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Caso Clínico Ana - Psicologia

Ana Paula Ribeiro, 28 anos, busca terapia para lidar com instabilidade emocional, relacionamentos turbulentos e comportamentos impulsivos. Cresceu em um ambiente familiar instável, o que contribuiu para sua dificuldade em manter relacionamentos saudáveis e sua tendência a reações extremas. Recentemente, após um episódio grave de automutilação, ela expressa o desejo de melhorar suas habilidades de enfrentamento e estabelecer conexões mais saudáveis.

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Tópicos abordados

  • tendências autodestrutivas,
  • cuidado psicológico,
  • dificuldades profissionais,
  • desvalorização,
  • culpa,
  • relacionamentos amorosos,
  • aprovação,
  • relacionamentos instáveis,
  • cuidado com os irmãos,
  • mudança de emprego
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Caso Clínico Ana - Psicologia

Ana Paula Ribeiro, 28 anos, busca terapia para lidar com instabilidade emocional, relacionamentos turbulentos e comportamentos impulsivos. Cresceu em um ambiente familiar instável, o que contribuiu para sua dificuldade em manter relacionamentos saudáveis e sua tendência a reações extremas. Recentemente, após um episódio grave de automutilação, ela expressa o desejo de melhorar suas habilidades de enfrentamento e estabelecer conexões mais saudáveis.

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  • aprovação,
  • relacionamentos instáveis,
  • cuidado com os irmãos,
  • mudança de emprego

CASO CLÍNICO ANA

ANAMNESE

Nome: Ana Paula Ribeiro


Idade: 28 anos
Estado civil: Solteira
Profissão: Designer Gráfico
Motivo do atendimento: Ana procura terapia para lidar com instabilidade emocional intensa,
relacionamentos interpessoais turbulentos e comportamentos impulsivos que estão afetando
negativamente sua vida pessoal e profissional.

Ana cresceu em um ambiente familiar altamente instável em Belo Horizonte. Seus pais,
João e Marta, enfrentaram problemas financeiros e brigas constantes. João era alcoólatra e
frequentemente passava longos períodos fora de casa, enquanto Marta lidava com suas próprias
questões de saúde mental, incluindo depressão. Ana e seus dois irmãos mais novos (Lúcio e
Bianca) viviam em um ambiente de constante tensão e insegurança.

Na infância, Ana experimentou uma sensação de abandono e insegurança. Seus pais


estavam mais preocupados com suas próprias crises do que com as necessidades emocionais
dos filhos. Ana foi forçada a assumir responsabilidades adultas desde cedo, ajudando a cuidar
de seus irmãos e mantendo a casa. Ela desenvolveu um padrão de comportamento de busca por
aprovação, tentando preencher a ausência emocional dos pais com relacionamentos e
conquistas pessoais.

Na escola, Ana se destacava academicamente, mas suas relações com colegas eram
inconsistentes. Ela alternava entre momentos de alta sociabilidade e profundas crises de solidão.
Suas amizades eram intensas, mas frequentemente interrompidas por brigas e conflitos. Ela
tinha dificuldade em manter relacionamentos duradouros devido a um padrão de idealização e
desvalorização das pessoas ao seu redor.

Durante a adolescência, Ana começou a demonstrar comportamentos impulsivos e


autodestrutivos. Aos 15 anos, começou a se envolver com grupos de amigos problemáticos e
experimentou o uso de substâncias. Ela também desenvolveu episódios de automutilação como
forma de lidar com a dor emocional.

Ana teve um relacionamento amoroso intenso e tumultuado com um colega de escola,


que foi caracterizado por muitas brigas e reconciliações. Esse relacionamento exacerbou suas
emoções extremas e instabilidade. Ela frequentemente se sentia abandonada e reagia de forma
exagerada a pequenas separações ou desentendimentos.

Seu desempenho acadêmico começou a declinar devido à dificuldade em lidar com suas
emoções e comportamentos impulsivos. Ela frequentemente mudava de curso e tinha
dificuldade em se comprometer com metas de longo prazo.

Aos 18 anos, Ana entrou na faculdade de Design Gráfico. Ela teve um bom desempenho
acadêmico no início, mas rapidamente se viu envolvida em relacionamentos tumultuados e
comportamentos impulsivos. Ana começou a alternar entre períodos de intensa produtividade
e períodos de procrastinação e desmotivação.
Na vida adulta, Ana teve vários empregos, mas todos terminaram devido a problemas
relacionados ao comportamento impulsivo e dificuldade em manter relacionamentos saudáveis
com colegas e superiores. Ela frequentemente começava novos projetos ou empregos com
grande entusiasmo, apenas para abandoná-los quando surgiam dificuldades ou conflitos.

Ana tem um padrão de relacionamentos amorosos caracterizado por intensas idealizações


seguidas de desvalorização. Ela se sente frequentemente rejeitada e desamparada, o que leva a
crises emocionais severas. Suas tentativas de formar relações estáveis são prejudicadas por seus
medos de abandono e comportamentos impulsivos.

Recentemente, Ana começou a buscar ajuda profissional após um episódio


particularmente grave de automutilação e uma tentativa de suicídio. Ela se sente desamparada
e incapaz de controlar suas emoções. Ana expressa um desejo de melhorar suas habilidades de
enfrentamento e estabelecer relacionamentos mais saudáveis.

Ana mantém um relacionamento conflituoso com seus pais. Ela sente uma profunda falta
de apoio emocional e frequentemente se ressente da falta de estabilidade que teve durante a
infância. Seus pais tentaram ajudar, mas a relação continua sendo uma fonte de estresse para
Ana.

Ela tem dificuldades em manter amizades e relacionamentos amorosos estáveis. Suas


relações são caracterizadas por altos e baixos extremos, e ela frequentemente se sente traída ou
rejeitada. Recentemente, Ana tem se afastado de seus amigos e familiares, sentindo-se isolada
e sozinha.

Ana demonstra uma intensa instabilidade emocional, variando entre euforia e profunda
tristeza. Seus comportamentos impulsivos incluem gastos excessivos, abuso de substâncias e
automutilação. Ela tem um padrão de idealização e desvalorização das pessoas ao seu redor,
frequentemente experimentando sentimentos extremos de amor e ódio em relação aos mesmos
indivíduos.

Ana tem dificuldade em manter relacionamentos duradouros devido a seu medo intenso
de abandono e sua tendência a reagir de maneira extrema a qualquer sinal de rejeição. Ela se
sente frequentemente incompreendida e desamparada, e tem dificuldade em regular suas
emoções de maneira eficaz.
TRANSCRIÇÕES

Sessão 1

Terapeuta: Ana, você mencionou que teve um desentendimento com uma amiga e que isso a
deixou bastante abalada. Como foi a sua reação imediata após a discussão?

Ana: Eu fiquei tão irritada que acabei mandando uma mensagem bem agressiva para ela. Depois,
me senti culpada e arrependida, mas já era tarde demais.

Terapeuta: Parece que você sentiu uma grande intensidade emocional na situação. Como você
lida com esses sentimentos de culpa depois que algo já aconteceu?

Ana: Eu geralmente me afasto para processar meus sentimentos, mas a culpa não vai embora
facilmente. Eu fico pensando em como poderia ter reagido de forma diferente.

Terapeuta: Entendi. E como essa experiência afetou sua visão sobre como você gostaria de lidar
com situações similares no futuro?

Ana: Eu sinto que preciso encontrar uma maneira de gerenciar melhor minhas emoções no calor
do momento. Quero evitar situações em que minha impulsividade cause problemas com pessoas
que são importantes para mim.

Terapeuta: Compreendo. Parece que você está refletindo bastante sobre como lidar melhor com
essas emoções e evitar conflitos futuros.

Sessão 2

Terapeuta: Ana, você mencionou que fez uma compra impulsiva recentemente. Como você se
sentiu enquanto fazia a compra e como se sente agora sobre isso?

Ana: No momento, me senti aliviada e um pouco eufórica. Agora, no entanto, estou preocupada
com as dívidas que isso gerou e sinto um aumento na minha ansiedade.

Terapeuta: Interessante como a euforia inicial deu lugar à preocupação. Como essa mudança de
sentimento está impactando seu dia a dia?

Ana: A preocupação está me deixando ansiosa e um pouco culpada. Eu fico pensando em como
vou lidar com as contas agora e se isso vai afetar minha estabilidade financeira.

Terapeuta: Isso parece muito estressante. E como você se sente em relação a essa tendência de
comprar impulsivamente quando está ansiosa?

Ana: Eu me sinto frustrada comigo mesma. É como se eu não conseguisse controlar esse impulso
quando estou emocionalmente abalada, e isso acaba criando mais problemas do que soluções.

Terapeuta: Entendo. Essa frustração deve ser difícil de lidar, especialmente quando você percebe
que suas ações acabam trazendo mais estresse.
Sessão 3

Terapeuta: Ana, você mencionou que teve um desentendimento com seus pais e que isso a
deixou frustrada. Como você reagiu ao conflito e como isso afetou você emocionalmente?

Ana: Eu fiquei muito chateada e acabei gritando com eles, o que me fez sentir um grande peso
na consciência depois. Sinto que constantemente desaponto meus pais e isso me deixa triste.

Terapeuta: Parece que o desentendimento trouxe uma carga emocional significativa para você.
Como você lida com esses sentimentos de desapontamento e tristeza?

Ana: Eu tento me distrair com outras coisas, mas a tristeza e a culpa ficam na minha mente. É
difícil não pensar que estou falhando de alguma forma com meus pais.

Terapeuta: Entendi. E como o relacionamento com seus pais influencia seu estado emocional
geral?

Ana: O relacionamento com meus pais afeta muito meu estado emocional. Quando estamos em
desacordo, isso parece afetar todos os aspectos da minha vida e me deixa muito desequilibrada.

Terapeuta: Parece que o relacionamento com seus pais tem um impacto profundo em como
você se sente no geral.

Sessão 4

Terapeuta: Ana, você mencionou que enfrenta dificuldades para manter a estabilidade no
trabalho devido a conflitos e estresse. Como você tem lidado com esses desafios e o que tem
contribuído para essas dificuldades?

Ana: Eu frequentemente me sinto sobrecarregada e acabo me envolvendo em brigas com


colegas. Isso me faz querer mudar de emprego frequentemente, mas acabo não resolvendo os
problemas subjacentes.

Terapeuta: Entendo. Como essa sobrecarga e os conflitos no trabalho afetam sua visão sobre sua
carreira e suas metas profissionais?

Ana: Eu sinto que estou constantemente começando do zero. Isso me deixa desmotivada e
questiono se estou realmente no caminho certo ou se preciso mudar de área.

Terapeuta: Parece que essas questões estão afetando sua confiança em sua carreira. Como você
vê o futuro da sua vida profissional considerando esses desafios?

Ana: Eu estou em dúvida sobre o que fazer a seguir. Tenho medo de continuar na mesma
situação, mas também não sei se devo mudar de área ou encontrar outra solução para os
problemas que estou enfrentando.

Terapeuta: Essas dúvidas sobre o futuro profissional podem ser bastante desafiadoras de
enfrentar.
Sessão 5

Terapeuta: Ana, você mencionou dificuldades em manter relacionamentos amorosos estáveis.


O que você acha que tem contribuído para esses problemas e como isso afeta sua vida
emocional?

Ana: Eu costumo começar relacionamentos com muita intensidade, mas quando as coisas ficam
difíceis, me afasto. Isso me faz sentir uma mistura de tristeza e frustração, pois nunca consigo
manter um relacionamento duradouro.

Terapeuta: Parece que o padrão de se afastar quando os desafios surgem está impactando a
estabilidade dos relacionamentos. Como essa dificuldade de manter relacionamentos
duradouros afeta sua percepção sobre si mesma?

Ana: Eu me sinto incapaz de construir algo sólido e duradouro. Isso me faz questionar se há algo
de errado comigo e me deixa com uma sensação de inadequação.

Terapeuta: Entendi. E como você lida com esses sentimentos de inadequação quando surgem?

Ana: Eu tento me manter ocupada e evitar pensar muito nisso, mas é difícil não sentir que estou
falhando sempre que um relacionamento não funciona.

Terapeuta: Esses sentimentos de inadequação devem ser bastante difíceis de lidar,


especialmente quando afetam a sua visão sobre relacionamentos e sobre si mesma.

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