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APH

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) foi criada em 1825 e se consolidou como uma instituição respeitada na sociedade pernambucana, com destaque para a inclusão de mulheres desde 1983. O atendimento pré-hospitalar tático (APH-Tático) evoluiu ao longo da história, com marcos importantes como a implementação de protocolos após a Guerra do Vietnã, visando reduzir a mortalidade em combate. No Brasil, o APH-Tático começou em 1995 e é regulamentado por legislações recentes, refletindo sua importância na segurança pública.

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A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) foi criada em 1825 e se consolidou como uma instituição respeitada na sociedade pernambucana, com destaque para a inclusão de mulheres desde 1983. O atendimento pré-hospitalar tático (APH-Tático) evoluiu ao longo da história, com marcos importantes como a implementação de protocolos após a Guerra do Vietnã, visando reduzir a mortalidade em combate. No Brasil, o APH-Tático começou em 1995 e é regulamentado por legislações recentes, refletindo sua importância na segurança pública.

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HISTÓRICO

Criada por meio de um Decreto Imperial em 11 de junho de 1825, a Polícia Militar de


Pernambuco (PMPE) cumpre o papel de polícia ostensiva, na garantia da segurança e
preservação da ordem pública, previsão do Art. 144 da Constituição Federal de 1988. Em
quase dois séculos de existência, a PMPE, foi se adaptando aos tempos e se consolidou
como uma Instituição de prestígio e respeito no para a sociedade pernambucana. Nesse
contexto, vamos contar, brevemente, sobre a história do Quartel do Comando Geral, do
Batalhão de Rádio Patrulha e da presença feminina nas fileiras da corporação.
Patrimônio Histórico Estadual desde 1994, o prédio imponente que abriga o Quartel do
Comando Geral da PMPE, QCG, já foi um centro comercial, o Mercado Coelho Cintra.
Criado pelo industrial Delmiro Golveia, o mercado sofreu um incêndio e ficou em ruínas,
depois abrigou a escola de Artífices até que, em 18 de outubro de 1924, foi ocupado pela,
então, Força Pública do Estado, hoje, Polícia Militar de Pernambuco. Passaram-se 100
anos e o prédio continua sendo, além de uma referência arquitetônica, o local-sede da
Corporação policial cuja própria história perpassa a história do Estado de Pernambuco.
“Sentido alerta Patrulheiros, pelo dever de bem servir!”. Esse é o lema do Batalhão de
Radiopatrulha da PMPE (BPRp). Em 1951 nascia a primeira unidade no Brasil dotada de
viaturas com radiotransmissores: a Companhia de Vigilância de Radiopatrulha. Pioneira
no país nessa modalidade de patrulhamento de comunicação simultânea de ocorrências,
em 1970 passou a ser Batalhão e, atualmente, é uma tropa especializada em policiamento
urbano.
E já que estamos rememorando um pouco de nossa história, um dos marcos da
corporação foi o ano de 1983 quando as primeiras mulheres ingressaram na PMPE.
Foram 21 novas sargentos que se formaram e, desde então, todos os concursos para
ingresso na instituição contam com a participação fundamental da força das mulheres,
somando, atualmente, um efetivo de mais de 2 mil policiais femininas.
São quase 200 anos de história institucional que se confunde com a história daqueles que
a compunham, que envergam sua farda, seus valores e cumprem sua missão de servir
"até com risco da própria vida”. Mas não existe corporação sem corpo, sem pessoas, sem
nomes. Nesse bicentenário da PMPE nossa homenagem é para todos os que dedicaram
seu tempo e suas vidas ao que fizeram razão de existência: construir uma sociedade mais
justa, segura e humana. São bravos homens e mulheres que escreveram a história dessa
instituição e que deixaram legados de honra para as novas gerações.
Rosana Alexandre de Sousa -ST PMPE
ORGANIZADOR

O Conteudista De Atendimento Pré-Hospitalar Tático, Daniel Barboza Magliano, É Segundo


Sargento Da PMPE. É Graduado Em Química (UFRPE), Técnico Em Segurança Do
Trabalho, E Instrutor Da Secretaria De Defesa Social Nas Áreas De Armamento, Munição
E Tiro, Abordagem, Agentes Químicos, APH Tático, Controle De Distúrbios Civis,
Radiopatrulhamento, Resgate Em Altura E Confinado. Membro Do Comitê Técnico De APH
Tático Do Ministério Da Justiça E Segurança Pública. Possui Cursos :OPERADOR MARC-
1 – COT PF (CARGA HORÁRIA 24H) – CUSTÓDIA PE/BEPI; INSPEÇÃO VEICULAR –
PRF (CARGA HORÁRIA:08H), Atendimento Pré-Hospitalar. (Carga Horária: 120h) - HAWK
SERVICE, HAWK SERVICE, Brasil. CIAMTP - CURSO DE INSTRUTOR DE ARMAMENTO
MUNIÇÃO E TIRO POLICIAL. (Carga Horária: 80h). - COMPANHIA DE OPERAÇOES
ESPECIAS, CIOE, Brasil. INTERVECÃO TATICA. (Carga Horária: 32h). - CASA MILITAR
DE PERNAMBUCO, CAMIL, Brasil. CURSO DE SEGURANÇA E PROTEÇÃO DE
AUTORIDADE CSPA. (Carga Horária: 120h)- CASA MILITAR DE PERNAMBUCO, CSPA,
Brasil. IASPA – INSTRUAÇÃO DE ATUALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E PROTEÇÃO DE
AUTORIDADE. (Carga Horária: 24h). - Secretaria Da Casa Militar, CAMIL, Brasil. ESTAGIO
DE SOBREVIVENCIA EM SELVA. (Carga Horária: 48h) - FORÇA AEREA BRASILEIA-PE,
FAB PE, Brasil. TECNICAS E TECNOLOGIAS NAO LETAIS. (Carga Horária: 60h) -
SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PUBLICA, SENASP, Brasil. FORMAÇÃO DE
FORMADORES. (Carga Horária: 60h) - SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA
PUBLICA, SENASP, Brasil. CPTUAR – CURSO DE PATRULHAMENTO TÁTICO
URBANO EM ÁREA DE ALTO RISCO - (Carga Horária: 281h)-BATALHAO DE RADIO
PATRULHA, BPRP, Brasil. TASER. (Carga Horária: 16h) - BATALHAO DE RADIO
PATRULHA, BPRP, Brasil. EMERGENCIAS PRE HOSPITALARES I E II. (Carga Horária:
120h - TOTAL) - SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PUBLICA, SENASP, Brasil.
FILOSOFIA DO DIREITO HUMANO APLICADO ATUAÇÃO POLIC. (Carga Horária: 60h) /
SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PUBLICA, SENASP, Brasil. OCORRÊNCIA
COM BOMBAS E EXLPOSIVOS. (Carga Horária: 60h) - SECRETARIA NACIONAL DE
SEGURANÇA PUBLICA, SENASP, Brasil. ASPECTO JURIDICO DA ABORDAGEM
POLICIAL. (Carga Horária: 60h) / SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PUBLICA,
SENASP, Brasil. DEFESA PESSOAL POLICIAL. (Carga Horária: 20h) - DEFESA
PESSOAL MILITAR, DP, Brasil. USO DA FORÇA / ABORDAGEM POLICIAL. (Carga Horá
ria: 80h) - BPTRAN E CIOE, BPTRAN E CIOE, Brasil. ARROMBAMENTO COM
EXPLOSIVOS E CQB.. (Carga Horária: 36h) - TEES BRAZIL, TEES, Brasil.
PROGRESSÃO EM FAVELAS. (Carga Horária: 36h) - CATI SWAT, BELO HORIZONTE -
MG, Brasil. DIREITOS HUMANOS. (Carga Horária: 40h) - SECRETARIA NACIONAL DE
SEGURANÇA PUBLICA, SENASP, Brasil. EHPC- ESTAGIO DE HABILITAÇÃO EM POLIC.
DE CHOQUE. (Carga Horária: 60h) - BATALHAO DE CHOQUE PMPE, BPCHOQUE,
Brasil. PROCEDIMENTO EM OCORRENCIAS COM BOMBAS. (Carga Horária: 80h) –
COMPANHIA DE OPERAÇOES ESPECIAS, CIOE, Brasil. ABORDAGEM POLICIAL.
(Carga Horária: 36h) - COMPANHIA DE OPERAÇOES ESPECIAS, CIOE, Brasil.
PATRULHAMENTO TATICO AVANÇADO. (Carga Horária: 40h) - CENTRO DE
INSTRUÇÕES TATICAS, CITAC, Brasil. GERENCIAMENTO DE CRISE. (Carga Horária:
60h) - SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PUBLICA, SENASP, Brasil.

O conteudista de Atendimento Pré-Hospitalar Tático, Márcio Rafael Nascimento Maia, é


Terceiro Sargento da PMPE. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal
de Pernambuco, pós-graduação em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica, Docência
e Gestão na Educação a Distância, e Segurança Pública. É profissional de Segurança Pú
blica, 2º Sargento da Polícia Militar de Pernambuco com vasta experiência no
planejamento, criação e execução de capacitações na Área de Segurança Pública. É
membro da Câmara Técnica e docente do Projeto de Atendimento Pré-hospitalar Tático
para Profissionais de Segurança Pública da Secretaria Nacional de Segurança Pública do
Ministério da Justiça e Segurança Pública – Senasp/MJSP.
CAPÍTULO 01
Histórico do APH-Tático no Mundo e no Brasil.

SUMÁRIO:
- Objetivos;
- Histórico;
- Medicina Tática;
- Normas/Legislações;
- APH-Tático na Segurança Pública;

OBJETIVOS:
Conhecer o histórico do APH-Tático no mundo e no Brasil;
Compreender o histórico do APH-Tático na Segurança Pública;
Reconhecer a importância do APH-Tático na Segurança Pública;

HISTÓRICO
A história do atendimento pré-hospitalar pode ser dividida em quatro eras distintas.

Primeira era:
Era antiga, Egito, Grécia, Roma. Era realizado de forma rudimentar, simples, sem nenhum, ou quase
nenhum, procedimento organizacional. Porém, já na época era vislumbrado a necessidade de tratar os
feridos nas batalhas, buscando a volta para o combate.

Segunda era:
Era Larrey – Barão Dominique Jean Larrey, 1766 – 1842. Médico de Napoleão Bonaparte. Foi um
percursor, criador das ambulâncias voadoras, visava a remoção rápida dos feridos do campo de
batalha.
Treinamento para tratamento e transporte deferidos; Triagem de feridos;
Hospitais de campanha;
Controle rápido de hemorragias externas.

Terceira era:
Era Farrington,1950- 1970. Médico de cidade de Chicago – Estados Unidos da América/EUA, foi
precursor nos EUA no tocante a padronização de materiais e equipamentos de APH nas ambulâncias;
Criou o 1º Curso de APH nos EUA, buscando a uniformização de procedimentos no
atendimento pré-hospitalar, com procedimentos adequados, foco na desobstrução de vias aéreas e no
controle de hemorragias.

Quarta era:
Implementação da medicina tática – Invasão do Kwait / Guerra do Golfo 1990 – 1991. Porém
antes da Gurra do Golfo, houve um fato histórico importante que levou a um “start” da necessidade
de mudanças nos protocolos de atendimento de militares feridos em combate. A Guerra do Vietnã
1955 – 1975.

Com dados alarmantes de aproximadamente 2500 (duas mil e quinhentas) mortes decorrentes de
hemorragias em extremidades (membros inferiores e superiores), ou seja, de mortes evitáveis. Fato
este que levou a uma grande repercussão e pressão interna nos EUA, sobre os jovens mortos no
Vietnã. Que juntamente com outros fatores, levou a saída e derrota da guerra pelos EUA.
Após a Guerra do Vietnã verificou-se, que eram utilizados equipamentos inapropriados para a
realidade tática, sem atentar para o ambiente hostil e dificuldades do terreno.
Abaixo , seguem alguns dados estatísticos de vítimas de batalhas entre os anos de 1941 – 2005, vale
ressaltar que são dados de militares dos EUA;
Observa-se, uma redução praticamente 60% da taxa de mortalidade, entre 1975 (fim da Guerra do
Vietnã) e 2005 (Guerras do Golfo, Iraque e Afeganistão).

Mas por que essa redução tão significativa?


Após a guerra do Vietña, os EUA vislumbram a necessidade de mudanças para reduzir o número de
baixas durante os conflitos. Assim, passaram por treinamentos massivos de tropa, aquisição e
utilização de equipamentos mais adequados a realidade tática, menor tempo de evacuação,
paramédicos mais preparados para a realidade tática com ênfase na contenção de hemorragias
maciças, na desobstrução de vias aéreas, na manutenção da respiração, na implementação de
hospitais de campanha mais próximos da linha de combate, minimizando assim, o tempo de resgate e
evacuação dos feridos.

Ou seja, a redução deu-se devido a implementação do APH-Tático nas tropas Americanas,


atualmente 100% dos militares americanos (Exército, Marinha, Forças Aérea, Força Nacional), são
formados no TCCC.

Normas e Legislações

Considerando a idade dos conflitos armados no mundo, o Atendimento Pré- hospitalar Tático é uma
temática recente, após 1975.
No Brasil, no tocante a Normas e Legislações que tratam do APH-Tático, temos a Portaria do
Ministério da Defesa 16/2018 e a Portaria do Ministério da Justiça e Segurança pública 098/2022.

A primeira trata das questões do APH-Tático para as Forças Armadas.

A segunda cria a Diretriz Nacional de Atendimento Pré-hospitalar Tático para profissionais de


Segurança Pública.
No Brasil, o APH-Tático surgiu no ano de 1995 na cidade do Rio de Janeiro – RJ, com o Grupo de
Paramédicos de Apoio Operacional – Resgate e Salvamento – GPAO/RS, um grupo dentro do
Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro –
BOPE/PMERJ.

Com o passar dos anos, crescimento e importância do APH-Tático para a Segurança Pública, criação
e execução de cursos dedicados ao APH-Tático, bem como sua inclusão no Curso de Operações
Especiais Policiais – Coesp, o GPAO-RS cresceu, deixou o BOPE e se tornou o Grupamento
Especial de Salvamento e Ações de resgate – GESAR, tornando-se uma Organização Militar
Estadual – OME independente no ano de 2006.

CAPÍTULO 02
Atendimento Sob Confronto Armado Fase 01 do APHT

SUMÁRIO:
- Objetivos;
- TCCC;
- Torniquete Tático - Autoaplicação;
- Atendimento Sob Confronto Armado;

OBJETIVOS:
Conhecer o TCCC e suas fases;
Aplicar corretamente o Torniquete Tático - TQ;
Reconhecer a importância do APH-Tático na Segurança Pública.

Fases do Atendimento Pré-hospitalar Tático ou APHt ou APH-Tático ou TCCC ou TC3, todas


essas nomenclaturas, são sinônimos.

1ª Fase Atendimento Sob Confronto Armado ou Atendimento Sob Fogo;


Área Vermelha

2ª Fase Cuidados em Campo Tático ou Atendimento em Campo Tático;


Área Amarela

3ª Fase Atendimento em Evacuação Tática.


Área Verde

Neste Capítulo trataremos da 1ª Fase do APH-tático - Atendimento Sob Confronto Armado.


Deve-se buscar sempre abrigo, para evitar novas vítimas, revidar a injusta agressão assim que
possível, se comunicar com os demais membros da equipe sempre.
Para lembrar dessas ações existe o mnemônico F.A.C., que significa:
F - Fogo;
A - Abrigo; e
C - Comunicação.
No entanto, o que irá definir a ordem das ações, é situação/ocorrência, podendo o policial que
primeiro vislumbrar a ameaça, se Comunicar com a equipe, indicando busca por abrigo.
Ou a depender da necessidade, realizar primeiro a resposta com arma de fogo, em seguida se
comunicar e buscar abrigo;
Ou Buscar abrigo e se comunicar.

Batalha de Fallujah - Iraque


Considerada a maior batalha urbana após o fim da Segunda Guerra Mundial, aconteceu em 2004, na
cidade de Fallujah no Iraque, onde temos relatos e imagens de uma patrulha toda sendo alvejada e
neutralizada após 01 militar da patrulha ter sido atingido. Vejamos as fotos:

Durante troca de tiros o Sgt Ryan Shane, corre para puxar o Sgt Lonnie Wells para um abrigo próximo.
Outro militar, vem ajudar.

Mais um militar é alvejado.


Todos os militares da patrulha são alvejados.

IMPORTANTE
Se o confronto ainda estiver em andamento, NÃO tente de maneira nenhuma se aproximar (atender)
da vítima. Pela alta probabilidade, de ser mais uma vítima.
Nesse caso, a supressão de fogo ao “inimigo”, a resposta a agressão e cobertura da vítima, já fazem
parte do 1º Atendimento.

Após a neutralização ou fuga da ameaça, o que fazer?


O socorrista deve se comunicar e orientar a vítima…

Fulano… você está bem ??? foi atingido onde??? consegue colocar teu Torniquete???

De acordo com as respostas da vítima o Socorrista irá se aproximar, identificar se existe


sangramentos nas extremidades (membros superiores e inferiores) da vítima e aplicar o torniquete
tático.
Em seguida irá arrastar a vítima até um abrigo.
LEMBREM-SE
Na 1ª Fase do APH-Tático, são realizados apenas esses procedimentos no tocante ao
atendimento de ferido:
Resposta a Agressão/Cobertura de Fogo;
Comunicação/Orientação ao ferido;
Autoaplicação de Torniquete Tático;
Aplicação de Torniquete Tático;
Técnicas de Arrasto para o abrigo.

Pergunta frequente de uma pessoa leiga R - Mas tiro na perna, mata????

Um rompimento de artéria causado por ferimento de arma branca ou por projétil de arma de fogo
(PAF), pode levar a morte em menos de 5 (cinco) minutos.
Ex: artéria femoral e artéria braquial.

O QUE FAZER?

OPERADOR CONSCIENTE E RESPONSIVO

O socorrista deve orientar a vítima a:


- Realizar o atendimento remoto;
- Orientar no tocante a identificação do ferimento; e
- Autoaplicação do torniquete tático, se indicado.

OPERADOR INCONSCIENTE E NÃO RESPONSIVO

O socorrista deve considerar que o ferimento é grave, e:


- Continuar abrigado, coberto e revidando a agressão (caso necessário);
- Preparar o plano de resgate para chegar até ao operador ferido/vítima;

- Ao chegar na vítima, o socorrista deve:


- Retirar o armamento da vítima;
- Prioridade 1, controle de sangramentos maciços nas extremidades (hemorragias nos membros
superiores e inferiores);
- Aplicação do torniquete tático, de maneira emergencial ou policial (alto a apertado, na parte
mais proximal do membro), caso o socorrista não consiga identificar bem a origem do
sangramento;
- Caso o socorrista consiga identificar a origem do sangramento, deve-se fazer uso da
aplicação do torniquete tático, de maneira deliberada (de 05 a 07 cm acima do ferimento).

Pergunta frequente de uma pessoa leiga


Devo procurar e tratar todos os sangramentos na 1ª Fase do APH-Tático????
R - Não, apenas os sangramentos maciços nas extremidades, através da utilização/aplicação do
Torniquete Tático.
Pergunta frequente de uma pessoa leiga
Aplico o Torniquete Tático por cima da farda mesmo???

R - Sim, na 1ª Fase do APH-Tático a autoaplicação ou a aplicação do Torniquete Tático, é realizada


por cima do fardamento, atentando apenas para retirada de objetos que possam atrapalhar o aperto do
Torniquete. Ex: coldre, objetos nos bolsos, braçal, etc.

Erros a serem evitados:


- Não usar o Torniquete Tático quando precisar;
- Usá-lo em sangramentos mínimos, não maciços;
- Retirá-lo quando a vítima estiver em choque;
- Afrouxá-lo periodicamente;
- Não apertá-lo o suficiente;
- Não utilizar um 2º Torniquete, quando necessário.

TORNIQUETE TÁTICO
É um dispositivo de oclusão externa temporário, que visa evitar a exsanguinação da vítima.
CAPÍTULO 03
Cuidados em Campo Tático - M.A.R.C.H. Fase 02 do APHT

SUMÁRIO:
- Objetivos;
- Conceitos;
- Atendimento por grau de prioridades;
- Sistematização de procedimentos;
- Descrição das manobras.

OBJETIVOS:
Conhecer o mnemônico M.A.R.C.H.;
Realizar corretamente as manobras de contenção de hemorragias maciças, ênfase na Letra “M”;
Reconhecer a importância do APH-Tático na salvaguarda da vida.

Cuidados em Campo Tático ou Atendimento em Campo Tático 2ª Fase do APH-Tático


Área Amarela

Após delimitar uma área segura, 1º abrigo, consiste no tratamento rápido dos ferimentos mais
graves.

Mnemônico M.A.R.C.H.

M – Maciças hemorragias, contenção de hemorragias maciças;


A – Aéreas, desobstrução de vias aéreas;
R – Respiração, manutenção da respiração;
C – Circulação e Choque, “re-check” dos procedimentos, identificar sinais de choque;
H – Hipotermia, prevenção da hipotermia.

Maciça hemorragia – é a principal causa de mortes evitáveis;


Métodos de contenção de hemorragias:
- Pressão direta;
- Autoaplicação e Aplicação de Torniquete Tático;
- Preenchimento e empacotamento de Ferida;

Sangue venoso – maior concentração de dióxido de carbono CO2, coloração mais escura;

Sangue arterial – rico em oxigênio O2, coloração mais avermelhada (vermelho vibrante).

Pelas veias passam o sangue venoso, rico em CO2; Pelas artérias passam o sangue arterial, rico em O2;
Vejamos abaixo a imagem do sistema circulatório:
Imagem interna de artérias e veias:

M – Realizar varredura em busca de sangramentos que porventura não foram identificados ou


tratados na 1ª Fase, ou que não estavam em extremidades e sim em regiões juncionais (hemorragias
compressíveis).

Caso necessário, deve-se expor a vítima cortando-lhe as vestes, utilizando uma tesoura de ponta
romba com a devida técnica:
Preenchimento de Ferida

Pode ser realizado com materiais SEM agentes hemostáticos, onde após o preenchimento a
pressão deve ser realizada de 05 a 10 minutos sobre a ferida.
E quando realizado com materiais COM agentes hemostáticos, onde após o preenchimento a
pressão deve ser realizada de 02 a 03 minutos sobre a ferida.

IMPORTANTE
Para preenchimento de feridas, deve-se sempre utilizar materiais contínuos.

Exemplo de gaze sem agente hemostático:


Gaze de metro, ou gaze de rolo tipo queijo.

O que fazer em caso de falha na contenção da hemorragia com esse método?


Com material COM agente hemostático, retira-se tudo e recomeça com um material novo.
Com material SEM agente hemostático, se mantém a pressão direta no local.
Empacotamento de Ferida

Após o preenchimento de ferida, é realizado o empacotamento da ferida, técnica que simula a


pressão direta realizada pelo socorrista. Podem ser utilizados para tal:

Ataduras crepom;
Ataduras elásticas;
Bandagem tática (tipo israelense.) Vejamos alguns exemplos:

Atadura crepom Bandagem elástica


Bandagens táticas – Tipo israelense
CAPÍTULO 04

Cuidados em Campo Tático - M.A.R.C.H. Fase 02 do APHT

SUMÁRIO:
- Objetivos;
- Conceitos;
- Atendimento por grau de prioridades;
- Sistematização de procedimentos;
- Descrição das manobras.

OBJETIVOS:
Conhecer as manobras clínicas emergenciais de liberação de vias aéreas; Conhecer técnicas de
manutenção da respiração;
Realizar corretamente as manobras clínicas emergenciais de liberação de vias aéreas, como
operador de APHT;
Utilizar técnicas e equipamentos para o tratamento de ferimento no tórax; Reconhecer a importância
do APH-Tático na salvaguarda da vida.

Cuidados em Campo Tático ou Atendimento em Campo Tático 2ª Fase do APH-Tático


Área Amarela Ênfase na Letra A. e R.

A - Abertura de vias Aéreas

Dando sequência ao mnemônico M.A.R.C.H., seguimos após a contenção de hemorragias maciças,


para desobstrução de vias aéreas e manutenção da respiração.
O socorrista deve posicionar-se lateralmente a vítima (operador ferido), e inspecionar se existe algum
objeto ou secreção (sangue, vômito, fragmentos de dentes quebrados, chiclete, etc.), em seguida
retirá-los com o dedo em forma de gancho (com luvas calçadas), impedindo assim que haja uma
broncoaspiração. Mantendo em seguida na medida do possível, a cabeça da vítima lateralizada.
Vejamos a imagem a seguir:

1º passo: inspeção visual;


2º passo: desobstrução;
3º passo na medida do possível: Lateralização.
Outra manobra para realizar a abertura das vias aéreas, consiste na elevação do queixo da vítima,
conhecida como Chin Lift.
Vejamos imagem a seguir:

Em seguida, na medida do possível deixar a vítima lateralizada em posição de recuperação.


Vejamos imagem a seguir:
RESPIRAÇÃO LETRA - R

Dando sequência ao mnemônico M.A.R.C.H., seguimos após a contenção de hemorragias maciças,


para desobstrução de vias aéreas e manutenção da respiração.

O Sistema Respiratório:
Brônquios – Iniciam na traqueia e vão se ramificando, originando os bronquíolos e alvéolos.
Pulmões – dividido em lóbulos que contém brônquios, bronquíolos e alvéolos.

Quando acontece uma perfuração no tórax pode ocorrer um “colapso” chamado de


pneumotórax hipertensivo, vejamos:

Pneumotórax – é a presença de ar livre na cavidade pleural (membrana interna do tórax), causando


uma diferença de pressão na cavidade pulmonar impedindo o pulmão de se expandir, causando muita
dificuldade na respiração da vítima.
No entanto, o pneumotórax hipertensivo é uma causa prevenível de morte no ambiente tático, seja
ele decorrente de ferimentos penetrantes (perfuração por arma de fogo – PAF e/ou arma branca), ou
decorrente de trauma fechado (explosão, PAF no colete balístico, ente outros).

Diagnóstico:

Dificuldade respiratória; Turgência jugular; Hipóxia.


O selo de tórax valvulado industrializado, é vendido em par, contendo: 01 unidade do selo de tórax
valvulado (com a válvula); e
01 unidade do selo de tórax oclusivo (sem a válvula).

De forma que o selo com a válvula deverá ser colocado na lesão onde o socorrista identificar que está
saindo o “ar”, que pode ser visto através da imagem de bolhas de ar junto com secreção e pelo som,
com um pequeno chiado ou assobio leve.
Já o selo oclusivo, deverá ser colocado na lesão de saída (caso tenha).

Utilização
IMPORTANTE:
A válvula deve ser posicionada em cima da lesão.

Deve-se ainda periodicamente abrir o selo para limpeza da válvula e da lesão, com uma gaze comum
estéril, impedindo assim a criação de coágulos e a espera da saída de mais ar, esta conhecida como
manobra de Burp, em seguida deve fechar novamente o selo.

CAPÍTULO 05

Cuidados em Campo Tático - M.A.R.C.H. Fase 02 do APHT

SUMÁRIO:
- Objetivos;
- Conceitos;
- Atendimento por grau de prioridades;
- Sistematização de procedimentos;
- Descrição das manobras.
-
OBJETIVOS:
Identificar sinais de choque;
Realizar o “check” dosm procedimentos já realizados; Tratar hemorragias não maciças;
Utilizar técnicas e equipamentos para prevenção da hipotermia; Reconhecer a importância só APHT
na salvaguarda da vida.

Cuidados em Campo Tático ou Atendimento em Campo Tático 2ª Fase do APH-Tático


Área Amarela Ênfase na Letra C. e H.

CIRCULAÇÃO E CHOQUE
Seguindo com o mnemônico M.A.R.C.H, chegamos a letra C, de circulação e choque. Nessa etapa, o
socorrista irá realizar busca por ferimentos, hemorragias não maciços e tratá-las, em seguida irá
checar todos os procedimentos já realizados nas “letras” anteriores do M.A.R.C.H., exemplos:
- Reajuste do Torniquete Tático;
- Verificação dos empacotamentos já realizados (se foram efetivos e sanaram a
hemorragia);
- Verificação das vias aéreas;
- Manutenção da respiração (checagem e limpeza do selo de Tórax);

IMPORTANTE
O socorrista só para de verificar e “trabalhar” no paciente, quando o entregar no hospital, no
ambiente intra-hospitalar.

O socorrista ainda na Letra C, deve identificar sinais de choque, exemplos:


- Checar pulso radial;
- Perfusão capilar lenta (tempo de preenchimento);
- Sudorese (podendo ser fria ou não);
- Confusão mental (nível de consciência);
- Palidez;
IMPORTANTE
O que fazer quando da vítima apresentar sinais de CHOQUE?
R- Dar celeridade do atendimento e levá-lo para o ambiente intra-hospitalar o mais breve
possível.
PREVENÇÃO DA HIPOTERMIA
Na letra H, o socorrista deve efetuar procedimentos de prevenção da hipotermia, evitando assim a
perda de calor corporal da vítima. Exemplos:
- Isolar a vítima do solo (sempre que possível);
- Retirar vestes molhadas (quando possível e indicado);
- Utilizar bolsas de calor instantâneo;
- Utilizar manta aluminizada;
- Quando em deslocamento em viatura convencional:
a) fechar os vidros do veículo;
b) ligar o ventilador do carro no modo “aquecedor”;
c) seguir com brevidade para o hospital, para entregar a vítima no ambiente intra- hospitalar.

IMPORTANTE
Hipotermia pode ser definida como a perda involuntária do calor corporal para abaixo de 35ºC. Pode
estar associada ao choque hemorrágico, que desestabiliza a capacidade termorreguladora do corpo
(uma das funções do sangue é aquecer nosso corpo).

Vejam imagens de alguns materiais utilizados da prevenção da hipotermia:

Bolsas de calor instantâneo


Manta aluminizada

CAPÍTULO 06
Atendimento em Evacuação Tática - M.A.R.C.H. Fase 03 do APHT

SUMÁRIO:
- Objetivos;
- Conceitos;
- Atendimento em evacuação tática;
- Materiais utilizados;
- Tipos de evacuação;
- Prioridades na evacuação;

OBJETIVOS:
Conhecer técnicas e cuidados com o ferido durante a evacuação tática/ Aplicar técnicas específicas
referentes à evacuação tática;
Minimizar os riscos durante o transporte de feridos; Reconhecer a importância do APHT na
salvaguarda da vida.

Atendimento em Evacuação Tática – consiste na 3ª Fase ou fase 3 do APH- Tático e compreende


técnicas específicas para transferência adequada do ferido. Minimizando assim, os riscos durante o
transporte enquanto os demais membros da equipe policial, mantém a capacidade de confronto caso
necessário.

IMPORTANTE
Como fazer?
R- Utilizando técnicas específicas de transporte de feridos;
R- Utilizando técnicas de patrulha policial;
R- Em veículos não projetados, na maioria das vezes.
Ex: Veículos comuns e viaturas policiais convencionais.

Se prestarmos bem atenção, a evacuação tática começa desde a saída da área vermelha (fase 1) para área
amarela (fase 2), da área amarela para a área verde (fase 3), até o hospital. Respectivamente, do
confronto armado para o abrigo, do abrigo até o veículo de transporte, do veículo de transporte até a
unidade hospitalar adequada.
Como material dedicado, temos a maca dobrável de transporte de ferido, também conhecida
como maca tática, ou maca de extração rápida, vejamos:

Técnicas de Transporte de Feridos

- Carregando pelos ombros;


- Técnica com 02 operadores;
- Técnicas com 03 operadores;
- Técnicas de mochilamento.

Técnicas de Embarque de Feridos em Veículos e Viaturas Convencionais


Técnicas de Embarque de Ferido em Plataformas Elevadas

Com a utilização da maca tática, a equipe (de acordo com a disponibilidade de efetivo) deverá se
dividir lateralmente, pegando por exemplo:
02 socorristas de cada lado da maca;

Passo 01 – Chegando no local para embarque, o líder da equipe de socorristas que sempre fica a
frente próximo da cabeça da vítima, irá comandar para que a vítima seja posicionada na altura correta
do embarque, seja ele na altura da linha da cintura ou na altura da linha dos ombros.

Passo 2 – Em seguida, também sob comandamanto do líder da equipe, irão aos poucos inserir,
colocar a vítima na plataforma elevada.

IMPORTANTE

Caso não tenha um socorrista dentro do veículo (plataforma elevada), um dos socorristas da equipe,
deverá embarcar (subir) na plataforma elevada, para puxar e ajudar no embarque da vítima.

Para muitos, o Atendimento em Evacuação Tática, é a fase mais complexa do APH-Tático. Pois após
a estabilização do ferido nos Cuidados em Campo Tático (Fase 2), corre-se:
- Risco de agravamento das lesões da vítima;
- Risco de novos confrontos com marginais após a saída do abrigo;
- Dificuldades de locomoção com a vítima, devido ao trajeto, ao terreno, aos meios e ao
número de policiais da equipe;

Antes de sair do abrigo, o líder da equipe de socorrista deve:


- Planejar a evacuação tática;
- Definir o meio de transporte mais adequado;
- Definir qual a melhor técnica para o transporte de ferido naquela ocasião de acordo com
o terreno, meios e pessoal disponível;
IMPORTANTE

Seja proativo, não espere um mal acontecer para realizar um planejamento, um briefing com sua
equipe, como mais antigo da equipe de serviço, procure sempre no início de cada serviço:
- Verificar rotas de emergência, para um possível socorro de urgência;
- Quem irá dirigir a viatura, caso o motorista tenha um mal súbito ou venha a ser ferido?
- Onde as chaves da viatura ficam?
- Para qual unidade de saúde deslocar?
- É necessário que seja um centro cirúrgico, unidade de trauma de grande porte;
- Se a vítima já está estabilizada, não adianta levar para Unidades Básicas (ex: Unidades de
Pronto Atendimento – UPA);
- Quando em deslocamento em viatura convencional (prevenção da hipotermia):
a) fechar os vidros do veículo;
b) ligar o ventilador do carro no modo “aquecedor”;
c) seguir com brevidade para o hospital, para entregar a vítima no ambiente intra- hospitalar;
- Seguir durante todo o deslocamento monitorando, rechecando, trabalhando na vítima;
a) Letras C e H do M.A.R.C.H.;
b) Reavaliar periodivamente os procedimentos que já foram feitos, letras M.A.R.;
- O socorrista só para de monitorar e trabalhar na vítima, quando a entregar no ambiente
intra-hospitalar.
REFERÊNCIAS:

BRASIL. Portaria MJSP Nº 98, de 1º de julho de 2022. Cria a Diretriz Nacional de Atendimento Pré-
hospitalar Tático para Profissionais de Segurança Pública. Brasília: ministério da Justiça e Segurança
Pública, 2022;

BRASIL. Portaria Normativa nº 16/MD, de 12 de abril de 2018. Aprova a Diretriz de Atendimento


Pré-hospitalar Tático do Ministério da Defesa. Brasília: Ministério da Defesa, 2018;

BUTLER, FK. Two Decades of Saving Lives on the battlefield: Tatical Combat Casual Care Turns
20. Military Medicine. 2017. Mar 1;182(3):e1563-8;
FBSP. Anuário Brasileiro de Segurança Pública - 2022. Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ano
16-2022. ISSN 1983-7364. São Paulo: FBSP, 2022;
FBSP. Revista Brasileira de Segurança Pública. V. 17, N. 1. Fev/mar 2023. Fórum Brasileiro de
Segurança Pública. ISSN 1981-1659 versão impressa, ISSN 2595-0258 versão eletrônica. São Paulo:
FBSP, 2023;
NAENT. PHTL: Prehospital Trauma Life Support, Military Edition. 9th ed. National Association of
Emergency Medical Technicians. EUA: Jones e Bartlett Publishers, 2019;
UNODC. Global Study on Homicide-2019. Viena, 2019.

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