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Trabalho CTC

O documento apresenta os seis princípios contábeis fundamentais no Brasil: entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e prudência, essenciais para a confiabilidade das informações financeiras. Cada princípio desempenha um papel crucial na construção de demonstrações contábeis claras e representativas da realidade patrimonial das organizações. A compreensão e aplicação rigorosa desses princípios são vitais para garantir a transparência e a ética nas práticas contábeis.

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O documento apresenta os seis princípios contábeis fundamentais no Brasil: entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e prudência, essenciais para a confiabilidade das informações financeiras. Cada princípio desempenha um papel crucial na construção de demonstrações contábeis claras e representativas da realidade patrimonial das organizações. A compreensão e aplicação rigorosa desses princípios são vitais para garantir a transparência e a ética nas práticas contábeis.

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Colégio Evangélico Panambi

Centro tecnológico de formação profissional


Curso técnico em contabilidade

Os Princípios da Contabilidade

NATÁLIA SCHULTZ

Panambi
2025
Introdução:
A contabilidade é uma ciência que tem como objetivo registrar, organizar e interpretar
os fatos econômicos e financeiros de uma entidade. Para que essas informações sejam
confiáveis, padronizadas e úteis na tomada de decisões, a contabilidade se baseia em princípios
fundamentais que orientam sua prática.
Neste trabalho, serão apresentados os seis princípios contábeis básicos reconhecidos no
Brasil: entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e
prudência. Cada um desses princípios exerce um papel essencial na construção de
demonstrações contábeis claras, consistentes e representativas da realidade patrimonial e
financeira das organizações.
A compreensão desses princípios é indispensável para estudantes, profissionais e
usuários da contabilidade, pois forma a base de todo o processo contábil, garantindo
transparência e confiabilidade nas informações geradas.
1. Princípio da Entidade:
O princípio da Entidade reforça que a contabilidade deve refletir uma unidade
patrimonial independente, ou seja, uma entidade distinta dos proprietários, gestores ou
qualquer parte relacionada, incluindo empresas individuais, mesmo aquelas que não possuem
CNPJ. Na prática, isso significa que as contas pessoais dos sócios não devem aparecer na
contabilidade da empresa.
Além disso, despesas pessoais pagas com recursos da empresa devem ser tratadas como
retiradas ou adiantamentos, para manter a clareza das finanças. Nas demonstrações financeiras,
como o Balanço Patrimonial e a DRE, devem constar apenas os ativos, passivos, receitas e
despesas ligados à própria entidade.

2. Princípio da Continuidade:
Outro princípio importante é o da Continuidade, que presume que a empresa continuará
suas operações normalmente no futuro próximo. Essa ideia serve de base para o registro
contábil de ativos como imóveis, estoques, investimentos, entre outros, que não fariam sentido
se a empresa estivesse em processo de liquidação.

Com essa abordagem, conseguimos registrar corretamente esses ativos e calcular sua
depreciação ao longo do tempo, sem precisar fazer uma baixa repentina. Assim, eles
permanecem no ativo não circulante e são depreciados normalmente, em vez de serem baixados
de uma só vez pelo valor de venda.

3. Princípio da Oportunidade:
O Princípio da Oportunidade garante que os fatos contábeis sejam registrados quando
ocorrem, assegurando informações claras, completas e úteis para decisões. Ele sustenta o
regime de competência, que reconhece receitas e despesas no período em que são geradas,
independentemente do pagamento.
Junto com os princípios da entidade e da continuidade, ajuda a refletir a realidade da
empresa de forma justa e constante.

4. Princípio do Registro pelo Valor Original:

O princípio do Registro pelo Valor Original dita que os ativos, posses e compromissos
de uma empresa sejam lançados nos livros contábeis pelo montante precisamente
desembolsado ou acordado na data da negociação, conhecido como preço de custo. Tal quantia
precisa ser justificada por papéis comprobatórios.

Ainda que um ativo ganhe valorização no mercado, ele permanece anotado pelo seu preço
inicial, exceto quando regras próprias determinarem o contrário. Isso assegura credibilidade,
imparcialidade e padronização nos apontamentos contábeis.

5. Princípio da Competência:
O princípio da Competência determina que as receitas e os gastos sejam lançados nos
registros contábeis precisamente quando acontecem, sem levar em conta o instante do
pagamento ou do recebimento. Essa premissa assegura que os demonstrativos financeiros
espelhem precisamente a situação econômica da companhia durante um certo período, sendo
crucial para determinar com precisão o lucro ou o déficit.

Em termos práticos, isto quer dizer que uma venda parcelada deve ser declarada como receita
na data em que o produto é entregue ou o serviço é prestado, ainda que o cliente pague
posteriormente. De modo semelhante, um gasto acertado, como o aluguel ou a folha de
pagamento, precisa ser registrado no mês correspondente, ainda que o pagamento seja feito
antes ou depois. Este raciocínio se aplica a reservas, receitas futuras, amortização e outros
aspectos contábeis.

6.Princípio da Prudência:
Em momentos de dúvida ou incerteza, o Princípio da Prudência sugere que a
contabilidade espere possíveis prejuízos, mas não espere lucros adiantados. Assim, evita-se
inflar os lucros ou os bens da empresa.

A meta é manter uma linha conservadora, para que as informações contábeis sejam vistas como
seguras e de confiança, sobretudo em situações como reservas e estimativas de perdas.
Conclusão:
Os seis princípios da contabilidade são essenciais para garantir a integridade,
transparência e precisão das informações financeiras de uma empresa. Ao seguir os princípios
da entidade, continuidade, oportunidade, registro pelo valor original, competência e prudência,
os profissionais contábeis asseguram que as demonstrações financeiras reflitam fielmente a
realidade patrimonial e econômica da organização, proporcionando dados confiáveis para a
tomada de decisões.
A aplicação consistente desses princípios é crucial para a confiabilidade das
informações contábeis, permitindo que investidores, gestores, credores e outros stakeholders
possam analisar o desempenho financeiro das empresas de maneira adequada. Dessa forma, os
princípios contábeis não apenas fundamentam o processo de registro, mas também sustentam
a ética e a responsabilidade no uso das informações contábeis.
Portanto, é imprescindível que esses princípios sejam entendidos e seguidos com rigor,
pois são a base para a credibilidade e a conformidade das práticas contábeis em qualquer
organização, contribuindo para o bom funcionamento do mercado e para a transparência nas
relações econômicas.

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