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Análise Completa de Urina Tipo 1

Este documento fornece instruções detalhadas para a coleta e análise da urina tipo 1. Ele descreve os procedimentos de coleta, fatores que podem afetar os resultados, e explica o que cada achado na análise física, química e microscópica pode indicar sobre a saúde renal e urológica do paciente.

Enviado por

Susana Baradel
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Este documento fornece instruções detalhadas para a coleta e análise da urina tipo 1. Ele descreve os procedimentos de coleta, fatores que podem afetar os resultados, e explica o que cada achado na análise física, química e microscópica pode indicar sobre a saúde renal e urológica do paciente.

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Urina Tipo 1

Instrues de coleta: assepsia local; desprezando-se o primeiro jato; coletar em frasco adequado. Condies preferenciais: utilizar amostra recente; sem adio de qualquer conservante; volume mnimo de 12ml; colher aps permanecer 2 4 hrs sem urinar. Fatores que podem modificar a urina de rotina: jejum e dieta; atividade fisica; uso de medicamentos. Exame fsico: Podem confirmar ou explicar achados nas reas de bioqumica e microscopia. Volume: no to importante na urina tipo I e sim na urina 24 hrs. Cor: normal: depende da hidratao. Variam de amarelo claro a amarelo citrina. Anormal: avermelhado: presena de sangue. Marrom-escura: presena de hemcias, causada por uma hemorragia glomerular (recente) ou desnaturao da hemoglobina (velhas). Vermelha + turva: sangue (hemacias). Vermelha + transparente: hemoglobina (plasma vermelho) / mioglobina (plasma normal). Verde: presena de derivados do fenol (medicamentos). Amarelo escuro ou ambar: bilirrubina (presena de espuma amarela quando agitada). Outras cores: medicamentosa. Aspecto: Normal: aparncia lmpida (transparente). Turvao: pode ocorrer pela presena de cristais, lipdeos, soro, muco, linfa, leveduras, matria fecal, talco, contraste radiolgico, hemcias, leuccitos, cilindros, bactrias, etc. Ausncia de turvao no garante microscopia ou bioqumica normais. Densidade: De 1015 a 1025 ou at 1001 a 1035. Resultados abaixo devem ser repetidos com ingesto de fludos controlada. Contrastes radiolgicos sobem a densidade, at completa eliminao. Glicosria e proteinria sobem a densidade da urina, mas podem ser detectadas pelo exame qumico. O volume, a densidade, o aspecto e a cor devem ser analisados juntos. pH: depende do equilibrio cido-bsico e da dieta alimentar. Normalmente a urina cida, mas quando neutra ou alcalina no significa patologia. Bacteririas costumam alcalinizar a urina. Exame qumico: Utiliza-se as tiras reativas. Tcnica: mergulhar a tira na urina homogeneizada, remover o excesso de urina, agurdar o tempo necessrio para a leitura (1 a 2 minutos), comparar as cores com o padro fornecido. Variaes de testes por fita: pH, densidade, protenas, glicose, corpos cetnicos, bilirrubinas, urobilinognio, nitrito, cido ascrbico, hemcias ou hemoglobina, leuccitos. Protenas: Normal < 10 mg/dl. Proteinria: ocorre em doena renal, muitas vezes incipiente, por isso a mais importante das provas qumica da urina tipo I. Aparecem devido a leses da membrana glomerular, distrbios que afetam a reabsoro tubular, protenas produzidas pelos tubulos renais. Exemplo: glomerulonefrites, pielonefrites, doea renal diabtica. Outras causas de proteinria: excesso de protenas normais no plasma. IAM, queimaduras, Ca, leucemia. Lise de hemcias, leuccitos, clulas epiteliais no trato urinrio. Exerccio fsico intenso; frio intenso, febre. Inteferentes: urina extremamente alcalina, devido a alterao no tamponamento da fita. Remoo do tampo por permanecer muito tempo com a fita na urina. Contaminao com amnia e detergentes. Glicose: a urina contem quantidades muito pequenas de glicose, j que o tbulo contornado proximal reabsorve praticamente toda a glicose filtrada. Mas se o paciente tem hiperglicemia que ultrapassa o limiar de reabsoro, haver glicosria. Limiar renal 160 a 180 mg/dl no sangue. Principal causa de hiperglicemia: diabete melito, portanto tambm de glicosria. Glicosria renal: paciente com glicemia normal que perdeu ou diminui a capacidade de reabsori renal. Outras causas de glicuosria sem hiperglicemia: leso do SNC, hipertiroidismo. Corpos cetnicos:

Quando o uso de carboidratos, como fonte de energia, se esgota, o organismo utiliza as gorduras. Neste caso, pode-se detectar cetonuria. NORMALMENTE no temos cetonuria mensurvel pois tranformada em dixido de carbono e gua. Razes para o aumento no metabolismo das gorduras (anormal): incapacidade de metabolizar carboidratos = diabetes. Perda de carboidratos por vmitos, diarria. Dietas prolongadas. Cetonuria: desequilbrio hidroeletrolitico = desidratao = acidose = coma diabtico. Importante no acompanhamento do diabetes mellitus. Interferentes: mnimos levodopa. Sangue: pode ser em formas de hemcias integras ou destrudas (Hb). A analise qumica e a microscopica, em conjunto, demonstram se hemcias ou Hb. Hemoglobinria: lise de hemcias no trato urinrio. Hemlise intra vascular. Hb livre + haptoglobina formam grandes complexos que impossvel chegar ao filtrado. Na anemia hemoltica, nas reaes transfucionias nas queimaduras graves, nas infeces, nos exerccios fsicos intensos, nos envenenamentos qumicos ou peonhentos h uma sobra de Hb livre, ento temos hemoglobinria. Interferentes: Falso (-): AC ascrbico, nitrito urinrio, proteinuria ph < 5. falsos (+): contaminao menstrual, bacteriuria, dietas com vegetais. Mioglobinuria: destruio muscular. Importante: hemoglobinria sem hematuria, no deve ser doena renal. Nitrito: algumas bactrias, dentre elas o proteus, transformam nitrato em nitrito, portanto nitrito (+) pode significar bacteriria. Utilidade da determinao do nitrito: cistites: diagnostico presumvel de pielonifrites, avaliao do antibioticoterapia, controle de pacientes de risco a infeces. O teste possui confiabilidade questionvel devido a inmeros interferentes e condies que o falseiam par (+) e para (-), serve apenas como um dado a mais. Falsos (+): urinas no recentes. Falsos (-): falta de nitrato na urina, AC ascrbico, grande quantidade de bactrias devido a transformao de nitrito em nitrognio, antibioticoterapia. Bilirrubina urobilinognio: Causas de hiperbilirrubinemia: anemias Hemolticas = ictercia hemoltica. Pancreatites, clculos, clcio = ictercia obstrutiva. Hepatites virais, txicos = ictercia hepticas. Interferentes: diminuio: exposio a luz = biliverdina no detectvel. AC. Ascrbico e nitrito reduzem a sensibilidade. Valores normais na urina: bilirrubina = ausente. Urobilinogenio = 1 a 4 mg/ 24 horas. Exame microscpico: Identifica e quantifica materiais insolveis na urina (elementos figurados). O sangue, os rins, o tato gnito urinrio e a contaminao externa compe o sedimento (hemcia, leuccitos, clulas epiteliais, cilindros, bctrias, muco, leveduras, cristais, espermatozides e artefatos). Contagem de leuccitos e hemceas

Centrifugar 10 ml de urina em tubo cnico graduado, a 3000 rpm por 7 minutos. Desprezar o sobrenadante (9 ml), ressuspender o sedimento. Pipetar cerca de 20 l na camara de Neubauer , contar os leuccitos e hemceas nos quatro quadrantes externos (cada um deles tem 16 retculos), e multiplicar por 250. Hemcias As hemcias no podem entrar no filtrado se o nfron estiver integro, portanto mais de 2 a 3 por campo pode significar patologia. Causas de hematria: leso da membrna glomerular, leso vascular do trato urinrio. Exemplos de hematria: glomerulonefrites, infeces agudas, doenas malignas, calculos renais, reaes txicas e imunolgicas, tuberculose renal. Tipos de hemcias: integras, crenadas, fantasmas, disfrmicas. Leuccitos Os leuccitos migram de forma amebide, para os locais de inflamao e/ou infeco. Portanto piria significa: inflamao no trato genito urinrio, infeco no trato genito urinrio. Tambm pode surgir devido a leses da membrana glomerular. Bact (+) e leuc (+): infeco. Bact (-) e leuc (+): inflamao. Bact (+) e leuco (-): contaminao, picos da idade, imunodeprimidos. Exemplos de piuria: pielonefrites, cistites, prostatites, uretrites, glomerulonefrites, lpus eritematoso sistmico, tumores. Normal ate 2 ou 3 por campo. Clulas epiteliais

So as clulas de descamao de todo o trato genito urinrio, podendo ser encontradas na urina ate 3 a 4 por campo, significando descamao natural do trato. O aumento exagerado significa processo inflamatrio. Pode-se distinguir a origem da clula, mas no recomendvel sem corantes supra-vitais. Cilindros So formados pela protena de Tamm-horsfall na luz dos tbulos renais, sua forma a do tbulo que serviu de molde. So de formao exclusivamente renal, portanto significa patologia renal, o seu encontro no sedimento urinrio. Podem conter elementos em seu interior significando que estes elementos estavam presentes nos tbulos por ocasio da formao do cilindro. Tbulos contornado proximal, distal, coletor e ALCA de henle. Tipos de cilindro:

Cilindro hialino: ate 1 a cada 2 campos, pode ser normal, formado por gel de protena. Grande quantidade aparece
na glomerulonefrite, pielonefrite, doena renal crnica, ICC.

Cilindro hemtico: contem hemcias em seu interior, significa sangramento no interior do nefron que ocorre em G.N e
leso de tbulos ou capilares renais. Cilindros leucocitrios: contem leuccitos em seu interior, significa infeco e/ou inflamao no interior do nefron. Ex: GN e pielo. Cilindros epiteliais: contem clulas epiteliais renais. Cilindros granulosos finos e grosseiros: contem grnulos, provenientes de restos leucocitrios, bactrias, etc. Cilindros cereos: estagio avanado do cilindro hialino, devido a grande liberao de protena, inclusive em placas. Refringentes e rgidos. Cilindros adiposos: contem corpos adiposos ovais, provenientes da decomposio dos cilindros celulares de clulas que contem corpos adiposos, devido a absoro de lipdeos pelos tbulos. Muito refringentes com gotculas de gordura. Cilindro largos: formados nos tubos coletores, so mais largos, significa uma diminuio do fluxo urinrio. Mau prognostico cilindro da insuficincia renal.

Bactrias A urina no deve conter bactrias, sua presena em urina recm emitidas e colhidas com assepsia, significa infeco. importante sua relao com os leuccitos e outros elementos da urina tipo I. Leveduras Normalmente a cndida albicans, comum em diabticos e moniliase vaginal (por contaminao). Parasitos Aparecem por contaminao fecal (oxiurus) ou vaginal (trichomonas). Muco Material protico proveniente de glndulas e celulas do trato, aparecem em filamentos de muco. Sem grande importncia clinica, em excesso, pode significar processo irritativo. Cristais So formados por precipitaes dos sais da urina por alteraes na concentrao, na temperatura e no ph da urina. Podem formar clculos renais. A refrigerao da urina precipita a formao de cristais. So divididos em 2 grupos: a) cristais de urina acida e neutra. B) cristais de urina alcalina. Cristais de urina acida: cido rico = comum, refrigerao, gota. Urato amorfo. Urato de sdio. Oxalato de clcio (vit C). cistina = cistinuria. Leucina (doena heptica cirrose). Tirosina. Colesterol. Cristais de urina alcalina: fosfato triplo. Fosfato amorfo. Carbonato de clcio. Biurato de amnio. Bilirrubina. CRISTAIS : uma grande variedade de cristais pode ser encontrada na urina. A formao de cristais influenciada pelo pH , densidade e temperatura da urina. Ainda que a maioria dos cristais no tenha significado clnico, existem alguns cristais que aparecem na urina por causa de alguma desordem metablica. CRISTAIS DE URINA CIDA (NORMAL) - Uratos amorfos, cido rico, oxalato de clcio. CRISTAIS DE URINA ALCALINA (NORMAL) - fosfatos amorfos,. Fosfato triplo, carbonato de clcio. CRISTAIS DE URINA ANORMAL - Cistina, leucina , tirosina, colesterol e sulfonamidas.

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