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Atividade

O documento aborda a malária e a tuberculose, detalhando suas definições, agentes causadores, ciclos de vida, sintomas, diagnósticos, tratamentos e impactos globais. A malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium, enquanto a tuberculose é uma infecção bacteriana provocada pelo Mycobacterium tuberculosis. Ambos representam desafios significativos para a saúde pública, exigindo esforços coordenados para prevenção e controle.

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O documento aborda a malária e a tuberculose, detalhando suas definições, agentes causadores, ciclos de vida, sintomas, diagnósticos, tratamentos e impactos globais. A malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium, enquanto a tuberculose é uma infecção bacteriana provocada pelo Mycobacterium tuberculosis. Ambos representam desafios significativos para a saúde pública, exigindo esforços coordenados para prevenção e controle.

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Turma 301

Malária e Tuberculose

Pedro Henrique

Rayane Queiroz

Davi Pontes

Izabelle Paiva

Bianca Amaral

Mateus Henrique

Asafe Enzo

Nayane Sousa

Letícia Evelin
MALÁRIA

Definição e Agente Causador- Pedro Henrique

Definição de Malária:

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium,


que são transmitidos para os seres humanos através da picada de mosquitos
infectados, principalmente do gênero Anopheles. A malária é caracterizada por
febre, calafrios, dor de cabeça e sintomas semelhantes aos da gripe. Se não
tratada, pode levar a complicações graves e até a morte.

Agente Causador:

Os agentes causadores da malária são protozoários do gênero Plasmodium. As


cinco espécies principais que infectam os humanos são:

1. Plasmodium falciparum: A forma mais grave da malária e a mais comum em


áreas tropicais.

2. Plasmodium vivax: Causa uma forma menos grave, mas pode levar a recaídas
devido à presença de formas dormentes no fígado.

3. Plasmodium ovale: Também causa recaídas e é menos comum.

4. Plasmodium malariae: Causa uma forma crônica da doença.

5. Plasmodium knowlesi: Um parasita que infecta macacos, mas também pode


causar malária em humanos, especialmente na Ásia.

Esses parasitas se desenvolvem no mosquito vetor e são transmitidos ao humano


durante a picada. A malária é uma das doenças infecciosas mais prevalentes em
várias partes do mundo, especialmente na África subsaariana.

Ciclo de vida do Parasita- Rayane Queiroz

O ciclo de vida do parasita que causa a malária é complexo e envolve duas fases
principais: a fase no mosquito vetor (Anopheles) e a fase no hospedeiro humano.
Aqui está uma descrição detalhada de cada etapa:
1. Fase no Mosquito (Vetorial):

- Inoculação: O ciclo começa quando um mosquito fêmea Anopheles pica um


humano infectado e ingere o sangue contendo os gametas do parasita
Plasmodium.

- Fertilização: Dentro do estômago do mosquito, os gametas se fundem, formando


um zigoto.

- Desenvolvimento: O zigoto se desenvolve em um oocisto na parede do estômago


do mosquito. Dentro do oocisto, o parasita se multiplica, resultando em milhares
de esporozoítos.

- Liberação: Após algumas semanas, o oocisto se rompe, liberando os


esporozoítos que migram para as glândulas salivares do mosquito.

2. Fase no Hospedeiro Humano:

- Infecção: Quando o mosquito pica um humano novamente, ele injeta os


esporozoítos na corrente sanguínea.

- Fase Hepática: Os esporozoítos viajam para o fígado, onde invadem as células


hepáticas (hepatócitos). Eles se multiplicam e podem formar formas dormentes
chamadas hipnozoítos (especialmente em P. vivax e P. ovale).

- Liberação de Merozoítos: Após cerca de 7 à 14 dias, os parasitas se rompem das


células hepáticas e liberam merozoítos na corrente sanguínea.

3. Ciclo Sanguíneo (Fase Assexuada):

- Invasão de Glóbulos Vermelhos: Os merozoítos invadem os glóbulos vermelhos


(hemácias), onde se multiplicam.

- Ciclo de Multiplicação: Dentro dos glóbulos vermelhos, os merozoítos se tornam


trofozoítos, que depois se transformam em esquizontes. Esses esquizontes se
rompem, liberando novos merozoítos que podem infectar mais hemácias.

- Forma Gametocitária: Alguns merozoítos se desenvolvem em gametócitos


(gametas masculino e feminino), que podem ser ingeridos por outro mosquito
quando ele pica uma pessoa infectada.

4. Repetição do Ciclo:
O ciclo recomeça quando um novo mosquito pica uma pessoa infectada e ingere
os gametócitos, iniciando novamente a fase vetorial.

Resumo:

Em resumo, o ciclo de vida da malária envolve a transmissão entre mosquitos e


humanos, com múltiplas etapas de desenvolvimento no fígado e nos glóbulos
vermelhos. Essa complexidade é parte do que torna a malária uma doença tão
desafiadora para controlar e erradicar.

Sintomas e Diagnóstico- Davi Pontes

Sintomas da Malária:

Os sintomas da malária podem variar de leves a graves e geralmente surgem entre


10 a 15 dias após a picada do mosquito infectado. Os sintomas mais comuns
incluem:

1. Febre: Geralmente alta, pode ocorrer em ciclos (febre intermitente).

2. Calafrios: Sensação intensa de frio, seguida por ondas de calor.

3. Suores: Após episódios de febre, pode ocorrer sudorese intensa.

4. Dor de cabeça: Pode ser intensa e persistente.

5. Dores musculares e articulares: Semelhantes aos sintomas da gripe.

6. Fadiga: Cansaço extremo e fraqueza.

7. Náuseas e vômitos: Podem ocorrer em algumas pessoas.

8. Anemia: Devido à destruição dos glóbulos vermelhos, levando a palidez.

Em casos graves, a malária pode causar complicações sérias, como:

- Malária cerebral (convulsões, coma)

- Insuficiência renal
- Problemas respiratórios

- Anemia severa

Diagnóstico da Malária:

O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento eficaz da malária. As


principais formas de diagnóstico incluem:

1. Exame de Sangue:

- Gota Espessa: Uma amostra de sangue é colocada em uma lâmina e


examinada ao microscópio para identificar a presença dos parasitas.

- Lâmina de Sangue Fina: Permite identificar a espécie do Plasmodium e avaliar a


carga parasitária.

2. Testes Rápidos (TR) de Diagnóstico:

- São testes que detectam antígenos do Plasmodium no sangue e oferecem


resultados rápidos (geralmente em 15-20 minutos). Esses testes são úteis em
áreas onde o acesso a microscópios é limitado.

3. Hemograma Completo:

- Embora não identifique diretamente o parasita, um hemograma pode mostrar


anemia e outras alterações que indicam uma infecção.

Importância do Diagnóstico Precoce:

O diagnóstico rápido e preciso é crucial para iniciar o tratamento adequado e


reduzir o risco de complicações graves ou morte. Se houver suspeita de malária,
especialmente em áreas endêmicas ou após viagens para regiões afetadas, é
importante procurar atendimento médico imediatamente.

Tratamento e Prevenção- Izabelle Paiva

Tratamento da Malária:
O tratamento da malária depende da espécie do *Plasmodium* que causa a
infecção, da gravidade dos sintomas e se o paciente tem alguma condição de
saúde pré-existente. Os principais medicamentos utilizados incluem:

1. Antimaláricos:

- Artemisinina e Derivados: São frequentemente usados em combinação para


tratar a malária. Exemplos incluem artesunato e arteméter.

- Cloroquina: Eficaz contra Plasmodium vivax e Plasmodium ovale, mas não é


recomendada para Plasmodium falciparum resistente.

- Mefloquina: Usada em áreas onde há resistência à cloroquina.

- Atovaquona-proguanil: Outra opção em áreas com resistência.

- Quinina: Pode ser usada em casos graves ou quando outros tratamentos não
são eficazes.

2. Tratamento de Suporte:

- Em casos graves, pode ser necessário tratamento de suporte, como


transfusões de sangue em caso de anemia severa ou cuidados intensivos para
complicações.

Prevenção da Malária:

A prevenção é fundamental, especialmente em áreas onde a malária é endêmica.


As principais estratégias incluem:

1. Uso de Mosquiteiros:

- Mosquiteiros tratados com inseticidas são eficazes para proteger as pessoas


durante o sono.

2. Repelentes de Insetos:

- Aplicar repelentes que contenham DEET ou picaridina na pele exposta pode


ajudar a evitar picadas.
3. Roupas Protetoras:

- Usar roupas de manga longa e calças pode reduzir a exposição a picadas de


mosquito.

4. Inseticidas Ambientais:

- A aplicação de inseticidas nas paredes das casas (IRS - Insecticide Residual


Spraying) pode reduzir a população de mosquitos.

5. Tratamento Quimioprofilático:

- Para viajantes que vão a áreas endêmicas, pode ser recomendado o uso de
medicamentos antimaláricos como profilaxia antes, durante e após a viagem.

6. Educação e Conscientização:

- Informar as comunidades sobre os riscos da malária e as medidas preventivas


é essencial para controlar a doença.

Importância da Prevenção:

A combinação dessas estratégias é crucial para controlar a transmissão da


malária e reduzir o número de casos e mortes pela doença. A conscientização
sobre os sintomas e a busca por diagnóstico precoce também são fundamentais
para um tratamento eficaz.

Impacto global da Malária- Bianca Amaral

A malária continua a ser uma das doenças infecciosas mais devastadoras do


mundo, com um impacto significativo em saúde pública, economia e
desenvolvimento social. Vamos explorar os principais aspectos do impacto global
da malária:

1. Saúde Pública:

- Morbidade e Mortalidade: Em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS)


relatou cerca de 247 milhões de casos de malária e aproximadamente 619.000
mortes, a maioria em crianças menores de cinco anos na África Subsaariana.
- Grupos Vulneráveis: A doença afeta desproporcionalmente populações
vulneráveis, incluindo crianças, gestantes e pessoas com sistemas imunológicos
comprometidos.

2. Impacto Econômico:

- Custo Direto e Indireto: A malária gera custos diretos com tratamento e


hospitalização, além de custos indiretos relacionados à perda de produtividade,
absenteísmo no trabalho e impacto nas atividades econômicas.

- Desenvolvimento: A presença endêmica da malária em um país pode inibir o


desenvolvimento econômico, afetando o investimento estrangeiro e a capacidade
de crescimento das comunidades.

3. Impacto Social:

- Educação: As infecções por malária podem levar à ausência escolar entre


crianças, afetando seu aprendizado e desenvolvimento futuro.

- Desigualdade: Os efeitos da malária tendem a afetar mais intensamente as


populações mais pobres, exacerbando as desigualdades sociais e econômicas.

4. Resistência a Medicamentos e Inseticidas:

- A resistência crescente a medicamentos antimaláricos e inseticidas tem


complicações significativas na luta contra a malária. Isso dificulta o tratamento
eficaz e aumenta o risco de surtos.

5. Esforços Globais de Controle:

- A luta contra a malária envolve esforços globais coordenados, incluindo


programas de prevenção, tratamento e pesquisa. Iniciativas como o Plano Global
de Ação da OMS para Malária têm como objetivo reduzir casos e mortes por meio
de estratégias integradas.

6. Mudanças Climáticas:

- As mudanças climáticas podem afetar a distribuição geográfica dos mosquitos


transmissores da malária, potencialmente expandindo áreas endêmicas para
regiões onde antes não havia casos.
Conclusão:

O impacto global da malária é profundo e multifacetado, exigindo uma abordagem


abrangente que envolva prevenção, tratamento eficaz, pesquisa contínua e
colaboração internacional. Embora haja progressos significativos na redução dos
casos ao longo dos anos, a malária continua a ser um desafio crítico para a saúde
pública mundial.

TUBERCULOSE

Definição e Agente causador da Tuberculose- Mateus

A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa que afeta principalmente os pulmões,


mas pode também afetar outras partes do corpo. Aqui está uma definição e
informações sobre o agente causador:

Definição:

A tuberculose é uma infecção bacteriana causada pelo bacilo Mycobacterium


tuberculosis. Ela se espalha pelo ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra
ou fala, liberando gotículas que podem ser inaladas por outras pessoas. A TB pode
ser assintomática em algumas pessoas, mas quando os sintomas aparecem, eles
podem incluir tosse persistente, dor no peito, febre, suores noturnos e perda de
peso.

Agente Causador:

- Nome: Mycobacterium tuberculosis

- Características:

- É uma bactéria aeróbica (necessita de oxigênio para sobreviver).

- Possui uma parede celular rica em lipídios, o que a torna resistente a muitos
antibióticos e a desinfetantes comuns.

- Cresce lentamente, o que pode tornar o tratamento prolongado e desafiador.

Importância:
O controle da tuberculose é um desafio de saúde pública em muitas partes do
mundo. A prevenção e o tratamento eficaz são essenciais para reduzir a
transmissão e a incidência da doença.

Sintomas e diagnóstico da Tuberculose- Asafe

Sintomas da Tuberculose:

Além dos sintomas mencionados anteriormente, a tuberculose pode apresentar


uma variedade de manifestações, dependendo de onde a infecção ocorre. Aqui
estão mais detalhes:

1. Tosse Persistente:

- A tosse pode inicialmente ser seca, mas geralmente se torna produtiva,


apresentando escarro que pode conter sangue (hemoptise) em casos mais
avançados.

2. Dor no Peito:

- A dor pode ser intensa e é frequentemente localizada na área dos pulmões


afetados. Pode piorar ao respirar profundamente ou ao tossir.

3. Febre:

- A febre pode ser intermitente, aparecendo em ciclos (subindo e descendo ao


longo do dia). Geralmente, é acompanhada de calafrios.

4. Suores Noturnos:

- Este sintoma é bastante característico da tuberculose e pode levar a


desconforto significativo durante o sono.

5. Perda de Peso Inexplicada:

- A perda de peso pode ser significativa e está relacionada à falta de apetite e ao


aumento do gasto energético devido à infecção.
6. Fadiga e Fraqueza:

- A sensação de cansaço extremo é comum, tornando difícil realizar atividades


diárias normais.

7. Diminuição do Apetite:

- Muitas pessoas com tuberculose relatam que não têm vontade de comer, o que
contribui para a perda de peso.

8. Sintomas Extrapulmonares:

- Se a tuberculose afetar outras partes do corpo (como os rins, ossos ou sistema


nervoso), os sintomas podem incluir dor nas costas (se afetar a coluna), dor
abdominal (se afetar os rins) ou sintomas neurológicos (se afetar o cérebro).

Diagnóstico da Tuberculose:

O diagnóstico da tuberculose é um processo que envolve várias etapas e testes


complementares:

1. Anamnese Detalhada:

- O médico questiona sobre sintomas, histórico de viagens a áreas com alta


incidência de TB, histórico familiar e condições de saúde pré-existentes.

2. Exame Físico Completo:

- O objetivo é identificar sinais clínicos que possam indicar a presença da


doença, como ruídos respiratórios anormais durante a ausculta dos pulmões.

3. Testes Diagnósticos Comuns:

- Teste Tuberculínico (Mantoux):


- Colocação de uma pequena quantidade de tuberculina sob a pele do
antebraço. Após 48-72 horas, uma reação positiva indica exposição ao bacilo, mas
não confirma infecção ativa.

- Radiografia de Tórax:

- Ajuda a visualizar lesões pulmonares características da tuberculose, como


cavitações ou infiltrados.

- Exame de Escarro:

- Coleta de amostras de escarro para análise laboratorial. Podem ser realizados


testes para identificar o bacilo e determinar se ele é resistente aos medicamentos.

4. Testes Rápidos:

- Testes moleculares como o GeneXpert podem fornecer resultados rápidos


sobre a presença do bacilo e sua resistência aos medicamentos em poucas horas.

5. Cultura Bacteriológica:

- Embora demore mais (pode levar semanas), o cultivo do *Mycobacterium


tuberculosis* em amostras de escarro ou outros tecidos é considerado o padrão
ouro para confirmar o diagnóstico.

6. Ressonância Magnética ou Tomografia Computadorizada:

- Em casos em que há suspeita de TB extrapulmonar ou complicações, esses


exames por imagem podem ser utilizados para avaliação mais detalhada.

Conclusão:

O diagnóstico precoce e preciso da tuberculose é fundamental para garantir um


tratamento eficaz e reduzir a transmissão da doença. Se houver suspeitas ou
sintomas compatíveis com tuberculose, é essencial procurar atendimento médico
imediatamente para avaliação adequada e tratamento oportuno.
Tratamento e prevenção da Tuberculose- Nayane Sousa

Tratamento da Tuberculose:

O tratamento da tuberculose é essencial para curar a doença e prevenir a


transmissão. Aqui estão os principais pontos:

1. Medicamentos Antituberculosos:

- O tratamento geralmente envolve uma combinação de antibióticos por um


período prolongado, normalmente de 6 meses a 2 anos, dependendo do tipo e
gravidade da infecção.

- Os medicamentos mais comuns incluem:

- Isoniazida (INH)

- Rifampicina (RIF)

- Pirazinamida (PZA)

- Etambutol (EMB)

- É fundamental seguir rigorosamente o esquema de tratamento prescrito para


evitar o desenvolvimento de cepas resistentes.

2. Terapia Diretamente Observada (DOT):

- Em muitos casos, especialmente em áreas com alta incidência de tuberculose,


a terapia diretamente observada é recomendada. Isso significa que um
profissional de saúde observa o paciente tomar os medicamentos para garantir a
adesão ao tratamento.

3. Acompanhamento Médico:

- Consultas regulares são essenciais para monitorar a eficácia do tratamento e


gerenciar possíveis efeitos colaterais dos medicamentos. Exames laboratoriais e
radiografias podem ser realizados para avaliar a resposta ao tratamento.

4. Cuidados Suplementares:
- Pacientes podem precisar de suporte adicional, como nutrição adequada e
cuidados para aliviar sintomas, como dor no peito ou tosse persistente.

Prevenção da Tuberculose:

A prevenção é uma parte crucial do controle da tuberculose, especialmente em


áreas onde a doença é prevalente. Aqui estão algumas estratégias:

1. Vacinação:

- A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é utilizada em muitos países para


prevenir formas graves de tuberculose em crianças, embora sua eficácia contra a
TB pulmonar em adultos seja limitada.

2. Identificação e Tratamento de Casos:

- A detecção precoce e o tratamento eficaz de pessoas com tuberculose ativa


ajudam a reduzir a transmissão da doença.

3. Controle de Infecções:

- Medidas como ventilação adequada em ambientes fechados, uso de máscaras


por pacientes infectados e práticas de higiene podem ajudar a prevenir a
propagação do bacilo.

4. Testes Regulares:

- Em populações de alto risco, como profissionais de saúde ou pessoas vivendo


com HIV, testes regulares para tuberculose podem ajudar na identificação
precoce da infecção.

5. Educação e Conscientização:

- Informar as comunidades sobre os sintomas da tuberculose, formas de


transmissão e importância do tratamento pode ajudar na prevenção.

6. Tratamento Profilático:
- Pessoas que foram expostas à tuberculose ou que têm teste tuberculínico
positivo (mas não têm sintomas) podem ser tratadas com medicamentos
preventivos para reduzir o risco de desenvolver a doença ativa.

Conclusão:

O tratamento efetivo da tuberculose é fundamental para curar os pacientes e


prevenir a disseminação da doença. A prevenção também desempenha um papel
crucial na redução da incidência da tuberculose nas comunidades.

Impacto global da Tuberculose- Letícia Evelin

O impacto global da tuberculose (TB) é significativo e multifacetado, afetando não


apenas a saúde pública, mas também a economia e a sociedade como um todo.
Aqui estão alguns dos principais aspectos desse impacto:

1. Saúde Pública:

- Incidência e Mortalidade: A tuberculose é uma das principais causas de morte


por doenças infecciosas no mundo, atrás apenas do HIV/AIDS. Em 2021, estima-
se que cerca de 10,6 milhões de pessoas tenham adoecido com TB e 1,6 milhão
tenham morrido em decorrência da doença.

- Resistência a Medicamentos: A resistência a medicamentos, especialmente à


tuberculose multirresistente (MDR-TB) e à tuberculose extensivamente resistente
(XDR-TB), representa um desafio crescente. Essas formas resistentes exigem
tratamentos mais longos, caros e menos eficazes.

2. Impacto Econômico:

- Custo do Tratamento: O tratamento da tuberculose pode ser financeiramente


oneroso para os sistemas de saúde, especialmente em países em
desenvolvimento. A necessidade de medicamentos de segunda linha para tratar
cepas resistentes aumenta ainda mais os custos.

- Perda de Produtividade: A TB pode levar à incapacidade temporária ou


permanente dos pacientes, resultando em perda de produtividade e impacto
econômico nas comunidades afetadas.

3. Desigualdade Social:
- Grupos Vulneráveis: A tuberculose afeta desproporcionalmente populações
vulneráveis, incluindo pessoas com HIV/AIDS, usuários de drogas, moradores de
rua e aqueles que vivem em áreas com condições socioeconômicas precárias.

- Estigmatização: Muitas vezes, os pacientes com tuberculose enfrentam estigma


social, o que pode dificultar o acesso ao tratamento e à reabilitação.

4. Desafios em Saúde Global:

- COVID-19 e Tuberculose: A pandemia de COVID-19 impactou negativamente os


esforços de controle da tuberculose, resultando em uma diminuição no
diagnóstico e tratamento da TB. Em 2020, houve um aumento no número de
mortes por tuberculose pela primeira vez em uma década devido à interrupção
dos serviços de saúde.

- Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): A luta contra a tuberculose


está alinhada com os ODS da ONU, especialmente o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar).
Reduzir a incidência da tuberculose é essencial para alcançar esses objetivos.

5. Iniciativas Globais:

- Estratégia Global da OMS: A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a


Estratégia Global para Combater a Tuberculose 2015-2035, que visa acabar com a
epidemia global da TB por meio do aumento do acesso ao diagnóstico e
tratamento, além do fortalecimento dos sistemas de saúde.

- Financiamento Internacional: Organizações como o Fundo Global e a Iniciativa


Stop TB buscam mobilizar recursos financeiros para apoiar programas de controle
da tuberculose em países afetados.

Conclusão:

A tuberculose continua sendo um desafio significativo para a saúde global,


exigindo esforços coordenados entre governos, organizações internacionais e
comunidades para superar as barreiras ao tratamento e prevenção. Combater
essa doença não só melhora a saúde pública, mas também contribui para o
desenvolvimento social e econômico das nações.

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