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Convenção

O documento aborda as dificuldades e desafios enfrentados por famílias com crianças atípicas, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando o impacto na saúde mental dos pais e a necessidade de apoio social e profissional. A pesquisa qualitativa revela que a parentalidade atípica gera sobrecarga emocional, estresse e isolamento, exigindo adaptações constantes e suporte especializado. A conclusão enfatiza a importância de compreender as experiências dessas famílias para melhorar a saúde mental familiar.

Enviado por

Edmara Melo
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O documento aborda as dificuldades e desafios enfrentados por famílias com crianças atípicas, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando o impacto na saúde mental dos pais e a necessidade de apoio social e profissional. A pesquisa qualitativa revela que a parentalidade atípica gera sobrecarga emocional, estresse e isolamento, exigindo adaptações constantes e suporte especializado. A conclusão enfatiza a importância de compreender as experiências dessas famílias para melhorar a saúde mental familiar.

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MEDIDAS E AVALIAÇÃO EM PSICOLOGIA III

Airton César – R.A. 119485212900


Angélica Barcelos de A. Cernohovski – R.A. 368269912900
Bruna Gabriela Ferreira Martins – R.A. 126593912900
Edmara Ferreira de Melo de Souza Luiz – R.A. 103590612900
Francielly Marques de Lima – R.A. 370106312900
Letícia Rufino Areas de Oliveira – R.A. 334575712900
Patrícia Barbosa Ferrari – R.A. 121736912900
Paula Armero – RA 131219412900

DIFICULDADES E
DESAFIOS NA SAÚDE
MENTAL DE FAMÍLIAS
COM CRIANÇAS
ATÍPICAS:
TÓPICOS DA
APRESENTAÇÃO
Introdução
Desafios enfrentados pelas famílias
Impacto na saúde mental dos pais
Apoio social e profissional
Questões financeiras
Sobrecarga emocional e física
O transtorno do espectro autista (TEA)
Conceitos e teorias relevantes
Psicologia familiar
Parentalidade atípica
Intervenções psicossociais
A entrevista como método de pesquisa
Nível de estresse nas famílias
Preocupações com o futuro
Cuidado pessoal dos pais
Conclusão
INTRODUÇÃO:
A relação entre pais e filhos é uma questão delicada
em famílias típicas, e nas atípicas, essa relação pode
ser ainda mais, pois requer calma, apoio e muita
dedicação, principalmente de suas famílias, aquelas
com crianças e adolescentes com algum transtorno,
como TEA – Transtorno do Espectro Autista.
As maiores dificuldades que famílias com crianças
atípicas enfrentam incluem desafios na adaptação de
rotinas e ambientes, falta de apoio social e
profissional, questões financeiras e a sobrecarga
emocional e física.
DESAFIOS ENFRENTADOS
As maiores dificuldades que famílias com crianças atípicas
enfrentam incluem desafios na adaptação de rotinas e
ambientes, falta de apoio social e profissional, questões
financeiras e a sobrecarga emocional e física. A busca por
tratamento adequado, a falta de compreensão da
sociedade e a experiência de preconceito também são
obstáculos significativos. Crianças atípicas, como aquelas
com autismo, muitas vezes têm dificuldades em lidar com
mudanças e adaptações, o que pode causar crises
emocionais e comportamentais, pelo olhar dos cuidadores,
gerir essas crises enquanto tentam equilibrar a rotina do dia
a dia é um desafio.
IMPACTO NA SAÚDE
MENTAL DOS PAIS
O diagnóstico de autismo em um filho pode desencadear
uma montanha-russa emocional para os pais, trazendo
consigo uma série de desafios únicos que afetam
diretamente o estresse parental e a qualidade de vida da
família. Desde o momento do diagnóstico, os pais são
confrontados com uma realidade inesperada, que demanda
adaptações significativas em suas vidas e rotinas familiares.
Segundo Shu, Lung e Shan (2000), 1/3 das mães de
crianças autistas podem apresentar problemas psiquiátricos
como: depressão, fobia social, transtorno de ansiedade
generalizado, TOC e disfunção sexual.
APOIO SOCIAL E PROFISSIONAL

Encontrar profissionais especializados e serviços que


atendam às necessidades da criança e da família pode ser
um processo complexo e demorado e além de todas as
dificuldades enfrentadas no dia a dia, a rotina de médicos,
o medo, a culpa e o preconceito são companhias
constantes na vida dessas famílias.
QUESTÕES
FINANCEIRAS
A falta de apoio social, familiar e profissional pode isolar as
famílias e aumentar a sobrecarga emocional, as despesas
extras relacionadas ao tratamento, terapias e outros cuidados
podem representar um desafio financeiro significativo e
desgastante para as famílias. Além disso, as demandas
financeiras associadas ao autismo, como custos de terapias
especializadas, educação especial e cuidados médicos,
podem colocar uma pressão adicional sobre a família, levando
a preocupações sobre o futuro financeiro e contribuindo para
o estresse dos pais (Tonge Brereton & Kiomall, 2006).
Cuidar de uma criança atípica exige tempo e energia,
levando à fadiga, estresse e sobrecarga emocional,
principalmente para as mães. Muitas vezes, os pais se
SOBRECARGA veem sobrecarregados pela necessidade de dedicar
EMOCIONAL E tempo e energia significativos aos cuidados com seus
filhos, o que pode levar a altos níveis de estresse e
FÍSICA exaustão física e emocional. A maioria das crianças
com TEA requer atenção parental imediata porque
requer observação constante para garantir sua
segurança. Portanto, não é de surpreender que os
pais de crianças com TEA tenham um nível de
estresse mais alto do que outros pais, porque
enfrentam inúmeros desafios de vários ângulos.
TRANSTORNO DO ESPECTRO
AUTISTA (TEA)
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um
transtorno complexo do desenvolvimento
caracterizado por dificuldades persistentes com
interação social, fala e comunicação não verbal, e
acompanhado por comportamentos restritos e
repetitivos. Esse distúrbio pode ser detectado a partir
dos 18 meses de idade, mas é comumente detectado
aos três anos de idade. De acordo com a Organização
Mundial da Saúde – OMS, o TEA não é um distúrbio
psicológico; portanto, não deve causar isolamento
social de outras crianças.
CONCEITOS E TEORIAS RELEVANTES

TEORIA SOBRE SAÚDE MENTAL: ADAPTAÇÃO FAMILIAR E RISCO DE TRANSTORNOS


RESILIÊNCIA: MENTAIS:
A teoria sobre saúde mental: aplicada ao O ajuste depende da capacidade da família A literatura destaca que pais,
contexto de pais e famílias de crianças em ressignificar o diagnóstico e integrar a principalmente mães, estão mais
atípicas (como aquelas com TEA, TDAH, condição da criança à rotina sem propensos ao desenvolvimento de
síndromes genéticas ou deficiências comprometer a dinâmica familiar. Famílias depressão, ansiedade, estresse pós-
físicas e intelectuais), argumenta que o que desenvolvem mecanismos de traumático e outros transtornos
bem-estar psicológico desses cuidadores enfrentamento positivos e contam com psíquicos (Shu, Lung e Chan, 2000).
é profundamente impactado pelas rede de apoio sólida demonstram maior
demandas excepcionais envolvidas na resiliência, apresentando melhor adaptação
criação e apoio dessas crianças. e saúde mental.
PSICOLOGIA
FAMILIAR
Estuda as dinâmicas familiares, considerando que a saúde
emocional de cada membro é influenciada pelo funcionamento
do grupo. A teoria considera que o sofrimento ou bem-estar de
um membro afeta todo o sistema familiar. Assim, as dificuldades
da criança atípica acabam repercutindo direta e indiretamente
na saúde emocional dos pais, irmãos e até avós.
Exemplo: Uma mãe que enfrenta exaustão emocional em razão
dos cuidados intensos pode se tornar menos disponível para
outros filhos ou seu parceiro, gerando tensões familiares.
Demanda habilidades extras de adaptação,
resiliência e busca por estratégias de cuidado,
inclusão e apoio. O diagnóstico de uma criança
atípica exige que a família assuma novos papéis:
além de pais tradicionais, tornam-se cuidadores,
terapeutas, mediadores escolares e defensores
PARENTALIDADE dos direitos do(a) filho(a). A pressão para
ATÍPICA conciliar tudo isso gera sobrecarga e sentimentos
como culpa, impotência e exaustão. Os desafios
enfrentados são multifatoriais, envolvendo
aspectos emocionais, sociais, econômicos e
institucionais—e exigem tanto suporte
especializado quanto redes de acolhimento e
políticas públicas eficazes.
INTERVENÇÕES
PSICOSSOCIAIS
Englobam estratégias que visam promover o bem-estar
psicológico e social, considerando o indivíduo em sua
totalidade—ou seja, integrando aspectos emocionais,
familiares, sociais e ambientais. No contexto de famílias de
crianças atípicas, são intervenções planejadas para apoiar
pais, irmãos e outros cuidadores diante dos desafios
relacionados ao desenvolvimento atípico. O conceito de
intervenções psicossociais se fundamenta em algumas
bases teóricas importantes: Teoria Sistêmica, Teoria do
Apoio Social, Modelos Cognitivo-Comportamentais e
Abordagem Centrada na Família e na Inclusão Social
ENTREVISTA
Utilizada para aprofundar a compreensão das
experiências das famílias, identificando
dificuldades e desafios. A ¨Entrevista
Dificuldades e Desafios na Saúde Mental de
Famílias com Crianças Atípicas¨ busca
identificar as dificuldades e desafios
enfrentados por famílias com crianças atípicas
em relação à saúde mental familiar.
PREOCUPAÇÕES COM O FUTURO

As famílias expressam preocupações sobre o tratamento adequado, o


desenvolvimento social e emocional, e o preconceito. Um dos maiores
desafios enfrentados pelos pais de crianças com autismo é o estresse
emocional decorrente da incerteza do futuro de seus filhos, das
demandas constantes de cuidado e das dificuldades na obtenção de
suporte adequado.
CUIDADO PESSOAL
É fundamental que os pais encontrem
tempo para cuidar de si mesmos, apesar
das dificuldades.
A comunicação aberta sobre saúde mental
é essencial, mas muitas famílias enfrentam
dificuldades em abordar certos temas
CONCLUSÃO
Após a análise das dificuldades e desafios
enfrentados por famílias com crianças atípicas, fica
evidente a complexidade e a profundidade do
impacto na saúde mental de todos os envolvidos. A
parentalidade atípica exige uma adaptação
constante e um esforço contínuo para atender às
necessidades específicas da criança, o que
frequentemente resulta em sobrecarga emocional,
estresse e isolamento social para os pais. A pesquisa
exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa,
utilizada na entrevista, demonstra a importância de
aprofundar a compreensão sobre as experiências
dessas famílias, identificando as principais
dificuldades e desafios que enfrentam em relação à
saúde mental familiar.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Baker, B. L. Parenting children with disabilities: Contexts, coping, and pathways to adjustment. Paul H Brookes Publishing, 2010. Acesso em 28 de abril de 2025.
Dunst, C. J.; Trivette, C. M.; Deal, A. G. Supporting and strengthening families: Methods, strategies, and practices. Brookline Books, 1994. Acesso em 28 de abril de
2025.
Folkman, S.; Lazarus, R. S. Coping as a mediator of emotion. Journal of Personality and Social Psychology, v. 54, n. 3, p. 466-475, 1988. Acesso em: 28 de abril de
2025.
Kazdin, A. E. Parent management training: Treatment for oppositional, aggressive, and antisocial behavior in children and adolescents. Oxford University Press,
2005. Acesso em: 28 de abril de 2025.
Luthar, S. S. Resilience and vulnerability: Adaptation in the context of childhood adversities. Cambridge University Press, 2003. Acesso em: 03 de maio de 2025
Minuchin, S.; Fishman, H. C. Técnicas de terapia familiar. Artmed, 1990. Acesso em: 03 de maio de 2025.
Shu, B. C.; Lung, F. W.; Chan, Y. Y. The mental health in mothers with autistic children: A case-control study in southern Taiwan. Kaohsiung Journal Medicine Science,
v. 16, p. 308-314, 2000. Acesso em 03 de maio de 2025
Turnbull, A. P.; Turnbull, H. R.; Erwin, E. J.; Soodak, L. C. Families, professionals, and exceptionality: Positive outcomes through partnerships and trust.
Pearson/Merrill Prentice Hall, 2006. Acesso em 01 de maio de 2025.
Walsh, F. Fortalecendo a resiliência familiar. Artmed, 2012. Acesso em 01 de maio de 2025
AUTISMO EM REALIDADE. Desafios de famílias com filhos típicos e atípicos. Disponível em: Ícone do siteautismoerealidade.org.br. Acesso em: 28 abr. 2025.
AUTISMO EM REALIDADE. O que é Transtorno Global do Desenvolvimento e qual a sua relação com o autismo. Disponível em: Ícone do
siteautismoerealidade.org.br. Acesso em: 28 maio 2025.
AUTISMO EM REALIDADE. Cartilha DSM-5 e o diagnóstico de TEA. Disponível em: Ícone do siteautismoerealidade.org.br. Acesso em: 28 maio 2025.
IBAC. Autismo: os desafios enfrentados pelos pais e as estratégias na promoção da saúde mental. Disponível em: Ícone do siteibac.com.br. Acesso em: 03 maio
2025.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Uma
pergunta que abre portas: questão sobre autismo no Censo 2022 possibilita avanços para a comunidade TEA. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Acesso em 04 de maio
de 2025.
OMS. Organização Mundial da Saúde. Transtornos do espectro autista. 2020. Acesso em: 04 de maio de 2025.
BLEGER, José. Psicologia da conduta. 4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1984. Acesso em: 04 de maio de 2025.

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