravos.
Os egípcios eram extremamente vaidosos com conhecimento profundo de cosmética. Tanto os homens
quanto mulheres usavam maquiagem e tinham cuidados com o corpo e com os cabelos. Eles dominavam,
também virgula as técnicas da ourivesaria e produziam uma grande quantidade de joias.
A arquitetura egípcia apresenta proporções grandiosas. Nobres, sacerdotes e faraós moravam em palácios
extremamente luxuosos, mas a motivação maior para a arte e arquitetura egípcia sempre foi a religião.
Os egípcios eram politeístas, esculpiam imagens dos mais variados deuses. E, em homenagem a esses
deuses, construíram templos monumentais.
Eles acreditavam que continuariam a viver em outro lugar depois da morte e para isso, se preparavam
durante toda a vida. Os mais ricos principalmente o faraó construíam seus próprios túmulos como as
pirâmides as mastabas, os hipogeus- labirintos subterrâneos que escondiam ao máximo de ladrões e
saqueadores os objetos com os quais os mortos eram enterrados. Havia, também a preparação dos
enxovais funerários: objetos de uso pessoal, joias, dinheiro, alimentos, perfumes, vasos, estátuas vírgulas
pois achavam que, na nova vida tudo isso lhe seria necessário.
A pintura egípcia apresenta características muito marcantes. Em relação às cores por exemplo,
predominam os tons avermelhados semelhantes à Terra, o marrom, o preto e o branco. Quanto ao
desenho, a lei da frontalidade aparece em quase todas as pinturas. Chamamos de lei da frontalidade o
hábito de se desenhar os olhos e os ombros das pessoas sempre de frente para o observador mesmo que
os pés e a cabeça estejam de perfil. A preocupação era mostrar cada parte do corpo pelo ângulo mais
representativo. Além de ser feita nas paredes a pintura também era realizada sobre uma folha de papiro
(tipo de papel usado pelos egípcios, proveniente da planta com o mesmo nome).
As esculturas têm lugar de destaque na arte egípcia. Elas mostram faraós, rainhas, deuses, escribas e todo
tipo de pessoa sempre com rigidez na posição do corpo e feição do rosto; e os homens (com a cor da pele
mais escura) aparecem sempre maiores que as mulheres. A escultura de todos os tamanhos, feitas em
madeira, Pedra, ouro e bronze.
O Egito desenvolveu uma das principais civilizações da antiguidade e nos deixou uma produção cultural
riquíssima. Temos informações detalhadas sobre essa cultura graças à sua escrita bem estruturada.
O aspecto cultural mais significativo do Egito antigo era a religião, que tudo orientava. Acreditava-se em
vários deuses e na vida após a morte, mais importante que a vida terrena. A felicidade e a garantia da vida
depois da morte dependiam dos rituais religiosos. A arte, como não poderia deixar de ser, refletia essa visão
religiosa, que aparece representada em túmulos, esculturas, vasos e outros objetos deixados junto aos
mortos.
Para entender melhor as fases da arte egípcia, veja os períodos abaixo.
ANTIGO IMPÉRIO: por volta de 3 200 a 2 200 a. C.
MÉDIO IMPÉRIO: por volta de 2 000 a 1 750 a. C.
NOVO IMPÉRIO: por volta de 1 580 a 1 085 a. C.
A arquitetura
Como consequência da intensa religiosidade, a arquitetura egípcia apresenta grandiosas construções
mortuárias, que abrigavam os restos mortais dos faraós, além de belos templos dedicados às divindades.
São exemplo dessas construções as pirâmides de Gizé, erguidas durante o antigo império (fig. 01).
Pirâmides de Gizé: Miquerinos, Quéfren e Quéops. (fig.01)
As pirâmides são as obras arquitetônicas mais conhecidas até hoje, mas foi no Novo Império que o Egito
viveu o auge de seu poder e de sua cultura. Os faraós desse período ergueram grandes construções, como
os templos de Carnac e Luxor dedicados ao deus Amon.
Durante o reinado de Ramsés II, no século XIII a. C., a principal preocupação do Egito era a expansão de
seu poder político. Toda a arte desse período era usada como forma de demonstrar poder (figs. 03 e 04).
Palácio de Nefertari (fig.03) Palácio de Ramsés II (fig.04)
A pintura
Os pintores egípcios estabeleceram várias regras que foram seguidas durante muito tempo, ao longo do
Antigo Império. Entre elas, a regra da frontalidade chama a atenção pela frequência com que aparece nas
obras (fig. 05).
Regra da frontalidade (fig.05)
Regra da frontalidade (fig.5)
Aspectos técnicos como perspectiva, proporção entre as figuras e ponto de vista do autor da obra ainda
não preocupavam os pintores egípcios (fig. 06). Tudo era mostrado como se estivesse de frente para o
observador.
Detalhe de papiro funerário, séc. X a.C. (fig.06)
A rigidez dessas regras só seria quebrada no reinado de Amenófis IV, no Novo Império. Ele transferiu a
capital de Tebas para Amarna e pôs fim à religião politeísta, impondo ao povo uma religião monoteísta,
cujo único deus era Aton, o deus Sol, e adotando o nome de Akhnaton em homenagem a ele.
Akhnaton encomendou pinturas e relevos em que ele, o faraó, não era visto em posturas solenes e austeras
como seus antecessores (fig. 07).
Aknaton e sua família (fig. 07)
Após a morte de Akhnaton, a tendência para a informalidade nas representações artísticas perdurou em
algumas obras do início do reinado de Tutancâmon, seu filho e sucessor (fig. 08).
Quando Tebas voltou a ser a capital do Egito e o politeísmo foi restaurado, muitos artistas voltaram a
representar os governantes em posturas formais.
Trono de Tutacâmon, Museu do Cairo (fig. 08)
A escultura
A escultura é a mais bela manifestação da arte
egípcia no Antigo Império. Apesar das muitas regras
existentes para esse tipo de arte, os escultores
criaram figuras bastante expressivas. Os egípcios
acreditavam que, além de preservar o corpo dos
mortos com a mumificação, era importante
encomendar a um artista uma escultura que
reproduzisse seus traços físicos.
Essa concepção da escultura não era aplicada
apenas às obras que representavam mortos. Para
os egípcios, todas as esculturas deveriam revelar as
características do retratado, como a fisionomia, os
traços raciais e a condição social, como na (fig. 09),
do escriba sentado.
A Música
Utilizavam a harpa, a cítara, flautas e
instrumentos de percussão. A música se fazia
presente em todos os momentos da sua vida social.
O povo tinha seus cantos religiosos, guerreiros e de
trabalho.
Escriba sentado, 2500 a.C. (fig. 09)
Responda:
1. Quais as principais características da arquitetura egípcia?
2. Qual técnica caracteriza sua pintura?
3. Cite materiais utilizados nas suas esculturas.
4. Quais invenções destacaram nas artes decorativas?
5. De que maneira a música estava presente em seu meio social?
6. Cite os três períodos da arte egípcia.
7. O que são hipogeus?
8. A arte egípcia servia de veículo para a difusão __________e das
__________________.
9. Que tipo de arte os artistas egípcios foram criadores?
10. Comente sobre as artes decorativas.
Bibliografia (texto): PROENÇA, Graça. História da arte. Ed. Ática, São Paulo, 2008.