Exercicios Set2021
Exercicios Set2021
© 2021
Colectânea de Exercícios
Ex1.2 O fluxo de calor numa tábua de madeira com L = 50 mm de espessura, cujas tem-
peraturas interior e exterior são 37◦ C e 12◦ C , respectivamente, foi determinado em
q00 = 50 W /m2 . Qual o valor da condutibilidade térmica da madeira?
Solução: k = 0.1 W · m−1 K −1
Ex1.4 O fluxo de calor aplicado numa das faces de uma placa plana é de q00 = 10 W /m2 . A
face oposta está exposta ao ar cuja temperatura é de T∞ = 20◦ C , com um coeficiente
de transmissão de calor por convecção de h = 5 W · m−2 K −1 .
A temperatura da superfície exposta ao ar é medida e o valor correspondente é de
Ts = 40◦ C . Verifique se o regime é permanente nestas condições. Se não for, a
temperatura da parede Ts está a aumentar ou diminuir com o tempo?
Solução: o sistema está em regime transiente; a temperatura da parede Ts está a diminuir.
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Transmissão de Calor 1. INTRODUÇÃO À TRANSMISSÃO DE CALOR
Ex1.7 Um copo de vidro contém chá a uma temperatura de Tf = 55◦ C , enquanto a tempe-
ratura da superfície exterior (onde agarramos o copo com as mãos) está a Tc = 54◦ C .
Considere que o ambiente circundante e a paredes envolventes da casa estão a
T∞ = Tenv = 20◦ C e que a superfície do copo está sujeita a um coeficiente de
transmissão de calor por convecção de h = 5 W · m−2 K −1 , possuindo uma emissivi-
dade ε = 0.9. Sabendo que a espessura do copo é e = 3 mm estime a condutibilidade
térmica do vidro, k, considerando que o regime é permanente na escala de tempo de
análise do problema.
Solução: k = 1.1 W · m−1 K −1
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2. INTRODUÇÃO À CONDUÇÃO DE CALOR Transmissão de Calor
Ex2.2 Considere a janela de uma estação de investigação na Antártida com 500 mm×400 mm.
Sabendo que a diferença de temperatura média entre o interior e o exterior é de
∆T = 50◦ C :
(a) calcule a potência térmica perdida através do vidro de espessura 15mm consi-
derando três materiais diferentes: policarbonato (kpc = 0.21 W · m−1 K −1 ), vidro
sódico-cálcico (ksd = 1.4 W · m−1 K −1 ) e aerogel (kag = 14 mW · m−1 K −1 ).
(b) Se a estação tiver 10 janelas e o custo de aquecimento do interior por gás for
0.06e/kW h, compare os custos anuais com a perda de calor através das janelas
assumindo um funcionamento em permanência.
Solução: Policarbonato - qpc = 140 W , Ca,pc = 73.58 e; Vidro sódico-cálcico - qsd = 933.3 W ,
Ca,sd = 490.56 e; Aerogel - qag = 9.3 W , Ca,ag = 4.91 e.
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Transmissão de Calor 2. INTRODUÇÃO À CONDUÇÃO DE CALOR
Ex2.5 Uma parede plana de espessura L = 0.2 m é aquecida com uma taxa de geração
interna de energia, uniformemente distribuída, q000
g . Uma das superfícies dessa parede
(x = 0) está termicamente isolada, e a superfície oposta (x = L) troca calor por
convecção com um fluido a T∞ = 25◦ C , caracterizada por h = 800 W · m−2 K −1 .
Em regime permanente, a distribuição de temperatura na parede descreve-se como
T (x, 0) = a+bx 2 , com a = 300◦ C , b = −1×103◦ C /m2 , e x em metros. Subitamente,
a fonte de geração interna de energia é desligada (q000
g = 0 para t ≥ 0), enquanto
que a transmissão de calor por convecção permanece em x = L. As propriedades da
parede são ρ = 6500 kg/m3 , cp = 500 J · kg−1 K −1 e k = 80 W · m−1 K −1 .
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2. INTRODUÇÃO À CONDUÇÃO DE CALOR Transmissão de Calor
(t ≤ 0).
(b) Calcule o valor do fluxo de calor q00 (x = L) antes de desligar a fonte de geração
interna de energia.
(c) Depois da fonte desligada, determine a quantidade de energia removida da parede
por unidade de área [J/m2 ] por convecção com o fluido até que a parede atinja o
equilíbrio térmico com o ambiente exterior.
Solução: (a) q000 3 00 4 2 00
g = 160 kW /m ; (b) q (x = L, 0) = 3.2 × 10 W /m ; (c) Esai = 1.05 × 10 J/m .
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as trocas de calor por convecção com água em ebulição (T∞ = 100◦ C ) onde está
imerso resultam num coeficiente de convecção de h = 3.5 kW · m−2 K −1 . Assumindo
que a condução é uni-dimensional em r, pelo que, no eixo central, existe uma condição
de simetria térmica:
(a) Obtenha uma expressão para o perfil de temperatura T (r).
(b) Determine a temperatura no centro do fio resistivo.
Solução: (a) T (r) = −2.5 × 105 r 2 + 101.1 [◦ C ]; (b) T (r = 0) = 101.1◦ C
Ex2.7 Em regime permanente, sem geração interna de energia, uma placa plana com L =
20 mm de espessura pode ter um perfil de temperatura não linear devido à maior
sensibilidade da condutibilidade térmica à variação da temperatura. Assumindo que
essa variação é linear, k(T ) = a + bT , foram realizadas medidas de temperatura
em três pontos para um fluxo de calor imposto de q00 = 10 kW /m2 . A temperatura
medida nas extremidades é de T1 = 100◦ C e do lado oposto é de T2 = 35◦ C . Depois,
embutiu-se um termopar a meia distância da placa e a temperatura medida foi de
TL/2 = 63◦ C . Determine os coeficientes a e b da relação linear para a condutibilidade
térmica com a temperatura para este material.
Solução: k(T ) = 4.88 − 0.0267T
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Transmissão de Calor 3. CONDUÇÃO DE CALOR UNI-DIMENSIONAL
Ex3.3 Considere a parede de um frigorífico construída por uma camada isolante de fibra
de vidro (Liso = 5 cm, kiso = 50 mW · m−1 K −1 ) entre dois painéis: um de material
metálico (lado exterior, Lm = 2 mm, km = 60 W · m−1 K −1 ) e outro polimérico (lado
interior, Lp = 3 mm, kp = 0.5 W · m−1 K −1 ). Se a parede estiver a separar ar
refrigerado no interior do frigorífico a T∞,i = 4◦ C do ar ambiente que está a T∞,e =
20◦ C , qual o fluxo de calor que entra para o interior do frigorífico devido ao facto do
sistema de isolamento não ser ideal?
Assuma os coeficientes de transmissão de calor por convecção nas superfícies interior
e exterior aproximadamente iguais a hi = he = 5 W · m−2 K −1 .
Solução: b) q00 = 11.4W /m2 .
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3. CONDUÇÃO DE CALOR UNI-DIMENSIONAL Transmissão de Calor
Ex3.4 Uma casa possui uma parede composta de madeira (Lm = 15mm, km = 0.12 W ·
m−1 K −1 ), fibra de vidro isolante (Lf v = 15 cm, kf v = 40 mW · m−1 K −1 ) e placa de
estuque (Le = 1 cm, ke = 0.2 W · m−1 K −1 ). Num dia de Inverno, o coeficiente de
transmissão de calor por convecção no interior corresponde a hi = 35 W · m−2 K −1
a uma temperatura ambiente de T∞,i = 20◦ C . No exterior, consideram-se condições
aproximadas da realidade em que a temperatura do ar se caracteriza por uma função
variável ao longo do dia de acordo com
2π
T∞,e = 4 + 6 sin t [◦ C ], 0 ≤ t ≤ 12h
24
2π
T∞,e = 4 + 3 sin t [◦ C ], 12h ≤ t ≤ 24h
24
Ex3.5 Considere uma pessoa a tomar banho de duche. A água quente escorre pela pele e a
meia espessura dessa, a temperatura não pode exceder os Tp = 45◦ C . Sabendo que
a temperatura do lado da circulação do sangue é de Ts = 36.5◦ C e que a espessura
total da pele é de tp = 4 mm, determine a temperatura máxima que a água pode ter
(T∞ ). Assuma uma condutibilidade térmica média da pele de kp = 0.6 W · m−1 K −1 e
um coeficiente de transmissão de calor por convecção de h = 600 W · m−2 K −1 .
Solução: T∞ = 57.8◦ C .
Ex3.6 Um combustível nuclear encontra-se na forma de veios compostos pelo elemento central
(Dv = 1 cm) que dissipa energia com uma taxa de geração interna volumétrica de
q000
g = 1 MW /m , uma camada de ar intermédia com ear = 1 cm de espessura que
3
troca calor por convecção com um valor médio para o coeficiente de h = 10 W ·m−2 K −1
e, por fim, uma camada de material cerâmico (Dc = 10 cm, kc = 70 mW · m−1 K −1 ).
O material cerâmico consegue manter a temperatura da sua superfície a Tc = 30◦ C .
Pretende-se determinar a temperatura na superfície do veio de combustível.
Solução: Tv = 578.3◦ C
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Transmissão de Calor 3. CONDUÇÃO DE CALOR UNI-DIMENSIONAL
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4. CONDUÇÃO DE CALOR TRANSIENTE Transmissão de Calor
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Transmissão de Calor 4. CONDUÇÃO DE CALOR TRANSIENTE
Ex4.4 Considere uma folha de acrílico com espessura de L = 5 mm usada para revestir um
substrato metálico aquecido e isotérmico à temperatura Ts = 600 K . As propriedades
do acrílico são ρ = 1990kg/m3 , c = 1465 J · kg−1 K −1 , e k = 0.201W · m−1 K −1 .
Desprezando a resistência térmica de contacto entre o acrílico e o substrato metálico,
determine quanto tempo irá demorar para que a superfície exterior do acrílico (X =
x/Lc = 0) atinja a temperatura de amolecimento, Tamol = 374 K . Inicialmente, o
acrílico encontra-se a Ti = 290 K .
Solução: a) t = 441.1 s.
Ex4.5 O que demora mais tempo a cozer: uma batata ou uma cenoura? Assumindo que o
volume de uma cenoura é o dobro do volume da batata, podemos aproximar a batata
(ρb = 1089 kg/m3 , cp,b = 3603 J · kg−1 K −1 , kb = 0.563 W · kg−1 K −1 ) a uma esfera
e a cenoura (ρb = 1029 kg/m3 , cp,b = 3849 J · kg−1 K −1 , kb = 0.569 W · kg−1 K −1 )
a um cilindro com Dc = 3 cm de diâmetro e Lc = 10 cm de comprimento. Ambos
são colocados numa panela com água a ferver a T∞ = 100◦ C e considera-se estarem
completamente imersos. Sabendo que a temperatura destes legumes era Ti = 20◦ C e
que o cozimento está completo quando o ponto ou eixo de simetria atinge os Tf = 99◦ C ,
e que os coeficientes de convecção são hb = 1.4 kW · m−2 K −1 (para a batata) e
hb = 5 kW · m−2 K −1 (para a cenoura)
(a) determine qual o legume que coze primeiro.
(b) Verifique se haveria problema em cozer os legumes em simultâneo. Responda com
base numa análise dos tempos e da energia consumida no processo.
Solução: (a) batata: tb = 2454.6 s, cenoura: tc = 1340.8 s; (b) tb → +83.1% que tc , mas Qb /Qc ∼ 1
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4. CONDUÇÃO DE CALOR TRANSIENTE Transmissão de Calor
Ex4.6 Uma salsicha (k = 0.4 W · m−1 K −1 , α = 1.4 × 10−7 m2 /s) de um hotdog com
um diâmetro de D = 2 cm a uma temperatura inicial de Ti = 15◦ C é imersa em
água quente a T∞ = 98◦ C . Assume-se que o coeficiente de convecção é igual a
h = 200 W · m−2 K −1 .
(a) Quanto tempo leva até que o eixo central da salsicha atinja os Tf = 65◦ C ?
(b) Qual o valor da temperatura superficial da salsicha ao fim desse tempo?
Solução: (a) t = 239.9 s; (b) Ts = 90.4◦ C
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Transmissão de Calor 5. INTRODUÇÃO À CONVECÇÃO DE CALOR
T (y) − Ts
Θ(y) = = 1 − exp −PrRey
T∞ − Ts
com T (y) ∼ T∞ quando y ∼ δt , sendo δt a espessura da camada limite térmica. Con-
siderando o caso em que o escoamento de ar tem uma velocidade de u∞ = 0.1 m/s,
uma temperatura de T∞ = 20◦ C e a temperatura da superfície for Ts = 120◦ C ,
determine o fluxo de calor à superfície nestas condições. Assuma como propriedades
para o ar: νf = 19.95 mm2 /s, kf = 28.81 mW · m−1 K −1 e Pr = 0.717.
Solução:
q00s = 10.4 kW /m2 .
Ex5.2 Uma placa feita de uma liga de alumínio (ks = 178.3 W · m−1 K −1 ) com L = 4 cm
de espessura à temperatura de Ts = 70◦ C está em contacto com um escoamento de
água a T∞ = 20◦ C , sujeitando-se a trocas de calor por convecção. A temperatura da
superfície na base da placa está a Tb = 130◦ C .
Considerando o regime como permanente:
(a) qual o valor do coeficiente de convecção médio na placa?
(b) qual o gradiente de temperatura na interface placa-água onde se verifica a condição
de não-escorregamento?
Solução: (a) h = 5487 W · m−2 K −1 ; dT
dx f ,x=0
= −4.3 × 105 K /m.
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5. INTRODUÇÃO À CONVECÇÃO DE CALOR Transmissão de Calor
Ex5.4 Considere uma placa de metal (ks = 60 W · m−1 K −1 ) arrefecida na superfície do topo
por um escoamento de ar (kf 1 = 30 mW · m−1 K −1 ) enquanto a superfície da base é
aquecida por um escoamento de água a T∞2 = 80◦ C com um coeficiente de convecção
de h2 = 40 W · m−2 K −1 . Se a superfície da base da placa estiver a Ts2 = 60◦ C :
(a) Determine o gradiente de temperatura na superfície (y1 = 0) no lado do ar a
arrefecer.
(b) Determine o gradiente de temperatura na placa.
(c) Determine o gradiente de temperatura na superfície (y2 = 0) no lado do ar a
aquecer.
Solução: (a) dT
dy
= −2.67 × 104 K /m; (b) dT
dy placa
= −13.3 K /m; (c) dT
dy
= −1.22 × 103 K /m
y1 =0 y2 =0
T (x, y) = 15 + 60 exp(−550xy)
Ex5.6 Considere uma placa plana feita de uma liga de alumínio (k = 240 W · m−1 K −1 )
com L = 240 mm de comprimento e W = 150 mm de largura montada na secção de
teste de um túnel de vento cujo ar escoa a uma velocidade média de u∞ = 15 m/s à
temperatura de T∞ = 20◦ C . Uma resistência de q = 500 W dissipa calor para a placa
de espessura ep = 12 mm e está uniformemente distribuída na superfície da base.
Assuma para as propriedades do ar que kf = 25.54 mW · m−1 K −1 , νf = 15.65 mm2 /s.
(a) Determine o regime de escoamento na extremidade da placa.
(b) Sabendo que C = 2646 W · m−1.5 K −1 e que h(x) = C · x 1/2 com x em metros,
determine uma expressão para a distribuição da temperatura da superfície ao longo
da placa T (x).
(c) Determine o coeficiente de convecção médio no comprimento da placa.
Solução: (a) Regime Laminar; (b) T (x) = 20 + 5.249x 1/2 [W · m−2 K −1 ]; (c) h = 864.2 W · m−2 K −1 .
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Transmissão de Calor 5. INTRODUÇÃO À CONVECÇÃO DE CALOR
Ex5.7 Num processo de fabrico existe um tapete onde diversos componentes dispostos em
linha são arrefecidos por convecção forçada de um escoamento de ar a T∞ = 20◦ C com
velocidade u∞ = 15 m/s. Os componentes têm uma área rectangular de c = 5 mm
de comprimento na direcção do escoamento, e l = 3 mm de largura. Uma análise
preliminar das trocas convectivas resultou numa expressão para o Nusselt local em
função de Reynolds, Re(x) = uν∞f x , e Prandtl como
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6. CONVECÇÃO FORÇADA EM ESCOAMENTOS EXTERIORES Transmissão de Calor
Ex6.3 Um camião refrigerado que circula a U = 100 km/h numa estrada onde a temperatura
ambiente é de T∞ = 23◦ C possui um compartimento que tem L = 6 m de comprimento,
B = 3 m de largura e H = 2 m de altura. A capacidade de refrigeração do camião
é de q = 10 kW . Essa potência entra em equilíbrio com as trocas convectivas no
exterior e, de modo a minimizar os efeitos da radiação incidente, o compartimento
do camião é revestido com um material de baixa emissividade. Assumindo que o
escoamento é turbulento e que o camião está a funcionar com 2/3 da carga, determine
qual a temperatura da superfície que troca calor com o ar. Nas trocas convectivas,
despreza-se a área do lado da cabine do condutor, a traseira que fica na esteira e
a do lado de baixo do camião. Assuma a temperatura média de Tm = 24◦ C para as
propriedades do ar.
Solução: Ts = 25.7◦ C .
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Transmissão de Calor 6. CONVECÇÃO FORÇADA EM ESCOAMENTOS EXTERIORES
Ex6.4 Imagine uma pessoa que no fim de uma caminhada a um monte estende os braços
para celebrar a chegada ao topo. O ar está a T∞ = 8◦ C e a brisa "sopra" com
u∞ = 20 km/h. A temperatura da pele está a Tp = 32◦ C e cada braço pode
aproximar-se a um cilindro com um diâmetro médio de D = 8 cm e L = 65 cm de
comprimento.
Determine a potência térmica perdida pelos dois braços.
Solução: q = 247.5 W .
Ex6.5 Numa central geotérmica, a água que sai do furo entra num tubo sem isolamento a
Te = 85◦ C e sai do tubo a Ts = 70◦ C . Esse tubo tem D = 10 cm de diâmetro e
L = 500 m de comprimento escoando a água com um caudal mássico de ṁagua =
10 kg/s. A potência perdida pode ser obtida a partir da variação de entalpia à
entrada e saída do tubo considerando as propriedades da água à temperatura média
obtida como T agua = Te +T
2
s
= 77.5◦ C , logo, considera-se cp,agua = 4195 J · kg−1 K −1 .
Pretende-se determinar a velocidade do vento (em km/h) que gera este arrefecimento
sabendo que a temperatura do ar é de T∞ = 10◦ C .
Solução: u∞ = 51.8 km/h.
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7. CONVECÇÃO FORÇADA EM ESCOAMENTOS INTERIORES Transmissão de Calor
Ex7.3 Ar atmosférico circula por um tubo de secção circular (D = 40 mm) com comprimento
de L = 5 m e um caudal volúmico de v̇f = 15 m3 /h medido à entrada quando a Tm,i =
15◦ C . O escoamento encontra-se totalmente desenvolvido e troca calor por convecção
com a área molhada interior com um coeficiente médio de hD = 30 W · m−1 K −1 ,
uniformemente distribuído.
(a) ) Considerando o caso em que existe um fluxo de calor uniformemente distribuído
de q00 = 1.5 kW /m2 , qual a temperatura média à saída do ar no tubo?
(b) Se em vez de uniforme, o fluxo de calor variar com a distância à entrada do
tubo como q00 (x) = 300x [W /m2 ], qual o valor da potência térmica trocada (q), da
temperatura à saída (Tm,o ) e das temperaturas da superfície interior à entrada (Ts,i ) e
saída (Ts,o )?
Solução: (a) Tm,o = 197.9◦ C ; (b) Tm,o = 106.5◦ C , Ts,i = 15◦ C , Ts,o = 156.5◦ C , q = 471.2 W .
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Transmissão de Calor 7. CONVECÇÃO FORÇADA EM ESCOAMENTOS INTERIORES
Ex7.5 Existe um sistema de produção de ar frio sem usar uma bomba de calor que consiste
na passagem do ar a refrigerar por um tubo imerso num lago na proximidade da
habitação. A água do lago mantém a sua temperatura a T∞ = 10◦ C e troca calor
por convecção no exterior do tubo fino de cobre com um he = 800 W · m−2 K −1 . O
ar entra no tubo de cobre com Di = 15 cm de diâmetro interior e et = 5 mm de
espessura à temperatura média de Tm,i = 27◦ C com uma velocidade de um = 2 m/s.
Qual o comprimento do tubo fino de cobre para que a temperatura do ar saísse a
Tm,o = 18◦ C ?
Solução: L = 5.5 m
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7. CONVECÇÃO FORÇADA EM ESCOAMENTOS INTERIORES Transmissão de Calor
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Transmissão de Calor 8. CONVECÇÃO NATURAL
8 CONVECÇÃO NATURAL
Ex8.1 Uma parede vertical fina com H = 0.4 m está sujeita a um fluxo de calor uniformemente
distribuído de um lado. Do lado oposto troca calor por convecção natural com um ar
ambiente a T∞ = 10◦ C e uma envolvente à mesma temperatura (Tenv = T∞ ). Sabendo
que a emissividade da superfície é de ε = 0.7 e que a temperatura no ponto médio é
de Ts = 40◦ C , determine o fluxo de calor.
Solução: q00 = 243.5 W /m2 .
Ex8.3 Considere uma placa de alumínio isolada por baixo e que absorve a radiação solar
incidente (q00S = 500 W /m2 ). A placa tem L = 1.5 m de comprimento e H = 0.5 m de
largura. A superfície voltada para o Sol tem um tratamento especial que lhe permite
absorver 90% do fluxo solar incidente e a sua emissividade é de apenas ε = 0.1.
Se a placa estiver na horizontal e interagir com o ar ambiente circundante que está
em repouso a T∞ = 20◦ C , enquanto que a abóbada celeste está a Tenv = 10◦ C ,
determine a temperatura em que a placa se encontra no equilíbrio térmico, distinguindo
a energia radiativa absorvida da que troca por radiação com a envolvente. Assuma
que as propriedades do ar estão a Tm = 50◦ C . Sugestão: obtenha uma primeira
aproximação de Ts a partir de Tm e use esse valor nas trocas radiativas com a abóbada
celeste no processo iterativo.
Solução: Ts = 80.8◦ C .
Ex8.4 A temperatura medida num depósito cilíndrico (D = 80 cm) com uma altura de H =
3 m indica que a temperatura da superfície está a Ts = 75◦ C e troca calor por
convecção com o ar em repouso que está a T∞ = 20◦ C .
(a) Qual o valor da potência térmica dissipada, assumindo que todo o cilindro está
numa condição isotérmica e desprezando o contributo da superfície de topo.
(b) Verifique se a potência térmica perdida no topo é ou não desprezável.
Solução: (a) q = 2 kW ; (b) qtopo /q = 8.8%.
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8. CONVECÇÃO NATURAL Transmissão de Calor
Ex8.6 Um tubo de cobre não isolado com uma emissividade de ε = 0.8 por onde circula vapor
saturado a psat = 0.47616 MPa com D = 10 cm de diâmetro exterior e L = 50 m de
comprimento, troca calor para o ambiente em repouso a T∞ = 25◦ C . Considerando
que a envolvente está em equilíbrio térmico com o ar ambiente (Tenv = T∞ ), determine
a potência térmica perdida neste tubo.
Solução: q = 35.3 kW
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Transmissão de Calor 9. RADIAÇÃO DE CALOR
9 RADIAÇÃO DE CALOR
Ex9.1 Considere uma placa semi-transparente, com α = 0.5, que troca calor por radiação
com a envolvente e por convecção com um escoamento de ar (T∞ = 292 K ) com um
coeficiente de convecção de h = 30 W · m−2 K −1 . No regime permanente, um detector
de radiosidade mediu Js = 3000 W /m2 com a placa à temperatura de Ts = 360 K .
Determine a irradiação sobre a placa, a emissividade e verifique se se pode considerar
um corpo como uma superfície cinzenta (εs = α).
Solução: Gs = 5040 W /m2 , ε = 0.5.
Ex9.2 Uma placa metálica (ρp = 270 kg/m3 , cp = 950 J · kg−1 K −1 ) com espessura ep =
10 mm, numa condição isotérmica a Ts = 500 K , possui uma emissividade de εs = 0.8
e absortividade de α = 0.2, sendo irradiada com Gs = 1 kW /m2 . Sabendo que a
superfície inferior da placa está em condição adiabática e que a de topo troca calor
por convecção (h = 30 W · m−2 K −1 , T∞ = 300 K ):
(a) determine a radiosidade da superfície superior da placa;
(b) e determine a taxa de variação de temperatura [K/s] nestas condições.
Solução: (a) Js = 3635.2 W /m2 ; (b) dT
dt
= −0.337 K /s.
Ex9.3 Uma superfície (A1 = 5 cm2 ) está distanciada de R = 40 cm de uma outra (A2 =
10 cm2 ), sendo que o ângulo entre a normal a A1 e a distância R é θ1 = 50◦ enquanto
que o mesmo ângulo em A2 é θ2 = 30◦ . Sabendo que a superfície (1) comporta-se
como um corpo negro e está a T1 = 1000 K :
(a) Determine a potência radiativa emitida pela superfície (1) que é interceptada em
(2).
(b) Determine a irradiação na superfície (2).
Solução: (a) q1→2 = 36.3 mW ; (b) G2 = 36.3 W /m2 .
Ex9.4 Uma placa com o comportamento de um corpo negro (A1 = 10 cm2 ) sujeita a um fluxo
imposto por uma resistência eléctrica de q00 = 2 kW /m2 na parte de baixo, troca calor
por convecção (h = 10 W · m−2 K −1 , T∞ = 280 K ) e radiação na parte de cima. Um
radiómetro distanciado de R = 1.5 m na direcção normal à superfície pretende captar
a radiação emitida pela mesma (θ1 = 0◦ ). Determine a irradiação detectada pelo
radiómetro (Gr ). Sugestão: Use T1 = 390 K como primeira aproximação no processo
iterativo para determinar esse valor.
Solução: Gr = 180.4 mW /m2 .
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9. RADIAÇÃO DE CALOR Transmissão de Calor
Ex9.5 Uma cavidade com uma área de A = 150 m2 e com uma emissividade de ε = 0.8 possui
uma abertura de Aa = 50 cm2 onde se mede uma potência radiativa de q = 50 W .
Determine a temperatura da superfície da cavidade assumindo estar numa condição
isotérmica.
Solução: Ts = 648 K .
Ex9.6 Uma superfície negra (A1 = 10 cm2 ) emite radiação e está a T1 = 800 K . Um sensor
(A2 = 2 cm2 ) colocado na direcção normal à superfície (1), θ1 = 0◦ , à distância de
R = 1 m possui um filtro com o espectro de transmissividade de
(
τλ,1 = 0, 0 ≤ λ < 2 µm
τλ,2 = 0.5, λ ≥ 2 µm
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Transmissão de Calor 10. TROCAS DE ENERGIA POR RADIAÇÃO ENTRE SUPERFÍCIES
2
1
1 2
1.5 1
1 1.5 1
Solução: (a) F12 = 3/4; (b) F12 = 0.063; (c) F12 = 0.204.
Ex10.2 Determine o factor de forma F12 pelo método das linhas cruzadas.
a
b 2
1
c
d
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10. TROCAS DE ENERGIA POR RADIAÇÃO ENTRE SUPERFÍCIES Transmissão de Calor
Ex10.3 Uma fornalha com as paredes a Tf = 1300 K tem uma abertura circular (Df = 100 mm)
e à distância de L = 1 m um sensor de diâmetro (Ds = 5 mm) capta a irradiação
proveniente da mesma. A sala onde se encontra esta fornalha está 310 K .
(a) Determine a irradiação da fornalha sobre o sensor.
(b) Se colocar um disco protector em frente da abertura da fornalha com uma abertura
com metade do diâmetro da fornalha (Da = Df /2) e D = 150 mm de diâmetro
exterior, sabendo que este está à temperatura de Td = 370 K e tem uma emissividade
de ε = 0.15, determine o novo valor da irradiação sobre o sensor. Assuma que a
distância L se mantém.
Solução: (a) Gs = 4 W /m2 ; (b) Gs = 1.02 W /m2 .
Ex10.5 A secção de uma cobertura é um triângulo equilátero com uma parte voltada para o
Sol (superfície 1, T1 = 330 K ), a parte oposta (superfície 2, T2 = 300 K ) e o lado da
cobertura que está isolada (superfície 3) que corresponde ao tecto da estrutura onde
esta cobertura é montada.
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Transmissão de Calor 10. TROCAS DE ENERGIA POR RADIAÇÃO ENTRE SUPERFÍCIES
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11. PERMUTADORES DE CALOR Transmissão de Calor
11 PERMUTADORES DE CALOR
Ex11.1 Um permutador de calor utiliza gases de exaustão para aquecer água de 20◦ C até 60◦ C
que circula a uma taxa de 2 kg/s. Os gases de exaustão, à pressão atmosférica e com
propriedades similares ao ar, entram a 220◦ C e saem a 100◦ C. O coeficiente global de
transmissão de calor, em qualquer um dos casos, toma o valor de 100 W · m−2 K −1 .
(a) Caso o permutador de calor seja equicorrente de tubos concêntricos, separados por
um tubo com 300 mm de diâmetro, cujas paredes têm espessura desprezável, determine
a extensão do permutador de calor.
(b) Caso o permutador de calor seja equivalente ao de (a), mas contracorrente, deter-
mine a extensão do permutador de calor.
(c) Caso o permutador de calor seja de corrente cruzadas, com mistura nos gases e
sem mistura na água, estime a área de troca necessária.
Solução: (a) L = 35.7 m (b) L = 30.7 m (c) A = 30.5 m2
Ex11.2 Vapor de água saturado sai de uma turbina de vapor a 80◦ C , com uma pressão de
47.4 kPa e com um caudal de 2 kg/s. Utiliza-se um permutador de calor casco-tubo
para condensar totalmente o vapor que sai da turbina. O fluido de arrefecimento é
água da rede que entra no permutador a 15◦ C e sai a 65◦ C. O coeficiente global de
transferência de calor é 1000 W · m−2 K −1 .
(a) Determine o caudal mássico de água da rede.
(b) Determine a área do permutador.
(c) A acumulação de sujidade no permutador reduz o coeficiente global de transferência
de calor para 700 W · m−2 K −1 . Nestas novas condições, mantendo as restantes
condições, incluindo, o caudal de água da rede e a área do permutador, calcule
o caudal máximo de vapor de água que pode sair da turbina para garantir a sua
condensação total.
Solução: (a) ṁc = 22.1 kg/s (b) A = 135.4 m2 (c) ṁh = 1.67 kg/s
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Transmissão de Calor 11. PERMUTADORES DE CALOR
Ex11.3 Dois permutadores de calor casco-tubo (uma passagem no casco, duas passagens no
tubo) estão ligados na parte do tubo, com o mesmo fluido circulante - óleo - com
caudal de 2kg/s. Isto é, o óleo à entrada do permutador A é o que saiu do permutador
B. No casco do permutador A entra ar a 250◦ C com um caudal de 10 kg/s. No casco
do permutador B entra amónia a 5◦ C , com um caudal de 5 kg/s. Os permutadores
têm as seguintes características: (UA)A = 5000W /K e (UA)B = 7000 W /K . Para a
amónia, considere cp = 2158 J · kg−1 K −1 e, para o óleo, cp = 2294 J · kg−1 K −1 . Para
o ar, considere uma temperatura média de aproximadamente 225◦ C .
(a) Determine a efectividade de cada um dos permutadores, A e B.
(b) Calcule a temperatura do óleo à entrada de cada um dos tubos.
(c) Calcule a temperatura à saída do casco do ar (no permutador A) e da amónia (no
permutador B).
Solução: (a) εA = 0.57 e εA = 0.66 (b) Tol,A = 60.5◦ C e Tol,B = 169.0◦ C (c) Tar,A = 201.6◦ C e
Tam,B = 51.1◦ C
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