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Educa o Na Idade Moderna

A Idade Moderna, entre os séculos XV e XVIII, foi marcada pelo Renascimento e pelo Humanismo, que priorizaram o antropocentrismo e a secularização do saber. A educação se tornou um fator importante na propagação do pensamento moderno, refletindo transformações sociais e econômicas, enquanto a Reforma Protestante promoveu a crítica às verdades da Igreja Católica e a necessidade de instrução geral. Leonardo da Vinci exemplifica o avanço científico e artístico da época, contribuindo para a valorização do ser humano e o desenvolvimento de novas ideias e invenções.
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Educa o Na Idade Moderna

A Idade Moderna, entre os séculos XV e XVIII, foi marcada pelo Renascimento e pelo Humanismo, que priorizaram o antropocentrismo e a secularização do saber. A educação se tornou um fator importante na propagação do pensamento moderno, refletindo transformações sociais e econômicas, enquanto a Reforma Protestante promoveu a crítica às verdades da Igreja Católica e a necessidade de instrução geral. Leonardo da Vinci exemplifica o avanço científico e artístico da época, contribuindo para a valorização do ser humano e o desenvolvimento de novas ideias e invenções.
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Educação na

Idade
Moderna
Educação na Idade Moderna

Idade Moderna – (Séculos XV e XVIII)

Renascimento (nome recebido por signif icar a retomada dos


valores greco -romanos).

A Idade Moderna desencadeou o movimento conhecido como


Humanismo, caracterizado pela procura da construção de
pensamento e cultura voltados aos valores do an tropocen trism o
em oposição aos valores teocêntricos, característicos do período
medieval.
As características do pensamento moderno e
suas implicações na pedagogia

• Des envo lvim ento d e um a f o rm a d e p ens am ento q ue p rio riza o as p ec to rac io nal e
c ie ntíf ic o, ap o iad o num a vis ão d e m und o p autad a p elo antro p oc entris mo (em
q ue o s er hum ano é c o ns id erado o c entro d o p ens am ento, d o univers o e d a
s o c ied ade).

• Nes s e s entid o, o o lhar hum ano p as s o u a s er c entrad o na terra e não m ais no


c éu.

• Asp ec to s d a c ultura g rec o -rom ana f o ram reto m ad os .

• Em to d as as áreas , p lano s e es p aç o s, um a nova im ag em d e m und o d es p o nta: na


p intura, arq uitetura, es c ultura, na literatura, m úsic a, p o lític a, so c ied ade.

• É nes s e p erío d o q ue a ed uc aç ão s e to r na um f ato r im p o r tante p ara a


p ro p agação d o p ens am ento m o d erno e d a s ec ularizaç ão d o s ab er
As características do pensamento moderno e
suas implicações na pedagogia

• Transformações econômicas e sociais que tiveram início no final da


Idade Média e se estenderam nos séculos seguintes.

• Desenvolvimento das atividades comerciais burguesas, revolução


comercial do século XVI, consolidação dos Estados Nacionais e
fortalecimento das monarquias absolutistas.

• Ainda nesse período, as grandes navegações motivaram a


conquista e a dominação de novos territórios, como América
Central e América do Sul.
As características do pensamento moderno e
suas implicações na pedagogia

• Quais foram as transformações no campo intelectual? E quanto à


educação? De que forma a educação e a pedagogia foram
marcadas nesse período?

• Quanto ao contexto, na historiografia, é comum demarcar o início


do pensamento moderno com o chamado Renascimento Cultural e
Científico, iniciado em Florença (Itália) e caracterizado pelo
retorno aos valores da Antiguidade Clássica (Grécia e Roma) em
detrimento ao pensamento medieval.
As características do pensamento moderno e
suas implicações na pedagogia

• O progresso intelectual dos séculos XVII e XVIII floresceu devido a


fatores decorrentes dos movimentos econômicos e culturais da
sociedade europeia desde o fim da Idade Média e buscava superar
as contradições do pensamento religioso medieval e legitimar um
saber secularizado.

• O Renascimento foi uma visão de mundo estimulada pela ascensão


da burguesia, pela intensificação do comércio e pelo
desenvolvimento do racionalismo e do individualismo.
As características do pensamento moderno e
suas implicações na pedagogia

• Nessa conjuntura, um grupo de humanistas teve destaque:


cristãos que buscaram se desprender dos valores religiosos e se
desligar do ensino tradicional nas universidades.

• Em pouco tempo, esse termo (humanismo) passou a ser aplicado a


todos aqueles que se dedicavam à crítica da cultura tradicional e à
elaboração de um novo código de comportamentos e valores
centrado no indivíduo e sua capacidade realizadora, quer fossem
professores ou estudantes, clérigos ou cientistas, poetas ou
artistas plásticos (SEVCENKO, 1988).
As características do pensamento moderno e
suas implicações na pedagogia

• A educação se organizou a partir de bases naturais não religiosas,


interessada na difusão dos valores burgueses e na legitimação do
Capitalismo na qualidade de modo e produção.
• A educação se converteu, então, em fonte de preocupação e até
sinônimo de poder e status, ao se tornar uma exigência diante da
nova concepção de ser humano.
• No entanto, não houve preocupação com a expansão de escolas
populares, uma vez que os nobres e os burgueses é que desejavam
ser educados. Surgiram, então, os primeiros colégios aliados a uma
nova imagem da criança, da infância e da família: foram os primeiros
esboços de uma reflexão pedagógica (ARANHA, 1990).
As características do pensamento moderno e
suas implicações na pedagogia

• Os mais ricos permaneciam sendo educados por seus preceptores


em seus castelos.

• A pequena nobreza e a burguesia passaram a encaminhar seus


filhos para às escolas com o intuito de serem melhor preparados
para a política e os negócios.

• É importante ressaltar que ordens religiosas mantinham a


administração da maioria dessas escolas. Porém, algumas escolas
humanistas foram criadas como resposta à iniciativa de alguns
leigos.
As características do pensamento moderno e
suas implicações na pedagogia

• Os mais ricos permaneciam sendo educados por seus preceptores


em seus castelos.

• A pequena nobreza e a burguesia passaram a encaminhar seus


filhos para às escolas com o intuito de serem melhor preparados
para a política e os negócios.

• É importante ressaltar que ordens religiosas mantinham a


administração da maioria dessas escolas. Porém, algumas escolas
humanistas foram criadas como resposta à iniciativa de alguns
leigos.
A contribuição de Leonardo da Vinci

• O equilíbrio das expressões corporais, a proporcionalidade dos


traços e as expressões faciais demonstram o quanto o tema
humano era valorizado.
• Leonardo da Vinci também contribuiu para o cenário científico do
Renascimento. Seus projetos demonstram a capacidade intelectual
dos estudiosos da época, incentivados pelo novo modelo cultural
que surgia.
• Da Vinci foi o primeiro a idealizar vários objetos, dentre eles o
paraquedas, o aparelho de mergulho, a asa -delta e os aparelhos de
escavação.
A contribuição
de Leonardo da
Vinci
A contribuição de
Leonardo da Vinci

• O Homem Vitruviano ou Homem de


Vitrúvio é um desenho de Leonardo da
Vinci (1452-1519) que foi produzido em
1490, durante o Renascimento.

• Ele representa o ideal clássico de beleza,


equilíbrio, harmonia das formas e
perfeição das proporções.

• Hoje é uma das obras mais conhecidas e


reproduzidas no mundo.
A contribuição de
Leonardo da Vinci
O co nceito aparec eu fo i no livro De
Arc hitec tura esc rita p elo arq uiteto rom ano
Marc us V itruvius Po llio . Mo s tra as p ropo rçõ es
do corpo hum ano, a o bra ap res enta reg ras
s eg und o o rac io cínio m atem átic o.

O ho mem desc rito por Vutruvius é co ns id erado o


exemp lar ideal d e s er humano e como s uas
p ropo rçõ es s ão per f eitas , ele rep res enta
a be le za , a har monia e o e quilíbr io .
A contribuição de
Leonardo da Vinci
Era considerado à frente de seu tempo e
chegou a idealizar o protótipo do
helicóptero, do tanque de guerra e até
do uso de energia solar.

Nas artes plásticas usava a técnica de


óleo sobre tela e retratavam pessoas ou
temas religiosos. Criou mais de 30 obras
entre as quais Mona Lisa ou La
Gioconda (1503-1505), Homem
Desenvolvimento Científico

• No campo da ciência, a principal mudança foi em relação à teoria


geocêntrica, elaborada na Antiguidade e defendida pela Igreja
Católica.

• A teoria defende que a terra estaria imóvel no universo, e os


outros corpos celestes, inclusive o sol, é que giravam em torno
dela.

• Nicolau Copérnico, matemático e astrônomo, foi o primeiro a


questionar essa máxima e propor a Teoria do Heliocentrismo:
estabelece que a terra gira em torno do sol.
Desenvolvimento Científico

• Os princípios de matemática e geometria também eram utilizados


nas pinturas, ao proporcionar às obras efeito de profundidade e
perspectiva. O uso de tons claros e escuros favorecia essa técnica
e ajudavam a dar o volume dos corpos em relação aos objetivos
vistos à distância.
Desenvolvimento Científico

• A produção intelectual do Renascimento buscou superar as


contradições entre o pensamento religioso medieval e o anseio de
secularização da burguesia.

• Nesse contexto, a educação assumiu bases naturais e não


religiosas, a fim de se tornar um instrumento adequado à difusão
dos valores da burguesia.

• Esse pensamento foi intensificado na obra de vários filósofos e


pedagogos.
Período de Expansão
territorial

• O século XVI foi marcado por diversas


transformações na sociedade e no
pensamento humano.

• A intensif icação do comércio, a


ascensão da burguesia e a expansão
colonialista são exemplos dessas
transformações frequentemente
citadas nos livros de história.
Período de Expansão territorial
• N o B ra s i l , a c h e g a d a d o s j e s u í t a s e d e s e u m é t o d o d e e n s i n o v o l t a d o à
catequização dos índios ocorreu nesse período.

• A e d u c a ç ã o a s s u m i u u m c a r á t e r c o l o n i z a d o r, a o m e s m o t e m p o e m q u e a t u a va
j u n t o a o s n a t i vo s p o r m e i o d o s j e s u í t a s , r e s p o n s á v e i s p e l a f u n d a ç ã o d a s
p r i m e i ra s i n s t i t ui ç õ e s d e e n s i n o d o B ra s i l C o l o ni a l .

• O s p r i n c i p a i s c e n t r o s d e e x p l o ra ç ã o c o l o n i a l c o n t a va m c o m c o l é g i o s a d m i ni s t ra d o s
d e n t r o d a c o l ô n i a . D e s s a f o r m a , t o d o a c e s s o a o c o n h e c i m e n t o l a i c o d a é p o c a e ra
c o n t r o l a d o p e l a Ig r e j a .

• A a ç ã o d a Ig r e j a n a e d u c a ç ã o f o i d e g ra n d e i m p o r t â nc i a p a ra c o m p r e e n s ã o d o s
t r a ç o s d a n o s s a c u l t u ra : h o u v e g ra n d e r e s p a l d o à s e s c o l a s c o m a n d a d a s p o r
d e n o m i na ç õ e s r e l i g i o s a s . C o m i s s o , f i r m o u - s e a p r e d o mi n â nc i a d a f é c a t ó l i c a n o
B r a s i l ( A R A N HA , 1 9 9 0 ) .
A contribuição da
Reforma Protestante
• Outra mudança nesse período está
relacionada à formação do pensamento
moderno e sua crítica às “verdades
incontestáveis” proclamadas pela Igreja
católica.
• Um acontecimento que mudou a história
do pensamento ocidental ocorreu no ano
de 1517, a chamada “ Reforma
Protestante”, quando o monge católico
Martinho Lutero, que se tornou o
protagonista dessa reforma, afixou suas
95 teses na porta da catedral de
Wittenberg, na Alemanha.
A contribuição da
Reforma Protestante
• O o b j e t i vo p r i n c i p a l d a s t e s e s d e L u t e r o e ra
fomentar a reforma do catolicismo:

• N o t e x t o, u m a s é r i e d e a t i v i d a d e s p a p a i s e ra
questionada:

• d e n t r e e l a s , a v e n d a d e i n d u l g ê n c i a s p e l a Ig r e j a
C a t ó l i c a . N o q u e s e r e f e r e à e d u c a ç ã o, o
m o v i m e nt o p r o t e s t a nt e e s t a va d i r e t a m e nt e
l i g a d o à e d u c a ç ã o : d e n t re o s p r i n c í p i o s d a
R e f o r m a , e s t a va a o b r i g a ç ã o à l e i t ura , b e m
c o m o c o m p r e e n s ã o e i n t e r p re t a ç ã o d a B í b l i a . Fo i
f u n d a m e n t a l p a ra o p r o t e s t a n t i s mo o f e r e c e r
i n s t ru ç ã o à s p e s s o a s , u m a v e z q u e t o d o s , s e m
d i s t i n ç ã o e d i s c r i mi n a ç ã o , d e v e r i a m l e r a s
S a g ra d a s E s c r i t ura s , a f i m d e b u s c a re m a D e u s
n o t e x t o s a g ra d o, s u r g i u a n e c e s s i d a d e d e u m a
e d u c a ç ã o g e ra l e m a i s a b ra ng e n t e .
A contribuição da
Reforma Protestante
L u te r o c r i ti c ou o p o u c o te m p o d e a te n ç ã o d o s p a i s p a ra
a e d u c a ç ã o d o s f i l h os .

N e s s e c o n te xto, a s e s c o l a s a l i a das a o p o d er e c o n ô mi co
d a c l a s s e b u r g u e s a s u r g i ra m c o m o p o s s i bi lida de d e
o f e r e c e r a e d uc a ç ão ne c e ssá r i a a o s j ove ns.

E s s a c r í ti c a a p r o pr iada d e L u te r o e xe r c e u i n f l u ê n c ia n a
o r g a n iz aç ão d a e d u c a ç ão e p r o d u z iu a m p l a
r e e s tr u tu raç ão n o s i s te m a d e e n s i n o a l e m ão, a o
i n a u g u rar u m m o d e lo d e e s c o l a m o d e r na c o m p os ta p or
tr ê s c i c l o s d e e n s i n o ( f u n d a m en tal, m é d i o e s u p e r i or ) .
A contribuição da Reforma
Protestante
Pa i s e a u t o r i d a d e s e r a m c h a m a d o s à r e s p o n s a b i l i d a d e d e
a t e n d e r a o d e s e j o d i v i n o d e p r o p o rc i o n a r u m a e d u c a ç ã o
moral aos jovens.

D u r a n t e a R e f o r m a P r o t e s t a nt e , a B í b l i a s e t o r n o u o l i v ro
m a i s l i d o n a E u r o p a . O s e xe r c í c i o s d e l e i t u ra e
i n t e r p re t a ç ã o d o t e x t o s a g ra d o i n f l u e n c i a ra m o
d e s e nv o l v i m e nt o d e o u t r o s e s t u d o s e o c r e s c i m e n t o d e
outras áreas do conhecimento.

Po r s u a v e z , a Ig r e j a C a t ó l i c a , f r e n t e à s c r í t i c a s
a p r e s e n t a d a s p e l a R e f o r m a P r o t e s t a nt e , s e o c u p o u d e
o r g a n i z a r u m m o v i me nt o d e r e a ç ã o , c h a m a d o d e Re a ç ã o
C a t ó l i c a o u C o n t r a r r e f o r m a . P r i m e i ra me nt e , a e s t ra t é g i a
d a Ig r e j a f o i p u n i r o s r e s p o n s á v e i s p e l o m o v i m e nt o d a
R e f o r m a P r o t e s t a nt e .
A contra-reforma:

O m o v i me n t o d e r e f o r m a d o a l t o c l e r o s e a m p l i o u , e
e s t ra t é g i a s f o ra m c o l o c a d a s e m p r á t i c a c o m v i s t a s à
r e f o r m u l a ç ã o d a e s t r u t ura a d m i n i s t ra ti va d a Ig r e j a
C a t ó l i c a e , p r i n c i p a l me nt e , à c o n t e n ç ã o d o a v a n ç o d o
p r o t e s t a nt i s mo .

D e n t r e a s e s t ra t é g i a s d e r e a ç ã o d a Ig r e j a C a t ó l i c a ,
destacam-se a criação da “Companhia de Jesu s” ou
o r d e m d o s J e s u í t a s , e m 1 5 4 0 , e a c o nv o c a ç ã o d o
“ C o n c í l i o d e Tr e n t o ”, e m 1 5 4 5 , a m b o s s o b a
a d m i ni s t ra ç ã o d o Pa p a Pa u l o I I I .

A C o m p a nh i a d e J e s u s f o i f u n d a d a , e m 1 5 3 4 , p e l o
militar espanhol Inácio de Loyola, que baseou toda a
e s t r u t u ra d a c o m p a nh i a n o m o d e l o m i l i t a r.
A contra-reforma:

O Concílio de Trento reuniu diversos estudiosos religiosos


na cidade italiana de Trento, a fim de garantir a unidade
da fé católica.

Em 1563, o Concílio apresentou seu conjunto de medidas


para unir a fé católica e manter a disciplina eclesiástica.

No documento apresentado pelo concílio, diversos


dogmas da doutrina católica foram reafirmados.
Dogmas do Concílio de Trento:

A salvação humana dependeria da fé e das boas obras, a doutrina da


predestinação era negada. „
A Bíblia era a fonte da fé, e cabia à Igreja oferecer a interpretação
correta, segundo a tradição religiosa. „
A elaboração de um catecismo com os pontos fundamentais da
doutrina católica foi firmada, bem como a criação de seminários para
a formação dos sacerdotes e a manutenção do celibato sacerdotal. „
O restabelecimento da Inquisição, que se encarregou, por exemplo,
de organizar uma lista de livros proibidos aos católicos, o Index
librorum prohibitorum.
A filosofia de Montaigne e a educação
A filosofia de Montaigne e a educação

O contexto social em que viveu o pensador humanista Michael de


Montaigne é caracterizado pela transição social entre a decadência
do Feudalismo e as raízes do Capitalismo, momento profundamente
marcado por transformações sociais, religiosas, políticas e
econômicas, fruto da “queda” do Feudalismo e da ascensão
comercial, bem como da Reforma Protestante e do aumento da
participação do Estado na economia.

A educação é um dos temas mais instigantes para os humanistas do


Renascimento.
A filosofia de Montaigne e a educação

Montaigne, afinado com o universo cultural de seu tempo, não


deixou de expor suas reflexões acerca da educação.

Apresentou fortes críticas às propostas pedagógicas de seu tempo,


ao caracterizá-las como exageradamente escolares e livrescas.

De acordo com a filosofia de Montaigne, os pensamentos e atitudes


do homem estão submetidos ao tempo, que pode se transformar.

Para chegar a esta conclusão, é necessário compreender três etapas


progressivas do pensador:
A filosofia de Montaigne e a educação

1.A primeira fase é do estoicismo.


Nessa fase, o f ilósofo adotou a pretensão estoica de alcançar a verdade
absoluta. No entanto, seu espírito convivia com a dúvida. Por essa
razão, a experiência estoica marcou, para sempre, a ruptura de
Montaigne com qualquer ideia de verdade absoluta.
2. A segunda fase é do ceticismo .
Como consequência da primeira fase, também em razão do ambiente de
violência, guerra e da França dividida por conf litos intelectuais entre
católicos e protestantes, Montaigne foi seduzido pelos f ilósofos do
ceticismo. No que se refere à Filosof ia do Ceticismo, se o homem não
sabe nada a respeito de si mesmo, logo não poderá saber sobre o
mundo nem sobre Deus e sua vontade. A dúvida é, para Montaigne, uma
arma contra o fanatismo religioso.
A filosofia de Montaigne e a educação

3. Na terceira, Montaigne se interessou mais por si mesmo do que


pelo pensamento de outros filósofos.

Nesse sentido, o único conhecimento meritório é aquele alcançado


por meio de suas próprias reflexões. Seu ceticismo ativo foi, então,
uma tentativa de crítica radical dos costumes, dos saberes e das
instituições da época. Com isso, a contribuição de Montaigne foi
fundamental à constituição do pensamento moderno (CABRAL,
c2018, documento on -line).
A filosofia de Montaigne e a educação

Montaigne também foi um revolucionário no tema da educação.

Para ele, o ensino deveria estar atrelado ao empirismo, ou seja, por


meio de experiências práticas.

Criticou o esquema de memorização e o mero uso dos livros,


baseado na cultura livresca do Renascimento.

Para o pensador, a educação deveria criar seres humanos voltados à


investigação e conclusões, enquanto exercitavam a mente, o que
resultaria em um posicionamento crítico do indivíduo.
Referências:

RIBEIRO. Max Elizandro de Souza. História da educação . Sagah.

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