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Fontes Do Direito A.V2

O documento aborda as fontes do direito, com foco na definição, classificação e hierarquia das leis em Moçambique. Destaca as fontes imediatas, como a lei, e mediatas, como o costume, a doutrina e a jurisprudência, além de discutir o processo legislativo e os princípios gerais do direito moçambicano. O objetivo é compreender a formação e a organização do sistema jurídico no contexto do país.
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Fontes Do Direito A.V2

O documento aborda as fontes do direito, com foco na definição, classificação e hierarquia das leis em Moçambique. Destaca as fontes imediatas, como a lei, e mediatas, como o costume, a doutrina e a jurisprudência, além de discutir o processo legislativo e os princípios gerais do direito moçambicano. O objetivo é compreender a formação e a organização do sistema jurídico no contexto do país.
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1

2
Índice
1. INTRODUÇÃO.............................................................................................................................4
1.2. OBJECTIVOS...........................................................................................................................4
1.2.1. Objectivo geral.......................................................................................................................4
1.2.2. Objectivos específicos............................................................................................................4
1.3. METODOLOGIA......................................................................................................................4
2. FONTES DE DIREITO – DEFINIÇÃO........................................................................................5
2.1. Fontes Imediatas........................................................................................................................6
2.1.1. A lei.......................................................................................................................................6
2.2. Fontes mediatas.........................................................................................................................7
2.2.1. Costume.................................................................................................................................7
2.2.2. A doutrina..............................................................................................................................7
2.2.3. A jurisprudência.....................................................................................................................8
2.3. O processo de elaboração da lei em Moçambique............................................................9
2.4. A hierarquia das leis................................................................................................................10
2.5. Princípios gerais do direito moçambicano...............................................................................11
3. Conclusão....................................................................................................................................13
3.1. Referencias Bibliográficas.......................................................................................................14

3
1. INTRODUÇÃO

O termo “fonte do direito“ é empregado metaforicamente, pois em sentido


próprio fonte é a nascente de onde brota corrente de água. Justamente por ser uma expressão
figurativa tem mais de um sentido.

“Fonte jurídica” seria a origem primária do direito, confundindo-se com o problema


da génese do direito. Trata-se da fonte real ou material do direito, ou seja, dos factores reais
que condicionaram o aparecimento da norma jurídica.

O presente trabalho visa abordar acerca das fontes de direitos, objectivando


compreender o sua abordagem no sentido jurídico. Ademais, pretende-se juntamente abordar
acerca da hierarquia das fontes de direito com particularidade no contexto moçambicano.

Em contexto, já na parte final referente a contextualização, de forma sintética, far-se-


á uma abordagem acerca dos princípios gerais do direito moçambicano.

1.2. OBJECTIVOS

1.2.1. Objectivo geral

 Compreender as fontes do direito no contexto jurídico.


1.2.2. Objectivos específicos

 Conhecer os tipos de fontes de direito;


 Explicar a hierarquia das leis no contexto moçambicano;
 Descrever os princípios gerais do direito moçambicano.
1.3. METODOLOGIA

De acordo com Lakatos & Marconi (1991) “método é o conjunto das actividades
sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o
objectivo – conhecimentos válidos e verdadeiros -, traçando o caminho a ser seguido,
detectando erros e auxiliando as decisões do cientista”.

4
2. FONTES DE DIREITO – DEFINIÇÃO

As fontes de direito são os meios pelos quais as normas jurídicas são criadas e
reconhecidas, fornecendo a base para a organização do sistema jurídico de um país. As fontes
de direito são os meios através dos quais as normas jurídicas são criadas, modificadas ou
extintas. Elas representam as origens do direito e sua manifestação concreta na sociedade.

Noção do conceito de fontes de direito

Simplesmente, antes de nos abalançarmos a esta tarefa, importa saber em que sentido
estamos falando de fontes do Direito. De acordo com a Revista de Direito de Língua
Portuguesa [REDILP] (2015), a expressão Fontes do Direito admite diversos entendimentos,
dos quais podemos iniciar conhecendo o termo direito nos seguintes sentidos:

 Filosóficos – fontes do direito são o fundamento do surgimento e obrigatoriedade do


direito
 Históricos – fontes do direito são antecedentes normativos da norma, que a justificam
no presente.
 Instrumentais – fontes do direito são documentos que contêm normas jurídicas, é o
caso dos Boletins da República, Leis, Decretos, Regulamentos, Contractos, etc.
 Orgânico ou Político – órgãos que legislam, ou com competência de propor leis
(Assembleia da República, o Presidente da República, o Governo, os Deputados, etc.)

O entendimento que mais nos interessa, e que a nível da comunidade jurídica é tido
como a definição de fontes do direito é o sentido técnico Jurídico, em que Fontes do Direito
são os modos de formação e revelação das regras, normas e princípios jurídicos, ou seja, as
formas do aparecimento e manifestação do direito.

As fontes de Direito no Código Civil

O Código Civil (CC), contém um conjunto de disposições iniciais sobre a temática


das fontes do Direito, afirmando-se o seguinte, em preceito com a precisa epígrafe “Fontes
imediatas”

“São fontes imediatas do Direito as leis e as normas corporativas” 1

1
Art. 1, n.º 1, do Código Civil (CC).
“Consideram-se leis todas as disposições genéricas provindas dos órgãos estaduais
competentes…2

Por outro lado, equaciona-se no mesmo capítulo do CC sobre as Fontes do Direito o


valor jurídico dos usos, preceituando-se que “Os usos que não forem contrários aos princípios
da boa-fé são juridicamente atendíveis quando a lei o determine” 3. A análise deste enunciado
permite observar que se adopta a categoria das fontes imediatas do Direito, nessa qualidade o
CC aludindo às “leis”, não se referindo a quaisquer outras fontes, nem mesmo às fontes
mediatas, além da breve alusão ao valor jurídico dos usos.

O CC tem também a falha de fornecer um sentido deficiente acerca das fontes do


Direito quando se “esquece” de mencionar algumas das que são absolutamente relevantes,
deitando por terra o bom intuito de fazer, com o mínimo de felicidade, a certeira indicação
dessas fontes.

As fontes do Direito Moçambicano são as mesmas de qualquer País do sistema


Romano-Germânico.

Segundo a REDILP (2015), as Fontes do Direito encontram-se divididas em Fontes


Imediatas e Fontes Mediatas

 As Fontes Imediatas – correspondem aos modos de criação e/ou formação do direito.


Neste tipo encontramos a Lei [CRM].
 As Fontes Mediatas – correspondem aos modos de revelação ou manifestação do
direito ou das normas, regras e princípios de direito. Neste tipo temos a Doutrina, o
Costume e a Jurisprudência.

2.1. Fontes Imediatas

2.1.1. A lei

A palavra lei comporta vários sentidos. É multifacetada, podemos falar de lei para
significar todo nosso sistema jurídico e toda nossa ordem jurídica. Pode ainda significar lei
como qualquer ramo de Direito. Pode significar lei como o acto normativo que é legislativo
propriamente dita em sentido formal que se identifica a mesma através da lei como respectiva
lei, podemos falar lei a mesma determinada regra ou norma. 6
2
Art. 1, n.º 2, primeira parte, do CC.
3
Art. 3, n.º 1, do CC.
Para o Estado Moçambicano, enquanto adepto da Civil Law, do Sistema Germano-
Romano, a Lei é a principal fonte imediata do direito, pois é a Lei, no topo da pirâmide, a
Constituição, que regula a forma dos actos normativos e o processo de produção e aprovação
das normas jurídicas, bem como define os princípios gerais que regulam a vida social.

Segundo De Sousa (2000:p.46), “a primeira vista, a Lei pode ser entendida como
aquele acto do poder político do Estado que provém do órgão constitucionalmente
competente, obedece a um procedimento constitucionalmente definido e reveste a forma
constitucionalmente qualificada de Lei.”

A Constituição da República de Moçambique é a lei fundamental que rege o país,


estabelecendo os princípios básicos do Estado, os direitos e deveres dos cidadãos, bem como
a organização dos poderes públicos. A actual Constituição de Moçambique foi adoptada em
21 de Janeiro de 2004, substituindo a versão anterior de 1990, e tem como principais
objectivos consolidar a democracia, garantir os direitos humanos e promover o
desenvolvimento sustentável.

2.2. Fontes mediatas

2.2.1. Costume

O Costume Constitui um outro processo de formação do Direito. No costume a norma


forma-se espontaneamente no meio social.

Podemos definir costume como o conjunto de práticas sociais reiteradas e


acompanhadas da convicção de obrigatoriedade.

A base de todo o costume é uma repetição de práticas sociais que podemos designar
por uso. Mas não basta o uso para que o costume exista, é necessário ainda que essas práticas
sejam acompanhadas da consciência da sua obrigatoriedade (Silva, 2004).

O costume possui dois elementos:

 Corpus: prática constante.


 Animus: convicção de obrigatoriedade; nada mais é preciso para que se verifique o
costume.
7
Anda segundo Silva (2004), por conta da prática reiterada (repetição) tal prática
torna-se obrigatório á todos iguais. (para todos iguais no sentido de reconhecer que em dentro
do território há vários costumes, que variam com a étnica, etc., e que tais costumes só devem
ser aplicáveis aos que encontram-se abrangidos na convicção de obrigatoriedade).

Para a nossa realidade o Costume é admito a nível subsidiário, como podemos ver o
disposto no Código Civil, no Artigo 3 (Valor Jurídico dos Usos).

Exemplo: A formação de filas em locais públicos, como lojas, bancos ou balcões de


atendimento, mesmo sem a existência de um sistema de numeração ou senha, é um exemplo
de costume jurídico.

2.2.2. A doutrina

De acordo com Marques (2012), a doutrina Compreende as opiniões ou pareceres dos


jurisconsultos sobre a regulamentação adequada das diversas relações sociais. Consiste nos
artigos, monografias, escritos científicos, etc., que se debruçam sobre os problemas jurídicos.

Não tendo força vinculativa própria, são contudo, importantes pelo modo como
influenciam o processo de formação e revelação da norma jurídica. Com base nesta distinção,
só a lei é considerada verdadeira fonte do Direito, isto é, fonte imediata do Direito. Todas as
outras são fontes mediatas.

Nas fontes mediatas encontramos também as Convenções e Tratados Internacionais.

Alguns pensam que pelo facto de as normas jurídicas das Convenções e Tratados
Internacionais serem firmados na arena internacional, estas normas estão à cima da
Constituição da República, esquecendo que nenhuma outra Lei pode ser Superior a
Constituição do Estado, pelo Princípio da Soberania.

O que realmente acontece é o seguinte: é produzida uma Convenção ou Tratado


Internacional, mas para que vigore na República de Moçambique, deve haver inserção através
de um processo legalmente definido pela Constituição da República. Essas normas não
ganham o título de Leis, e nem Decreto-Lei, mas sim de RESOLUÇÃO ( que é o seu meio de
entrada no ordenamento jurídico moçambicano)

Como se sabe nenhum outro acto normativo é superior a Lei (CRM) e sendo assim, 8
considerando que as Convenções e Tratados Internacionais são inseridos através de
resoluções, não é admissível a tese de que as normas emanadas das Convenções e Tratados
Internacionais vigoram a título de superioridade em relação a CRM.

2.2.3. A jurisprudência

A Jurisprudência corresponde ao conjunto de decisões tomadas pelo Tribunal


Supremo sobre decisões que a si são levadas em sede de Recursos de decisões proferidas
pelos tribunais de inferiores (Marques, 2012).

Usa-se frequentemente para designar a orientação geral seguida pelos tribunais no


julgamento dos diversos casos concretos da vida social. Outras vezes, é entendida como o
conjunto de decisões dos tribunais sobre os litígios que lhe são submetidos. Tais decisões
podem assumir a forma de:

 Sentenças: quando proferidas por um tribunal singular.


 Acórdãos: quando proferidas por um tribunal colectivo (pelo menos 3 juízes).

Uma questão que se coloca é a de saber se esses modos de decidir têm validade além
do respectivo processo, criando regras para os casos futuros. É o que acontece nos sistemas
jurídicos inglês e americano, em que a jurisprudência é a fonte do direito.

A jurisprudência não é fonte imediata do Direito; contudo, na medida em que ao


longo dos tempos vai explicitando uma determinada consciência jurídica geral, contribui para
a formação de verdadeiras normas jurídicas.

2.3. O processo de elaboração da lei em Moçambique

De acordo com a REDLIP (2015), a actividade legislativa não é feita da mesma forma
pela Assembleia da República e pelo Governo:

Temos o processo de formação das leis da Assembleia da República que se inicia com
a apresentação do texto sobre o qual se pretende que a Assembleia da República se
pronuncie. Esta apresentação pode ser efectuada:

 Pelos Deputados, tomando a designação de Projecto de Lei.


 Pelos Grupos Parlamentares, tomando a designação de Projecto de Lei. 9
 Pelo Governo, tomando a designação de Proposta de Lei.
Apresentado o texto à Assembleia da República, é por esta discutido e votado na
generalidade, passando-se depois à discussão na especialidade, isto é, à discussão de cada um
dos preceitos nele contido, podendo os deputados apresentar propostas de emenda em relação
a cada um deles. Através da votação na especialidade fixa-se o conteúdo do preceito, optando
a Assembleia da República pelo texto original constante da emenda, procedendo-se
posteriormente a uma votação final global.

O texto deste modo conseguido é enviado, sob a forma de decreto, para o Presidente
da República promulgar sendo que a promulgação é o acto pelo qual o Presidente da
República atesta solenemente a existência de norma e intima à sua observação.

O Presidente da República poderá não promulgar o diploma e exercer o direito de


veto, vide art.163 CRM. A promulgação é uma etapa essencial de todo o processo legislativo,
pois, só após esta, o texto toma a designação de Lei e a falta de promulgação implica a
Inexistência Jurídica do Acto. Após a promulgação, o diploma é remetido ao Governo para
referenda ministerial, seguindo se a publicação no Boletim da República.

Segue-se o período do vacatio legis até que se dê a sua entrada em vigor.

2.4. A hierarquia das leis

Da hierarquia das fontes de direito, resulta que as leis de hierarquia inferior não
podem contrariar as leis de hierarquia superior, antes tem de se conformar com elas; as leis de
hierarquia igual ou superior podem contrariar leis de hierarquia igual ou inferior, e então diz-
se que a lei mais recente revoga a lei mais antiga.

Para estabelecer esta hierarquia há que distinguir:

Leis ou normas constitucionais: o poder de estabelecer normas constitucionais denomina-se


poder constituinte e ocupa o lugar cimeiro do poder legislativo. As leis ou normas
constitucionais são, assim, aquelas que estão contidas na Constituição e encontram-se no topo
da hierarquia das leis.

Leis ou normas ordinárias: são todas as restantes leis ou normas e podem agrupar-se em:

10
 Leis ou normas ordinárias reforçadas: encontram-se imediatamente abaixo das leis
constitucionais, não tem a mesma finalidade e o seu processo de elaboração é mais
fácil. São considerados verdadeiros actos legislativos e provêm de órgãos com
competência legislativa, que é Assembleia da República (vide 168 ss CRM).

A Assembleia da República é o mais alto órgão legislativo na República de


Moçambique, vide art.º. 169 CRM. É considerada o órgão legislativo por excelência e dela
provêm as leis. Porém, só a Lei provinda deste órgão se destina a estabelecer verdadeiras
regras jurídicas.

O Governo no exercício das suas funções legislativas, compete aprovar Decretos-Lei


mediante autorização legislativa da Assembleia da Republica, como resulta do art. 204 CRM.
Para além das funções propriamente ditas, tem ainda competência regulamentar, que exerce
através de regulamentos, sendo o principal órgão com competência regulamentar.

Os regulamentos do Governo podem assumir as seguintes formas:

 Decretos e Regulamentares: são diplomas emanados pelo Governo e promulgados


pelo PR.
 Resoluções do Conselho de Ministros: provêm do Conselho de Ministros e não tem
de ser promulgadas pelo PR.
 Portarias: são ordens do Governo, dadas por um ou mais ministros e que também não
têm de ser promulgadas pelo PR.
 Despachos Normativos e Ministeriais: são diplomas que têm apenas como
destinatário os subordinados do ministro ou ministros signatários e valem unicamente
dentro do Ministério respectivo.
 Instruções: são meros regulamentos internos, contendo ordens dadas pelos ministros
aos respectivos funcionários, ou estabelecendo directrizes para melhor aplicação dos
diplomas normativos.
 Circulares: é a designação dada às instruções quando estas são dirigidas a diversos
serviços.

As posturas são regulamentos autónomos, locais, de polícia, provindos dos corpos


administrativos competentes.
11
2.5. Princípios gerais do direito moçambicano

Os princípios gerais do direito moçambicano representam os fundamentos essenciais


que orientam a aplicação e a interpretação do ordenamento jurídico no país. Eles são
essenciais para assegurar justiça, equidade e coerência na administração da justiça e na
actuação dos órgãos jurídicos. A seguir, apresentam-se os principais princípios gerais do
direito moçambicano:

1. Princípio da Legalidade: Todas as acções do Estado e dos indivíduos devem estar de


acordo com a lei. Nenhuma pessoa ou autoridade pode agir em desconformidade com
o que é previsto na legislação vigente.
2. Princípio da Igualdade: Todos são iguais perante a lei, sem distinções de qualquer
natureza, garantindo tratamento equitativo a todos os cidadãos.
3. Princípio da Justiça: Busca-se assegurar a realização da justiça, promovendo o
direito de forma justa e equilibrada, respeitando os direitos fundamentais.
4. Princípio da Boa-fé: As partes devem agir com honestidade, lealdade e transparência
nas relações jurídicas.
5. Princípio do Direito à Defesa: Todo indivíduo tem direito de se defender, ser ouvido
e ter acesso à justiça de forma plena e efectiva.
6. Princípio da Proporcionalidade: As medidas adoptadas pelo Estado ou pelas partes
devem ser proporcionais ao objectivo pretendido, evitando excessos.
7. Princípio da Boa Administração da Justiça: Os processos devem ser conduzidos de
forma eficiente, célere e sem injustiças, garantindo o acesso efectivo à justiça.
8. Princípio do Respeito aos Direitos Humanos: Os direitos fundamentais e liberdades
públicas devem ser respeitados e protegidos em todas as acções jurídicas.
9. Princípio da Subsidiariedade: As questões devem ser resolvidas na instância mais
adequada e próxima da sociedade, promovendo a descentralização da justiça.
10. Princípio da Legalidade e da Segurança Jurídica: As acções devem ser previsíveis
e fundamentadas na lei, promovendo estabilidade e confiança no sistema jurídico.

Estes princípios estão consagrados na Constituição da República de Moçambique,


bem como em outras leis e códigos que regulam o direito público e privado no país. Eles
orientam juízes, advogados, órgãos administrativos e cidadãos na interpretação e aplicação do
direito, promovendo uma sociedade mais justa e ordenada. 12
3. CONCLUSÃO

As fontes de direito representam os elementos que contribuem para a formação,


modificação e interpretação do ordenamento jurídico, sendo essenciais para a compreensão
do funcionamento do sistema legal.

As fonte de direito encontram-se divididas em Fontes Imediatas que correspondem


aos modos de criação e/ou formação do direito. Neste tipo encontramos a Lei; E as Fontes
Mediatas que correspondem aos modos de revelação ou manifestação do direito ou das
normas, regras e princípios de direito. Neste tipo temos a Doutrina, o Costume e a
Jurisprudência.

Da hierarquia das fontes de direito, resulta que as leis de hierarquia inferior não
podem contrariar as leis de hierarquia superior, antes tem de se conformar com elas; as leis de
hierarquia igual ou superior podem contrariar leis de hierarquia igual ou inferior, e então diz-
se que a lei mais recente revoga a lei mais antiga.

Os princípios gerais do direito moçambicano representam os fundamentos essenciais


que orientam a aplicação e a interpretação do ordenamento jurídico no país. Eles são
essenciais para assegurar justiça, equidade e coerência na administração da justiça e na
actuação dos órgãos jurídicos.

A análise das fontes de direito evidencia a dinâmica do sistema jurídico,


demonstrando como as normas são produzidas, interpretadas e aplicadas na sociedade. Dessa
forma, compreender as diferentes fontes de direito é fundamental para assegurar uma
aplicação justa e adequada do direito, promovendo a segurança jurídica e a justiça social.

O Codigo Civil fornece um sentido deficiente acerca das fontes do Direito quando se
visto que ela aborda acerca das leis como fonte imediata de direito e não menciona seguer
nenhuma das fontes mediatas alem de uma breve alusão algumas das que são absolutamente
relevantes, deitando por terra o bom intuito de fazer uma breve alusão ao valor jurídico dos
usos.

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3.1. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

De Sousa, L. A. de. (2009). Direito constitucional. Atlas.

Diniz, Maria Helena. (2010). Direito constitucional. Saraiva.

Marques, Luiz Alberto. (2012). Fontes de direito e suas espécies. Revista de Direito,
23(2), 45-60.

Silva, José Afonso da. (2004). Curso de direito constitucional. Malheiros Editores.

Revista de Direito de Lingua Portuguesa (REDLIP). 2015. Nº6. ISSN: 2182-8695.


Disponível em: [Link]
dos-paises-de-lingua-portuguesa-cplp/. Acesso em: 28/04/2025.

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