Guia DSI - VI MundoCM
Guia DSI - VI MundoCM
Coordenadora-geral
Coronel Fernanda Pomperek Camilo
Secretária-geral
Daniella Duran Negrão
Secretariado Acadêmico
João Vitor Sales Zaidan
Maria Luíza Alagão Pinheiro
Álvaro Camara de Pádua
Ivan de Souza Affonso da Costa
Gustavo Escóssia Camarço Nunes de Paula
Autores do Guia
Maria Clara Souza Rocha
César Augusto dos Santos Vieira
Vitor Hugo Beck de Souza
Giovanna Lenz César Campos
Brasília, 2023
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Comitê para o Desarmamento e Segurança Internacional - VI MundoCM
SUMÁRIO
CARTA DO SECRETARIADO................................................................................................ 6
CARTA DOS DIRETORES...................................................................................................... 7
INTRODUÇÃO......................................................................................................................... 8
1. SOBRE O COMITÊ............................................................................................................... 9
1.1 ESTRUTURA......................................................................................................................... 9
1.1.1 Contexto de fundação.....................................................................................................9
1.1.2 Objetivos.........................................................................................................................10
1.2 FUNCIONAMENTO/JURISDIÇÃO................................................................................ 10
1.2.1 Países envolvidos.............................................................................................................11
1.2.2 Relações com outras entidades...................................................................................... 11
2. ATIVIDADE......................................................................................................................... 11
2.1 AÇÕES PASSADAS............................................................................................................... 11
2.2 AÇÕES RECENTES.............................................................................................................12
2.3 DIFICULDADES ENFRENTADAS.................................................................................. 12
3. SOBRE O TEMA..................................................................................................................13
3.1 CONVENÇÃO DA ONU SOBRE ARMAS CONVENCIONAIS.................................13
3.1.1 Armas restritas................................................................................................................13
3.1.2 Limitações.......................................................................................................................14
3.2 VEÍCULOS AÉREOS NÃO TRIPULADOS (VANTs).................................................... 14
3.2.1 Histórico.........................................................................................................................14
[Link] Evolução das Tecnologias dos VANTs................................................................. 14
[Link] Aplicações Militares Iniciais................................................................................. 16
[Link] Aplicações Militares Atuais.................................................................................. 17
[Link] Uso Civil e Comercial.......................................................................................... 19
[Link] Futuro dos VANTs............................................................................................... 20
3.2.2 Uso geral 2...................................................................................................................... 21
[Link] Aplicações em mapeamento e topografia............................................................ 21
[Link] Fotografia e videografia aérea................................................................................22
3.2.3 Inspeções industriais...................................................................................................... 23
3.2.4 Vigilância e segurança.....................................................................................................25
3.2.5 Aplicações em respostas a desastres naturais................................................................. 25
3.2.6 Entrega de mercadorias.................................................................................................. 26
3.3 PROBLEMÁTICA.................................................................................................................27
3.3.1 Ética e legalidade do uso de VANTs armados............................................................... 27
3.3.2 Privacidade e segurança..................................................................................................29
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Comitê para o Desarmamento e Segurança Internacional - VI MundoCM
CARTA DO SECRETARIADO
Estimados delegados e delegadas,
É um indescritível privilégio poder nos dirigirmos a vocês na posição de secretários da VI
MundoCM, uma missão árdua porém extremamente gratificante, em razão de proporcionar a nós
antigos alunos a possibilidade de retribuir as oportunidades que nos foram ofertadas pelo Sistema
Colégio Militar do Brasil. Chegamos a esta 6ª Edição com os ânimos renovados e altas expectativas
após uma edição de retorno pós-pandemia bem sucedida! Nos próximos 5 dias os senhores e
senhoras poderão vivenciar experiências que com certeza ficarão marcadas para o resto de suas vidas.
Pensar, planejar e executar os 10 comitês que apresentamos nesta edição não foi uma tarefa
fácil, todos são fruto de muito suor e dedicação de toda a equipe da VI MundoCM. Porém, todo o
esforço vale a pena quando vemos vocês atuando dentro e fora dos comitês com uma paixão
indescritível. Seja onde for, no Comitê para Desarmamento e Segurança Internacional, na
Conferência Mundial de 2005, no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, no
Gabinete Conjunto da Guerra da Crimeia, no United Nations Security Council, na Corte
Europeia de Direitos Humanos, na Federação Internacional do Automóvel, na Assembleia
Constituinte de 1891, no Grupo dos 77 ou na Agência de Comunicações, temos a certeza que
vocês irão experienciar momentos de diversão, camaradagem e muito aprendizado.
Mais do que apenas um evento de debates, a MundoCM é um local que possibilita a
reflexão, o intercâmbio com as mais diversas culturas do país e do mundo, e principalmente a
formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades e do seu papel de mudança no mundo.
Esperamos que esta edição seja memorável para todos, tanto para os alunos do terceiro ano, que
infelizmente fazem sua última simulação como delegados no SCMB, como para os alunos do 8º, 9º
1º e 2º que ainda tem um caminho brilhante a percorrer dentro da “Simulândia”! Por fim, só
gostaríamos de dizer, vivam e aproveitem intensamente os próximos 5 dias!
Respeitosamente,
Secretários Acadêmicos da VI MundoCM
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INTRODUÇÃO
Em 2016, Klaus Schwab descreveu a nova etapa que está sendo atravessada pela
humanidade: “A Quarta Revolução Industrial gera um mundo no qual os sistemas de fabricação
virtuais e físicos cooperam entre si de uma maneira flexível a nível global”. A revolução definida
pelo criador do Fórum Econômico Mundial representa uma guinada dos métodos de produção em
escala mundial. Chamada de Indústria 4.0, ela se vale da integração de sistemas ciberfísicos
produtivos, cada vez mais inteligentes e dependendo menos da ação humana. Por meio da internet e
de tecnologias como inteligências artificiais (IAs), nanotecnologia, computação quântica e big data,
as indústrias se auto gerenciam, alcançando novos patamares de eficiência e automação.
Esse processo resulta em velocidades nunca vistas antes. A velocidade, nesse contexto, diz
respeito a vários aspectos da produção, como transmissão de informações, produtividade e até a
frequência de mudanças e adaptações de seus sistemas.
Assim, se apresenta um desafio: a celeridade nas mudanças do novo modelo produtivo
requer que a comunidade mundial acompanhe seu ritmo para regulá-las. Isso se torna
especialmente relevante em uma das mais notórias aplicações da Indústria 4.0, o ramo bélico. Essas
novas tecnologias já podem ser vistas ao redor do globo em contextos militares e de conflitos.
Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), por exemplo, são usados de forma autônoma com
intuitos de vigilância e até mesmo letais. A guerra eletrônica também é um novo fronte que traz
impactos surpreendentes às nações. Ademais, o comércio desses produtos já é competitivo no
mundo.
Tudo isso acarreta no aparecimento de inúmeros dilemas éticos. É possível e justo que uma
IA decida sobre a vida ou a morte de alguém? Quando um sistema autônomo toma uma decisão
incorreta, quem deve ser responsabilizado? O uso de sistemas autônomos ajuda a reduzir o
sofrimento humano?
A difícil tarefa do presente comitê será procurar, em conjunto, as respostas dessas e muitas
outras perguntas. Urge a necessidade de direcionamento sobre o uso bélico da Indústria 4.0,
objetivo que só pode ser verdadeiramente alcançado com debate e cooperação. Dessa forma, cabe
aos delegados considerar os pormenores dessa revolução, suas tecnologias e suas implicações para
guiar suas decisões, uma vez que elas afetarão o futuro dos conflitos no globo.
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1. SOBRE O COMITÊ
1.1 ESTRUTURA
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1.1.2 Objetivos
1.2 FUNCIONAMENTO/JURISDIÇÃO
O DSI é composto por todos os membros da Assembleia Geral das Nações Unidas, que se
reúnem anualmente para discutir questões relacionadas ao desarmamento e à segurança
internacional. O comitê é responsável por conduzir negociações e adotar resoluções sobre uma
ampla gama de questões relacionadas à segurança internacional e ao desarmamento.
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O comitê trabalha em estreita colaboração com outras entidades da ONU, como a Agência
Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Organização para a Proibição de Armas Químicas
(OPAQ). Além disso, o comitê mantém relações com outras organizações internacionais, como a
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a Organização para a Segurança e a
Cooperação na Europa (OSCE), para coordenar esforços e promover a segurança global.
2. ATIVIDADE
Ao longo dos anos, o comitê tem sido fundamental na criação de vários acordos
importantes de desarmamento e segurança internacional, incluindo o Tratado de Não-Proliferação
Nuclear (TNP) de 1968 e a Convenção sobre Armas Químicas de 1993. Do mesmo modo, o
comitê tem trabalhado em iniciativas de desarmamento em todo o mundo, incluindo o
desarmamento regional na África e na América Latina.
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3. SOBRE O TEMA
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3.1.2 Limitações
3.2.1 Histórico
A ideia hipotética e, até então, improvável de usar um equipamento autônomo que não
colocasse a vida de soldados e pilotos em risco começou a se tornar realidade em meados da Segunda
Guerra Mundial, quando os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) começaram a ser usados
para o reconhecimento, fotografias de bases inimigas e principalmente bombardeios, foco do
desenvolvimento desses drones rudimentares. Carregados com explosivos e lançados para o
território inimigo, semelhante a um míssil, os VANTs eram controlados remotamente, que era a
ideia principal e inovadora.
A Força Aérea Alemã foi pioneira ao tentar desenvolver um equipamento controlado
remotamente desse jeito, a V-1 ou Buzz Bomb, apelido dado pelos ingleses devido ao som
estrondoso que produzia ser facilmente detectável e saber que com facilidade que ela estava
chegando. Nesse primeiro modelo a Força Aérea Alemã não conseguia determinar onde a Buzz
Bomb ia atingir, pois só caia depois que seu motor se desligava devido à falta de combustível, ou
seja, o V-1 era direcionado para alvo e lançado, mas não sabiam onde atingiria precisamente. Apesar
de ser limitada e considerada um alvo fácil, a Buzz Bomb conseguiu um sucesso considerável com
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sua velocidade constante e por voar somente em linha reta, atingindo um número de mais de 1.000
bombas V-1 lançadas.
V-1 Bomb
Com os problemas prévios sanados e a criação de novas tecnologias, o V-2, sucessor do V-1,
ainda na Segunda Guerra Mundial, agora contempla em seu modelo senso de direção para a
exploração espacial. Considerado um marco na humanidade, os Estados Unidos e a União Soviética
utilizaram-se da tecnologia do V-2 como ponto de partida para a corrida espacial. Fascinados, os
norte-americanos começaram a utilizar a tecnologia para aeronaves não tripuladas e desenvolveram
o projeto Aquilla, que tinha como maior desafio a necessidade de ser operado por 30 pessoas e caía
depois de atingir 20 horas de voo.
Para solucionar o problema, o bagdali Abraham Karem, engenheiro aeronáutico que já
tinha construído um VANT para a Força Aérea Israelense durante a guerra de Yom Kippur, migrou
na década de 70 para os EUA e em sua garagem fundou a Leading System, com a utilização de
restos de madeira, fibra de vidro caseira, dois motores que eram utilizados em karts e pouquíssima
tecnologia da época ao seu alcance, deu origem ao Albatross que chegou a ficar até 56 horas no ar
sem que nenhuma recarga fosse necessária e que necessitava de apenas 3 pessoas para operar ele,
contra 30 pessoas do VANT rival Aquilla.
Ao perceber o potencial de Abraham, os Estados Unidos financiaram o projeto do
engenheiro, o que o permitiu fazer os aprimoramentos necessários para o protótipo e a realização do
novo modelo chamado Amber, projetado e desenvolvido para missões militares que ofereciam risco
à vida de seres humanos, como resgate em incêndios e com a segurança de civis.
Amber
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Imprescindível para a evolução tecnológica dos drones, Abraham Karem tornou o uso
desses aparelhos mais acessíveis para o âmbito militar, consequentemente, popularizando o
aparelho e permitindo que fosse conhecido do jeito que é atualmente.
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Não é incomum que, na História militar, um único sistema de armamento se torne símbolo
de todo um período de guerras. Pode-se pensar, por exemplo, no arco longo usado pelos arqueiros
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ingleses na Batalha de Agincourt, na Idade Média, ou nos tanques fortemente blindados que
protagonizaram os combates terrestres da Segunda Guerra Mundial. Da mesma forma, hoje,
ataques de drones desempenham um papel fundamental em conflitos recentes e os veículos aéreos
não tripulados tornam-se ícones nos novos embates.
Em 2018, com a aposentadoria do Predator, foi criado o Reaper MQ-9, sendo maior, mais
pesado, mais veloz e com maior capacidade de armamento que o modelo anterior, já que foi
projetado especificamente para ser um "hunter-killer", ou seja, um "caçador-assassino". Com custo
de US $64.2 milhões de dólares, o MQ-9 pode voar a uma altitude de até 50.000 pés a uma
velocidade de 230 mph, o seu armamento conta com uma combinação de mísseis, seu motor
fornece 900 HP e uma autonomia de 27 horas.
O MQ-9 Reaper é uma aeronave armada, de missão múltipla, altitude média e longa
duração, pilotada remotamente e empregada principalmente contra alvos de execução dinâmicos e
secundariamente, como um ativo de coleta de informações. Dada a sua autonomia significativa,
sensores de amplo alcance, suíte de comunicações multimodo e armas de precisão, ele fornece uma
capacidade única de realizar ataques, coordenação e reconhecimento contra alvos de alto valor
sensíveis ao tempo.
Major da USAF pilotando remotamente um MQ-9
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É importante ressaltar que atualmente mais de 100 países e grupos não ligados a governos já
têm drones Estados e grupos não ligados a governos que não podem comprar caças podem comprar
drones. Para além das situações de guerra instaurada, como a do conflito Rússias e Ucrânia, os
drones ainda estão sendo usados por grupos insurgentes e de milícias.E embora os drones não
tenham a mesma capacidade dos caças, eles dão a esses atores acesso a algum tipo de poder aéreo.
Combinados com tecnologias digitais que tornam possível a vigilância em alta definição e ataques
com precisão, os drones podem ser bastante letais para as forças terrestres.
Torna-se difícil combater a ameaça dos drones, uma vez que a maioria em uso hoje são
menores que as aeronaves militares tradicionais e requerem diferentes tipos de defesas aéreas. Por
voarem mais devagar e mais próximos do solo, muitos sistemas de defesa aérea não são otimizados
para derrubá-los. Muitos países estão trabalhando para desenvolver medidas contra drones. A
tendência é que, com o tempo, surjam sistemas de contra-drones mais eficazes. Um desafio, no
entanto, será combater ataques em massa, já que drones de baixo custo podem ser construídos em
grande número.
Uma nova era de guerra de drones já se iniciou, e muitos agentes estão envolvidos. O uso de
VANTs passou da guerra de contraterrorismo ou contra-insurgência para o combate convencional
em grande escala. À frente, ainda, uma nova era de guerra de drones militares acena, à medida que a
tecnologia se torna cada vez mais sofisticada e conectada à inteligência artificial como será debatido
especificamente em outro tópico deste guia.
Em 2010 uma empresa francesa apresentou o Ar Drone, um pequeno VANT com quatro
motores elétricos, também conhecido como quadricóptero, que poderia ser controlado até mesmo
a partir de um celular. A novidade da época acabou se popularizando, dando início a era dos
VANTs no âmbito civil, deixando de ser exclusivo no uso militar. Esses equipamentos para uso civil
são muito mais simples do que no uso militar, sem armas e outros dispositivos, mas, isso não o
impediu de conquistar diversas áreas e se provar muito útil em determinadas tarefas.
Atualmente diversas novas aplicações surgiram: desde a utilização de VANTs para
monitorar uma fazenda até para a captura de imagens na indústria Hollywoodiana. Porém, na
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mesma proporção que novas utilidades para drones surgem, também torna-se necessário analisar se
esses dispositivos auxiliam na diminuição ou contribuem para o aumento de acidentes..
O campo da agricultura foi um dos que mais se beneficiou com essa tecnologia. Inclusive,
25% do faturamento na venda desses veículos se deve ao agronegócio, sendo utilizados em diversas
tarefas como: análise de plantação, demarcação de plantio, monitorar desmatamento, focos de
incêndio, mapeamento aéreo da lavoura; enfim são diversas tarefas que podem ser delegadas a esses
equipamentos, contribuindo até mesmo para a parte financeira do negócio.
A utilização de drones na logística da empresa ajuda a automatizar as tarefas repetitivas ao
mesmo tempo que reduz possíveis acidentes. Por exemplo, em um armazém, os drones podem ser
utilizados para automatizar e agilizar os processos de inventário, reduzindo os erros humanos.
Pilotados ou de maneira autônoma, os drones utilizados na indústria podem digitalizar
automaticamente códigos de barras ou etiquetas RFID, reduzindo erros humanos e inconsistências
na gestão de estoque.
Outros principais beneficiários do uso de drones incluem as empresas de obras públicas, de
construção e de arquitetura, que podem utilizar os drones para ajudar no levantamento
topográfico, na preparação do local, na inspeção das infraestruturas e até mesmo na limpeza.
Depois do relato acerca do passado histórico dos VANTs, a interrogação que a discussão
sobre as vantagens e desvantagens do uso desse equipamento deixa é: o que o futuro reserva para o
dispositivo que é os olhos de águia dos humanos?
De entregas inteligentes até carros voadores: a realidade está avançando cada vez mais nessa
direção. O que pode tornar isso possível é a implementação do UTM, uma infraestrutura que
permite que os drones entendam as condições do mundo ao redor e possam trocar informações
com outros drones, aeronaves tripuladas e operadores de espaço aéreo. Por meio da troca de
comunicação, dados e ”deconfliction’‘ (redução ao máximo de riscos de incidentes aéreos), as bases
de uma economia próspera para os drones são implantadas de forma eficiente, confiável e escalável.
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Atualmente, já existe tecnologia de UTM suficiente para mostrar na prática que é possível
tornar os drones uma tecnologia que seja parte da vida cotidiana, em operações mais complexas e
sofisticadas. Apesar disso, essa tecnologia ainda está nos seus primórdios e tem muito o que evoluir
e aprimorar até estar solidamente robusta. Os alicerces estão sendo implantados, mas ainda existe
um longo caminho até tornar o negócio de drones se tornar plenamente escalável. Tecnologias de
navegação e conectividade são dois fatores-chave para que haja a transição do negócio de drones em
um business escalável até em altos níveis.
O avanço tecnológico é algo significativo para os avanços da sociedade, possibilitando uma
maior facilidade de processos produtivos e causando menos danos humanos em conflitos militares,
por exemplo. Porém, em questões como a de inteligência artificial substituindo processos humanos,
há necessidade de reformulações nas condutas internacionais para assegurar uma igualdade e justiça
a todos envolvidos em qualquer conflito e não deixar implicações abertas à interpretação. Portanto,
no contexto das guerras, os drones já são o presente e o futuro. Cabe aos delegados definir os limites
para esse uso e construir hoje, um futuro consciente.
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Além disso, os drones podem ser usados para monitorar mudanças no terreno ao longo do
tempo. Em projetos de construção, por exemplo, os VANTs podem registrar regularmente o
progresso da obra, permitindo uma melhor gestão e identificação de problemas. Já na área
ambiental, os VANTs são úteis para detectar erosão costeira, desmatamento, deslizamentos de terra
e outros eventos relacionados a mudanças no terreno. Outra aplicação importante dos drones na
topografia é o levantamento de áreas de difícil acesso ou perigosas, pois podem coletar dados
topográficos sem a necessidade de expor os profissionais a riscos desnecessários.
Ademais, os VANTs também são eficazes na criação de modelos 3D de estruturas e
edifícios. Com o uso de sensores avançados, como câmeras de alta resolução e sistemas lidar, eles
podem capturar dados precisos para a criação de modelos tridimensionais detalhados. Esses
modelos são úteis em análises estruturais, planejamento de renovações, inspeções de infraestruturas,
como pontes e torres de energia, e em várias outras aplicações.
Em resumo, os Veículos Aéreos Não Tripulados têm se mostrado extremamente úteis nas
áreas de mapeamento e topografia. Sua capacidade de coletar dados geoespaciais precisos e em alta
resolução de maneira rápida e eficiente revolucionou a forma como criamos mapas, monitoramos
mudanças no terreno e realizamos levantamentos topográficos.
Os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) têm sido amplamente utilizados para
capturar fotografias e videografias aéreas com qualidade profissional. Essas aeronaves oferecem uma
perspectiva única e versátil, permitindo a obtenção de imagens e vídeos de alta qualidade de uma
variedade de ângulos e altitudes, proporcionando uma série de benefícios em relação aos métodos
tradicionais, pois podem voar tanto a baixas quanto altas altitudes, permitindo capturar detalhes e
perspectivas únicas que não seriam possíveis com aeronaves tripuladas ou equipamentos terrestres.
Além disso, eles são capazes de manobrar em espaços apertados, o que é especialmente útil em áreas
urbanas ou locais de difícil acesso. Nesse contexto, as aplicações dos drones em fotografias e
videografias aéreas são diversas; na indústria cinematográfica e de entretenimento, por exemplo, os
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drones são amplamente utilizados para a captura de cenas em filmes, documentários e produções
audiovisuais, proporcionando uma perspectiva dinâmica e imersiva.
Eles também são utilizados em eventos esportivos, festivais, casamentos e outras ocasiões
especiais para registrar momentos únicos de forma criativa, também tendo sido fundamentais em
áreas como o setor imobiliário e de turismo, já que ao capturar imagens aéreas de propriedades, os
drones oferecem uma visão abrangente de terrenos, edifícios e estruturas, permitindo uma melhor
apresentação e comercialização para os imóveis. Da mesma forma, na indústria do turismo, os
VANTs proporcionam vistas panorâmicas e atraentes de paisagens, praias, montanhas e pontos
turísticos, promovendo destinos de forma atrativa e diferenciada.
Os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), também são amplamente utilizados nas
inspeções industriais devido às suas capacidades de voo flexíveis, facilidade de manobra e capacidade
de capturar dados precisos em tempo real. As aeronaves não tripuladas oferecem benefícios
significativos em termos de segurança, eficiência e redução de custos em comparação com métodos
tradicionais de inspeção. Dessa maneira, a utilização de drones em inspeções industriais permite
acessar áreas de difícil alcance ou perigosas, sem a necessidade de expor trabalhadores a riscos
desnecessários, com o uso de câmeras de alta resolução e sensores especializados, os drones podem
capturar imagens detalhadas de equipamentos, estruturas e instalações industriais. Nesse sentido,
uma das principais aplicações dos drones nas inspeções industriais é a inspeção de estruturas como
pontes, torres, chaminés, tanques e dutos. Os drones podem voar em torno delas, capturando
imagens em alta resolução para identificar danos, corrosão, desgaste ou outras anomalias, o que
permite que as equipes de manutenção ajam de forma proativa, programando reparos ou
substituições antes que ocorram falhas graves.
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Ano após ano diversos desastres naturais como incêndios, enchentes, terremotos e
deslizamentos são noticiados no mundo. Além das mudanças climáticas que influenciam a
intensidade das chuvas, as tragédias estão relacionadas a falta de planejamento habitacional, que
permitem áreas com moradias agrupadas inadequadamente e agravam os efeitos das fortes chuvas.
Enquanto existe falta de políticas públicas na habitação, os drones vêm se mostrando fundamentais
para auxiliar vítimas e salvar vidas depois das tragédias.
Utilizados no monitoramento de respostas em desastres naturais, os VANTs vão além do
alcance humano e conseguem adentrar em selvas, matas densas, locais onde tiveram acidentes, como
usinas nucleares ou deslizamentos de terra, ambientes tóxicos, ambientes que estão prestes a
desmoronar e analisar diversos cenários que não era possível antes de sua criação para esse fim.
Além disso, a utilização de satélites de monitoramento de incêndios florestais ajuda a
localizar rapidamente pontos de atenção como incêndios florestais, deslizamentos de colinas e
muitos outros desastres. A integração das imagens de satélite com novas tecnologias permitem
respostas mais rápidas e efetivas. Os drones conseguem fazer uma análise muito mais de perto do
que as imagens de satélite, sendo que as imagens de satélites dão uma visão muito maior. Mas os
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Um assunto também muito cobiçado na área de VANTs, é a sua utilização para fazer
entregas, como por exemplo um delivery de algum pedido realizado online. Atualmente, diversas
empresas como o iFood e o Uber Eats investem em soluções de entrega de inúmeros produtos com
drones para efetivar as entregas e suprir as necessidades de regiões isoladas, como pequenos
arquipélagos.
Em 2013 o CEO Jeff Bezos da Amazon, uma das maiores empresas de logística e comercio
eletrônico do mundo, apresentou essa visão de praticidade em realizar entregas: "trata- se de um
VANT elétrico autônomo que poderia voar a uma distância máxima de 24 quilômetros, com
capacidade para entregar pacotes de até dois quilos - o que representa a maior parte dos itens
vendidos em seu site".
O Walmart também oferece essa alternativa para seus clientes. Custando US$ 3,99 por
entrega, a opção da rede tem o nome de DroneUp. Ela oferece o envio de mais de 10 mil produtos,
que inclui desde itens frágeis como ovos a até mesmo games e acessórios.
A aplicação dessa tecnologia foi desenvolvida para trazer uma maior praticidade e agilidade
nas entregas, e ainda contribui com a diminuição do tráfego em centros urbanos, o que reduz a
emissão de CO2 na atmosfera. Entretanto, outros fatores como possíveis acidentes e demissões em
massa precisam ser levados em consideração.
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3.3 PROBLEMÁTICA
O uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) armados tem gerado debates
acalorados em relação à ética e à legalidade em todo o mundo. Essas aeronaves, equipadas com
armas, têm o potencial de serem usadas em operações militares, aplicações da lei e até mesmo em
conflitos armados. Logo, é crucial considerar os aspectos éticos e legais envolvidos nesse tipo de uso
de VANTs.
Do ponto de vista ético, a principal preocupação é o risco de danos colaterais e de violações
dos direitos humanos. O uso de VANTs armados levanta questões sobre a precisão de ataques e a
proteção de civis. Portanto, é fundamental garantir que essas armas sejam utilizadas de acordo com
os princípios do Direito Internacional Humanitário, evitando danos desnecessários à população e
respeitando os direitos humanos.
Outra questão ética importante é a falta de contato humano direto nas decisões de ataque.
Os VANTs armados são controlados remotamente por operadores que podem estar distantes do
campo de batalha, o que levanta preocupações sobre a responsabilidade e a capacidade de tomar
decisões morais em situações complexas, em que a discussão sobre a autonomia dos sistemas de
armas também se faz relevante, levantando questões sobre a delegação do poder de vida ou morte a
máquinas e não a seres humanos.
Em relação à legalidade, o uso de VANTs armados é regulado pelo Direito Internacional
Humanitário, pelo Direito Internacional dos Direitos Humanos e por tratados internacionais.
Diante desse cenário, esses instrumentos legais estabelecem princípios e restrições sobre o uso de
armas em conflitos armados e em operações de segurança interna. Dessa maneira, é essencial que os
Estados e as organizações respeitem essas normas e garantam a conformidade com os princípios já
pré-existentes. Além disso, cada país tem suas próprias regulamentações nacionais sobre o uso de
VANTs armados em operações internas, como a própria aplicação da lei e a segurança nacional.
Dessa maneira, é importante que essas regulamentações sejam claras e transparentes, estabelecendo
limites e garantindo a prestação de contas pelos operadores dessas aeronaves. Sendo assim, as
regulamentações de VANTs abordam questões como registro de drones, certificação de operadores,
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A crescente popularidade dos Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) levanta questões
importantes relacionadas à segurança e à privacidade. No que diz respeito à segurança, os VANTs
apresentam riscos potenciais que precisam ser abordados. Por exemplo, existe a possibilidade de
colisões com outras aeronaves tripuladas, como aviões e helicópteros, e, para mitigar esse risco, é
fundamental que os operadores de VANTs sigam as regulamentações e diretrizes de voo
estabelecidas pelas autoridades de aviação civil, o que inclui a restrição de voos em áreas sensíveis,
como aeroportos, e a observância de limites de altitude e distância apropriados. Além disso, é
crucial que os operadores sejam treinados adequadamente para operar os drones com segurança,
minimizando os riscos para as pessoas e propriedades em solo.
No que diz respeito à privacidade, a capacidade dos VANTs de capturar imagens e vídeos
tem levantado preocupações sobre a invasão da privacidade das pessoas. Portanto, é imprescindível
estabelecer limites claros para o uso de VANTs em áreas privadas, como quintais residenciais e
espaços internos de edifícios. Algumas jurisdições têm implementado regulamentações específicas
para abordar essas preocupações, como restrições de voo em áreas residenciais e exigências de
consentimento para a captura de imagens. Ademais, é importante que os operadores de VANTs
adotem práticas responsáveis, como evitar a captura de informações desnecessárias e armazenar
dados pessoais de forma segura para encontrar um equilíbrio entre o benefício proporcionado
pelos VANTs em termos de avanços tecnológicos, segurança e aplicações práticas, e a proteção
adequada dos direitos individuais à privacidade.
Os VANTs estão equipados com armas e sistemas de controle remoto, o que os torna
potencialmente vulneráveis a ataques cibernéticos. A segurança cibernética desempenha um papel
crucial na proteção desses VANTs contra ameaças virtuais que visam explorar suas fraquezas e
comprometer sua operação. Uma das principais preocupações é a proteção dos sistemas de controle
dos VANTs armados. Esses sistemas são responsáveis por operar e controlar as armas a bordo e
como estão conectados a redes e sistemas remotos, eles são alvos potenciais de ataques cibernéticos.
Para mitigar esses riscos, é indispensável implementar medidas de segurança robustas nos sistemas
de controle, como autenticação forte, criptografia de dados e proteção contra malwares. Dessa
forma, é possível garantir que apenas operadores autorizados tenham acesso e controle sobre o
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VANT armado. Também, a criptografia das comunicações é essencial para proteger as trocas de
dados entre o VANT e o operador. As informações transmitidas entre as partes devem ser
protegidas contra interceptação e manipulação. A criptografia de comunicações é uma medida
eficaz para garantir que os comandos e os dados enviados para o VANT não sejam comprometidos
durante a transmissão.
A segurança de redes também desempenha um papel crucial na proteção dos VANTs
armados. Como esses veículos geralmente operam em redes sem fio, é necessário implementar
medidas de segurança adequadas para proteger as redes utilizadas, o que inclui a implementação de
firewalls, autenticação de dispositivos e controle de [Link]ém, é essencial manter os sistemas
operacionais e o software de controle dos VANTs atualizados, a fim de corrigir possíveis
vulnerabilidades conhecidas.
Ademais, o treinamento adequado dos operadores é outro fator importante para garantir a
segurança cibernética dos VANTs armados. Os operadores devem receber treinamento sobre as
melhores práticas de segurança cibernética, incluindo a importância de senhas fortes, a detecção de
atividades suspeitas e a proteção física dos dispositivos. A conscientização sobre as ameaças
cibernéticas e a forma de evitá-las são cruciais para reduzir os riscos de ataques e garantir a
integridade dos sistemas de VANTs armados.
Outrossim, a segurança física dos VANTs também deve ser considerada. Dado o aumento
do número de drones em operação, existe o risco de que sejam alvos de roubo ou vandalismo. Os
operadores devem adotar medidas de segurança física, como armazenamento seguro dos VANTs,
uso de bloqueios e rastreamento por GPS, para minimizar esses riscos e proteger o investimento em
equipamentos.
Logo, a segurança e a privacidade são preocupações fundamentais no uso de VANTs. É
necessário um equilíbrio adequado entre a utilização dessas tecnologias e a proteção dos direitos
individuais. A regulamentação apropriada, a educação dos operadores e usuários, além da
conscientização pública, desempenham um papel crucial na garantia de um ambiente de VANTs
seguro e respeitoso.
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A proliferação dos VANTs é um fenômeno global que tem ocorrido em um ritmo acelerado
nos últimos anos, pois a disponibilidade cada vez maior de VANTs comerciais acessíveis, combinada
com avanços tecnológicos, têm impulsionado sua adoção em diversas áreas, desde o setor comercial
e industrial até aplicações recreativas e pessoais, o que traz consigo uma série de implicações e
considerações importantes. Uma das principais razões para a sua proliferação é a sua versatilidade e
capacidade de atender a uma ampla gama de necessidades, assim como mencionado no Tópico de
Uso de Geral, eles são utilizados em setores como agricultura, inspeção de infraestruturas,
mapeamento e topografia, fotografia e videografia aérea, monitoramento ambiental, entrega de
pacotes e até mesmo em aplicações militares. Logo, a capacidade dos VANTs de acessar locais de
difícil alcance, realizar tarefas de forma eficiente e fornecer uma perspectiva aérea única impulsiona
sua adoção em diferentes setores populacionais.
Entretanto, o uso generalizado de VANTs levanta questões sobre a proteção do ser humano
em geral, visto que podem capturar imagens e vídeos de áreas públicas e privadas ou até mesmo
estar equipados com armas improvisadas. Portanto, a necessidade de equilibrar a inovação
tecnológica com a proteção dos direitos individuais é um desafio contínuo que requer
regulamentações e políticas adequadas. A proliferação dos VANTs também pode gerar
preocupações relacionadas à segurança nacional e à infraestrutura crítica. A utilização inadequada
ou mal-intencionada de VANTs pode representar ameaças, como vigilância não autorizada ou até
mesmo espionagem industrial, o que também destaca a importância de medidas de segurança
apropriadas, incluindo regulamentações rigorosas e tecnologias de detecção e neutralização de
ameaças.
Em conclusão, a proliferação dos VANTs traz consigo benefícios significativos em termos
de inovação e aplicações práticas em diversos setores. No entanto, é essencial abordar os desafios
associados, como a segurança do espaço aéreo, a proteção da privacidade e a segurança nacional. A
regulamentação adequada, o desenvolvimento de tecnologias de segurança e a conscientização dos
usuários são fundamentais para garantir o uso responsável e seguro dos VANTs em uma sociedade
em constante evolução.
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Os drones têm tido um impacto significativo nas relações internacionais, abrangendo várias
áreas, desde o cenário militar até questões de segurança, diplomacia e direito internacional. Seu uso
tem levantado uma série de implicações e desafios que moldam as interações entre os países. Em
termos militares, os VANTs têm transformado as estratégias de combate, já que sua capacidade de
operar em áreas de difícil acesso e realizar ataques precisos têm sido amplamente explorada por
muitos países. Ademais, o uso de drones armados em conflitos armados levanta questões legais e
éticas, uma vez que a tomada de decisões sobre alvos e a proteção de civis tornam-se desafios
complexos, como, por exemplo, o desencadeamento de uma corrida armamentista e criar tensões
entre nações.
No âmbito da segurança, os drones têm sido empregados para vigilância e monitoramento
de fronteiras, combate ao terrorismo e combate ao tráfico de drogas e armas. Seu papel na coleta de
informações estratégicas têm ampliado as capacidades de inteligência de muitos países; contudo,
isso também levanta questões sobre a privacidade e a soberania de outros Estados, uma vez que a
presença de drones estrangeiros em seu espaço aéreo pode ser vista como uma violação.
Já, do ponto de vista diplomático, o uso de drones em missões de vigilância ou ataque sem o
consentimento do país em questão pode levar a tensões diplomáticas e até mesmo a incidentes
internacionais. Questões de soberania, territorialidade e respeito à integridade territorial podem
surgir quando os drones operam em áreas sensíveis ou disputadas. Outrossim, a comunicação e a
cooperação entre os países são essenciais para evitar mal-entendidos e crises.
Em relação ao direito internacional, os drones têm levantado debates sobre a aplicação das
leis de guerra e direitos humanos. A precisão dos ataques com drones e a possibilidade de minimizar
danos colaterais são aspectos cruciais a serem considerados. Também, o uso de VANTs pode
desafiar conceitos tradicionais, como a distinção entre combatentes e não combatentes, ou a
necessidade de declarações formais de guerra, o que exige uma atualização e interpretação dos
princípios do direito internacional em relação a sua utilização.
Dessa maneira, os drones têm impactado as relações internacionais em várias áreas, desde a
esfera militar até a diplomacia e o direito internacional. Seu uso tem implicações éticas, legais e de
segurança que exigem uma abordagem cuidadosa e cooperativa entre os países. A cooperação
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internacional, a regulamentação adequada e o diálogo contínuo são essenciais para lidar com os
desafios e maximizar os benefícios trazidos pelo uso dos drones nas relações internacionais.
A indústria 4.0 representa uma grande transformação na forma como as indústrias são
administradas e produzidas. Uma forte característica dessa indústria é a forte presença de
tecnologias avançadas e de ponta, como a própria inteligência artificial e a robótica, por exemplo.
Em virtude dessa evolução tecnológica aplicada ao contexto industrial, inovações como
drones e veículos autônomos, dentre outras criações têm se tornado cada vez mais comuns, fatores
esses que podem gerar um grande impacto aos seres humanos se tais inovações forem aplicadas ao
contexto de intervenções militares e guerras.
Dessa forma, é perceptível que, por meio dessas novas criações, a coleta de dados por parte
dessas indústrias também tem a sua capacidade aumentada, já que possui dispositivos produzidos
com o objetivo de exercer essa função.
Por essas questões e outras, existem uma série de debates acerca das questões éticas e
humanitárias que permeiam o avanço desse tipo de indústria em virtude de seus possíveis benefícios
e também seus possíveis malefícios, como apontado na parte seguinte deste guia.
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Tendo em vista isso, existem alguns conceitos considerados importantes quando falamos de
IA aplicadas aos contextos militares. O primeiro deles refere-se à diferença entre autonomia e
automatização. Assim, se alguma tarefa é delegada com um conjunto de regras especificadas, os
tecnólogos custam dizer que a entidade que o executa tem baixa autonomia e é, portanto,
“automatizada”. Porém, se a entidade executar a sua atividade sem regras ou limitações impostas, ela
pode ser descrita como completamente autônoma. Logo, o mesmo raciocínio funciona para as
Inteligências Artificiais.
O segundo conceito que merece destaque refere-se à autonomia autonomy-at-rest and
autonomy-in-motion (autonomia em repouso e autonomia em movimento). A autonomia em
repouso está relacionada a sistemas que operam em softwares ou no ambiente virtual. Enquanto
isso,”autonomia em movimento” descreve sistemas que operam, em grande parte, no mundo físico.
A percepção de que os sistemas classificados como “autonomy-in-rest” são mais seguros do
que os classificados como “autonomy-in-motion” embora comum, não necessariamente é uma
verdade. Isso acontece porque o uso de sistemas de armas autônomas, por exemplo, pode ser
prejudicado e causar ainda mais danos aos alvos devido a um possível processamento de algoritmos
de informações que venham a provocar ataques contra alvos errados no meio de guerras, uma vez
que sistemas classificados como motion-in-rest são os responsáveis por informar os decisores qual
alvo deve ser atingido .
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O Sistema de Armas Autônomas Letais (Laws) são armas que podem identificar, mirar e
matar um indivíduo sem nenhuma interferência humana, ou seja, a “decisão” relacionada a morte
de alguém pertence apenas a arma autônoma letal em questão, uma vez que a pessoa por trás disso
tudo é responsável por apenas ativar o sistema. Cabe ressaltar que tal definição não inclui nenhum
sistema autônomo utilizado para defesa.
Além disso, cabe destacar que esses sistemas funcionam por meio de sensores que
comparam as imagens identificadas com o “perfil alvo” e isso pode ser a forma de um veículo ou até
mesmo o movimento de uma pessoa que dá o gatilho para o ataque, deixando com que a pessoa que
ativou o sistema não participe desse processo ativamente.
A diversificação no desenvolvimento dos LAWS tem aumentado significativamente nos
últimos tempos. Até o momento, países como Israel, Coréia do Sul e Turquia já fizeram uso de
armas autônomas, enquanto outros países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália estão
investindo cada vez mais em LAWS com capacidades cada vez maiores, trazendo preocupação para a
comunidade internacional. Assim, é perceptível que enquanto alguns países enxergam o problema
como urgente e querem discutir sobre a possibilidade do estabelecimento de algum regime de não
proliferação de LAWS, outros estão se esquivando cada vez mais da pauta. Prova disso foi a reunião
ocorrida em dezembro de 2016, intitulada como Conferência de Revisão da Convenção Sobre
Armas Convencionais. Tempos depois, em 2021, foi realizada no escritório das Nações Unidas em
Genebra uma outra reunião na qual representantes de Estados e da sociedade civil se reuniram para
estabelecer uma agenda para a regulamentação das LAWS. Infelizmente, o propósito dessa reunião
não foi atingido e nenhum progresso notável foi reconhecido.
As preocupações da comunidade internacional são variadas e vão desde a possibilidade de,
por meio da identificação de indivíduos ou grupos que se enquadram em certas descrições serem
atingidos e termos, como consequências a atração de grupos violentos que cometem assassinatos
políticas ou “limpezas étnicas”, até a possibilidade de que as LAWS têm relacionada aos indivíduos
que estão por trás disso tudo esconderem suas identidades com mais facilidades. Por fim, ainda há a
preocupação com o fato de falhas aconteceram, fazendo com que pessoas inocentes civis sejam alvos
de uma tragédia.
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Além disso, a questão ética também torna-se uma preocupação, como afirmado pelo
cientista e professor de Inteligência Artificial da Universidade de New South Wales: “Não podemos
entregar a decisão sobre quem vive e quem morre para as máquinas. Eles não têm ética para fazê-lo.
Encorajo você e suas organizações a se comprometerem a garantir que a guerra não se torne mais
terrível dessa maneira”. Por fim, existe ainda a preocupação ligadas ao controle da produção e uso
desse tipo de arma. Isso acontece, pois elas tornam-se mais fáceis de se hackear, podendo,
portanto,cair sob a posse de maus autores de diversas partes do globo.
Os defensores das LAWS argumentam que seus sensores de ponta fazem com que a
probabilidade de que essas armas identifiquem seus alvos seja maior, fazendo com que danos civis
não intencionais sejam evitados. Ademais, essas pessoas afirmam que esses sistemas não seriam
influenciados por sentimentos e emoções humanas, como o desejo de vingança, contribuindo,
assim, para “causar menos danos”.
Diante do exposto, é papel dos delegados do DIS estabelecerem os limites e realizarem um
balanço a respeito dos possíveis pontos negativos e positivos dos sistemas em questão, assim como
suas implicações para a humanidade.
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Existem diversas formas relacionadas a como os ataques cibernéticos podem ser realizados.
Para isso, é interessante que se tenha um compreendimento a respeito das três principais camadas
com espaço cibernético, sendo estas:
a) Primeira camada (física): inclui satélites, cabos e outros equipamentos. Sem esse nível físico,
nenhuma das outras camadas consegue funcionar.
b) Segunda camada (sintática): inclui o software que fornece as instruções para o equipamento
físico da primeira camada.
c) Terceira camada (semântica): envolve a interação humana com a informação gerada pelos
computadores e como essa informação é interpretada pelo usuário.
Dito isso, ataques cibernéticos podem ser feitos contra a infraestrutura física do espaço
cibernético, que normalmente se utiliza de métodos tradicionais de combate. Isso pode acontecer
por destruição física de computadores, por exemplo, como aconteceu na Operação liderada pelos
Estados Unidos contra o Iraque em 2003, em que redes de comunicação foram danificadas ou
destruídas.
Enquanto isso, os ataques à segunda camada podem ser feitos por meio de ciberarmas que
destroem, danificam ou interferem no software que opera os sistemas informáticos. Tais ataques
podem fazer com que sistemas executem processos não internacionais de seu operador.
Por fim, os ciberataques referentes à terceira camada são capazes de manipular as
interpretações humanas de dados gerados por computadores para obter informações pessoais, como
dados confidenciais por meio de ações fraudulentas e enganosas.
Devido ao crescente número de ataques está havendo um crescente número de ciclos de
ciber ataque-defesa, o que pode trazer diversos desafios, como a identificação de quem está por trás
desses ataques, uma vez que, em virtude do ciberespaço ter um baixo custo de entrada para aqueles
que queiram o utilizar, torna-se fácil para civis participarem ativamente de ataques contra agências
estatais, organizações não governamentais, dentre outros alvos. Além disso, a possibilidade de
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ocultar a identidade e localização do usuário torna ainda mais difícil o combate a crimes que
acontecem dentro do ciberespaço.
Torna-se evidente que é por essas e outras razões que países de todo o mundo têm investido
cada vez mais na sua defesa contra ciberataques que podem vir a ocasionar em guerras cibernéticas
por meio de encriptação de dados, ferramentas para detectar intrusos na rede, monitorização dos
usuários da rede, dentre outras.
Mais importante do que entender o que são os rádios cognitivos torna-se compreender de
fato, a sua função aplicada aos campos de batalha. Nesse sentido, cabe destacar que o uso desses
rádios pode fornecer uma série de benefícios como o asseguramento de uma comunicação mais
confiável e segura, reduzindo interferências e possibilitando a transmissão de voz e dados de forma
mais confiável.
Apesar dos pontos positivos, os rádios cognitivos ainda são suscetíveis a ataques de hackers,
o que pode interferir na comunicação entre as pessoas que o utilizam. Sendo assim, é essencial que o
seu uso tenha uma efetividade assegurada, uma vez que a comunicação em uma situação de guerra,
principalmente no cenário atual e com as novas tecnologias é, no mínimo, essencial.
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A velocidade alcançada com o uso de diferentes instrumentos ligados à indústria bélica 4.0,
como por meio das Inteligências Artificiais, também preocupa uma série de especialistas em virtude
de possíveis erros em decisões feitas muito rápidas ou sistemas que não conseguem se adaptar a
complexidades inesperadas que podem ocorrer em uma guerra. Dessa maneira, é possível que não
haja uma correta distinção entre combatentes e não combatentes, o que torna as inteligências
artificiais menos precisas do que comparadas com seres humanos que estivessem operando esses
sistemas.
Além disso, uma das principais preocupações em relação ao uso de IA em intervenções
militares é a imprevisibilidade e falta de transparência no desenvolvimento dessas tecnologias.
Muitos sistemas de inteligência são desenvolvidos por empresas privadas, sem regulamentação ou
supervisão adequadas. Isso pode levar a decisões arbitrárias ou injustas e criar um ambiente de
incerteza em torno do uso dessas tecnologias.
O livro “As aplicações Militares da Inteligência Artificial” (Military Applications of
Artificial Intelligence) descreve o que os autores nomeiam como “a taxonomia de riscos da
Inteligência Artificial”. Tal explicação será aqui exposta e a mesa diretora recomenda que os
delegados se aprofundem nos respectivos tópicos que acreditarem ser mais pertinentes por meio da
leitura dessa parte específica do livro ou por outros meios.
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Comitê para o Desarmamento e Segurança Internacional - VI MundoCM
Estratégicos
1. Limiares
2. Escalada
3. Gestão
4. Proliferação
5. Estabilidade estratégica
Alguns estudiosos acreditam que é possível e provável que, no futuro, algumas ias também
ajudem os combatentes sugerindo possíveis estratégias a serem adotadas com base no estudo
comportamental feito por meio de dados do adversário. Dessa forma, elas iriam sugerir possíveis
ações com base em previsões de reação dos adversários.
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A guerra entre a Rússia e a Ucrânia é a maior disputa territorial da atualidade. Ela iniciou
oficialmente com a invasão russa em fevereiro de 2022 e já se estendeu por mais de um ano. O
conflito tem proporções mundiais, havendo articulações de vários estados para influenciá-lo.
Ademais, destaca-se o papel chave que a tecnologia tem nele, em especial o uso de VANTs e IAs.
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A tensão entre as duas nações do Leste Europeu veio aumentando com o tempo. Ambas
eram integrantes da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e se separaram em 1991. Com isso,
o território da Crimeia foi concedido à Ucrânia como forma de estabelecer boas relações. Essa
região, banhada pelo Mar Negro, é estratégica tanto militarmente quanto comercialmente e se
tornou fonte de diversos conflitos. Nota-se, também, que a população dessa região tem,
majoritariamente, origem étnica russa. Dessa forma, a Crimeia é anexada pela Rússia em 2014, o
que resultou em agitação internacional e atrito nas relações russo-ucranianas.
Além disso, a aproximação dos ucranianos com as nações ocidentais amplifica a
discordância com sua nação vizinha. A entrada da Ucrânia na União Europeia, processo que se
tornava cada vez mais tangível, não agradou a Rússia, especialmente para o país europeu com quem
tem sua maior fronteira. Da mesma forma, a pressão pela adesão da Ucrânia à Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN) também suscita oposições russas.
A Rússia invadiu, então, a Ucrânia no começo de 2022. Seus avanços se concentraram no
Leste e Sul ucranianos, estabelecendo um cerco à capital Kiev. No entanto, as tropas ucranianas
promoveram uma defensiva e conseguiram recuperar parte de seu território. Nesse processo,
algumas regiões se denominaram independentes e seguem sendo fonte de disputas. O conflito
atualmente se baseia no controle sobre infraestruturas, e as novas tecnologias de guerra ganham
forte destaque.
Em ambos os lados percebe-se a influência de tecnologias como IAs e VANTs. Elas são
usadas especialmente para adquirir, tratar e manipular informações de forma a tornar os ataques
mais precisos ou para atrapalhar o inimigo, mas também com propósitos diretamente letais.
As forças russas são mais numerosas e contam com um arsenal altamente tecnológico.
Especialistas da Microsoft reportam ataques cibernéticos aos seus sistemas na Ucrânia logo antes da
movimentação terrestre de tropas. O ministro da defesa ucraniano afirma que VANTs iranianos
Shahed 136 estão sendo usados para bombardear Kiev. Percebe-se, porém, que a Rússia se mantém
em um modelo quase tradicional de guerra, o que promove a especulação de que a nação evita usar
novas tecnologias com medo de retaliação das nações ocidentais.
Por outro lado, a Ucrânia não contava com tal preparação militar. Em decorrência disso, o
apoio do ocidente se mostra vital para a luta dela, servindo como fonte de tecnologia nesse
momento. Os ucranianos têm recebido VANTs e IAs custeadas pelos seus aliados. A rede de banda
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larga STARLINK foi também concedida por Elon Musk e está sendo usada para propósitos
militares. Ainda, foram implementadas campanhas de doações de drones comerciais comuns, que
foram reajustados para uso no conflito. Essas ferramentas tornaram possível a defensiva ucraniana
na guerra.
A guerra promoveu e segue promovendo destruição. Reportam-se mortos mais de oito mil
civis ucranianos, dez mil militares ucranianos e quinze mil militares russos, além de 8 milhões de
refugiados. Esse conflito serve como exemplo contemporâneo da forma que a tecnologia de guerra
funciona na prática. Fica, portanto, ressaltada a importância do debate e análise sobre sua
implementação nele e da ação do DSI sobre esse tipo de armamento.
O conflito entre Israel e Palestina remonta a mais de dois milênios atrás e ocupa manchetes
até os dias atuais. É uma situação complicada que envolve religião, disputa territorial e influência
mundial. Por mais que seu histórico seja antigo, a forma como a guerra se desenvolve não poderia
ser mais contemporânea.
A guerra se estabeleceu em decorrência de vários conflitos e diásporas que envolveram o
povo da região ao longo da história, usualmente relacionados à religião. O território da Palestina se
situa no Oeste do Oriente Médio, é banhado pelo Mar mediterrâneo e abriga as cidades de Belém e
Jerusalém, importante para os cristãos, judeus e muçulmanos. Isso torna a área uma grande
geradora de tensões entre esses grupos.
Um intensificador dessa questão foi a Segunda Guerra Mundial. Com o extermínio de seis
milhões de judeus, fomenta-se o sionismo, movimento político que defende a estruturação de um
estado judaico na região do Monte Sião, na Palestina. Frente a essa pressão, a ONU promove
algumas divisões territoriais entre judeus e árabes na região. O resultado, contudo, é a criação do
estado de Israel, em 1948, que inicialmente divide as terras entre os dois povos quase ao meio.
Nesse contexto, Síria, Iraque, Jordânia e Egito invadem o novo estado de Israel. Tal ataque
não tem sucesso e resulta numa expansão do território dos judeus e em um grande número de
refugiados palestinos. Após isso, o conflito vai e volta, com ofensivas e defensivas de ambos,
especialmente em áreas como a Faixa de Gaza, onde o terrorismo também marca presença.
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Todo cidadão deveria estar constantemente informado dos acontecimentos mundiais, mas
ao ter a política, que está em contínua mutação, como objeto de estudo, os delegados precisam
assumir esse compromisso diariamente. Assim, os senhores devem ter acompanhado a destruição de
um campo de refugiados na cidade de Jenin, pertencente à região da Cisjordânia,
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predominantemente palestina, após o maior e mais recente ataque israelense em décadas. O estudo
desse acontecimento específico torna-se imprescindível para a análise do comitê, uma vez que
drones foram usados e levaram a consequências terríveis.
Chamada pelo governo israelense de operação contraterrorismo e justificada como sendo
a consequência de uma série de ataques de militantes palestinos a colonos judeus na região, na
madrugada do dia 3 de junho de 2023, iniciou-se a operação responsável por matar pelo menos 12
palestinos e um soldado israelense, além de deixar dezenas de feridos.
A operação começou no início da madrugada com um ataque aéreo a um prédio que,
segundo o coronel israelense Richard Herdt, é usado por militantes para planejar atentados. Ao
passar por uma fase nacionalista e linha dura, o governo de Tel Aviv diz que o objetivo era
apreender armas. As Brigadas de Jenin, formada por grupos militantes da cidade, afirmaram ter
abatido um dos drones israelenses no ataque.
Mas, na tarde de segunda-feira, drones ainda eram vistos sobrevoando o campo de
refugiados. Um novo ataque aéreo também foi registrado e, segundo autoridades locais, 15 pessoas
ficaram feridas. Na manhã de segunda-feira, os militares israelense disseram que iriam precisar de
pelo menos mais 24 horas para concluir a operação, mas se negaram a dar um prazo final para ação.
Frente a isso, cabe ao DSI analisar essa situação levando em conta suas particularidades.
Faz-se necessário estabelecer medidas para as novas tecnologias de guerra, que são a face desse
conflito, visando amenizar ao máximo os danos e, possivelmente, auxiliar em seu fim. Ademais,
aprender com o prático e o presente pode nos ajudar com possíveis combates futuros.
4. CONCLUSÃO
Caros delegados,
Esperamos que este guia tenha ajudado a formar uma base necessária para chegar ao comitê
com conhecimentos para debater, deliberar e apresentar soluções criativas, ponderadas e realistas
para as questões do uso de VANTs e da Indústria 4.0. Mas lembre-se: o guia estabelece apenas os
pilares básicos dos tópicos em questão, ambos incrivelmente expansivos e amplos.
Assim, para ter uma compreensão mais profunda da perspectiva dos seus países em relação
aos tópicos e encontrar soluções frutíferas por meio da diplomacia e colaboração, nós diretores,
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Comitê para o Desarmamento e Segurança Internacional - VI MundoCM
sugerimos que vocês busquem outras fontes de pesquisa, como o site oficial das Nações Unidas,
sites oficiais do governo dos Estados que vocês representam e páginas de jornais como O Globo, a
Folha de São Paulo e a BBC. Outra indicação é o documentário da Netflix “Explorando o
Desconhecido: Robôs Assassinos”, que mesmo a partir de uma visão geopolítica um pouco parcial,
é bastante esclarecedor.
Além disso, se os tópicos ou o guia parecerem difíceis, saiba que você não pode saber todas
as datas, tratados ou partes interessadas nas situações que planejamos discutir, e tudo bem!
Contanto que você entenda a brevidade da situação e venha para o comitê com a intenção de ter
um debate produtivo sobre os problemas que pairam sobre o mundo de hoje, você se sairá bem! É
importante sempre lembrar o motivo pelo qual está fazendo o exercício ou atividade que planeja e,
acima de tudo, certifique-se de se divertir e aprender, tirar algo dessa experiência!
Novamente nos colocamos à disposição e desejamos uma boa sorte a todos,
Até breve!
5. POSICIONAMENTOS DE BLOCO
O Campaign Against Arms Trade (CAAT), uma organização britânica que advoga pelo
controle rigoroso e pela diminuição do comércio de armas, tem expressado sérias preocupações
sobre o uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) e a aplicação bélica da Indústria 4.0. A
organização alega que a proliferação dessas tecnologias, especialmente quando utilizadas em
contextos militares, pode resultar em impactos humanitários devastadores, aumento das crises
internacionais e violações dos direitos humanos. O CAAT também critica o uso de drones armados
e a automação bélica como elementos que podem intensificar os conflitos e reduzir a
responsabilidade humana nas ações militares, enfatizando a necessidade de regulamentações mais
rigorosas para controlar o desenvolvimento e a disseminação dessas tecnologias.
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Comitê para o Desarmamento e Segurança Internacional - VI MundoCM
O grupo EDGE é um conglomerado estatal dos Emirados Árabes Unidos que produz
tecnologias bélicas e armamentos. Ele foi desenvolvido para satisfazer a demanda militar nacional,
mas também supre o mercado externo. Atualmente, é um dos maiores representantes de sua área,
tendo parcerias com várias nações, incluindo o Brasil. Seus princípios são “Proteger vidas, reduzir
custos e simplificar negócios”. A empresa é destaque na aplicação da indústria 4.0 e busca manter e
expandir suas operações, relações e desenvolvimentos na área.
Dado o histórico de envolvimento e incentivo à tecnologia por parte dos EAU, o país
também investe na Indústria 4.0 e especialmente em drones. Além do incentivo a fabricação de
drones militares, o governo também estimula a produção de drones especialmente elaborados para
simular nuvens e consequentemente, chuvas num dos países mais quentes e secos do mundo.
Mesmo com esse empenho, após ataques aéreos realizados pelo movimento Houthi, que
tem ligações com o Irã, a uma refinaria e ao Aeroporto Internacional de Abu Dhabi em janeiro de
2022, o Ministro do Interior chegou a banir temporariamente o uso de drones de consumo e
aeronaves esportivas leves.
Para compreender o posicionamento dos Emirados Árabes, é necessário destacar a
proximidade do país com a Arábia Saudita e com os Estados Unidos principalmente na luta contra
os rebeldes do Iêmen. Essa aliança já promoveu diversos acordos e fornecimentos de armamentos.
Mesmo após diversas tentativas de resolução, o conflito pela Terra Santa ainda se estende e
influencia, na prática, a política de Israel em relação ao desarmamento. No Comitê de
Desarmamento e Segurança Internacional, Israel não confirma nem nega a posse de armas
nucleares, mas se juntou aos outros estados possuidores de armas nucleares no boicote à sua
negociação na Assembleia Geral. Desse modo, ao tratar sobre o uso de VANTs e uso bélico da
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Comitê para o Desarmamento e Segurança Internacional - VI MundoCM
indústria 4.0, Israel demonstra uma postura desarmamentista em discursos, entretanto utiliza
drones armados em operações.
Como membro observador das Nações Unidas, ou seja, que apenas participa das reuniões
do bloco, no sentido de melhor acompanhar o andamento das discussões, mas sem poder de
participação ou voto, a Palestina busca contribuir nas discussões anti-armamento. Entretanto, seu
envolvimento com grupos extremistas desperta desconfianças, uma vez que estes possuem drones
em seus arsenais e parecem ter contato com a Indústria 4.0.
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Comitê para o Desarmamento e Segurança Internacional - VI MundoCM
ficou restrito a essas ações, uma vez que a guerra cibernética presente no território ucraniano já
aconteceu de diversas formas. O uso de drones para capturar imagens e utilizá-las para definir alvos
com precisão é apenas uma das diversas ações das quais a nação Russa está fazendo uso.
Portanto, fica evidente que, principalmente nos últimos anos, a Rússia tem investido na
pesquisa e desenvolvimento de VANTs para diversas aplicações, incluindo fins militares, de
reconhecimento e vigilância. Além disso, a Rússia tem demonstrado interesse em modernizar suas
forças armadas por meio da adoção dessas tecnologias, visando aumentar a eficácia e a capacidade de
resposta.
Apesar desses apontamentos, é crucial destacar que a o sigilo e a falta de transparência por
parte da nação russa em relação ao seu envolvimento e desenvolvimento de tecnologias desse tipo
dificultam a compreensão detalhada por parte de outros países em relação a extensão exata do
investimento do país tanto na área dos VANTs quanto no desenvolvimento de novas tecnologias,
como inteligências artificiais, aplicadas ao contexto de guerra.
A Google LLC é uma multinacional estadunidense e uma das mais importantes empresas
do mundo. Ela desenvolve tecnologias das mais variadas áreas, sendo uma das suas especialidades as
inteligências artificiais. A empresa anteriormente colaborava com o governo dos Estados Unidos
para o emprego desses recursos na indústria bélica. Contudo, em 2018, quatro mil funcionários se
manifestaram contra tal direção, o que resultou no fim da parceria. Com isso, a empresa deixa de se
envolver com aplicação bélica das IAs e se mostra receosa quanto ao desenvolvimento dessas
tecnologias.
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proliferação de armas de destruição maciça (ADM) e por vezes assumiu uma posição firme contra a
sua posse por intervenientes não estatais. Além disso, o país enfatizou a importância de resolver os
conflitos regionais e de promover soluções pacíficas através do diálogo e da negociação. É
importante notar que a posição da Líbia sobre várias questões internacionais pode ser influenciada
pela sua dinâmica política interna e por fatores externos, visto a alta influência do país para com a
política internacional, podendo facilmente mudar de parâmetros políticos durante o comitê.
5.10 JAPÃO
O governo japonês tem feito, há algum tempo, esforços significativos para promover o
desenvolvimento da indústria 4.0 em seu país por meio da cooperação entre o setor privado e órgãos
públicos. Portanto, pode-se dizer que o Japão tem respondido positivamente para a nova onda de
Big data, Inteligência artificial, e robótica.
Apesar disso, o investimento em tecnologias de VANTs têm se voltado mais a aplicações
civis, como monitoramento ambiental, agricultura de precisão e gerenciamento de desastres
naturais. Isso acontece, principalmente, por que a constituição japonesa reafirma o compromisso da
nação em renunciar ao uso da força como meio de resolução de conflitos em virtude das
consequências da Segunda Guerra Mundial.
Além disso, essa postura abrange também o desenvolvimento de novas tecnologias ligadas à
indústria 4.0 para o setor militar, uma vez que grande parte dessas tecnologias tem se concentrado
em aplicações civis.
Portanto, espera-se que a delegação japonesa seja favorável ao desenvolvimento de novas
tecnologias, porém com um limite no que tange ao uso no setor bélico.
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global. Ela tem relações com países europeus, americanos, asiáticos e da Oceania. Suas inovações e
influência sobre a área a tornam peça chave no debate sobre a aplicação bélica da indústria 4.0.
Assim, ela busca, nos debates, fomentar e direcionar o desenvolvimento e aplicação dessas
tecnologias e fortalecer suas relações, sempre considerando seus valores e preceitos éticos.
No Egito, a maioria das empresas ainda está passando por um processo de transição da
indústria 2.0 para a indústria 3.0, o que significa que poucas empresas já estão preparadas, no
momento, para adotar as novas tecnologias da indústria global 4.0.
Apesar disso, ainda em 1980, o Egito foi uma das primeiras nações árabes a colocar em
campo VANTs de reconhecimento. Assim, vale destacar que o Egito é uma nação que tem utilizado
VANTs em várias capacidades, incluindo vigilância, reconhecimento e combate ao terrorismo,
como na Península do Sinai. Logo, conclui-se que a República Árabe do Egito tem investido na
expansão de suas capacidades militares por meio do uso de Veículos Aéreos Não-Tripulados em
conflitos, uma vez que a nação enxerga um grande potencial de exploração de suas capacidades,
como monitoramento de áreas remotas, coleta de informações, além da realização de operações de
vigilância.
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Mesmo ainda passando por uma transição em suas indústrias, o Egito, por enfrentar
diversos desafios de segurança, tem buscado modernizar as suas forças armadas por meio da adoção
de tecnologias da indústria 4.0 aplicada ao contexto bélico, uma vez que essas podem aumentar a
eficiência operacional de suas tropas e, consequentemente, aumentar a prontidão de suas forças
armadas diante novos conflitos.
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A República da África do Sul tem mostrado interesse nas tecnologias de veículos aéreos não
tripulados e na Indústria Bélica 4.0, mas com uma abordagem mais moderada e focada
principalmente em aplicações de defesa e segurança.
A Força de Defesa Nacional da África do Sul (South African National Defense
Force-SANDF) tem utilizado, nos últimos anos, drones para missões de segurança relacionadas à
manutenção da fronteira e da paz. Além disso, o uso dos VANTs também se aplica aos fins civis,
como o mapeamento geoespacial e inspeção de infraestrutura. Porém, apesar desses apontamentos,
a África do Sul não tem um histórico de uso significativo desses veículos, estando mais voltada para
uma abordagem ligada à defesa interna e à cooperação regional.
O país africano, nos últimos, tem buscado modernizar suas forças armadas por meio de
melhorias no sistema de comunicação avançado. Apesar disso, cabe destacar que o embate ético
relacionado à preocupação ao uso indevido dessas tecnologias é frequente no país e pode ser um
fator que venha a limitar maiores investimentos desse setor no futuro.
A República da Coreia vem se destacando como uma das maiores exportadoras bélicas do
mundo, com um grande crescimento recente. Há interesse por parte dos sul-coreanos em
desenvolver tecnologias de guerra 4.0, principalmente devido ao conflito com sua vizinha, Coreia
do Norte. Para isso, universidades públicas da nação se uniram a empresas de segurança de forma a
produzir sistemas autônomos capazes de vigiar fronteiras e protegê-los de ataques norte-coreanos.
Tal atitude produziu perturbação da comunidade internacional, mas o governo continua
interessado e investindo na área como forma de defesa.
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Abrigando a segunda maior população da África, a Etiópia também tem a economia que
mais cresce no continente. Contudo, tensões internas na região do Tigré produzem preocupação
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para os etíopes. A nação atraiu atenção internacional ao usar drones para matar civis e um
trabalhador da ACNUR, resultando em fortes preocupações humanitárias. Por mais que não haja
um posicionamento sólido do país quanto ao uso bélico da indústria 4.0, este representa uma
oportunidade tanto para desenvolvimento econômico e industrial, quanto para a resolução dos
conflitos que assolam a região.
O Iraque tem uma posição sobre o uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) e a
aplicação bélica da Indústria 4.0 que reflete uma preocupação específica proveniente das
experiências recentes com conflitos e instabilidades internas. O país tem testemunhado a utilização
de drones, tanto por grupos armados quanto por atores estatais, o que levanta questões sobre a
segurança nacional e a soberania territorial. Embora não haja uma postura oficial consolidada, o
Iraque está extremamente atento às implicações de segurança e ao potencial de utilização
mal-intencionada dessas tecnologias em um contexto sensível de pós-conflito, visto que é uma
vítima de ataques frequentes desse tipo de artifício aéreo.
Apesar de ter grandes indústrias de alta tecnologia, a Alemanha possui uma abordagem
cautelosa quando se fala no uso de veículos de veículos aéreos não tripulados e no uso da indústria
4.0 para fins bélicos em virtude do seu compromisso histórico com os direitos humanos após a
Segunda Guerra Mundial.
O uso de VANTs no território alemão tem se voltado à vigilância, reconhecimento e
monitoramento em operações de segurança, o que inclui missões de paz, buscando, assim,
minimizar as implicações éticas ligadas aos riscos associados ao mau uso desses veículos.
Além disso, é válido ressaltar que, como afirmado anteriormente, mesmo tendo um grande
porte tecnológico, a Alemanha tem se voltado a investir em tecnologias para melhorar suas
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capacidades de defesa, segurança e apoio logístico considerando, na maioria dos casos, as possíveis
implicações éticas que suas decisões venham a ter.
O ponto de vista do Brasil em relação ao uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) e
à aplicação bélica da Indústria 4.0 é caracterizada por uma abordagem pragmática que visa tanto o
aproveitamento de tecnologias avançadas quanto a consideração de implicações éticas e legais. Nesse
sentido, por exemplo, o Brasil elaborou, por meio de sua Agência Nacional de Aviação Civil
(ANAC), normas para a utilização de aeromodelos – aeronaves não tripuladas remotamente
pilotadas usadas para recreação, lazer, fins experimentais, comerciais ou institucionais. O país tem
explorado VANTs para várias aplicações, incluindo mapeamento, monitoramento ambiental e
agrícola, e inspeção de infraestruturas. No entanto, o uso de VANTs armados e a automação bélica
também são avaliados sob a ótica da segurança regional, diplomacia e conformidade com os
princípios de direito internacional humanitário. Ademais, o país enfatiza o equilíbrio entre o
progresso tecnológico e a responsabilidade no uso dessas inovações, buscando uma abordagem que
beneficie suas necessidades nacionais e globais.
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A República Islâmica do Paquistão é uma nação que enfrenta uma séria de desafios ligados
à insegurança representados por conflitos internos, tensões regionais e combate ao terrorismo.
Assim, o desenvolvimento de novas tecnologias de guerra ligadas à indústria 4.0 juntamente ao
desenvolvimento de Veículos Aéreos Não Tripulados tem se mostrado como um grande potencial
de resposta a esses problemas.
Além disso, o uso e desenvolvimento de VANTs no país tem se voltado a diversas
finalidades, como reconhecimento, monitoramento e apoio de áreas afetadas por conflitos internos
ou salvaguarda das fronteiras nacionais. A compra de fabricantes internacionais também tem sido
feita no país.
O investimento na indústria 4.0 também tem sido feito, dentro das limitações do país, a fim
de alcançar melhorias na capacidade de defesa, coordenação de operações e respostas a ameaças
internas. Apesar disso, tal investimento levanta consternações éticas relacionadas à proteção de civis
e ao cumprimento de normas internacionais pré-estabelecidas ligadas aos conflitos militares.
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5.29 UCRÂNIA
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A posição da União Africana (UA) em relação ao uso de Veículos Aéreos Não Tripulados
(VANTs) e ao emprego bélico da Indústria 4.0 não é uniforme devido à diversidade de Estados
membros e desafios regionais. Embora não exista uma posição oficial consolidada da UA sobre essas
tecnologias, é evidente que as implicações humanitárias, de segurança e éticas associadas ao uso de
VANTs e automação bélica também são relevantes no contexto africano. A proliferação dessas
tecnologias na região exige uma avaliação cuidadosa das oportunidades e desafios, considerando as
realidades sociais, políticas e econômicas distintas dos países africanos.
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