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SGM 305 Rev4

O documento SGM-305 da Marinha do Brasil apresenta as Normas sobre Municiamento, com a finalidade de consolidar procedimentos e diretrizes para a administração de alimentação e recursos relacionados. A quarta revisão inclui atualizações sobre direitos à alimentação, modalidades de municiamento e prestação de contas, além de um capítulo específico para municiamento no exterior. A publicação visa facilitar o trabalho de gestores e responsáveis, assegurando conformidade com a legislação pertinente.
Direitos autorais
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SGM 305 Rev4

O documento SGM-305 da Marinha do Brasil apresenta as Normas sobre Municiamento, com a finalidade de consolidar procedimentos e diretrizes para a administração de alimentação e recursos relacionados. A quarta revisão inclui atualizações sobre direitos à alimentação, modalidades de municiamento e prestação de contas, além de um capítulo específico para municiamento no exterior. A publicação visa facilitar o trabalho de gestores e responsáveis, assegurando conformidade com a legislação pertinente.
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SGM-305

MARINHA DO BRASIL
SECRETARIA-GERAL DA MARINHA
OSTENSIVO

NORMAS SOBRE MUNICIAMENTO

4ª Revisão

2024
INTENCIONALMENTE EM BRANCO
OSTENSIVO SGM-305

NORMAS SOBRE MUNICIAMENTO

MARINHA DO BRASIL

SECRETARIA-GERAL DA MARINHA

2024

TIPO: NORMA

FINALIDADE: NORMATIVA

4ª REVISÃO
AUTENTICADO PELO ORC

Em ______/_______/______. RUBRICA
CARIMBO DO ORC
OSTENSIVO SGM-305

ÍNDICE

ÍNDICE .........................................................................................................................……….. II
INTRODUÇÃO ................................................................................................................. IV

CAPÍTULO 1 – ESTRUTURA BÁSICA DO MUNICIAMENTO

1.1. MUNICIAMENTO .................................................................................................. 1-1


1.2. DIREITO À ALIMENTAÇÃO ..................................................................................... 1-1
1.3. MUNICIAMENTO INDENIZÁVEL ............................................................................. 1-4
1.4. MODALIDADES DE MUNICIAMENTO ..................................................................... 1-5
1.5. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TIPO DE RANCHO..................................................… 1-5
1.6. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO ..................................................................................….. 1-6
1.7. ETAPA COMUM DE ALIMENTAÇÃO ...................................................................... 1-8
1.8. COMPLEMENTOS FINANCEIROS ........................................................................... 1-9
1.9. RAÇÃO OPERACIONAL………………………………………………………………………………………… 1-11

CAPÍTULO 2 - MUNICIAMENTO NAS OM

2.1. DESPESA AUTORIZADA ......................................................................................... 2-1


2.2. CONTROLE DE PESSOAL MUNICIADO .................................................................... 2-1
2.3. MUNICIAMENTO EM OM DE TERRA E NAVIO EM REGIME DE PORTO ..............…... 2-1
2.4. MUNICIAMENTO DE NAVIO EM REGIME DE VIAGEM E DE TROPA EM EXERCÍCIO OU
PRONTIDÃO, NO TERRITÓRIO NACIONAL ………………………………………….………………. 2-1
2.5. INDENIZAÇÃO DO MUNICIAMENTO E ORIGENS DOS RECURSOS...............……. 2-2
2.6. ESCRITURAÇÃO NO MAPA MENSAL DE MUNICIAMENTO .................................…… 2-4
2.7. SOBRAS LÍCITAS……………....................….................................................…... 2-5
2.8. CÔMPUTO INDEVIDO DA DESPESA AUTORIZADA.........................................….. 2-6

CAPÍTULO 3 - GESTORIA DO MUNICIAMENTO

3.1. IMPLANTAÇÃO DE GESTORIA........................................…......................…………... 3-1


3.2. ENCERRAMENTO DE GESTORIA .................................…........................…………….. 3-1

OSTENSIVO - II - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

3.3. AGENTES RESPONSÁVEIS DO MUNICIAMENTO......…............................…………….. 3-2


3.4. RELATOR DE MUNICIAMENTO .............................…...................................……….. 3-8
3.5. AQUISIÇÃO DE GÊNEROS...................................…........………….............…………….. 3-10
3.6. CONTROLE DE GÊNEROS ................................…..................................……………... 3-13
3.7. TERMO DE DESPESA ......................................…...................................………………. 3-17
3.8. TRANSFERÊNCIA DE GÊNEROS....................……......................................…………... 3-17
3.9. DOAÇÃO DE GÊNEROS.............................…...........................................…………... 3-18
3.10. CRÉDITO ORÇAMENTÁRIO............………….................................................………. 3-18
3.11. ESCRITURAÇÃO DAS NOTAS FISCAIS E PAGAMENTO DE GÊNEROS.....………………. 3-19
3.12. SISTEMA INFORMATIZADO DE APOIO................................................…………….. 3-21

CAPÍTULO 4 - PRESTAÇÃO DE CONTAS

4.1. ORGANIZAÇÃO E ENCAMINHAMENTO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS ....…...………… 4-1

4.2. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE TRANSFERÊNCIA DE RESPONSABILIDADE..….……….. 4-2


4.3. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR INÍCIO E TÉRMINO DE GESTÃO……...……...……………. 4-3
4.4. ARQUIVAMENTO DAS PRESTAÇÕES DE CONTAS......…………………………………….. 4-4
4.5. DISPOSIÇÕES GERAIS….……………...............................................………….…….. 4-5

CAPÍTULO 5 – MUNICIAMENTO NO EXTERIOR

5.1. MUNICIAMENTO DE NAVIO EM COMISSÃO NO EXTERIOR...……………………………... 5.1


5.2. PRESTAÇÃO DE CONTAS PARA NAVIOS EM COMISSÃO NO EXTERIOR…..…………... 5.4

ANEXO

ANEXO A - LISTA DE ANEXOS ...........…..........…...........…..............................…………….. A-1

OSTENSIVO - III - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

INTRODUÇÃO

1. PROPÓSITO

A edição das presentes Normas de Municiamento na Marinha do Brasil (MB) representa


um esforço no sentido de consolidar os diversos assuntos atinentes à matéria em um único
documento. Essa consolidação objetiva facilitar ainda mais o trabalho de Ordenadores de
Despesas (OD), Agentes Fiscais (AF), Gestores e demais Agentes Responsáveis envolvidos no
processo de administração da Gestoria de Municiamento e de ranchos na MB.
Abrange as presentes Normas:
a) o estabelecimento de procedimentos inerentes ao Municiamento na MB, em
concordância com a legislação pertinente e observadas as peculiaridades da Administração
Naval, padronizando a apresentação da documentação comprobatória e definindo atribuições
dos agentes envolvidos; e
b) a consolidação das principais instruções, normas e princípios referentes ao
Municiamento na MB.
2. APRESENTAÇÃO
a) A fim de facilitar a utilização e consulta, recomenda-se a leitura do índice existente
no início destas Normas.
b) Em face da complexidade e da extensão da matéria, para facilitar o entendimento, os
conceitos e disposições estabelecidos nestas Normas estão subdivididos em capítulos.
3. RECOMENDAÇÕES
a) Os procedimentos inerentes à administração do Municiamento, a serem adotados
pelas OM da MB, devem emanar de orientação da Diretoria de Finanças da Marinha (DFM).
Em decorrência disto, havendo dúvidas quanto à execução de procedimentos relativos à
Gestoria de Municiamento, bem como quanto a assuntos conotados ao controle interno, que
não sejam sanados à luz destas Normas, deverá ser solicitada orientação àquela Diretoria
Especializada (DE).
b) Os casos omissos deverão ser objeto de consulta específica à DFM.
4. LEGISLAÇÃO PERTINENTE
As instruções e procedimentos estabelecidos nestas Normas baseiam-se na legislação
que normatiza e dá suporte às atividades de administração do municiamento e de ranchos da
MB relacionada no anexo V.

OSTENSIVO - IV- REV. 4


OSTENSIVO SGM-305

5. ALTERAÇÃO DOS PRAZOS ESTABELECIDOS, NO ENCERRAMENTO DO EXERCÍCIO


FINANCEIRO
Especificamente em relação ao mês de dezembro de cada ano, os prazos previstos nestas
Normas poderão ser alterados, mediante cronograma estabelecido, em "Circular de
Encerramento do Exercício Financeiro", da Secretaria-Geral da Marinha (SGM), em função dos
prazos divulgados anualmente, pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), para elaboração do
Balanço Geral da União (BGU).
6. SIGLAS, CRONOGRAMA DE EVENTOS E ÍNDICE REMISSIVO
Para facilidade de compreensão, no anexo W, acham-se evidenciadas as siglas utilizadas
nas presentes Normas. Da mesma forma, visando facilitar o planejamento e acompanhamento
da execução, por parte dos agentes responsáveis, dentro dos prazos estabelecidos, no anexo
X, acham-se listados os principais procedimentos rotineiros previstos nas presentes Normas.
Finalmente, para facilitar a consulta dos artigos por ordem alfabética de assunto,
recomenda-se à leitura do índice remissivo constante no anexo Y.
7. PRINCIPAIS MODIFICAÇÕES
Esta publicação é a quarta revisão da SGM-305 - Normas sobre Municiamento. Dentre
as alterações ocorridas destacam-se:
Capítulo 1 - Estrutura Básica do Municiamento
- Atualização do direito à alimentação, municiamento indenizável, auxílio alimentação e
complementos financeiros.
Capítulo 2 - Municiamento nas OM
- Exclusão do Artigo 2.5, referente ao Municiamento de Navio em Comissão no Exterior,
efetuado em moeda nacional;
- Exclusão do Artigo 2.6, referente ao Municiamento de Navio em Comissão no Exterior,
efetuado em moeda estrangeira, que foi transferido para o Capítulo 5 destas normas;
- Atualização do artigo que trata de indenização do municiamento;
- Atualização de procedimentos sobre a Escrituração no Mapa Mensal de Municiamento
(MMM); e
- Inserção de informações sobre o processo de apuração das Sobras Lícitas, bem como,
o provisionamento de créditos orçamentários referentes às mesmas.
Capítulo 3 - Implantação de Gestoria
- Atualização de procedimentos para implantação da Gestoria de Rancho;
OSTENSIVO -VI- REV. 4
OSTENSIVO SGM-305

- Atualização de procedimentos para encerramento de Gestoria;


- Atualização das atribuições do Gestor de Municiamento;
- Atualização das atribuições do Relator de Municiamento;
- Atualização dos procedimentos referentes ao processo de aquisição de gêneros;
- Atualização de procedimentos para controle dos gêneros adquiridos;
- Inserção de um Artigo relativo ao processo de provisionamento de crédito
orçamentário para as aquisições de gêneros alimentícios; e
- Atualização de procedimentos para pagamento de gêneros.
Capítulo 4 - Prestação de Contas
- Atualização dos documentos integrantes da Prestação de Contas mensal da Gestoria de
Municiamento;
- Atualização do prazo de aprovação da Prestação de Contas; e
- Atualização de procedimentos para organização e encaminhamento das prestações de
contas.
Capítulo 5 - Municiamento no Exterior
- Criação de um Capítulo específico para os procedimentos referentes aos Navios que
realizam Municiamento no Exterior.
8. SUGESTÕES
Visando ao aprimoramento destas Normas, as sugestões poderão ser encaminhadas à
DFM, pelo sistema ZIMBRA no endereço [email protected].
9. CLASSIFICAÇÃO
Esta publicação é classificada como: Publicação da Marinha do Brasil (PMB) não
controlada, ostensiva, normativa e norma.
10. SUBSTITUIÇÃO
Esta publicação substitui a 3ª Revisão da SGM-305 - Normas Sobre Municiamento,
aprovada em 17NOV2020.

OSTENSIVO -VI- REV. 4


INTENCIONALMENTE EM BRANCO
OSTENSIVO SGM-305

CAPÍTULO 1
ESTRUTURA BÁSICA DO MUNICIAMENTO

1.1. MUNICIAMENTO
É a conta de gestão por intermédio da qual são processadas as tarefas relacionadas ao
setor de alimentação, tendo como base o valor das etapas e dos complementos financeiros
definidos.
1.2. DIREITO À ALIMENTAÇÃO
1.2.1. Pessoal Militar da Ativa
O militar da MB em atividade, servindo ou vinculado à Organização Militar (OM) com
rancho próprio ou apoiada em rancho por outra OM ou ainda em campanha, manobra ou
exercício, terá a alimentação assegurada por conta da União, nos termos da legislação em
vigor.
1.2.2. Pessoal Civil
a) O pessoal civil, na MB, que não optar por receber o benefício Auxílio-alimentação
em pecúnia, que preste serviço em OM que disponha de rancho próprio organizado ou que
seja apoiada em rancho por outra OM, e cujo horário de trabalho exija permanência por oito
ou mais horas diárias, será municiado, nos dias de efetivo serviço com o valor correspondente
a cem por cento da etapa de alimentação a que for assemelhado. Nos casos previstos em lei
específica, cuja carga horária seja inferior a quarenta horas semanais, será municiado com o
valor correspondente a cinquenta por cento da etapa de alimentação a que for assemelhado.
O municiamento de que trata este inciso se aplica aos casos abaixo:
I) servidor civil estatutário;
II) pessoal civil pago por fundo especial;
III) irmã de caridade em unidade hospitalar ou sanatório da MB, trabalhando
em virtude de convênio;
IV) interno;
V) aprendiz;
VI) pessoal civil de outros ministérios trabalhando em virtude de convênio;
VII) aluno civil de estabelecimento de ensino de nível superior das Forças
Armadas;
VIII) aluno de Colégio Militar matriculado em Curso de Formação de Reservistas
(CFR);
OSTENSIVO - 1-1 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

IX) candidato inscrito em concurso promovido pelas Forças Armadas e em


seleção de conscritos, nos dias em que permanecer à disposição da OM;
X) atleta ou integrante de delegação esportiva, que se encontrar em OM da MB,
por motivo de competição, desde que autorizado pelo Diretor de Finanças da Marinha, por
delegação de competência;
XI) profissional de mídia, produtor de programas, documentários, reportagens,
etc., autorizados a embarcar em unidades da MB, para divulgar as atividades da Força; e
XII) profissional da área de saúde, autorizado a embarcar em unidades da MB,
para realização de atividades assistenciais previstas em convênio.
b) Aos estagiários deverão ser observados os seguintes procedimentos:
I) carga horária semanal inferior a vinte horas - não fará jus ao municiamento;
II) carga horária semanal igual ou superior a vinte horas e inferior a quarenta
horas - municiamento com o valor correspondente a cinquenta por cento da etapa comum de
alimentação nos dias de estágio; e
III) carga horária semanal igual ou superior a quarenta horas - municiamento
com cem por cento da etapa comum de alimentação nos dias de estágio semanal.
1.2.3. Pessoal Militar da Reserva
O militar da reserva na execução de Tarefa por Tempo Certo (TTC), cujo horário de
trabalho exija permanência por oito ou mais horas diárias, será municiado com o valor
correspondente a cem por cento da etapa de alimentação.
1.2.4. Disposições Gerais
a) Nos dias em que ocorrer desligamento ou apresentação, o municiamento será
sacado pela OM que fornecer o almoço;
b) O militar, o servidor civil que optar por não receber o benefício Auxílio-alimentação
em pecúnia e o militar na execução de TTC, quando por motivo de destaque, curso, estágio ou
qualquer outro afastamento que implique o fornecimento de rancho pela OM de destino,
deverão ser desmuniciados na OM de origem. O saque desse municiamento será efetuado
pela OM de destino;
c) O militar deverá ser desmuniciado nos seguintes casos:
I) afastamento por motivo de instalação e de trânsito; e
II) licença:
- à adotante;
- à gestante;
OSTENSIVO - 1-2 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

- paternidade;
- especial de seis meses;
- para acompanhar cônjuge ou companheiro(a);
- para candidatar-se a cargo eletivo de natureza política;
- para frequentar curso de formação profissional;
- para tratar de interesse particular;
- para tratamento da saúde própria; e
- para tratamento de saúde de pessoal da família.
d) O Oficial, o Suboficial e o Sargento, no gozo de férias regulamentares,
permanecerão municiados na OM onde servem, estando autorizados a sacar somente a etapa
comum de alimentação e o complemento de área previstos na Circular atinente ao assunto da
DFM;
e) O Cabo, o Marinheiro e o Soldado, quando estiverem em férias e não forem
alimentados pela União, serão desmuniciados e farão jus ao Auxílio-alimentação;
f) O militar, o servidor civil que optar por não receber o benefício Auxílio-alimentação
em pecúnia e o militar na execução de TTC, em viagem ou deslocamento a serviço, recebendo
diárias ou ajuda de custo, serão desmuniciados na OM de origem no período correspondente;
g) O servidor civil que optar por não receber o benefício Auxílio-alimentação em
pecúnia e o militar na execução de TTC, ausentes por motivos de licença, falta ou qualquer
outro afastamento de serviço, inclusive licença de pagamento e rotinas de domingo, serão
desmuniciados;
h) O militar desertor deve permanecer municiado no período de ausência até o dia
anterior ao que se configurar a deserção, sendo desmuniciado a partir do primeiro dia da
deserção até o dia que anteceder a captura ou a apresentação voluntária;
i) Poderá ocorrer o municiamento de militar de outra Força, que não tiver recebido
diárias, desde que haja o repasse financeiro para a MB, por meio de Destaque de Crédito,
conforme previsto nas Normas sobre Administração Financeira e Contabilidade (SGM-301).
Caso o militar tenha recebido diária, deverá indenizar a alimentação recebida;
j) O militar preso (da ativa ou veterano) será municiado no Presídio da Marinha (PM)
ou na OM em que estiver recolhido; e
k) Caso o servidor civil optar por receber o Auxílio-alimentação em pecúnia e realizar
a alimentação na OM, deverá ser aplicado a sistemática do municiamento indenizável.
1.2.5. As situações não previstas deverão ser submetidas à apreciação da DFM.
OSTENSIVO - 1-3 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

1.3. MUNICIAMENTO INDENIZÁVEL


É a alimentação fornecida cujo valor é ressarcido ao Fundo Naval (FN).
1.3.1. O militar, em caráter excepcional e por conveniência do serviço, quando receber diária
ou ajuda de custo, poderá ser municiado, desde que indenize a alimentação recebida, cujo
recolhimento deve ser efetuado até o dia quinze do mês subsequente, de acordo com o
disposto na alínea c do inciso 2.6.4.
1.3.2. O servidor civil que optar por perceber o Auxílio-alimentação em pecúnia e realizar a
alimentação na OM com rancho próprio organizado/OM Apoiadora, deverá solicitar o
benefício via plataforma “SOUGOV.BR”. O setor/agente responsável pelo pagamento de
servidor civil deverá homologar a respectiva solicitação. Caso o servidor civil decida alterar a
modalidade escolhida, o que não poderá ocorrer em periodicidade menor do que a mensal,
deverá realizar tratativas junto ao Setor de Pessoal da OM, a fim de permitir o adequado
planejamento e operacionalização, observando-se as seguintes orientações:
a) O servidor civil que optar por receber o Auxílio-alimentação em pecúnia e desejar
realizar a alimentação na OM deverá efetuar, até o dia 15 (quinze) do mês subsequente, a
indenização da alimentação oferecida, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU) ao
FN, no montante correspondente ao valor de 22 etapas de alimentação, exceto nos períodos
de férias e licenças previstas na DGPM-204, o qual deverá indenizar o montante proporcional
aos dias trabalhados;
b) Vale ressaltar que ao optar por fazer refeição na OM, não caberá ao servidor civil
pleitear regramentos distintos ao estabelecido nestas Normas, de forma a não comprometer
a administração dos ranchos em termos quantitativos e qualitativos;
c) Complementarmente, a fim de evitar desperdícios, as OM deverão, se julgarem
necessário, definir em normativos internos como serão informadas das intenções de
comparecimento dos servidores aos refeitórios, de modo a possibilitar a prévia de rancho; e
d) As OM com rancho próprio organizado e as OM Apoiadoras deverão estabelecer
estruturas adequadas de controle rígido de acesso aos ranchos/refeitórios no sentido de
afastar a hipótese de acumulação indevida de benefícios, nos casos em que os servidores civis
optarem pelo recebimento em pecúnia do Auxílio-alimentação e realizarem a alimentação nas
OM. O acúmulo de benefícios é afastado quando ocorre a indenização da alimentação por
meio de GRU.
1.3.3. O municiamento indenizável aplica-se a:
a) militares da ativa da MB e demais Forças;
OSTENSIVO - 1-4 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

b) servidores civis da MB que optarem por receber o benefício Auxílio-alimentação


em pecúnia e realizarem a alimentação na OM;
c) servidores civis de outros Órgãos;
d) militares veteranos e dependentes de militares (da ativa ou veteranos), baixados
em hospitais da MB;
e) pensionistas de militares e seus dependentes, baixados em hospitais da MB;
f) pacientes especiais, baixados em hospitais da MB;
g) acompanhantes de pacientes baixados em hospitais da MB;
h) crianças e voluntários de creche existente na estrutura organizacional de OM da
MB;
i) alunos do Programa de Ensino Profissional Marítimo (PREPOM);
j) funcionários da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A (AMAZUL), Empresa
Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) e Fundação de Estudos do Mar (FEMAR);
k) hóspedes de Hotel de Trânsito (HT) ou similar; e
l) pessoal participante de programas coordenados pela MB com recursos oriundos
de Destaque de Crédito.
1.3.4. As situações não previstas deverão ser submetidas à apreciação da DFM.
1.4. MODALIDADES DE MUNICIAMENTO
É a classificação do rancho em função da OM e do pessoal envolvido. Na MB, são
previstas quatro modalidades de municiamento:
a) OM de terra e Navio em regime de porto;
b) Navio, em regime de viagem, no território nacional;
c) Navio, em comissão no exterior, efetuado em moeda estrangeira; e
d) Indenizável.
1.5. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TIPO DE RANCHO
Na MB, as OM são classificadas em quatro tipos:
a) OM com rancho próprio organizado
Refere-se às OM que fornecem rancho apenas para sua tripulação.
b) OM Apoiadora
Refere-se às OM que fornecem rancho para sua tripulação e para tripulação de
outras OM.
c) OM Apoiada
Refere-se às OM em que a sua tripulação, total ou parcial, é municiada em uma
OSTENSIVO - 1-5 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

OM Apoiadora.
d) OM sem rancho e sem apoio
Refere-se às OM que não possuem gestoria de municiamento e nem são apoiadas
por outras OM.
1.5.1. Competência de classificação
a) A classificação de que trata o art. 1.5 é da competência do Comandante em Chefe
da Esquadra, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra e Comandantes dos Distritos
Navais e, para as OM não subordinadas a estas autoridades, do Almirante da Cadeia de
Comando. Entretanto, a alteração que implique na classificação de uma OM para o tipo “sem
rancho e sem apoio” deverá ser previamente submetida, por mensagem, à apreciação da SGM,
para avaliação dos impactos financeiros e orçamentários decorrentes;
b) As OM previstas na alínea a deste inciso deverão encaminhar Portaria, à DFM,
contendo a relação de classificação das OM subordinadas quanto ao rancho, sempre que
ocorrer alteração. A Portaria deverá conter a relação das OM Apoiadoras, Apoiadas e a forma
de apoio, completa ou parcial;
c) A forma de apoio completa ocorre quando toda a tripulação de uma OM é
municiada por uma única OM Apoiadora. A forma de apoio parcial ocorre quando parte da
tripulação de uma OM é municiada em uma ou mais OM Apoiadoras; e
d) O Municiamento das OM classificadas como Apoiada deverá ser escriturado pela
OM que fornece o rancho (OM Apoiadora), com base nas informações contidas nos Bilhetes
Diários de Municiamento (BDM) da OM Apoiada. Os BDM devem ser encaminhados para a
OM Apoiadora com antecedência suficiente, de forma a não permitir sobras de rancho.
1.6. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO
É o direito pecuniário devido ao militar da ativa e militar na execução de TTC, destinado
ao custeio dos gastos com alimentação, nas hipóteses em que não receberem a alimentação
em forma de “refeição”. O Auxílio-alimentação aplica-se também aos servidores civis,
destacando o fato de que os mesmos podem receber a alimentação em forma de refeição,
desde que realizem o municiamento indenizável.
1.6.1. O pagamento do Auxílio-alimentação ao militar da ativa ocorrerá em consonância com
o contido no Decreto nº 4.307/2002 e suas alterações, bem como o disposto no Capítulo 22
das Normas sobre Pagamento de Pessoal (SGM-302).
1.6.2. Para o pagamento do Auxílio-alimentação ao servidor civil, após o mesmo solicitar na
plataforma “SOUGOV.BR”, deverão ser observadas as seguintes orientações:
OSTENSIVO - 1-6 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

a) o Auxílio-alimentação destina-se a subsidiar as despesas com refeição do servidor,


que fará jus ao auxílio na proporção dos dias trabalhados, salvo na hipótese de afastamento a
serviço com percepção de diárias;
b) o Auxílio-alimentação está garantido em forma de pecúnia para os servidores em
gozo de férias, licenças para tratamento de saúde e demais afastamentos considerados como
de efetivo serviço, salvo se neste afastamento houver percepção de diárias, conforme citado
na alínea a;
c) o Auxílio-alimentação, a ser concedido ao servidor em exercício em “OM sem
rancho e sem apoio”, cuja jornada de trabalho seja inferior a trinta horas semanais,
corresponderá a cinquenta por cento dos valores unitários fixados pelo Governo Federal. Na
hipótese de acumulação de cargos, cuja soma das jornadas de trabalho seja superior a trinta
horas semanais, o servidor perceberá o auxílio pelo seu valor integral, a ser pago pelo órgão
ou pela entidade de sua opção;
d) é vedada a concessão suplementar do Auxílio-alimentação nos casos em que a
jornada de trabalho do servidor seja superior a quarenta horas semanais;
e) o Auxílio-alimentação não será:
I) incorporado ao vencimento, remuneração, provento ou pensão;
II) configurado como rendimento tributável, nem sofrerá incidência de
contribuição para o plano de seguridade social do servidor civil;
III) caracterizado como salário-utilidade ou prestação salarial “in natura”; e
IV) acumulável com outros de espécie semelhante, tais como cesta básica ou
vantagem pessoal originária de qualquer forma de auxílio ou benefício-alimentação.
f) os valores unitários do Auxílio-alimentação serão fixados pelo Governo Federal e
divulgados pela Diretoria do Pessoal da Marinha – Brasília (DPM-BSB);
g) para implantação do Auxílio-alimentação no Sistema Integrado de Administração
de Recursos Humanos (SIAPE) deverão ser observados os procedimentos previstos no Capítulo
32 da SGM-302; e
h) para o servidor cedido, o Auxílio-alimentação será custeado com recursos do órgão
ou entidade em que o servidor estiver em exercício, ressalvado o direito de opção pelo órgão
ou entidade de origem.
1.6.3. O pagamento do auxílio aos militares da ativa e na condição de TTC deverá ocorrer
observando-se as seguintes orientações:
a) nos dias que cumprirem o expediente normal de trabalho;
OSTENSIVO - 1-7 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

b) quando não possam ser arranchados na OM onde realizarem suas tarefas, ou nas
proximidades, ou quando, por imposição do horário de trabalho e distância de suas
residências, sejam obrigados a fazer refeições fora delas, tendo para tanto despesas
extraordinárias;
c) o Auxílio-alimentação corresponderá a cinco vezes o valor da etapa comum fixada
para a localidade, nos dias que cumprirem o expediente superior a oito e inferior a vinte e
quatro horas de trabalho, ou dez vezes o valor da etapa comum fixada para a localidade, nos
dias que cumprirem o expediente de vinte e quatro horas de trabalho;
d) o Auxílio-alimentação concedido conforme alínea c, isolada ou alternadamente,
não poderá exceder a dez dias por mês, por militar. Nos demais dias do mês que os militares
cumprirem jornada superior a oito horas, farão jus a uma etapa de alimentação fixada para a
localidade;
e) nos dias em que os militares se utilizarem do rancho de qualquer OM, mesmo que
seja apenas o café da manhã ou o almoço, não farão jus ao Auxílio-alimentação. Nesses dias,
deverão ser municiados na OM onde rancharem;
f) não farão jus ao Auxílio-alimentação quando tiverem a alimentação garantida por
qualquer órgão da União, bem como nos dias que não cumprirem expediente mínimo de oito
horas ou quando receberem diárias;
g) nos dias de jornada superior a oito horas de trabalho, estando desmuniciados,
mesmo que não tenham tido despesas extraordinárias, farão jus a uma etapa de alimentação
por dia; e
h) eventualmente, os militares que, diariamente, atuarem em horários diversos
elaborarão uma declaração mensal informando em quantos dias enquadram-se em cada umas
das situações pertinentes ao recebimento do Auxílio-alimentação.
1.6.4 O militar ou servidor civil que receber Auxilio-Alimentação deverá estar desmuniciado.
1.7. ETAPA COMUM DE ALIMENTAÇÃO
É a importância, em dinheiro, destinada ao custeio da alimentação diária do militar em
todo território nacional.
1.7.1. Fixação do Valor da Etapa
Compete ao Ministério da Defesa (MD) fixar o valor da etapa e estabelecer as normas
a serem observadas pelas Forças Singulares para a elaboração e remessa das informações que
servirão de subsídio para a fixação do valor da etapa comum de alimentação.

OSTENSIVO - 1-8 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

1.8. COMPLEMENTOS FINANCEIROS


São valores financeiros destinados a complementar a etapa comum de alimentação em
determinadas situações. Para efeito de saque e escrituração dos Complementos Financeiros
elencados neste artigo, as OM deverão se basear em documentos que autorizem ou
justifiquem o saque de cada complemento.
1.8.1. Para atendimento às peculiaridades do Municiamento, foram instituídos os seguintes
Complementos Financeiros:
a) Escolar;
b) Hospitalar;
c) Tripulante de aeronave militar;
d) Navio em regime de viagem;
e) Pessoal fazendo parte de força militar em regime de prontidão ou deslocamento
para fora de sua área, a serviço ou em exercício;
f) Tripulante de lancha;
g) Demais complementos definidos em Circular da DFM; e
h) Extraordinário Especial (6-42).
O pagamento de Complemento Financeiro não é aplicável ao Auxílio-alimentação.
1.8.2. Complemento Escolar
É a importância financeira destinada a reforçar o custeio dos ranchos das OM de ensino
ou instrução. Para o saque do complemento escolar, deverão ser observadas as seguintes
orientações:
a) o complemento escolar será sacado para os alunos e para os militares e servidores
que exerçam função específica de ensino, docência ou instrução;
b) o saque do complemento escolar será feito apenas nos dias de ensino ou instrução.
Nos demais dias, poderá ser sacado para os alunos, professores e instrutores que efetivamente
permanecerem a bordo; e
c) as OM não específicas de ensino ou instrução, que receberem a visita de alunos
provenientes de OM de ensino ou instrução para atividades relacionadas aos respectivos
cursos ou estágios, ficam autorizadas a sacar o complemento escolar nos dias de atividade,
para o pessoal efetivamente envolvido e legalmente designado por intermédio de documento
hábil. Nesse caso específico, a OM de instrução ou ensino não poderá municiar os alunos nem
sacar o complemento escolar correspondente.
1.8.3. Complemento Hospitalar
OSTENSIVO - 1-9 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

É a importância financeira destinada a reforçar o custeio do rancho dos baixados em


hospitais, sanatórios militares, hospitais de campanha, quando ativados, e OM que disponha
de enfermaria com leito para baixados.
1.8.4. Complemento de Tripulante de Aeronave Militar
É a importância financeira destinada ao custeio de alimentação para os militares em
missão a bordo de aeronave militar, com duração superior a três horas ininterruptas.
1.8.5. Complemento de Navio em Regime de Viagem
É a importância financeira destinada a reforçar o custeio do rancho dos navios e
embarcações em regime de viagem.
Para efeito de saque deste complemento, considera-se regime de viagem a
movimentação do navio ou embarcação com “parte de saída”, que implique o afastamento do
seu porto-base por tempo superior a seis horas, mesmo com atracação em outros portos.
1.8.6. Complemento de Pessoal integrante de Força Militar em Regime de Prontidão ou
deslocamento para fora de sua área, a serviço ou em exercício
É a importância financeira destinada a reforçar o custeio do rancho da tropa, quando
em regime de prontidão, em deslocamento ou exercício para fora da área da OM.
Para efeito de saque deste complemento, deverá ser considerado, apenas, o pessoal
da tripulação efetivamente participante da prontidão ou do exercício, que tenha que
permanecer a bordo por imposição de regime especial ou tarefa extraordinária.
1.8.7. Complemento de Tripulante de Lancha
É a importância financeira destinada ao custeio de alimentação para os militares em
missão a bordo de lancha, com duração superior a três horas ininterruptas.
1.8.8. Demais Complementos definidos em Circular da DFM
Serão autorizados anualmente pelo Diretor de Finanças da Marinha, no período que se
fizer necessário, sendo seus valores divulgados por Circular da DFM.
1.8.9. Complemento Financeiro Extraordinário Especial (6-42)
Para efeito de saque do Complemento Financeiro Extraordinário Especial (6-42),
destinado a reforçar o rancho das OM que, comprovadamente, apresentarem necessidades
especiais no Municiamento, deverão ser observados os seguintes procedimentos:
a) a OM deverá solicitar no Sistema Quaestor, utilizando o código de etapa 6-42 e
informando, no campo justificativa, os motivos da solicitação. Os valores relativos à despesa
efetivamente realizada deverão ser lançados como “vales-extra”, no MMM geral;
b) retirar o valor do complemento 6-42 do valor bruto apurado de sobras lícitas. O
OSTENSIVO - 1-10 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

complemento não será rateado nem taxado, sendo repassado integralmente para OM,
deduzindo os “vales-extra” quando houver;
c) a OM que não estiver utilizando o Quaestor municiamento deverá encaminhar
mensagem solicitando o referido complemento. Após receber a mensagem de aprovação, a
OM deverá efetuar o lançamento no MMM, utilizando o código de etapa 6-42 e anexar cópia
da mesma à respectiva prestação de contas; e
d) O complemento 6-42 será autorizado pelo Diretor de Finanças da Marinha, que
analisará as informações contidas nas prestações de contas do Municiamento, bem como o
comportamento das sobras lícitas. O referido complemento deverá ser solicitado até o dia
quinze do mês em que será sacado.
1.8.10. Fixação dos Valores dos Complementos
Os valores dos complementos serão fixados e divulgados, por Circular da DFM, em
concurso com a Diretoria de Gestão Orçamentária da Marinha (DGOM), periodicamente, por
subdelegação de competência do Secretário-Geral da Marinha.
1.8.11. Acúmulo de Complementos
O saque dos complementos autorizados para cada servidor que optar por não receber
o benefício Auxílio-alimentação em pecúnia ou militar municiado poderá ser cumulativo,
desde que seja observada a regra de cada complemento.
1.9. RAÇÃO OPERACIONAL
Ração operacional é o componente alimentar capaz de manter um homem alimentado,
durante um determinado período de tempo, em situações de campanha, sobrevivência e
naufrágio.
1.9.1. O Sistema de Abastecimento da Marinha (SAbM) providenciará a obtenção e
fornecimento das rações operacionais, de acordo com o planejamento da demanda de tais
itens.
1.9.2. As rações operacionais adquiridas pelas OM terão seus preços limitados pelo valor da
etapa comum de alimentação vigente à época da aquisição. Quando se tratar de OM Apoiada
por rancho, caberá à OM Apoiadora a comprovação do recebimento da ração operacional.
1.9.3. Enquanto as rações operacionais não forem consumidas, permanecerão em estoque,
como gêneros comuns, devendo ser incluídas no balanço de paiol.
1.9.4. É vedada a percepção de Auxílio-alimentação quando houver o atendimento de ração
operacional.
1.9.5. Aquisição e Escrituração da Ração Operacional
OSTENSIVO - 1-11 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305

Para a aquisição e escrituração da ração operacional na Gestoria de Municiamento, as


OM deverão observar os seguintes procedimentos:
a) efetuar o pedido de fornecimento diretamente no Sistema de Informações
Gerenciais de Abastecimento (SINGRA), conforme previsto nas Normas para Execução do
Abastecimento (SGM-201);
b) receber, armazenar e incluir no balanço de paiol, conforme os procedimentos para
a aquisição de gêneros alimentícios;
c) escriturar a saída da Ração Operacional do paiol no MMM, no Bloco 2, por meio
de “vales de cozinha”; e
d) OM Apoiadas deverão efetuar o pedido de fornecimento por intermédio da OM
Apoiadora.

OSTENSIVO - 1-12 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305
CAPÍTULO 2
MUNICIAMENTO NAS OM

2.1. DESPESA AUTORIZADA


É a soma das etapas e complementos sacados pela OM em um determinado período.
2.2. CONTROLE DE PESSOAL MUNICIADO
É a atividade que consiste em acompanhar e controlar o número de
militares/servidores municiados da OM, permitindo, assim, planejar com eficiência os ranchos
e otimizar o uso dos recursos de pessoal e material.
2.2.1. O controle e o acompanhamento de municiados serão efetuados pelo registro das
apresentações e desligamentos de militares, servidores civis e dos municiados mediante
indenização, devidamente autorizados, em planilha própria ou sistema informatizado próprio,
de modo a evidenciar tais situações.
2.2.2. A responsabilidade pelo registro das informações descritas no inciso anterior é do
Encarregado de Pessoal, de acordo com a estrutura organizacional da OM. Os procedimentos
específicos de cada OM deverão ser normatizados em Ordem Interna (OI).
2.2.3. O controle dos hóspedes dos Hotéis de Trânsito (HT) será efetuado em uma planilha
que relacione a quantidade e as refeições realizadas.
2.3. MUNICIAMENTO EM OM DE TERRA E NAVIO EM REGIME DE PORTO
2.3.1. Com rancho próprio organizado
É o realizado com a etapa comum de alimentação, acrescido dos complementos
autorizados. O municiamento de navio em seu porto-base será em regime de porto, quando
estiver atracado ou no dique.
2.3.2. Apoiada
a) Enquadram-se neste inciso, as OM com o serviço de rancho, parcial ou totalmente
apoiado por outra OM; e
b) A OM apoiada em rancho por outra OM terá direito à participação nas sobras lícitas
apuradas no período, conforme previsto no art. 2.7.
2.4. MUNICIAMENTO DE NAVIO EM REGIME DE VIAGEM E DE TROPA EM EXERCÍCIO OU
PRONTIDÃO, NO TERRITÓRIO NACIONAL
2.4.1. Para o municiamento de navio em regime de viagem, deverá ser observado:
a) a movimentação do navio ou embarcação com “parte de saída” que implique em
afastamento do seu porto-base por tempo superior a seis horas, mesmo com atracação em
OSTENSIVO - 2-1 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
outros portos;
b) enquadram-se, também, neste inciso, os dias em que o navio entre ou permaneça
no dique, fora do porto-base, mesmo quando apoiado por outra OM; e
c) o complemento de navio em regime de viagem será sacado somente para o
pessoal que efetivamente participe da comissão ou operação que o navio realizar.
2.4.2. Para efeito de aplicação do municiamento de tropa em regime de prontidão ou
exercício, deverá ser observado:
a) quando o período de duração deste for superior a seis horas;
b) enquadram-se, também, neste inciso, os dias em que a tropa permanecer em
regime de prontidão ou exercício, na área da OM; e
c) o complemento de pessoal integrante de força militar em regime de prontidão ou
deslocamento para fora de sua sede, a serviço ou em exercício, será sacado somente para o
pessoal que efetivamente participe da prontidão ou do exercício e que tenha de permanecer
a bordo por imposição de regime especial ou atividade extraordinária.
2.5. INDENIZAÇÃO DO MUNICIAMENTO E ORIGENS DOS RECURSOS
O pessoal enquadrado no inciso 1.3.3, exceto alíneas b e c, poderá ser municiado, em
caráter excepcional e por conveniência do serviço, desde que indenize o valor da alimentação
fornecida. O servidor civil só poderá ser municiado caso não receba o benefício Auxílio-
alimentação em pecúnia.
2.5.1. A indenização do municiamento será efetuada, conforme abaixo descrito:
a) militares da ativa e servidores assemelhados - valor da etapa comum de
alimentação, comprovado por GRU ao FN;
b) militares veteranos baixados - valor da etapa comum de alimentação acrescida do
complemento hospitalar, comprovado por GRU ao FN;
c) dependentes de militares (da ativa e veteranos), pensionistas e seus
dependentes, pacientes especiais e acompanhantes de baixados - valor da etapa comum de
alimentação acrescida do complemento hospitalar, comprovado por GRU ao FN;
d) crianças de creches existentes na estrutura organizacional da OM e de voluntários
dessas creches - valor da etapa comum de alimentação acrescida do complemento escolar. O
setor de Execução Financeira da OM deverá solicitar ao Gerente de Metas do Agregador
responsável pela alocação e provisionamento de crédito, o valor referente às etapas e
complementos sacados para a execução do programa;
e) alunos do PREPOM - conforme valor definido pela Diretoria de Portos e Costas
OSTENSIVO - 2-2 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
(DPC) nas Normas de Ensino Profissional Marítimo (NEPM) correspondente ao curso realizado.
Os créditos oriundos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM)
serão provisionados às Unidades Gestoras Executoras (UGE), pela DPC e utilizados nas aquisições
de gêneros das OM, por meio da Execução Financeira;
f) hóspedes de HT ou similar - no mínimo, cem por cento e, no máximo, mil por cento
do valor da etapa comum de alimentação, conforme as refeições realizadas pelos hóspedes. O
valor a ser cobrado, superior ao da etapa, fica a critério do OD, devendo ser aprovado pelo
Conselho de Gestão da OM administradora do HT. A parcela correspondente às indenizações de
alimentação dos hóspedes de HT deverão ser recolhidas por meio de GRU ao FN. O valor será
restituído em forma de crédito orçamentário;
g) funcionários da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A (AMAZUL): os créditos serão
provisionados às UGE, pela AMAZUL e utilizados nas aquisições de gêneros das OM, por meio da
Execução Financeira.
h) alunos de programas coordenados por outros Ministérios, mediante Destaque de
Crédito. Exemplo: Programa Forças no Esporte (PROFESP). O setor de Execução Financeira da
OM deverá solicitar ao Gerente de Metas do Agregador responsável pela alocação e
provisionamento de crédito, o valor referente às etapas e complementos sacados para a
execução do programa;
i) Servidores civis que recebem o benefício Auxílio-alimentação em pecúnia e realizam
a alimentação na OM/ funcionários da EMGEPRON/FEMAR e demais indenizações: caso alguma
OM forneça alimentação a este público ou efetue Municiamento Indenizável não previsto nas
alíneas anteriores, a indenização deverá ser recolhida ao FN, por meio de GRU, a qual deverá ser
preenchida da seguinte forma:
I) UG: 673001 (Diretoria de Finanças da Marinha - FN);
II) Gestão: 00001 (Tesouro Nacional);
III) Código de Recolhimento: 28872-1 (Outras Indenizações); e
IV) Número de Referência: É composto de vinte dígitos, assim padronizados
73001XXXXXWWWWWWWWWW (XXXXX = Código da OM recolhedora / WWWWWWWWWW
= Número para controle interno da OM recolhedora); e
j) outras situações - mediante autorização da DFM.
2.5.2. Os Encarregados de Pessoal das OM deverão utilizar os códigos de etapas referentes ao
Municiamento Indenizável, dispostos no anexo K, destas Normas, para efeito de controle de

OSTENSIVO - 2-3 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305
municiados no sistema Quaestor, ressaltando a necessidade de estrita observância às regras em
vigor.
2.5.3. Para os casos em que sejam utilizados os códigos de etapas de Municiamento
Indenizável, exceto o previsto na alínea h, do inciso 2.5.1, os Encarregados de Pessoal deverão, ao
final de cada mês, inserir um pedido de Dedução de Municiamento Indenizável, de forma
simultânea com um pedido de Acréscimo de Despesa Autorizada (DA), no mesmo valor, a ser
aprovado pela DFM, a fim de que não restem saldos a recolher no Bloco 5 do MMM. No campo
justificativa do pedido de Dedução de Municiamento Indenizável deverá conter as observações
necessárias, como os números das GRU de recolhimento ao FN, quando for o caso. Cabe destacar
que para os casos em que ocorra provisionamento de crédito do Gerente de Metas do Agregador
responsável de cada Programa, tal procedimento somente ocorrerá após a OM receber o crédito.
2.6. ESCRITURAÇÃO NO MAPA MENSAL DE MUNICIAMENTO
2.6.1. A escrituração da despesa autorizada, da movimentação de gêneros e da apuração das
Sobras Lícitas deverá ser realizada mensalmente por intermédio do MMM, em conformidade
com o modelo e instruções para preenchimento constantes do anexo I (disponível na página
da DFM no caminho: Gestorias/Municiamento/lista de anexos da SGM-305), nas modalidades
de municiamento definidas nestas Normas.
2.6.2. A despesa autorizada e a movimentação de gêneros deverão ser escrituradas
diariamente por intermédio do BDM, em conformidade com o modelo e instruções para
preenchimento constantes do anexo J (disponível na página da DFM no caminho:
Gestorias/Municiamento/lista de anexos da SGM-305).
2.6.3. O MMM deverá ser preenchido com os códigos estabelecidos na Tabela de Códigos de
Municiamento constante do anexo K (disponível na página da DFM no caminho:
Gestorias/Municiamento/lista de anexos da SGM-305).
2.6.4. Escrituração da indenização do Municiamento
Deverão ser realizados os seguintes procedimentos:
a) registrar, no MMM, com o código de municiamento adequado, o número de
etapas sacadas;
b) calcular o número de etapas sacadas, tomando por base o total de refeições
fornecidas durante o mês;
c) recolher dos militares, até o dia quinze do mês subsequente, por meio de GRU, o
valor correspondente às etapas indenizáveis sacadas no mês anterior;
d) recolher dos servidores civis que optarem por receber o benefício Auxílio-
OSTENSIVO - 2-4 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
alimentação em pecúnia e realizarem a alimentação na OM, até o dia quinze do mês
subsequente, a indenização da alimentação oferecida, por meio de GRU ao FN, no montante
correspondente ao valor de 22 etapas de alimentação, exceto nos períodos de férias e licenças
previstas na DGPM-204, o qual deverá indenizar o montante proporcional aos dias
trabalhados; e
e) com relação a questão de restar saldo a recolher no Bloco 5 do MMM, deve-se
cumprir o previsto no inciso 2.5.3.
2.7. SOBRAS LÍCITAS
O valor das sobras lícitas corresponde ao valor do campo “Total da Despesa
Autorizada”, bloco 1 do MMM, deduzido o valor do campo “Gêneros Consumidos”, bloco 2 do
MMM, menos o valor do campo “Vales-extras”, bloco 2 do MMM. Ressalta-se que, no caso de
OM Apoiadora, o valor do campo “Sobras Lícitas” do MMM, refere-se ao montante que será
rateado entre a OM Apoiadora e suas OM Apoiadas.
2.7.1. As sobras lícitas apuradas ao final de cada mês, no MMM, deverão ser provisionadas
por meio de créditos orçamentários pela DGOM à OM.
2.7.2. Como forma de assegurar maior amplitude de emprego das Sobras Lícitas, a DGOM
provisionará os créditos orçamentários para as OM em Ação Orçamentária (AO) e Plano
Orçamentário (PO) que estejam correlacionados com o tipo de atividade da OM.
2.7.3. Uma vez que o montante total de Sobras Lícitas apuradas mensalmente pela MB é
variável, e que o provisionamento supracitado depende da disponibilidade orçamentária
existente, poderá ocorrer a aplicação de taxas redutoras de sobras lícitas à serem
provisionadas. Tais regras serão divulgadas em Circular específica da DGOM.
2.7.4. Os provisionamentos ocorrerão após:
a) as OM elaborarem o repasse de Sobras Lícitas no Quaestor; ou
b) o envio de mensagem à DGOM, com informação para DFM, conforme circular
específica da DGOM, contendo os dados do MMM pelas OM que estiverem utilizando,
excepcionalmente, o Sistema de Municiamento (MUNIC).
2.7.5. A OM Apoiada, total ou parcialmente, terá direito à participação nas sobras lícitas
apuradas pela OM Apoiadora.
2.7.6. A participação nas sobras lícitas será calculada proporcionalmente à despesa
autorizada da OM Apoiada, deduzida uma “taxa de administração” e o valor dos vales-extras
fornecidos à OM Apoiada, ou aos diversos setores da OM Apoiadora, que não forem,
efetivamente, utilizados na confecção do rancho geral, conforme cálculo previsto no anexo L
OSTENSIVO - 2-5 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
(disponível na página da DFM no caminho: Gestorias/Municiamento/lista de anexos da SGM-
305).
2.7.7. O rateio ou participação nas Sobras Lícitas é automaticamente calculado pelo sistema
Quaestor, não podendo ser negativo. Nas OM Apoiadoras, o gestor deverá inserir apenas o
valor da taxa de administração fixada.
2.7.8. Na ocorrência de saldo negativo na apuração das Sobras Lícitas da OM, ou após o rateio
para o caso de OM Apoiadora/Apoiada, o Gestor de Municiamento poderá reabrir o
municiamento da OM com saldo negativo para que o Encarregado de Pessoal solicite à DFM
um acréscimo da DA, devendo:
a) para a prestação de contas atual, inserir um pedido de “Acréscimo de Despesa
Autorizada” no valor do déficit, e para a prestação seguinte, inserir um pedido de “Dedução
de Despesa Autorizada”, no mesmo valor do acréscimo; e
b) nos dois pedidos, preencher o campo “Justificativa” com o seguinte comentário:
“Acerto do saldo negativo na apuração das Sobras Lícitas da prestação XX/20XX”.
Os pedidos de acréscimo/dedução devem ser utilizados de maneira excepcional, para
se corrigir algum excesso no consumo de gêneros em uma Prestação de Contas. De modo a se
evitar que as OM Apoiadas em rancho encontrem-se em situação de Sobras Lícitas apuradas
negativas, sugere-se que as OM Apoiadoras em rancho mantenham um controle positivo no que
tange à emissão dos vales de cozinha, bem como vales-extra para as OM Apoiadas.
2.7.9. Para efeito do cálculo das Sobras Lícitas, as etapas e os complementos serão
classificados em “Taxável e Rateável”, “não Rateável porém Taxável” e “não Taxável e não
Rateável”, conforme o contido no anexo L (disponível na página da DFM no caminho:
Gestorias/Municiamento/lista de anexos da SGM-305) e manual do Quaestor Municiamento.
2.7.10. Em relação à Taxa de Administração citada no inciso 2.7.6:
a) o percentual a ser cobrado das Sobras Lícitas Apuradas será fixado pela OM
Apoiadora e poderá ser de até dez por cento;
b) o valor apurado com a taxa de administração é proveniente da aplicação do
referido percentual sobre o valor da sobra lícita bruta somado ao valor da DA taxável e não
rateável (DA2), conforme anexo L, quando for o caso, da OM Apoiada/OM Apoiadora; e
c) a taxa de administração deve ser aplicada, em percentual idêntico, para todas as
OM Apoiadas e para a OM Apoiadora.
2.8. CÔMPUTO INDEVIDO DA DESPESA AUTORIZADA
2.8.1. O cômputo indevido da DA ocorre em virtude de inconsistência nos registros de
OSTENSIVO - 2-6 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
controle de municiados, divergência entre as datas de municiamento e desmuniciamento,
viagens a serviço ou referência incorreta a fatos que geraram o municiamento ou
desmuniciamento, podendo gerar distorções a maior ou a menor.
2.8.2. O saque, a maior, de etapas e complementos será corrigido pela Dedução da Despesa
Autorizada e o saque a menor por meio de Acréscimo da DA.
Para o acerto no MMM, as OM deverão adotar as seguintes providências:
a) verificar a quantidade e as etapas/complementos sacados indevidamente; e
b) solicitar à DFM a dedução/acréscimo do valor sacado indevidamente, via Sistema Quaestor
Municiamento, para o acerto do MMM. As OM que estiverem utilizando o MUNIC, em caráter
excepcional, poderão solicitar à DFM, por mensagem.

OSTENSIVO - 2-7 - REV.4


INTENCIONALMENTE EM BRANCO
OSTENSIVO SGM-305

CAPÍTULO 3
GESTORIA DO MUNICIAMENTO

3.1. IMPLANTAÇÃO DE GESTORIA


3.1.1. OM com rancho próprio organizado
a) enviar Portaria, conforme art. 1.5, classificando a OM quanto ao rancho. Caso seja
OM recém-criada, verificar com o Comando Imediatamente Superior (ComImSup) a
classificação, conforme inciso 1.5.1;
b) designar os agentes responsáveis pelo municiamento e solicitar, por mensagem à
DFM, com informação ao Centro de Controle Interno da Marinha (CCIMAR), a criação da OM
no Sistema Quaestor, contendo os seguintes dados:
I) data de início da gestão;
II) código da OM; e
III) Distrito Naval, nome, sigla, endereço completo (rua, bairro, cidade, UF, CEP) e
CNPJ.
3.1.2. OM Apoiada
a) enviar Portaria, conforme art. 1.5, classificando a OM quanto ao rancho. Caso seja
OM recém-criada, verificar com o ComImSup a classificação, conforme inciso 1.5.1;
b) designar os agentes responsáveis pelo municiamento e solicitar, por mensagem à
DFM, com informação ao CCIMAR, a criação da OM no sistema Quaestor, contendo os
seguintes dados:
I) data de início do apoio;
II) código da OM; e
III) Distrito Naval, nome, sigla, endereço completo (rua, bairro, cidade, UF, CEP),
CNPJ e o tipo de apoio e apoiadora.
3.2. ENCERRAMENTO DE GESTORIA
O encerramento da Gestoria de Municiamento far-se-á mediante encaminhamento da
prestação de contas por término de gestão ao ComImSup e requer da OM os procedimentos
a seguir relacionados:
a) transferir para o ComImSup, ou OM por ele designada, os gêneros remanescentes
em paiol, mediante “remessa”;
b) indicar os créditos orçamentários disponíveis, bem como os decorrentes da

OSTENSIVO - 3-1 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

anulação de empenhos não liquidados à DGOM, por meio de Alteração de Crédito (ALTCRED),
enviando documentação comprobatória, com número de ALTCRED, de tal procedimento ao
ComImSup. Se a OM que estiver encerrando a Gestoria for apoiada em Execução Financeira,
esta deverá informar à UGE, a quem deverá realizar os procedimentos acima descritos;
c) encaminhar ao ComImSup da OM os arquivos e documentos relacionados ao
municiamento, que passará a ser o responsável pelo arquivamento; e
d) após a aprovação da prestação de contas de encerramento, encaminhar à DFM a
Portaria de classificação de rancho, em que conste o encerramento e mensagem solicitando a
finalização da gestoria no sistema Quaestor Municiamento.
3.3. AGENTES RESPONSÁVEIS DO MUNICIAMENTO
3.3.1 Agente Responsável
Para fins de tomada e de Prestação de Contas, considera-se como “Agente
Responsável” toda pessoa física que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro,
bens e valores públicos da União e das Entidades da Administração indireta ou pelos quais
estas respondam, ou que, em nome destas, assuma obrigação de natureza pecuniária e, ainda,
o gestor de quaisquer recursos repassados, pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou
outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal, a Município, a entidades
públicas ou Organizações particulares.
3.3.2. Ordenador de Despesas (OD) e Ordenador de Despesas Substituto
a) O OD ou Ordenador de Despesas Substituto é toda e qualquer autoridade, cujos
atos resultem em autorização de despesa e de pagamento, suprimento ou dispêndio de
recursos da União ou pelos quais esta responda;
b) O OD ou Ordenador de Despesas Substituto responderá, por si só ou
solidariamente com os demais Agentes Responsáveis, por eventuais prejuízos causados à
Fazenda Nacional, em decorrência do recebimento, guarda e aplicação de dinheiro, valores e
outros bens postos à sua disposição ou pelos quais seja responsável;
c) O OD, salvo conivência, não será responsabilizado por prejuízos causados à
Fazenda Nacional decorrentes de atos praticados pelos demais Agentes que exorbitarem de
ordens recebidas;
d) Compete ao OD ou ao seu Substituto, ouvido, quando julgado necessário, o
Conselho de Gestão da Unidade Gestora (UG), dentre outras tarefas:
I) designar, mensalmente, militares ou servidores qualificados para proceder,

OSTENSIVO - 3-2 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

no último dia do mês, ao balanço do paiol de gêneros, podendo coincidir com o mesmo militar
ou servidor designado para atuar como Relator do Municiamento;
II) ordenar o pagamento de despesa legalmente liquidada;
III) assinar, em conjunto com o Agente Financeiro da UGE, os documentos
necessários ao pagamento de despesa legalmente liquidada;
IV) prestar contas, dentro dos prazos previstos nestas Normas;
V) promover a elaboração de Ordem Interna sobre a operacionalização da
atividade de alimentação;
VI) designar, a cada mês, mediante Ordem de Serviço (OS) ou documento
interno (Plano do Dia), em sistema de rodízio, militares ou servidores qualificados para atuar
como Relatores;
VII) desempenhar as funções de Agente Fiscal ou Relator, na impossibilidade de
designação de outro militar ou servidor para esta função; e
VIII) buscar a eficiência, a eficácia e a economicidade da ação administrativa,
levando-se em conta os resultados quantitativos e qualitativos alcançados pela UG.
e) Os procedimentos para designação e delegação da função de OD e seu substituto
constam nas Normas SGM-301.
3.3.3. Agente Fiscal
a) Agente Fiscal é aquele que tem a responsabilidade de auxiliar o OD ou o seu
Substituto no controle, fiscalização e acompanhamento rotineiro das contas de gestão e
responsabilidade das UG;
b) Os procedimentos para designação do Agente Fiscal constam na SGM-301;
c) Compete ao Agente Fiscal:
I) autorizar os pedidos de gêneros aos fornecedores habilitados;
II) aprovar vales ao paiol, solicitações de Complemento Financeiro
Extraordinário (CFE), acréscimos/deduções de Despesa Autorizada (DA), solicitações de
créditos orçamentários à DGOM; e
III) aprovar os cardápios, observando que para sua elaboração devem ser
consideradas, além das razões econômicas e de paladar, as razões de ordem nutricional.
3.3.4. Gestor de Municiamento
a) É aquele que, sob orientação direta do OD ou do seu substituto e sempre em
conjunto com estes, realiza as tarefas inerentes à atividade de municiamento;

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OSTENSIVO SGM-305

b) Deverá ser nomeado por OS do Comandante ou Diretor da OM, observadas as


restrições para acúmulo de funções previstas nas Normas da SGM-301;
c) A função de Gestor de Municiamento deverá ser exercida, preferencialmente, por
Oficial ou servidor assemelhado;
d) Na impossibilidade de se atender ao disposto na alínea c, a função de Gestor de
Municiamento poderá ser exercida por militar ou servidor assemelhado de graduação igual ou
superior a terceiro-sargento, em ambos os casos, devidamente qualificados. Ressalta-se, no
entanto, a necessidade de que o referido Gestor seja mais antigo que o Fiel de Municiamento;
e) A substituição, mesmo que em caráter eventual, somente poderá ocorrer
mediante passagem de função. É expressamente vedada a assinatura no impedimento do
Gestor de Municiamento;
f) Ao Gestor de Municiamento compete:
I) autorizar a saída dos gêneros do paiol para os ranchos, mediante assinatura
nos vales ao paiol;
II) conferir as GRU pagas ao FN referentes ao Municiamento Indenizável para
posterior apreciação da prestação de contas pelo Conselho de Gestão. No caso de OM apoiada,
tendo em vista que o lançamento do municiamento indenizável é realizado pela própria OM
no Sistema Quaestor, a verificação de pagamento da GRU deverá ser realizada pela mesma,
evitando sobrecarga administrativa para a OM apoiadora;
III) manter atualizada a escrituração dos BDM;
IV) apresentar, com a periodicidade determinada pelo OD ou por seu Substituto
ou pelo Agente Fiscal o mapa de acompanhamento diário da receita e despesa do
Municiamento;
V) propor ao Agente Fiscal os cardápios dos ranchos, quando não for designado
outro Oficial ou servidor de nível superior para essa tarefa;
VI) controlar os créditos orçamentários de alimentação sob a responsabilidade
da OM;
VII) planejar as aquisições anuais de gêneros alimentícios com base no histórico
de consumo dos itens;
VIII) providenciar as aquisições solicitadas, atendidos aos requisitos legais
concernentes ao processo licitatório;
IX) apresentar ao Agente Fiscal os documentos relativos à despesa legalmente

OSTENSIVO - 3-4 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

liquidada;
X) acompanhar, nos prazos legais, os pagamentos das Notas Fiscais referentes
às aquisições de alimentos;
XI) organizar, de acordo com os prazos e procedimentos previstos nestas
Normas, os processos de prestação de contas de Municiamento; e
XII) dirigir as atividades afetas aos agentes subordinados do Municiamento.
3.3.5. Funções não acumuláveis
a) Ordenador de Despesas ou seu Substituto com Gestor;
b) Agente Fiscal com Gestor; e
c) Gestor com Relator da Gestoria de Munciamento.
3.3.6. Agentes Subordinados do Municiamento
São os militares ou servidores, designados por OS, para auxiliar os demais agentes
responsáveis, descentralizando, assim, a execução das tarefas inerentes à Gestoria.
3.3.7. Fiel do Municiamento
Compete ao Fiel do Municiamento:
a) auxiliar o Gestor na elaboração de cardápios, no que tange ao material existente
no paiol para sua confecção e preço das refeições apresentadas, para efeito de comparação
com a despesa autorizada do dia;
b) elaborar e apresentar ao Gestor do Municiamento os pedidos de gêneros aos
fornecedores habilitados, com base nas Notas de Empenho emitidas e assinadas pelo
Ordenador de Despesas e Agente Financeiro;
c) manter atualizada a relação dos fornecedores habilitados e as listas de preços das
Organizações Militares Fornecedoras (OMF) (Depósito de Suprimentos de Intendência da
Marinha no Rio de Janeiro / Centros de Intendência da Marinha);
d) submeter à aprovação do Gestor e Agente Fiscal os vales de gêneros ao paiol;
e) verificar se há discrepâncias entre as notas fiscais dos fornecedores e as listas de
preços dos itens licitados, quanto ao preço unitário, unidade de fornecimento, etc.;
f) preparar as prestações de contas e organizar o arquivo das mesmas;
g) manter atualizadas todas as publicações e listas de preços que dizem respeito ao
Municiamento;
h) conferir os vales de pedido de gêneros ao paiol, observar o consumo e fiscalizar a
confecção do rancho em conformidade com o cardápio aprovado;

OSTENSIVO - 3-5 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

i) efetuar o controle dos pedidos de gêneros aos fornecedores, da despesa


autorizada e das sobras lícitas;
j) acompanhar e fiscalizar todos os serviços de paiol, cozinha e rancho, sugerindo ao
Gestor providências e rotinas necessárias ao bom andamento do serviço; e
k) manter atualizado o fichário de controle de estoque ou controle informatizado de
estoque, conforme o caso.
3.3.8. Mestre D’Armas
Compete ao Mestre D’Armas:
a) fiscalizar a presença, a higiene, a apresentação dos uniformes e a execução do
serviço dos subordinados;
b) distribuir os rancheiros pelos diversos serviços necessários ao bom andamento do
rancho;
c) elaborar e promover rotinas de limpeza e arrumação de todo o material e
compartimentos de suas incumbências;
d) elaborar e promover rotinas de conferência de todo o material de rancho;
e) elaborar e promover rotinas de manutenção preventiva dos equipamentos e
utensílios dos refeitórios;
f) elaborar e promover rotinas de adestramento do pessoal subordinado;
g) fiscalizar as sobras de rancho;
h) zelar pela disciplina nos refeitórios;
i) fazer cumprir os horários de rancho estabelecidos na rotina da OM, bem como a
sua frequência; e
j) participar ao Gestor, tempestivamente, qualquer alteração quanto à confecção do
rancho em relação ao cardápio aprovado, bem como possível o descumprimento de horário
previsto na rotina.
3.3.9. Cozinheiro-Chefe
Compete ao Cozinheiro-Chefe:
a) fiscalizar a presença, a higiene, a apresentação dos uniformes e a execução do
serviço dos subordinados;
b) organizar e controlar a confecção do rancho;
c) elaborar e promover rotinas de manutenção preventiva dos equipamentos e
utensílios da cozinha;

OSTENSIVO - 3-6 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

d) elaborar e promover rotinas de adestramento do pessoal subordinado;


e) elaborar e promover rotinas de limpeza e arrumação de todo o material e
compartimentos de suas incumbências;
f) elaborar os vales de gêneros ao paiol, a fim de cumprir o cardápio previsto, bem
como conferir o recebimento;
g) sugerir cardápios ao Gestor;
h) providenciar a devolução ao paiol os gêneros não utilizados na preparação do
rancho;
i) assessorar o responsável pela conferência dos gêneros recebidos, sempre que
solicitado; e
j) participar ao Mestre D’Armas, tempestivamente, qualquer alteração quanto à
confecção do rancho em relação ao cardápio aprovado, bem como o possível descumprimento
de horário previsto na rotina.
3.3.10. Paioleiro
Compete ao Paioleiro:
a) auxiliar o conferente, quando necessário e imprescindível, durante o horário
normal de expediente, no recebimento dos gêneros adquiridos pela OM, inspecionando-os, a
fim de certificar se estão próprios para consumo e dentro da validade, devolvendo ao
fornecedor os produtos inapropriados;
b) orientar o pessoal de serviço a proceder conforme disposto na alínea a, no caso de
recebimento de gêneros em horários fora do expediente;
c) armazenar e estocar nos paióis e nas frigoríficas os gêneros adquiridos e recebidos
na OM, de acordo com as técnicas preconizadas pelos Órgãos Técnicos;
d) zelar pela boa conservação dos gêneros armazenados sob sua responsabilidade
até a sua distribuição;
e) entregar os gêneros armazenados à vista dos pedidos de gêneros ao paiol,
previamente autorizados pelo Gestor e Agente Fiscal;
f) assessorar o Fiel do Municiamento e o Gestor, quanto à inclusão no cardápio de
itens armazenados com data de validade próximas a vencer;
g) sugerir ao Fiel do Municiamento rotinas para o bom andamento do serviço e
conservação dos gêneros;
h) fornecer ao Fiel de Municiamento, periodicamente, uma listagem atualizada do

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OSTENSIVO SGM-305

estoque físico existente no paiol, com as respectivas validades;


i) lacrar os paióis diariamente, após o término do expediente; e
j) acompanhar o militar ou servidor designado para efetuar o balanço mensal, de
acordo com o disposto no inciso 3.6.7, separando os itens com data de validade vencida, para
posterior alienação ou apuração de responsabilidade.
3.3.11. Encarregado de Pessoal
Compete ao Encarregado de Pessoal:
a) acompanhar e efetuar o registro diário no Sistema Quaestor das apresentações e
desligamentos de militares, servidores civis, TTC e municiados mediante indenização;
b) atribuir as etapas e complementos aos quais cada municiado faz jus;
c) inserir, sob orientação do OD, as solicitações de CFE no Sistema Quaestor;
d) inserir demais solicitações de acréscimos/deduções da despesa autorizada no
Sistema Quaestor; e
e) finalizar o municiamento.
3.3.12. Aos demais agentes subordinados (rancheiros, cozinheiros e outros) caberá o
cumprimento das normas previstas em OI reguladora dos serviços de rancho da OM.
3.3.13. No Manual do Usuário, disponível na página da DFM, encontram-se definidas as
funções específicas dos Agentes Responsáveis e Subordinados no Sistema Quaestor
Municiamento.
3.4. RELATOR DE MUNICIAMENTO
3.4.1. Relatores são, preferencialmente, Oficiais e Guardas-Marinha (exceto aqueles
realizando estágio na OM) de qualquer Corpo ou Quadro ou servidores qualificados,
expressamente designados pelo OD, para, em nome deste, efetuar as verificações necessárias
quanto à regularidade da documentação referente à Prestação de Contas a ser arquivada, na
OM, e encaminhada ao CCIMAR, quando solicitado.
3.4.2. Especificamente ao Relator do Municiamento, competem as verificações a seguir
relacionadas, além daquelas de caráter geral, comum a todas as contas de gestão e de
responsabilidade, discriminadas no Capítulo 2 da SGM-301:
a) se a despesa autorizada do MMM foi calculada de acordo com as respectivas
instruções;
b) se o número de etapas e complementos lançados no MMM correspondem ao
somatório dos valores lançados nos BDM;

OSTENSIVO - 3-8 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

c) se os valores das etapas e complementos lançados no MMM correspondem aos


aprovados para o mês a que se referem;
d) se as deduções ou acréscimos na despesa autorizada estão autorizados pela DFM
(constando no campo observações o documento que autorizou e anexando uma cópia do
mesmo ao MMM);
e) se o total da despesa autorizada no MMM corresponde ao somatório dos subtotais
menos deduções ou mais acréscimos autorizados pela DFM;
f) se o saldo de gêneros em paiol que passou do mês anterior confere com o lançado
no MMM do mês atual;
g) se os gêneros adquiridos no Depósito de Suprimentos de Intendência da Marinha
no Rio de Janeiro (DepSIMRJ) ou nos Centros de Intendência da Marinha correspondem ao
somatório das notas de entrega daquelas OMF;
h) se os gêneros adquiridos dos fornecedores extra-Marinha correspondem ao
somatório das notas fiscais daqueles fornecedores;
i) se os gêneros recebidos ou transferidos por remessa estão lançados corretamente
(valores) na linha apropriada;
j) se o termo de despesa (se houver) está com os cálculos corretos e lançado na linha
apropriada;
k) se o saldo de gêneros em paiol e frigorífica, existente no último dia do mês,
corresponde ao saldo do balanço de paiol lançado no MMM;
l) se o saldo financeiro do mês anterior confere com o lançado no MMM do mês
atual;
m) se o valor constante no Relatório de Notas Fiscais Pagas de gêneros pela Execução
Financeira no mês da relatoria, somado ao valor constante no Relatório de Contas Pendentes
lançadas no mês da relatoria correspondem ao total das Notas Fiscais certificadas e contidas
na prestação de contas do Municiamento, independente de terem sidas pagas ou não, bem
como se algum documento de despesa encontra-se pendente de pagamento no sistema sem
ter sido enviado para regular liquidação no mês da relatoria;
n) se o campo “Guia de Recolhimento” (quando for o caso) está corretamente
preenchido;
o) se o somatório das colunas “Receita” e “Despesa” está correto;
p) se o compromissado (pagamentos pendentes) corresponde ao somatório das

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OSTENSIVO SGM-305

notas fiscais de fornecedores extra-MB não pagas, conforme valores constantes no “Relatório
de Contas Pendentes”, extraído do Sistema Quaestor;
q) se o valor contido no campo “Sobras Lícitas Brutas” do MMM corresponde à
diferença entre a despesa autorizada e os gêneros consumidos;
r) se o valor contido no campo “Sobras Lícitas” do MMM corresponde à diferença
entre os valores dos campos “Sobras Lícitas Brutas” e “Vales-Extras”;
s) se o saldo anterior a recolher, do Bloco 5 do MMM (acompanhamento do
municiamento indenizável), corresponde ao lançado como saldo a recolher do mês anterior;
t) se o municiamento indenizável do mês corresponde ao total das etapas
indenizáveis sacadas no bloco 1 do MMM (subtotal da despesa indenizável - somatório dos
códigos 3-XX); e
u) se o saldo a recolher corresponde ao somatório do campo saldo anterior a recolher
e saldo municiamento indenizável.
3.5. AQUISIÇÃO DE GÊNEROS
3.5.1. Do Planejamento
O planejamento das aquisições de gêneros consiste na realização das previsões de
consumo dos itens de estoque a serem utilizados nos cardápios das OM ao longo do ano. Desta
forma, tornam-se necessárias as seguintes ações:
a) realização da estimativa das quantidades a serem contratadas, acompanhadas das
memórias de cálculo e dos documentos que lhe dão suporte (histórico de consumo),
considerando a interdependência com outras contratações, de modo a possibilitar a economia
de escala;
b) inserção dos principais itens, classificados de acordo com a frequência de consumo
e materialidade (maiores valores), no Programa de Aplicação de Recursos (PAR) da OM, a ser
apresentado na Reunião de Conselho de Gestão do mês de DEZ do Ano A, para que sejam
adquiridos no Ano A+1; e
c) as memórias de cálculo que balizam a estimativa de consumo do item, e por
conseguinte as quantidades a serem contratadas, deverão ser inseridas no Termo de
Referência dos pregões de gêneros alimentícios.
3.5.2 Aquisições de gêneros alimentícios junto aos fornecedores extra-MB.
Deverão ser realizadas pela Execução Financeira, mediante prévio processo de
contratação de fornecedor. As OM que possuem rancho, mas não dispõem da Execução

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OSTENSIVO SGM-305

Financeira, serão apoiadas por um Centro de Intendência da Marinha (CeIM) ou outra OM que
possa efetuar as contratações dos fornecedores.
a) Os Navios realizarão as aquisições de gêneros junto aos fornecedores extra-MB,
por meio dos CeIM ou OM que o apoie em Execução Financeira. Quando em viagens, nas
situações em que o estoque para fornecimento de um CeIM não atenda integralmente às
demandas e, portanto, seja necessário recorrer a um fornecedor extra-MB, as aquisições
programadas que visem ao recompletamento dos estoques poderão ser concretizadas por
meio de:
I) Transferência de créditos orçamentários ao CeIM ou OM com Execução
Financeira localizada geograficamente próxima ao porto onde o Navio estará atracado, a fim
de que aquela OM promova a aquisição por meio de Atas de Registro de Preços (ARP)
formalizadas. Esta linha de ação dependerá da disponibilidade de saldos para consumo nas
ARP locais;
II) Adesão a ARP nos locais de atracação, a ser realizada pela própria UGE
apoiadora do meio operativo em sua sede, com a posterior formalização por meio da emissão
de nota de empenho. Esta linha de ação dependerá de um planejamento tempestivo e da
existência de Atas vigentes que admitam adesões; e
III) Esgotados os processos tradicionais de execução de recursos públicos para
realizar o abastecimento de gêneros utilizando-se das estruturas logísticas da MB, como o
SabM e os CeIM, quando ainda se encontrar na sede, ou junto ao CeIM com jurisdição no porto
em que o Navio for atracar, ou OM incumbida de tal tarefa, a critério do OD, poderá ser
empregado o Suprimento de Fundos, sujeito ao Regime Especial de Execução (SF-REE).
b) Os meios navais que utilizarem Suprimento de Fundos para a aquisição de
alimentos, deverão escriturar as Notas Fiscais no sistema Quaestor. Adicionalmente, ressalta-
se que as aquisições deverão observar os preceitos licitatórios e demais normas em vigor.
c) O anexo M apresenta um fluxograma com ações a serem adotadas para o
abastecimento tempestivo de gêneros alimentícios para os meios navais quando em viagem
fora de sua sede, sinalizando que a adoção do SF-REE para esta finalidade seria aplicável
apenas como última alternativa.
3.5.3 Licitações de Gêneros
Por ocasião da elaboração dos processos licitatórios de gêneros, as OM que se
utilizarem das licitações realizadas por outras OM deverão encaminhar, com a antecedência

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OSTENSIVO SGM-305

necessária, as estimativas de consumo anual de cada item, de forma que possam compor o
processo de planejamento das aquisições.
3.5.4. Aquisição na área do Comando do 1º Distrito Naval (Com1º DN)
A aquisição de gêneros pelo Municiamento, no caso de OM ou Navios sediados na área
do Com1ºDN deverá ser feita, preferencialmente:
a) no DepSIMRJ, quando se tratar de produto da linha de fornecimento daquela OMF;
b) nos fornecedores adjudicados pelo Centro de Obtenção da Marinha no Rio de
Janeiro (COMRJ), quando se tratar de produto licitado por aquele Centro; e
c) opcionalmente, poderão ser realizadas licitações próprias para aquisição de
gêneros, conforme preceituado no inciso 3.5.6, alínea c.
3.5.5. Aquisição nas demais áreas
A aquisição de gêneros pelo Municiamento deverá ser feita, preferencialmente:
a) nos CeIM, para as OM ou Navios sediados na região desses Centros, quando se
tratar de produtos da linha de fornecimento daquelas OMF; e
b) nos fornecedores adjudicados pelas OM responsáveis pelas licitações.
3.5.6. Disposições Gerais
a) A contratação de fornecedores derivada de licitação referente a gêneros
alimentícios, a exemplo das demais, cria obrigações entre as partes. Assim, como a OM não
pode efetuar a aquisição dos gêneros licitados em terceiros estranhos ao processo licitatório
ou com preterição da ordem de classificação, o fornecedor é obrigado a cumprir o contrato,
independentemente de flutuação de preços, porventura ocorrida, observados, ainda, os
limites e termos das cláusulas contratuais pactuadas, e o previsto na alínea c;
b) Cabe destacar que não há nada que impeça as OM realizarem licitações para
fornecimento de gêneros, caso julgarem pertinente, uma vez que o crédito para a despesa
pertence a elas. Os itens fornecidos pelo DepSIMRJ apenas constituem uma facilidade disposta
às OM que têm dificuldade em operacionalizar compras que demandem realização de
processo licitatório;
c) Para os itens constantes da Lista de Preços de Fornecedor de Gêneros (LPFG) ou
outros de interesse da OM Consumidoras (OMC), poder-se-á proceder à aquisição por
intermédio de licitações próprias, observando a legislação em vigor e demais normas
pertinentes, devendo, neste caso, anexar cópia da relação dos itens homologados à prestação
de contas;

OSTENSIVO - 3-12 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

d) Caso sejam verificados, no mercado, preços inferiores aos praticados pelas OMF
ou pelos fornecedores adjudicados pelas OM responsáveis pelas licitações, tal fato deverá ser
reportado às OMF ou OM responsável pela licitação para conhecimento e aprimoramento do
processo licitatório e acordo administrativo decorrente; e
e) Os valores-limite para dispensa de licitação, no Brasil, encontram-se previstos nas
Normas Sobre Licitações, Acordos e Atos Administrativos (SGM-102) e no Manual de Licitações
e Contratações Administrativas, localizado na página da Diretoria de Administração da
Marinha (DAdM), na intranet. Em relação à compras no exterior, os valores-limite constam em
Portaria específica do MD, que trata de Compras no Exterior, e que consta indicada no Manual
mencionado anteriormente.
3.6. CONTROLE DE GÊNEROS
3.6.1. O controle dos gêneros adquiridos compreende, basicamente, as seguintes tarefas:
a) pedido de gêneros aos fornecedores habilitados;
b) conferência dos gêneros recebidos;
c) lançamento no Livro de Gêneros Recebidos;
d) armazenagem e lançamento em sistema informatizado do movimento de entrada
e saída; e
e) balanço de paiol.
3.6.2. Pedido de gêneros aos fornecedores habilitados
a) Os pedidos de gêneros aos fornecedores serão confeccionados em modelo
próprio, devendo conter a aposição das assinaturas do Agente Fiscal e do Gestor de
Municiamento, além da cópia da Nota de Empenho assinada pelo Ordenador de Despesas e o
Agente Financeiro; e
b) Os pedidos poderão ser feitos, via “internet”, ao fornecedor, ou por outros meios
de entrega desde que haja possibilidade, por parte da OM solicitante, de comprovar o
recebimento do pedido.
3.6.3. Conferência dos gêneros recebidos
a) A conferência dos gêneros recebidos será efetuada pelo Oficial de Serviço ou pelo
responsável designado para essa tarefa;
b) Os gêneros recebidos serão conferidos à vista do pedido efetuado ao fornecedor e
do documento de despesa (Ex.: nota fiscal, cupom fiscal, ou Remessa de Material de Consumo
– RMC);

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OSTENSIVO SGM-305

c) Por ocasião da conferência dos gêneros recebidos, os seguintes aspectos deverão


ser especialmente verificados:
I) quantidade;
II) qualidade; e
III) data de fabricação, data de validade e registro no órgão competente, no caso
de produtos industrializados.
d) O responsável pela conferência e recebimento dos gêneros lançará, no verso do
documento de despesa, o certificado de recebimento de bens, conforme o modelo e
instruções para preenchimento constante do anexo N - campo 1 (disponível na página da DFM
no caminho: Gestorias/Municiamento/lista de anexos da SGM-305);
e) Os documentos de despesa, após rubricados pelo recebedor, serão entregues ao
setor competente para prosseguir com as fases da despesa;
f) Quando houver gêneros devolvidos, parcial ou totalmente, por não atenderem às
especificações requeridas, por excederem as quantidades solicitadas, ou, ainda, em
quantidades menores que as especificadas no documento de despesa, o fornecedor deverá
emitir novo documento de despesa; e
g) A devolução, ao fornecedor, de gêneros que não atendam às especificações
previstas poderá implicar em sanção, nos termos do acordo administrativo lavrado.
3.6.4. Lançamento no Livro de Gêneros Recebidos
Os gêneros, depois de conferidos e recebidos, serão lançados no Livro de Gêneros
Recebidos pelo Oficial de Serviço ou responsável designado para o recebimento, devendo
conter pelo menos os seguintes dados: número da nota fiscal, nome do fornecedor, data do
recebimento, item e quantidade recebida. O responsável pela guarda do Livro será o Gestor,
devendo-se observar os procedimentos do art. 4.4 para arquivamento.
3.6.5. Armazenagem e lançamento em sistema informatizado do movimento de entrada e
saída
a) Todos os gêneros adquiridos pela OM, depois de conferidos e recebidos, deverão
ser encaminhados ao paiol de mantimentos para serem armazenados;
b) O documento de despesa deverá ser encaminhado ao setor competente para
registro e controle de estoque, por meio dos sistemas Quaestor ou MUNIC, quando aplicável;
c) O documento de despesa deverá ter cópia enviada a OM Centralizadora/UGE
responsável pela emissão da NE; e

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OSTENSIVO SGM-305

d) Excetuam-se do disposto na alínea a, no que tange à armazenagem, os gêneros


adquiridos para uso imediato, isto é, no próprio dia da aquisição, os quais não necessitam
transitar, fisicamente, pelo paiol de mantimentos. Nesse caso, permanece somente a
obrigatoriedade dos registros contábeis pertinentes à vista dos documentos de despesa
correspondentes, no sistema Quaestor ou MUNIC, quando aplicável, e para fins de Execução
Financeira.
3.6.6. Controle efetivo dos gêneros adquiridos
Os aspectos a seguir relacionados deverão ser observados para um controle efetivo dos
gêneros adquiridos:
a) os gêneros para consumo deverão ser requisitados ao paiol, por meio de vale de
cozinha ou vale-extra, considerando cardápio do dia e ter o valor registrado no BDM;
b) os vales devem ser elaborados de acordo com os cardápios e pagos pelo paioleiro
depois de autorizados pelo Gestor do Municiamento e Agente Fiscal; e
c) todo e qualquer retorno de material ao paiol deve ser registrado por meio de vale
de retorno, a fim de evitar disparidades por ocasião do balanço mensal e permitindo, ainda,
rigoroso acompanhamento das sobras lícitas apuradas; e
d) As eventuais diferenças verificadas, em virtude de arredondamentos na emissão
dos documentos que integram a prestação de contas (Termo de Balanço de Paiol, MMM e
outros) deverão ser mantidas, desde que não comprometam a comprovação.
3.6.7. Balanço de paiol
a) O balanço de paiol será realizado:
I) rotineiramente, no último dia de cada mês; e
II) extraordinariamente, nos seguintes casos:
- desativação de OM;
- transferência de responsabilidade de OD ou Gestor do Municiamento;
- substituição do paioleiro; e
- determinação pelo OD, Agente Fiscal ou Gestor para verificação aleatória.
b) O balanço de paiol será efetuado, preferencialmente, por Oficial ou servidor
qualificado, que não o Gestor, independente de sua antiguidade, ou nível, designado
formalmente pelo Ordenador de Despesas;
c) Excepcionalmente, quando houver transferência de responsabilidade de Gestor, o
balanço deverá ser realizado pelo Gestor que assume, de modo que todos os itens constantes

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OSTENSIVO SGM-305

em paiol sejam de seu pleno conhecimento; e


d) O balanço de paiol deverá ser registrado em termo, no qual fiquem consignados
os itens existentes em paiol, em ordem alfabética de especificação (nomenclatura), apurados
por ocasião do balanço, e conterá, no mínimo, as seguintes informações:
I) especificação (nomenclatura) do item;
II) unidade de fornecimento;
III) quantidade existente;
IV) preço unitário; e
V) preço total.
3.6.8. Acerto de Paiol
É utilizado para adequar o estoque contábil ao estoque físico apurado pelo balanço de
paiol.
a) O resultado apresentado pelo balanço de paiol físico, realizado rotineira ou
extraordinariamente, deve ser cotejado com a apuração do balanço de paiol atual do sistema
Quaestor ou MUNIC, quando for o caso. Esse cotejo poderá indicar diferença a maior ou a
menor, de até no máximo 5% (cinco por cento) por item;
b) A ocorrência de diferenças superiores a cinco por cento pode significar erro no
balanço de paiol, nos registros de entrada, saída e retorno de gêneros ou fornecimento
fracionado de gêneros pelo paioleiro. Em quaisquer das situações, o OD deverá adotar as
providências para a verificação, correção e apuração do erro apresentado, bem como para o
processo de ressarcimento ao erário, se for o caso. Poderá, ainda, determinar a realização de
uma apuração interna, de forma sumária, com vistas à identificação de responsável; e
c) O Relatório de Acerto de Paiol deverá ser assinado pelos seguintes agentes:
I) Ordenador de Despesas;
II) Agente Fiscal;
III) Relator; e
IV) Gestor do Municiamento.
3.6.9. Aferição de Balanças
É indispensável, para a conferência de peso nas entradas e saídas de gêneros do paiol,
que as OM providenciem aferições anuais em suas balanças, utilizando os serviços do Instituto
Nacional de Pesos e Medidas (INPM) ou Órgão credenciado.

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OSTENSIVO SGM-305

3.7. TERMO DE DESPESA


3.7.1. Quando ocorrer deterioração de gêneros que os tornem impróprios para o consumo
ou no caso de desaparecimento, extravio, destruição ou queda ao mar de gêneros, a despesa
será autorizada pelo OD e formalizada mediante Termo de Despesa, observando-se o seguinte:
a) o Termo de Despesa será firmado por Oficial ou servidor de nível superior,
designado pelo OD, não podendo, entretanto, ser o Gestor do Municiamento;
b) quando se tratar de gêneros deteriorados - impróprios para consumo - o
responsável pela emissão do Termo de Despesa deverá ser, preferencialmente, Oficial do
Quadro de Apoio à Saúde da Marinha;
c) assinarão, também, o Termo de Despesa:
I) o Ordenador de Despesas;
II) o Agente Fiscal; e
III) o Gestor do Municiamento.
d) a deterioração, o desaparecimento, o extravio ou a queda ao mar de gêneros
constitui prejuízo à Fazenda Nacional, necessitando, portanto, de apuração interna, de forma
sumária, ou mediante sindicância, com vistas à identificação de responsável ou conclusão pela
ocorrência de caso fortuito ou força maior, aberta por determinação do OD, conforme o caso;
e) o OD, após a conclusão da apuração, fundamentará e autorizará a elaboração do
Termo de Despesa;
f) o responsável, militar, servidor civil ou terceiro, poderá repor o material extraviado
adquirindo-o no comércio, nas mesmas condições e características do anterior, com nota fiscal
emitida em seu nome;
g) o Termo de Despesa deverá ser emitido de acordo com o modelo e as instruções
para preenchimento constantes do anexo O (disponível na página da DFM no caminho:
Gestorias/Municiamento/lista de anexos da SGM-305); e
h) todo processo, desde a apuração até a elaboração do termo de despesa, deverá
integrar a prestação de contas.
3.8. TRANSFERÊNCIA DE GÊNEROS
3.8.1. A transferência de gêneros, entre OM, será por documento próprio denominado
remessa, de acordo com o modelo e as instruções constantes do anexo P (disponível na página
da DFM no caminho: Gestorias/Municiamento/lista de anexos da SGM-305).
3.8.2. A remessa constitui despesa da OM entregadora dos gêneros e receita da OM

OSTENSIVO - 3-17 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

recebedora. Quando se tratar de OM Apoiada, a OM Apoiadora deverá fazer a comprovação


da referida remessa.
3.8.3. A remessa conterá, além da OM destinatária e da especificação dos gêneros, o nome,
o posto ou a graduação, e a assinatura do recebedor.
3.9. DOAÇÃO DE GÊNEROS
É vedada a doação de gêneros alimentícios a funcionários, instituições ou entidades
extra-MB pela Gestoria de Municiamento, por não existir amparo legal e por desvirtuar os
resultados apurados.
3.10. CRÉDITO ORÇAMENTÁRIO
3.10.1. Provisionamento de Crédito Orçamentário
O crédito será provisionado, pela DGOM, diretamente às UGE, classificadas como OM
com rancho próprio organizado e/ou OM Apoiadora.
3.10.2. No caso das OM com rancho próprio organizado e/ou OM Apoiadora, que não possuam
execução financeira própria, o crédito será provisionado na respectiva UGE Centralizadora
(CeIM e OM que centralizem as aquisições), sendo mantida, como Unidade Gestora
Responsável (UGR), a OM apoiada em execução financeira.
3.10.3. A aquisição de gêneros junto aos fornecedores extra-MB será efetuada por meio de
provisionamento de crédito orçamentário da Ação Interna (AI) B.441.01 – Alimentação de
Pessoal.
3.10.4. Ressalta-se que não poderão ser executadas as seguintes despesas com recursos da AI
B.441.01:
a) aquisição de material para manutenção de bens imóveis, para manutenção de bens
móveis, para manutenção de quaisquer equipamentos (inclusive os de cozinha) e correlatos;
b) aquisição de material de expediente, faxina, limpeza e correlatos, exceto para
aquisição de materiais descartáveis, tais como: copos, talheres, guardanapos, entre outros; e
c) contratação de quaisquer serviços.
3.10.5. Pedido de Suplementação de Créditos
Caso os valores de planejamento provisionados para as aquisições de gêneros sejam
menores do que o valor real executado no período e haja necessidade de crédito adicional
para atender as aquisições até o próximo provisionamento, as UGE poderão solicitar
suplementação de crédito à DGOM.

OSTENSIVO - 3-18 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

3.10.6. Procedimentos no encerramento do Exercício Financeiro:


a) Para aquisição de gêneros para o mês de JAN (ano A+1), as Notas de Empenho (NE)
deverão ser emitidas até o prazo final de emissão de empenho definido na Circular de
Encerramento do Exercício do ano A, ou seja, para este período o recebimento deverá ser
antecipado ou o empenho deverá ser inscrito em RP não processados;
b) Por ocasião do encerramento do exercício, as OM deverão considerar, durante a
inscrição de NE em RP não processados, os prazos de entrega e a capacidade de recebimento
e armazenagem dos itens dentro do período em questão, a fim de evitar a permanência de
saldos em RP não processados, sem cobertura contratual, durante o exercício subsequente.
Ademais, orienta-se que tais NE contenham os itens a serem utilizados nos cardápios dos
primeiros dias do mês de JAN do ano subsequente; e
c) Havendo saldos sem previsão de aplicação, as UGE deverão efetuar a devolução
do crédito até o prazo definido na Circular de Encerramento do Exercício, mediante a inserção
de ALTCRED de Anulação.
3.11. ESCRITURAÇÃO DAS NOTAS FISCAIS E PAGAMENTO DE GÊNEROS
3.11.1. Escrituração das Notas Fiscais (NF)
Após o recebimento dos gêneros, o Gestor de Municiamento deverá emitir duas cópias
da NF, a fim de promover suas respectivas certificações de acordo com o Certificado de
Recebimento de Bens (CRB), anexo N, sendo:
a) uma cópia encaminhada para escrituração no sistema Quaestor, que após serem
lançadas no mesmo, apresentarão o status de “Pagamentos Pendentes”, cujo somatório será
evidenciado no MMM, no campo “Compromissado (Pag. Pendente)”. Ressalta-se que o Agente
Fiscal da OM solicitante de gêneros deverá receber a NF para certificação junto com o
“Relatório de Movimentação por Tipo”, extraído do Quaestor, de forma a evidenciar o
lançamento dos itens no sistema. Além disto, a referida cópia deverá ser anexada na prestação
de contas do Municiamento; e
b) a outra cópia encaminhada, tempestivamente, ao setor de Execução Financeira da
OM Centralizadora/UGE para a devida liquidação e pagamento, evitando-se o acúmulo de
documentos para entrega em lotes e possíveis transtornos administrativos que resultarão em
demora no pagamento aos fornecedores.
3.11.2. Relatório de NF Pagas
A fim de satisfazer a necessidade de compatibilização entre as NF recebidas pela

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OSTENSIVO SGM-305

Gestoria de Municiamento e seu pagamento pela Gestoria de Execução Financeira da UGE,


haverá a emissão de um documento denominado “Relatório de Notas Fiscais Pagas”, o qual
será operacionalizado de forma mensal. O setor de execução financeira da UGE encaminhará
o Relatório de NF Pagas, por meio de e-mail, às Gestorias de Municiamento apoiadas, de forma
que o referido documento deverá:
a) conter todas as NF de Municiamento pagas pela execução financeira no mês de
referência do Relatório;
b) explicitar os dados de cada NF, além do valor bruto, desconsiderando o
recolhimento de impostos, de forma que possam ser identificadas inequivocamente pelo
Gestor de Municiamento e demais Agentes Responsáveis;
c) demonstrar o valor da soma de todas as NF de Municiamento liquidadas no mês
de referência;
d) após verificar se as NF constantes no Relatório recebido constam como pendentes
no sistema Quaestor, o Gestor de Municiamento deverá, através do menu “Gerência”, opção
“Guia de Recolhimento”, inserir uma Guia de Recolhimento de Numerário (GRN), observando-
se que:
I) o recurso da GRN deverá ser destinado ao “Cofre”; e
II) no campo “Motivo” da GRN deverá ser explicitado que a operação possui
como finalidade o acerto contábil inerente às NF, oriundas da Execução Financeira, pendentes
de pagamento;
e) utilizando o saldo de “Cofre”, incrementado pela GRN inserida, o Gestor de
Municiamento deverá realizar o pagamento de todas as NF constantes no Relatório por meio
do menu “Gerência”, opção “Pagamentos de Documentos”;
f) os Relatórios de NF referentes às aquisições pela Execução Financeira deverão
compor as prestações de contas do Municiamento; e
g) Após a execução dos mencionados procedimentos no Quaestor, ao prontificar a
prestação de contas mensal da Gestoria de Municiamento, o montante correspondente ao
somatório das NF oriundas da Execução Financeira será deduzido do saldo do campo
“Compromissado” do MMM, que passará a dispor apenas do saldo referente às NF enviadas
ao setor de Execução Financeira da UGE, porém ainda não constantes no Relatório de NF
Pagas.

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OSTENSIVO SGM-305

3.11.3. Pagamento dos gêneros adquiridos em fornecedores extra-MB


a) O pagamento dos gêneros adquiridos junto aos fornecedores extra-MB, por meio da
Execução Financeira, deverá ser efetuado, quando autorizado pelo OD, após regular
liquidação, obedecido ao prazo máximo de dez dias úteis a contar da data de apresentação,
pelo credor, do documento de despesa correspondente, observado o previsto na SGM-301; e
b) As OM deverão instituir controle a fim de evitar a realização de pedidos sem saldo
em Nota de Empenho que o respalde; e
c) Visando à obtenção de condições mais vantajosas para a MB, as OM responsáveis
pelas licitações de gêneros deverão:
I) envidar esforços no sentido de que o prazo estabelecido para pagamento seja
inferior ao limite estabelecido na alínea a; e
II) fazer constar o prazo estabelecido nos editais e acordos administrativos
decorrentes.
3.11.4. Pagamento dos gêneros adquiridos junto ao DepSIMRJ e aos Centros de Intendência
da Marinha
a) O fornecimento de gêneros pelo DepSIMRJ e pelos CeIM será operacionalizado
observando-se os procedimentos previstos nas Normas SGM-201; e
b) Compete às OM Consumidoras (OMC):
I) encaminhar suas Requisições de Materiais (RM), via SINGRA, observando o
disposto nas Normas em vigor;
II) conferir os gêneros recebidos do DepSIMRJ e dos Centros de Intendência da
Marinha à vista das RMC;
III) exigir do DepSIMRJ e dos CeIM a correção das RMC, quando os gêneros
fornecidos estiverem em desacordo com o documento originalmente recebido; e
IV) cotejar o relatório mensal de fornecimento recebido à vista das RMC, reportando
ao Centro de Suprimentos do Abastecimento (CSupAb), com informação à DAbM e DFM, as
eventuais discrepâncias observadas.
3.12. SISTEMA INFORMATIZADO DE APOIO
3.12.1. Sistema Quaestor Módulo Municiamento
a) É o sistema padronizado de processamento de dados, estabelecido e mantido pela
DFM para utilização obrigatória no registro e controle das atividades relacionadas à Gestoria

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OSTENSIVO SGM-305

de Municiamento. Os procedimentos específicos atinentes à utilização do Sistema Quaestor,


encontram-se presentes no Manual do Sistema Quaestor, disponível na página da DFM; e
b) Durante o período de desenvolvimento do módulo off-line para operacionalização
do Quaestor em longas comissões, excepcionalidades que demandem o uso do sistema
MUNIC serão objeto de consulta à DFM, por mensagem, indicando o prazo para retorno ao
sistema Quaestor e justificando a necessidade da migração.

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OSTENSIVO SGM-305

CAPÍTULO 4
PRESTAÇÃO DE CONTAS

4.1. ORGANIZAÇÃO E ENCAMINHAMENTO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS


A prestação de contas da Gestoria de Municiamento deverá ser organizada e
encaminhada ao CCIMAR, quando solicitada, conforme os procedimentos específicos
constantes neste capítulo.
4.1.1. Documentos da Prestação de Contas Completa a ser Arquivada na OM
Os documentos a seguir relacionados integram a Prestação de Contas mensal da
Gestoria de Municiamento que deverá ser arquivada na OM, capeados pelo Documento de
Encaminhamento de Prestação de Contas (DEC), conforme modelo previsto no anexo R
(disponível na página da DFM no caminho: Gestorias/ Municiamento/lista de anexos da SGM-
305), a fim de que possam ser enviados, ao CCIMAR quando solicitados, após a aprovação do
Conselho de Gestão:
a) Cópia da Ata da Reunião do Conselho de Gestão, registrando a aprovação integral
ou as restrições da Gestoria e, neste caso, relacionando as restrições que motivaram a não
aprovação integral;
b) Parecer de Análise de Contas Inicial (PACI);
c) Termo de Conformidade Documental, conforme modelo previsto no anexo S
(disponível na página da DFM no caminho: Gestorias/ Municiamento/lista de anexos da SGM-
305);
d) Mapa Mensal de Municiamento (MMM);
e) Termo de Balanço de Paiol - assinado pelo responsável pela realização do balanço
de paiol e pelo Ordenador de Despesas, Agente Fiscal e Gestor do Municiamento;
f) Relatório de Acerto de Paiol;
g) Documentos de despesa (conforme definição contida na SGM-301), devidamente
certificados, acompanhados de documentos que comprovem o seu pagamento, se houver;
h) Relatório das Notas Fiscais Pagas;
i) Termo de despesa, se houver;
j) Remessa referente a gêneros transferidos, se houver;
k) Remessa referente a gêneros recebidos, se houver;
l) MMM de OM apoiada (se for o caso) - no qual contenha a assinatura do Ordenador
OSTENSIVO - 4-1 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
de Despesas, Agente Fiscal e Encarregado de Pessoal da OM apoiada;
m) Notas de Entrega, acompanhadas do relatório referente às aquisições nos
DepSIMRJ e nos CeIM (contendo o certificado de conferência lavrado pelo Gestor do
Municiamento e visto do Agente Fiscal);
n) Planilha que relacione a quantidade dos hóspedes e as refeições realizadas, para
as OM que administram HT;
o) Relação do montante de aquisições extra-MB, discriminada por fornecedor,
pendentes de pagamento;
p) GRU e comprovante de pagamento dos casos de municiamento indenizável;
q) Declaração de Passagem e Assunção de Função do OD e do Gestor, quando houver
transferência de responsabilidade, conforme anexo T (disponível na página da DFM – Menu
Gestorias – Municiamento – Lista de Anexos da SGM-305); e
r) Cópia do documento de nomeação/exoneração do OD/Gestor que assume e que
passa.
4.1.2 Aprovação da Prestação de Contas no Sistema Quaestor:
a) A aprovação da Prestação de Contas no Sistema Quaestor pelo OD deverá ocorrer
até o dia vinte do mês subsequente ao período a que se referir ou até a data do Conselho de
Gestão, o que ocorrer primeiro. Na impossibilidade do cumprimento deste prazo, em caráter
excepcional, as solicitações de postergação do prazo para aprovação das prestação de constas
mensais deverão ser realizadas por meio do sistema Quaestor, aba “Prestação”, “Postergar
Prestação”; e
b) O sistema Quaestor Municiamento será, permanentemente, monitorado por
analistas e auditores do CCIMAR, com vistas a fortalecer o controle sobre a gestoria e
cumprimento de prazos.
4.2. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE TRANSFERÊNCIA DE RESPONSABILIDADE
4.2.1. Procedimentos Básicos
Ocorrerá transferência de responsabilidade sempre que houver passagem de função
de OD ou Gestor do Municiamento.
4.2.2. Passagem de Função
A passagem de função de OD ou de Gestor do Municiamento implica, necessária e
compulsoriamente, conhecimento, por parte de quem recebe a função, da situação do
Municiamento na data da passagem de função e assunção de todas as responsabilidades
decorrentes, a partir dessa data.
OSTENSIVO - 4-2 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
a) A passagem de função de OD ou de Gestor do Municiamento será formalizada por
meio da Declaração de Passagem e Assunção de Função, conforme modelo previsto no anexo
T (disponível na página da DFM no caminho: Gestorias/ Municiamento/lista de anexos da
SGM-305), assinada pelo OD ou Gestor que passa e pelo que assume e do registro, na ata da
reunião do Conselho de Gestão, da passagem de função;
b) Os aspectos relatados na Declaração de Passagem e Assunção de Função são
aqueles considerados de maior relevância para o conhecimento do OD ou Gestor do
Municiamento que assume;
c) O gestor que assume deverá ser o relator da prestação que antecede a sua
assunção de função, bem como ser o militar designado para realizar o balanço de paiol;
d) É desejável que a transferência de responsabilidade ocorra no último dia do mês,
de maneira que o início da nova gestão coincida com o início do mês; e
e) Nos casos em que a transferência de responsabilidade não coincidir com o término
do período, não há necessidade de elaboração de uma prestação de contas específica para o
período anterior a data da passagem, devendo a assinatura dos documentos elencados no
inciso 4.1.1 ficar a cargo do(s) agente(s) responsável(eis) que assumiu(ram).
4.3. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR INÍCIO E TÉRMINO DE GESTÃO
4.3.1. Prestação de Contas por Início de Gestão
Por ocasião da implantação da gestoria de municiamento, deverá ser constituída a
“prestação de contas por início de gestão”, contendo todos os documentos citados no inciso
4.1.1.
4.3.2. Prestação de Contas por Término de Gestão
Ao término da gestão de municiamento, por “extinção” ou “desarmamento” da OM ou
por encerramento da Gestoria, deverá ser constituída a “prestação de contas por término de
gestão”, contendo os seguintes documentos, além dos citados inciso 4.1.1:
a) cópia do documento que encerra a gestoria;
b) cópia do documento que extingue a OM, se for o caso; e
c) relatórios de todas as informações dos Blocos 2, 3 e 5, quando houver
municiamento indenizável do mês.
Neste caso, todas as Prestações de Contas arquivadas na OM deverão ser
encaminhadas ao Comandante Imediatamente Superior (ComImSup), que passará a ser o
responsável pelo arquivamento.

OSTENSIVO - 4-3 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305
4.4. ARQUIVAMENTO DAS PRESTAÇÕES DE CONTAS
4.4.1. Procedimentos específicos
As prestações de contas deverão ser arquivadas, conforme as seguintes orientações:
a) deverão conter as folhas numeradas, conforme as instruções contidas no inciso
4.4.2;
b) o DEC deverá estar afixado juntamente com toda a documentação, com colchetes,
em ordem cronológica, ou seja, os documentos mais antigos serão os primeiros do processo;
c) deverão conter registro das principais características do processo, a fim de permitir
sua recuperação em caso de sinistro (exemplo: espécie, período a que se refere, procedência
dos documentos, e outras informações julgadas pertinentes, respeitando as peculiaridades do
municiamento); e
d) deverão ser arquivadas, fisicamente, após submetidos ao Conselho de Gestão.
4.4.2. Numeração
A numeração deverá observar as seguintes orientações:
a) As folhas serão numeradas em ordem crescente, sem rasuras, e deverão ser
rubricadas pelo Agente Fiscal e pelo respectivo Gestor (deverá ser numerado, sempre que
possível, no canto superior direito).
b) Somente a frente das folhas receberá a numeração da página, sendo atribuído à
primeira folha o número 1/X, e assim sucessivamente, sendo o X o número total de páginas.
c) Nenhuma Prestação de Contas poderá ter duas peças com a mesma numeração,
não sendo admitido diferenciá-las pelas letras “A” ou “B”, nem rasurá-las. As correções que se
fizerem necessárias deverão ser feitas “a carmim” e rubricadas pelos agentes responsáveis.
4.4.3. Controle do trâmite
O Trâmite documental da Prestação de Contas observará:
a) Após o arquivamento da Prestação de Contas, a OM deverá manter efetivo
controle sobre a sua movimentação, com vistas à imediata localização física e à pronta
prestação de informações, quando requisitada.
b) Quando do encaminhamento de uma Prestação de Contas ao CCIMAR, para a
realização da Auditoria de Conformidade Documental, o controle da OM deverá conter os
dados necessários à identificação do encaminhamento da mesma, indicando, inclusive, o
motivo da movimentação da referida Prestação de Contas, data e documento que a solicitou.
4.4.4. Prazo de arquivamento
a) Quanto às Prestações de Contas referentes aos exercícios financeiros anteriores a
OSTENSIVO - 4-4 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
2020, as OM devem manter a guarda dos documentos comprobatórios de acordo com os
seguintes prazos:
I) Dez anos, contados a partir da apresentação do relatório de gestão ao Tribunal,
para as unidades jurisdicionais não relacionadas para constituição de processo de contas no
exercício; e
II) Cinco anos, contados a partir da data do julgamento das contas dos responsáveis
pelo Tribunal, para as unidades jurisdicionais relacionadas para constituição de processo de
contas no exercício.
b) Quanto às Prestações de Contas referentes ao exercício financeiro de 2020 e os
subsequentes, os documentos comprobatórios devem ser arquivados pelo prazo mínimo de
cinco anos a contar do encerramento de cada exercício.
4.5. DISPOSIÇÕES GERAIS
4.5.1. Uma vez arquivadas, as Prestações de Contas deverão ter acesso controlado, para que
não ocorram alterações.
4.5.2. Somente o Gestor, com a autorização do Agente Fiscal, mediante despacho do OD,
poderá promover alterações na escrituração ou, ainda, acréscimo ou supressão de
documentos.
4.5.3. O acesso ao processo deverá ser restrito e limitado aos servidores que, por força de
suas atribuições, tiverem necessidade de manuseá-lo, especialmente para efeito de
fiscalização.
4.5.4. A medida citada no art. 5.3 tem por objetivo preservar a integridade da Prestação de
Contas, após sua aprovação pelo Conselho de Gestão, contra fraudes e adulterações.
4.5.5. Deverá ser dispensado adequado tratamento físico aos documentos constantes dos
processos de Prestação de Contas arquivados na OM, devendo observar os seguintes cuidados:
- higiene no seu manuseio;
- realização de furos centralizados;
- execução das dobras necessárias com simetria;
- emprego de material adequado;
- não utilização de grampos metálicos ou clips; e
- preservação das informações ao apor elementos, como carimbos e etiquetas.
4.5.6. As Prestações de Contas deverão ser envelopadas ou mantidas em caixas de arquivo
fechadas e devidamente identificadas, dentre outros requisitos para a guarda de seus
documentos.
OSTENSIVO - 4-5 - REV.4
INTENCIONALMENTE EM BRANCO
OSTENSIVO SGM-305
CAPÍTULO 5
MUNICIAMENTO NO EXTERIOR
5.1. MUNICIAMENTO DE NAVIO EM COMISSÃO NO EXTERIOR
O municiamento de navio no exterior será efetuado observando-se os seguintes
procedimentos:
5.1.1. Moeda
Os navios em comissão no exterior ou em fase de recebimento fora do País farão o
municiamento em moeda estrangeira, desde que haja autorização do Comandante da Marinha
ou de autoridade por ele delegada.
5.1.2. Etapa
A etapa a ser utilizada obedecerá aos seguintes parâmetros:
a) Portaria Normativa do MD; e
b) Circular da DFM, com a definição dos valores.
5.1.3. Complementos
Os complementos aplicáveis ao municiamento no exterior obedecerão às mesmas
disposições previstas no art. 1.8 e em Circular da DFM.
5.1.4. Início e Término do Municiamento no Exterior
a) O navio em comissão no exterior iniciará o municiamento em moeda estrangeira
a partir da atracação no primeiro porto no exterior e o encerrará na data da atracação no
primeiro porto nacional, no regresso ao País;
b) A partir da data de saída do último porto nacional até a véspera da atracação no
primeiro porto no exterior, a despesa autorizada será calculada com base no valor da etapa
comum de alimentação, acrescida do maior valor de complemento de área e demais
complementos cabíveis, vigentes no País;

c) O navio em fase de recebimento no exterior iniciará o municiamento em moeda


estrangeira na data do embarque da tripulação brasileira e o encerrará na data da atracação
no primeiro porto nacional, na chegada ao País; e
d) Para os casos previstos nas alíneas, no dia da atracação no porto nacional, o
OSTENSIVO - 5-1 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
municiamento já deverá ser efetuado em moeda nacional.
5.1.5. Escrituração
a) Os gêneros existentes em paiol no último dia de municiamento em moeda nacional
terão seus valores convertidos para moeda estrangeira, utilizando-se a taxa de conversão
informada pela DFM no início da viagem;
b) A taxa de conversão de moeda estrangeira para moeda nacional deverá ser
solicitada à DFM, por mensagem, no início da viagem, devendo ser anexada à respectiva
prestação de contas e constar, o seu data-hora, no campo “Observações” do MMM;
c) Os gêneros existentes em paiol, no último dia de municiamento integral em moeda
estrangeira, terão seus preços convertidos para moeda nacional, pela mesma taxa de
conversão informada pela DFM, no início da viagem;
d) Para os itens adquiridos no exterior, além da conversão para a moeda nacional,
deverá ser aplicado o Fator de Reavaliação (FR), no valor de 0,70, de forma que sejam
reduzidos os impactos oriundos do custo de vida das localidades geográficas em que o navio
esteve atracado; e
e) A conversão será lançada no campo “Observações” do MMM, do período
subsequente ao encerramento do municiamento em moeda estrangeira.
5.1.6. Recebimento de Numerário
a) O numerário em moeda estrangeira, a ser solicitado, deverá levar em consideração
somente a necessidade de pagamento de gêneros no exterior. Em ocasiões onde ocorram
aquisições em moeda diferente da moeda adquirida no início da viagem, deverá ser registrado
no verso do documento de despesa a conversão para moeda autorizada para a comissão;
b) Para o recebimento do numerário necessário ao municiamento em moeda
estrangeira, competirá ao navio a adoção das seguintes ações:
I) enviar, com sessenta dias de antecedência, ofício à PAPEM com as seguintes
informações:
- período de cinco dias úteis para recebimento de numerário no navio;
- posto, nome completo, CPF e número de identidade do oficial responsável
pelo recebimento do numerário;
- demonstrativo da despesa com o municiamento: deverá conter o cálculo da
Despesa Autorizada diária e total no exterior, considerando a etapa, os complementos e o
número de dias de exterior, de modo a evidenciar o total em dólares americanos necessários.
Ao valor total, deve ser acrescido dez por cento como margem de segurança; e
OSTENSIVO - 5-2 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
- pedido de troco para municiamento: deverá conter a quantidade de notas, por
valor da cédula, necessárias para efetuar o pagamento aos fornecedores de gêneros
alimentícios.
II) agendar com o Banco do Brasil (BB), nos casos de recebimento diretamente
no navio por meio de carro-forte, a data e local de recebimento do numerário. A PAPEM não
deverá ser informada sobre esse agendamento;
III) custear as despesas referentes ao transporte do numerário do BB para o navio,
se for o caso; e
IV) determinar o comparecimento do gestor à PAPEM para recebimento do ofício
de saque no BB. No caso de OM fora de sede, o ofício será encaminhado via postal.
c) Competirá à PAPEM:
I) Informar ao BB, vinte dias antes do início da viagem, a quantidade de notas, por
valor da cédula, necessárias para efetuar o pagamento aos fornecedores de gêneros
alimentícios;
II) Expedir Ofício ao BB para que o gestor do Navio possa efetuar o saque junto
àquele Banco; e
III) Informar ao Navio quando o Ofício estiver disponível para recebimento pelo
gestor.
5.1.7. Devolução de Numerário
a) Para a devolução do numerário não utilizado à PAPEM, por ocasião do regresso, o
navio deverá:
I) Informar à PAPEM, vinte dias antes à chegada no seu porto sede, por ocasião do
retorno ao Brasil: o saldo de municiamento não utilizado; bem como posto, nome completo,
número de identidade e CPF do gestor;
II) Agendar com BB a data e local da devolução do numerário não utilizado,
considerando que o BB não aceita moedas e cédulas dilaceradas. A PAPEM não deverá ser
informada sobre esse agendamento;
III) Custear as despesas referentes ao transporte do numerário do Navio para o BB;
IV) Determinar o comparecimento do gestor do Navio à PAPEM para recebimento
do Ofício de devolução do numerário no BB. No caso de OM fora de sede, o ofício será
encaminhado via postal; e
V) Restituir à PAPEM a cópia dos contratos de câmbio da devolução do numerário
junto ao BB.
OSTENSIVO - 5-3 - REV.4
OSTENSIVO SGM-305
b) Competirá à PAPEM:
I) Expedir Ofício ao BB para que o gestor do Navio possa efetuar a devolução de
numerário junto àquele Banco; e
II) Informar ao Navio quando o Ofício de devolução de numerário estiver disponível
para recebimento pelo gestor. No caso de OM fora de sede, o ofício será encaminhado via
postal.
5.1.8. Balanço de Cofre
a) O balanço de cofre será realizado quando existir numerário em espécie, no último
dia útil do mês ou do período a ser comprovado, na presença do Agente Fiscal e Gestor, pelo
Relator;
b) O Termo de Balanço de Cofre, cujo modelo encontra-se definido no anexo Q
(disponível na página da DFM no caminho: Gestorias/Municiamento/lista de anexos da SGM-
305), é o documento que registra o montante de dinheiro existente no cofre, evidenciado
quando da realização do balanço de cofre da OM; e
c) Nas viagens ao exterior, o valor existente em moeda estrangeira deverá ser
escriturado em moeda nacional, utilizando-se para tanto, a taxa de aquisição da moeda
estrangeira no início da viagem.
5.2. PRESTAÇÃO DE CONTAS PARA NAVIOS EM COMISSÃO NO EXTERIOR
Além do disposto nas alíneas do inciso 4.1.1, para a comprovação do municiamento
em moeda estrangeira, deverá ser elaborada uma prestação de contas específica, com os
seguintes documentos:
- Balancete Financeiro em moeda estrangeira;
- cópia do ofício de solicitação de recursos à PAPEM;
- cópia do ofício de pagamento expedido pelo PAPEM ao BB;
- cópias autenticadas, conforme o previsto na SGM-102, dos documentos de
despesa em moeda estrangeira;
- Parecer de Análise de Contas Inicial;
- cópia da Ata da Reunião do Conselho de Gestão, registrando a aprovação integral
ou as restrições que motivaram a não aprovação;
- Guia de Recolhimento à PAPEM, quando for o caso; e
- Termo de Balanço de Cofre, quando for o caso.

OSTENSIVO - 5-4 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

ANEXO A
LISTA DE ANEXOS
(Disponível na página intranet da DFM no caminho:
Gestorias/Municiamento/Lista de Anexos da SGM-305)

ANEXO A - Lista de Anexos


ANEXO B - Índice de Ementas
ANEXO C - Modelo de Mapa de Informações para Fixação da Etapa Comum
APÊNDICE I - Instruções para Preenchimento do Mapa de Informações para Fixação da Etapa
Comum
ANEXO D - Tabela de Áreas Geográficas
ANEXO E - Modelo de Quadro Demonstrativo de Conversão em Moeda Estrangeira
ANEXO F - Modelo de Termo de Compromisso
ANEXO G - Modelo de Balancete Financeiro em Moeda Estrangeira
ANEXO H - Modelo de Mensagem para Devolução de Numerário
ANEXO I - Modelo de Mapa Mensal de Municiamento (MMM)
APÊNDICE I - Instruções para Preenchimento do Mapa Mensal de Municiamento (MMM)
ANEXO J - Modelo de Bilhete Diário de Municiamento (BDM)
APÊNDICE I - Instruções para Preenchimento do Bilhete Diário de Municiamento (BDM)
ANEXO K - Tabela de Códigos de Municiamento
APÊNDICE I – Instruções para saque dos demais complementos
ANEXO L - Exemplo Demonstrativo do Cálculo de Participação de Sobras Lícitas
ANEXO M - Fluxograma de abastecimento de gêneros para navios quando em viagem fora de
sede
ANEXO N - Modelo de Certificado de Recebimento de Bens (CRB)
APÊNDICE I - Instruções para Preenchimento do Certificado de Recebimento de Bens
ANEXO O - Modelo de Termo de Despesa
ANEXO P - Modelo de Remessa para Transferência de Gêneros
APÊNDICE I - Instruções para Preenchimento da Remessa para Transferência de Gêneros
ANEXO Q - Modelo de Termo de Balanço de Cofre
ANEXO R - Modelo de Documento de Encaminhamento de Prestação de Contas (DEC)

OSTENSIVO - A-1 - REV.4


OSTENSIVO SGM-305

APÊNDICE I - Instruções para Preenchimento do Documento de Encaminhamento de Prestação


de Contas (DEC)
ANEXO S - Modelo de Termo de Conformidade Documental
ANEXO T - Modelo de Declaração de Passagem e Assunção de Função
ANEXO U - Modelo de Parecer de Análise de Contas Inicial (PACI)
ANEXO V - Relação de Legislação Pertinente
ANEXO W - Lista de Siglas
ANEXO X - Cronograma de Eventos
ANEXO Y - Índice Remissivo
ANEXO Z - Ementário

OSTENSIVO - A-2 - REV.4

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