AUTOCONHECIMENTO
1 - MAS POR QUÊ?
Ao tomar uma decisão, pense “mas por quê estou fazendo isso?”. Formule uma resposta
e se pergunte, novamente “mas por quê precisa ser dessa forma?”. Siga se perguntando
até que, por fim, a sua resposta seja satisfatória e lógica.
Esse exercício te ajuda a ser mais consciente das suas decisões. Muitas vezes, acabamos
decidindo antes de pensar ou até mesmo influenciados por pensamentos momentâneos,
que surgiram em momentos de raiva.
2 - NÃO PODE
Muitas vezes procrastinamos nossos objetivos ou tomamos decisões erradas porque os
resultados instantâneos são mais satisfatórios, ou, às vezes, mais fáceis de obter.
Por exemplo: comer uma fatia de bolo vai me deixar feliz agora, mas fazer 30 minutos de
caminhada só vai me deixar feliz daqui a algum tempo; portanto, vou comer o bolo e
deixar a parte difícil para depois.
A habilidade de dizer “não” para si mesmo precisa ser treinada, até que se torne um
hábito e você consiga resistir às tentações com mais facilidade. Assim, pratique dizer
“não” durante a rotina – experimente fazer isso três vezes por dia, por exemplo, até se
acostumar.
3 - ISSO É VERDADE, MESMO?
Infelizmente, muitas pessoas tendem a se ver de forma negativa, fazendo autocríticas
constantes. É muito importante saber reconhecer os próprios erros e se responsabilizar
por eles – mas isso é diferente de se criticar o tempo todo!
Muitas vezes assumimos internamente a culpa de situações que não estão sob o nosso
controle, gerando pensamentos negativos e crenças limitantes. Tudo isso só nos afasta
cada vez mais dos nossos objetivos. Tente pensar diferente: entenda que nem tudo o que
você pensa sobre si mesmo é uma verdade absoluta. É possível mudar a forma como
você se vê, com muito treino e paciência!
Sempre que um pensamento negativo surgir, tente parar e pensar: “isso é verdade,
mesmo? De onde esse pensamento surgiu? Afinal, por que me vejo dessa forma?”.
Da mesma forma, reflita sobre o que você costuma pensar das pessoas à sua volta ou
das situações pelas quais passa. Será que a sua primeira impressão está correta, ou é
fruto de um pensamento negativo?
Psicóloga Mirella Flammia
AUTOCONHECIMENTO
4 - O QUE VOCÊ ACHA?
Como vimos anteriormente, a forma como nos vemos pode ser um pouco distorcida
pelos pensamentos negativos. Por isso é importante tentarmos entender como as outras
pessoas nos veem – muitas vezes nos surpreendemos com a imagem que passamos
para o mundo!
Comece a perguntar para as pessoas mais próximas como elas te enxergam. Mas vá
com calma – não questione todo mundo o tempo todo! Tente lembrar ou anotar os
comentários que recebe e, com isso, analise quais comportamentos levam as pessoas a
te ver dessa forma. Você está satisfeito com a imagem que passa? Que aspectos você
gostaria de mudar e por quê?
Não se esqueça que a opinião de uma única pessoa não é uma verdade absoluta. Colete
opiniões diferentes e analise o que elas têm em comum. Para fazer uma análise mais
precisa, procure a diferença entre a visão dos seus colegas de trabalho, amigos próximos
e familiares – isso vai te dar uma ideia de como você se comporta em cada ambiente e
do que precisa ser mudado, mantido ou deixado para trás.
5 - ME SINTO....PORQUE...
Nesse exercício, você precisa preencher as lacunas da frase. Por exemplo: “me sinto
estressado porque tive problemas na escola” ou “me sinto feliz porque fiz uma
caminhada”.
Entender os seus sentimentos pode ser difícil. Afinal, nem sempre sabemos o motivo pelo
qual estamos tristes, estressados ou ansiosos. Com esse exercício de
autoconhecimento, porém, você vai criar o hábito de investigar o que está sentindo mais
à fundo; com o tempo, ao ver situações se repetirem, será capaz de prever como vai se
sentir e controlar melhor os sentimentos.
Isso não significa que você deve reprimir seus sentimentos assim que notá-los – pelo
contrário, é muito importante respeitar a forma como você se sente e o tempo que você
precisa para se recuperar. Esse exercício te estimula apenas a não se deixar controlar
pelos impulsos e não agir de cabeça quente. Além disso, ele ajuda a distinguir melhor
entre pensamento – sentimento – atitude.
Psicóloga Mirella Flammia