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2.RL Texto - Operações Lógicas

O documento aborda operações lógicas e suas definições, como negação, conjunção, disjunção, disjunção exclusiva, condicional e bicondicional, apresentando tabelas-verdade correspondentes. Além disso, discute a ordem de cálculo das operações lógicas e as regras de precedência entre os conectivos. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar cada conceito.

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2.RL Texto - Operações Lógicas

O documento aborda operações lógicas e suas definições, como negação, conjunção, disjunção, disjunção exclusiva, condicional e bicondicional, apresentando tabelas-verdade correspondentes. Além disso, discute a ordem de cálculo das operações lógicas e as regras de precedência entre os conectivos. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar cada conceito.

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Raciocínio Lógico

Prof. Nivando Bezerra

2024
Operações Lógicas
Os conectivos usados para combinar proposições simples obtendo proposições compostas
correspondem a operações lógicas que obedecem a um conjunto de regras de cálculo, cha-
mado cálculo proposicional. Veremos a seguir quais são essas operações lógicas e as regras
que elas devem obedecer.
O valor lógico de qualquer proposição composta depende somente de valores lógicos das
proposições simples que a compõem. A partir dessa ideia, para saber o valor de uma pro-
posição composta recorremos a uma ferramenta chamada tabela verdade na qual aparecem
todos os valores lógicos dessas proposições simples. Por exemplo, se temos uma proposição
composta por duas proposições simples p e q, as combinações de valores para essas propo-
sições são apresentados na tabela a seguir. Observe que os valores V e F se alternam de um
em um para p e de dois em dois para q.

p q p

1 V V V F
2 V F q q
3 F V
V F V F
4 F F

De modo semelhante, para uma proposição composta por três proposições simples p, q e
r teremos uma tabela como apresentada abaixo. Vemos que o acréscimo de uma proposição
acarreta uma tabela com o dobro de linhas.

p q r
p
1 V V V
2 V V F V F
3 V F V q q
4 V F F V F V F
5 F V V r r r r
6 F V F
V F V F V F V F
7 F F V
8 F F F
Definição: Negação (¬)

A negação de uma proposição p é a proposição “não p” que tem valor lógico contrário
ao valor de p. Assim, se p é verdadeira então a negação de p é falsa, assim como se p é
falsa não p é verdade. Usaramos a notação ¬p para denotar a negação de p.

A tabela-verdade para a negação é a seguinte:

p ¬p

V F
F V

Na linguagem comum, usamos a palavra não para indicar a negação de uma proposição.
Assim, temos:
Exemplo
p : Carlos é alto (V)
¬p : Carlos não é alto (F)
p : O céu é vermelho (V)
¬p : O céu não é não vermelho (F)
Definição: Conjunção (∧)

A conjunção de duas proposições p e q é a proposição “p e q”, que tem valor lógico


verdade quando ambas p e q são verdadeiras e tem valor lógico falso nos demais casos.
Usamos a notação p ∧ q para denotar a negação de p e q.

A tabela-verdade para a conjunção é a seguinte:

p q p∧q

V V V
V F F
F V F
F F F

Na linguagem comum, usamos a palavra e para indicar a conjunção. Assim, temos por
exemplo:
Exemplo
p : Carlos é alto (V)
q : O céu é vermelho (F)
p∧q : Carlos é alto e o céu é vermelho (F)

Exemplo
p : O Sol é quente (V)
q : 2<5 (V)
p∧q : O Sol é quente e 2<5 (V)

Exemplo
p : π>4 (F)
q : Brasília é capital da Argentina (F)
p∧q : π > 4 e Brasília é capital da Argentina (F)
Definição: Disjunção (∨)

A disjunção de duas proposições p e q é a proposição “p ou q”, que tem valor lógico falso
quando ambas p e q são falsas e tem valo lógico verdade nos demais casos. Usamos a
notação p ∨ q para denotar a disjunção de p ou q.

A tabela-verdade para a disjunção é a seguinte:

p q p∨q

V V V
V F V
F V V
F F F

Na linguagem comum, usamos a palavra ou para indicar a disjunção em uma proposi-


ção. Assim, temos por exemplo:
Exemplo
p : Carlos é alto (V)
q : O céu é vermelho (F)
p∨q : Carlos é alto ou o céu é azul (V)

Exemplo
p : O Sol é quente (V)
q : 2<5 (V)
p∨q : O Sol é quente ou 2<5 (V)

Exemplo
p : π>4 (F)
q : Brasília é capital da Argentina (F)
p∨q : π > 4 ou Brasília é capital da Argentina (F)
Definição: Disjunção exclusiva (⊻)

A disjunção exclusiva de duas proposições p e q é a proposição “ou p ou q”, que tem


valor lógico falso quando ambas p e q são têm o mesmo valor e tem valor lógico verdade
quando p e q tem valores opostos. Usamos a notação p ⊻ q para denotar a negação de ou
p ou q.

A tabela-verdade para a disjunção exclusiva é a seguinte:

p q p⊻q

V V F
V F V
F V V
F F F

Na linguagem comum, usamos a repetição “ou . . . ou . . . ” para indicar a disjunção ex-


clusiva em uma proposição. Assim, temos por exemplo:
Exemplo
p : Carlos é alto (V)
q : O céu é vermelho (F)
p⊻q : Ou Carlos é alto ou o céu é vermelho (V)

Exemplo
p : O Sol é quente (V)
q : 2<5 (V)
p⊻q : Ou o Sol é quente ou 2<5 (F)

Exemplo
p : π>4 (F)
q : Brasília é capital da Argentina (F)
p⊻q : Ou π > 4 ou Brasília é capital da Argentina (F)
Definição: Condicional (→)

A condicional de duas proposições p e q é a proposição “se p então q”, que tem valor
lógico falso quando p é verdade e q é falso, e valor lógico verdade nos demais casos.
Usamos a notação p → q para denotar a condicional se p então q.

A tabela-verdade para a disjunção é a seguinte:

p q p→q

V V V
V F F
F V V
F F V

Na linguagem comum, usamos as palavras se e então para indicar uma proposição con-
dicional. Assim, temos:
Exemplo
p : Carlos é alto (V)
q : O céu é vermelho (F)
p→q : Se Carlos é alto então o céu é vermelho (F)

Exemplo
p : O Sol é quente (V)
q : 2<5 (V)
p→q : Se o Sol é quente então 2<5 (F)

Exemplo
p : π>4 (F)
q : Brasília é capital da Argentina (F)
p→q : Se π > 4 então Brasília é capital da Argentina (F)
Definição: Bicondicional (↔)

A bicondicional de duas proposições p e q é a proposição “p se e somente se q”, que tem


valor lógico verdade quando p e q têm o mesmo valor, e valor lógico falso quando p e
q têm valores opostos. Usaramos a notação p ↔ q para denotar a bicondicional p se e
somente se q.

A tabela-verdade para a bicondicional é a seguinte:

p q p↔q

V V V
V F F
F V F
F F V

Na linguagem comum, usamos a expressão se e somente se para indicar uma proposição


bicondicional. Assim, temos:
Exemplo
p : Carlos é alto (V)
q : O céu é vermelho (F)
p↔q : Carlos é alto se e somente se o céu é vermelho (F)
q↔p : O céu é vermelho se e somente se Carlos é alto (F)

Exemplo
p : O Sol é quente (V)
q : 2<5 (V)
p↔q : o Sol é quente se e somente se 2<5 (V)

Exemplo
p : π>4 (F)
q : Brasília é capital da Argentina (F)
p↔q : π > 4 se e somente se Brasília é capital da Argentina (V)
Ordem de cálculo das operações lógicas
Adotamos algumas regras para determinar o ordem de cálculo das operações lógicas em
proposições com mais de um conectivo.

1. Ordem de precedência dos conectivos. A ordem de prioridade deve ser:

i) negação (¬),
ii) conjunção (∧), disjunção (∨) e disjunção exclusiva (⊻),
iii) condicional (→),
iv) bicondicional (↔).

Assim, para avaliar o valor lógico da proposição

p → ¬q ↔ s ∨ t

devemos iniciar avaliando a negação (nível 1 de precedência), seguida pela conjunção


(nível 2), da condicional (nível 3) e, finalmente, a bicondicional (nível 4 de precedên-
cia).
Se quisermos modificar a ordem de cálculo das proposições será necessário o uso de
parênteses. Na proposição
¬(p ∧ q)
devemos inicialmente avaliar a conjunção, pois está no interior dos parênteses, e em
seguida computamos a negação.

2. Associação de conectivos com mesmo nível de precedência. Ao encontrar sucessivos


conectivos de um mesmo nível de precedência, fazemos a avaliação da esquerda para
a direita.
Desse modo, na proposição
p ∧ q ∧ r,
calculamos as disjunções na ordem em que aparecem, isto é, iniciamos avaliando o re-
sultado da conjunção p ∧ q e em seguida usamos esse resultado junto com a proposição
r para avaliar o resultado da segunda conjunção.
Vejamos outros exemplos de proposições que combinam conectivos de diferentes ní-
veis de precedência e parênteses. Mostramos os parênteses que podem ser removidos
sem que a ordem dos conectivos seja modificada e, finalmente os números acima de
cada conectivo indicam a ordem em que devem ser calculados.
Proposição composta Sem parênteses(mesma ordem) Ordem de cálculo

((¬(¬(p ∧ q))) ∨ (¬p)) ¬¬(p ∧ q) ∨ ¬p ¬ ¬(p ∧ q ) ∨ ¬p


| {z } |{z}
| {z1 } 4

| {z2 }
3
| {z }
5

((¬p) → (q → (¬(p ∨ r)))) ¬p → (q → ¬(p ∨ r)) ¬p → (q → ¬(p ∨ r))


|{z} | {z }
4
| {z1 }
| {z 2 }
| {z 3 }
5

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