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2 - Ivas

O documento aborda rinossinusites, otite média aguda e faringo-amigdalite, destacando suas etiologias, quadros clínicos e tratamentos. A rinossinusite é causada principalmente por Streptococcus pneumoniae e pode levar a complicações como celulite periorbitária. A otite média aguda é comum em crianças e requer antibióticos em casos específicos, enquanto a faringo-amigdalite pode ser viral ou bacteriana, com diagnóstico feito por swab de orofaringe.

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Laryssa Lima
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O documento aborda rinossinusites, otite média aguda e faringo-amigdalite, destacando suas etiologias, quadros clínicos e tratamentos. A rinossinusite é causada principalmente por Streptococcus pneumoniae e pode levar a complicações como celulite periorbitária. A otite média aguda é comum em crianças e requer antibióticos em casos específicos, enquanto a faringo-amigdalite pode ser viral ou bacteriana, com diagnóstico feito por swab de orofaringe.

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RINOSSINUSITES

IVAS - SAIBA QUANDO INDICAR ANTIBIÓTICOS.


É a inflamação da mucosa dos seios paranasais (sinusites). Quando essa
inflamação se estende à mucosa nasal, chamados de rinossinusite
Etiologia: Streptococcus pneumoniae (principal). Moraxella catarrhalis,
Haemophylus influenza, Aspergillus (é um fungo. Pensar em pacientes
imunossuprimidos)
Fisiopatogenia: os seios maxilares e etmoidais já nascem formados. O
frontal e o esfenoidal iniciam sua aeração a partir do 4° ano de vida. São
importantes para umidificar e aquecer o ar que entra pelas narinas, além
produzirem muco e realizar a sua drenagem através dos óstios. Para que os
seios paranasais exerçam sua função de forma eficaz, é fundamental - (1) a
integridade dos óstios de drenagem (2) e do sistema mucociliar. Qualquer
alteração desses fatores pode resultar em um ambiente propício para o
desenvolvimento de bactérias
 Condições que obstruem os óstios: resfriados, desvio de septo,
deformidades anatômicas, hipertrofia de adenoide
 Condições que afetam o sistema mucociliar: resfriado, mucoviscidose,
discinesia ciliar
 Diminuição da imunidade sistêmica: quimioterapia, transplantados,
diabete, imunodeficiências congênitas ou adquiridas
Quadro clínico: pode haver dificuldade diagnóstica, pois os sintomas se
confundem com o da gripe.
Na sinusite bacteriana o paciente fica mais prostrado que na gripe. Ocorre
persistência dos sintomas gripais por mais de 10 dias, podendo ou não ter
dor facial/periorbitária.
Nos quadros que evoluem a partir de uma sinusite viral, observa-se melhora
inicial seguida por piora (geralmente entre o 6° e 7° dia)
Sintomas graves incluem febre > 39 graus, com secreção mucopurulenta há
3 dias
Exame físico: sinal da vela na oroscopia
Diagnóstico: clínico. TC e RM somente para avaliar complicações
Tratamento:
Coadjuvantes: corticoide nasal + lavagem nasal com soro fisiológico
Em pacientes com piora do quadro ou falha de melhora em 72 h, devemos
suspeitar de resistência a antibióticos. São fatores de risco para essa
resistência: idade < 2 anos, uso de ATB nos últimos 30 dias, frequentadores
de creche, internações recorrentes
Complicações: a complicação orbitária mais comum é a celulite
periorbitária, que se caracteriza por edema e eritema periorbitários. Casos
leves são tratados com amoxicilina e clavulanato
*Toda criança com celulite facial deve ser internada, para evitar que
ocorra uma possível meningite bacteriana por contiguidade*
A celulite intraorbitária é ainda mais grave, e pode causar prejuízos à visão
e proptose. Alguns sintomas incluem: diplopia, diminuição da acuidade
visual, oftalmoplegia, alterações dos reflexos pupilares. Fazer ATB
endovenoso de amplo espectro - ceftriaxona ou cefuroxim
Outras complicações: abscessos, meningite, trombose de seios cavernosos
OTITE MÉDIA AGUDA
É uma das infecções mais comuns da infância. Consiste na inflamação do
mucoperiósteo do ouvido médio, comum principalmente após IVAS. Pode se
estender à mastoide, fazendo exsudato e efusão no ouvido médio - o que
predispõe a várias complicações
A incidência entre menores de 5 anos é alta. Isso se dá pela conformação
anatômica imatura da criança - a tuba auditiva é mais curta e
horizontalizada - e por alterações do sistema mucociliar, principalmente por
conta de IVAS
Etiologia: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella
catarrharis e, ocasionalmente, S. aureus e pseudomonas
Quadro clínico: otalgia, febre, hipoacusia, irritabilidade
Ao exame físico: membrana timpânica abaulada e opaca. Hiperemia
também pode ocorrer
Tratamento:
Crianças < de 6 meses fazer ATB. Entre 6 meses e 2 anos, fazer ATB em
OMA grave e OMA bilateral sem gravidade. No caso da OMA sem gravidade,
observar e, se necessário, tratar com ATB
Na presença de mastoidite: fazer TC de crânio
FARINGO-AMIGDALITE
É a inflamação da mucosa faríngea, que quase sempre está associada à
tonsila
Acomete mais crianças entre 5-11 anos. É raro em menores de 3 anos
Pode ser viral ou bacteriana (os agentes etiológicos já foram citados)
Achados inespecíficos: febre, dor de garganta, exsudato faríngeo
Achados específicos: Herpangina (causada pelo Coxsackie vírus A)
Mononucleose: típica do adolescente. Febre bem prolongada (5-7 dias). Tem
hepatoesplenomegalia e linfonodo epitroclear
Como saber se é bactéria ou vírus? Na doença bacteriana, a criança
volta com piora do estado geral. Nesses casos, podem ocorrer também
vômitos, exantemas escarlatiniformes, petéquias em palato e linfonodos
cervicais dolorosos
Diagnóstico: swab de orofaringe
Tratamento: penicilinas, sintomáticos
*complicações: pulei*

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