Produção Gráfica
Aula 06: Sistemas de cor - Colorimetria
Prof. Diego Brandão
A sistematização da cor surgiu pela necessidade
de sua reprodução com fidelidade.
A cor preferida interfere na escolha dos produtos
que compramos e, muitas vezes, é fator de
desistência do produto, quando não encontramos
a cor desejada.
Para entendermos a medida das cores,
estudaremos a colorimetria, bem como o
colorímetro - um dispositivo com a função de
medir a cor.
Colorímetro
• São utilizadas as três cores primárias do sistema
visual humano: vermelho, verde e azul, resultando
em um valor numérico dentro de um modelo de
cor CIE - Commission International de L’Eclairage.
• Separa as componentes RGB da luz dos monitores
de televisão, computadores, celulares e câmeras
digitais, similar ao olho humano.
• Utiliza filtros que imitam a resposta dos cones do
sistema visual humano e produz resultado
numérico em um dos modelos de cores CIE. O
modelo colorimétrico precisa representar duas
amostras de cor compatível com o mesmo valor
numérico.
• Permite a quantificação da cor e sua comparação
com outras cores.
Colorímetro portátil
Fonte: conteúdo digital do portal Estácio (educador.estacio.br)
Colorímetro
• Por meio da
quantificação, o valor
numérico determinado Modelo de colorímetro usado
permitirá sua classificação atualmente.
em uma escala de cores.
(1) Comprimento de onda
(2) impressão
(3) Fator de concentração
(4) Modo UV (Lâmpada de deutério),
(5) leitura
(6) compartimento de amostras
(7) Controle do Zero (100% T),
(8) Sensibilidade
(9) ON/OFF.
Fonte: conteúdo digital do portal Estácio (educador.estacio.br)
Espectrofotômetro
• Além da medida da cor, também é
necessário detectar a intensidade da
luz em cada comprimento de onda.
Para se conseguir essa medida
adicional nos diversos comprimentos
de onda, foi criado o
espectrofotômetro.
• O espectrofotômetro fornece uma
análise da amostra da cor relativa à
intensidade da luz em diversos
comprimentos de onda. É mais
recomendado do que o colorímetro
por causa de sua versatilidade em
poder realizar a tarefa de medir a cor.
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Espaços de cor
• A partir da segunda metade do século
XX, foi criado o Índice de Reprodução de
Cores (IRC) pela CIE. Os elementos
importantes desse modelo são as
definições dos iluminantes-padrão e as
especificações para o observador-
padrão. O observador-padrão CIE é
usado para se avaliar a cor de um objeto
em relação ao sistema visual humano.
• As luzes medidas pelo observador-
padrão foram divididas pelo
comprimento de onda em três zonas:
- a vermelha (ondas longas);
Esse sistema foi chamado de XYZ, medindo a quantidade de luz
- a verde (ondas médias);
existente em cada fatia do espectro percebido pelo observador-
- a azul (ondas curtas). padrão. Ele representa todo espectro visível.
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CIE-Lab ou CIELAB
• O espaço cromático CIE-Lab, que também pode ser
representado por CIELAB, é uma transformação do
espaço CIE-XYZ: no lugar das três cores primárias, as
cores foram definidas por L, a e b.
• O canal L representa a luminosidade da cor, entre 0
e 100, ou seja, do preto ao branco.
• O canal a representa a informação cromática entre
-50 e 50, variando entre a oposição do
vermelho/verde. Nesse canal, 0 representa a
neutralidade, números positivos indicam o
vermelho e números negativos indicam o verde.
• O b, tem o mesmo papel do a, apenas alterando a
representação pela oposição entre o amarelo e o
azul. Números positivos indicam tendência ao
amarelo e números negativos tendem ao azul.
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CIE-Lab ou CIELAB
• Com esse jogo de oposições, é possível
representar todas as cores existentes e
atribuir a elas uma coordenada no espaço
XYZ. Traduzindo a informação do modelo
XYZ para o LAB, é possível obtermos uma
posição exata da cor dentro do espaço de
cor que conseguimos enxergar.
• O modelo CIELAB funciona como um
tradutor universal de línguas entre os
dispositivos, permitindo controlar as cores
que passam de um para o outro,
correlacionando os valores em RGB ou
CMYK com os valores em LAB.
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HSB e HSL
• Esses dois espaços de cor são muito parecidos, ambos são referências de cor para imagens em cor-luz, a
diferença só existe no último valor de cada cor.
HSB – Hue-Saturation-Brightness (matiz-saturação-brilho) HSL – Hue-Saturation-Luminance (matiz-saturação-luminância)
O brilho de qualquer tonalidade pura é igual ao brilho do branco puro (HSB). A luminância de qualquer cor pura equivale à luminância de um
cinza médio (HSL). Mais utilizado por fotógrafos usando
equipamento digital.
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Sistemas de Impressão
• Os sistemas de impressão nos ajudam na hora de escolher a cor mais apropriada para cada projeto. Vejamos
alguns esquemas que já conhecemos: RGB e CMYK. Todo espaço de cores contém um modelo que descreve a
forma como as cores podem ser representadas:
RGB CMYK
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Sistemas de Impressão
Tríplica (três cores) em RGB
• O monitor do computador usa as três cores primárias do RGB (também chamadas de cor-luz) na construção de
todas as cores que conseguimos ver no monitor. O RGB é chamado de sistema aditivo de cores, por somar suas
primárias para conseguir as diversas tonalidades.
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Sistemas de Impressão
Quadrúplica (quatro cores) em CMYK
• A impressora usa quatro cartuchos para conseguir reproduzir menos cores do que o monitor cria com apenas
três primárias. O CMYK (também chamado cor-pigmento funciona subtraindo a sensação de cor ao misturar suas
primárias.
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Sistemas de Impressão Digital
Realizada por meio de um arquivo de computador e transfere a imagem da mídia que receberá a impressão.
Impressão à jato de tinta
• É feita por meio de gotejamento de microgotas de tinta sobre o papel ou outro suporte, que deve ter a
propriedade de absorver o pigmento dissolvido em água ou outro solvente químico. O computador informa às
placas eletrônicas da impressora sobre onde depositar a tinta.
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Sistemas de Impressão Digital
Impressão à laser
• A impressora a laser possui uma placa eletrônica que recebe informações para a formação da imagem. O circuito
eletrônico controla uma barra de laser e cria um campo em um cinto atraindo o toner (pó com pigmento) na
forma da imagem desejada. A imagem em pó é transferida para a mídia (papel ou outro substrato) e a mesma é
fundida ao papel por meio de calor.
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Sistemas de Impressão Digital
Impressão à cera
• Parecida com a impressão a jato de tinta, a diferença está no pigmento, contido em tubos de cera sólida, que
são derretidos antes de irem para as cabeças de impressão e gotejam sobre a mídia. Não é utilizada
profissionalmente, apenas uso pessoal e em escritórios.
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Sistemas de Impressão Digital
Impressão 3D
• A impressora 3D cria produtos com três dimensões: altura, largura e profundidade. Cria objetos a partir de
modelos digitais. Utiliza energia laser concentrada para fundir pós metálicos em objetos 3D.
Fonte: conteúdo digital do portal Estácio (educador.estacio.br)
Impressão Offset
• Utiliza placas metálicas. A imagem é separada em cores
CMYK (Ciano, Magenta, Amarelo, Preto) com uma placa
para cada cor. As placas metálicas são hoje gravadas em
um equipamento chamado CTP (Computer to Plate -
Computador para Placa).
1. Dentro da impressora, a chapa é alimentada com água e
tinta gordurosa, os pontos gravados da chapa atraem a tinta
(a gordura da tinta) e o restante da chapa atrai a água que
repele a tinta.
2. A imagem formada passa para um rolo que transfere a
tinta para o papel ou outra mídia que a absorve.
3. É necessário aguardar que a tinta seque antes de
imprimir o verso e/ou cortar o papel.
4. Entretanto, há impressoras com cinco torres: quatro para
a alimentação das tintas nas cores CMYK e uma que aplica
um verniz de secagem rápida que depois é aquecido e seca,
o que reduz muito o tempo de produção.
Fonte: conteúdo digital do portal Estácio (educador.estacio.br)
Impressão Serigráfica
• A aplicação de tinta é feita sobre uma
tela com pontos vazados na imagem
que se quer reproduzir. A tinta é
derramada e espalhada com um rodo
sobre a tela. A tinta passa pelo local em
que o ponto é vazado, imprimindo a
imagem.
Fonte: conteúdo digital do portal Estácio (educador.estacio.br)