0 notas 0% acharam este documento útil (0 voto) 25 visualizações 4 páginas IPV6-Livro White
O documento discute a evolução da Internet, destacando a transição do IPv4 para o IPv6, que oferece endereços de 128 bits e melhorias significativas em segurança e qualidade de serviço. Também menciona a criação da Internet2, uma rede de alta velocidade para universidades e centros de pesquisa, e exemplifica a implementação de uma VPN por uma empresa para garantir conexões seguras através da Internet. A adoção do IPv6 ainda é lenta, apesar de suas vantagens, devido à resistência de empresas e à familiaridade com protocolos existentes.
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SOOO Oe OOOO ee HEHEHE HEHEHE Ee eos
Redes de computadores
e comunicagao
de dados
Tradugao da 6° edi¢ao norte-americana
Curt M. White
DePaul University
Revisao técnica
Elvio J, Leonardo
Professor assistente no Depto. de Informatica da Universidade Estadual
de Maringa (UEM). Graduado em Engenharia Eletrica e Mestre em
Engenharia Elétrica, ambos pela Faculdade de Engenharia Elétrica da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),
4.o CENGAGE
Learning”
‘Australia Brasil Japdo™ México *Cingapura* Espanha Reino Unido Estados Unidos[Link] 271
A forga propulsora por tras de todas essas mudangas, bem como de todos os protocolos, ¢ a gestdo autorregula-
dora da Intemet. Com base em uma estrutura de comité, essa gestio consiste em varias comités e grupos, entre
os quais:
> Intemet Society (ISOC) — organizagao de voluntarios que determina a diregdo futura da Internet.
> Intemet Architecture Board (IAB) — grupo de voluntirios convidados a aprovar padrées.
> Internet Engineering Task Force (IETF) — grupo de voluntérios que discute problemas operacionais,
e técnicos,
> Intemet Research Task Force (IRTF) ~ grupo que coordena atividades de pesquisa
> World Wide Web Consortium (W3C) - consércio do setor da web que desenvolve protocolos comuns &
trabalha para garantir a interoperabilidade entre esses protocolos,
> Intemet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) — organiizagao internacional de
membros que controlam os nomes e niimeros associados a enderegos da web.
> Muitos outros grupos de direcionamento, pesquisa ¢ trabalho,
© melhor lugar para buscar mudangas concluidas recentemente ou em curso é a pagina dos grupos de traba-
Iho da IETF na web. O site da IETF & wwnwietforg; ele contém todas as informagGes disponiveis atualmente
sobre a Internet e seus protocolos.
‘Uma das maiores mudangas que vai afetar a Intemet ser a adogdo em progresso de uma nova versio do IP, 0
IPV6, Atualmente, a maior parte da Internet usa IPv4, que foi a versio apresentada anteriormente neste capitulo (0
IPy5 no foi uma versio aberta ao piblico, mas utitizada em testes de novos conceitos). Embora o IPV6 esteja
disponivel ha alguns anos, apenas algumas empresas ¢ faculdades comecaram a implanté-lo. Até 0 governo dos
Estados Unidos tem sido lento em adoti-lo, com alguns setores iniciando a implantagao em 2008. Vamos ver
mais de perto os detalhes da verso 6 e comparielos com a versio atual, 0 IPv4
IPv6
Quando o IP foi ctiado, na década de 1960, o ambiente de computagao no era o mesmo de hoje, Nao havia, de
modo algum, um nimero de usuarios proximo da utilizagdo atual da Internet, e as linhas de telecomunicago usa~
das para dar suporte a redes de alta velocidade nao eram tao rapidas ¢ livres de erros como hoje. Além disso, as
aplicagdes transmitidas pela Intemet envolviam pacotes de dados pequenos e nao havia demanda para transmis-
sdo em tempo real, Conforme essas demandas pela Internet comegaram a crescer, os projetistas decidiram que era
hora de criar um IP mais moderno, capaz. de aproveitar a tecnologia atual. Assim, foi criado o IPv6.
Varias diferengas podem ser percebidas entre 0 IPV6 e 0 IPv4. A primeira esté relacionada com 0 enderega-
mento. Como vimos, o IPv4 utiliza enderegos de 32 bits. Com o crescimento explosivo da Internet, surgiu a preo-
cupagao de que, com o sistema atual, os enderegos IP possam acabar em um futuro préximo. Consequentemente,
© IPV6 optou por enderegos de 128 bits de comprimento, Com enderegos de 128 bits, a Intemet poderé atribuir
um milhdo de enderegos IP a cada picossegundo (10 segundos) pelo tempo correspondente & idade conhecida
do universo! E desnecessirio dizer que, com o IPv6, nunca ficaremos sem endere¢os,
Também foram feitas mudangas significativas no cabegalho IP da versdo 4 para o IPV6. Lembre-se, na Figura
10-4, de que 0 cabegalho IP da versio 4 contém 14 campos. No IPV6, 0 cabegalho contém 8 campos, além do
contetido (dados) ¢ de cabegalhos opcionais de extensio, como mostrado na Figura 10-11. Como no cabegalho
IPv4, 0 primeiro campo possui quatro bits de comprimento e representa o nimero da versio (6 para IPv6 e 4 para
IPv4), O segundo é 0 campo Priotidade, que permite valores de 0 a 7 para transmissdes que podem ter a veloci-
dade reduzida, ¢ de 8 a 15 para indicar dados em tempo real. O terceiro campo é 0 Rétulo de Fluxo, que permite
que uma origem ou destino configure uma pseudoconexio com propriedades e exigéncias especiticas, e deve per-
mitir a algumas aplicagdes e conexdes rotearem seus pacotes mais rapidamente pela Intemet. O quarto campo & o
Comprimento do Conteiido, que identifica quantos bytes vém apés 0 cabegalho de 40 bytes. O quinto campo
€ chamado Préximo Cabegalho e indica (se for 0 caso) quais dos seis cabegathos de extenso virdo, Se no hou-
ver nenhum cabegalho de extensio apds Préximo Cabegalho, esse campo simplesmente indica qual cabegalho de
camada de transporte (TCP, IDP ete.) esté presente. O sexto campo é 0 Limite de Saltos, que indica por quanto
tempo um determinado datagrama pode ficar ativo — saltar de rede em rede ~ dentro do sistema; fornece as272 Redes de computadores © comunicagao de dados
mesmas informagdes do campo Tempo de Vida no IPv4. Os dois tltimos campos so Enderego de Origem e
Enderego de Destino.
Versao__| Prioridade | Rétulode Fluxo _ [Comprimento do Contetido
4 bits 45i8 24 bits 16 bits
Proximo Cabagalho] Limite de Salios, Enderego de Origem
Bits bits 728 bits
Enderego de Destino
128 bis
Contetido + Cabesalhos de extensao
Figura 10-11 Campos do cabegalho IPv6..
Quais campos do IPv4 nao estio mais presentes no cabegalho IPV6? © IPV6 nao possui o campo Compri-
mento de Cabecalho, Como na nova versio o cabegalho tem comprimento fixo, esse campo tornou-se desneces-
sério, Outro que nao se inclui no IPV6 & o campo que permite fragmentacdo. Os criadores do IPV6 consideraram
que a maioria das redes em operagao atualmente pode tratar de pacotes com tamanhos muito grandes, nao sendo
sdrio quebrar (ou fragmentar) um pacote em partes menores. Assim, embora o IPV6 possa executar
fragmentagdo, essa fungdo s6 esta disponivel como opgdo de cabecalho de extensio, Outro campo cuja auséncia
no IPv6 surpreende é 0 Checksum, A eliminago dos campos de Checksum parece ser uma tendéncia da maioria
das redes modernas, pois a qualidade de rede tem melhorado e as aplicagdes de camada superior tém assumido o
papel de detector de erros.
Embora as modificagdes do cabecalho IP representem mudangas profundas nesse protocolo, ha ainda mais
diferengas significativas entre o IPv4 ¢ 0 IPv6. Em especial, o IPV6 possui:
> Melhor suporte para opgdes que utilizam cabegalhos de extensio.
> Methor seguranga, com dois cabegalhos de extensio dedicados totalmente a ela.
> Mais opgGes de tipo de servigo.
Esse iltimo aprimoramento do protocolo IP relaciona-se com a qualidade de servigo (QoS), uma parte impor=
tante das redes modernas. £ muito interessante quando um usuario pode especificar determinado nivel de servigo &
arrede € capaz de dar suporte a esse nivel. O IPV6 deve apresentar qualidade de servigo muito melhor que o IP.
Infelizmente, apesar desses aprimoramentos, ainda no sabemos quando o IPV6 substituird o IPv4. Embora 0
Departamento de Administragdo € Orgamento dos Estados Unidos tivesse anunciado em 2005 que pretendia exi-
gir suporte ao protocolo em todas as agéncias governamentais até 2008, as empresas americanas ainda estio
muito lentas na adogdo do novo padrdo. Hé vérios motives para isso. Muitos usuérios reclamaram que os novos
recursos oferecidos pelo IPV6 nio sio tio diferentes dos adicionados a0 IPv4 nos iiltimos anos. Além disso,
embora o espago de enderegos de 128 bits oferega um nimero inimagindvel de enderegos, ele consome imensos
16 bytes do espago de pacote. Se um dispositivo tiver de enviar um pequeno pacote, apenas o espago de enderego
serd responsivel por uma parte enorme do envio. Por fim, muitos gerentes de rede gostam de usar os protocolos
NAT e DHCP do IPv4, Esses protocolos permitem uma utilizagdo eficiente do espago de enderegos IP da empresa
e mantém a estrutura interna de enderecos em segredo para o mundo extemo. Parece que o IPV6 ainda é outra tec-
nologia que merece nossa atengo no futuro.
Internet2
‘Além da transigdo de IPv4 para IPv6, um conséreio de universidades, empresas © governo criou uma rede de
velocidade muito alta que cobre os Estados Unidos, conectando universidades © centros de pesquisa a taxas
de transmissio que chegam a um gigabit por segundo (1.000 Mbps). A nova rede de alta velocidade & chamada
Internet2,10.Alnternet_ 273
Os criadores da Intemet2 planejavam oferecer acesso de alta velocidade a imagens, videos e musica digital,
bem com aos itens mais tradicionais com base em texto, Em particular, a Intemet2 objetivava diversas dreas de
aplicagdes principais, incluindo bibliotecas digitais, teleimersao e laboratétios virtuais.
Bibliotecas digitais so representagdes eletrdnicas de livros, periddicos, artigos, obras de arte, video
misica. Ao acessar uma biblioteca digital, o usuario pode recuperar rapidamente qualquer documento por meio
de uma linguagem de consulta potente. Até mesmo obras de arte, video e miisica podem ser recuperadas, especi-
ficando-se uma ou mais palavras-chave que descrevam seu contetido.
A teleimersio permite que usuarios em localizagdes geograficas diversas colaborem em tempo real em um
ambiente simulado compartilhado, Essa tecnologia possui alta capacidade de recursos de éuidio e video, que pos-
sibilitam fazer que os usuarios se sintam como se estivessem todos na mesma sala, Algumas dessas ferramentas
incluem varredura de ambientes tridimensionais e tecnologias de projegdo, rastreamento e exibigao.
Com os laboratérios virtuais da Internet2, & possivel criar ambientes laboratoriais realistas sem o custo de
instalagdes fisicas. Por meio de laboratérios virtuais, alunos e pesquisadores podem executar experimentos que
no poderiam ser realizados no mundo real, como explosdes atdmicas. Além disso, se os laboratérios virtuais
forem combinados com a érea de aplicagdo de teleimersio, os alunos e pesquisadores de todo o mundo poderio
colaborar em um ou mais projetos.
Em termos de tecnologia, a Intemet2 no é apenas uma rede fisica, como a Internet atual, e nao substituird a
Intemet. Pelo contrétio, a Internet2 é o resultado de uma parceria entre universidades (mais de 200 faculdades
participantes), industria (dezenas de empresas lideres) e govemo; essas organizagdes compartilham o objetivo de
desenvolver novas tecnologias ¢ recursos que, eventualmente, poderdo vir a ser acessados por um grande niimero
de usuarios. Tanto as empresas como a comunidade académica vio se beneficiar da criagdo e da aplicagdo dessas
novas tecnologias e recursos.
Agora, vejamos um exemplo que aplica o que aprendemos
negécios da Internet,
sobre os aspectos tecnolégicos € relacionados a
Internet em agao: uma empresa cria uma VPN
A CompuCom, uma revendedora ficticia de estagdes de trabalho, estava procurando um modo de tomar seu p
soal de vendas mais produtivo e, assim, poupar recursos. Uma opedo possivel era petmitir que esse pessoal traba-
Ihasse de sua residéncia, Utilizando um computador em casa, cada fimcionério poderia acessar a rede corporativa &
enviar e recuperar mensagens, bem como acessar o banco de dados da empresa. A geréncia da CompuCom perce-
bbeu que havia varios modos de a empresa fazer que seus funciondtios pudessem acessar a rede corporativa. Em um
desses modos, 0s funciondrios poderiam usar um modem de discagem para se conectar ao sistema da empresa,
problema dessa solugdo era que os modems de discagem eram lentos ¢ a empresa precisaria de um modem na
planta para cada funciondrio que se conectasse (Figura 10-12). Outra opgao era determinar que cada funcionsrio
utilizasse DSL ou modem a cabo, opgdes muito mais répidas do que os modems de discagem. O DSL ou o modem
a cabo do funciondrio se conectaria a um provedor de Internet e, por meio da Intemet, a rede corporativa. O maior
problema dessa opedo era a seguranga, A menos que fossem tomadas medidas especiais, nenhum dado transferido
pela Internet estaria seguro. A CompuCom queria aproveitar a Internet em razo de sua ampla dispersdo ¢ de sua
vantagem econdmica, mas a empresa também precisava de um modo seguro para ctiar conexdes.
Por fim, a CompuCom optou por criar uma VPN. A VPN (Virtual Private Network) é uma conexdo de rede de
dados que utiliza a infraestrutura pablica de telecomunicagao, mas manitém a privacidade por meio de protocolos
de tunelamento e procedimentos de seguranga. O protocolo de tunelamento, como o PPTP (Point-to-Point Tunne-
ling Protocol), & um conjunto de comandos que permite a uma empresa criar conexdes seguras usando recursos
piiblicos, como a Intemet. Observe que esse enlace de comunicago no é uma conexio completamente privada,
como seria o caso de uma linha telefénica dedicada, Para criar uma rede com linha dedicada, 2 CompuCom p
cisaria que a empresa telefonica instalasse um circuito especial entre dois pontos, de modo que ninguém mais uti-
lizasse esse circuit. Por outro lado, a VPN por Intemet usa circuitos pablicos que mifhares de usuérios
compartilham a cada segundo. Mas, com informagdes especiais de roteamento ¢ medidas de alta seguranga, &
possivel eriar uma VPN que pode ser acessada apenas por seus usudrios.
Utilizando a Internet como meio de transferéncia, a VPN oferece varias vantagens, Como a Intemet est em
praticamente todos os lugares, é possivel criar VPNs entre dois pontos quaisquer. Em consequéncia dos custos
relativamente baixos da Internet, 2 VPN também apresenta custos baixos. Uma vez obtida uma conexdo com a