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I Encontro Regional de Licenciaturas e Educação Básica (ERELEB)

Fórum das Licenciaturas de Itabaiana (2025)

AUTONOMIA E CURRÍCULO: REFLEXÕES SOBRE A APLICAÇÃO


DA BNCC NO ENSINO DE GEOGRAFIA

Lucas Santos Costa1 e Vanessa Santiago dos Santos2


1
Universidade Federal de Sergipe/Programa de Pós Graduação em
Geografia/[email protected]
2
Universidade Federal de Sergipe/Programa de Pós Graduação em
Geografia/[email protected]

A BNCC surge como um instrumento de democratização do ensino ao


determinar aprendizagens consideradas “relevantes” a todos os estudantes. No
entanto, seu caráter normativo levanta questionamentos sobre a real participação da
comunidade escolar em sua implementação.
A gestão democrática é parte do projeto de construção da democratização da
sociedade brasileira. Nesse sentido, a construção do projeto político-pedagógico, a
participação em conselhos, a eleição para diretores, a autonomia financeira, são processos
pedagógicos de aprendizagem da democracia, tanto para a comunidade escolar, quanto para
a comunidade em geral, porque a participação, depois de muitos e muitos anos de ditadura, é
um longo processo de construção. (Peroni, 2012, p. 26)

O objetivo deste estudo é analisar como a participação na construção e


aplicação da BNCC se manifesta nas escolas públicas, destacando os desafios e
limites enfrentados pelos gestores e professores. A pesquisa possui teor qualitativa,
por análise documental e revisão bibliográfica, complementada por entrevista
semiestruturada a um professor de Geografia do Centro de Excelência Dr. Augusto
César Leite (convidado via questionário online), com dados processados por análise
de conteúdo afim de captar percepções sobre as mudanças institucionais geradas
pela BNCC.
. No ponto de vista institucional a BNCC pode não representar grandes
avanços para alguns professores assim, segundo o professor “Ela acontece como
uma padronização, mas não significa um avanço ou retrocesso, uma mudança de
regras institucional, mas não e algo que vá fazer uma grande mudança.” Nessa
prática os efeitos das mudanças das regras ainda não são claros, mas essa reforma
ela limita a liberdade pedagógica do professor em sala de aula.

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28, 29 e 30 de maio de 2025 – Itabaiana - SE
I Encontro Regional de Licenciaturas e Educação Básica (ERELEB)
Fórum das Licenciaturas de Itabaiana (2025)

Em síntese, é notório a falta de políticas educacionais que atendam as


demandas pedagógicas de forma digna e que possibilite a difusão do pensamento
crítico do aluno, mas o grande objetivo das reformas educacionais são a
descentralização do conteúdo focando agora apenas no viés capitalista de produção
de massas. Segundo o professor “Isso é mais um elemento que tenta
institucionalmente fechar a liberdade pedagógica do professor, agora você tem um
roteiro pré-estabelecido.” sobretudo, conforme estabelecidos pelos regulamentos
institucionais as regras devem ser cumpridas, regras essas que tendem a diminuir a
autonomia do professor em sala de aula e o desenvolvimento intelectual do aluno.
Todavia, a estrutura curricular da Geografia já passou por diversas mudanças
até chegar ao conhecemos hoje com sua multidisciplinaridade na escola básica, mas
com as mudanças engendradas pela BNCC é notório a redução das categorias de
ensino da disciplina, segundo o professor “São extremamente generalizantes
quando tenta reduzir o sentido que a própria área tem [...] deixando o ensino muito
superficial” essas novas mudanças deixam nítida a não contribuição no
desenvolvimento cognitivo do aluno, fechando as linhas de discussão de uma
matéria que é diversa, e que trabalha variadas temáticas em sala de aula
entrelaçando pensamentos desde a Geografia física a humana.
Os resultados indicam que, embora a BNCC vise padronizar a educação,
muitos docentes não perceberam nela inovação substancial, pois ela reduz a
autonomia pedagógica e trata os conteúdos de forma superficial, especialmente em
Geografia . A imposição de roteiros pré-definidos dificulta a adaptação dos currículos
às realidades locais e culturais dos estudantes, e a falta de infraestrutura e de
gestão escolar qualificada compromete a efetiva aplicação das diretrizes propostas.
Para cumprir seu papel democratizante, é vital que o currículo seja
materializado em práticas pedagógicas alinhadas ao projeto político-pedagógico e
ao contexto sociocultural, fomentando atividades que desenvolvam o senso crítico e
a capacidade de leitura de mundo dos alunos por meio da aplicação da ciência à
realidade cotidiana .
REFERÊNCIAS
PERONI, V. M. A democratização da escola em tempos de parceria entre o pú-
blico e o privado. In: Rev. Pró-posições, Campinas, v. 23, n.2 (68), p. 19-31, Aces-
so em 26 abr. 2025

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28, 29 e 30 de maio de 2025 – Itabaiana - SE

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