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Aula 4

O documento aborda a evolução das civilizações do Oriente Médio na Antiguidade, destacando períodos como o Paleolítico, Mesolítico e Neolítico, e a transição para comunidades agrícolas. Discute a formação de cidades-estado na Mesopotâmia, como Uruk e Babilônia, e a influência de povos como sumérios, acadianos, amoritas, assírios, caldeus, fenícios e persas. A narrativa inclui aspectos culturais, sociais e religiosos, ressaltando a importância de inovações como a escrita cuneiforme e o Código de Hamurabi.

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O documento aborda a evolução das civilizações do Oriente Médio na Antiguidade, destacando períodos como o Paleolítico, Mesolítico e Neolítico, e a transição para comunidades agrícolas. Discute a formação de cidades-estado na Mesopotâmia, como Uruk e Babilônia, e a influência de povos como sumérios, acadianos, amoritas, assírios, caldeus, fenícios e persas. A narrativa inclui aspectos culturais, sociais e religiosos, ressaltando a importância de inovações como a escrita cuneiforme e o Código de Hamurabi.

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Fundamentos do

Cristianismo
Aula 4 - Os Povos do Oriente Médio na Antiguidade
A EVOLUÇÃO
• O Período Paleolítico se caracteriza por habitação em cavernas, vida nômade, sobrevivência baseada na caça,
pesca e coleta de frutos e raízes, propriedade coletiva, ferramentas de pedra e de ossos, linguagem pouco
desenvolvida, pinturas rupestres. Estende-se de 100000 até cerca de 12000 AEC.
• O Período Mesolítico se caracteriza por domínio do fogo, da agricultura, domesticação de animais,
sedentarização, divisão sexual do trabalho. Estende-se de 12000, até cerca de 8000 AEC
• O Período Neolítico se caracteriza por desenvolvimento da metalurgia, produção de excedentes agrícolas,
comércio baseado em trocas, trabalhador especializado, aumento rápido da população, produção de cerâmica,
dolmens, instrumentos de pedra polida, enxada e tear, primeiros arquitetos do mundo. Estende-se de 8000 até
cerca de 5000 AEC
A EVOLUÇÃO
• Por volta de 9.000 AEC, a Terra já havia passado por grandes mudanças geológicas, mas sua
superfície finalmente se estabilizou.
• O fim da última Era Glacial, entre 13.000 e 10.000 AEC, liberou enormes quantidades de água,
transformando o planeta. O clima se tornou mais ameno, e áreas antes áridas se tornaram férteis.
• Com a terra mais propícia, a agricultura começou a florescer.
• As comunidades de caçadores-coletores, que ainda existiam, foram complementadas por grupos
que plantavam e criavam animais.
• As primeiras grandes comunidades agrícolas surgiram na Ásia por volta de 9.000 AEC.
A EVOLUÇÃO
• O cultivo de plantações levou ao armazenamento de alimentos, o que possibilitou o crescimento das
aldeias. Por volta de 6.000 AEC, essas aldeias se transformaram em vilas espalhadas por toda a região.
• Jericó e Çatal Hüyük (Turquia), localizadas próximas a fontes de água, são exemplos notáveis dessas
primeiras vilas agrícolas.
• “Pelos conhecimentos atuais supõe-se que a primeira atividade agrícola tenha ocorrido na região de Jericó,
na Cisjordânia (hoje sob a tutela de Israel), num grande oásis junto ao mar Morto, há cerca de 10 mil anos.
A crença no Egito como berço da agricultura já não tem tantos seguidores.” (Pinsky, 2001)
• “De qualquer forma, por meio de difusão ou de movimentos independentes, supõe-se que o fenômeno
tenha se desenvolvido também na Índia (há 8 mil anos), na China (7 mil), na Europa (6500), na África
Tropical (5 mil) e nas Américas (4500).” (Pinsky, 2001)
A EVOLUÇÃO

Antiga Jericó
A MESOPOTÂMIA
• Habitada, possivelmente, desde a Idade da Pedra e com agrupamentos primitivos florescendo em seu território:

• Escavações arqueológicas começam na década de 1840 e revelaram assentamentos humanos que


datam de 10.000 a.C. na Mesopotâmia, que indicam que as condições férteis da terra entre dois
rios permitiu pessoas se estabelecer na terra, domesticar animais, e voltar sua atenção para
agricultura (PORTAL, 2018).

• Ao princípio os povos primitivos deveriam ser caçadores e coletores, com hábitos nômades, perambulando pela
região;

• Solo fértil que certamente favoreceu o florescimento da agricultura, no novo estágio da humanidade;

• Forma de organização manifestamente tribal que se estendeu aos futuros habitantes e, em alguns casos, prevalece
até hoje.
A MESOPOTÂMIA
• Tribos diversas, mas interligadas por laços de parentesco e linguísticos;

• Milhares de anos até o florescimento de cidades.


Centros de culturas primitivas no crescente fértil.
OS SUMÉRIOS
• Oriundos das montanhas do Irã, fixaram-se no sul da Mesopotâmia, em torno de 5000 AEC;

• O sucesso das atividades produtivas levou à formação de grandes cidades com mais de mil
habitantes já por volta de 4000 AEC, como Uruk.

• Organização era tribal, baseada no parentesco;

• Construíram as primeiras cidades: Uruk, Eridu, Lagash, Nippur, Kish, Ur e Umma, todas
cidades-estado;

• As cidades eram governadas por patesis, misto de chefes militares, políticos e sacerdotes, que
exerciam o controle sobre a população, cobrando impostos e administrando as obras hidráulicas.
OS SUMÉRIOS
• Religião politeísta: Nammu, o oceano primordial, An
e Ki, pai e mãe do universo, Inana, deusa da guerra e
do amor, e Enlil, deus do ar, que separou terra e céu,
Dumuzi, o deus pastor, o mais querido, além de
outros deuses;

• O castigo dos deuses era um terremoto ou uma cheia


muito forte;

• Invenção da escrita (cuneiforme) e uso sistemático


Planta da cidade sumeriana de Nipur, feita tábua de argila (1600 a.c) em
da Matemática;
reprodução da planta com identificação dos principais pontos
OS SUMÉRIOS
• Escreveram também uma das primeiras obras escritas da história humana: A
Epopeia de Gilgamesh;
• Construíram os famosos Zigurates;
• A maioria das cidades-templos sumerianas foi unificada, pela primeira vez em
2375 AEC, por Lugalzaggisi, soberano da cidade de Uma, foi a primeira
manifestação de uma ideia imperial de que se tem notícia na história; Ele,
mais tarde, tornar-se-ia rei da Suméria com sede em sua capital em Uruk;

• As guerras entre as cidades enfraqueceram a civilização;

• Os sumérios não desapareceram, apenas se fundiram com outros povos que


os conquistaram, deixando seu legado para o mundo.
OS ACÁDIOS
• Dominaram as cidades sumérias, por
volta de 2300 AEC;

• Foi o primeiro império semita a se


instalar na região;

• Capital estabelecida na cidade de


Acad, daí o nome;

• Adotaram a escrita cuneiforme,


mesma dos sumérios;
OS ACÁDIOS
• Língua acádia é uma das mais importantes do mundo antigo;

• Sargão I foi o rei mais eminente, unificou as regiões centro e sul, submetendo os sumérios, mas
manteve os soberanos no poder e os reconhecia como tributários dos conquistadores acadianos;

• Divinizado após a morte;

• Religião politeísta com assimilação de vários deuses sumérios e acréscimo de mais alguns;

• Império de curta duração. Devido a várias revoltas internas surgidas após a morte de Sargão I,
foram se enfraquecendo, até serem dominados pelos amoritas.
Busto de Sargão I Conquistas de Sargão I
OS AMORITAS – Primeiro Império Babilônico
• A partir do século XIX AEC, com os invasores amoritas, povos semitas, firmou-se uma
nova tentativa de unidade da região, originando o Primeiro Império Babilônico;
• Com o rei Hamurabi (1792 a.C.-1750 AEC), a cidade da Babilônia, a capital,
transformou-se em um dos principais centros urbanos e políticos da Antiguidade;
• O império abrangia uma região que se estendia do golfo Pérsico à Assíria;
• Hamurabi se preocupou em manter estas terras e não em conquistar outras
• Com Hamurabi foi organizado um código de leis escritas tido como um dos mais
antigos de que se tem notícia;
OS AMORITAS
• O Código de Hamurabi determinava penas para delitos
domésticos, comerciais, ligados à propriedade, à herança,
à escravidão e a falsas acusações, sempre baseadas na lei
de talião, que pregava o princípio do “olho por olho, dente
por dente”;
• A pena seria, na medida do possível, semelhante ao delito
cometido, embora pudesse variar conforme a posição
social e econômica da vítima e do infrator. Para um ladrão,
por exemplo, a pena era ter uma das mãos cortada; Seu texto, contendo 282 princípios, foi reencontrado em
Susa (Irã), por uma delegação francesa na Pérsia, e
transportado para o Museu do Louvre em Paris.
• A principal divindade babilônica era Marduk;
OS AMORITAS
• Ao declínio do Primeiro Império seguiram-se invasões de diversos povos, chegando alguns a exercer eventualmente o controle da
região.
OS ASSÍRIOS
• Sucederam os amoritas no domínio da
região da Mesopotâmia; também de origem
semita;

• Estabeleceram sua capital em Nínive, cuja


construção é atribuída ao lendário Nimrode;

• Povo guerreiro que levou guerra, destruição


e escravidão a quase todos os povos
conquistados;

• Seu principal governante foi o imperador


Assurbanipal;
OS ASSÍRIOS
• Sendo semitas, tinham deuses em comum com outras nações
semíticas, nomeadamente com os babilônios. Adoravam as
deidades babilônicas, tais como Shamash, o deus-sol; Sin, o
deus-lua; Ea, o deus das águas e Ishtar, a grande deusa da
fertilidade. Também honravam Aru, Marduk (Bel) e o seu filho
Nabu (Nebo).

• Cada cidade cultuava uma divindade que era considerada seu


criador;

• A respeito de práticas e crenças religiosas verifica-se que o deus


Marduk babilônico foi substituído pelo deus assírio nacional,
Ashur, um sol alado que protegia o rei;
Ashur

• O império assírio dominou e escravizou Israel, o reino do norte,


sobre o qual se falará mais adiante.
OS CALDEUS – Segundo Império Babilônico
• De origem árabe, conquistaram o Império Assírio em 612 AEC e fundaram um novo império,
comandado pelo povo caldeu, do sul da Mesopotâmia;

• Formaram o Segundo Império Babilônico;

• Principal imperador foi Nabucodonosor, responsável pela construção dos Jardins suspensos da
Babilônia;

• Com sua fascinação por elementos mágicos e divinatórios, deram origem à Astrologia;
OS CALDEUS
• Os caldeus eram politeístas como os outros povos da região;

• Eram conhecidos por seus famosos magos (ashipu e tnashmashu), que conheciam
profundamente diversas artes como a adivinhação, a astrologia, fenômenos da natureza e a cura
de doenças, inclusive entendiam de contaminação e transmissão;

• Tinham fórmulas mágicas para várias delas, até epilepsia e distúrbios da mente;

• Os deuses mais cultuados eram Marduk, Ea e Eridu;

• Foi entre este povo que nasceu o conceito de magia do bem e magia do mal;
OS CALDEUS
• O império existiu até 539 AEC;

• Em 722 AEC, o Reino de Israel foi conquistado pelos assírios.

• Já o Reino de Judá sobreviveu até 587 AEC, quando foi arrasado pelos caldeus, que destruíram o Templo
de Jerusalém e levaram milhares de hebreus como prisioneiros para a Babilônia; esse episódio ficou
conhecido como Cativeiro da Babilônia;

• Quando os persas conquistaram a Babilónia, em 539 AEC, permitiram que os hebreus regressassem a Judá;
muitos, então, retornaram e lá reconstruíram o Templo de Jerusalém.
OS CALDEUS
OS FENÍCIOS
• Povo de língua semita, ligado aos cananeus da Palestina, teve sua origem entre as culturas suméria e acádia;

• A partir de 2500 AEC fundaram colônias às margens do Mediterrâneo, na região onde hoje é o Líbano;

• Foram exímios navegadores e comerciantes, tendo comercializado seus produtos por todo o mundo antigo;

• Os povos fenícios estavam organizados em cidades-estados como Biblos, Sidon, Tiro;

• Na Fenícia, as cidades-estados eram chefiadas pela elite mercantil e proprietária das embarcações, constituindo uma talassocracia (do
grego thálassa = mar, kratía = força, governo), ou seja, um governo centrado no domínio marítimo;

• Os fenícios chegaram a estabelecer rotas mercantis por todo o Mediterrâneo e até no litoral Atlântico do norte da África;

• Instalaram povoados em várias regiões no Mediterrâneo, verdadeiros entrepostos comerciais, como Cartago, no norte da África.
OS FENÍCIOS
• Foram os inventores do alfabeto, fonético simplificado,
composto de 22 letras, que, incorporado pelos gregos e
romanos, serviu de base para o alfabeto ocidental atual,
tendo contribuído para a escrita de diversos povos;

• Os fenícios desenvolveram a Astronomia, associada às


essenciais técnicas de navegação, e a Matemática, ligada
às necessidades do comércio;

• As diversas cidades-estados cultuavam vários deuses, os


mais importantes geralmente denominados Baal (do
hebraico Bahal = senhor), associados ao Sol, e Astarteia,
simbolizada pela Lua e que representa a fecundidade.
OS FENÍCIOS
OS FILISTEUS
• Antiga civilização cretense que migrou para a Palestina após a guerra de Troia;
• Construíam cidades avançadas e eram bons comerciantes;
• Possuíam armas de ferro, enquanto as tribos da região ainda estavam no bronze;
• Foram inimigos ferrenhos dos hebreus, durante toda sua existência;
• Golias, lendário gigante morto por Davi, era filisteu;
• Eram politeístas, mas não possuíam um Deus absoluto sobre os demais;
• Cada cidade cultuava uma divindade diferente;
• A divindade mais popular era Baal Tzebu, o senhor das moscas;
• Durante a hegemonia do Império Assírio, conheceram um momento de esplendor;
• Foram dizimados pelos babilônios, após a aniquilação da Assíria.
OS FILISTEUS
OS PERSAS
• A Pérsia localizava-se no imenso Planalto do Irã, entre o mar Cáspio, ao norte, e o Golfo Pérsico, ao sul. Ali, por volta de
2000 AEC, estabeleceram-se diferentes povos, entre os quais os medos (ao norte) e os persas (ao sul);

• Os primeiros a constituir um reino foram os medos (século VII AEC) e, durante esse processo, dominaram os persas,
governados na época pela dinastia dos Aquemênidas;

• Por volta de 550 AEC, no entanto, o rei persa Ciro, o Grande, venceu os medos e impôs seu domínio aos habitantes do
Planalto do Irã, fundando assim o Império Persa;

• Depois, com o objetivo de conquistar riquezas e povos, o rei Ciro montou um poderoso exército, dotado de cavalaria e
carros de guerra. Seus sucessores, os imperadores Cambises II e Dario I, comandaram novas conquistas e, com isso, o
Império Persa atingiu sua extensão máxima, abrangendo terras que iam do Egito, a oeste, até a índia, a leste.
OS PERSAS
OS PERSAS
• Para controlar um território gigantesco e caracterizado por enorme diversidade étnica e cultural, Dario I dividiu o
Império Persa em províncias chamadas satrapias e nomeou um administrador — o sátrapa — para cada uma delas;

• O sátrapa era uma espécie de governador civil, mas não tinha autoridade militar; as forças militares de cada província
eram comandadas por um homem da confiança do rei. Além disso, o rei enviava às províncias regularmente inspetores
com uma poderosa guarda, a fim de investigar a conduta do governo; esses inspetores eram conhecidos como "olhos e
ouvidos do rei".

• Para agilizar o comércio, o deslocamento de tropas e a comunicação em todo o império, Dario I ordenou a
construção de uma ampla rede de estradas, das quais a mais famosa era a Estrada Real, que ligava Susa a Sardes e
tinha 2 600 quilômetros de extensão;
OS PERSAS
• No princípio, os persas eram politeístas;

• Entretanto, um profeta, Zoroastro ou Zaratrusta, por volta de 1200


AEC provocou uma verdadeira revolução na religião deste povo;

• O zoroastrismo é provavelmente a mais antiga religião


monoteísta/dualista;

• Principal deus era Ahura Mazda, e seu opositor era Ahriman;

• Em 313 AEC, o Império Persa, sob o comando de Dario III, caiu diante
do exército de Alexandre, o Grande, da Macedônia.
CONCLUINDO
• Ainda se poderia falar dos egípcios e dos hititas, mas
sobre Egito já se sabe demais e os hititas não tiveram
tão grande participação nos relatos bíblicos,
ressalvando-se o fato de que o Velho testamento os
considera como um povo cananeu.

• Fora isso restam os inúmeros povos tribais que


habitavam o território conquistado pelos hebreus.
Valer ver o mapa:

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