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Projeto Maria

O projeto de pesquisa investiga a contribuição de aplicativos móveis para o enriquecimento do vocabulário em inglês, destacando a importância dessas ferramentas na educação contemporânea. A pesquisa busca analisar a eficácia, benefícios e limitações desses aplicativos, considerando o contexto de aprendizagem e a motivação dos estudantes. O estudo também visa identificar os aplicativos mais utilizados e suas implicações na aquisição de vocabulário por alunos de inglês.
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Projeto Maria

O projeto de pesquisa investiga a contribuição de aplicativos móveis para o enriquecimento do vocabulário em inglês, destacando a importância dessas ferramentas na educação contemporânea. A pesquisa busca analisar a eficácia, benefícios e limitações desses aplicativos, considerando o contexto de aprendizagem e a motivação dos estudantes. O estudo também visa identificar os aplicativos mais utilizados e suas implicações na aquisição de vocabulário por alunos de inglês.
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UNIVERSIDADE PÚNGUÈ

Faculdade de Letras, Ciências Sociais e Humanidades

O Contributo de Aplicativos Móveis no Enriquecimento do Vocabulário em Inglês.

Curso de Licenciatura em Ensino de Inglês- EaD- 1º Ano


Projecto de Pesquisa

Maria de Lurdes Fernando Sebastião Chame

Tete
Maio, 2025
Maria de Lurdes Fernando Sebastião Chame

O Contributo de Aplicativos Móveis no Enriquecimento do Vocabulário e m


Inglês.

O presente projecto de pesquisa a ser apresentado na


Faculdade de Letras, Ciências Sociais e
Humanidades, no Curso de Licenciatura em ensino
de Inglês, na cadeira de Métodos de Estudos e
Investigação Científica, sendo de carácter avaliativo
sob a orientação do docente:

Prof. Doutor: Rufino Alfredo

Mestre: Nércia Nhamtumbo

Tete
Março, 2024
Indice
1. Introdução ..................................................................................................................... 4

2. Tema ............................................................................................................................. 5

2.1. Enquadramento e Justificativa da Escolha do Tema.............................................. 5

2.2. Colocação do problema ......................................................................................... 6

2.3. Objetivos ................................................................................................................ 6

2.3.1. Geral: ............................................................................................................... 6

2.3.2. Específicos: ..................................................................................................... 6

2.4. Hipóteses ................................................................................................................ 6

3. Revisão da Literatura .................................................................................................... 7

3.1. Um breve histórico das principais teorias de Ensino/Aprendizagem de línguas


estrangeiras. .................................................................................................................. 7

3.2. Novas tecnologias e aprendizagem na era digital .................................................. 8

3.3. Aplicativos Móveis e o Aprendizado de línguas estrangeiras. .............................. 9

3.4. Teorias da Aquisição de Vocabulário .................................................................. 10

3.5. O Papel da Tecnologia na Aprendizagem de Línguas ......................................... 10

3.6. Eficácia dos Aplicativos Móveis para Aprendizagem de Vocabulário ............... 11

3.7. Estudos de Caso e Pesquisas Empíricas .............................................................. 11

3.8. Desafios e Limitações no Uso de Aplicativos para Aprendizagem de Vocabulário


.................................................................................................................................... 12

4. Metodologia ................................................................................................................ 12

4.1. Tipo de Estudo ..................................................................................................... 12

4.2. Método de Estudo e Instrumentos de Recolha de Dados ..................................... 12

5. Referências Bibliográficas .......................................................................................... 14


4

1. Introdução
Sabe-se que vivemos uma era em que as constantes transformações e inovações
tecnológicas vem, a cada dia, causando mudanças significativas nas formas de como nós
aprendemos, enxergamos e interagimos com as pessoas e o mundo em nossa volta. O
surgimento de tecnologias tais como: computadores, celulares, tablets, videogames e etc.,
trazem consigo as consequências de uma nova revolução que, há décadas, vem se
desenvolvendo no nosso continente como um todo. Revolução esta que, nas palavras de
Castells (2000), poderia ser chamada de “revolução da tecnologia da informação”. Em
relação à educação, um dos exemplos de tais efeitos, seria o fenômeno da aprendizagem
móvel – do inglês “mobile learning” - que de acordo com Traxler (2009), designaria o
processo de utilização de aplicativos móveis, para atender a propósitos educacionais
específicos, tornado assim o acesso a determinados conhecimentos cada vez mais
contextualizado e/ou mais compatível com as disponibilidades de tempo e espaço desses
novos “aprendizes digitais”.

Esta realidade também não seria diferente no caso do aprendizado de línguas


estrangeiras, visto o crescente número de aplicativos destinados à aprendizagem das
mesmas, disponíveis para download em sites da internet, tal como o “Google Play Store”.
Fato este, que vem gradativamente a impulsionar o interesse pelo desenvolvimento de
pesquisas em determinadas áreas, nos diversos ambientes acadêmicos e científicos do
nosso país na atualidade. (Nascimento & Filho, 2016)

A aprendizagem de línguas é um processo complexo e multifacetado que envolve a


aquisição de vocabulário, gramática, pronúncia, entre outros aspectos. No contexto atual,
o inglês se consolidou como uma língua global, essencial para comunicação em diversas
áreas, como negócios, ciência e tecnologia. A crescente utilização de tecnologias móveis
na educação tem transformado a forma como os alunos aprendem línguas, especialmente
em relação ao vocabulário. Aplicativos móveis, como Duolingo, Memrise e Babbel,
surgiram como ferramentas populares para a aprendizagem de vocabulário, oferecendo
uma alternativa ao ensino tradicional. Este trabalho tem como objetivo investigar o
contributo desses aplicativos para o enriquecimento do vocabulário em inglês, analisando
os benefícios, limitações e a eficácia dos mesmos no contexto de aprendizagem.
5

2. Tema
O Contributo de Aplicativos Móveis no Enriquecimento do Vocabulário em Inglês.

2.1. Enquadramento e Justificativa da Escolha do Tema


Num mundo cada vez mais globalizado e digital, o domínio da língua inglesa tornou-se
uma ferramenta essencial para a comunicação, o acesso ao conhecimento e a inserção no
mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, o avanço das tecnologias móveis permitiu o
desenvolvimento de inúmeros aplicativos educacionais que facilitam o processo de
aprendizagem, tornando-o mais acessível, dinâmico e personalizado.

A escolha do tema "O contributo de aplicativos móveis no enriquecimento do


vocabulário em inglês" justifica-se pela crescente utilização desses recursos tecnológicos
por estudantes de diferentes níveis. Muitos desses aplicativos, como Duolingo, Memrise,
Babbel, entre outros, oferecem funcionalidades específicas para o aprendizado de
vocabulário, com métodos interativos que despertam o interesse e a motivação dos
aprendentes (Godwin-Jones, 2011).

Além disso, a proposta de investigação parte da observação de que, mesmo fora do


contexto formal de ensino, os aplicativos podem ser uma poderosa ferramenta de apoio
para complementar os estudos e promover a autonomia do aprendiz. Com esta pesquisa,
pretende-se contribuir para a compreensão da eficácia desses aplicativos na aprendizagem
do vocabulário da língua inglesa, especialmente em contextos onde os recursos
tradicionais são limitados. É nesse contexto que surge a importância da realização de um
estudo, sob a forma de uma revisão sistemática, que busque reunir dados e informações
sobre a utilização dos aplicativos móveis mais utilizados nas pesquisas acadêmicas sobre
aprendizagem de línguas, permitindo assim identificarmos lacunas, além de proporcionar
o conhecimento das reais facilidades, dificuldades e frustrações que envolvem a
aprendizagem de línguas via aplicativos digitais. Desta forma, a realização da presente
revisão sistemática está direcionada a responder aos seguintes questionamentos: quais os
aplicativos mais utilizados nesse tipo de aprendizado no nosso país, e como tais
aplicativos poderiam realmente contribuir para o aprendizado de línguas?
6

2.2. Colocação do problema


Devido a maior disponibilização de diversos aplicativos para diversos fins no mundo em
especial o mundo tecnológico, há uma necessidade de ferir um estudo que de facto traga
resultados macroscopicos e palpaveis do contributo dos diversos aplicativos educativos
sobretudo das linguas no PEA. Nesta linha de pensamento, a inserção das TIC, no
contexto educativo, contribuem para uma melhor integração dos estudantes na sociedade
em que vivem, uma vez que estão munidos das ferramentas necessárias para o seu
desenvolvimento sociocognitivo. Só, desta forma, a escola “garante uma educação de
qualidade, assegurando as mesmas oportunidades educativas” (Gomes et al, 2017, p. 7) a
todos os estudantes. Diante disso levanta-se a seguinte questão de pesquisa:

Será que os aplicativos móveis contribuem para o enriquecimento do vocabulário em


inglês entre estudantes de línguas estrangeiras?

2.3. Objetivos

2.3.1. Geral:
 Analisar a contribuição dos aplicativos móveis no enriquecimento do
vocabulário em inglês entre estudantes do curso de inglês.

2.3.2. Específicos:
 Identificar os aplicativos móveis mais utilizados para a aprendizagem de
vocabulário em inglês;
 Avaliar a perceção dos estudantes quanto à eficácia desses aplicativos;
 Verificar a frequência de uso dos aplicativos como ferramenta
complementar de estudo;
 Observar possíveis melhorias no vocabulário dos estudantes a partir do
uso continuado dos aplicativos.

2.4. Hipóteses
 O uso regular de aplicativos móveis contribui significativamente para o
enriquecimento do vocabulário em inglês.
 Estudantes que utilizam aplicativos de forma autônoma apresentam maior
motivação e progresso na aprendizagem de vocabulário.
7

 A maioria dos estudantes reconhece os aplicativos como ferramentas úteis no


processo de aquisição lexical.

3. Revisão da Literatura

3.1. Um breve histórico das principais teorias de Ensino/Aprendizagem de línguas


estrangeiras.
Durante toda a evolução do ensino de línguas no mundo ocidental, muitas e variadas
foram as metodologias utilizadas para o ensino/aprendizagem das mesmas. Metodologias
estas, que foram, em sua maioria, significantemente influenciadas pelo surgimento de
novas concepções e teorias da linguagem decorrentes dos estudos de disciplinas, como a
linguística e a linguística aplicada, as quais trouxeram grandes inovações para o campo de
estudos da aquisição, desenvolvimento e aprendizado de uma segunda língua.
Sendo assim, uma das primeiras metodologias utilizadas no ensino de línguas viria a ser
conhecida como o método “gramática e tradução”, no qual o foco da aprendizagem está
mais direcionado ao aprendizado de rígidas regras gramaticais, as quais são ensinadas de
maneira dedutiva, por meio de longas e cansativas explicações das estruturas de frases
isoladas, retiradas dos textos estudados.
Além disso, nesta metodologia pouco se utiliza da língua alvo propriamente estudada,
visto que tais explicações ocorrem impreterivelmente na língua materna e o aprendizado
do vocabulário também se dá através da tradução de palavras e frases (isoladas)
rigidamente relacionadas aos textos que se desejam traduzir, o que pouco contribui para o
desenvolvimento da competência comunicativa do aprendiz de uma língua estrangeira
(Howatt, 1984).
Em consequência disso, ocorre a popularização de um outro método, mais conhecido
como “método direto”, o qual, de acordo com Larsen & Freeman (2000), estaria
direcionado ao desenvolvimento da capacidade comunicativa do aluno, através de uma
constante associação de palavras e objetos com seus respectivos significados, diretamente
na língua alvo estudada e com pouco uso da língua materna do falante.
Assim, no método direto as aulas são ministradas totalmente na língua em estudo. A
aprendizagem de tópicos gramaticais ocorre de maneira indutiva por meio do uso de
8

significativas formas e expressões linguísticas, o ensino do vocabulário, o uso de imagens


e/ou mímicas, entre outros recursos visuais, evitando-se assim qualquer tipo de tradução
para a língua materna do aluno (Larsen- Freeman, 2000).
Nesta mesma época, também surgiu o “Método Audiolingual”, o qual era pautado na
escuta e repetição de diálogos na língua alvo, buscando-se, assim, uma maior
aproximação possível do sotaque do falante nativo da mesma. Essa metodologia sofreu
grande influência da teoria behaviorista de Skinner – na qual aprendizagem é a aquisição
de novos comportamentos e estes são obtidos pelo reforço-estímulo do comportamento
desejado e na premissa de que a língua é fala (não a escrita), sendo esta formada por um
conjunto de hábitos - e foi bastante utilizada em cursos de línguas de aprendizagem
rápida direcionados a soldados durante a segunda guerra mundial (Zainuddin et al. 2011)
Um outro método bastante utilizado no ensino de línguas ficaria conhecido com o
“Método de Resposta Física Total”. Nele, a aprendizagem ocorre através da exposição,
pelos alunos, de uma gama de informações na língua estrangeira, as quais serão
explicadas e/ou compreendidas por meio de gestos, movimentos entre outras formas de
demonstrações que proporcionem aos mesmos um aprendizado mais contextualizado do
conteúdo estudado, sem a necessidade da tradução direta para a língua materna do aluno.
Dentre outros métodos como o pós-método e/ou o de multiletramentos, The Oral
Approach/Situational Language Teaching, The Series Method, The Community Language
Learning, Suggestopedia, The Silent Way, The Natural Approach, etc.

3.2. Novas tecnologias e aprendizagem na era digital


Na história da civilização ocidental, encontramos grandes eventos, grandes
transformações que, de uma forma ou de outra, vêm a interferir de maneira significativa
na estrutura social, política, e econômica da nossa civilização como um todo.
De acordo com Castells (2000), dois grandes eventos estariam incluídos nesta lista, como
os que causaram as maiores transformações não apenas no comportamento e organização,
mas na estrutura da nossa sociedade no decorrer dos últimos séculos. Estes seriam: a
Revolução Francesa e a Revolução Industrial.
Entretanto, segundo este autor, estaríamos à mercê de uma nova revolução. Revolução
esta, tão marcante (ou até mais ainda) e impactante como as duas outras, que da mesma
forma vem causado grandes impactos na nossa vida não apenas social e profissional, mas
9

também individual. Tal revolução (nas palavras do autor) receberia o nome de


“Revolução da Tecnologia da Informação”.
Nesse sentido, de acordo com Santaella (2003), estaríamos no alvorecer de uma “era
digital”, marcada pelas constantes modificações nas redes de telecomunicação, assim
como o surgimento de movimentos como a cibercultura e as comunidades virtuais, que
trariam novas e variadas formas de como nós interagimos socialmente e culturalmente
com o mundo em nossa volta.
Eventos como estes, vem a requerer de todos nós, o constante desenvolvimento e/ou
aprimoramento de certas habilidades e conhecimentos, sem os quais seria praticamente
impossível a nossa inserção nessa realidade cada vez mais inconstante e digitalizada. Isso
porque, de acordo com Lévy (1999), a evolução dessas tecnologias ocorre em passos tão
rápidos, que se torna difícil (algumas vezes), até mesmo para os mais “atualizados”,
participarem ativamente de todas essas inovações.

3.3. Aplicativos Móveis e o Aprendizado de línguas estrangeiras.


Não é de agora que observamos a crescente presença dos dispositivos móveis no
cotidiano de nossa sociedade como um todo. O crescente desenvolvimento da indústria
tecnológica, que vem ocorrendo nas últimas décadas em nosso país, viabilizou uma maior
possibilidade de acesso a tais tipos de tecnologias, democratizando assim a interação e
participação de uma grande parte da população, especialmente aqueles de classes menos
favorecidas, em ambientes virtuais que proporcionam uma gama de novas formas de
comunicação e aquisição de conhecimentos diversos.

Quando falamos da educação, para Mesquita (2018), uma das necessidades seria o
aprendizado de uma língua estrangeira, em especial de línguas consideradas globais,
como o espanhol e o inglês, visto que são línguas mais frequentemente utilizadas, além de
servirem como principal meio de comunicação. O mesmo argumenta sobre a importância
do uso dos aplicativos móveis, para uma maior democratização do aprendizado de línguas
em nosso país, visto que, por meio destes, pode-se ter acesso a cursos e conteúdos
bastante significativos da língua em estudo, tudo isso de uma maneira bem mais
dinâmica, interativa e de baixo custo.
10

Da mesma forma, Kim e Kwom (2012), ressaltam as vantagens deste tipo de


aprendizagem, afirmando que o acesso (pelos alunos) aos materiais de aprendizagem de
línguas ocorre de forma mais espontânea e adaptado aos diferentes níveis e necessidades
de aprendizagem de seu alunado. Estes, segundo os autores, também teriam acesso à
significativa oportunidade de se comunicarem com pessoas de qualquer lugar, a qualquer
hora, além de desenvolverem habilidades linguísticas tais como: listening, speaking,
reading e writing, de maneira individual e/ou coletiva, por meio de atividades síncronas
ou assíncronas.

3.4. Teorias da Aquisição de Vocabulário


A teoria do Input, desenvolvida por Krashen (1982), destaca a importância do input
compreensível na aquisição de uma segunda língua. O vocabulário, de acordo com essa
teoria, é enriquecido quando o aprendiz é exposto a materiais ligeiramente acima de seu
nível de competência, permitindo a compreensão semântico-contextual das palavras.
Krashen (1982) afirma que “quanto mais contato com a língua o aprendiz tiver, mais
eficaz será o processo de aquisição do vocabulário”.

A teoria do Processamento Profundo de Paul Nation (2001) enfatiza a importância do


envolvimento ativo do aprendiz no tratamento de vocabulário. Ele argumenta que o
vocabulário é melhor aprendido quando o aprendiz se dedica conscientemente a
manipulá-lo em diversos contextos, como leitura, escrita e fala. Nation (2001) sugere que
'a aprendizagem de vocabulário é otimizada quando o aprendiz se envolve ativamente
com o novo vocabulário, manipulando-o de diferentes maneiras'.

3.5. O Papel da Tecnologia na Aprendizagem de Línguas


As tecnologias móveis oferecem uma plataforma acessível para o aprendizado contínuo e
flexível de vocabulário. Segundo Stockwell (2010), “as tecnologias móveis oferecem
uma plataforma acessível e eficiente para a prática constante da língua, particularmente
em relação ao vocabulário”. Isso permite que os aprendizes pratiquem em qualquer lugar
e a qualquer momento, utilizando os aplicativos para reforçar o vocabulário aprendido.

A gamificação, amplamente presente em aplicativos como Duolingo e Memrise, tem se


mostrado eficaz para aumentar o engajamento dos alunos na aprendizagem de
11

vocabulário. Anderson (2015) afirma que “a utilização de elementos de jogos na


aprendizagem pode aumentar significativamente o tempo de interação com a língua e a
retenção de vocabulário”.

3.6. Eficácia dos Aplicativos Móveis para Aprendizagem de Vocabulário


Os aplicativos móveis como Duolingo, Memrise e Babbel têm sido objeto de diversas
pesquisas sobre sua eficácia na aprendizagem de vocabulário. O Duolingo, por exemplo,
utiliza repetição espaçada e elementos de gamificação para manter os alunos engajados e
reforçar o vocabulário. Vesselinov e Grego (2012) demonstraram que “usuários de
Duolingo demonstraram melhorias significativas em testes de vocabulário, comparados a
grupos de controle”.

Memrise adota uma abordagem focada em mnemônicas visuais e repetição espaçada,


técnica comprovada por Godwin-Jones (2017), que afirma que “a repetição espaçada é
eficaz para reforçar o vocabulário e melhorar a retenção”. Já o Babbel oferece lições de
vocabulário baseadas em situações cotidianas, o que, segundo Schmitt (2000),
“contextualiza o vocabulário de forma relevante para a comunicação real”.

3.7. Estudos de Caso e Pesquisas Empíricas


Winke et al. (2013) realizaram um estudo sobre o impacto do Duolingo na aprendizagem
de vocabulário. Os resultados indicaram que os usuários do aplicativo melhoraram
significativamente seu vocabulário em comparação a um grupo controle. Eles concluíram
que “aplicativos como Duolingo podem ser uma ferramenta eficaz no enriquecimento do
vocabulário de aprendizes de línguas, especialmente para iniciantes”.

Reinders e White (2011) compararam o uso de tecnologias móveis com o ensino


tradicional e observaram que a prática contínua e fora do contexto de sala de aula,
facilitada pelos aplicativos, resulta em uma retenção melhorada do vocabulário. Eles
afirmam que “os aplicativos móveis permitem que os aprendizes pratiquem de forma
mais constante e em momentos do dia a dia, o que contribui para a retenção de
vocabulário”.
12

3.8. Desafios e Limitações no Uso de Aplicativos para Aprendizagem de Vocabulário


Embora eficazes, os aplicativos móveis apresentam algumas limitações. De acordo com
Godwin-Jones (2017), “apesar de sua popularidade, muitos aplicativos não conseguem
proporcionar uma prática contextualizada suficiente, o que limita o impacto no
vocabulário ativo”. A falta de interação com falantes nativos pode restringir a
aplicabilidade do vocabulário aprendido.

Além disso, a dependência excessiva de dispositivos móveis pode criar uma falsa
sensação de aprendizado, sem o devido acompanhamento pedagógico. Boulton (2016)
observa que “apesar das vantagens oferecidas pelos aplicativos, é necessário que o uso da
tecnologia seja complementado por práticas pedagógicas formais”. A abordagem híbrida,
que combina tecnologia e ensino presencial, pode ser a mais eficaz.

4. Metodologia

4.1. Tipo de Estudo


Este estudo será de natureza qualitativa e quantitativa (misto), de caráter descritivo e
exploratório. A abordagem mista permitirá analisar estatisticamente os dados que serão
recolhidos e, ao mesmo tempo, compreender as experiências subjetivas dos participantes.

4.2. Método de Estudo e Instrumentos de Recolha de Dados


O método adotado será o estudo de caso, aplicado a um grupo de estudantes do curso de
inglês. Os instrumentos de recolha de dados incluirão:

 Questionário com perguntas fechadas e abertas, aplicado a estudantes que


utilizam aplicativos móveis para aprender inglês;
 Entrevistas semiestruturadas com alguns dos participantes, a fim de obter uma
visão mais profunda das suas experiências;
 Observação direta do uso dos aplicativos (quando possível), para identificar
padrões de interação e frequência de uso;
 Análise documental, como registos de progresso disponibilizados pelos próprios
aplicativos.
13

O presente trabalho trata-se de uma revisão sistemática, com caráter exploratório e


descritivo, pois se baseiar-se-a em estudos anteriores sobre determinado tema,
considerando possíveis semelhanças, correlações entre variáveis, métodos mais utilizados
e dados obtidos, descrevendo-os e classificando-os, contribuindo assim para
investigações posteriores mais rigorosas. Mas também terá um procedimento prático e
directo onde aplicar-se-a um questionário, entrevistas...

Sendo assim, optaremos por realizar buscas nas seguintes bases eletrônicas: a ferramenta
de pesquisa “Google Acadêmico”, na qual se pode pesquisar por trabalhos acadêmicos,
literatura escolar, jornais de universidades e artigos diversos, a plataforma “Scielo”, em
que se tem acesso a publicações digitais de periódicos científicos.

Feito isso, passar-se-a para o processo de leitura, onde através dessa leitura, os trabalhos
encontrados passarão por processo de seleção e exclusão, onde, buscar-se-a documentos
cujo tema e resultados estritamente relacionados ao aprendizado de línguas estrangeiras
por meio da utilização de aplicativos móveis. Para Bardin (2011), a leitura marcará o
primeiro contato do pesquisador com os documentos a serem analisados, estabelecendo
assim as bases necessárias para a realização de processos.

Para a análise dos dados utiliza-se-a a abordagem qualiquantitativa, valendo-se assim de


informações numéricas (ou estatísticas) relativas à produção acadêmica sobre um tema
específico, assim como sua possível interpretação por meio da relação ou significado que
estes venham a assumir, com as determinadas áreas e contextos de atuação em que se
insere a atual pesquisa.

Por fim, realizar-se-a também uma análise estatístico-descritiva dos dados, utilizando-se
o software Excel, em que melhor se identificará as variáveis objetivas presentes nos
mesmos.
14

5. Referências Bibliográficas
1. Almeida, M; Valente, J. A. [Link] Digitais, Linguagens e Currículo:
investigação, construção de conhecimento e produção de narrativas.
2. Bardin, L. 2009. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.
3. Brown, H. Douglas. 2007. Teaching by Principles: an interactive approach to
language pedagogy. New York: Person Education, 3. Ed.
4. Mattar, F. N. 1994. Pesquisa de marketing: metodologia, planejamento,
execução e análise. [Link]. São Paulo: Atlas.
5. Mesquita, S. V. DE. [Link] de língua inglesa mediada por
tecnologia: aplicativos para dispositivos móveis.. 90f. il. Dissertação (Programa
de Pós-Graduação em Metodologias para o Ensino de Linguagens e suas
Tecnologias) - Universidade Norte do Paraná –UNOPAR, Londrina.
6. Nascimento, K. A. S. Do; Filho, J. A. C. [Link] móvel e suas
tecnologias: uma revisão sistemática da literatura. Anais dos Workshops do
Congresso Brasileiro de Informática na Educação.
7. Rudio, F. V. 1985. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 9. ed.
Petrópolis: Vozes.
8. Godwin-Jones, R. (2011). Mobile apps for language learning. Language
Learning & Technology.
9. Nation, I. S. P. (2001). Learning vocabulary in another language. Cambridge
University Press.
10. Kayra, T. (2023). Enhancing English Vocabulary Learning through Mobile
Apps. ResearchGate.
11. Sle Journal. (2023). Systematic review of mobile learning in vocabulary
acquisition. SpringerOpen.
12. Nguyen, T. T. T., & Ha, T. T. T. (2024). The Impacts of Mobile-Assisted
Language Learning. ResearchGate.

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