0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações10 páginas

Trabalho

O documento aborda as urgências ginecológicas, destacando a importância do reconhecimento e manejo rápido de condições críticas como hemorragia uterina anormal aguda, dor pélvica aguda e complicações pós-cirúrgicas. Além disso, discute diagnósticos e recomendações gerais para atendimento em situações de emergência, enfatizando a necessidade de intervenções imediatas para preservar a saúde e a vida das pacientes. O trabalho também inclui histórias médicas exemplares para ilustrar a abordagem clínica adequada.

Enviado por

João Freitas
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações10 páginas

Trabalho

O documento aborda as urgências ginecológicas, destacando a importância do reconhecimento e manejo rápido de condições críticas como hemorragia uterina anormal aguda, dor pélvica aguda e complicações pós-cirúrgicas. Além disso, discute diagnósticos e recomendações gerais para atendimento em situações de emergência, enfatizando a necessidade de intervenções imediatas para preservar a saúde e a vida das pacientes. O trabalho também inclui histórias médicas exemplares para ilustrar a abordagem clínica adequada.

Enviado por

João Freitas
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Índice

INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 2
DESENVOLVIMENTO ................................................................................................ 3
Principais Urgências em Ginecologia ............................................................................ 3
Dor Pélvica Aguda Não Relacionada à Gravidez .......................................................... 3
Complicações Pós-Cirúrgicas Ginecológicas ................................................................ 4
Outras Urgências Ginecológicas Menos Comuns.......................................................... 5
HISTÓRIAS MÉDICAS E DIAGNÓSTICOS EM URGÊNCIAS GINECOLÓGICAS
........................................................................................................................................ 6
Recomendações Gerais nas Urgências Ginecológicas................................................... 8
CONCLUSÃO ............................................................................................................... 9

1
INTRODUÇÃO
A atenção à saúde da mulher engloba uma variedade de condições que, em sua
apresentação aguda, demandam intervenção imediata para evitar complicações graves
e preservar a saúde e a vida da paciente. Embora algumas emergências ginecológicas,
como a gravidez ectópica rota ou o abortamento complicado, sejam mais
frequentemente discutidas, existe um espectro de outras situações de urgência que
exigem reconhecimento e manejo rápidos e eficazes. As urgências ginecológicas
representam desafios significativos no ambiente clínico, pois envolvem situações que,
quando não tratadas com rapidez e precisão, podem resultar em complicações graves,
incluindo infertilidade ou risco de vida. Este trabalho tem como objetivo abordar
outras situações de urgência em ginecologia além das mais conhecidas, como
gravidez ectópica e hemorragias uterinas. Serão exploradas condições como dor
pélvica aguda, torção de ovário, complicações de cistos ovarianos, e outros quadros
clínicos importantes.

O presente trabalho também visa descrever e discutir algumas dessas


condições menos comuns, porém igualmente críticas, abordando seus sinais, sintomas,
as abordagens iniciais essenciais para um prognóstico favorável.

2
DESENVOLVIMENTO
A ginecologia é a especialidade médica que trata da saúde do sistema
reprodutor feminino. Entender as situações de urgência em ginecologia é crucial para
garantir o bem-estar e a vida da paciente.

Principais Urgências em Ginecologia

Hemorragia Uterina Anormal Aguda (HUA-A)


A hemorragia uterina anormal aguda (HUA-A) refere-se a um episódio de
sangramento uterino abundante que, na opinião do profissional de saúde, é
suficientemente intenso para exigir intervenção imediata para prevenir ou tratar uma
perda sanguínea adicional significativa. Embora a classificação PALM-COEIN seja
utilizada para identificar as causas de sangramento uterino anormal crônico, na
urgência, o foco inicial é a avaliação da estabilidade hemodinâmica e a identificação
de fatores de risco e possíveis etiologias não relacionadas à gravidez. Causas como
leiomiomas submucosos com sangramento volumoso, pólipos endometriais
hemorrágicos, adenomiose extensa, distúrbios de coagulação previamente não
diagnosticados ou disfunção ovulatória severa podem se manifestar como HUA-A.

Os sinais de alerta incluem sangramento vaginal com grande volume e/ou


frequência, acompanhado de sintomas de instabilidade hemodinâmica como tontura,
fraqueza, palidez, taquicardia e hipotensão. A abordagem inicial na emergência
envolve a avaliação imediata da pressão arterial, frequência cardíaca e sinais de
choque. O exame físico pode revelar a presença de massas uterinas ou outras
anormalidades. Exames complementares urgentes incluem hemograma para avaliar a
perda sanguínea, coagulograma para descartar distúrbios de coagulação e dosagem de
beta-HCG para excluir complicações da gravidez. O tratamento emergencial visa
estabilizar a paciente com fluidoterapia intravenosa e, em seguida, instituir medidas
para controlar o sangramento, que podem incluir medicamentos hemostáticos,
hormonais em altas doses ou, em casos graves, intervenção cirúrgica como curetagem
uterina ou embolização de artérias uterinas.

Dor Pélvica Aguda Não Relacionada à Gravidez


A dor pélvica aguda em mulheres não grávidas é uma queixa comum, mas
certas etiologias exigem reconhecimento e intervenção urgentes devido ao risco de
complicações graves. Pode ter origem ginecológica, urológica ou gastrointestinal. No
contexto ginecológico, pode indicar torção de ovário, ruptura de cisto, ou processo
inflamatório pélvico.

Torção de Ovário: A torção do ovário ocorre quando o ovário e,


frequentemente, a trompa de Falópio giram em torno de seus ligamentos de suporte,
comprometendo o suprimento sanguíneo. Fatores de risco incluem cistos ovarianos
(especialmente os maiores que 5 cm), síndrome de hiperestimulação ovariana e
tumores ovarianos. A apresentação clínica típica é de dor pélvica unilateral intensa e
súbita, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. O exame físico pode

3
revelar sensibilidade anexial significativa. A ultrassonografia com Doppler é o exame
de imagem de escolha, podendo demonstrar a diminuição ou ausência de fluxo
sanguíneo para o ovário afetado. O tratamento é cirúrgico, geralmente por
laparoscopia, com o objetivo de destorcer o ovário e restaurar o fluxo sanguíneo. A
demora no diagnóstico e tratamento pode levar à necrose ovariana e necessidade de
ooforectomia.

Rotura de Cisto Ovariano: A rotura de um cisto ovariano, especialmente


cistos hemorrágicos ou grandes, pode causar dor pélvica aguda. A intensidade da dor
varia dependendo do tamanho do cisto rompido e da quantidade de líquido ou sangue
liberado na cavidade peritoneal. Pode haver história de dor pélvica prévia ou atividade
física intensa antes do início da dor súbita. O exame físico pode revelar sensibilidade
abdominal inferior. A ultrassonografia pélvica é útil para confirmar a presença de
líquido livre na pelve e identificar características do cisto roto. O tratamento
geralmente é conservador com analgésicos, mas em casos de hemorragia significativa
ou dor refratária, pode ser necessária intervenção cirúrgica.

Abscesso Tubo-Ovariano (ATO): O abscesso tubo-ovariano é uma


complicação grave da doença inflamatória pélvica (DIP), caracterizada pela formação
de uma massa inflamatória envolvendo a trompa de Falópio e o ovário, contendo pus.
Os sintomas incluem dor pélvica intensa, geralmente bilateral, febre alta, calafrios e
corrimento vaginal purulento. O exame pélvico revela dor à mobilização do colo do
útero e massa anexial sensível. Exames laboratoriais mostram leucocitose e elevação
de marcadores inflamatórios. A ultrassonografia pélvica ou transvaginal é essencial
para visualizar a massa complexa. O tratamento inicial geralmente envolve
antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. Em casos de abscesso grande,
refratário ao tratamento clínico ou com sinais de rotura, pode ser necessária drenagem
cirúrgica, por via laparoscópica ou laparotômica.

Doença Inflamatória Pélvica Aguda (DIPA): Inflamação dos órgãos


pélvicos causada por infecções ascendentes, muitas vezes relacionadas a DSTs.
Sintomas incluem febre, dor pélvica, corrimento e sangramento vaginal anormal.
Complicações incluem infertilidade, gravidez ectópica e dor crônica.

Complicações Pós-Cirúrgicas Ginecológicas


No período pós-operatório de cirurgias ginecológicas, algumas complicações
podem surgir como verdadeiras urgências.

Hemorragia Pós-Operatória: O sangramento excessivo após uma cirurgia


ginecológica pode ocorrer nas primeiras 24 horas (precoce) ou tardiamente (após 24
horas). A hemorragia precoce geralmente é devido a sangramento inadequado do sítio
cirúrgico ou lesão vascular. A hemorragia tardia pode ser causada por infecção ou
deiscência de suturas. Os sinais incluem dor abdominal ou pélvica intensa, hipotensão,
taquicardia, palidez e sangramento vaginal aumentado. O manejo inicial envolve a
avaliação da estabilidade hemodinâmica e a identificação da fonte do sangramento.
Em muitos casos, é necessária uma reintervenção cirúrgica para controlar o
sangramento.

4
Infecção Pós-Operatória: A infecção do sítio cirúrgico, celulite pélvica ou
abscesso pélvico podem se manifestar com febre, dor abdominal ou pélvica
progressiva, eritema e secreção purulenta no local da incisão (se houver). O
diagnóstico é clínico, mas exames laboratoriais (leucocitose, elevação de marcadores
inflamatórios) e exames de imagem (ultassonografia, tomogra fia computadorizada)
podem ser úteis. O tratamento envolve antibioticoterapia de amplo espectro e, em
casos de abscesso, pode ser necessária drenagem cirúrgica ou percutânea.

Complicações Tromboe mbólicas: A trombose venosa profunda (TVP) e a


embolia pulmonar (TEP) são complicações graves, embora menos comuns, no pós-
operatório de cirurgias ginecológicas, especialmente em pacientes com fatores de
risco como obesidade, idade avançada, história prévia de tromboembolismo ou
cirurgias pélvicas extensas. Os sinais de TVP incluem dor, edema e calor em uma das
pernas, enquanto a TEP pode se manifestar com dispneia súbita, dor torácica,
taquicardia e hipoxemia. O diagnóstico requer exames específicos como
ultrassonografia Doppler para TVP e angiotomografia de tórax para TEP. O
tratamento imediato com anticoagulantes é essencial.

Lesões de Órgãos Adjacentes: Durante cirurgias ginecológicas, podem


ocorrer lesões inadvertidas de órgãos adjacentes Como a bexiga, os ureteres ou o
intestino. Os sinais de alerta no pós-operatório podem incluir dor abdominal intensa,
diminuição ou ausência de débito urinário, febre ou sinais de irritação peritoneal. O
diagnóstico pode envolver exames de imagem e, em muitos casos, é necessária uma
nova intervenção cirúrgica para reparar a lesão.

Apendicite Ginecológica: Apesar de a apendicite ser uma emergência


cirúrgica comum, em mulheres pode ser confundida com causas ginecológicas devido
à localização da dor. É essencial realizar exames de imagem e avaliação ginecológica
adequada Para diferenciar.

Outras Urgências Ginecológicas Menos Comuns


Hiperêmese Gravídica Grave com Desidratação e Distúrbios Eletrolíticos:
Embora relacionada à gravidez, a hiperêmese gravídica, em sua forma grave, pode
levar a desidratação severa, perda de peso significativa e distúrbios eletrolíticos que
exigem hospitalização e correção urgente para evitar complicações maternas e fetais.

Prolapso Uterino Agudo com Encarceramento: Em casos raros, um prolapso


uterino pré-existente pode se tornar agudo e encarcerado, causando dor intensa,
edema e risco de estrangulamento e isquemia do útero e da vagina. O tratamento pode
envolver tentativas de redução manual e, se não bem-sucedido, intervenção cirúrgica.

Corpo Estranho Vaginal com Complicações: A presença de um corpo


estranho na vagina por um período prolongado pode levar a infecção local,
sangramento e dor. A remoção do corpo estranho e o tratamento da infecção são
urgentes para evitar complicações mais graves.

5
Importância das Situações de Urgência em Ginecologia
Perceber ou entender as situações de urgencia em ginecologia é bastante
crucial poís garante a Preservação da vida: Algumas emergências podem colocar a
vida da mulher em risco, como a gravidez ectópica rompida. Evitar complicações
futuras: O atendimento rápido pode evitar infertilidade, infecções graves ou outras
sequelas. Redução da dor e sofrimento: Muitas situações são extremamente dolorosas
e afetam a qualidade de vida. Proteção da fertilidade: A atuação rápida pode
preservar a capacidade reprodutiva da mulher.

Formas de Tratamentos e causas


Tratamento depende da causa, mas pode incluir:

 Cirurgia de urgência (ex: gravidez ectópica rompida)

 Antibióticos intravenosos (ex: doença inflamatória pélvica grave)

 Reposição volêmica e estabilização hemodinâmica

 Internamento hospitalar

 Analgesia e controle da dor

 Remoção de corpo estranho ou drenagem de abscessos

HISTÓRIAS MÉDICAS E DIAGNÓSTICOS EM URGÊNCIAS


GINECOLÓGICAS
1. Gravidez Ectópica Rota
História clínica:
Mulher de 25 anos, com atraso menstrual de 6 semanas, dor abdominal súbita e
intensa no lado direito, sensação de desmaio, e sangramento vaginal escuro.

Diagnóstico:

o Teste de gravidez (β-hCG): positivo

o Ultrassonografia transvaginal: ausência de saco gestacional no útero

o Sinais de choque hipovolêmico: hipotensão, taquicardia

o Laparoscopia ou laparotomia de urgência se instável

2. Torção de Ovário

História clínica:
Jovem de 20 anos com dor abdominal aguda no quadrante inferior esquerdo, sem
febre, com náuseas e vômitos. História de cisto ovariano recente.

6
Diagnóstico:
o Ultrassonografia com Doppler: mostra ausência de fluxo sanguíneo no ovário

o Exame físico: dor intensa à palpação, massa pélvica palpável

o Cirurgia de urgência para destorcer o ovário

3. Doença Inflamatória Pélvica (DIP) Grave


História clínica:
Mulher de 30 anos com dor pélvica bilateral, febre, corrimento vaginal com odor forte,
dor à relação sexual e sangramento intermenstrual.

Diagnóstico:
o Exame físico: dor à mobilização do colo uterino (sinal clássico)

o Ultrassom pélvico: pode mostrar abscesso tubo-ovariano

o Exames laboratoriais: leucocitose, PCR elevada, testes para ISTs

o Tratamento: antibióticos endovenosos e internação

4. Aborto Incompleto com Hemorragia


História clínica:
Gestante com 10 semanas de gestação, apresenta sangramento vaginal intenso,
dor tipo cólica e eliminação de coágulos.

Diagnóstico:
o Ultrassonografia transvaginal: restos ovulares no útero

o Hemograma: avaliar anemia

o Exame ginecológico: colo uterino entreaberto com sangramento ativo

o Tratamento: curetagem uterina ou misoprostol, estabilização

5. Violência Sexual com Lesão Genital


História clínica:
Adolescente chega ao hospital com sinais de trauma, choro, medo, e relata
abuso sexual recente. Apresenta dor pélvica, sangramento vaginal.

o Diagnóstico e cuidados:

o Exame físico com cuidado e acolhimento

o Coleta de material para exames forenses

o Teste rápido para ISTs e gravidez

7
o Profilaxia para HIV e ISTs

o Acompanhamento psicológico e social.

Recomendações Gerais nas Urgências Ginecológicas


1. Atendimento rápido e humanizado: Escutar a paciente com empatia,
especialmente em casos sensíveis como violência sexual ou aborto e garantir
privacidade e respeito.

2. Triagem eficiente: Priorizar sinais de choque, hemorragia ou dor intense,


Usar protocolos de risco para identificar emergências.

3. Confirmação diagnóstica rápida: Fazer exames laboratoriais e imagem sem


demora e Usar ultrassom transvaginal quando possível.

4. Estabilização inicial: Administração de soro, controle da dor, transfusão se


necessário e Chamar equipe cirúrgica nos casos graves.

5. Encaminhamento adequado: Transferência para maternidade ou hospital de


referência se não houver estrutura local e Registrar bem o caso no prontuário.

8
CONCLUSÃO
Feita a nossa pesquisa concluimos que é de extrema importancia entender que
As urgências ginecológicas abrangem um leque de condições que, além das mais
comuns, exigem atenção imediata e manejo adequado. O reconhecimento precoce dos
sinais e sintomas, aliado a uma avaliação clínica e laboratorial criteriosa, é
fundamental para um tratamento eficaz e para a prevenção de sequelas a longo prazo.
A familiaridade com essas diversas situações de urgência é essencial para todos os
profissionais de saúde que lidam com a saúde da mulher, reforçando a necessidade de
educação continuada e protocolos bem definidos para garantir a melhor assistência
possível em momentos críticos.

9
Referências Bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres.
Brasília: Ministério da Saúde,1 2016.
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E
OBSTETRÍCIA (FEBRASGO). Manual de Orientação: Hemorragia Uterina Anormal.
São Paulo: FEBRASGO, 2020.
SMITH, J.; BROWN, K. Gynecologic Emergencies. 2nd ed. Philadelphia: Lippincott
Williams & Wilkins, 2018.
(Inclua aqui outras referências que você utilizar para complementar o seu trabalho,
seguindo as normas de citação da sua instituição

10

Você também pode gostar