UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ - UEAP
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO - PROGRAD
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO APLICADAS À EDUCAÇÃO
Nome: Flávia Viana da Costa
Livro/Artigo: Educação e tecnologias : o novo ritmo da informação
Capítulo: 1/O QUE SÃO TECNOLOGIAS E POR QUE ELAS SÃO ESSENCIAIS?
RESUMO
O primeiro capítulo do livro Educação e Tecnologias: O Novo Ritmo da Informação, de Vani Moreira
Kenski, aborda o conceito de tecnologia e sua importância na sociedade. A autora destaca que as
tecnologias são tão antigas quanto a humanidade e resultam da engenhosidade e raciocínio humano
ao longo da história.
O capítulo explora a relação entre tecnologia e poder, mostrando como a posse de inovações
tecnológicas tem sido determinante para conquistas militares e econômicas. A autora também
discute o impacto da tecnologia na sociedade moderna, especialmente após a Guerra Fria, quando
avanços científicos e tecnológicos se aceleraram.
Outro ponto abordado é a relação entre tecnologia, conhecimento e educação. A escola desempenha
um papel fundamental na mediação do acesso às tecnologias e na formação de cidadãos críticos
diante das inovações. Kenski destaca que as tecnologias não se limitam a máquinas e
equipamentos, incluindo também processos, métodos e formas de comunicação, como a linguagem
escrita e oral.
O capítulo conclui ressaltando que a evolução tecnológica influencia diretamente a organização
social, a economia e a educação, e que compreender essa evolução é essencial para o
desenvolvimento humano.
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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO APLICADAS À EDUCAÇÃO
Nome: Patricia Lopes Furtado Pantoja
Livro/Artigo: Educação e Tecnologias: Um Novo Ritmo da Informação
Capítulo: 2
RESUMO
TECNOLOGIAS TAMBÉM SERVEM PARA INFORMAR E COMUNICAR
Tecnologias de informação e comunicação: As TICs e NTICs
O capítulo do livro aborda as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e as
Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs). O texto começa dizendo que a
necessidade de expressar sentimentos e opiniões acompanha a humanidade desde os primórdios
do tempo e que o homem criou a “tecnologia da inteligência” um tipo especial de tecnologia
que é chamada por alguns autores baseada como linguagem e não como máquina.
Aborda também o processo de produção industrial da informação que trouxe uma nova
realidade no uso das tecnologias da inteligência como profissões com foco na ação e
comunicação e ofertou entretenimento. Com isso surgiram novos meios de comunicação como:
Jornais, revistas, rádio, cinema, vídeo etc. todos baseados no uso da linguagem oral, escrita e
da síntese de som e imagem, movimento que hoje damos o nome de TICs.
O avanço tecnológico proporcionou novas formas de usar as TICs, como interação em
tempo real (no momento que o evento acontece) daí surge as Novas Tecnologias da Informação
Comunicação as NTICs. Mas com a banalização das redes digitais e internet o termo “novas”
acaba caindo em desuso. A TICs e NTICs tem suas especificidades nas linguagens que se
expressam.
O texto aborda a linguagem oral que é a mais antiga forma de expressão construída a
partir de signos de voz compreendidos por agrupamentos humanos. A fala possibilitou diálogos,
transmissão de informações e sua estruturação deu origem aos idiomas, o que permitiu também
a concepção de espaço e tempo já que tinham a localização próxima entre seus interlocutores
para a comunicação ser efetiva.
A linguagem escrita é abordada no texto como tecnologia de comunicação surgia após
o homem deixar de ser nômade e passar ocupar espaços fixos, para praticar a agricultura.
O autor destaca que os primeiros registros gráficos foram encontrados em paredes de
cavernas, ossos, pedras e peles de animais. Os egípcios criaram o papiro, um tipo especial de
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papel, onde registravam várias informações sobre a vida no antigo Egito. O papel como
conhecemos hoje foi inventado pelos chineses há mais de mil anos.
A tecnologia da escrita, interiorizada como comportamento humano, segundo o autor,
interage com o pensamento, libertando-o da obrigatoriedade de memorização permanente. Em
seu uso social, os fatos da vida cotidiana são cantados em biografias, diários, agendas, textos e
redações.
A linguagem digital, por sua vez, abordada pelo autor é simples, baseada em códigos
binários, por meio dos quais é possível informar, comunicar, interagir e aprender. A base da
linguagem digital são hipertextos, sequências em camadas de documentos interligados, que
funcionam como páginas sem numeração e trazem informações variadas sobre determinado
assunto.
O poder da linguagem digital, conforme o autor, está baseado no acesso a computadores,
internet, tablets, smartphones, jogos eletrônicos etc. e todas as possiblidades que esses
equipamentos oferecem, convergindo nas mais variadas aplicações dessas mídias,
influenciando cada vez mais a constituição de conhecimento, valores e atitudes.
O autor também fala sobre como as tecnologias afetam o mundo do trabalho. Com o uso
das TICs, as empresas começaram a funcionar de maneira mais flexível, permitindo que os
trabalhadores possam fazer suas tarefas de casa, por exemplo, ou colaborar com colegas que
estão em diferentes lugares do mundo. Esse novo modelo de trabalho permite mais autonomia
para os indivíduos, mas também exige que as pessoas estejam sempre aprendendo para
acompanhar as mudanças tecnológicas rápidas.
Castells descreve três estágios principais de como as tecnologias mudaram as formas de
trabalho e a sociedade: automação de tarefas, experimentação de novos usos e reconfiguração
de aplicações. A automação de tarefas é quando as tecnologias ajudam a tornar processos
existentes mais rápidos e eficientes. Por exemplo, o uso de softwares de contabilidade que
fazem cálculos automaticamente. A experimentação de novos usos acontece quando as pessoas
começam a usar essas tecnologias de formas criativas e inovadoras, como o uso das redes
sociais para promover negócios. Por fim, a reconfiguração de aplicações ocorre quando novos
processos são criados a partir dessas inovações, como o surgimento de novos serviços online
que não existiam antes, como o streaming de filmes e músicas.
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O autor também destaca que a educação precisa se adaptar a essas mudanças. No mundo
atual, as pessoas precisam aprender não apenas como usar as tecnologias, mas também como
pensar criticamente sobre as informações que encontram online. As escolas e universidades
precisam preparar os alunos para esse novo tipo de sociedade digital, onde o aprendizado nunca
para e as pessoas estão sempre se atualizando.
Porém, Castells alerta que nem todos têm acesso igual a essas tecnologias. Muitas
pessoas, especialmente em países em desenvolvimento ou em áreas rurais, ainda enfrentam
dificuldades para acessar a internet e outras tecnologias. Isso cria uma desigualdade digital,
onde algumas pessoas têm mais oportunidades de se beneficiar das novas tecnologias do que
outras. Por isso, é importante garantir que todos tenham acesso e as habilidades necessárias
para usar as TICs de forma eficaz.
Em suma, o capítulo discute como as tecnologias digitais estão reconfigurando todos os
aspectos da sociedade, desde a comunicação e o trabalho até a educação e as relações sociais.
A internet e as redes digitais criaram um novo espaço de interação, onde as fronteiras físicas e
temporais desaparecem, e a informação circula de forma rápida e constante. Esse novo contexto
exige que as pessoas adquiram habilidades digitais, desenvolvam competências de pensamento
crítico e se adaptem a um mundo em constante transformação.
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Nome: Matukuse Greice Vanderlena Tiriyo
Livro/Artigo: Educação e Tecnologias
Capítulo: 3
RESUMO
Segundo o livro Educação e Tecnologias, da autora Vani Moreira Kenski, ela aborda
sobre relação da Educação com a Tecnologia e fala que a relação da educação é
indissociável para processo de desenvolvimento física, intelectual e moral da criança
ou humano em geral . E preciso de valores, conhecimentos , atitudes e hábitos do
grupo social para integração do conhecimento sobre Tecnologia, deve ser aprendido
e repassado de acordo com dicionário Aurélio . A relação entre educação e tecnologia
pode ser visto também como inovação e essa inovação deve ser ensinada para que
possamos usar , se o produto é novo o criador deve ensinar como usá-lo. Uma vez que
já sabemos como funciona essa inovação, a tecnologia vai ficando invisível para as
pessoas que usam de acordo com Mcluhan, grande teórico, ele fala que quando mais
familiarizados com a tecnologia ela vai ficando invisível para aqueles que usam. As
pessoas usam a tecnologia mais nem consideram mais como tecnologia. Nos humanos
usamos muitas tecnologias , e preciso da educação para aprender mais coisas sobre a
tecnologia. Ela está presente em todos os momentos do processo pedagógico como
planejamento etc. A tecnologia de comunicação TICs, está presente nas aulas dos
professores televisão e computador movimentam a educação as imagens e sons
mudam a compreensão do aluno sobre conteúdos vinculado quando bem utilizadas
elas podem provocar mudanças nos comportamentos dos alunos e dos professores.
Levando para melhor conhecimento e maior aprofundamento sobre assunto. Porém
mesmo que as escolas possuem computadores ainda e muito restrito. Hoje em dia
vivemos no mundo das tecnologias e cada vez mais precisamos aprender e sempre ficar
atualizados os profissionais deve se manter atualizados para não perderem o espaço
no meio social de trabalho. Tudo isso mostra a necessidade de novas estruturas
educacionais para que a formação não seja fechada e hierárquica. Como diz Dom
Tapscott, há uma geração “ ganeratinal lap” que coloca as crianças primeira vez como
autoridades, especialistas em algo central. De acordo autora os produtores de
software, têm mais medo dos jovens da sua capacidade de gera inovações do que dás
próprias empresas concorrentes. Cada vez mais , é preciso que haja uma nova escola
que aceite desafio da mudança e atenda a necessidade de formação e treinamento de
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novas bases. Ela fala também sobre história do mau uso da tecnologia, já ouvimos
que a tecnologia não deu certo com a educação é ela explica o que realmente acontece,
às pessoas que estão envolvidas no processo da decisão para sua utilização com fins
educacionais não consideram a complexidade que evolve sua relação. Apesar de que
a tecnologia seja essencial para educação ela pode fazer com que o projeto seja chato
e pouco eficaz. A outrora afirma que a falta de formação dos professores
principalmente para uso das tecnologias pode fazer com ele possa ver essa ferramenta
somente como apenas grande banco de dados para que alunos façam a “pesquisa “. E
fala também sobre educação a distância a ferramenta mais usada é a TICs, ela tem
seus problemas por não considerarem os mínimos princípios pedagógicos e oferecem
conteúdos já existentes em Livros e apostilas divididos em “ módulos “ O aluno não é
considerado, o que conta é o serviço de entrega dos conteúdos de forma de cursos.
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Nome: Dayanna Cardoso Sarraf
Livro/Artigo: Educação e tecnologias: O novo ritmo da informação.
Capítulo: 4°
RESUMO
No Capítulo 4 do livro Educação e Tecnologias: O Novo Ritmo da Informação, Vani
Moreira Kenski discute a necessidade de uma abordagem educacional que vá além da
formação de usuários e desenvolvedores de tecnologia. A autora critica a visão reducionista
que trata a educação apenas como uma forma de ensinar habilidades técnicas ou preparar
profissionais para o mercado digital. Diferente disso, defende que a educação deve formar
indivíduos críticos, criativos e capazes de compreender e transformar a sociedade de alguma
forma.
Vani destaca que, mesmo que a tecnologia agora esteja ainda mais presente no
ambiente educacional, sua inclusão acaba ocorrendo muitas vezes de maneira superficial. As
ferramentas digitais são frequentemente utilizadas apenas para facilitar a transmissão de
conteúdo, sem promover um aprendizado significativo e reflexivo de fato. A autora
argumenta que a educação não deve se limitar ao uso apenas instrumental da tecnologia, mas
sim estimular os alunos a questionar, experimentar e criar com esses recursos, incentivando
uma relação mais ativa e crítica com eles.
Um dos questionamentos principais do capítulo é sobre o equilíbrio entre
conhecimento, aluno e tecnologia no processo educacional. A autora alerta para os riscos de
colocar a tecnologia como um foco principal da educação, pois isso pode levar a um ensino
meramente ajustável, sem reflexão sobre os impactos sociais das inovações tecnológicas. Ao
mesmo tempo, enfatiza que o aprendizado precisa ser estruturado, considerando tanto o
domínio técnico quanto a compreensão crítica das transformações digitais.
A autora também discute os desafios que a educação enfrenta na sociedade da
informação, como a rápida evolução das tecnologias da informação e comunicação e o risco
da exclusão digital. Nem todos os alunos possuem o mesmo acesso ou familiaridade com as
tecnologias, o que pode acentuar desigualdades no aprendizado. Além disso, a resistência de
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algumas escolas a mudanças e a falta de uma verdadeira inovação pedagógica, acaba por
dificultar a adaptação ao cenário digital.
Outro ponto Central abordado é a formação dos professores. Muitos educadores foram
preparados em modelos tradicionais, sem um enfoque crítico sobre o uso das tecnologias. A
autora destaca que apenas a incorporação de computadores e internet na sala de aula não
garante um ensino que seja de fato mais eficaz. É essencial que os professores sejam
capacitados para integrar as tecnologias ao aprendizado de forma criativa, interativa e
contextualizada.
Em conclusão, o capítulo reforça a ideia de que a educação não deve se limitar a
formar consumidores ou desenvolvedores de tecnologia, mas sim cidadãos críticos e
inovadores. Para isso, é necessário um equilíbrio entre conhecimento, aluno e tecnologia,
garantindo que os estudantes não apenas aprendam a utilizar as ferramentas digitais, mas
também compreendam seu impacto na sociedade e saibam usá-las de maneira ética e
transformadora.
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Nome: Luísa do Socorro Maciel Ricardino Pereira
Livro/Artigo: “Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação”
Capítulo: 5 – DAS SALAS DE AULA AOS AMBIENTES VIRTUAIS DE
APRENDIZAGEM
RESUMO
No capítulo 5, “DAS SALAS DE AULA AOS AMBIENTES VIRTUAIS DE
APRENDIZAGEM”, o livro de autoria de Vani Moreira Kenski, a autora retrata o avanço
tecnológico na área educacional. Antes o ensino limitado à um espaço físico, agora não se
limita. Diariamente professores e alunos tem contato com diversas mídias digitais, sejam
jornais, campanha de rádio, jogos ou interações sociais que contribuem para a compreensão dos
conteúdos e a própria aprendizagem. Com isso, não se pode pensar que o processo de ensino-
aprendizagem está limitado a ambientes presenciais.
O avanço da tecnologia abre portas para os estudantes, isso porque o conhecimento antes
limitado a um ambiente pode ser absorvido de qualquer lugar a qual o estudante se encontre.
As salas de aulas antes físicas agora se encontram em AVAs (Ambientes Virtuais de
Aprendizagem), neste contexto os AVAs surgiram como uma ferramenta fundamental para
ampliar o acesso ao conhecimento, permitindo interações descompassadas e coexistentes entre
professores e estudantes.
Outro assunto abordado pela autora, é a mudança no papel do professor e do aluno. O professor
que antes era a “única” fonte do conhecimento, deixa de ser e passa a atuar como um mediador
do aprendizado, assim orientando os alunos na construção do conhecimento de forma
colaborativa, também fazendo com que os alunos se tornem protagonistas de seu aprendizado.
Com isso, os alunos, assumem um papel mais ativo, sendo responsáveis por sua própria
aprendizagem, explorando conteúdos de diferentes fontes e interagindo em múltiplos formatos.
Também é ressaltado que a implementação dos AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem)
deve ser de forma eficaz pois exige uma infraestrutura tecnológica adequada, capacitação dos
docentes e uma reformulação das metodologias de ensino, implementação e adaptação de
professores e conteúdo é necessário com a mudança e evolução do ensino. Uma simples
transposição dos conteúdos administrados de forma presencial para o digital não é o suficiente,
é necessário criar estratégias, que sejam interativas e adaptadas às novas linguagens e dinâmicas
da era digital.
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Por fim, a autora enfatiza que os AVAs não substituem a escola ou o professor, mas contribuem
para novas possibilidades, tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível. Essa
transformação exige um olhar crítico e inovador sobre o ensino, garantindo que as tecnologias
sejam utilizadas de forma pedagógica e significativas tanto para os alunos quanto os
professores.
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Nome: Daniel Sousa da Silva
Livro/Artigo: EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS: O NOVO RITMO DA INFORMAÇÃO
Capítulo: 6. CAMINHOS FUTUROS NAS RELAÇÕES ENTRE NOVAS EDUCAÇÕES E
TECNOLOGIAS
RESUMO
O texto aborda as transformações nas relações entre educação e tecnologias, destacando
como as novas gerações, imersas no mundo digital, estão redefinindo o futuro da educação. A
geração "net", que cresceu com acesso a computadores e redes, desenvolve habilidades e
comportamentos distintos dos excluídos digitais, ampliando as desigualdades sociais e
educacionais. Esses jovens, além de dominarem ferramentas digitais, possuem novas formas de
pensar e agir, o que influencia diretamente o futuro das escolas e da educação como um todo.
A inclusão digital é essencial, mas vai além do simples acesso a computadores; é necessário
criar políticas que ampliem o uso das tecnologias em diversos espaços sociais, como
bibliotecas, centros comunitários e espaços públicos, garantindo que todos tenham
oportunidades iguais de se beneficiar das inovações tecnológicas. A escola, como principal
espaço de aprendizagem, precisa se adaptar a essa nova realidade, promovendo a fluência
digital e integrando as tecnologias de forma significativa no processo educativo.
A escola precisa se adaptar às mudanças trazidas por essa geração. As competências dos
alunos da geração net estão mudando rapidamente, e a escola deve se reinventar para atender a
essas demandas. Um dos principais influenciadores desse comportamento são os jogos
eletrônicos. Jogos em rede, como simuladores, estratégia e ação, não são apenas uma forma de
entretenimento; eles desenvolvem habilidades como trabalho em equipe, comunicação e
raciocínio estratégico, que são transferíveis para o ambiente profissional. Além disso, os jogos
estimulam capacidades sensoriais e cognitivas, como percepção visual e atenção seletiva, que
são aplicáveis em diversas áreas, incluindo medicina e militar. Essas habilidades, se integradas
ao processo educacional, podem revolucionar a forma como os currículos são organizados e
como as atividades de aprendizagem são conduzidas. Jogos educacionais, ou "learning games",
são vistos como uma ferramenta poderosa para simular experiências históricas, científicas e
culturais, promovendo uma aprendizagem mais interativa e colaborativa.
O futuro da educação está intrinsecamente ligado à evolução das tecnologias digitais, que
estão se tornando cada vez mais portáteis e acessíveis. Dispositivos móveis, como celulares e
tablets, permitem interação em tempo real, redefinindo os conceitos de ensino presencial e a
distância. A educação a distância, antes vista como uma alternativa para quem não podia
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frequentar aulas presenciais, agora se torna uma opção viável e eficaz para todos, desde que
haja acesso à tecnologia e uma infraestrutura adequada. Além disso, a linguagem também está
evoluindo com o uso das tecnologias. Um novo idioma, misturando termos digitais, inglês e
abreviaturas, está surgindo nas redes e influenciando a comunicação cotidiana. Blogs, por
exemplo, são destacados como ferramentas educacionais valiosas, permitindo que alunos e
professores compartilhem ideias, trabalhem colaborativamente e criem diários digitais,
promovendo a troca de conhecimentos e a construção coletiva de saberes.
O movimento de software livre é outro ponto importante, pois promove a colaboração e o
compartilhamento de conhecimentos. Esses programas, desenvolvidos de forma colaborativa e
distribuídos gratuitamente, estão transformando a noção de direito autoral e criando
comunidades que trabalham juntas para desenvolver ferramentas educacionais. No Brasil,
iniciativas como o Projeto Software Livre buscam promover a inclusão digital e garantir que
todos tenham acesso às tecnologias, independentemente de suas condições financeiras. Essas
ferramentas permitem que alunos e professores criem conteúdos de forma conjunta, ampliando
as possibilidades de aprendizagem e tornando o processo educativo mais interativo e
personalizado.
A escola do futuro precisa ser mais inclusiva e flexível, atendendo a alunos de todas as idades
e níveis sociais. As tecnologias digitais permitem que a educação ultrapasse os muros físicos
das escolas, mas isso exige investimentos em infraestrutura, formação de professores e
mudanças na estrutura curricular. A educação do futuro deve valorizar a colaboração, a
interatividade e a adaptação às mudanças tecnológicas, preparando os alunos para viver
plenamente na sociedade da informação. Além disso, é fundamental repensar a organização das
escolas, tornando-as mais abertas e conectadas com o mundo exterior, onde os alunos possam
aprender de forma autônoma e colaborativa, utilizando as tecnologias como aliadas no processo
de construção do conhecimento. Essa transformação é um desafio, mas também uma
oportunidade única de tornar a educação mais acessível, dinâmica e relevante para as novas
gerações.
Para que essas mudanças ocorram, é necessário um investimento maciço em infraestrutura
tecnológica, formação de professores e desenvolvimento de políticas públicas que garantam o
acesso igualitário às tecnologias. Além disso, a escola do futuro deve adotar uma nova
mentalidade, que valorize a colaboração, a interatividade e a adaptação às mudanças
tecnológicas. A educação do futuro não pode se limitar aos muros da escola; ela precisa se
expandir para o mundo digital, onde os alunos possam aprender de forma autônoma e
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colaborativa, utilizando as tecnologias como aliadas no processo de construção do
conhecimento. Essa é a grande oportunidade que as tecnologias digitais oferecem para a
educação: a chance de transformar a forma como aprendemos e ensinamos, tornando a educação
mais acessível, dinâmica e relevante para as novas gerações.