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AMIGDALITE

O documento aborda a amigdalite, uma inflamação comum das amígdalas em crianças, destacando sua epidemiologia, etiologia, patogênese, sinais, diagnóstico e tratamento. A amigdalite pode ser viral ou bacteriana, com diferentes abordagens terapêuticas dependendo da causa. O trabalho foi realizado por alunos do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, sob a orientação da Prof. Ana Paula Rodrigues Lupo, em 2025.

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AMIGDALITE

O documento aborda a amigdalite, uma inflamação comum das amígdalas em crianças, destacando sua epidemiologia, etiologia, patogênese, sinais, diagnóstico e tratamento. A amigdalite pode ser viral ou bacteriana, com diferentes abordagens terapêuticas dependendo da causa. O trabalho foi realizado por alunos do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, sob a orientação da Prof. Ana Paula Rodrigues Lupo, em 2025.

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CENTRO UNIVERSITÁRIO NOSSA SENHORA DO PATROCÍNIO

ENFERMAGEM

Amanda Aparecida Damacena RGM: 33419965

Ana Luiza Silva de Brito Farias RGM: 35729601

Elaina Cristina Lima Fanchini RGM: 33366977

Karollynne Jennfer da Silva Cavalcante Guedes RGM: 34034765

Keren Raissa R da Silva RGM: 34671927

Leticia Militão Dantas RGM: 34009647

Nathan Batista Santos RGM: 34486674

Sabrina Gozzo RGM: 34669205

Thainara de Almeida Ferras RGM: 36561134

AMIGDALITE

ITU-SP

2025
Amanda Aparecida Damacena RGM: 33419965

Ana Luiza Silva de Brito Farias RGM: 35729601

Elaina Cristina Lima Fanchini RGM: 33366977

Karollynne Jennfer da Silva Cavalcante Guedes RGM: 34034765

Keren Raissa R da Silva RGM: 34671927

Leticia Militão Dantas RGM: 34009647

Nathan Batista Santos RGM: 34486674

Sabrina Gozzo RGM: 34669205

Thainara de Almeida Ferras RGM: 36561134

AMIGDALITE

Trabalho de enfermagem na saúde da criança e


adolescente no Centro Universitário Nossa
Senhora Do Patrocinio.

Orientador (a): Prof. Ana Paula Rodrigues Lupo.

ITU-SP

2025
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 4

2. EPIDEMIOLOGIA ................................................................................................ 5

3. ETIOLOGIA ......................................................................................................... 6

4. PATOGÊNESE ..................................................................................................... 8

5. FISIOPATOLOGIA ............................................................................................. 10

6. SINAIS DA INFLAMAÇÃO DAS AMÍGDALAS ................................................. 11

7. DIAGNÓSTICO .................................................................................................. 13

8. TRATAMENTO ................................................................................................... 15

9. PREVENÇÃO .................................................................................................... 17

10. CONCLUSÃO .................................................................................................... 18

11. REFERÊNCIAS .................................................................................................. 19


4

1. INTRODUÇÃO

A inflamação das amígdalas, conhecidas como amígdalas palatinas, é uma


ocorrência frequente em crianças. Essas estruturas, localizadas na garganta,
desempenham um papel essencial na defesa do organismo. A causa da amigdalite
pode ser viral, mais comum em crianças, ou bacteriana, como no caso do
Streptococcus pyogenes, o que exige abordagens de tratamento distintas.

Um desafio importante no tratamento da amigdalite é determinar quando o uso


de antibióticos é necessário e quando o tratamento pode se concentrar apenas no
alívio dos sintomas, evitando o uso excessivo de medicamentos. Essa distinção é
crucial, pois as infecções virais geralmente desaparecem sozinhas, enquanto as
infecções bacterianas podem levar a complicações mais graves se não forem tratadas
adequadamente.
5

2. EPIDEMIOLOGIA

Epidemiologia da amigdalite é o estudo detalhado das características


sociodemográficas, incluindo variáveis como idade, sexo e localização geográfica,
buscando identificar os principais fatores de risco que podem causar está condição.

A amigdalite é uma inflamação das amígdalas localizada na parte posterior da


garganta, que têm como papel a defesa imunológica. Essa inflamação das amígdalas
apresenta sintomas como dor de garganta intensa, aumento dos linfonodos cervicais
e febre alta, podendo ser causada tanto por vírus quanto por bactérias.

Com isso, amigdalite é mais comum na infância, afetando tanto homens como
mulheres, com maior taxa de incidência no outono, inverno e início da primavera. A
maioria dos casos tem origem viral (40-50%), especialmente nos primeiros anos de
vida, enquanto as infecções bacterianas (20-30%, principalmente Streptococcus
pyogenes) são mais comuns em crianças de 5-7 e 12-13 anos e raramente antes dos
2-3 anos de idade.

A transmissão ocorre pelo contato com secreções de uma pessoa infectada,


como ao tossir, espirrar, beijar ou em ambientes fechados como escolas e creches. A
cirurgia das amígdalas (amigdalectomia) é realizada principalmente em crianças e foi
responsável por mais de 90% dos 33.800 procedimentos realizadas pelo SUS em
2017. Porém, até 4% dos pacientes cirúrgicos podem necessitar de readmissão
devido a complicações, portanto as decisões cirúrgicas devem ser tomadas com
cautela.

Por fim, entender a epidemiologia é fundamental para tomar medidas


preventivas eficazes, o diagnóstico precoce e a elaboração de estratégias de
tratamento adequadas, visando a diminuição da incidência de complicações e a
redução da carga sobre o sistema de saúde.
6

3. ETIOLOGIA

Etiologia Amigdalite Ela pode ser causada por diversos agentes etiológicos,
incluindo vírus, bactérias e, raramente, outros microrganismos. Sua etiologia pode
variar conforme a idade do paciente e histórico clínico

Principais causas:

Amigdalite Viral (70-80% dos casos)

Vírus mais comuns:

• Rinovírus (resfriado)
• Coronavírus
• Adenovírus (associado a conjuntivite)
• Vírus Influenza (gripe)
• Parainfluenza
• Vírus Epstein-Barr (EBV) causador da mononucleose infecciosa (amigdalite
com exsudato, linfadenopatia).
• Coxsackievírus
• HSV (Herpes Simplex Vírus)

Amigdalite bacteriana (15-30% dos casos)

O principal agente é Streptococcus pyogenes (Grupo A β-hemolítico) causador


da faringoamigdalite estreptocócica.

Outras bactérias menos comuns:

• Streptococcus do Grupo C e G
• Staphylococcus aureus
• Haemophilus influenzae
• Mycoplasma pneumoniae
• Chlamydia pneumoniae
• Neisseria gonorrhoeae (casos de transmissão sexual)
7

Causas Raras:

• Infecções fúngicas
• Causas não infecciosas
8

4. PATOGÊNESE

Amidalite ou amigdalite é uma doença infecciosa que atinge as amídalas (ou


amígdalas) – dois órgãos que ficam no fundo da garganta e fazem parte do sistema
de defesa do organismo, funcionando como a primeira barreira contra micro-
organismos que nos invadem pela boca.

A amidalite pode ser causada por vírus (mais frequentes nas crianças), por
bactérias (atinge mais os jovens e os adultos) ou pela associação dos dois agentes.

Geralmente, é transmitida por gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou beijar.


Também pode ser provocada quando se compartilha objetos pessoais como copos,
xícaras, escovas de dentes, garrafas de água, garfos, colheres etc. com outras
pessoas, especialmente se estiverem doentes.

Problemas como o refluxo gastroesofágico (retorno do líquido do estômago


para a garganta) podem desempenhar papel importante no surgimento de episódios
de laringite, faringite, amidalite ou rinossinusite, pois o líquido que volta para a
garganta contém fatores que irritam e mudam a acidez na área desses órgãos,
facilitando a proliferação de micro-organismos que levam às inflamações.

As amígdalas atuam na produção de linfócitos, que auxiliam nas defesas do


sistema imune e protegem a garganta contra a entrada de microrganismos. É a
inflamação do tecido linfoide entre os arcos glossopalatino e faringopalatino. O tecido
linfoide faríngeo é um conjunto de órgãos amigdalas constituídos por células linfoides
(linfócitos B) e tecido conjuntivo.

Por atuarem nessa “linha de defesa” e ficarem expostas a tudo o que vai à
boca, como comidas, bebidas e a própria passagem do ar na respiração, elas se
tornam grandes alvos de vírus e bactérias.

No decorrer da doença, ao tentar combater esses invasores, o organismo ativa


um processo inflamatório, que faz as amígdalas incharem.
9

Patogênese:

• Infecção viral é a causa mais comum de amigdalite (40 a 50 %)


• 20 a 30 % são bacterianas (sobretudo Streptococcus pyogenes)
• Em cerca de 30 % dos casos não é isolado nenhum patógenos

Agentes mais frequentes:

Virus:

• Adenovírus, Enterovírus ( Coxsackie A e B) , Rinovírus, Influenza e Para-


Influenza , Epstein – Barr, Herpes simplex 1 e 2.

Bactérias:

• Streptococcus B- Hemoliticos do grupo A ( StreptococcusPyogenes )

Outros (muito raros):

• Streptococcus dos grupos C e G


• ArcanobacteriumHaemolyticum
• FrancisellaTularensis
• Neisseria Gonorrheae
• Mycoplasmapneumoniae
• Chlamydiapneumoniaie e trachomatis
• Corynebacteriumdiphteriae
• Fungos (cândida: actinomycetes )
• Patogeno: proteína M – antifagocitica
• Exotoxinas pirogênicas (A, B, C)
• Estreptolinas (O e S)
• Estreptoquinases
• DNAses
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5. FISIOPATOLOGIA

A fisiopatologia da amigdalite envolve a inflamação das amígdalas, agem como


filtros, prendendo germes que poderiam entrar nas vias aéreas e causar infecção e
desempenham um papel importante na defesa do organismo contra infecções. A
amigdalite pode ser causada tanto por vírus, como o adenovírus, quanto por bactérias,
sendo o Streptococcus pyogenes, o principal responsável pelos casos bacterianos.

A infecção ocorre da seguinte forma:

1 Entrada do agente infeccioso – O vírus ou a bactéria entra no organismo,


geralmente pela inalação de gotículas contaminadas no ar, e se instala nas
amígdalas.
2 Resposta inflamatória – O sistema imunológico reage liberando substâncias
químicas, como citocinas e prostaglandinas, que aumentam o fluxo sanguíneo
para a região, causando inchaço, vermelhidão e dor.
3 Ação do sistema imunológico – As amígdalas ativam células de defesa,
como linfócitos e leucócitos, que tentam eliminar o agente infeccioso. Esse
processo pode gerar ainda mais inflamação e desconforto.
4 Sintomas – O inchaço das amígdalas pode dificultar a deglutição e causar dor
de garganta, febre e, no caso de infecção bacteriana, a formação de pus. Além
disso, os gânglios linfáticos do pescoço podem aumentar e ficar doloridos
devido à resposta imune.

Se a amigdalite bacteriana não for tratada corretamente, pode levar a


complicações como a disseminação da infecção para os ouvidos e pulmões ou, em
casos mais graves, problemas como febre reumática.
11

6. SINAIS DA INFLAMAÇÃO DAS AMÍGDALAS

A amigdalite, uma inflamação nas amígdalas, surge por vírus ou bactérias. Os


sinais variam conforme a intensidade da infecção e o que a provocou. Veja abaixo os
principais sinais associados a sinais associados à amigdalite:

o Dor de Garganta Intensa: A dor de garganta é bem comum e forte, sobretudo


nas infecções por bactérias. A dor piora ao engolir comida ou líquidos.
Dificuldade para engolir (Disfagia) A inflamação das amígdalas dificulta engolir,
causando dor e incômodo ao passar comida ou líquidos pela garganta.
o Amígdalas Inchadas e Vermelhas: As amígdalas ficam maiores e bem
vermelhas, com pontos brancos ou amarelados, bem especial nas infecções
bacterianas.
o Febre: A febre, acima de 38°C, é comum na amigdalite, sendo mais alta nas
infecções por bactérias do que por vírus. A febre vem com calafrios,
aumentando o incômodo e o mal-estar do paciente.
o Mau Hálito (Halitose): O mau hálito acontece pelo acúmulo de secreções na
garganta e pela infecção nas amígdalas.
o Gânglios Linfáticos Inchados no Pescoço: Os linfonodos (ínguas) no
pescoço ficam doloridos e aumentados, pois o corpo reage à infecção.
o Dor de Cabeça: A dor de cabeça é comum na amigdalite viral, mas também
pode ocorrer nas infecções por bactérias.
o Fadiga e Mal-estar Geral: O cansaço, a fraqueza e o mal-estar são relatados
com frequência, resultado da reação do sistema imune à infecção.
o Voz Alterada (Voz Fanhosa): Em alguns casos, a inflamação afeta as cordas
vocais, causando voz rouca ou fanhosa.

Sintomas Diferenciais (Amigdalite Viral x Bacteriana)

Embora os sinais iniciais sejam parecidos, existem diferenças entre a


amigdalite viral e a bacteriana:
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Amigdalite Viral:

• Os sinais são mais leves, como dor de garganta, febre baixa, coriza (nariz
escorrendo) e tosse. Não há pus nas amígdalas e engolir é menos difícil.

Amigdalite Bacteriana:

• Apresenta sinais mais graves, como dor de garganta forte, febre alta,
dificuldade grande para engolir e pus nas amígdalas. Também há ínguas
inchadas e doloridas.
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7. DIAGNÓSTICO

Para confirmar o diagnóstico de amigdalite, o médico inicia a avaliação


questionando o paciente sobre seus sintomas. As queixas mais comuns relatadas
costumam ser:

• Forte dor ao engolir


• Grande dificuldade para engolir (odinofagia)
• Estado febril
• Sensação de indisposição e dor de cabeça
• Inchaço e sensibilidade nos gânglios do pescoço (linfonodos aumentados)
• Presença de tosse, coriza ou conjuntivite, sintomas mais comuns nas infecções
virais

Exame Físico:

Durante a avaliação clínica, o médico examina a garganta buscando sinais de


inflamação nas amígdalas, que podem apresentar:

• Vermelhidão acentuada (hiperemia)


• Aumento no tamanho (hipertrofia)
• Presença de placas de pus (exsudato branco-amarelado), mais comuns na
amigdalite bacteriana, como a causada pelo Streptococcus pyogenes
• Além disso, febre, normalmente mais alta nas infecções bacterianas, e gânglios
do pescoço inchados e doloridos podem estar presentes.

Alguns exames para descobrir a causa:

Como a amigdalite pode ser causada por vírus ou bactérias, o médico pode
pedir exames adicionais para ter certeza do diagnóstico, como:

• Teste Rápido para Estreptococos: Detecta rapidamente a presença de


Streptococcus pyogenes na garganta.
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• Cultura de Secreção da Garganta: Considerado mais preciso, mas o resultado


pode demorar de 24 a 48 horas. Indicado quando há suspeita clínica, mas o
teste rápido deu negativo.
• Hemograma: Pode indicar um aumento na quantidade de glóbulos brancos
(leucocitose), mais comum nas infecções bacterianas.

Escala de Centor: Para estimar a probabilidade de amigdalite bacteriana e


indicar a necessidade de antibióticos, usa-se a Escala de Centor Modificada, que
considera os seguintes fatores:

• Temperatura acima de 38°C


• Presença de pus nas amígdalas
• Gânglios do pescoço doloridos e aumentados
• Ausência de tosse
• Idade entre 3 e 14 anos, grupo de maior risco

Quanto mais critérios presentes, maior a chance de ser uma infecção


bacteriana, justificando o uso de antibióticos, como penicilina ou amoxicilina.

O médico também deve pensar em outras causas possíveis para os sintomas,


como:

• Mononucleose infecciosa (causada pelo vírus Epstein-Barr)


• Faringite viral (provocada por adenovírus ou rinovírus)
• Abscesso periamigdaliano, caracterizado por dor forte em um dos lados da
garganta e desvio da úvula

Quando Procurar um Médico?

• Dor de garganta que dura mais de 48 horas, acompanhada de febre


• Dificuldade para respirar ou engolir saliva
• Surgimento de manchas na pele, o que pode indicar escarlatina
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8. TRATAMENTO

A amigdalite pode ser algum vírus (Epstein-barr) ou bactérias (estreptococos


do grupo A). O seu tratamento vai depender se é uma infecção por bactérias ou vírus.

Amigdalite viral: Acontece por causa de uma infecção por vírus (influenza,
rinovírus, adenovírus), algumas doenças virais também podem causar amigdalite,
como, (hepatite A ou HIV). Seu tratamento pode é recomentado:

• Repouso.
• Hidratação oral.
• Anti-inflamatório: ibuprofeno ou paracetamol, para diminuir a dor de garganta e
febre.

Uma forma natural de aliviar os desconfortos é:

• Fazer gargarejo com água morna e sal, (o sal é uma antimicrobiana natural,
ajudando a eliminar alguns tipos de microrganismo).

Amigdalite bacteriana: É causada por bactérias (Streptococcus pyogenes,


Streptococcus pneumoniae, estreptococos do grupo A, entre outras), pode ser
causada por gonorreia, sífilis ou clamídia. O seu tratamento é:

• Antibióticos: penicilina ou amoxicilina.


• Hidratação e repouso.
• Analgésico e antitérmico.

Amigdalite crônica ou de repetição: Os seus sintomas duram por mais tempo


e podem surgir repetidas vezes durante o ano, em pequenos intervalos. Assim a
pessoas que tem amigdalite com mais frequência precisa de um tratamento
específico, podendo levar a retirada das amigdalas (amigdalectomia) para evitar
recorrentes inflamações, (ultimamente as amigdalas não são mais retiradas, pois são
órgãos fundamentais para proteção do corpo contra infecções. Pois, antigamente era
16

retirada, mas costumava dar problemas na imunidade e muitas complicações de


infecções. Com o tempo os médicos notaram que tinha mais malefícios do que
benefícios, então só é indicado em casos de infecções frequentes e obstrução
respiratória).

Quando é indicado a sua retirada (amigdalectomia):

• Tem 7 ou mais episódios por ano.


• Dificuldade para respirar, causado pelo aumento das amigdalas
• Tratamento clínico não resolve

Tratamento natural:

Lembrando que não substitui os medicamentos, só alivia os sintomas.

• Beber água adequadamente.


• Alimentos ricos em vitaminas C.
• Alimentos mais líquidos e pastosos.

É fundamental fazer o tratamento com medicamentos até o último dia indicado


pelo médico, já que após alguns dias pode ocorrer alguma melhora. Muitas pessoas
interrompem o uso de medicamentos pensando que houve uma melhora, mas as
bactérias ou vírus apenas desenvolverão resistência ao medicamento. Portanto, é
importante continuar com os medicamentos até o final do tratamento.
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9. PREVENÇÃO

A amigdalite consiste na inflamação das amígdalas, na qual, é desencadeada


por infecções virais ou bacterianas e resulta em uma doença contagiosa, que é
transmitida através de gotículas. Este quadro infeccioso requer tratamento específico
e orientação. Dentre as orientações, está métodos preventivos primários, os quais são
as medidas de higiene básica e cuidados pessoais, como as lavagens das mãos e a
ingestão de água para manter a hidratação.

Devido a ser uma doença infecciosa, devemos observar e nos atentarmos a


dois grupos vulneráveis, que são as crianças e os idosos, devido a fragilidade física e
imunológica, evitando complicações.

Segue as orientações primárias sobre os métodos preventivos:

• Lavar as mãos frequentemente;


• Fazer ingestão hídrica, mantendo a hidratação;
• Não compartilhar objetos de uso pessoal (copos, talheres, entre outros);
• Ao tossir ou espirrar, use o antebraço ou um lenço;
• Evitar contato com pessoas apresentando sintomas gripais;
• Evitar exposição ao tabagismo, a propensão é maior;
• Evitar a exposição ao ar-condicionado, devido ao ressecamento das mucosas;
• Consulte um médico caso apresente sintomas gripais ou se o caso se repetir
em um curto espaço de tempo, pra verificar a hipótese de refluxo gástrico;
• Não se automedique. O médico deve ser consultado para melhor análise da
infecção, bem como a medicação adequada;
• Ingerir alimentos pastoso e ou líquidos enquanto a infecção estiver instalada,
devido a facilidade de ingestão.

O objetivo dessas orientações, é melhorar a qualidade de vida pré-evento


infeccioso e pós-evento infeccioso. Desta forma, evitamos a contaminação de
terceiros e uma redução dos efeitos dos sintomas
18

10. CONCLUSÃO

A inflamação das amígdalas, também conhecida como amigdalite, é bastante


comum e pode ser causada tanto por um vírus quanto por uma bactéria, apresentando
diferentes níveis de gravidade e, portanto, exigindo diferentes abordagens de
tratamento. Enquanto as infecções virais costumam desaparecer sozinhas e são
tratadas para aliviar os sintomas, as bacterianas precisam de antibióticos para evitar
problemas maiores, a estreptococos, por exemplo, precisa ser tratada com antibióticos
como penicilina ou amoxicilina, prevenindo complicações como febre reumática ou
abscessos ao redor das amígdalas. Para garantir o tratamento certo, uma avaliação
médica e, em alguns casos, exames laboratoriais ajudam a escolher a melhor opção.

Além dos medicamentos, medidas preventivas como manter uma boa higiene,
beber bastante água e acompanhamento clínico são muito importantes para diminuir
a ocorrência da doença e seus efeitos. Grupos mais vulneráveis precisam de atenção
redobrada, já que seu sistema imunológico pode ser mais frágil.

Nesse sentido, deve-se informar a população sobre os possíveis riscos,


sintomas e formas de evitar a amigdalite é fundamental para controlar a doença. A
parceria entre profissionais de saúde e a comunidade é essencial para garantir
diagnósticos corretos, tratamentos eficazes e medidas preventivas adequadas,
contribuindo para uma vida melhor.
19

11. REFERÊNCIAS

ALVES, B. / O. / O.-M. Amidalite ou amigdalite | Biblioteca Virtual em Saúde MS.


Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/amidalite-ou-amigdalite/>.

ROCHA, G.; MARTINS, M. AMIGDALITE. [s.l: s.n.]. Disponível em:


<https://www.spp.pt/userfiles/file/publicacoes_curso_verao_2012/amigdalite.pdf>.

Google Acadêmico. Disponível em:


<https://scholar.google.com.br/scholar?cluster=15326053549793196873&hl=pt-
BR&as_sdt=0>. Acesso em: 28 mar. 2025.

ALVES, B. / O. / O.-M. Amidalite ou amigdalite | Biblioteca Virtual em Saúde MS.


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Amigdalite e Faringite. Disponível em:


<https://www.fcm.unicamp.br/adolescentes/aprenda/amigdalite-e-faringite>. Acesso
em: 23 mar. 2025.

Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/amidalite-ou-


amigdalite/#:~:text=Amidalite%20ou%20amigdalite%20%C3%A9%20uma,que%20n
os%20invadem%20pela%20boca.>. Acesso em: 23 mar. 2025.

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN; MONTEIRO, L. Quais são os sintomas


de uma amigdalite? Entenda como identificar. Disponível em:
<https://vidasaudavel.einstein.br/sintomas-de-uma-amigdalite/>. Acesso em: 23 mar.
2025.
20

SAKAE, F. Amigdalite: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento. Disponível


em: <https://www.tuasaude.com/amigdalite/>. Acesso em: 23 mar. 2025.

REIS, M. 10 remédios caseiros para amigdalite (e como preparar). Disponível em:


<https://www.tuasaude.com/remedio-caseiro-para-amigdalite/>. Acesso em: 23 mar.
2025.

Amigdalite. Disponível em: https://pedipedia.org/artigo-profissional/amigdalite.


Acesso em: 26 mar. 2025.

BBC NEWS BRASIL. Quando é preciso retirar as amígdalas e por que tantas crianças
são operadas sem necessidade. BBC, 17 nov. 2018.

Disponível em:
https://metis.med.up.pt/index.php/Amigdalite_aguda_nas_crian%C3%A7as#:~:text=e
sbranqui%C3%A7ado%20nas%20am%C3%ADgdalas.-
,Epidemiologia,Inverno%20e%20in%C3%ADcio%20da%20Primavera.. Acesso em:
26 mar. 2025ª.

Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/amidalite-ou-


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20espirrar%20ou%20beijar. Acesso em: 26 mar. 2025b.

Amigdalite. Disponível em: <https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-


infecciosas/amigdalite/>. Acesso em: 17 mar. 2025.

Amidalite. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/amidalite-ou-


amigdalite/#:~:text=Amidalite%20ou%20amigdalite%20%C3%A9%20uma,que%20n
os%20invadem%20pela%20boca.>. Acesso em: 17 mar. 2025.
21

Amigdalite: o que é, sintomas, causas e tratamento. Disponível em:


<https://nav.dasa.com.br/blog/amigdalite>.

Tonsillitis: Overview. Disponível em:


<https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK401249/>.

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