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Ave 2023

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma síndrome neurológica aguda que resulta de distúrbios na circulação cerebral, sendo a terceira causa de morte nos EUA e a principal no Brasil. Existem diferentes tipos de AVE, incluindo isquêmico, hemorrágico e lacunar, cada um com suas características e fatores de risco. A reabilitação após um AVC deve ser multiprofissional e focar na recuperação das funções motoras e cognitivas do paciente.

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Tópicos abordados

  • Alterações comportamentais,
  • Tratamento individualizado,
  • Práxia,
  • Sintomas neurológicos,
  • Afasia,
  • Prognóstico,
  • Alterações afetivas,
  • Complicações,
  • Acidente Vascular Encefálico,
  • Déficit motor
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Ave 2023

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma síndrome neurológica aguda que resulta de distúrbios na circulação cerebral, sendo a terceira causa de morte nos EUA e a principal no Brasil. Existem diferentes tipos de AVE, incluindo isquêmico, hemorrágico e lacunar, cada um com suas características e fatores de risco. A reabilitação após um AVC deve ser multiprofissional e focar na recuperação das funções motoras e cognitivas do paciente.

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  • Sintomas neurológicos,
  • Afasia,
  • Prognóstico,
  • Alterações afetivas,
  • Complicações,
  • Acidente Vascular Encefálico,
  • Déficit motor

Acidente Vascular

Encefálico

ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO

 DEFINIÇÃO
O AVE é uma síndrome caracterizada por um déficit
neurológico de início agudo que persiste por mais de
24 horas, com um envolvimento focal ou global do
sistema nervoso central, que ocorre como resultado de
um distúrbio da circulação cerebral
(GREENBERG; AMINOFF; SIMON 2005)

Acidente Vascular Encefálico

- Ataque Isquêmico Transitório


(AIT):
sintomas neurológicos que duram
menos de 24 horas. Apresentam
resolução completa.

1
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO

 ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
• O AVE é considerado a terceira causa de morte nos Estados
Unidos
(LLOYD-JONES et al., 2010)

• Primeira causa de morte no Brasil (MANSUR et al., 2018; )

• O AVE, é a maior causa de incapacidades em adultos,


repercutindo diretamente na qualidade de vida do paciente (DEAN
et al, 2000)

Acidente Vascular Encefálico

 A mortalidade na fase aguda, nos


primeiros 30 dias, oscila entre 8 a 20%.
O risco de mortalidade no final do
primeiro ano é de 22%.

Acidente Vascular Encefálico

 O risco de recorrência de um AVC é


maior nos primeiros 30 dias após um
infarto cerebral. As taxas de recorrência
a longo prazo oscilam entre 4 a 14% ao
ano.

2
Acidente Vascular Encefálico

 Ocorrência:
 Um AVE ocorre quando um vaso
sanguíneo que transporta oxigênio para
o cérebro é bloqueado por um coágulo
ou sofre uma ruptura. (característica do
vaso).

Acidente Vascular Encefálico


Tipos
 AVE Isquêmico:
 Obstrução da irrigação sanguínea de determinada
área cerebral ou por diminuição da perfusão
sistêmica.
Pode ser decorrente de :
 . Uma obstrução arterial: um trombo ou um êmbolo;
 . Queda na pressão de perfusão sanguínea cerebral,
como nos estados de choque;
 . Uma obstrução na drenagem do sangue venoso,
como na trombose venosa.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

Zona de Penumbra

Nos primeiros instantes da redução do fluxo sanguíneo


cerebral inicia-se rápida degeneração do tecido cerebral.
A área central do acidente vascular morre em pouco
tempo, pois está praticamente sem nenhum fluxo de
sangue. A área ao seu redor (penumbra) possui um fluxo
de sangue reduzido, que se mantém viável por mais
tempo; é uma área parcialmente perfundida, mas ainda
viável, que deve-se concentrar os esforços terapêuticos.

3
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

Zona de Penumbra
Edema

10

Acidente Vascular Encefálico


Tipos

 AVE Hemorrágico:
 Ocorre devido à ruptura dos vasos que
irrigam o encéfalo.
 Pode se manifestar como uma
hemorragia subaracnóidea ou
hemorragia cerebral
intraparenquimatosa (associada à
hipertensão arterial)

11

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

12

4
Acidente Vascular Encefálico
Tipos

 AVE Lacunar:
 São pequenos AVCs (entupimentos
menores do que 1,5 cm) que podem
ocorrer em minúsculos vasos que
adentram as partes mais profundas do
cérebro. Geralmente, a pessoa pode tê-
los várias vezes sem perceber.

13

Acidente Vascular Encefálico


Tipos

 Edema Cerebral: Citotóxico


(Intracelular)
 Acontece dentro do corpo do neurônio, ele se
desenvolve rapidamente após um evento isquêmico.
 Após a diminuição do fluxo sanguíneo, um
desarranjo no funcionamento da bomba de sódio e
potássio na membrana celular, leva à retenção
celular de íons de sódio. O acúmulo de sódio na
célula causa uma rápida absorção de água
por osmose, com subsequente inchaço das células.

14

Acidente Vascular Encefálico


Tipos

 Edema Cerebral: Vasogênico


(Intersticial)
 Decorrência de dano às células
endoteliais, rompendo a barreira
hematoencefálica.
 Entrada de macromoléculas, como as
proteínas do plasma no espaço
intersticial.

15

5
Acidente Vascular Encefálico
Tipos

 Acumula-se líquido de 3 a 5 dias após o


AVE isquêmico e pode haver aumento
do conteúdo de agua no cérebro em até
10%.
 Gravidade: casos de herniação
transtentorial (tonsila do cerebelo)
seguida de óbito.
 Observar a PIC.

16

Acidente Vascular Encefálico


Etiologia-Isquêmico

 Embolia
 Aterosclerose
 Vasculites
 Tumores
 Fibrilação Ventricular
 Hipoperfusão
 PCR

17

Acidente Vascular Encefálico


Etiologia-Hemorrágico

 HAS
 MAV (aneurismas)
 Tumores

18

6
Acidente Vascular Encefálico
Fatores de risco modificáveis

 Obesidade;
 . Sedentarismo;
 . Uso excessivo de álcool;
 . Uso de drogas como cocaína ou metanfetaminas;
 . Hipertensão arterial.;
 . Colesterol alto (níveis superiores a 200mg/dL de
colesterol total);
 . Diabetes;
 . Tabagismo (ativo ou passivo);
 . Arritmia cardíaca, em especial a fibrilação atrial.

19

Acidente Vascular Encefálico


Fatores de risco não modificáveis

 História familiar de AVC, cardiopatia, infarto; ou história de AIT


prévio;
 . Idade: maiores de 55 anos; quanto maior a idade, maior o
risco de ter AVC;
 . Etnia: algumas raças em especial são mais propensas a ter
AVC (orientais, hispânicos, afro-descendentes, raça negra); em
brancos, maior risco de obstruções das carótidas por placas de
gordura;
 . Sexo: os homens tem risco maior do que mulheres; entretanto,
mulheres mais velhas podem ter maiores complicações
decorrentes de AVC e procedimentos de stents nas carótidas;
 . Doença arterial periférica, doença aterosclerótica das artérias
carótidas, gravidez e puerpério.

20

Acidente Vascular Encefálico


Fases

 Fase aguda duração: 24 hs Hiper


aguda
 2 -7 dias : aguda
 7 dias – 3 meses sub aguda inicial
 3-6 meses - subaguda tardia
 Acima de 6 meses: Crônica

21

7
Acidente Vascular Encefálico
Fases

• Estágio flácido – Ocorre uma hipotonia onde há perda motora


geral e sensorial severa. Todo o hemicorpo do paciente fica
acometido e ele não consegue se manter em pé por causa da
fraqueza e hipotonia.
• Estágio de recuperação – Momento em que há uma evolução
de hipotonia para um tônus normal. Geralmente essa evolução
acontece da região distal para proximal.
• Estágio espástico – Evolução para hipertonia com
espasticidade. Há uma recuperação inicial dos movimentos
proximais dos membros. O nível de espasticidade vai variar de
acordo com o nível e a extensão da lesão do sistema nervoso
central.

22

Quadro clinico

 Motoras:  Não motoras:


 Hemiplegia, hemiparesia,  Afasia, dislexia, déficit
monoparesia, sensitivo, alteração da
hemiparestesia, alteração percepção sensorial,
do tônus; déficit do déficits na
controle motor percepção/cognição, entre
relacionados à mobilidade outras.
e equilíbrio.

(ROWLAND, 1997)

(ROBERTS & GREENE, 1999; NARDINI, 2001)

23

Fisioterapia no A.V.C.

Psicoafetivos: depressão, ansiedade,


agressividade, labilidade
emocional,...
Cognitivos: memória, atenção e
concentração, déficits perceptuais, ...
Alterações da ligüagem:

24

8
Fisioterapia no A.V.C.

Os efeitos de um AVC
dependem da etiologia, da
gravidade, da localização do
acidente vascular cerebral e da
disponibilidade de fluxo
sanguíneo colateral.

25

Fisioterapia no A.V.C.

Fatores prognósticos: condições


presentes no momento da hospitalização e
que afetam negativamente a recuperação
funciona;
1. Idade
2. AVC anterior
3. Incontinência urinária
4. Alterações da percepção visual

26

Fisioterapia no A.V.C.

A reabilitação-readaptação pós AVC


deve ser, sempre que possível, integral,
ou seja, multiprofissional e
interprofissional, sendo a família um
membro imprescindível na equipe.

27

9
Fisioterapia no A.V.C.
Princípios da avaliação:

- Estabelecer, o quanto antes, a


gravidade da lesão e a extensão das
deficiências e incapacidades;

- Determinar o potencial de readaptação


e o prognóstico funcional;

28

Fisioterapia no A.V.C.

- Planejar um programa de tratamento


individualizado e acompanhar a
evolução;

- Possibilitar informações e orientações


ao doente, familiares, cuidadores e
membros da equipe de reabilitação.

29

Fisioterapia no A.V.C.

*Muitas vezes, o fato de descobrir a


perda de uma função particular
tem menos importância do que
comprovar a presença de uma
capacidade que possa favorecer a
reabilitação.

30

10
Fisioterapia no A.V.C.

 Avaliação das funções superiores (funções


cognitivas):
- Atenção
- Memória e orientação
- Habilidades perceptivas
- praxia

31

Fisioterapia no A.V.C.

 Avaliação da comunicação:
- afasia
- disartria

32

Fisioterapia no A.V.C.

 Avaliação funcional:
- função dos MMSS,
- função dos MMII,
- independência funcional.

33

11
Fisioterapia no A.V.C.

* É importante avaliar
enfermidades concomitantes,
como hipertensão, insuficiência
cardíaca, diabete mélitus,
doença pulmonar crônica,
doença vascular periférica,...

34

Fisioterapia no A.V.C.

 DESORDENS ASSOCIADAS
Alterações Cognitivas:
- Dificuldades na utilização de
habilidades cognitivas já adquiridas
anteriormente e na aquisição de
novos conhecimentos.
- Alterações da memória, atenção,
raciocínio lógico matemático e leitura.

35

Fisioterapia no A.V.C.
Alterações Comportamentais:

Agitação, irritabilidade, falta de


iniciativa, apatia, agressividade e
desinibição.

36

12
Fisioterapia no A.V.C.
Alterações Afetivas:

A depressão é o transtorno afetivo mais


freqüente após um acidente vascular
cerebral.

37

Fisioterapia no A.V.C.
Alterações de Linguagem:
- afasia: pode incluir alteração da
capacidade de se expressar através da
fala e da escrita, assim como da
compreensão da fala e da escrita.
(O comprometimento da escrita, quando não faz parte de um distúrbio
da linguagem, pode estar relacionado à dificuldade em movimentar o
membro superior dominante, ou à dificuldade em coordenar os
movimentos na presença de tremores ou de fraqueza muscular).

38

Fisioterapia no A.V.C.

O paciente pode, também, apresentar


alterações da fala resultantes de
comprometimento do aparelho fonador. As
mais comuns são disartria (dificuldade para
articular a palavra) e disfonia (alteração ou
enfraquecimento da voz).

39

13
Fisioterapia no A.V.C.

Dificuldades para a Alimentação:


- disfagia

40

Fisioterapia no A.V.C.
Complicações Decorrentes da
Imobilidade por Hemiparesia:

As complicações mais frequentemente


relacionadas com a imobilidade são:
posturas anormais nas extremidades,
dor no ombro parético, escaras de
decúbito e risco de trombose no
membro inferior paralisado.

41

Fisioterapia no A.V.C.

A espasticidade:
Predominantemente flexora nos MMSS
e extensora nos MMII.

42

14

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