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O documento aborda o conceito de preposição, explicando sua função de relacionar termos na oração e sua importância na construção sintática. As preposições são classificadas em essenciais e acidentais, e seu uso varia conforme o contexto, estabelecendo diferentes relações semânticas. O texto também inclui exemplos práticos e exercícios para fixação do conteúdo.

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O documento aborda o conceito de preposição, explicando sua função de relacionar termos na oração e sua importância na construção sintática. As preposições são classificadas em essenciais e acidentais, e seu uso varia conforme o contexto, estabelecendo diferentes relações semânticas. O texto também inclui exemplos práticos e exercícios para fixação do conteúdo.

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Preposição

Português – Manual do Enem

Alice Martins

Publicado por Alice Martins

Última atualização: 28/7/2022

Introdução

Preposição é a palavra invariável responsável por relacionar dois ou


mais termos da oração que sozinhos não fariam sentido.

O primeiro termo dessa relação é chamado termo antecedente,


enquanto o termo seguinte é chamado consequente. O termo
antecedente rege o consequente, que, por sua vez, explica o sentido
do termo antecedente.

Exemplo:

“Minha dor de cabeça não me deixa estudar”.


Os termos “dor” e “cabeça” estão relacionados pela proposição “de”.
O termo “dor” pede a preposição “de”, ou seja, rege o termo
consequente “cabeça”, que vem para explicar o sentido do primeiro
termo.

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Índice

1) Introdução

2) O que são preposições?

3) Entendendo as preposições

4) Preposições na prática

5) Valor semântico das preposições

6) Conclusão

7) Exercícios

O que são preposições?

Dá-se o nome de preposição à palavra invariável que liga duas ou


mais palavras, estabelecendo entre elas certas relações de sentido e
dependência. Sua função na frase é a de estruturação e organização
dos elementos, assim, as preposições possuem sentido quando
relacionadas às outras unidades do enunciado, fazendo parte de uma
classe gramatical que classificamos dependente, ou seja, que
necessita ser analisada junto de outros elementos para estabelecer
relação de sentido.

Entendendo as preposições

Para entendermos a função das preposições, é preciso saber que no


discurso há diferentes elementos de distintas classes gramaticais,
como substantivo, adjetivo, verbo, advérbios que estabelecem
ligações, apesar de possuírem funções diferentes dentro de um
enunciado. Para que a ligação entre esses elementos linguísticos
possa ser feita, nós utilizamos as preposições.
Vejamos um exemplo:

Os livros de Pedro ficam em prateleiras de madeira

Neste exemplo, a preposição de estabelece relação entre o


substantivo livro e o substantivo próprio Pedro, indicando,
semanticamente, a ideia de posse, ou seja, que os livros são de
Pedro. Agora, a preposição em faz a ligação entre o verbo ficam e o
substantivo prateleiras, indicando ideia de lugar. Já a última
proposição de liga os termos prateleiras e madeira (que, no contexto
da frase, se torna um adjetivo), e exprime ideia de matéria/ material.

Como identificar preposições?

Primeiramente, para identificarmos as preposições, é necessário


entender a função sintática dos elementos que ali estão se
relacionando na frase. Depois, devemos compreender que, ao
relacionar duas outras palavras, a preposição estabelece entre elas
um tipo de vínculo em que uma delas funcionará como palavra
principal e a outra, como secundária. Vejamos o exemplo:

Livros de Pedro

O termo livro é o principal e Pedro é secundário.

Tipos de preposições

As preposições subdividem-se em dois grupos: as preposições


essenciais e as preposições acidentais.

As preposições essenciais são aquelas que, gramaticalmente,


exercem exclusivamente o papel de preposição. Apesar dessas
palavras serem invariáveis em sua função sintática, isso não quer
dizer que elas terão sentidos estáticos. Podemos utilizar a frase acima
como exemplo para análise:
Em “os livros de Pedro” e “prateleiras de madeira”, o termo de
sempre possui função de preposição, interligando um termo a outro,
e, por estabelecer relação entre elementos distintos, ele também
varia de sentido, neste caso, estabelecendo ideia de posse e
exprimindo ideia do tipo de material.

São preposições essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de,


desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Já as preposições acidentais, como o próprio termo pode indicar, são


palavras de outras classes que, ocasionalmente, podem funcionar
como preposição.

A palavra fora, por exemplo, é gramaticalmente classificada como


advérbio de lugar (“amanhã eu dormirei fora”), entretanto, ela
também pode atuar como preposição acidental em certos casos,
significando “exceto”. Vejamos um exemplo:

Ela malha todos os dias, fora domingo

São preposições acidentais: como, conforme, durante, fora, mediante,


segundo, senão, visto.

Função das preposições

Agora que já estamos mais familiarizados, é possível compreender


mais nitidamente que a função das preposições é construir uma
ligação entre duas outras palavras, criando uma relação de sentido.
Exemplos:

Quero sair com você

Eles estavam morrendo de fome

O estudante morava a dez quilômetros da escola


Uso das preposições

As preposições, se analisadas isoladamente, fora de um contexto, não


apresentam sentido próprio, mas, dentro das frases, elas podem
estabelecer uma grande variedade de relações semânticas.

Abaixo veremos algumas preposições e as relações de sentidos mais


comuns que elas estabelecem.

A: lugar, modo, distância, tempo.

Com: causa, companhia, instrumento, modo, oposição.

De: lugar, causa, tempo, assunto.

Em: lugar, tempo, modo.

Para: finalidade, lugar (de destino).

Por: lugar (por onde), tempo, causa.

Sobre: assunto, lugar

Vejamos alguns exemplos:

As roupas secavam ao sol (lugar)

Todos a tratavam com carinho (modo)

Na seca, os bichos morrem de sede (causa)

Em meia hora termino a tarefa (tempo)

Quando você volta para sua casa? (destino)

Passamos por várias praias exuberantes (lugar)

Gosto de conversar sobre séries (assunto)

Preposições na prática

Existem, ainda, algumas características das preposições que são


importantes de saber na hora de identificá-las e utilizá-las. Vejamos, a
seguir, algumas de suas especificidades.
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Contração de preposições

Gramaticalmente, a contração é explicada como a junção de


elementos, ocorrendo a perda de fonemas. A contração de
preposições acontece quando a preposição se une a outro termo,
sofrendo modificações em sua estrutura. Vejamos alguns exemplos de
contração de preposição:

De + artigos

De + o(s) – do(s)

De + a(s) – da(s)

De + um – dum

De + uns – duns

De + uma – duma

De + umas – dumas

De + pronome pessoal

De + ele(s) – dele(s)

De + ela(s) – dela(s)

De + pronomes demonstrativos

De + este(s) – deste(s)

De + esta(s) – desta(s)

De + esse(s) – desse(s)

De + essa(s) – dessa(s)

De + aquele(s) – daquele(s)

De + aquela(s) – daquela(s)

De + isto – disto
De + isso – disso

De + aquilo – daquilo

De + advérbios

De + aqui – daqui

De + aí – daí

De + ali – dali

Em + artigo

Em + o(s) – no(s)

Em + a(s) – na(s)

Em + um – num

Em + uma – numa

Em + uns – nuns

Em + umas – numas

A + artigo feminino

A + à(s) – à(s)

Per + artigos

Per + o – pelo(s)

Per + a – pela(s)

De + pronome indefinido

De + outro – doutro(s)

De + outra – doutra(s)

Em + Pronome demonstrativo

Em + este(s) – neste(s)

Em + esta(s) – nesta(s)
Em + esse(s) – nesse(s)

Em + aquele(s) – naquele(s)

Em + aquela(s) – naquela(s)

Em + isto – nisto

Em + isso – nisso

Em + aquilo – naquilo

A + pronome demonstrativo

A + aquele(s) – àquele(s)

A + aquela(s) – àquela(s)

A + aquilo – àquilo

Combinação de proposições

Ao contrário da contração, na combinação a preposição se une a


outro termo sem sofrer alterações. Vejamos alguns exemplos:

A + o(s) – ao(s)

A + onde – aonde

Locuções prepositivas

Às vezes, a relação entre duas palavras é estabelecida por uma


expressão, e não por uma única palavra. Quando isso ocorre,
denominamos de locução prepositiva, isto é, um grupo de palavras
que possuem valor de preposição.

Algumas locuções prepositivas:

Além de;

A respeito de;

Graças a;

A fim de;

Abaixo de;
Acima de;

Antes de;

Depois de;

Ao invés de;

Ao lado de;

À custa de;

Em via de;

A par de;

Perto de;

Por causa de;

Através de.

Exemplos:

“Voltei para casa mais cedo a fim de ver você”.

“Ficou abaixo de duas pessoas no ranking”.

Valor semântico das preposições

As preposições não têm um sentido fixo e, portanto, podem gerar


diferentes significações, dependendo da relação que estabelecem
entre os termos que liga.

Dessa forma, só é possível compreender o valor semântico das


preposições, isto é, o sentido, se analisarmos o contexto em que ela
está sendo empregada em cada caso.

Apesar disso, alguns dos usos possíveis e recorrentes das preposições


são para indicar:

Assunto: “Estavam falando sobre a aula”.

Causa: “Com a chuva, muitos se atrasaram para o trabalho” (nesse


caso, “com” = “por causa de”).

Companhia: “Fui à festa com a minha amiga”.


Direção: “Mudou-se com a família para o sul”.

Distância: “O restaurante fica a 100 metros”.

Finalidade: “Estou juntando dinheiro para viajar no fim do ano”.

Instrumento: “Fixou o quadro na parede com fita”.

Modo: “Fui trabalhar com disposição”.

Posse: “Aquele é o irmão de Ana”.

Tempo: “Não me espere acordada, pois chegarei de madrugada”.

Conclusão

As preposições são elementos indispensáveis para uma boa


construção sintática, possibilitando a relação entre elementos de
distintas funções gramaticais e estabelecendo entre eles relações de
sentidos.

Apesar de não ser um elemento independente, o uso das preposições


é o que possibilita que sejam produzidas relações semânticas entre
unidades linguísticas.

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Referências

FERREIRA, Mauro. Aprender e praticar gramática. São Paulo: FTD,


2003.

[Link]

[Link]
[Link]

[Link]
Imagem ilustrativa de um homem procurando palavras em um
[Link] ilustrativa de um homem procurando palavras em um
livro.

Exercício de fixação

Passo 1 de 3

ENEM/2002

A crônica muitas vezes constitui um espaço para reflexão sobre


aspectos da sociedade em que vivemos.

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou


qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa
de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um


Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é
aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa
relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua.
Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a
bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.
(...) Na verdade não existem meninos De rua. Existem meninos NA
rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou
lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos
no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que
estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.”

(COLASSANTI, Marina. In: Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro:


Rocco, 1999)

No terceiro parágrafo em “... não existem meninos De rua. Existem


meninos NA rua”, a troca de “De” pelo “Na” determina que a relação
de sentido entre “menino” e “rua” seja:

De localização e não de qualidade.

De origem e não de posse.


C

De origem e não de localização.

De qualidade e não de origem.

De posse e não de localização.

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