ESTADO DO ACRE
POLÍCIA MILITAR
BATALHÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS - BOPE
2ª COMPANHIA DE CHOQUE - RONDAS OSTENSIVAS TÁTICO MÓVEL -
ROTAM
DOUTRINA DE RONDAS OSTENSIVAS TÁTICO MOVÉL
2ª COMPANHIA DE POLICIAMENTO DE CHOQUE
Rio Branco - 2020
2
SUMÁRIO
CAPÍTULO I
DAS CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO, COMPETÊNCIAS E DEVERES ................ 6
1 MISSÃO........................................................................................................................ 6
2 SUBORDINAÇÃO ....................................................................................................... 6
2.1 Atuação ................................................................................................................................. 7
3 DOS SÍMBOLOS E COMENDAS DA ROTAM ......................................................... 8
3.1 Da comenda de ROTAM ..................................................................................................... 9
4 ORGANIZAÇÃO .......................................................................................................... 9
5 FARDAMENTO, EQUIPAMENTO E ARMAMENTO DA EQUIPE DE ROTAM 11
5.1 As dotações individuais serão: .................................................................................... 11
5.2 A dotação coletiva será: .............................................................................................. 12
CAPÍTULO II
DO SERVIÇO ............................................................................................................... 15
1 COSTUMES ................................................................................................................ 15
2 ETAPAS DO SERVIÇO DE ROTAM ....................................................................... 16
2.1 Início do serviço .......................................................................................................... 16
2.2 educação física e treinamento......... ..................................................................1616
3 DEVERES E COMPETÊNCIAS NO RÁDIO PATRULHAMENTO ....................... 18
3.1 Cmt da patrulha/ROTAM comando ............................................................................ 19
3.2 Primeiro patrulheiro [comandante da equipe] ............................................................. 21
3.3 Segundo patrulheiro [motorista].................................................................................. 23
3.4 Terceiro patrulheiro [segurança] ................................................................................. 25
3.5 Quarto patruleiro [revistador]...................................................................................... 27
3.6 Quinto patrulheiro [canoinha] ..................................................................................... 29
4 CIRCUNSTÂNCIAS DO SERVIÇO ROTAM .......................................................... 31
5 MODALIDADES DO SERVIÇO ROTAM ............................................................... 31
6 SEGURANÇA NO PATRULHAMENTO DE ROTAM............................................ 32
7 DO TÉRMINO DE SERVIÇO.....................................................................................35
3
CAPITULO III
DOS PROCEDIMENTOS NO PATRULHAMENTO ....................................... .......36
1 NA ÁREA DE ATUAÇÃO..................................................................................... ....36
2 PROCEDIMENTO EM LOCAIS PÚBLICOS ........................................................... 37
3 PROCEDIMENTOS EM LOCAIS DE OCORRÊNCIA ............................................ 38
4 OCORRÊNCIAS ENVOLVENDO NUMERÁRIO ................................................... 41
5 OCORREÊCIAS ENVOLVENDO POLICIAIS CIVIS, POLICIAIS MILITARES,
POLICIAIS FEDERAIS E MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS.......................41
6 OCORRÊNCIAS DE RESISTÊNCIA SEGUIDA DE MORTE: ............................... 42
7 EM OCORRÊNCIA DE TRÁFICO E USO DE ENTORPECENTES ....................... 44
7.1 Aspectos relevantes ..................................................................................................... 44
7.2 Entorpecentes injetáveis .............................................................................................. 44
7.3 Drogas usadas com maior freqüência .......................................................................... 45
8 LOCAL DE CRIME .................................................................................................... 46
8.1 Preservação do local de crime ..................................................................................... 46
8.2 Ação policial no local de crime contra a pessoa.......................................................... 47
9 EM GERENCIAMENTO DE CRISE ......................................................................... 48
9.1 Regras básicas a serem seguidas ................................................................................. 50
9.2 Critérios para tomada de decisão................................................................................. 51
CAPÍTULO IV
DAS ABORDAGENS ................................................................................................... 52
1 PRINCÍPIOS DE ABORDAGEM.......................................................................... 52
1.1 Amparo legal ................................................................................................................. 53
2 BUSCA PESSOAL ................................................................................................. 54
3 NÍVEIS DE ALERTA E NÍVEIS DE ABORDAGEM POLICIAL ...................... 55
3.1 Níveis de alerta .............................................................................................................. 55
3.2 Níveis de abordagem ..................................................................................................... 56
4 TÉCNICAS DE ABORDAGEM A PESSOAS ISOLADAS E/OU EM GRUPO . 57
4.1 Abordagem de pessoas a pé no lado direito da viatura ................................................. 59
4.2 Abordagem de pessoas a pé no lado esquerdo da viatura ............................................. 64
4.3 Abordagem e vistoria de veículos de passeio e utilitários............................................. 66
4.4 Abordagem com apoio – 02 VTRS ............................................................................... 75
4
4.5 Abordagem e vistoria de motocicletas .......................................................................... 77
4.6 Abordagem e vistoria de vans [transporte coletivo/escolares] ...................................... 84
4.7 Abordagem e vistoria em ônibus [transporte coletivo/escolares].................................. 90
4.8 Abordagem e vistoria em caminhões .......................................................................... 100
CAPÍTULO V
CHOQUE MOTORIZADO/CHOQUE LIGEIRO ................................................... 52
1 CONCEITO .......................................................................................................... 108
1.1 Causas de Disturbios Civis .......................................................................................... 108
1.2 Grupamentos Humanos ............................................................................................... 108
1.3 Formas de Expressão do Coletivo Social ...................................................................... 53
2 FATORES QUE INFLUENCIAM AS TRANSFORMAÇÕES NO COLETIVO
SOCIAL................................................................................................................... 54
3 FATORES PSICOLÓGICOS QUE INFLUENCIAM O COMPORTAMENTO DOS
INDIVÍDUOS ....................................................................................................... 110
4 PRIORIDADE NO EMPREGO DOS MEIOS .................................................... 154
5 FUNÇÕES BÁSICAS .......................................................................................... 113
6 FUNÇÕES POR VIATURAS/BARCAS .......................................................... 1544
7 COMANDOS À VIVA VOZ ............................................................................... 116
8 DAS FORMAÇÕES DE CHOQUE MOTORIZADO/LIGEIRO ........................ 117
8.1 Simbologia .................................................................................................................. 117
9 GRANADAS E MUNIÇÕES DE IMPACTO CONTROLADOS ....................... 131
CAPÍTULO VI
ESCOLTAS ................................................................................................................. 134
1 NORMAS GERAIS DE ESCOLTA..................................................................... 134
2 RECEBIMENTO DE PRESO ............................................................................. 135
3 CONDUÇÃO DE PRESO .................................................................................... 135
4 APRESENTAÇÃO E ENTREGA DE PRESO ................................................... 136
5 LOCOMOÇÃO – MEIOS E PROCEDIMENTOS .............................................. 137
5.1 Por automóvel ............................................................................................................. 138
6 UTILIZAÇÃO DE SANITÁRIOS ...................................................................... 138
5
7 ESCOLTA EM VELÓRIOS ................................................................................. 138
8 ESCOLTA EM HOSPITAIS ................................................................................ 139
9 DEVERES DOS COMPONENTES DA ESCOLTA ........................................... 140
10 COMBOIO ROTAM .......................................................................................... 141
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 142
6
DOUTRINA DE RONDAS OSTENSIVAS TÁTICO MÓVEL: ABORDAGEM,
TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS DE ROTAM
CAPÍTULO I
DAS CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO, COMPETÊNCIAS E DEVERES
1 MISSÃO
Executar o Policiamento Ostensivo Tático Móvel Especializado com Operações em
todo o estado do Acre, visando prevenir, combater e reprimir a criminalidade violenta
[roubos, assaltos a bancos, sequestro relâmpago, brigas de gangues, ações de choque e choque
ligeiro, etc.] e ao crime organizado [tráfico de drogas e outras formas], bem como atuar em
graves perturbações da ordem pública [rebeliões em estabelecimentos penais, invasões de
terras e em fatos de comoção e clamor social através da atuação de Choque
Motorizado/Choque Ligeiro.
2 SUBORDINAÇÃO
As Equipes de ROTAM, formam a 2ª Companhia de Policiamento de Choque – 2°
CPChoque e integram o Batalhão de Operações Especiais com subordinação de acordo com a
as diretrizes organizacionais da PMAC e ao Comando Geral, e são integradas
operacionalmente pelo Centro de Integrado de Operações de Segurança Pública – CIOSP,
devendo para situações especiais serem acionadas por intermédio do Oficial de Operações do
BOPE ou pelo Comandante da Cia.
A Cia de ROTAM pode subdividir-se em três pelotões destacados:
1° Pelotão com atuação em 3° malha na Região do Baixo Acre: Rio Branco, Senador
Guiomard, Sena Madureira, Porto Acre, Capixaba, Plácido de Castro, Acrelândia, Manuel
Urbano, Santa Rosa do Purus.
2° Pelotão com atuação em 3° malha na Região do Juruá – Tarauacá- Envira:
Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Taumaturgo, Tarauacá, Feijó,
Porto Walter, Jordão.
3° Pelotão com atuação em 3° malha na Região do Alto Acre: Brasiléia, Xapuri,
Epitaciolândia, Assis Brasil.
O 2° pelotão de ROTAM/CZS fica hierarquicamente subordinada ao Diretor
Operacional, que pode delegar a operacionalização do efetivo ao Comando do 6° BPM, mas
7
vincula-se doutrinariamente a Cia de ROTAM/BOPE, podendo inclusive, ser acionada, em
caso de necessidade para operações em todo estado, a critério do Comandante Geral e o
Diretor Operacional.
O 3° pelotão de ROTAM/Brasiléia fica hierarquicamente subordinada ao Diretor
Operacional, que pode delegar a operacionalização do efetivo ao comando do 5° BPM, mas
vincula-se doutrinariamente a Cia de ROTAM/BOPE, podendo inclusive, ser acionada, em
caso de necessidade para operações em todo estado.
2.1 ATUAÇÃO
A atuação e emprego das equipes de 2°CPChoque/ ROTAM obedecem a um
critério científico conhecido na literatura policial como “malha protetora”. O conceito de
malha protetora é abstraído da atividade de escalonamento de esforços de atuação e
recobrimento tratada como "Teoria da Malha Protetora", concebida assim por Almeida (1984).
Almeida (1984. p. 71) elucida a malha protetora no seguinte sentido “o policiamento
ostensivo, ação característica e básica da manutenção da ordem pública, é como uma malha
protetora distendida por toda Região Metropolitana de Belo Horizonte, RMBH, tendo por
objetivo a tranquilidade pública”.
Trazendo para a realidade regional acreana compreende-se 1ª Malha – a atuação do
policiamento ordinário realizada em níveis de Batalhão, Companhia ou Pelotões de área onde
o emprego do efetivo policial é voltado para atendimento das demandas ordinárias do serviço,
sem que sejam demandados outros recursos especializados ou especiais de intervenção
policial. Exemplo: policiamento de área, PO comunitário, RP.
A 2ª Malha – compreende a atuação, de Apoio ou Reforço em nível Tático, ao
policiamento ordinário organizado e estruturado em níveis de Batalhão, Companhia ou
Pelotões de área, com o emprego de tropa de FORÇA TÁTICA/TÁTICO com a utilização do
efetivo policial voltado para atendimento das demandas extraordinárias do serviço, que o
serviço ordinário não deu conta do atendimento, para isso utilizam-se recursos especializados
ou especiais de intervenção policial. Exemplo: Força Tática, Patamo, Tático Móvel, etc;
A 3ª Malha – compreende a atuação e o emprego de policiamento especializado de
Patrulhamento Tático Móvel e Choque Motorizado/ligeiro organizado e estruturado em nível
de Batalhão, Companhia ou Pelotão especializado, para atendimento de demandas policiais
extraordinárias que demande o emprego de recursos especializados/especiais, em nível
estadual, em suporte e apoio ao policiamento de 1ª e 2ª malha. Exemplo: ROTAM, CHOQUE.
A 4ª Malha – compreende a atuação e o emprego das Tropas Especiais organizadas e
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estruturadas em nível de Batalhão, Companhia ou Pelotão especializado para atendimento de
demandas extraordinárias, especiais, extravagantes, ameaças exógenas, ações táticas
especiais, operações especiais urbana e/ou rural e ainda ameaças terroristas. Exemplo: COE –
Operações Especiais, Ações Táticas Especiais e etc.
Desse modo, o 2°CPChoque/ ROTAM atuará como força de resposta e pronto
emprego por meio de patrulhamento tático móvel e ações de choque motorizado e choque
ligeiro, no recobrimento da 3ª malha protetora, que engloba a atuação em todo o território do
estado do Acre, tendo como missão geral de estar em permanente condição de acionamento e
com adestramento para atuar preventiva e/ou repressivamente, isolada ou em conjunto com
outras Forças, nos locais onde ocorra ou haja uma iminência de perturbação da ordem,
cabendo-lhe especificamente a repressão a criminalidade contra as ações de grupos e facções
criminosas, e intervenções de choque e choque ligeiro.
Os Batalhões de Área, portanto, não poderão instituir unidades, grupos de ROTAM,
podendo, entretanto, instituir modalidades de policiamento até o nível de 2ª malha; desde que
com o devido treinamento específico, ministrado pela ROTAM/2ºCPChoque, para a atuação
de reforço do policiamento de 1º malha sendo de responsabilidade do Comandante Geral e do
Diretor Operacional a criação, institucionalização de policiamento especializados na Capital
ou interior para os níveis de 3ª e 4ª malha.
3 DOS SIMBOLOS e COMENDAS DA ROTAM
Constituem-se símbolos da ROTAM o RAIO Vermelho, o BRACAL, a Oração do
Patrulheiro Tático e a BANDEIRA com BRASÃO da ROTAM.
O RAIO representa as ações das tropas de ação imediata, descendo da direita para
esquerda, na cor vermelha que caracteriza o orgulho e o poder, destacando-se pela força,
rapidez, energia e precisão nas ações das unidades de patrulhamento tático especializadas,
bem como, simboliza ainda, o sangue derramado de todos os guerreiros da ROTAM que um
dia morreram em combate, no cumprimento de sua missão ou ao término de sua jornada.
O BRAÇAL representa a força e suor dedicado por todo operacional da ROTAM na
construção da identidade institucional da Cia, é desenhado no formato de um escudo francês
clássico com linhas na cor cinza, cor esta que simboliza a estabilidade, o sucesso e a
qualidade de uma tropa. No interior deste escudo, tem-se o fundo preto, simbolizando o
asfalto, principal teatro de operações das Rondas Ostensivas. Centralizado e sobre o fundo
preto, estará a abreviatura das letras iniciais deste processo de policiamento, Rondas
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Ostensivas Tático Móvel - ROTAM em dourado simbolizando a riqueza e a nobreza nas
ocorrências especializadas atendidas e preconizadas na missão da ROTAM. Em um plano de
fundo está o RAIO vermelho característico das ações das tropas de ação imediata, descendo
da direita para esquerda, na cor vermelha que caracteriza o orgulho e o poder, destacando-se
pela força, rapidez, energia e precisão nas ações das unidades de patrulhamento tático
especializados, bem como, simboliza ainda, o sangue derramado de todos os guerreiros da
ROTAM que um dia morreram em combate, no cumprimento de sua missão ou ao término de
sua jornada. Sobre o escudo francês estão as letras iniciais da Polícia Militar do Estado do
Acre, corporação a qual pertence a tropa de Rondas Ostensivas Tático Móvel.
A ORACAO do patrulheiro tático simboliza a fé e a sujeição da vida de todo
patrulheiro tático nas mãos do único DEUS TODO PODEROSO – JEOVÁ, de quem provem
a força e a vida para o cumprimento da missão por Ele confiada a cada patrulheiro tático.
A BANDEIRA com BRASÃO da ROTAM é o estandarte que representa o território
no qual se estabelece nossa morada, nossa vida e a nossa missão policial militar.
O desrespeito e desdenho por qualquer policial militar aos símbolos da ROTAM
constitui falta disciplinar grave, e ainda poderá sujeitar as consequências da legislação penal
militar, de acordo com as normas vigentes.
3.1 DA COMENDA DE ROTAM
Constitui COMENDA da ROTAM – o Braçal de ROTAM e conselho dos bravos –
Tal condecoração poderá ser conferida, exclusivamente, pelo Comandante da Cia de ROTAM
e será simbolizada, por meio da entrega de adereço a ser regulamentado no âmbito interno da
Cia. Tal moção visa dar destaque e honraria a policial militar pertencente a ROTAM que
sobressair-se no exercício de suas funções, em suas qualidades morais e na sua devotação a
missão de ROTAM. Além do uso dos símbolos pertinentes a ele conferido, o militar
condecorado comporá a ordem do Conselho dos Bravos – conselho consultivo e guardião da
doutrina de ROTAM no estado do Acre.
4 ORGANIZAÇÃO
O 2°CPChoque/ROTAM, portanto, constitui-se em tropa especializada, treinada para
a prevenção e o combate à criminalidade violenta, atendendo a ocorrências de vulto como:
tráfico de drogas, roubos executados por quadrilhas, latrocínios, extorsões mediante
sequestro, ocorrências com reféns e ocorrências que envolvam ações de Choque Ligeiro.
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O Grupo de Choque Ligeiro sempre será composto, por 6 (seis) viaturas leves e no
mínimo 4 (quatro) viaturas com dezesseis homens, sendo: 01 Cmt [oficial], 01 auxiliar do
Cmt, 01 atirador, 02 lançador/granadeiro e 01 segurança, 06 escudeiros [soldado] e 04
motoristas que ficam a fazer segurança das viaturas, onde cada viatura constitui uma Equipe
de Choque Ligeiro.
Excepcionalmente, em caso de deficiência de efetivo, poderá ser constituído “Grupo
de Intervenção Primária” composto por :01 CMT , 01 atirador, 02 lançadores/granadeiro, 01
segurança, 04 escudeiros e 03 motoristas.
A depender da necessidade e empregabilidade operacional o 2°CPChoque/ROTAM
atuará com formação “full” de um pelotão completo, companhia ou batalhão de choque.
As viaturas de quatro rodas, de médio porte, serão compostas por guarnições de no
mínimo 04 (quatro) policiais militares com as seguintes denominações:
1) 1º Patrulheiro – Cmt da Equipe;
2) 2º Patrulheiro – Motorista;
3) 3º Patrulheiro – Segurança;
4) 4º Patrulheiro – Revistador e Escriba;
5) 5º Patrulheiro – Estagiário.
As equipes estarão, a princípio, sob o comando de um graduado que estará
diretamente subordinado ao ROTAM COMANDO, com armamentos e equipamentos
específicos, uniforme característico, que propiciam melhores condições de progressão, tanto
no ambiente urbano como no rural.
Uma tropa diferenciada que possui uma forte capacidade de ação e reação na
prevenção e repressão ao crime, principalmente por meio das abordagens e busca pessoal.
(Imagem) Equipe ROTAM
Motorista 2º 1 Cmt Equipe
º
Segurança 3º 5º 4º Segurança (Anotador)
11
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
5 FARDAMENTO, EQUIPAMENTO E ARMAMENTO DA EQUIPE DE ROTAM
O uniforme adotado pela ROTAM/2°CPChoque será o 4º B camuflado, com Braçal
característico da Cia posicionado no braço esquerdo, além de outros equipamentos e
acessórios a serem utilizados na atividade operacional.
O cinto de guarnição do patrulheiro que deverá conter obrigatoriamente:
a) Coldre tático de perna;
b) Porta algema;
c) Porta carregador duplo de pistola;
5.1 AS DOTAÇÕES INDIVIDUAIS SERÃO:
a. Arma de porte com 02 carregadores em carga completa, no mínimo;
b) Canivete;
c) ALEE [Taser];
d) Bastão policial [90cm];
e) Colete balístico;
f) Colete tático;
g) Rádio de comunicação portátil [HT];
h) 01 [um] par de algemas;
i) Algemas descartáveis [táticas];
j) Lanternas tática;
k) Bloco de anotações, documentos e canetas;
l) Alicate; Pasta, na cor preta, contendo Boletim de Ocorrência, relatórios
diversos, além de toda documentação inerente ao serviço;
m) Luvas descartáveis;
n) Capacete anti-tumulto;
o) Perneiras
12
5.2 A DOTAÇÃO COLETIVA SERÁ:
a) Submetralhadora e/ou carabina de dotação da PMAC, com no mínimo 03 (três)
carregadores em carga completa;
b) Fuzil de dotação da PMAC;
c) Munições extras para todos os armamentos das equipes;
d) Escudos.
e) Alicate Corta Frio
f) Aríete
g) Arma de condutividade Elétrica
h) Espingarda calibre 12 GU de dotação da PMAC
i) Fita zebrada.
j) UNIFORME:
- A Guarnição (GU) de ROTAM usará fardamento CAMUFLADO
URBANO;
- A MANGA da gandola DEVERÁ ser DOBRADA, salvo em
Operações de Choque devendo ser até o punho;
- O BRAÇAL de ROTAM deverá ser usado no braço ESQUERDO;
- A COBERTURA, DEVERÁ ser a BOINA na cor Preta, com
insígnia da ROTAM, salvo em Operações de Choque devendo ser
utilizado o gorro tropical camuflado;
- A CAPA DO COLETE SERÁ TÁTICA, devendo constar o
emborrachado da ROTAM nas costas;
- É VEDADO o uso de BORNAL de perna no serviço de ROTAM;
- É VEDADO o uso de ÓCULOS ESCURO no serviço de ROTAM,
exceto com prescrição médica;
- É VEDADO o uso do Braçal e insígnias da ROTAM, e demais
emborrachados de nome da ROTAM, fora do serviço especializado de
ROTAM;
- É opcional o uso da faca operacional, desde que em bainha de couro;
- O cinto de GU deverá ser composto por 01 (um) coldre operacional de
perna, 01 (um) par de Portas Carregador (a ser posicionado ao lado
oposto do coldre de arma), 01 Porta Algema (a ser posicionado na
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lateral do cinto de GU, após o prolongamento do coldre de perna, e 01
(uma) faca com bainha preta (a quem possuir) (a quem possuir)).
k) COMPOSIÇÃO DA GU DE ROTAM:
- A GU DE ROTAM deverá ser composta por no mínimo 04 (Quatro)
POLICIAIS: (01 Comandante (sempre o mais antigo da GU), 01
Motorista, 02 Patrulheiros).
l) ARMAMENTO DE ROTAM.
- É obrigatória a cautela de Armamento Longo por todos os integrantes
das guarnições de ROTAM;
- A viatura de ROTAM deverá está equipada com 04 Carabinas, 01 Cal.
12, 01 Bornal Químico, 01 Bornal de munições de elastômero e 02 Escudo, 03
Bastões (sendo que apenas o Comandante 01 e o Patrulheiro 03 portarão as
Carabinas em pronto emprego durante patrulhamento e em condições de
normalidade);
- As viaturas de ROTAM em ações de CHOQUE LIGEIRO deverão ser
composta de caixa ROTAM, com todos os equipamentos já utilizados no
serviço diário, incluindo: 2 Cal 12, 2 AM 600/AM 640, extintor ou manta
térmica, e quantos outros equipamentos que se achar necessário.
- O Bornal Químico de uma Equipe de Rotam deverá ser composto por
no mínimo as seguintes munições químicas: 2 granadas GB 708, 2 granadas
GB 705, 2 granadas GB 704, 3 granadas GL 304, 3 granadas GL 305, 3
granadas GL 307, 3 granadas GL 308, 5 granadas GL 300 T, 5 granadas GL
300 T hyper, 3 granadas GL 302, 5 granadas GL 201, 4 granadas GL 202, 4
granadas GL 203 L, 4 granadas GL 203 T; 2 granadas SS601.
- Spargidor GL 108 MINI OC Aerosol/Espuma;
- Spargidor GL 108 MAX OC Aerosol/Espuma.
- O Bornal de munições de elastómero de uma Equipe de Rotam deverá
ser composto por no mínimo as seguintes munições: AM 403/P, AM 404, AM
404 E, AM 404 12E, AM 470.
- É vedada a cautela temporária ou permanente, fora de situação de
serviço, sem a devida autorização do comando, de armamento longo ou
munições químicas comumente empregadas em serviço;
- A limpeza/manutenção do Armamento é obrigatória sendo de
responsabilidade de cada policial o aprestamento do equipamento e sua devida
devolução a reserva de armas em condições;
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l) VIATURA DE ROTAM
- A viatura de ROTAM, preferencialmente, deverá ser tipo Caminhonete com
tração nas quatro rodas e com compartimento de preso;
- Ao ser cautelada para o serviço, a viatura deverá ser vistoriada por meio de
CheckList, bem como ser verificada todas as condições de higiene do veículo;
- Qualquer alteração deverá ser informada a quem de direito.
m) EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PARA AÇÕES DE
CHOQUE
- Capacete anti-tumulto;
- Perneiras;
- Tonfas;
- Colete balístico.
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CAPÍTULO II
DO SERVIÇO
1 COSTUMES
A unidade de 2°CPChoque/ROTAM é uma unidade que cultiva tradições e costumes
oriundos de uma doutrina nacional sendo de fundamental importância a sua observância para
a caracterização de uma unidade especializada em Patrulhamento Tático Móvel e Choque
Ligeiro.
Diariamente seus militares estão comprometidos em manter-se condicionados
mentalmente e fisicamente. Um corpo que preserva a postura ilibada, tendo como carro chefe
a segurança, seriedade e atenção durante as ações desenvolvidas.
Nas primeiras horas do crepúsculo matutino dar-se início um cerimonial. Uma rotina
que começará com a formatura matinal [Parada Diária].
Logo após a parada e antes da montagem do serviço de 2°CPChoque/ROTAM, o
graduado mais antigo no serviço [ROTAM CMD] fará uso de uma instrução previamente
determinada pelo planejamento estratégico do comando da unidade.
Tal instrução tem por finalidade a formação continuada e a manutenção do
condicionamento físico e técnico dos militares, um adestramento contendo recomendações
sobre o policiamento e as missões especificas, exercícios e atividades físicas, com duração de
duas horas “[...] horas antes do início das rondas, jogam futebol [...], fazem física e organizam
brincadeiras. Para descontrair [...], a tensão é muito grande” (TELHADA, 2011, p. 538).
As horas lúdicas também faz parte dessa rotina, minutos que são trabalhados a parte
psicológica dos militares, pois a segurança está diretamente ligada ao preparo mental do
profissional.
Ao termino das instruções, o militar, armado e equipado, entra em forma, por
equipes.
Os comandantes de equipe vão à frente, seguidos pelos motoristas, 3º patrulheiros, 4º
patrulheiros, e quando existindo os 5º patrulheiros [estagiários].
Antes do embarque das equipes, o ROTAM CMD distribui as informações de caráter
geral, área de atuação de cada equipe e suas missões. Dispostas, quando possível na formação
em linha, onde as equipes mais modernas fiquem à esquerda da mais antiga- equipe ROTAM
CMD.
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Durante a prelação até o deslocamento para o teatro de operação, as viaturas devem
obrigatoriamente permanecer funcionando, com as portas abertas, luz intermitente acionados,
farol e pisca – alerta ligados, de modo a facilitar o embarque das equipes e verificar eventuais
problemas na viatura.
Por conseguinte, um militar é escolhido pelo mais graduado de serviço para declamar
A ORAÇÃO DO PATRULHEIRO TÁTICO e com a tropa na posição de “sentido” a
oração é proferida. Uma prece, que visa preparar espiritualmente o policial para sua missão
desta forma:
ORAÇÃO DO PATRULHEIRO TÁTICO
"Senhor Deus;
Vós que tudo comandais;
Vós que guiais teus soldados pelos caminhos da dignidade e da vitória;
Concedei-nos a força e a coragem para lutar;
A perseverança dos bravos;
A humildade dos heróis;
E a fé que nos torna invencíveis.
Concedei-nos também Senhor;
No fragor do combate;
Ainda que seja grande a tormenta em nossos corações;
A Tua incomparável honra;
A Tua infinita justiça;
E a Tua fiel lealdade;
Para que o mal sucumba para sempre diante de nós;
Amém.
ROTAM! ROTAM! ROTAM!
Com a finalização do momento espiritual da unidade e seguindo os costumes castrenses, a
tropa embarca nas respectivas viaturas [Vt’s] de forma acelerada. Após isso, as Viaturas
capitaneadas pelo ROTAM CMD acionam a sirene, testando os diversos sinais sonoros.
As viaturas de deslocam-se para o teatro de operação. Um procedimento de Pel Chq
Mtz que dar-se com todos militares embarcados, sempre em coluna por um, após o ROTAM
CMD considerar que tudo está em prefeito estado.
2 ETAPAS DO SERVIÇO DE ROTAM
2.1 INÍCIO DO SERVIÇO
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a) O regime da escala de serviço obedecerá ao determinado pelo comando da
unidade não devendo ultrapassar 12 (doze) horas devido às condições desse tipo de
policiamento
b) Com a chegada à Base, os Patrulheiros dirigir-se-ão à reserva de armamento da
Unidade, para acautelamento de todo o armamento e/ou equipamento individuais e coletivos
para o serviço. Após o acautelamento dos equipamentos individuais dos motoristas, estes
assumem as viaturas e verificam as condições para operar com segurança, lançando as
alterações em ficha própria. Após a verificação, as viaturas devem ser posicionadas para a
saída da Base.
c) O responsável por equipar as viaturas [3º patrulheiro] sob orientação dos
Comandantes de equipe, equipam suas viaturas, com armamento e equipamento de uso
coletivo bem como equipamentos para o emprego do choque motorizado.
d) Após a revista da tropa e ajustes de escalas e documentação para início do
serviço, feitos pelo Adjunto do Pelotão, seguirá os costumes da unidade, o programa de
instrução e atuação previsto em QTS.
e) As áreas de atuação das EQUIPES são designadas pela Escala de Serviço
confeccionadas pela seção de operações do BOPE ou P1 do BOPE ou de acordo com
alterações estabelecidas e determinadas pelo COMANDO DO BOPE ou pelo ROTAM CMD
durante o serviço, com devida autorização do comandante da unidade.
f) Antes do embarque, o patrulheiro que estiver levando qualquer quantia de
dinheiro acima do suficiente para gastos com alimentação deverá informar ROTAM CMD e o
CMT de equipe, para se evitar qualquer suspeita em ocorrências envolvendo grande
quantidade dinheiro.
g) Por telefone, o 4º Patrulheiro da ROTAM CMD, ou qualquer outro patrulheiro
designado pelo Comandante da Equipe, informa ao CIOSP sobre a entrada na área de serviço
dos prefixos de ROTAM e suas áreas de atuação do patrulhamento realizado pelas equipes.
Caso haja dificuldade no contato, o ROTAM CMD informa a entrada na área de serviço dos
prefixos de ROTAM, via rede rádio. Esta ação será realizada exatamente no horário previsto
para início do serviço.
h) Após todos os ajustes para o início do serviço de Patrulhamento o ROTAM
Comando recebe a apresentação da Equipe realizada pelo Adjunto do Pelotão repassando as
orientações para o serviço, sendo realizada a oração do Patrulheiro Tático antes do
deslocamento para a área de serviço.
18
i) ,A saída da Base é feita em comboio, guiado pela viatura de ROTAM
Comando com faróis acesos e sinais luminosos e, quando for o caso, os sonoros, ligados,
seguido pelos outros prefixos da Equipe por antiguidade, em direção à área de atuação
prevista em Escala de Serviço, ou de acordo com a determinação do Comando da unidade.
j) A Equipe somente deverá sair para o patrulhamento ordinário e /ou
extraordinário numa composição mínima de quatro patrulheiros.
k) O serviço deverá sair para o patrulhamento ordinário e /ou extraordinário numa
composição mínima de duas viaturas, sendo uma delas a ROTAM COMANDO. Caso o
pessoal, equipamento e/ou material [viatura] não alcance a composição mínima, o efetivo
deverá permanecer aquartelado na base recebendo instruções do oficial de serviço durante a
situação de prontidão, saindo apenas em casos de apoio específico, solicitado pelo ROTAM
CMD.
l) Somente mediante ordem e autorização, será dada liberdade de ação para as
equipes atuarem. Para proteger o motorista devem-se evitar veículos trafegando na lateral
esquerda da viatura, com isso, o deslocamento do comboio deverá ocorrer pela faixa da
esquerda e na velocidade regulamentar da via, salvo quando por conveniência para
atendimento de ocorrência.
2.2 EDUCAÇÃO FÍSICA E TREINAMENTO
A instrução e educação física policial militar é uma das condições “sine qua non”
(imprescindíveis) de existência de uma tropa especializada, haja vista que, aqueles que irão
operar em condições extremas devem, em tese, estar adestrados na prática de procedimentos
para tal, diminuindo desta forma a possibilidade de erros.
A instrução na ROTAM iniciar-se-á às 07:00 horas com a educação física ou
realizando-se a prática de técnicas operacionais diversas conforme Quadro de Trabalho
Semanal (QTS), de acordo com planejamento do P-3 da ROTAM, inclusive finais de semana
e feriados, com duração mínima de duas horas;
Somente em casos excepcionais tais como perturbação grave da ordem pública,
formaturas externas ou ocorrências de grande vulto, é que não haverá instrução, porém com o
conhecimento e aquiescência do Comandante da ROTAM.
3 DEVERES E COMPETÊNCIAS NO PATRULHAMENTO TÁTICO MÓVEL
19
O patrulhamento tático móvel é caracterizado pelo seu estado expectante; de vidros
abertos; transitando próximo ao contrafluxo; quando parado em semáforos, mantém uma
distância do veículo da frente; com armamento em condições de emprego; sempre com braço
na janela, numa postura ereta e serena.
À noite, este policiamento utilizando o fator surpresa “a velocidade se reduz para 30
a 20km por hora, todas luzes se apagam. A equipe inteira, com olhar atento à rua, passa a
controlar qualquer movimento suspeito na escuridão. (BARCELLOS, 2012, p. 255). Cada
componente embarcado numa viatura [Vtr] de ROTAM terá sua função e o dever de
preservar, além da segurança, o pundonor da classe. Este tacitamente assinou um contrato
social quando voluntário para adentrar no seio desta tropa, um compromisso de sempre servir
e proteger a sociedade mesmo com o risco da própria vida.
3.1 CMT DA PATRULHA/ROTAM COMANDO
Este representa o Comandante da unidade, uma função que possui a atribuição de
COORDENAR, ACOMPANHAR, DIRIGIR, ORIENTAR E FISCALIZAR todas as
atividades de Policiamento Ostensivo Geral da ROTAM, em qualquer modalidade, no
processo a pé e motorizado. Um Oficial subalterno da unidade, podendo ser um Aspirante a
Oficial portador de Curso ou Estágio especializado em Patrulhamento Tático Motorizado, ou
o graduado mais antigo da ROTAM que se encontra de serviço.
O ROTAM COMANDO é o coordenador do policiamento, e possui as seguintes
atribuições:
a) Fiscalizar a montagem do serviço, verificando se os mapas de controle de
viaturas com suas respectivas equipes encontram-se corretas;
b) Primar pela apresentação individual, correção de postura e atitudes, própria e
de todos os militares de serviço;
c) Verificar com antecedência se todas as viaturas se encontram em condições de
montagem do serviço, tomando as medidas cabíveis para resolução dos problemas;
d) Não permitir que se faça substituições nas equipes, evitando com isso
transtornos administrativos na montagem do serviço, só fazendo em caso de extrema
necessidade;
e) Fazer que se faça zelar pelas Pastas das Viaturas, devendo entregar no início do
serviço a cada comandante de equipe e recebê-las de volta no término do serviço;
20
f) Fazer documentações pertinentes ao serviço, com todas as alterações
identificadas, informando as ocorrências havidas em seu serviço, ao Oficial de Operações ou
ao adjunto do Oficial de Operações, bem como entregar toda documentação confeccionada
durante o serviço para que este lance em seu relatório.
g) É o Responsável pelo COMANDO, CONTROLE, COORDENAÇÃO,
ORIENTAÇÃO, ORGANIZAÇÃO, APOIO E ACOMPANHAMENTO a viaturas FT
envolvidas em ocorrências complexas.
h) Deverá deixar bem claro a todos quanto a definição de atribuições quanto ao
comandamento, subordinação e tática operacional no terreno;
i) É o “porta voz” da PTR, sendo ele o responsável pelo contato via rádio com o
CIOSP, evitando que as equipes se tornem acéfalas em permanências desnecessárias em
Distritos Policiais;
j) Zelar para que toda atividade e/ou serviço, seja efetuado com eficiência e
eficácia, acompanhar o arranchamento da tropa informando qualquer anormalidade com
respeito a confecção do alimento e atraso na distribuição da alimentação pela empresa
prestadora de serviço;
k) Manter contato com o Oficial Gerente de Operações do CIOSP, a fim de
verificar se existe alguma ocorrência de grande vulto em andamento ou alguma prevista.
l) Sempre que uma viatura de ROTAM conduz uma ocorrência à Delegacia da
área, o ROTAM COMANDO deverá colher informações do comandante da equipe
responsável e prestar-lhe apoio, caso seja necessário.
m) Dar conhecimento imediato ao Comandante da unidade, de todas as
ocorrências que exigirem pronta intervenção daquele Comando;
n) Intervir mediante ordem do escalão superior, na solução de ocorrências
envolvendo militares, policiais civis, autoridades e outras que requeiram a ação de comando,
sem deixar de dar conhecimento sobre o fato ao Oficial de Operações do BOPE, ao Gerente
de Operações do CIOSP e ao Comandante da Companhia, sempre que necessário.
o) Zelar para que em todas as ocasiões haja cordialidade e urbanidade para com o
público externo bem como seja mantida a disciplina e a hierarquia entre o público interno;
p) Cobrar o pronto do armamento dos armeiros de serviço;
q) Inspecionar as viaturas de serviço, orientar os motoristas e informar qualquer
alteração ao Comandante desta unidade.
21
3.2 PRIMEIRO PATRULHEIRO [Comandante da Equipe]
O PRIMEIRO patrulheiro é o comandante da equipe, que além de comandar,
coordena e controla a equipe.
A ele cabem todas as iniciativas para a resolução de ocorrências, sendo assessorado
pelos demais integrantes. Quando embarcado, patrulha a parte frontal, a lateral direita e a
retaguarda pelo espelho retrovisor direito, e ainda opera a sirene, rotor-Light (todos os
dispositivos sinalizadores do veículo) além do rádio da viatura. Nas abordagens, é responsável
pelo gerenciamento da abordagem e também pelas verbalizações com os abordados.
O PRIMEIRO patrulheiro possui as seguintes atribuições:
a) Determina todas as ações e trabalhos dos componentes da equipe, mantendo-se
sempre à frente das ocorrências atendidas, tomando as decisões e evitando divergências de
opiniões na guarnição e confusão nos abordados e/ou vítimas, propiciando um verdadeiro
entrelaçamento das missões de cada um no interior da viatura, lembramos sempre que “... um
patrulheiro sempre trabalha em função do outro, se um falhar, pode vir a compromete a
integridade dos demais”;
b) Velar pela postura e compostura de seus subordinados, dentro do quartel e
principalmente durante o patrulhamento, ocasião em que o policial militar está diretamente
em contato com o público, portanto, alvo de críticas que poderão ofuscar o bom nome da
Corporação;
c) Os policias da equipe encontram-se em condições físicas e psicológicas de
trabalhar, bem como, apresentação pessoal de casa um sob seu comando direto, farda limpa e
passada, cabelo e barba cortado e coturnos engraxados;
d) Coibir o uso de força desnecessária, mas quando o uso desta for inevitável,
tomar todas as medidas cabíveis e legais para que fique bem claro o tipo de ação praticada
pelo abordado;
e) Colher todas as informações necessárias para o atendimento da ocorrência de
forma mais segura, bem como para informar as demais viaturas da ROTAM ou da área que
estão deslocando para a mesma, pois a primeira viatura a chegar no local de crime é a mais
importante, por quê com base nas informações colhidas por esta equipe, é que as demais
viaturas poderão direcionar o policiamento;
f) Providenciar, quando necessário, o isolamento dos locais de crime e arrolar
testemunhas;
22
g) Acionar, via CIOPS, autoridades competentes para cada tipo de ocorrência
[IML, DP Especializada, Perícia, Bombeiros e etc];
h) Ser o relações públicas da ROTAM, através do bom e pronto atendimento a
sociedade, de forma educada e cordial;
i) Elevar o moral da equipe, evitando pessimismo, preguiça, etc;
j) É o responsável, nos deslocamentos, em patrulhar a parte frontal da viatura e
sua retaguarda, sempre que possível fazendo uso do espelho retrovisor direito;
k) Em sua viatura é o encarregado das comunicações via rádio e acionamento dos
equipamentos luminosos e sonoros;
l) Quando necessário deve estar sempre pronto a assumir qualquer função dentro
da viatura;
m) Nas abordagens policiais é o detentor da “unidade de comando da equipe”,
realiza as entrevistas preliminares e conduz a ocorrência dentro dos padrões adotados;
n) Sua responsabilidade durante a injusta agressão [o revide contra tiros] recai
contra o “meliante-passageiro” lado direito e banco traseiro lado direito se for necessário, por
estar enquadrando-se no seu ângulo, e se o caso exigir desembarcar, abrigando-se e revidando
o ataque dos agressores;
o) Verificar se algum dos policias da equipe encontra-se com grande quantia em
dinheiro e o motivo, informando ao ROTAM CMDO, visando evitar possíveis reclamações;
p) Fiscalizar se todo o armamento, equipamento e material disponível para a
equipe estão em condições segura de uso e limpos;
q) Preservar a integridade física, cobrando e fazendo o uso correto do colete
balístico, do armamento, das técnicas de imobilização e condução de presos, etc.;
r) Quando houver o envolvimento de outras OPM’s em determinadas ocorrência
ou operações, tratar com o máximo de respeito e camaradagem os policiais, mesmo que a
recíproca não seja a mesma, lembre-se a POLÍCIA MILITAR é uma só e não importa quem
vai realizar a prisão ou condução do marginal, nem tampouco quem apresente a matéria para a
imprensa, o que importa é que seja preso ou morto sem por risco a vida de nenhum PM, ou
civil, o nosso inimigo é o marginal, por isso, não podemos omitir nenhum tipo de informação
a policiais militares de outras unidades.
s) Responsável por toda documentação de serviço produzida pela Equipe;
t) Responsável pela apresentação das ocorrências atendidas a seu superior imediato e
outras autoridades;
23
(Imagem) RESPONSABILIDADE NO PATRULHAMENTO
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas / ROTAM, 2011, p.18.
(adaptado)
3.3 SEGUNDO PATRULHEIRO [Motorista]
O motorista da viatura é o responsável pela limpeza, inspeção e condução segura da
viatura. Quando em patrulhamento tem a função precípua de dirigir a viatura primando pela
direção defensiva.
Em acompanhamento, preocupa-se primordialmente com o trânsito e atento às
informações dos outros patrulheiros sobre a rota do veículo acompanhado. Durante as
abordagens, é responsável pela segurança geral das equipes e pela comunicação rádio, seja
para solicitar dados dos abordados ou para solicitar apoio.
O motorista sempre obedecerá às de regras de trânsito, exceto quando em caso de
urgência e/ou emergência, porém com todos os cuidados necessários a fim de evitar acidentes.
As viaturas de ROTAM deverão estar devidamente identificadas por dispositivos
regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente, observadas as
disposições contidas no artigo 29, inciso VII, da lei 9.503/97, Código de Trânsito Brasileiro.
O SEGUNDO patrulheiro possui as seguintes atribuições:
a) Este policial é responsável pela viatura, limpeza e condução;
24
b) Como patrulheiro, aproveita-se dos espelhos retrovisores para aumentar seu
ângulo de visão, atingindo aproximadamente 360º;
c) Nas abordagens policiais é responsável pela segurança e visão periférica do
local, orientando quanto a surpresas e novidades garantindo a perfeita segurança da equipe
sendo sua posição determinada pelo terreno e pelo grau de risco abordagem;
d) Como membro da equipe deve estar sempre pronto a assumir qualquer função
dentro da viatura;
e) Em patrulhamento utiliza a viatura em velocidade reduzida para facilitar a
observação dos patrulheiros [20 KM/H];
f) Observar nos casos de “vias de mão-dupla” a regra de circulação padrão
adotada para o benefício deste patrulhamento, procurando ocupar, sempre que possível, a
faixa da esquerda da via, pois se assim proceder permitirá ao 3º Patrulheiro a visão do
“contrafluxo de veículos”;
g) Quando parar a viatura, deve sempre deixá-la a uma distância igual ou superior
a um veículo [aproximadamente 2 a 3 metros], isto em relação ao veículo a sua frente e
quando estiver na espera de cruzar semáforos, prevendo e calculando também as vias de fuga-
rápida do local caso necessário;
h) Estacionar a viatura sempre em condições de rápido deslocamento do local,
fazendo 45º graus calçada quando possível [espinha de peixe], não podendo permitir a
existência de qualquer obstáculo à frente;
i) Posiciona sempre a viatura com sua frente voltada para a via;
j) Dirigir defensivamente com cortesia e respeito aos demais motoristas e
transeuntes de um modo geral, cumprindo as regras de circulação, evitando desgaste
desnecessários, bom motorista policial não é o que corre mais e sim o que dirige de forma
segura, conhece bem os caminhos que podem ser usados para chegar ao local da ocorrência
sem risco a vida da equipe ou de terceiros e sem danificar a viatura desnecessariamente,
lembrando que a todo momento estão sendo vistos pela sociedade;
k) No atendimento de ocorrências ou quando a equipe está desembarcada, manter-
se sempre atento ao rádio para possíveis chamadas ou para solicitar apoio se for o caso;
l) Vistoriar a viatura, com atenção especial ao xadrez sempre que realizar a
entrega de presos e/ou feridos e ao passar a viatura.
m) Procurar sempre se atualizar quanto ao conhecimento do local de atuação (Vias
principais, PS, DP e pontos referenciais);
n) Informar, quando necessário, situação em que se encontra a equipe;
25
(Imagem) RESPONSABILIDADE NO PATRULHAMENTO
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
3.4 TERCEIRO PATRULHEIRO [Segurança]
O TERCEIRO patrulheiro é o segurança da equipe. Uma de suas missões, no início
do serviço, auxiliado pelo 4º Patrulheiro, é a de equipar a viatura [equipamento e armamento]
de acordo com o que for designado pelo comandante da equipe. Quando embarcado, faz a
segurança do motorista, patrulhando [observando] a parte lateral esquerda e retaguarda da
viatura. Nas abordagens, é o responsável pela segurança da equipe e dos abordados.
O TERCEIRO patrulheiro possui as seguintes atribuições:
a) Será o mais antigo e experiente do banco traseiro, sua responsabilidade é
apoiar o 2º Patrulheiro no seu ângulo de patrulhamento, lateral esquerda, contrafluxo e a
retaguarda da viatura. Seu ângulo de patrulhamento é de aproximadamente 180º;
b) Quando em patrulhamento faz a segurança do motorista;
c) É o responsável pelo equipamento, munição extra e armamento extra da
viatura, sendo que na ausência do Cmt é o responsável e mais indicado a tomar iniciativa pelo
Cmt;
26
d) Nas abordagens de transeuntes passa a assumir a segurança do policial
revistador;
e) É responsável em recolher provas, apreender objetos que configurem corpo de
delito;
f) Em se tratando de veículos abordados, funciona como o único contato com o
Cmt Eq, e ainda sim por sinais codificados, para não despertar emoções dos abordados e não
chamar a atenção de transeuntes curiosos, sinais estes que devem ser também acompanhados
por toda a equipe;
g) Como membro da equipe deve estar sempre pronto a assumir qualquer função
dentro da viatura;
h) Sua responsabilidade durante a injusta agressão [o revide contra tiros] recai
contra o meliante-motorista e banco traseiro lado esquerdo, por estar enquadrando-se no seu
ângulo, e se o caso exigir desembarcar, abrigando-se e revidando o ataque dos agressores;
i) Quando passar por algum veículo ou parar ao lado, prestar atenção nas pessoas
que estão em seu interior, verificar se o veículo encontra-se com irregularidades como ligação
direta, fios elétricos aparecendo no painel demonstrando que o rádio foi arrancado, atitude das
pessoas ao perceberem que estão sendo observados, objetos entre os bancos, etc;
j) Auxiliar motorista e o 4º Patrulheiro na manutenção da viatura.
k) Ao final do serviço coordena a “desequipagem” de todos os materiais de uso
coletivo [equipamento e armamento].
(Imagem) RESPONSABILIDADE NO PATRULHAMENTO
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
27
3.5 QUARTO PATRULEIRO [revistador]
O QUARTO patrulheiro é o Revistador [revistador] da equipe. Quando embarcado é
o anotador, responsável por toda documentação da equipe, bem como anotações de alerta
geral emitido via rádio, assim, além de ficar atento às comunicações do rádio da viatura,
devendo observar as outras frequências através de um rádio HT.
Este militar patrulha a lateral direita e retaguarda da viatura e é também responsável
por observar e informar, a todo momento, a localização exata da equipe, caso seja necessário
solicitar apoio.
É responsável ainda, por municiar os carregadores vazios em caso de
acompanhamento com troca de tiros, já que os responsáveis pelos disparos enquanto a equipe
estiver embarcada são o 1º Patrulheiro pelo lado direito e o 3º pelo lado esquerdo da viatura.
Desembarcado, é responsável direto pela segurança do Comandante da equipe,
acompanhando-o em todas as situações. Quando na realização de abordagens pelos
patrulheiros tem a função de realizar a busca pessoal, a vistoria em interior de veículos e
estabelecimentos comerciais.
O QUARTO patrulheiro possui as seguintes atribuições:
a) É o responsável pela escrituração de documentação, relatórios [quando for
determinado], anotações de “alertas gerais para viatura(s)”, veículos produto de roubo ou
furto, informações gerais repassadas via rádio ou por transeuntes, sobre características de
meliantes procurados, após ocorrências.
b) É o responsável direto em apoiar o 1º Patrulheiro [Cmt Eq] em seu ângulo de
patrulhamento. Patrulha a lateral direita e retaguarda da viatura;
c) Quando a viatura estiver em deslocamento é responsável em observar os
veículos no fluxo normal. Seu ângulo de patrulhamento e visão é de aproximadamente 180º;
d) Na falta do 5º Patrulheiro, é responsável pelas situações registradas na
retaguarda da viatura, quando possível a visualização, o que aumenta seu ângulo de
patrulhamento e responsabilidade, eliminando a possibilidade da equipe ser surpreendida e ter
sua integridade comprometida;
e) Como membro da equipe deve estar sempre pronto a assumir qualquer função
dentro da viatura;
f) Quando a equipe adentra em locais não conhecidos é ele o primeiro a se situar
e procurar saber do nome da rua, logradouro ou beco, através de placas de esquina ou por
28
cidadãos moradores do local, para estar pronto a solicitar um possível pedido de apoio e
fornecer com exatidão o local de ocorrência;
g) É responsável também pela escrituração dos dados de pessoas e veículos
abordados pela equipe, para posteriormente informar ao CIOSP;
h) Confirma no formulário se o veículo ou os abordados não estão sendo
procurados;
i) Quando passar por algum veículo ou parar ao lado, prestar atenção nas pessoas
que estão em seu interior, verificar se o veículo encontra-se com irregularidades como ligação
direta, fios elétricos aparecendo no painel demonstrando que o rádio foi arrancado, atitude das
pessoas ao perceberem que estão sendo observados, objetos entre os bancos, etc;
j) Juntamente com o 3º Patrulheiro, equipar a viatura, tendo como
responsabilidade principal, manter a pasta de documentação em dia, lanterna [mesmo de dia],
guias de endereço, luvas descartáveis, etc;
k) Auxiliar motorista e o 3º Patrulheiro na manutenção da viatura.
(Imagem) RESPONSABILIDADE NO PATRULHAMENTO
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
29
3.6 QUINTO PATRULHEIRO [Estagiário]
O QUINTO patrulheiro é o segurança ou estagiário. Quando embarcado, assume as
funções do 4º Patrulheiro, além de operar o rádio em caso de acompanhamento com troca de
tiros. Desembarcado, é responsável pela segurança externa da equipe, podendo auxiliar o 2º
Patrulheiro, ou auxiliar o 1º ou ainda auxiliar o 4º nas buscas pessoais dependendo do número
de abordados.
Quando o quinto patrulheiro for estagiário, este apenas observa a movimentação e os
procedimentos da equipe sendo sempre avaliado pelo PRIMEIRO patrulheiro. Como
componente da equipe, seu lugar é reservado no centro do banco traseiro.
A função de ESTAGIÁRIO é necessária tanto no ciclo de oficiais, praças especiais,
graduados ou soldados recém-chegados na unidade, por ser oportuno para todos terem
conhecimento da doutrina empregada em patrulhamento tático motorizado, conduta
operacional, mística, além de propiciar ao estagiário a oportunidade de conhecer os diversos
formulários existentes no âmbito da unidade.
O QUINTO patrulheiro possui as seguintes atribuições:
a) Quando apto e se for necessário assumirá as funções do 4º patrulheiro;
b) O QUINTO patrulheiro não possui ângulo certo de patrulhamento, exceção
feita a retaguarda, quando possível a visualização, que é sua competência avisar alterações
imediatamente ao Cmt da equipe, para as providências de segurança;
c) Sua responsabilidade durante a injusta agressão [o revide contra tiros] é apenas
em repor a arma municiada aos 3º e 4º patrulheiro, e se o caso exigir desembarcar, abrigando-se
e revidando o ataque dos agressores;
d) Auxiliar motorista, o 3º e o 4º patrulheiro na manutenção da viatura.
Na função de estagiário o militar submetido a Estágio Operacional com duração de
15 (quinze) serviços. Devendo ser observado a cada 5 (cinco) serviços avaliação de critérios,
abaixo especificados:
5 (cinco) primeiros serviços – Avalição pessoal que consiste em observar aspectos de
camaradagem, companheirismo, postura, conduta e prestatividade.
5 (cinco) serviços subsequentes – Avaliação doutrinária - Observar o cumprimento
da doutrina e as regulamentações fixadas pelo Comando da Cia.
30
5 (cinco) serviços finais – Avaliação Operacional que consiste em avaliar o
estagiário quanto ao perfil operacional e o adestramento das funções policiais, inerentes a
ROTAM.
O décimo quinto serviço será realizada uma avaliação geral diretamente pelo
Comandante de Cia ou de Pelotão ou Cmt d Gu designado pelo Comando.
O estágio operacional será
Durante o período de estágio é vedado ao estagiário o uso de insígnia e o braçal de
ROTAM, e a boina será lisa, sem qualquer insígnia, inclusive sem as insígnias da corporação
ou do Batalhão ou de outros cursos.
É vedado também durante o estágio a participação do estagiário em grupos
eletrônicos da Cia.
Durante o período de estágio será designado padrinho ao estagiário, o qual terá a
função de instruir o militar sobre a doutrina da ROTAM e todas as outras determinações da
Cia.
Ao término do estágio, em sem se obtendo conceito favorável, será entregue ao
militar insígnias e braçal da ROTAM, em cerimônia fechada aos integrantes designados para tal
ato, devendo ainda o militar prestar o seguinte juramento:
AO CONQUISTAR O DIREITO DE USAR O BRAÇAL DE ROTAM!
PROMETO HONRÁ-LO COMO SÍMBOLO DE DIGNIDADE, HONESTIDADE E
LEALDADE!
NA DEFESA DA SOCIEDADE ACREANA!
DAS TRADIÇÕES!
DA DOUTRINA DA ROTAM E DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO
ACRE!
PARA QUE O MAL SUMCUBA PARA SEMPRE DIANTE DE NÓS!
ROTAM!
As determinações inerentes ao ESTAGIO se aplicam a todos os policiais militares
que vierem a integrar a ROTAM, inclusive aos militares cursados na área de patrulhamento
tático.
31
4 CIRCUNSTÂNCIAS DO SERVIÇO DE ROTAM
São condições que dizem respeito à frequência com que se torna exigido o
policiamento especializado da ROTAM dentro dos processos: a pé e motorizado.
1. Ordinário: É o emprego rotineiro de meios operacionais em obediência a um
plano sistemático, que contém a escala de prioridades.
2. Extraordinário: É o emprego eventual e temporário de meios operacionais, face
a acontecimento imprevisto, que exige manobra de recursos.
3. Especial: É o emprego temporário de meios operacionais, em eventos
previsíveis que exijam esforço específico.
Sendo o lugar:
1. Urbano: É o policiamento executado nas áreas edificadas e de maior
concentração populacional dos municípios.
2. Rural: É o policiamento executado em áreas que se caracterizam pela ocupação
extensiva, fora dos limites da área urbana municipal.
5 MODALIDADES DO SERVIÇO
São modos peculiares de execução do policiamento da ROTAM durante o empenho
diário do policial-militar, no tempo de: Jornada [é o período de tempo, equivalente às 24 horas
do dia, em que se desenvolvem as atividades de Policiamento Especializado] e Turno [é a
fração da jornada com um período de tempo previamente determinado pelo comandante da
unidade.
Modalidades da ROTAM, são:
1. Patrulhamento: É a atividade móvel de observação, fiscalização,
reconhecimento, proteção ou, mesmo, de emprego de força.
a) Tendo em vista sua ampla utilidade a patrulha tem de ser o centro de atenção,
no desenvolvimento tecnológico da Polícia Militar, visando a que o usuário seja atendido no
local onde se encontra.
2. Permanência: É a atividade predominantemente estática, executada pelo
policial militar, isolado ou não, em local de risco ou posto fixo, dentro do módulo,
preferencialmente contando com possibilidade de comunicação.
3. Diligência: É a atividade de busca e apreensão de objetos e (ou) busca e
captura de pessoas em flagrante delito ou mediante mandado judicial.
32
4. Escolta: É a atividade de policiamento ostensivo destinada à custódia de
pessoas ou bens, em deslocamento.
6 SEGURANÇA NO PATRULHAMENTO DE ROTAM
PATRULHAMENTO
- O patrulhamento tático motorizado deve ser realizado com os vidros da VTR
baixos/abertos, para assegurar uma resposta imediata e melhor visualização do ambiente
externo.
1. Um patrulheiro nunca estará sozinho independente de qualquer que seja a
situação quando em serviço, no mínimo em 02 (dois);
2. A EQUIPE nunca se desfaz. Age sempre como unidade, mesmo em
ocorrências com outras viaturas convencionais;
3. A atenção dos patrulheiros deve estar toda voltada para suas zonas de atuação. O
patrulhamento especializado motorizado deverá ser efetuado de forma que não
venha a atrapalhar o tráfego normal de veículos na via, salvo quando em
ocorrência. Quando patrulhando pela faixa da esquerda, o 1º e o 4º Patrulheiro
sinalizam para que os demais veículos ultrapassem a viatura pela faixa da direita.
4. Ainda que no pátio do Batalhão, a viatura estando equipada para o serviço deve
permanecer trancada ou com algum Policial Militar das equipes próximo a ela.
5. As submetralhadoras e/ou carabinas serão operadas pelos seguranças das
equipes. O fuzil será operado pelo comandante das equipes.
6. Todos os patrulheiros das equipes deverão realizar a inspeção nos armamentos,
para assegurar seu correto funcionamento.
7. Todos os componentes da equipe devem estar aptos a operar todos os tipos de
armamentos e equipamentos de dotação da unidade.
8. A velocidade da viatura em patrulhamento é a adequada para que tudo seja
observado e compreendido em detalhes pelos patrulheiros da Equipe. A velocidade
considerada satisfatória é de 20 a 40 km/h. Em cruzamentos a atenção deverá ser redobrada
devido à quantidade de informações a serem discernidas. Ao se dobrar uma esquina deve-se,
inicialmente, dirigir o olhar para o ponto mais distante para se ter controle visual sobre toda
área.
9. O interior de estabelecimentos comerciais, bancos, empresas são observados
pelo 3º e 4º Patrulheiro. Mesmo sendo impossível observar tudo em uma cena em movimento,
33
a equipes ficam sempre atentas a qualquer detalhe que revele suspeição de ilícito penal.
Qualquer comportamento suspeito deverá ser informado à Equipe e averiguado, jamais se
retorna à Base com uma dúvida não sanada.
10. Durante o patrulhamento as janelas da viatura estarão sempre abertas para
permitir melhor visualização e agilidade na realização do patrulhamento tático. Com fortes
chuvas, que atrapalhem o patrulhamento, a viatura estaciona em local coberto e visível ao
público e todos os Policiais Militares permanecem desembarcados.
11. Em qualquer localidade que a viatura se encontrar a equipes procuram a placa
de endereço para pedido de apoio em caso de emergência. O 4º Patrulheiro é o responsável
por constantemente falar aos demais integrantes o endereço que a equipes se encontram.
12. Não se permite, exceto em tráfego muito intenso, que outro veículo permaneça
muito próximo da viatura, mesmo em semáforos, devendo o motorista sempre guardar uma
certa distância do veículo da frente, para que possa efetuar uma manobra em caso de
emergência e para precaver-se de ataques. Exige-se também atenção a pedestres e
motociclistas próximos à viatura de ROTAM.
13. Sempre que for necessário atender algum cidadão solicitante da força policial,
a equipe desembarca, e em hipótese alguma permite que algum civil fique apoiado sobre a
viatura. Com a aproximação do solicitante, após o desembarque, este deve ser encaminhado
ao Comandante da equipe para informações necessárias. O segurança principal não desvia sua
atenção dando informações ou prestando outro apoio.
14. A polícia militar atrai admiradores e curiosos que costumam aproximar-se das
viaturas estacionadas. Os populares devem ser tratados com educação e respeito, mas não
devem conversar com o patrulheiro da segurança principal. O Patrulheiro que conversar com
estas pessoas, apesar de dar-lhes atenção estará sempre atento ao perímetro. Se a situação não
permitir são gentilmente convidados a se afastarem. Civis não podem entrar na viatura ou
tocar em qualquer equipamento ou armamento, porém podem ser convidados a visitar a base
da ROTAM onde terão a atenção devida.
15. O policial de ROTAM sempre se mantém fardado, equipado e armado só
devendo retirar a boina durante as refeições e ao término do serviço.
16. Um Patrulheiro tático sempre estará acompanhado de outro Patrulheiro [canga]
em qualquer averiguação ou ocorrência, independentemente da situação.
17. A viatura e sua equipe estão sempre prontas para a ação. Se estacionada, estará
com o motor ligado e frente voltada para a saída, fazendo 45º graus com a calçada. Se
consertando um pneu em uma borracharia o estepe será colocado enquanto o outro é reparado.
34
Se alguma viatura estiver com problemas mecânicos, deverá ser guinchada, e se possível,
sendo escoltada por outra equipe, para sua proteção.
18. Sempre que possível, dois Patrulheiros fazem a segurança da viatura quando os
demais estiverem distantes. Se a situação exigir, ficará na viatura apenas o motorista que
deverá colocar-se em posição abrigada, com ampla visão e portando armamento de maior
poder de fogo. O 2º Patrulheiro, no caso de encontrar-se sozinho, não admite que ninguém se
aproxime da viatura ou de si próprio para não ser tomado de assalto ou surpreendido.
19. Por questão de segurança, ninguém estranho à equipe entra nas viaturas sem
que tenha sido feita busca pessoal, ainda que sejam vítimas ou testemunhas. Sempre que uma
equipe receber um preso para ser conduzido em sua viatura, esse preso será submetido a busca
pessoal antes de ser colocado no interior da viatura. Este procedimento é “OBRIGATÓRIO”,
mesmo se o preso estiver sendo passado por outra equipe policial.
20. Durante a noite, nas vias que possuem iluminação precária, sempre que não
houver risco de causar acidentes, o patrulhamento deverá ser executado com os faróis da
viatura apagados, a fim de aproveitar a vantagem tática da pintura camuflada para tentar
surpreender os criminosos. Nas vias iluminadas, o patrulhamento se dará com os faróis
acesos, dificultando a identificação da viatura por parte dos criminosos.
21. Nos deslocamentos e no patrulhamento as armas principais devem sempre estar
com os canos voltados para uma direção segura dentro da viatura, destravadas e com o dedo
do Patrulheiro fora da tecla do gatilho, enquanto as armas de back-up, se houver, deverão
estar travadas e no coldre [arma curta] ou bandoleira [arma longa].
22. Atenção redobrada deve ser dispensada quanto à presença, na Delegacia, de
familiares e amigos de presos, pois podem representar uma ameaça. Em especial, em
ocorrências onde Policiais da ROTAM tenham neutralizado criminosos, atenção ainda maior
com todas as pessoas que chegam à DP.
23. As equipes, ao atenderem uma ocorrência, jamais param a viatura em frente ao
local do fato, principalmente se a ocorrência envolver arma de fogo. Aproxima-se do
objetivo sempre mantendo a segurança do perímetro [360º] para que não seja surpreendida
em emboscada.
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7 DO TÉRMINO DE SERVIÇO
No final do patrulhamento, as viaturas são lavadas e abastecidas, sendo que o
ROTAM COMANDO determina um local para a reunião- PONTO DE REUNIÃO [PR]- da
patrulha, onde se verifica se tudo está em ordem para o regresso a base.
Em local apropriado e designado pelo Comandante de Equipe as viaturas serão
manutenidas sendo o 2º Patrulheiro auxiliado por todos os componentes da equipe.
Do Ponto de Reunião à Base, a patrulha desloca-se novamente em comboio. Este
deslocamento para a Base será realizado com as mesmas cautelas adotadas para o início do
serviço. Durante todo o deslocamento até a Base, o Pelotão permanece atento a rede de rádio
e em condições de atuar em qualquer ocorrência que exige ação do Policiamento.
Na Base, as viaturas são desequipadas, permanecendo somente as equipes da
patrulha de serviço equipadas e estacionadas em local próprio.
Os Cmt Equipe, entregam os B.Os, quantitativo de veículos e pessoas abordadas e
demais documentos que houverem, e encaminham tudo ao ROTAM Comando de serviço para
controle, confecção do Relatório de Serviço de ROTAM e remessa para a análise. O Pelotão
que encontra-se de serviço deverá, ao término, através de cada motorista, apresentar as
viaturas ao garagista de dia, atentando para que não fique objetos pessoais da equipe na
viatura ou no “XADREZ” e que todos os acessórios estejam em seus devidos lugares.
Ao término do turno de serviço e com a conferência e devolução do material das
viaturas na reserva de armamento e todos cientes das ordens para o serviço seguinte, o pelotão
será liberado pelo ROTAM COMANDO após um debriefing sobre a atividade de
Patrulhamento daquele serviço (onde todas as equipes apresentam um resumo de como foi o
serviço, apontando situações de risco enfrentadas, bem como erros e acertos da Equipe
durante o serviço). Neste momento são ajustados os procedimentos identificados como
incoerentes com esta Doutrina.
36
CAPITÚLO III
DOS PROCEDIMENTOS NO PATRULHAMENTO
1 NA ÁREA DE ATUAÇÃO
a) Quando todas as equipes estiverem em uma mesma área e o ROTAM
Comando entender que o setor já foi saturado e decidir deslocar para outro setor, deverá
determinar, via rádio, que as demais equipes se desloquem para o novo setor de
patrulhamento. As equipes de ROTAM só deslocam para este novo setor de patrulhamento
após a última informar o pronto para o deslocamento, via rádio.
b) No caso das equipes de ROTAM estarem patrulhando um setor da cidade,
sendo repassado alguma ocorrência via rede de rádio sendo de Médio/Grande Potencial
Ofensivo [roubo, roubo com restrição de liberdade, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de
fogo e etc.], não será necessário que o ROTAM Comando determine o deslocamento, que
poderá ser obrigatório, por parte de todas as equipes de ROTAM, os quais devem informar ao
comandante do Pelotão o recebimento da mensagem e o deslocamento. Neste caso, o
ROTAM Comando coordena as equipes para o cerco/bloqueio policial durante o
deslocamento para o local da ocorrência.
c) Sempre que uma equipe de ROTAM realizar uma prisão, todas as demais
equipes ficam atentos, para que se necessário se deslocar imediatamente até o local da
ocorrência, a fim de prestar apoio técnico e tático àquela equipe.
d) No horário de término de serviço, caso alguma equipe de ROTAM esteja em
ocorrência na Delegacia de Polícia da área, todas as equipes, a critério do ROTAM Comando,
ou permanecem em patrulhamento ou deslocam para a Base de ROTAM. O ROTAM
Comando poderá analisar a situação e determinar que permaneça mais uma equipe para apoio
da equipe no DP e libera o restante das equipes.
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2 PROCEDIMENTO EM LOCAIS PÚBLICOS
a) Em qualquer local ou situação em que a viatura de ROTAM for estacionar,
com as equipes ainda embarcadas é feito o procedimento de checagem de todo o perímetro e
interior de estabelecimentos para garantir que não há nada de irregular ou suspeito, então a
equipe desembarca e realiza o estacionamento.
b) Igualmente a qualquer outra situação de parada, o motorista para a viatura de
ROTAM, o Comandante e os Patrulheiros desembarcam, sendo que um dos seguranças
assume a segurança geral e o outro retém o trânsito para a manobra da viatura, o qual deve
ficar sempre com a frente desimpedida e voltada para a saída rápida. A viatura de ROTAM
deve cumprir as normas de trânsito, não estacionando em calçadas, faixas de pedestres, na
contramão de direção da via, em vagas destinadas a idosos ou deficientes físicos, etc.
c) Ao entrar no estabelecimento, discretamente, o Comandante e seu
canga/segurança fazem uma vistoria geral, inclusive no banheiro, para verificar alguma
suspeição e posicionam-se de modo a observar bem o local, ficando em um lugar que ofereça
melhor visão da entrada, das imediações e da viatura de ROTAM estacionada.
d) No caso de uma refeição mais reforçada, como almoço e jantar, a equipes
devem procurar um local mais reservado no estabelecimento comercial, onde o Policial de
ROTAM poderá sentar-se e retirar a cobertura, mantendo o revezamento dentro da equipe na
questão de realização da segurança. Em hipótese alguma os Patrulheiros retiram qualquer
equipamento para procederem em qualquer refeição.
e) Em locais públicos, os Policiais Militares de ROTAM devem evitar
brincadeiras desmedidas entre si, volumosas gargalhadas, indiscrição com os cidadãos e
outros atos não condizentes com o padrão de postura de um Patrulheiro da ROTAM.
f) Em qualquer situação onde uma equipe de ROTAM estiver fazendo uma
averiguação, levantamento de informação, etc. o 4º Patrulheiro sempre acompanha o
Comandante, enquanto o 3º Patrulheiro cuida do perímetro e o 2º patrulheiro da viatura.
Portanto, as equipes buscam sempre manter segurança em 360º.
g) A viatura de ROTAM jamais permanecerá sozinha. Mesmo no interior de
outros quartéis, onde a segurança pode ser “um pouco” relaxada, sempre deverá haver um
Patrulheiro responsável pela viatura e os equipamentos que se encontram em seu interior.
h) Para a realização de um Ponto Base- PB, em locais onde exija uma maior
atenção com a segurança da equipe, a equipe permanece desembarcada, com as portas da
viatura de ROTAM abertas e com segurança em 360º, permanecendo o 1º e 2º Patrulheiros
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responsáveis pela segurança frontal e lateral, com atenção nos veículos que circulam na via, e
os 3º e 4º Patrulheiros atentos à segurança lateral e à retaguarda da viatura, atentos
principalmente à movimentação de pedestres. Cada um dos Patrulheiros assumirá um canto da
viatura de ROTAM evitando rodas de conversa e dispersão na realização do dispositivo de
ação policial proativa.
3 PROCEDIMENTOS EM LOCAIS DE OCORRÊNCIA
Conforme a missão, a ROTAM responsável pela realização deste tipo de
policiamento atuarão nas ocorrências de médio e grande potencial ofensivo. Entende-se por
ocorrência policial de médio potencial ofensivo o fato que requeira atendimento policial em
que esteja presente pelo menos uma das seguintes circunstâncias: porte de arma de fogo, rixa,
isto é, luta entre três ou mais pessoas, com violências físicas recíprocas, iminência de se
tornar grave, ajuntamento de pessoas com ânimo agressivo, parecendo capazes de praticarem
atos violentos, além de qualquer outra ocorrência de gravidade julgada equivalente, segundo
avaliação do Comandante de Equipe executante do Policiamento (ROTAM Comando). E por
ocorrência policial de grande potencial ofensivo entende-se o fato que requeira atendimento
policial com maior gravidade, isto é, risco potencial ou iminente superior ao de qualquer
ocorrência de médio potencial ofensivo.
A equipes de ROTAM buscarão:
a) Nunca se desfazer;
b) Agir sempre com unidade mesmo em ocorrências desembarcados ou com o
envolvimento de outras viaturas de áreas. No acompanhamento a pé o Policial Militar nunca
fica em inferioridade numérica. Se os indivíduos fugitivos se dividem, imediatamente
escolhe-se um deles para ser acompanhado, pois este sendo detido pode levar os Patrulheiros
aos demais envolvidos no evento criminoso;
c) Sempre que se deparar com uma ocorrência, assim que os procedimentos de
segurança da equipe forem realizados, o Comandante deve informar a situação ao ROTAM
Comando;
d) Sempre que uma viatura de ROTAM conduz uma ocorrência à Delegacia da
área, o ROTAM Comando, deverá colher informações do comandante da equipe responsável
e prestar-lhe apoio, caso seja necessário;
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e) Em todas as ocorrências atendidas pela Equipe de ROTAM, caso seja
necessário realizar alguma diligência, a ação será coordenada, fiscalizada e autorizada pelo
ROTAM Comando, juntamente com as demais equipes;
f) Na delegacia policial, após o contato com o ROTAM Comando, o comandante
da equipe apresenta a ocorrência ao delegado plantonista. Mesmo na delegacia a postura da
equipe não se altera, devendo estar sempre atenta. O preso somente será apresentado à
delegacia após as formalidades entre o comandante da equipe e o delegado, tendo sido colhido
todos os dados pessoais necessários à completa identificação do preso e demais envolvidos;
g) De igual modo os objetos envolvidos na ocorrência, tais como armas de fogo,
dinheiro e produtos de roubo/furto apreendidos pela equipe de ROTAM, deverão ser
relacionados antes de serem apresentados à Autoridade Policial;
h) Atenção redobrada, deve ser dispensada quanto à presença, na Delegacia, de
familiares e amigos de presos, pois podem representar uma ameaça. Em especial, em
ocorrências onde Policiais da ROTAM tenham neutralizado criminosos, atenção ainda maior
com todas as pessoas que chegam à Delegacia;
i) Na Delegacia, somente o comandante da equipe de ROTAM envolvida
apresenta as informações da ocorrência. Os demais componentes, caso sejam interpelados, por
outras pessoas [policiais civis, jornalistas, familiares, etc.], sobre a ocorrência em andamento,
devem informar que as dúvidas devem ser esclarecidas com o comandante da equipe;
j) Mesmo tendo como missão, atuar em ocorrências de médio e grande potencial
ofensivo, as equipes de ROTAM prestarão apoio às equipes de serviço da Unidade Policial
Militar da área em qualquer ocorrência. Nestes casos, por haver diferenças operacionais e para
evitar problemas de comandamento, se as equipes da área já estiverem no local da ocorrência
realizando o atendimento, as equipes de ROTAM permanecem desembarcadas, próximo ao
local, em condições de apoio, porém sem atuar. O Comandante da Equipe de ROTAM,
juntamente com o segurança, aproxima-se do Comandante da equipe da área e pergunta se
necessita de apoio. Caso seja solicitado o apoio da Equipe, mediante ordem do ROTAM
Comando, as equipes de ROTAM assumem o local da ocorrência e busca-se uma orientação
do efetivo apoiado para que os princípios da abordagem sejam sempre realizados e que não
sejam estabelecidas situações de risco para os Policiais Militares envolvidos na ação policial;
k) Sempre que uma equipe de ROTAM deparar-se com uma ocorrência de menor
potencial ofensivo [vias de fato, ameaça, acidente de trânsito, etc.] deverá informar
imediatamente ao CIOSP, para que faça contato a fim de providenciar uma viatura do serviço
ordinário para conduzir a ocorrência.
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l) Na ocorrência, é o comandante da equipe, e somente ele, quem conversa com
as partes e decide o procedimento a ser tomado. O motorista permanece na viatura, atento ao
rádio, o 3º Patrulheiro faz a segurança externa e o 4º Patrulheiro, sempre ao lado do
comandante, faz a sua segurança e as anotações necessárias. A equipe poderá auxiliar o
comandante quando este solicitar ou quando for entendido que seja necessário prestar apoio
para decidir o procedimento a ser realizado na ocorrência.
m) Em momento algum, uma equipe de ROTAM permite que um preso, sob sua
guarda, seja conduzido ou entrevistado por policiais de outra OPM, tão pouco o efetivo da
ROTAM realiza procedimentos técnicos com presos de outras equipes policiais.
n) Caso o ROTAM COMANDO esteja conduzindo um flagrante na Delegacia da
área, a coordenação e controle da Equipe de ROTAM ficam a cargo do Adjunto do Pelotão de
serviço [ROTAM 01]. E assim segue-se a cadeia hierárquica dentro da Equipe existindo
sempre uma equipe que assume a coordenação e controle das demais.
o) Ao se aproximar do local de ocorrência as equipes devem se atentar para os
lugares próximos e as ruas que a precedem e não apenas seguir cegamente para o local, pois
os indivíduos podem estar em algum logradouro aguardando melhor oportunidade para se
evadir. Neste caso dois seguranças podem deter os suspeitos enquanto o restante do Pelotão
averigua o local. A equipe, durante o deslocamento, deverá solicitar, junto ao CIOSP, o
máximo de informações possíveis para o melhor entendimento dos fatos, inclusive o contato
telefônico do solicitante para que mais informações sejam acrescentadas.
p) A equipes de ROTAM, ao atender uma ocorrência, jamais param a viatura em
frente ao local do fato, principalmente se a ocorrência envolver arma de fogo. Aproxima-se do
objetivo sempre mantendo a segurança do perímetro [360º] para que não seja surpreendida em
emboscada.
q) Havendo necessidade de preservação do local para perícia, outra equipe
ROTAM poderá ser acionada para este encargo, enquanto a equipe responsável pela
ocorrência presta informações na delegacia da região munida das provas coletadas [sem
violação do local de crime] e testemunhas.
r) Todas as ocorrências atendidas pela ROTAM e que necessitarem de
procedimento legal previsto será conduzida à delegacia policial da área para a confecção do
boletim de ocorrência. Nas ocorrências violentas o primeiro dever da equipe de ROTAM é a
defesa própria ou de terceiros.
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s) Após análise da situação, com o término da ocorrência e as condições das
testemunhas e vítima, a equipe de ROTAM poderá conduzi-las até suas residências mediante
autorização do ROTAM COMANDO, visando um bom relacionamento com a comunidade.
t) Em toda a ação do efetivo da ROTAM ou se prende um ladrão ou se faz um
amigo.
4 OCORRÊNCIAS ENVOLVENDO NUMERÁRIO
Estas ocorrências são geralmente observadas após o roubo a estabelecimentos
bancários, carros de transportes de valores, estabelecimentos comerciais, postos de
combustível, agências dos correios, caixas eletrônicos.
A viatura ROTAM que se envolver na captura e prisão em flagrante dos meliantes
deve obrigatoriamente seguir os seguintes procedimentos:
1) Contactar com a ROTAM CMDO ou Oficial de Operações do BOPE, dando o
local da captura;
2) Se neste tempo ocorrer de comparecer no local Secretário de Segurança,
Oficial da Polícia Militar do serviço reservado, equipes da Polícia Civil ou outras autoridades,
e requisitarem o preso, numerários ou veículos apreendidos, a equipe de ROTAM não passará
a custódia dos mesmos, sendo a equipe responsável pelo desfecho da ocorrência do início à
entrega na delegacia.
3) Imediatamente após a captura, a VTR que for apoiá-la deve ajudar no
restabelecimento emocional da equipe envolvida, providenciar que testemunhas sejam
arroladas, apreender armas de fogo e no preenchimento de modelos necessários [isto se ainda
não houver ocorrido];
4) Aguardar o Oficial de Operações, no local onde se efetuou a captura, para
fornecer-lhe todos os dados, principalmente o número de meliantes presos, numerário
recuperado, veículos apreendidos utilizados na ocorrência policial;
5) Após satisfeitos os procedimentos básicos da ocorrência, a VTR envolvida na
captura e a ROTAM CMDO deslocam para a Delegacia Especializada, para efetuarem a
apresentação da ocorrência policial;
5 OCORRÊNCIAS ENVOLVENDO POLICIAIS CIVIS, POLICIAIS MILITARES,
POLICIAIS FEDERAIS E MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS
As ocorrências deste tipo devem obedecer ao seguinte procedimento:
42
1) Informar ao ROTAM CMDO;
2) Informar o Oficial de Operações do BOPE;
3) Informar ao CIOSP;
4) Conduzir a Delegacia Policial, ou mediante ordem deverão ser apresentados ao
Delegado Geral de Polícia, Corregedoria de Polícia Civil, ao Superintendente da Polícia
Federal, Corregedoria de Polícia Federal; ao Coordenador geral do Policiamento/Superior de
Dia, ou Secretaria de Segurança Pública do Estado o qual determinará o DP que dará início ao
flagrante;
Os militares das forças armadas em situação de flagrante, deve:
1) Informar o Oficial de Operações do BOPE;
2) Informar ao CIOSP;
3) Conduzir a DP; e
4) Mediante Ordem do Oficial de Operações devem ser apresentados ao Superior
de Dia ou correspondente à Força para os procedimentos cabíveis.
6 OCORRÊNCIAS DE RESISTÊNCIA SEGUIDA DE MORTE:
A ROTAM, devido a sua natureza de policiamento repressivo contra o crime
organizado, isto é, agindo principalmente em ocorrências de grande vulto [gravíssimas], e por
poder realizar um policiamento mais eficiente, por não ter os encargos de atendimento de
ocorrências rotineiras passadas pelo CIOSP, tem uma incidência maior que as demais
unidades em se deparar com INJUSTA AGRESSÃO.
No cumprimento do dever legal de agir em casos de flagrância de crime ou
contravenção, em ocorrendo a RESISTÊNCIA A VOZ DE PRISÃO e agressão por parte do
meliante, o policial militar tem o dever de ofício de proteger e garantir a integridade do
cidadão, seus companheiros e, por instinto primário, sua própria vida.
O que diz a legislação: Art. 329, do Código Penal Comum Brasileiro [CPB], o qual
diz em seu texto:
[...] Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a
funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja
prestando auxílio. Pena: Detenção de 02 meses a dois anos.
Parágrafo 1º - Se o ato, em razão da resistência, não se executa: Pena:
Reclusão de um a três anos;
Parágrafo 2 – As penas deste artigo são aplicadas sem prejuízo das
correspondentes à violência.
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Ocorrendo ou na iminência de ocorrer a resistência ativa e violenta, a reação da
equipe de ROTAM deve atentar para o uso necessário da legalidade, necessidade,
proporcionalidade e aceitabilidade da força policial, para conter a ação do(s) agressor(es) e
impossibilitar nova tentativa, ainda que a ação policial recaia no emprego de uso de arma de
fogo.
Faremos menção as EXCLUDENTES DE ILICITUDE para prosseguirmos com as
argumentações sobre emprego operacional. Os procedimentos neste tipo de ocorrência serão:
1) Socorrer as vítimas, policiais militares e o(s) próprio(s) agressor(es);
2) A viatura ROTAM envolvida na ocorrência deve cientificar ao Oficial de
Operações, ao Gerente de Operações do CIOSP e ao Comandante da Companhia sobre a
ocorrência, local, envolvidos e qual o Pronto Socorro [PS] que está se dirigindo;
3) Em casos mais extremos, prestam o socorro na viatura o 2º e 3º patrulheiros,
ficando no local o 1º, 4º e o 5º patrulheiro/estagiário, caso exista, para garantir que o local de
crime não seja violado, efetuem apreensões necessárias, arrolar testemunhas suficientes para
os questionamentos posteriores no Distrito Policial e Corregedoria da Polícia Militar, bem
como o preenchimento de documentos pertinentes à ocorrência;
4) O ROTAM CMDO, ciente dos fatos iniciais, determina que 01(uma) viatura
ROTAM desloque para o PS especificado para garantir o apoio ao 2º e 3º Patrulheiro;
5) As viaturas ROTAM, acionadas para apoio, deslocam-se para o local de crime
para beneficiar o apoio [psicológico, isolamento e segurança do local, ajuda no preenchimento
de formulários];
6) Já no local, o ROTAM CMDO, faz a análise do que ocorreu, verifica a
integridade da equipe envolvida na ocorrência policial, observa os materiais [objetos de crime
e outros] apreendidos;
7) De acordo com a necessidade, analisa-se a quantidade de viaturas necessárias
para o apoio, deixando em patrulhamento próximo aquelas que ficarem sem função no apoio,
garantindo assim que a área fique patrulhada;
8) Satisfeito os procedimentos no local de crime, o ROTAM CMDO parte em
apoio a equipe envolvida no PS, fazendo as anotações relativas ao agressor (se entrou em
óbito, quantos tiros foram detectados no corpo, qual o médico plantonista que atendeu a
equipe, equipe de enfermeiros atendentes);
9) Havendo óbito do agressor, o Cmt da ROTAM CMDO acompanha a equipe
envolvida na apresentação de todos os dados, testemunhas, vítimas, solicitante e material
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apreendido, incluindo-se as armas envolvidas, ao Delegado Plantonista da Delegacia
Especializada, para o registro legal e confecção da DO BOLETIM DE OCORRÊNCIA e
documentos afins.
7 EM OCORRÊNCIA DE TRÁFICO E USO DE ENTORPECENTES
Os entorpecentes são substâncias capazes de produzir alterações psíquicas
semelhantes às determinadas pela embriaguez, e cujo uso tem a propriedade de alterar
gravemente a saúde, colocando em risco a integridade física, psíquica e a própria vida do
dependente ou viciado.
Em ocorrência de tráfico e/ou uso de entorpecentes o “Rotanzeiro” deve:
1) averiguar, com cautelas e cuidados especiais, nos locais suspeitos de tráfico e uso
ilegal de substâncias entorpecentes;
2) prender quem faz comércio clandestino de entorpecentes, ou proporciona seu uso
em desacordo com a Lei, apreendendo a substância;
3) conduzir preso, a Delegacia especializada, o viciado, apreendendo a substância;
4) quando possível pesar o entorpecente apreendido, fazendo constar a quantidade no
B.O/PM.
7.1 ASPECTOS RELEVANTES
1) esforçar-se, ao máximo, para arrolar testemunhas o que na prática, é difícil;
2) estar ciente de que o viciado poderá ser liberado na Unidade Policial Civil, pelo
Delegado de plantão, após a prestação da fiança.
7.2 ENTORPECENTES INJETÁVEIS
a) Observar os seguintes aspectos:
1) utensílios reveladores: saquinhos de celofane, em que geralmente vem o
entorpecente; uma seringa de injeção ou um conta-gotas e uma agulha; uma colher ou tampa
de garrafa [para dissolver o entorpecente]; bolinhas de algodão [para filtrar a substância];
2) sinais de injeção crônicos; marcas como tatuagens pretas ou azuis, pequenas
escaras ou cicatrizes compridas junto das veias, especialmente nos antebraços, costas das
mãos e nas solas dos pés; manchas de sangue nas roupas;
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3) sintomas de alienação: agitação, nervosismo, bocejos e transpiração excessivos,
nariz escorrendo, olhos lacrimejantes, cacoetes, cãibras, vômitos e diarreia.
O efeito das drogas de qualquer droga depende, basicamente, de potência, da
quantidade tomada, da maneira e frequência do uso.
7.3 DROGAS USADAS COM MAIOR FREQÜÊNCIA
a) Maconha [fumada em cigarros, cachimbos e engolida com a comida]. Efeito:
euforia, aceleração do pulso. Altas doses podem levar à redução de motivação,
comportamento impulsivo, angústia, reações psicóticas;
b) Haxixe [fumado, comido], Efeito: como a maconha, porém cerca de seis vezes
mais forte. Tendência para alucinação depois de altas doses;
c) Cocaína [aspirada ou injetada]. Efeito: hiperatividade, atividades paranoicas,
possíveis convulsões;
d) Heroína [aspirada, injetada por via subcutânea ou endovenosa]. Efeito: euforia,
seguida de sonolência. Probabilidade de dependência física com sintomas dolorosos de falta e
morte em caso de dose excessiva;
e) LSD [engolidas - cápsulas, líquidos, cubos de açúcar; injetadas]. Efeito:
alucinações, hilaridade fora do comum, intensa angústia, diminuição da motivação normal,
algumas reações psicóticas prolongadas. Repetições ocasionais das alucinações mesmo sem
tomar novas doses;
f) Anfetaminas, Metanfetaminas [engolidas - tabletes; aspiradas em cristais e
injetadas]. Efeito: vivacidade e agressividade anormais, perda de apetite, atividades
paranoicas, depressão aguda quando o efeito passa e rápido aumento de tolerância;
g) Barbitúricos [engolidos - tabletes ou cápsulas; injetados] Efeito: indolência,
discernimento imperfeito. Cria dependência. Perigo de morte por dose excessiva,
especialmente em combinação com o álcool;
h) Tranquilizantes [engolidos – cápsulas]. Efeito: sonolência, náuseas. Possível
dependência física por doses excessivas durante um longo período de tempo com sintomas de
falta, incluindo convulsões.
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8 LOCAL DE CRIME
O Local de crime é todo o sítio onde tenha ocorrido um evento delituoso, que
necessite ou exija providências da Polícia, devendo ser preservado pelo policial, que primeiro
comparecer no local, lá permanecendo, até a sua liberação pela autoridade competente.
Este sítio será classificação da seguinte maneira:
1) INTERNO: é todo sítio que abranja ambiente fechado, estando a salvo de
intempéries;
2) EXTERNO: é todo sítio não coberto ou que estejam fora de habitações.
Possuindo a seguinte subclassificação:
1) RELACIONADOS são dois ou mais sítios interligados que tenham relação com
um mesmo evento delituoso;
2) ÁREA IMEDIATA é aquela onde ocorreu o evento delituoso;
3) ÁREA MEDIATA é aquela que cobre as adjacências ou cercanias, de onde
ocorreu o evento delituoso.
8.1 PRESERVAÇÃO DO LOCAL DE CRIME
A preservação do local de crime visa resguardar vestígios que poderão ser
relacionados com o suspeito, com o instrumento de crime ou com a forma pela qual foi
perpetrado o evento delituoso.
Em princípio, somente o perito criminal terá competência para recolher os vestígios,
encontrados no local de crime, podendo, porém, por solicitação da autoridade competente, o
policial-militar recolher no local, armas ou objetos relacionados com o evento delituoso.
O vestígio encontrado no local de crime deve ser preservado, protegido e
resguardado. Em locais externos, os vestígios deverão ser protegidos, por qualquer meio
disponível, para que transeuntes ou a ação do tempo não os prejudiquem. E em locais
internos, fecha-se o respectivo compartimento, impedindo, dessa forma, a entrada de quem
não esteja devidamente autorizado.
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Na preservação do local de crime o policial-militar empregado deverá privar- se em
tecer comentários sobre o evento delituoso.
O Policial Militar, empenhado na preservação do local de crime, deve abster-se de
comentar seu ponto de vista pessoal, mesmo que evidente, sobre o fato, sob pena de
comprometer o trabalho policial;
A autoridade competente deverá ser cientificada, de imediato, sobre o evento
delituoso. O policial-militar, no local de crime, deverá isolá-lo, adequadamente, não
permitindo a sua violação. Ato contínuo, deverá transmitir o evento delituoso, por intermédio
de breve discrição.
8.2 AÇÃO POLICIAL NO LOCAL DE CRIME CONTRA A PESSOA.
A vítima deverá ser socorrida, com prioridade, sobre as outras providências como:
1) O policial-militar deverá observar detalhes do local, onde ocorreu o evento
delituoso, arrolando testemunhas e, conduzindo, juntamente com a vítima, o seu autor, para a
lavratura do Auto de Prisão em Flagrante Delito, pela autoridade competente.
2) O policial-militar deverá certificar-se sobre o destino dado à vítima, quando
essa for socorrida por terceiros, anotando seus dados, bem como de testemunhas para a
confecção do Boletim de Ocorrência da Polícia Militar.
Em sendo vítima fatal em local de difícil acesso, deverá acionar o Corpo de
Bombeiros além de:
a) Não alterar a posição do cadáver, ou seja: não revisar os bolsos das vestes; não
recolher pertences; não mexer nos instrumentos do crime, especialmente em armas; não
movê-lo de sua posição original; não tocar nos objetos que estão sob sua guarda; não se
preocupar com a identificação do cadáver.
b) A constatação da realidade da morte deverá ser feita por autoridade
competente.
c) Observar a aparência pessoal da vítima, como: - vestes e cabelos em desalinho;
d) Peças de vestuário rasgadas;
e) Ferimentos externos;
f) Posição em relação ao solo.
48
9 EM GERENCIAMENTO DE CRISE
Crise é: “É um evento crucial/criminal que exige uma resposta especial da polícia, a
fim de assegurar uma solução aceitável (FBI)”. São ocorrências de alta complexidade que
possuem traços próprios, inconfundíveis, fugindo ao procedimental convencional de
atendimento das demais, cujos caracteres o gestor da crise deve observar o seguinte:
1) Imprevisibilidade: talvez seja o principal diferencial da ocorrência de alta
complexidade, pois ocorrências rotineiras são, por sua própria natureza, normais de
acontecerem durante um turno de serviço, ao passo que ocorrências complexas não fazem
parte do nosso cotidiano.
2) Gera ameaça direta à vida: o que se analisa neste tópico é a periclitação
objetiva à vida, ou seja, nas outras ocorrências policiais pode ser que em alguma fase ocorra
perigo de morte, já na ocorrência de alta complexidade o riso é direto e real e não uma mera
possibilidade.
3) Necessidade de uma postura organizacional não rotineira e uma flexibilidade
gerencial: outro fator importante a ser analisado, pois as ocorrências rotineiras/ordinárias são
atendidas sem muito mistério, podendo até, conforme a situação, dizermos que se enquadram
em uma fórmula padrão de atendimento, como o atendimento de uma ocorrência de briga de
marido e mulher, é quase um padrão o atendimento. Na ocorrência de alta complexidade, o
modus procedendi vai variar de acordo com a estrutura física do local, do perfil psicológico
do causador da crise etc., faltando ou carecendo de uma "fórmula padrão", não confundida
aqui com as alternativas táticas, pois essas não são fórmulas e sim formas e possibilidades de
se resolver a crise.
4) Desenvolve-se num clima de alta pressão psicológica: diferentemente das
ocorrências ordinárias que fazem parte do dia-a-dia policial, a ocorrência complexa gera uma
tensão maior tanto no policial quanto na sociedade, pois a maioria delas é de uma duração
prolongada, desenvolvendo-se em um clima estressante e colocando sempre a vida de alguém
em jogo e a instituição policial responsável por dar a resposta desejável em evidência.
5) Necessidade de uma articulação rápida com agilidade na implementação da
resposta por parte dos responsáveis pelo gerenciamento: aqui não se trata de ser veloz em dar
a resposta e sim como dar a resposta adequada à demanda existente. Desde o primeiro policial
que se depara com a crise até a chegada do comandante da mesma, várias decisões são
tomadas: isolamento, delimitação dos perímetros, montagem do posto de comando,
49
parlamentação etc. e, em todos os níveis gerenciais, é necessário tomar decisões e, essas
decisões, sempre influenciam o resultado da operação.
6) É amplamente explorado pela mídia: a imprensa, cumprindo seu papel
constitucional, deseja vender matéria e levar ao público todo acontecimento relevante. Uma
briga de marido e mulher não possui destaque, mas o marido que chega em casa e, ao brigar
com a mulher ainda a faz de refém, aí sim a mídia irá explorar, pois tal fato é de relevância
social e, é neste momento que a instituição policial é colocada em evidência, positiva ou
negativamente conforme os resultados obtidos.
7) Surgem conflitos de competência no tocante à competência para o
gerenciamento da crise: a ocorrência “pertence” ao Batalhão X ou ao Batalhão Y, ou será que
é o BOPE o responsável pelo gerenciamento da mesma? É de competência da Polícia Militar
ou da Polícia Civil, ou será que não é de competência de nenhuma delas e sim da Polícia
Federal?
8) Possui alto poder de desestabilizar a segurança subjetiva: ao deflagrar uma
crise a comunidade vê seu clima de tranquilidade quebrada e espera que a polícia restaure a
paz social. Podemos exemplificar quando ocorre uma rebelião em uma penitenciária, ocasião
em que vários familiares dos recuperados se deslocam às portas do estabelecimento penal para
obterem notícias e a comunidade vizinha fecha as portas do comércio com medo de uma fuga
em massa e que um mal maior ocorra.
Diante dessas características, a equipe ROTAM que atender esse tipo de ocorrência
deverá, primeiramente:
1) Conter a crise, através da centralização do foco da ocorrência. Ex: direcionar a
crise para um prédio apenas e não em um quarteirão, ou então para um cômodo da casa e não
na casa toda.
2) Isolamento da área para evitar a presença de curiosos ou terceiros que passam
para atrapalhar a montagem do teatro de operações ou que possam se ferir durante a ação da
polícia.
3) Estabilizar o ambiente implica em acalmar os ânimos presentes, não tomar
nenhuma decisão repentina sem avaliar as consequências e, principalmente, saber realizar
uma leitura de ambiente para identificar qual o melhor momento para se iniciar o contato com
o causador da crise.
4) Levantar dados úteis, necessários e complementares sobre a ocorrência, de
forma a abastecer de informações o posto de comando da gerência da crise.
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5) Sempre que possível deve-se estabilizar o ambiente, reduzindo o estresse, e
iniciar a VERBALIZAÇÃO PRELIMINAR, que é a principal forma de se levantar
informações. A verbalização é o processo dinâmico de contato direto e imediato, por meio do
uso do vernáculo entre o organismo policial e o causador da crise, visando minimizar os
riscos à vítima, levantar dados e ganhar tempo até a chegada da tropa especializada.
6) Acionar significa, após identificada a natureza da crise [policial, de bombeiros,
biológica etc.], o devido chamamento ao teatro de operações das pessoas que possuem o
devido conhecimento técnico para poder solucioná-la, dando uma solução aceitável.
FIGURA.13. VERBOS ESSENCIAIS
Fonte: Como vejo a Crise: gerenciamento de ocorrências policiais de alta complexidade,
2008, p.26.
Enquanto a ROTAM CMDO, além dos pontos supracitados, deve:
1) Checar o isolamento e iniciar a delimitação dos “perímetros táticos”;
2) Colher dados essenciais sobre o causador da crise e eventuais vítimas;
3) Levantamento de plantas baixas [hidráulica/elétrica/estrutural etc.];
4) Instalação do posto de comando [móvel ou fixo];
5) Análise do perfil do causador da crise [mentalmente perturbado; criminalmente
motivado, politicamente provocado, eventual/ocasional];
6) Análise do número e perfil das vítimas;
7) Iniciar, continuar ou orientar a parlamentação, dando início à técnica da
NEGOCIAÇÃO.
9.1 REGRAS BÁSICAS A SEREM SEGUIDAS
1) Nenhuma concessão que comprometa a segurança dos policiais e da população
deve ser efetivada;
2) A liberdade dos agentes não deverá ser objeto de qualquer tipo de
NEGOCIAÇÃO;
3) É dado/negociado somente os direitos constitucionais;
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4) A gerência da crise é dada pelas normas gerais ditadas pela Constituição
Federal, bem como as leis especiais e legislação vigentes.
9.2 CRITÉRIOS PARA TOMADA DE DECISÃO
Qualquer tomada de decisão do comandante da operação ao policial executor mais
moderno, no teatro de operações, deverá ser pautada nos seguintes critérios:
1) Necessidade: a ação a ser tomada, realmente é necessária ou há alternativas ou
formas mais viáveis para se resolver a crise?
2) Validade do risco: o comandante da operação deve estar bem assessorado ao
decidir encerrar uma alternativa tática e optar por outra, analisando o custo benefício, ou seja,
se o risco assumido vale o resultado pretendido.
Aceitabilidade: ética e moralmente deve ser pautada a decisão tomada pelo comando da
corporação responsável pelo gerenciamento da crise, pois o resultado atingido pode não ser o
almejado pela sociedade e nem satisfatório para a imagem da instituição, como determinar
que se encerre a negociação [quando a mesma está dando bons resultados] e determinar a
invasão e, dessa invasão decorre a morte de um refém.
52
CAPÍTULO IV
DAS ABORDAGENS
Abordagem: é o ato de aproximar-se e interpelar uma pessoa ou mais pessoas, a pé,
montada, em embarcação ou motorizada, apresentando indícios de suspeição, a fim de
identificá-la e ou proceder à busca; que tenham praticado ou estejam na iminência de praticar
ilícitos penais. A abordagem policial acontece com intuito de:
a) Averiguar – normalmente se processa para esclarecimento de comportamento
incomum ou inadequado na disposição de objetos e instalações;
b) Orientar – é o ato de prevenir a ocorrência de delitos através do
esclarecimento ao cidadão sobre as medidas de segurança que deverá tomar;
c) Advertir – é todo ato de interpelar o cidadão encontrado em conduta
inconveniente, buscando a mudança de atitude, a fim de evitar o cometimento de
contravenção penal ou crime;
d) Assistência – é todo auxilio prestado ao público, eventual e não compulsório,
que embora não constituam um dever legal, repercutem favoravelmente para a Corporação;
e) Prisão – é o ato de privar de liberdade alguém, encontrado em flagrante delito
ou mediante mandado judicial;
f) Autuação – é o registro escrito da participação do policial militar em
ocorrência, retratando aspectos essenciais, para fins legais e estatísticos, normalmente feito
em ficha ou talão.
1 PRINCÍPIOS DE ABORDAGEM
Ao realizar uma abordagem, o policial militar deve atentar para os princípios da
abordagem que são:
1) SEGURANÇA: O Cmt de guarnição deve verificar se o efetivo policial é
numericamente superior ao de elementos a serem abordados; Se o local para a abordagem não
apresenta perigo para a integridade física dos policiais.
2) SURPRESA: Ato ou efeito de surpreender. O elemento surpresa pode ser de
grande ajuda, ao passo que diminui a possibilidade de uma ação por parte dos abordados.
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3) RAPIDEZ: Este princípio está aliado à surpresa. Tomada à decisão de
abordar, os policiais devem executá-lo com maior rapidez possível a fim de aproveitar o
elemento surpresa. Uma ação rápida contribui para dissuadir possíveis resistências. O
princípio da rapidez, dentro da progressão policial, visa impossibilitar uma reação por parte
do abordado.
4) AÇÃO ENÉRGICA OU VIGOROSA: É a forma como se comporta o
policial militar durante toda a abordagem, demonstrando seu poder de negociação e
persuasão. Deve estar presente tanto na verbalização quanto na busca pessoal. Não deve ser
confundido com violência e nem truculência; é a utilização de força necessária para conter e
imobilizar uma pessoa violenta ou que queira fugir.
5) UNIDADE DE COMANDO: Na abordagem, assim como em outras ações
policiais, é necessário que haja um elemento responsável pela coordenação da guarnição. Seu
papel é definir funções e estabelecer os contatos com o alvo da abordagem, isto é, somente
um policial fala, pois ao realizar uma abordagem, certos comandos verbais devem ser
emitidos visando o entendimento por parte da pessoa abordada. Quando apenas o Cmt emana
as ordens, isto denota um alto grau de organização por parte daquela guarnição de serviço.
Dessa forma, mantendo-se a unidade de comando, será bem mais fácil para o abordado
entender e obedecer aos comandos.
1.1 AMPARO LEGAL
O Poder de Polícia é a faculdade discricionária da administração pública de limitar,
dentro da lei, as liberdades individuais, em prol do bem da coletividade.
O Poder discricionário é o poder de decisão dentro dos limites da lei. O ato é
discricionário quando seus limites são delineados pela lei, sendo legitimo e válido, saindo
desses limites há arbitrariedade e portanto, acontece o abuso de poder.
1) Constituição Federal de 05 de outubro de 1988.
Art. 5o. [Dos direitos e garantias individuais e coletivos].
Art.144, Incisor 5o. Parágrafo 5º. [Competência das Policiais Militares].
2) Decreto Lei no. 2.884 de 07-12-1940 [CPB].
3) Decreto Lei no. 3.688 de 03-10-1941 [Lei de Contravenções Penais].
Art. 68 [Recusa de dados sobre a própria identidade ou qualificação].
4) Decreto Lei no. 3.689 de 03-10-1941 [Código de Processo Penal].
Art. 240 ao 249 [Aspectos legais da busca pessoal].
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Art. 301 ao 310 [Aspectos legais da prisão em flagrante].
5) Decreto Lei no. 1.002 de 21-10-1969 [Código de Processo Penal Militar]
Art. 180 ao 184 [Aspectos legais da busca pessoal]
6) Lei no. 13.869 de 05-09-2019 [Abuso de Autoridade]
Art. 3o. e 4o. [Caracterização do Crime].
7) Lei nº. 5.172 de 25-10-1966 [Código Tributário Nacional].
8) Lei nº. 8.069 [Estatuto da Criança e adolescente].
2 BUSCA PESSOAL
É aquela levada a efeito na própria pessoa, sendo realizada a inspeção do corpo, das
vestes, incluindo toda a esfera de imediata custódia da pessoa, tais como os objetos que traga
consigo e os veículos em sua posse. Será realizada quando houver fundada suspeita de que
alguém traga e/ou oculte consigo arma proibida, coisas achadas ou obtidas por meios
criminosos, ou ainda para colher elementos de convicção, conforme Código de Processo
Penal-CPP.
Art. 240. A busca será domiciliar ou pessoal.
§ 1o Proceder-se-á à busca domiciliar, quando fundadas razões a
autorizarem, para:
a) prender criminosos;
b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos;
c) apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos
falsificados ou contrafeitos;
d) apreender armas e munições, instrumentos utilizados na prática de
crime ou destinados a fim delituoso;
e) descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do
réu;
f) apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou em seu
poder, quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo
possa ser útil à elucidação do fato;
g) apreender pessoas vítimas de crimes;
h) colher qualquer elemento de convicção.
§ 2o Proceder-se-á à busca pessoal quando houver fundada suspeita de
que alguém oculte consigo arma proibida ou objetos mencionados nas
letras b a f e letra h do parágrafo anterior
Pessoal é o que se refere ou pertence à pessoa humana. Pode-se falar em busca com
contato direto ao corpo humano ou a pertences íntimos ou exclusivos do indivíduo, como a
55
bolsa ou o carro. Aliás, a busca realizada em veículo [automóvel, motocicleta, navio, avião,
etc.], que é coisa pertencente à pessoa, deve ser equiparada à busca pessoal, sem necessitar de
mandado judicial. A única exceção fica por conta do veículo destinado à habitação do
indivíduo, como ocorre com os trailers, cabines de caminhão, barcos, entre outros.
Diferentemente da busca domiciliar, a busca pessoal é realizada normalmente de dois
modos: preliminar ou minuciosa. O que distingue as duas é exatamente o grau de rigor
dispensado ao ato da revista, que impõe maior ou menor restrição de direitos individuais,
configurando-se preliminar [revista superficial] ou minuciosa, também conhecida como
íntima.
A busca pessoal preventiva normalmente é superficial, representando um
procedimento que antecede a eventual busca minuciosa, ou seja, a busca mais rigorosa poderá
ser consequência de uma superficial, dependendo do resultado desta. Daí porque a busca em
pessoa ou em seus pertences, de modo não rigoroso, é denominada busca pessoal preliminar, a
qual visa, principalmente verificar se não haverá risco à vida na ação policial, uma vez que
pode ocorrer de estar o indivíduo ocultando consigo arma proibida.
O que caracteriza basicamente a busca minuciosa é a verificação detalhada do corpo
do revistado, mediante a retirada de suas roupas e sapatos, além da verificação cuidadosa dos
objetos e pertences por ele portados. É observando o interior da boca, nariz e ouvido, a região
coberta pelos cabelos, barba e bigode, se houver, entre os dedos, embaixo dos braços e ainda
nas partes pudicas [do revistado ou da revistada], ou seja, entre as pernas e as nádegas e, no
caso de mulher submetida à busca, também embaixo dos seios e entre eles, sendo todo o
procedimento realizado preferencialmente com auxílio do próprio revistado, concitado a
colaborar. A busca pessoal minuciosa é realizada em local isolado do público, sempre que
possível na presença de testemunha.
3 NÍVEIS DE ALERTA E NÍVEIS DE ABORDAGEM POLICIAL
3.1 NÍVEIS DE ALERTA
São os graus de comprometimento que o Patrulheiro nunca deverá negligenciar no
serviço ou nas horas de folga, e cuja completa compreensão pode decidir situações críticas:
a) Nível 01: é aquele em que todo Patrulheiro armado deve estar, ou seja, atento a
tudo que o cerca. É o que denominamos “tensão soft” e que pode ser mantido
indefinidamente;
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b) Nível 02: o Patrulheiro tenta detectar ameaças em potencial, atribuindo-lhes
graduações e analisando eventuais abrigos, no caso da ameaça se concretizar. É o nível ideal,
porém, somente para pequenos períodos, pois é altamente estressante;
c) Nível 03: é atingido quando o Patrulheiro já identificou a ameaça, engajou o
alvo e procura um abrigo e/ou uma situação vantajosa, pronto para responder a um ataque;
d) Nível 04: a situação é tão crítica que ao Patrulheiro nada mais resta a não ser
fazer uso de sua arma na defesa própria ou de outrem, quando cessarem todos os outros meios
técnicos exigidos.
3.2 NÍVEIS DE ABORDAGEM
Serão determinados levando-se em consideração fatores de suspeição, que se
traduzem em maiores ou menores riscos para a equipe de Patrulhamento:
a) Abordagem Nível 01: é o tipo de abordagem mais simples. Normalmente feita
para alguma orientação do Patrulheiro ao indivíduo. Exemplo: orientação a pedestres e
motoristas no trânsito, etc.;
b) Abordagem Nível 02: é o tipo de abordagem levada a efeito quando há
alguma fundada suspeita; mas não há certeza de que os abordados estão envolvidos com
situações delituosas. Durante esta abordagem, é realizada a busca pessoal. Aqui todos os
Patrulheiros estão com suas armas na posição “pronto alto” / “posição 4”/“posição
engajado”. Exemplo: abordagens a suspeitos aleatoriamente;
c) Abordagem Nível 03: é o tipo de abordagem onde há fortes indícios de que os
suspeitos tenham praticado algum tipo de delito. Nessa abordagem, a busca é mais minuciosa,
devendo ser feita uma revista mais detalhada no interior de veículos, além da conferência da
numeração do chassi e dos antecedentes criminais. Os Patrulheiros podem enquadrar os
indivíduos suspeitos, deixando suas armas na posição “pronto alto”/ “posição 4”. Exemplo:
foi repassado via rede rádio que indivíduos em um veículo de cor amarela cometeram um
crime e a equipe de Patrulhamento se depara com um veículo com as mesmas características;
d) Abordagem Nível 04: é aquela quando os abordados estão em situação de
flagrante. Os Patrulheiros realizarão o enquadramento dos indivíduos suspeitos, deixando suas
armas na posição “pronto alto”/ “posição 4”. Aqui, os abordados deverão ser colocados
ajoelhados ou deitados ao solo, com as mãos sobre a cabeça, onde serão algemados e
posteriormente revistados;
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O nível de abordagem pode iniciar pelo nº 01 e terminar no mais elevado ou vice-
versa. Logo, a atenção deverá ser a mesma em todos os níveis. Em qualquer situação, o
Patrulheiro respeita as garantias constitucionais das pessoas, mesmo que sejam criminosos.
Durante as abordagens, o comandante da equipe [1º PATRULHEIRO] verbaliza com o
abordado e os comentários proferidos são aqueles referentes à situação da abordagem. Os
outros Patrulheiros envolvidos na ação policial sempre ratificarão o que for verbalizado pelo
1º PATRULHEIRO. Não é permitido discussão entre os policiais e as pessoas abordadas.
4 TÉCNICAS DE ABORDAGEM A PESSOAS ISOLADAS E/OU EM GRUPO
1) Busca inicial deve ser rápida, com o objetivo de verificar se algum suspeito
está armado, seja com arma branca ou de fogo. O Patrulheiro posiciona os abordados para a
ação policial e considera os procedimentos relativos ao conceito sobre busca preliminar e
minuciosa, já discutidos.
2) A revista pessoal sempre se inicia pela cintura do abordado até que em todo seu
corpo seja realizada a busca preliminar. Se estiver de chapéu, boné, peruca ou similar, o
Patrulheiro deverá retirá-lo, a fim de fazer uma busca mais minuciosa, porém, evita-se jogar
os objetos do abordado ao solo. Da mesma forma, o Patrulheiro não deve colocá-los sobre o
capô ou teto do veículo ou viatura de ROTAM, a fim de se evitar danos como amassados ou
riscos desnecessários.
3) As ocorrências e principalmente as abordagens devem ser feitas agindo com
correta e educada verbalização, até porque o indivíduo envolvido, seja criminoso ou não,
deverá ser tratado com respeito e dignidade. O Patrulheiro não pode fazer uso de termos não
técnicos ou fazer comentários de cunho pessoal em hipótese alguma.
4) Durante as abordagens, não se pode deixar os abordados com qualquer objeto a
suas mãos, tais como mochila, bonés, celulares, capacetes, bolsas e outros.
5) A aproximação da equipe de Patrulhamento deve sempre observar a técnica de
não posicionamento na linha de fogo entre os Patrulheiros.
6) Os abordados devem ser posicionados de costas para a equipes de ROTAM, as
mãos na cabeça, dedos entrelaçados na nuca, um ao lado do outro, pernas abertas e olhando
para frente. Não deve haver conversa entre os suspeitos e caso haja dúvidas, os abordados
devem ser inquiridos separadamente, para posterior confrontação de suas alegações.
7) Para aumentar o grau de segurança da busca pessoal o Patrulheiro responsável
pela revista, deverá dominar o suspeito segurando os seus dedos atrás da nuca com o objetivo
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de ter o total domínio perante este, a fim de evitar qualquer fuga ou reação por parte dos
indivíduos a serem revistados. No instante da busca pessoal, os seguranças da abordagem não
podem realizar a neutralização deste abordado submetido ao procedimento sob pena de
alvejar o Revistador [4º Patrulheiro].
8) O 1º e o 3º Patrulheiros posicionam-se em lados opostos dos abordados,
realizando a segurança do revistador [4º Patrulheiro] que efetuará a busca pessoal. Enquanto
isso, o 2º Patrulheiro faz a segurança do perímetro da abordagem, permanecendo atento às
proximidades e controlando a aproximação de outras pessoas.
9) Quanto à posição dos armamentos, após efetuado o controle das mãos dos
abordados e dependendo do nível de alerta e de abordagem, os Patrulheiros devem
permanecer com as armas na posição de pronto baixo.
10) Caso o abordado ofereça risco à equipe de Patrulhamento ou a terceiros e,
considerando o disposto sobre níveis de alerta e de abordagem, deverá ser deitado ao solo.
Procedimento igual ocorre se com o abordado for encontrada alguma arma. Havendo outros
envolvidos na abordagem, também será adotado o procedimento citado para evitar qualquer
reação. Todos são algemados e é feita a busca pessoal individualmente lembrando-se de dar
continuidade ao procedimento no indivíduo com o qual se encontrava o objeto de crime.
11) Quando em meio aos suspeitos existir elemento vulnerável à ação policial
[mulheres, idosos, crianças, adolescentes, etc.], este deverá ser posicionado na extremidade da
linha de abordados para que, ao término do procedimento de busca preliminar nos outros
abordados, seja peculiarmente revistado.
12) O Código de Processo Penal ampara o Patrulheiro do sexo masculino, a fazer a
busca e revista pessoal em mulheres, conforme: “Art. 249. A busca em mulher será feita por
outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.”. Com base nesta
legislação, se uma mulher, por ventura, venha a colocar uma pequena pistola 635 no seu
órgão genital. O Patrulheiro não só pode, como deve fazer a busca pessoal preliminar,
retirando, ele mesmo, do interior do órgão genital feminino, o armamento escondido. Nunca
e, em hipótese alguma, o abordado armado pegará a arma para o Policial de ROTAM. Por
mais difícil ou escondida que esteja, é o Policial quem retira a arma e a coloca fora do alcance
do indivíduo preso.
13) Quando a busca pessoal em mulheres é realizada por Patrulheiro do sexo
masculino, esta deve iniciar-se pela verificação de bolsas e embrulhos, observando-se a
existência de armas ou objetos que possam ser usados contra a força policial, ou que sejam
59
procedentes de ilícito penal que venham a incriminar a pessoa abordada. É essencial que haja
testemunha da busca pessoal, para evitar acusações de abuso sexual.
14) A revista em homossexuais e afins será realizada de acordo com o que consta
em sua identidade civil. Porém, há de se ter uma preocupação maior com a integridade física e
possível constrangimento, tanto por parte dos abordados, quanto por parte dos Patrulheiros,
contudo, os procedimentos operacionais a serem adotados serão os mesmos em mulheres,
crianças, adolescentes e homens. O que irá diferir uma situação da outra são justamente os
níveis de alertas, abordagens e possíveis perigos que poderão surgir no desenvolvimento da
ação policial.
15) Pessoas portadoras de necessidades especiais poderão ser orientadas pelos
Patrulheiros por meio de gestos e sinais, e não somente por verbalização.
16) Crianças e adolescentes poderão ser revistados e algemados desde que seja
realmente necessário, conforme legislação e normatização pertinente, devendo o Policial de
ROTAM fazer a sua devida justificação escrita na confecção do Boletim de Ocorrência.
Exceção ocorre na condução, pois nunca poderão ser conduzidos no interior do cubículo de
viatura de ROTAM, ou ainda, não poderão estar no mesmo ambiente compartilhado com
adultos. Toda situação que envolver a condução da criança e do adolescente à Delegacia ou
Conselho Tutelar, os pais ou responsáveis deverão ser informados o quanto antes.
17) Durante uma abordagem de nível 01, por exemplo, uma orientação de trânsito a
uma senhora, a equipe de Patrulhamento deve sempre primar pela sua segurança. Em hipótese
alguma deixará a sorte ou a rotina prevalecerem perante o correto uso das técnicas e táticas
policiais e Doutrina de ROTAM.
18) Após todas as averiguações feitas e nada de irregular encontrado, os
documentos são devolvidos pelo comandante da equipe, que agradece a colaboração e libera
os abordados.
4.1 ABORDAGEM DE PESSOAS A PÉ NO LADO DIREITO DA VIATURA
Identificada a atitude suspeita e decidida a realização da abordagem, os Patrulheiros
devem ficar atentos à reação dos suspeitos e observar se nada será dispensado por estes,
então:
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FIGURA. 15. ABORDAGEM DE PESSOAS
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
1º Patrulheiro (01):
1) Fica marcando/engajando os abordados com condição segura de tiro e inicia a
verbalização, posicionando-os para a abordagem, conforme já descrito;
2) Após o 3º Patrulheiro ter desembarcado e se posicionado no terreno, este
sinaliza e o 01 desembarca, juntamente com o 04, sem perder a possibilidade de tiro, faz a
transição de armamento [se for o caso] e se desloca para a lateral esquerda dos abordados, a
fim de realizar a segurança, sendo acompanhado pelos outros patrulheiros, os quais assumirão
suas posições e funções;
3) Durante a primeira revista, no abordado de sua extremidade, o 01 realizará
deslocamento lateral para permanecer na linha do Revistador e na diagonal do abordado;
4) Ainda durante a revista no abordado de sua extremidade, o 1º Patrulheiro não
realizará o engajamento deste e, sim, permanecerá na posição de retenção com seu
armamento, observando a cintura do abordado e em condições de neutralizá-lo, caso o 4º
Patrulheiro perceba uma reação e o lance para frente, se afastando para trás;
61
5) Permanece realizando segurança na lateral esquerda da linha dos abordados,
agora de uma maneira geral, acompanhando a busca em todos os outros suspeitos uma vez
que os que estão próximos já foram revistados pelo Revistador. Pode ratificar aos abordados
para permanecerem na posição adequada à ação policial, permanecerem em silêncio, etc.;
6) Após a revista, ele determina que os abordados abaixem as mãos e as coloquem
para trás, solicita a documentação pessoal de todos, a qual será recolhida pelo 1º Patrulheiro e
entregue ao 4º Patrulheiro, para fins de verificação de antecedentes via CIOSP e
preenchimento de relatório de serviço;
7) Realiza, juntamente com o 3º Patrulheiro, a entrevista com os abordados. Caso
nada de ilícito seja constatado, a documentação é restituída pelo comandante da equipe,
quando é informado que, estes estão liberados. Havendo alguma situação de ilicitude,
determina os procedimentos pertinentes e conduz a ocorrência;
8) Assim que informar as condições de liberação, o 02 desloca para a viatura e
embarca, o 01 permanece no semi-embarque, juntamente com os outros Policiais de ROTAM,
então determina a realização do embarque de todos ao mesmo instante;
9) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
2º Patrulheiro (02):
1) Deve parar a viatura de forma a possibilitar condições de
engajamento/marcação dos abordados por parte do Patrulheiro que for realizar a verbalização
inicial;
2) Após todos os Patrulheiros da equipe de ROTAM terem assumido suas
respectivas posições na abordagem, ele aciona todos os sinais luminosos da viatura e a
manobra, posicionando-a de forma favorável e segura ao Patrulhamento [se for o caso] e
desembarca a fim de assumir a segurança externa da abordagem;
3) Desembarcar juntamente com patrulheiro 3 e procede na execução de sua
função de segurança periférica/perimetral e se necessário realizará a inclusão de mais algum
transeunte no teatro da ação policial; o 02 receberá o apoio do Policial de ROTAM da
segurança da abordagem mais próximo de sua posição no instante da inclusão. Neste
momento o Revistador para a revista, se afasta dos abordados sacando seu armamento e passa
62
a realizar a segurança da abordagem juntamente com o outro Patrulheiro da segurança da
abordagem que não estiver auxiliando o 02;
4) Assim que o comandante da equipe iniciar a verbalização para liberação dos
abordados o 02 embarca e já prepara a viatura para a saída enquanto os outros três
Patrulheiros permanecem no semi-embarque e aguarda a determinação do comandante para
realizarem o embarque juntos;
5) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
3º Patrulheiro (03):
1) Assim que a viatura parar, o 03 desembarca, dá a volta por trás da viatura de
ROTAM, posicionando-se na lanterna direita da viatura com seu armamento engajado,
realizando a segurança da abordagem, sinalizando para que os patrulheiros 01 e 04 possam
desembarcar de forma segura e posiciona-se na diagonal direita dos abordados, a fim de
realizar a segurança;
2) Permanece realizando segurança na lateral direita da linha dos abordados
sempre atento aos suspeitos que ainda não foram submetidos ao procedimento policial pelo
Revistador. Pode ratificar aos abordados para permanecerem na posição adequada a
abordagem, permanecerem em silêncio, etc.;
3) Durante a revista no abordado de sua extremidade, o 03 não realizará o
engajamento e, sim, permanecerá na posição de retenção com seu armamento, observando a
cintura do abordado e em condições de neutralizá-lo, caso o Revistador perceba uma reação
do abordado e o lance para frente, se afastando para trás;
4) Após a revista iniciará a entrevista juntamente com o patrulheiro 01, onde este
entrevistará o abordado de sua extremidade.
5) Assim que o comandante da equipe iniciar a verbalização para liberação dos
abordados o 03 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a
determinação do comandante para realizarem o embarque de todos os Patrulheiros
juntos;
6) Após o embarque de todos os Patrulheiros, o 03 informa ao 02 que a equipes de
Patrulhamento está em condições de retornar ao patrulhamento [pode informar um
PRONTO, NIHIL, etc.];
63
7) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as portas da
viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
4º Patrulheiro (04):
1) No instante em que o comandante da equipe começar a verbalização com os
abordados o 04 engaja seu armamento aos abordados e aguarda o sinal do 03 para realizar o
desembarque, juntamente com o 01, e se posiciona em frente à sua porta, cerca de 1 [um]
metro perpendicularmente à viatura e marca/engaja os abordados.
2) Após o desembarque no teatro da ação, o 04 desloca-se entre os seguranças e
se posiciona para iniciar a busca pessoal.
3) Coloca seu armamento no coldre, concluiu a arrumação do teatro da ação
policial e inicia a busca pessoal [revista] pelo indivíduo que esteja mais próximo do 1º
Patrulheiro, de forma a possibilitar que este fique na segurança geral e tenha uma maior
visualização e controle sobre a abordagem;
4) Durante a realização da revista, o 04 deverá ter total domínio sobre o abordado.
Assim, antes de iniciar a busca pessoal propriamente dita, deve certificar-se que o abordado
está subjugado, desequilibrado e totalmente dominado;
5) Para realizar a busca pessoal, o 04 deve retirar o abordado da linha dos outros
abordados, efetuando um ou dois passos a retaguarda em relação à posição dos outros e
retornando o abordado para a linha ao fim da busca [este procedimento ocorrerá com todos os
abordados] [Figura 18];
FIGURA. 18
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
64
6) Após a revista fica encarregado de recolher a documentação pessoal dos
abordados, que está na posse do 01 e realiza a verificação dos antecedentes junto ao CIOSP e
preenchimento do relatório de serviço [se for o caso], nada constatado, devolve a
documentação ao 01.
7) Posteriormente a este procedimento, realiza uma varredura, vistoria minuciosa
nas imediações do local da abordagem, no trajeto dos abordados anterior a abordagem, etc.
[Figura 19];
FIGURA.19
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
8) Se nada constatado retorna ao seu posicionamento inicial e informa ao
comandante da equipe para fins de liberação. Caso algo ilícito seja verificado, informará
discretamente ao 01 a irregularidade e apoiará a equipe de Patrulhamento na ação pertinente;
9) Assim que o comandante da equipe iniciar a verbalização para liberação dos
abordados o 04 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a
determinação do comandante para realizarem o embarque juntos;
10) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
4.2 ABORDAGEM DE PESSOAS A PÉ NO LADO ESQUERDO DA VIATURA
Caso a abordagem se proceda pelo lado esquerdo da viatura de ROTAM, o 3º
Patrulheiro será o responsável pela verbalização inicial. No momento em que o 03 estiver
65
realizando a verbalização com o armamento engajado, o 02 também estará com o armamento
engajado. O comandante da equipe, 01, desembarca, passa pela frente da viatura e se
posiciona no farol esquerdo da viatura com seu armamento engajado, realizando a segurança
da abordagem, simultaneamente o 04 desembarca, passa pela retaguarda da viatura e se
posiciona na lanterna esquerda da viatura com seu armamento engajado, realizando também a
segurança da abordagem, momento este em que o 01 sinaliza para que o 03 desembarque com
segurança, deslocando-se por trás do 04, que dá um passo à frente, abrindo espaço para que o
03 se desloque para a diagonal esquerda dos abordados, simultaneamente o 04 posiciona-se ao
centro dos abordados, momento em que todos estiverem posicionados para abordagem o 02
desembarca e se posiciona na retaguarda da viatura passando por trás do 04 e do 03 fazendo a
segurança perimetral. [Figura 20].
FIGURA.20
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
Quanto aos demais procedimentos, segue-se o que foi descrito para os abordados no
lado direito da viatura de ROTAM. [Figuras 21, 22 e 23].
FIGURA.21
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
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FIGURA.22
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
FIGURA.23
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
4.3 ABORDAGEM E VISTORIA DE VEÍCULOS DE PASSEIO E UTILITÁRIOS
Identificada a atitude suspeita e decidida a realização da abordagem, os Patrulheiros
devem ficar atentos à reação dos suspeitos e observar se nada será dispensado por estes. Os 3º
e 4º Patrulheiro, responsáveis pela cobertura da retaguarda e laterais, devem sinalizar com
gestos para evitar que outros veículos se coloquem entre a viatura de ROTAM e o veículo
abordado ou atrapalhem a parada.
67
A viatura permanecerá com sua lateral direita na linha da lateral esquerda do veículo
abordado, cerca de 3 [três] a 5 [cinco] metros à retaguarda. Esta posição da viatura poderá o
farol direito desta estar na direção da lanterna traseira esquerda do veículo abordado.
O condutor desce com a chave do veículo na mão e com a mão na cabeça desloca
para a retaguarda do veículo. Se existir mais alguém dentro do veículo é determinado que
desça(m) o(s) passageiro(s) e que as portas do carro permaneçam abertas. Todos devem se
deslocar para a posição que se encontra o condutor, ficam um ao lado do outro, de costas para
a equipes de Patrulhamento, pernas abertas, mãos na cabeça, dedos entrelaçados na nuca,
olhando para a frente [mesmo posicionamento dos abordados quando da realização da
abordagem de pessoas a pé].
4.3.1 1º Patrulheiro (01):
1) Antes de parar o veículo, fica marcando/engajando os abordados com condição
segura de tiro e inicia a verbalização, determinando que o veículo pare à direita da via;
2) Com a parada do automotor, realiza o semi-desembarque, engaja os abordados
utilizando-se da coluna da viatura como barricada, continua a verbalização posicionando os
ocupantes para a abordagem, conforme já descrito [Figura 24];
3) Após todos os ocupantes do veículo se posicionarem para a abordagem, o 01
indaga ao condutor se há mais algum passageiro no carro. Se a resposta for negativa, ordena o
desembarque dos Patrulheiros e sem perder a possibilidade de tiro, desembarca, faz a
transição de armamento [se for o caso] e se desloca para a lateral direita dos abordados, a fim
de realizar a segurança, sendo acompanhado pelos outros Patrulheiros, os quais assumirão
suas posições e funções [nunca é demais lembrar que todos os Patrulheiros desembarcam e
fecham as portas da viatura e assumem suas posições e funções]. No caso de ser positiva,
determina ao condutor que ordene ao(s) passageiro(s) a descida e/ou auxilie-o, sendo este um
vulnerável à ação policial [Figura 25];
4) O 1º Patrulheiro realiza a verificação se há mais alguém no interior do
automotor, [lembrar de não colocar o 3º Patrulheiro na sua linha de tiro, muito menos de ficar
na linha de tiro dele];
68
5) Se durante a verificação do interior do veículo abordado for encontrado alguma
pessoa em seu interior o 01 ordenará o desembarque [com esta situação o nível de alerta e
abordagem progredirá e serão adotadas as cautelas devidas];
6) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros;
7) Após a revista, o 01 se posiciona na lateral da via, e determina que os
abordados se desloquem para a sua esquerda, em uma distância suficiente e segura, onde
permanecerão até o fim da abordagem. O condutor do veículo deverá permanecer na
extremidade direita da linha de abordados, de onde acompanhará a busca. Determina que os
abordados abaixem as mãos e as coloquem para trás, se for o caso [neste momento o 01
realizará a contenção dos abordados impedindo o contato destes com o Revistador] [Figura
28];
8) O 01 inicia, juntamente com o 3º Patrulheiro, a entrevista com os abordados,
indagando ao proprietário a existência de armas, drogas, valores ou objetos valiosos [como
ouro ou jóias] no veículo e informa que será realizada vistoria, sendo possível o
acompanhamento desta sem, contudo, haver interferência [é um acompanhamento visual por
parte do proprietário] [Figura 29];
9) Com o término da busca no interior do automotor, inicia-se a verificação do
porta malas pelo 03 e 04. Neste momento o comandante concentra sua atenção nos abordados,
afim de aumentar a segurança dos demais componentes. Feito isto, o 01 solicita e recolhe a
documentação pessoal e veicular, as quais serão entregues ao 4º Patrulheiro para fins de
identificação veicular e verificação de antecedentes dos ocupantes, etc. se for o caso
[procedimento idêntico ao realizado para abordagem de pessoas a pé]. O diferencial é que o 4º
Patrulheiro faz a verificação de identificação veicular;
10) Caso nada de ilícito seja constatado, a documentação é restituída pelo
comandante da equipe, quando é informado ao condutor que seu veículo se encontra aberto,
que todos estão liberados e que a viatura de ROTAM aguarda o retorno do veículo ao trânsito.
Havendo alguma situação de ilicitude, determina os procedimentos pertinentes e conduz a
ocorrência;
11) Assim que informar as condições de liberação, o 01 desloca para a viatura e
permanece no semi-embarque, juntamente com os outros Patrulheiros, até que o veículo
abordado retorne ao trânsito, quando determina a realização do embarque de todos os
componentes da equipe ao mesmo instante.
69
4.3.2 2º Patrulheiro (02):
1) Deve conduzir a viatura de forma a possibilitar condições de
engajamento/marcação do veículo abordado por parte do Patrulheiro que for realizar a
verbalização inicial e no instante que o veículo abordado parar, para a viatura de ROTAM,
cerca de 3 [três] a 5 [cinco] metros à retaguarda;
2) Com a parada da viatura, poderá auxiliar o Patrulheiro que for realizar a
verbalização inicial, no engajamento/marcação dos abordados realizando o semi-desembarque
e utilizando o tiro barricado na coluna esquerda do para-brisa (se for o caso), o que lhe
permitirá uma melhor visualização do abordado que estiver mais ao extremo esquerdo da
linha de abordados [abordagem lado direito da viatura];
3) Com o avanço do 3º Patrulheiro, aciona todos os sinais luminosos da viatura,
caso já não estejam acionados, manobra a viatura posicionando-a de forma favorável e segura
ao Patrulhamento (se for o caso) e desembarca a fim de assumir a segurança externa da
abordagem, atentando quanto à sinalização de trânsito necessária a ação policial [Figura 26];
4) O 02 procede na execução de sua função de segurança periférica/perimetral e
em caso extremo, realiza a inclusão de algum transeunte no teatro da abordagem. O 02 recebe
o apoio do Patrulheiro da segurança da abordagem mais próximo de sua posição no instante
da inclusão. Neste momento o 4º Patrulheiro para a revista, se afasta dos abordados sacando
seu armamento e passa a realizar a segurança da abordagem juntamente com o outro
Patrulheiro da segurança da abordagem que não estiver auxiliando o 02;
5) Quando o 1º Patrulheiro afastar os abordados para a lateral direita do veículo
abordado, permanecerá atento e se abrigará na retaguarda da viatura de ROTAM, pois
ocorrerá a varredura do porta-malas [Figura 28];
6) Assim que o 1º Patrulheiro iniciar a verbalização para liberação dos abordados
o 02 embarca e já prepara a viatura para a saída, enquanto os outros três Patrulheiros
permanecem no semi-embarque, aguarda a saída do veículo abordado e a determinação do
comandante para realizarem o embarque;
7) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
4.3.3 3º Patrulheiro (03)
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1) Assim que a viatura de ROTAM parar e simultaneamente ao semi-
desembarque do outros Patrulheiros, o 03 realiza o semi-desembarque, cobrindo a retaguarda
no seu campo de visão, com a arma na posição de pronto baixo, inclusive, atentando quanto à
sinalização e balizamento do trânsito. Permanece na segurança de retaguarda, até a ordem de
desembarque [Figura 24];
2) Quando ordenado, desembarca, sem perder a possibilidade inicial de tiro e se
desloca para a extremidade esquerda posicionando a diagonal abordados, avançando pela
lateral esquerda da viatura para proceder na segurança da abordagem. Durante a vistoria do
interior do veículo, ficará atento ao avanço do 1º Patrulheiro para que não fique na linha de
tiro daquele Patrulheiro [Figura 26];
3) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros [Figura 27];
4) Posiciona-se na lateral do veículo para apoiar o 1º Patrulheiro [neste momento,
o apoiará realizando a contenção dos abordados durante a busca veicular, impedindo o contato
destes com o Revistador. É igual ao procedimento na abordagem a pessoas a pé. [Figura 28];
5) Concluída a busca veicular, o 01 permanece na lateral direita da parte traseira
do veículo abordado, com os abordados a sua esquerda; o 04 acionará o 03 para apoiá-lo na
abertura do porta malas, este se desloca para o lado do 04, que destranca e abre o porta-malas
pelo lado direito, o 03 realiza a varredura com a arma em condições de pronto emprego
executando a técnica de fatiamento. [Esta varredura é com o objetivo de averiguar se existe
algum suspeito homiziado, ou vítima, no interior do porta-malas.] [Figura 29];
6) Realiza a entrevista com os abordados a comando do 1º Patrulheiro;
7) Assim que o comandante iniciar a verbalização para liberação dos abordados, o
03 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a determinação do 1º
Patrulheiro para realizarem o embarque todos os Patrulheiros juntos;
8) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
4.3.4 4º Patrulheiro (04):
1) No instante em que o 1º Patrulheiro começar a verbalização com os abordados,
realiza o semi-desembarque cobrindo a retaguarda no seu campo de visão, com a arma na
posição de pronto baixo, inclusive, atentando quanto à sinalização e balizamento do trânsito.
Permanece na segurança de retaguarda, até a ordem de desembarque [Figura 24];
71
2) Quando ordenado, desembarca, sem perder a possibilidade inicial de tiro, faz a
transição de armamento (se for o caso) e se posiciona a esquerda do 1º patrulheiro, enquanto o
patrulheiro 1 realiza a vistoria no interior do veículo abordado com o intuito de identificar
algum suspeito homiziado [Figura 26];
3) Concluída a verificação, se posiciona para iniciar a busca pessoal nos
abordados, consoante ao já preconizado nesta Doutrina;
4) Coldreia seu armamento travando coldre, concluindo a arrumação do teatro da
ação policial e inicia a busca pessoal [revista] pelo indivíduo que esteja mais próximo do 1º
Patrulheiro, de forma a possibilitar que este fique na segurança geral no primeiro momento e
tenha uma maior visualização e controle sobre a abordagem;
5) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros [Figura 27];
6) Enquanto 1º Patrulheiro conduz os abordados para a lateral direita do veículo, o
patrulheiro 04 faz a vistoria veicular iniciando a busca no quadrante do passageiro da frente,
seguindo para a retaguarda deste, logo após à retaguarda do motorista, e depois o quadrante
do motorista.
7) Então o 04 acionará o 03 para apoiá-lo na abertura do porta malas, este se
desloca para o lado do 04, que destranca e abre o porta-malas pelo lado direito, o 03 realiza a
varredura com a arma em condições de pronto emprego executando a técnica de fatiamento.
8) Em seguida a varredura do porta-malas, realiza o fechamento deste, se nada
constatado retorna ao seu posicionamento inicial e informa ao 1º Patrulheiro para fins de
liberação. Caso algo ilícito seja verificado, informará discretamente ao comandante a
irregularidade e apoiará a equipe de Patrulhamento na ação pertinente;
9) Daí realiza a verificação do Capô;
10) Recebe a documentação do veículo passada pelo 3º Patrulheiro e realiza uma
verificação de identificação veicular inclusive realizando a verificação de numérica de chassi
na parte envidraçada, etc.;
11) Assim que o 1º Patrulheiro iniciar a verbalização para liberação dos abordados
o 04 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a determinação do 1º
Patrulheiro para realizarem o embarque juntos;
12) Após o embarque de todos os Patrulheiros, o 04 informa ao 2º Patrulheiro que a
equipes de Patrulhamento está em condições de retornar ao patrulhamento [pode informar um
PRONTO, NIHIL, etc.];
72
13) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
14) Caso a abordagem se proceda pelo lado esquerdo da viatura de ROTAM, o 3º
Patrulheiro será o responsável pela verbalização inicial. No momento em que o Revistador
estiver realizando a verbalização, os outros Patrulheiros realizam o semi-desembarque. O 2º
Patrulheiro para a viatura com a lateral esquerda paralela a lateral direita do veículo abordado.
Quanto aos demais procedimentos, segue-se o que foi descrito para os abordados no lado
direito da viatura de ROTAM. Deverá ser observado que algumas posições dos Patrulheiros
mudarão em virtude do lado desta abordagem.
FIGURA. 24 AÇÃO [01]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
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FIGURA.25 AÇÃO [02]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
FIGURA.26 AÇÃO [03]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
74
FIGURA.27 AÇÃO [04]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
FIGURA.28 AÇÃO [05]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
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FIGURA.29 AÇÃO [06]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
4.4 ABORDAGEM com APOIO - 02 VTRs
De igual modo das abordagens veiculares até agora apresentadas, após identificada a
atitude que necessita da intervenção policial pela equipe de ROTAM, os Patrulheiros devem
ficar atentos à reação dos passageiros e dos suspeitos observando se nada será dispensado por
estes. Os 3º e 4º Patrulheiro, responsáveis pela cobertura da retaguarda e laterais, devem
sinalizar com gestos para evitar que outros veículos se coloquem entre a viatura de ROTAM e
o veículo abordado ou atrapalhem a parada.
Para a realização desta abordagem o comandante da equipe informará ao ROTAM
Comando e demais prefixos, via rede rádio na frequência fechada da ROTAM para apoio
imediato.
A viatura permanecerá com sua lateral direita na linha da lateral esquerda do veículo
abordado, cerca de 5 [cinco] a 7 [sete] metros à retaguarda [distância que permitirá uma
melhor visualização do veículo abordado]. Nesta posição da viatura, poderá o farol direito
desta, estar na direção da lanterna traseira esquerda do veículo abordado. Aos ocupantes do
veículo abordado será determinado os procedimentos pertinentes a abordagem veicular.
76
A segunda viatura se posicionara logo atrás da primeira VTR parada para
desembarque da equipe em um ângulo de 45°, de modo a fazer um corredor de isolamento
entre as viaturas policias e a retaguarda do veículo abordado. [Figura]
Quando iniciar o desembarque dos ocupantes para a busca pessoal, estes serão
ordenados a desembarcar para trás do veículo, de costas para a equipes de Patrulhamento
Tático, pernas abertas, mãos na cabeça, dedos entrelaçados na nuca, olhando para a frente.
Então:
FIGURA:
Os policiais da 1ª Vtr farão semi-desembarque e iniciarão a verbalização para extração dos
abordados. Os policiais da 2ª Vtr como prestam apoio a abordagem ficarão desembarcados
prontos e atentos aos comandos do 01 da primeira VTR para tomar o posicionamento após o
comando para “desembarcar”.
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Ao desembarcar, os ocupantes do veículo abordados deverão descer com mãos sobre a
cabeça e dedos entrelaçados e devendo ser posicionados na traseira do veículo um ao lado do
outro, após posicionados os ocupantes do veiculo abordado, a equipe da VTR 01 desembarca
avançando em leque, com a seguinte configuração 01, 03, 04 e o 11(comandante da VTR 02);
os demais continuam atentos na segurança da abordagem realizando a segurança 360º.
O Comandante 01 avança para varredura visual no interior do veículo. O 03, 04 e 11 ficam na
contenção do abordados. O 04, quarto homem de preferência já observa o linha de cintura dos
abordados, para aumentar a segurança do 01 que se expõe momentaneamente.
O 04 efetua a busca pessoal trazendo sempre o abordado para trás, evitando que haja
vulnerabilidades na ação da equipe.
Se constatada a necessidade de mais um revistador, o 14 (04 da VTR 02) se aproxima para
auxiliar na busca pessoal.
Ao término da busca pessoal, o 04 realizará a busca veicular e verificação do porta-malas.
4.5 ABORDAGEM E VISTORIA DE MOTOCICLETAS
Identificada a atitude suspeita e decidida a realização da abordagem, os Patrulheiros
devem ficar atentos à reação dos suspeitos e observar se nada será dispensado por estes.
Geralmente o carona se encontra com a arma escondida debaixo de suas vestes. É necessária a
cautela redobrada, pois este veículo propicia uma agilidade ao carona podendo estimular uma
reação imediata com disparo de arma de fogo contra a viatura de Patrulhamento. Tal
automotor facilita muito a fuga em qualquer terreno. Os 3º e 4º Patrulheiros, responsáveis pela
cobertura da retaguarda e laterais, devem sinalizar com gestos para evitar que outros veículos
se coloquem entre a viatura de ROTAM e o veículo abordado ou atrapalhem a parada.
A viatura permanecerá com sua lateral direita na linha da lateral esquerda da
motocicleta abordada, cerca de 2 [dois] a 3 [três] metros à retaguarda. O condutor da
motocicleta desce com a chave do veículo na mão. O(s) passageiro(s) deve(m) descer e todos
devem permanecer com o capacete até que ao fim da busca pessoal seja determinada a
retirada. É determinado aos passageiros que se desloquem para a traseira da motocicleta e se
posicionem um ao lado do outro, de costas para a equipes de Patrulhamento, pernas abertas,
mãos na cabeça, dedos entrelaçados na nuca, olhando para a frente [mesmo posicionamento
dos abordados quando da realização da abordagem de pessoas a pé]. Então:
78
4.5.1 1º Patrulheiro (01):
1) Fica marcando/engajando os abordados com condição segura de tiro e inicia a
verbalização, determinando que o veículo pare à direita da via;
2) Com a parada do automotor, realiza o semi-desembarque, engaja os abordados
utilizando-se da coluna da viatura como barricada, continua a verbalização posicionando os
ocupantes para a ação policial;
3) Após os abordados se posicionarem para a abordagem, o 01 ordena o
desembarque dos Patrulheiros e sem perder a possibilidade de tiro, desembarca, faz a
transição de armamento (se for o caso) e se desloca para a lateral direita dos abordados, a fim
de realizar a segurança, sendo acompanhado pelos outros Patrulheiros, os quais assumirão
suas posições e funções;
4) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros;
5) Após a revista, ele se posiciona a altura da roda traseira do veículo abordado,
do lado direito, de costas para este e determina que os abordados se desloquem para a sua
frente, em uma distância suficiente e segura, onde permanecerão até o fim da busca no
automotor. Determina que os abordados abaixem as mãos e as coloquem para trás, se for o
caso [neste momento o 01, realizará a contenção dos abordados impedindo o contato destes
com o Revistador];
6) Inicia, juntamente com o 3º Patrulheiro, a entrevista com os abordados,
indagando ao proprietário a existência de armas ou drogas no veículo e informa que será
realizada vistoria, sendo possível o acompanhamento desta sem, contudo, haver interferência
[é um acompanhamento visual por parte do proprietário];
7) Com o término da busca no interior do automotor, solicita a documentação
pessoal e veicular, as quais serão recolhidas pelo 3º Patrulheiro e entregues ao 4º Patrulheiro
para fins de identificação veicular e verificação de antecedentes dos ocupantes, etc.
[procedimento idêntico ao realizado para abordagem de pessoas a pé]. O diferencial é que o 4º
Patrulheiro faz a verificação de identificação veicular;
8) Caso nada de ilícito seja constatado, a documentação é restituída, quando é
informada a liberação de todos e que a viatura de ROTAM aguarda o retorno do veículo ao
trânsito. Havendo alguma situação de ilicitude, determina os procedimentos pertinentes e
conduz a ocorrência;
79
9) Assim que informar as condições de liberação, o 01 desloca para a viatura e
permanece no semi-embarque, juntamente com os outros Patrulheiros, até que o veículo
abordado retorne ao trânsito, quando determina a realização do embarque de todos os
componentes da equipe ao mesmo instante.
10) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
4.5.2 2º Patrulheiro (02):
1) Deve conduzir a viatura de forma a possibilitar condições de
engajamento/marcação dos abordados por parte do Patrulheiro o que for realizar a
verbalização inicial e no instante que o veículo abordado parar, para a viatura de ROTAM,
cerca de 2 [dois] a 3 [três] metros à retaguarda;
2) Com a parada da viatura, poderá auxiliar o Patrulheiro que for realizar a
verbalização inicial, no engajamento/marcação dos abordados realizando o semi-desembarque
e utilizando o tiro barricado na coluna esquerda do para-brisa (se for o caso), o que lhe
permitirá uma melhor visualização do abordado que estiver mais ao extremo esquerdo da
linha de abordados [abordagem lado direito da viatura];
3) Com o avanço do 3º Patrulheiro, aciona todos os sinais luminosos da viatura,
caso já não estejam acionados, manobra a viatura posicionando-a de forma favorável e segura
ao Patrulhamento (se for o caso) e desembarca a fim de assumir a segurança externa da
abordagem, atentando quanto à sinalização de trânsito necessária a ação policial;
4) O 02 procede na execução de sua função de segurança periférica/perimetral e
em caso extremo, realiza a inclusão de algum transeunte no teatro da abordagem. O 02 recebe
o apoio do Patrulheiro da segurança da abordagem mais próximo de sua posição no instante
da inclusão. Neste momento o 4º Patrulheiro para a revista, se afasta dos abordados sacando
seu armamento e passa a realizar a segurança da abordagem juntamente com o outro
Patrulheiro da segurança da abordagem que não estiver auxiliando o 02;
5) Quando o 1º Patrulheiro afastar os abordados para a lateral do veículo
abordado, realiza a verificação de informações do automotor junto à CIOPS. Informa se há ou
não alterações para o comandante da equipe. Após esse procedimento ele retorna para a
segurança perimetral da abordagem. Mesmo quando em verificação, não descuida da
segurança perimetral da abordagem;
80
6) Assim que o 1º Patrulheiro iniciar a verbalização para liberação dos abordados
o 02 embarca e já prepara a viatura para a saída, enquanto os outros três Patrulheiros
permanecem no semi-embarque, aguarda a saída do veículo abordado e a determinação do
comandante para realizarem o embarque;
7) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
4.5.3 3º Patrulheiro (03)
1) Assim que a viatura de ROTAM parar e simultaneamente ao semi-
desembarque do outros Patrulheiros, o 03 realiza o semi-desembarque, cobrindo a retaguarda
no seu campo de visão, com a arma na posição de pronto baixo, inclusive, atentando quanto à
sinalização e balizamento do trânsito. Permanece na segurança de retaguarda, até a ordem de
desembarque;
2) Quando ordenado, desembarca, sem perder a possibilidade inicial de tiro e se
desloca para a extremidade esquerda da linha de abordados avançando pela lateral esquerda
da viatura para proceder na segurança da abordagem;
3) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros;
4) Concluída a revista, desloca para a lateral do veículo para apoiar o 1º
Patrulheiro (neste momento, o apoiará realizando a contenção dos abordados impedindo o
contato destes com o Revistador). Fica encarregado de receber a documentação veicular e
pessoal dos abordados quando ordenado pelo 1º Patrulheiro e repassá-la ao 4º Patrulheiro.
Repassa a documentação do veículo para o 4º Patrulheiro realizar a verificação de
identificação veicular. E igual ao procedimento na abordagem a pessoas a pé o 04 faz a
verificação de antecedentes dos ocupantes, etc.;
5) Realiza a entrevista com os abordados a comando do 1º Patrulheiro;
6) Assim que o comandante iniciar a verbalização para liberação dos abordados, o
03 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a determinação do 1º
Patrulheiro para realizarem o embarque todos os Patrulheiros juntos;
7) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
4.54 4º Patrulheiro (04):
81
1) No instante em que o 1º Patrulheiro começar a verbalização com os abordados,
o 04 realiza o semi-desembarque cobrindo a retaguarda no seu campo de visão, com a arma na
posição de pronto baixo, inclusive, atentando quanto à sinalização e balizamento do trânsito.
Permanece na segurança de retaguarda, até a ordem de desembarque [Figura 30];
2) Quando ordenado, desembarca, sem perder a possibilidade inicial de tiro, faz a
transição de armamento (se for o caso) e se posiciona entre o 1º e 3º Homens [Figura 31];
3) Coloca seu armamento no coldre, conclui a arrumação do teatro da ação
policial e inicia a busca pessoal [revista] pelo indivíduo que esteja mais próximo do 1º
Patrulheiro, de forma a possibilitar que este fique na segurança geral no primeiro momento e
tenha uma maior visualização e controle sobre a abordagem;
4) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros [Figura 32];
5) Após a busca pessoal em todos, determina que o capacete seja destravado de
forma que o 04 possa retirá-lo da cabeça do abordado e inspecioná-lo. O capacete deve ser
colocado sobre a moto com o cuidado para que não caia no chão. Este procedimento é
adotado com todos os ocupantes da moto um a um [Figura 33];
6) Concluída a revista, faz a vistoria veicular e posteriormente realiza uma
varredura, vistoria minuciosa nas imediações do local da abordagem, no trajeto dos abordados
anterior a abordagem, etc. [Figura 34];
7) Se nada constatado retorna ao seu posicionamento inicial e informa ao 1º
Patrulheiro para fins de liberação. Caso algo ilícito seja verificado, informará discretamente
ao comandante a irregularidade e apoiará a equipe de Patrulhamento na ação pertinente;
8) O 04 recebe a documentação do veículo passada pelo 3º Patrulheiro e realiza
uma verificação de identificação veicular inclusive realizando a verificação de numérica de
chassi, etc.;
9) Assim que o 1º Patrulheiro iniciar a verbalização para liberação dos abordados
o 04 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a determinação do 1º
Patrulheiro para realizarem o embarque juntos;
10) Após o embarque de todos os Patrulheiros, o 04 informa ao 2º Patrulheiro que a
equipes de Patrulhamento está em condições de retornar ao patrulhamento [pode informar um
PRONTO, NIHIL, etc.];
11) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
82
FIGURA.30 AÇÃO [01]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
FIGURA.31 AÇÃO [02]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
83
FIGURA.32 AÇÃO [03]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
FIGURA.33 AÇÃO [04]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
84
FIGURA.34 AÇÃO [05]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
4.6 ABORDAGEM E VISTORIA DE VANS [TRANSPORTE
COLETIVO/ESCOLARES]
Esta abordagem ocorrerá nas Vans do transporte coletivo e/ou as Vans de transporte
escolar enquanto que a abordagem nos outros tipos de Vans ocorrerá de igual modo a dos
veículos utilitários.
De igual modo das abordagens veiculares até agora apresentadas, após ser
identificada a atitude que necessita da intervenção policial pela equipe de ROTAM, os
Patrulheiros devem ficar atentos à reação dos passageiros e dos suspeitos observando se nada
será dispensado por estes. Os 3º e 4º Patrulheiros, responsáveis pela cobertura da retaguarda e
laterais, devem sinalizar com gestos para evitar que outros veículos se coloquem entre a
viatura de ROTAM e o veículo abordado ou atrapalhem a parada.
A viatura permanecerá com sua lateral direita na linha da lateral esquerda do veículo
abordado, cerca de 5 [cinco] a 7 [sete] metros à retaguarda [distância que permitirá uma
melhor visualização do veículo abordado]. Nesta posição da viatura poderá o farol direito
desta estar na direção da lanterna traseira esquerda do veículo abordado. O condutor da Van
será ordenado a permanecer no seu lugar e aguardar o 1º Patrulheiro determinar sua conduta.
85
Os ocupantes são determinados a permanecerem no interior do veículo até que todo o teatro
da ação esteja pronto. Caso algum ocupante desembarque será posicionado para a busca na
lateral direita do veículo. Quando iniciar o desembarque dos ocupantes para a busca pessoal,
estes serão ordenados a desembarcar trazendo consigo os pertences e permanecerem na lateral
da Van, de costas para a equipes de Patrulhamento Tático, pernas abertas, mãos na cabeça,
dedos entrelaçados na nuca, olhando para a frente e os pertences no chão entre as pernas
[mesmo posicionamento dos abordados quando da realização da abordagem de pessoas a pé].
Então:
4.6.1 1º Patrulheiro (01):
1) Antes de parar o veículo, fica marcando/engajando os abordados com condição
segura de tiro e inicia a verbalização, determinando que o veículo pare à direita da via;
2) Com a parada do automotor, o 01 realiza o desembarque e aguarda a chegada
do 4º e 3º Patrulheiros, daí inicia o deslocamento para a lateral direita da Van até a altura da
porta da frente. Será seguido pelos 4º e 3º Patrulheiro, os quais assumirão suas posições e
funções na abordagem;
3) Ao se posicionar na lateral do veículo determinará aos ocupantes da parte
frontal da Van para que desembarquem pela porta do passageiro, inclusive o motorista que
trará as chaves do veículo;
4) Estes ocupantes são determinados a se posicionarem para a abordagem de
frente para a lateral da Van e o 01 permanece na segurança enquanto é realizada a busca
pessoal pelo 4º Patrulheiro;
5) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros;
6) Com a chegada de mais um prefixo de Patrulhamento as funções na abordagem
são dobradas e os Revistadores iniciarão o procedimento do centro da linha de abordados para
as extremidades. Enquanto o comandante da primeira equipe permanece na segurança da
abordagem, o da segunda regula o desembarque dos passageiros. Enquanto o 3º Patrulheiro da
primeira equipe realiza a segurança da abordagem o segundo mantém os passageiros sobre
observação;
7) Quando realizada a busca nestes ocupantes, é determinado pelo 01 que sigam
em direção a retaguarda da Van onde o 2º Patrulheiro os posicionará e os manterá sobre
86
observação. O condutor da Van é determinado permanecer na frente do veículo e aguardar o
término da busca pessoal quando será entrevistado pelo 01;
8) Em seguida é determinado ao cobrador ou ao responsável pelos passageiros
que abra a porta traseira e desembarque juntamente com os passageiros. Por se tratar de uma
abordagem com desembarque controlado o 01 determinará que ocorra o desembarque de 04
[quatro] passageiros e os posicionará para a abordagem. Será procedido na busca igualmente
ao previsto anteriormente;
9) Após a revista nos ocupantes, o 01 permanece em entrevista com o condutor do
veículo enquanto o 4º Patrulheiro realiza a busca no interior da Van. O condutor deverá
permanecer na frente da Van de onde acompanhará a busca;
10) Com o término da busca no interior do automotor, solicita a documentação
pessoal e veicular, as quais serão recolhidas pelo 3º Patrulheiro e entregues ao 4º Patrulheiro
para fins de identificação veicular e verificação de antecedentes dos ocupantes, etc. se for o
caso [procedimento idêntico ao realizado para abordagem de pessoas a pé]. O diferencial é
que o 4º Patrulheiro faz a verificação de identificação veicular. No caso da necessidade de
averiguar documentos dos passageiros o 3º Patrulheiro se desloca até o local onde estão sendo
observados pelo 2º Patrulheiro e age conforme o preconizado;
11) Caso nada de ilícito seja constatado, a documentação é restituída, quando é
informada a liberação de todos os ocupantes [fica a critério do 01 embarcar primeiro os
vulneráveis à ação policial] e que a viatura de ROTAM aguarda o retorno do veículo ao
trânsito. Havendo alguma situação de ilicitude, determina os procedimentos pertinentes e
conduz a ocorrência;
12) Assim que informar as condições de liberação, o 01 desloca para a viatura e
permanece no semi-embarque, juntamente com os outros Patrulheiros, até que o veículo
abordado retorne ao trânsito, quando determina a realização do embarque de todos os
componentes da equipe ao mesmo instante;
13) Todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as portas da viatura e em
seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
4.6.2 2º Patrulheiro (02):
1) Deve conduzir a viatura de forma a possibilitar condições de
engajamento/marcação do veículo abordado por parte do Patrulheiro que for realizar a
87
verbalização inicial e no instante que o veículo abordado parar, para a viatura de ROTAM,
cerca de 5 (cinco) a 7 (sete) metros à retaguarda;
2) Com a parada da viatura, realizará o engajamento/marcação dos abordados
realizando o semi-desembarque e utilizando o tiro barricado na coluna esquerda do para-brisa,
o que lhe permitirá uma melhor visualização do condutor da Van e neste instante o 02
verbaliza e determina que o motorista do veículo permaneça embarcado;
3) Com o avanço do 1º, 4º e 3º Patrulheiro, continua marcando/engajando o
motorista da Van e ratificando a ordem de permanência embarcado. Com o desembarque do
condutor do veículo abordado para a busca o 02 aciona todos os sinais luminosos da viatura,
caso já não estejam acionados, manobra a viatura posicionando-a de forma favorável e segura
ao Patrulhamento (se for o caso) e desembarca a fim de assumir a segurança externa da
abordagem, atentando quanto à sinalização de trânsito necessária a ação policial;
4) Quando os primeiros ocupantes são abordados e direcionados para próximo da
viatura de ROTAM o 02 organiza-os em fileiras e determina que permaneçam em silêncio até
a conclusão do procedimento policial;
5) Enquanto mantém os já abordados em observação ao lado da viatura de
ROTAM o 04 realiza a verificação de informações do automotor junto ao CIOSP. Informa se
há ou não alterações para o comandante da equipe. Em todo o tempo permanece atento a
segurança perimetral da abordagem. Mesmo quando em verificação, não descuida da
segurança perimetral da abordagem;
6) Assim que o 1º Patrulheiro iniciar a verbalização para liberação dos abordados
o 02 embarca e já prepara a viatura para a saída, enquanto os outros três Patrulheiros
permanecem no semi-embarque, aguarda a saída do veículo abordado e a determinação do
comandante para realizarem o embarque;
4.6.3 3º Patrulheiro (03)
1) Assim que a viatura de ROTAM parar e simultaneamente ao desembarque do
outros Patrulheiros, o 03 realiza o desembarque, desloca por trás da viatura de ROTAM e
segue em coluna, acompanhando o 4º e 1º Patrulheiro, em direção a lateral direita da Van;
2) Este deslocamento será realizado sem perder a possibilidade inicial de tiro,
avançando com cautela para não colocar em sua linha de tiro os outros Patrulheiros;
3) Ao chegar na lateral da Van o 03 para a altura da roda traseira e permanece
com a arma em pronto baixo observando os ocupantes do veículo;
88
4) Quando iniciar o desembarque dos ocupantes o 03 determinará o deslocamento
limite da linha dos abordados em direção a traseira da Van e permanecerá na segurança da
abordagem, sem contudo, deixar de observar os ocupantes dentro do veículo;
5) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros;
6) Quando realizada a busca nos primeiros ocupantes, o 03 orienta os abordados a
se direcionarem para próximo da viatura de ROTAM onde o 2º Patrulheiro será responsável
por posicioná-los;
7) Em seguida, iniciado o desembarque dos ocupantes da parte traseira da Van e o
03 repete a ação de orientar o deslocamento limite da linha de abordados até a traseira do
veículo abordado. Por se tratar de uma abordagem com desembarque controlado o 1º
Patrulheiro determina que desembarque 04 [quatro] passageiros e será procedido na busca
igualmente ao previsto anteriormente;
8) Após a revista nos ocupantes e enquanto o 1º Patrulheiro permanece em
entrevista com o condutor do veículo e o 4º Patrulheiro realiza a busca no interior da Van o 03
auxiliará o 2º Patrulheiro no controle dos ocupantes do veículo;
9) Concluída a revista, o 03 fica encarregado de receber a documentação veicular
e pessoal dos abordados, quando ordenado pelo 1º Patrulheiro, e repassá-la ao 4º Patrulheiro.
Repassa a documentação do veículo para o 4º Patrulheiro realizar a verificação de
identificação veicular. E igual ao procedimento na abordagem a pessoas a pé o 03 faz a
verificação de antecedentes dos ocupantes, etc. Neste último caso só procederá se houver
fundada suspeita com relação a algum dos passageiros;
10) Assim que o comandante iniciar a verbalização para liberação dos abordados, o
03 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a determinação do 1º
Patrulheiro para realizarem o embarque todos os Patrulheiros juntos;
11) Todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as portas da viatura e em
seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
4.6.4 4º Patrulheiro (04):
1) No instante em que os outros Patrulheiros desembarcarem e simultaneamente o
04 realiza o desembarque, desloca a retaguarda do 1º Patrulheiro, em direção a lateral direita
da Van sendo seguido pelo 3º Patrulheiro;
89
2) Este deslocamento será realizado sem perder a possibilidade inicial de tiro,
avançando com cautela para não colocar em sua linha de tiro os outros Patrulheiros;
3) Ao chegar na lateral da Van o 04 para a altura da porta traseira do veículo e
permanece com a arma em pronto baixo observando os ocupantes deste;
4) Determina ao cobrador ou responsável pelos passageiros da Van que
permaneça com a porta traseira fechada;
5) Quando iniciar o desembarque dos ocupantes o 04 ratificará as ordens do 1º
Patrulheiro para o posicionamento dos passageiros da frente, sem contudo, deixar de observar
os ocupantes dentro do veículo;
6) Coloca seu armamento no coldre, conclui a arrumação do teatro da ação
policial e inicia a busca pessoal [revista] pelo indivíduo que esteja mais próximo do 3º
Patrulheiro, de forma a possibilitar que este fique na segurança geral no primeiro momento e
continue a observar os passageiros no interior da Van;
7) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros;
8) Encerrada a busca pessoal o 04 inicia a vistoria veicular iniciando a busca no
quadrante do passageiro da frente, seguindo para a retaguarda do veículo, o quadrante do
motorista, capô e porta-malas, embaixo do veículo e posteriormente realiza uma varredura,
vistoria minuciosa nas imediações do local da abordagem, no trajeto dos abordados anterior a
ação policial, etc.;
9) O 04 recebe a documentação do veículo passada pelo 3º Patrulheiro e realiza
uma verificação de identificação veicular inclusive realizando a verificação de numérica de
chassi na parte envidraçada, etc.;
10) Assim que o 1º Patrulheiro iniciar a verbalização para liberação dos abordados
o 04 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a determinação do 1º
Patrulheiro para realizarem o embarque juntos;
11) Após o embarque de todos os Patrulheiros Táticos, o 04 informa ao 2º
Patrulheiro que a equipes de Patrulhamento está em condições de retornar ao patrulhamento
[pode informar um PRONTO, NIHIL, etc.];
90
4.7 ABORDAGEM E VISTORIA EM ÔNIBUS [TRANSPORTE
COLETIVO/ESCOLARES] – mínimo 2 VTR
Esta abordagem ocorrerá nos Ônibus do transporte coletivo e/ou os de transporte
escolar.
De igual modo das abordagens veiculares até agora apresentadas, após identificada a
atitude que necessita da intervenção policial pela equipe de ROTAM, os Patrulheiros devem
ficar atentos à reação dos passageiros e dos suspeitos observando se nada será dispensado por
estes. Os 3º e 4º Patrulheiro, responsáveis pela cobertura da retaguarda e laterais, devem
sinalizar com gestos para evitar que outros veículos se coloquem entre a viatura de ROTAM e
o veículo abordado ou atrapalhem a parada.
Para a realização desta abordagem o comandante da equipe informará ao ROTAM
Comando e demais prefixos, via rede rádio na frequência fechada da ROTAM para apoio
imediato.
A viatura permanecerá com sua lateral direita na linha da lateral esquerda do veículo
abordado, cerca de 5 [cinco] a 7 [sete] metros à retaguarda [distância que permitirá uma
melhor visualização do veículo abordado]. Nesta posição da viatura, poderá o farol direito
desta, estar na direção da lanterna traseira esquerda do veículo abordado. Os ocupantes do
Ônibus são determinados a permanecerem no interior do veículo, com as mãos no encosto do
banco da frente, até que todo o teatro da ação esteja pronto. Caso algum ocupante
desembarque será posicionado para a busca na lateral direita do veículo.
A segunda viatura se posicionara logo atrás da primeira VTR parada para
desembarque da equipe em uma angula de 45°, de modo a fazer um corredor de isolamento
entre as viaturas policias e a retaguarda do ônibus. [Figura 35]
Quando iniciar o desembarque dos ocupantes para a busca pessoal, estes serão
ordenados a desembarcar trazendo consigo os pertences e permanecerem na lateral do Ônibus,
entre os eixos da frente e traseiro, de costas para a equipes de Patrulhamento Tático, pernas
abertas, mãos na cabeça, dedos entrelaçados na nuca, olhando para a frente e os pertences no
chão entre as pernas [mesmo posicionamento dos abordados quando da realização da
abordagem em Vans]. Então:
91
4.7.1 1º Patrulheiro (01):
1) Determina ao condutor do veículo que pare à direita da via, em local que
proporcione condições mais seguras para o procedimento de abordagem e mantém sobre
intensa observação os ocupantes para identificação de pessoas com comportamento suspeito;
2) Com a parada do automotor, o 01 realiza o desembarque e aguarda a chegada
do 4º e 3º Patrulheiros, daí inicia o deslocamento para a lateral direita do Ônibus até a altura
da porta da frente. Será seguido pelos 4º e 3º Patrulheiro, os quais assumirão suas posições e
funções na abordagem [Figura 35].
3) Ao se posicionar na lateral do veículo em frente a porta dianteira deste,
determinará ao motorista que desligue o veículo e desembarque, trazendo a chave consigo e
posicionando-se na frente do automotor, local no qual permanecerá até o término do
procedimento policial [Figura 36].
4) Em seguida o 01 se aproxima da porta e informa a todos os passageiros do
procedimento que será realizado, determinando que os passageiros suspeitos ou selecionados
da parte da frente, antes da roleta, desembarquem trazendo consigo os pertences [Figura 37].
5) Estes ocupantes são determinados a se posicionarem para a abordagem de
frente para a lateral do Ônibus e o 01 controla o desembarque. Autorizará a descida de no
máximo 06 [seis] passageiros enquanto estiver na ação policial somente uma viatura de
ROTAM. Com a chegada de outro prefixo poderá autorizar a descida de até 10 [dez]
passageiros [Figura 38].
6) O 01 permanece na segurança enquanto é realizada a busca pessoal pelo 4º
Patrulheiro, sem contudo ficar desatento aos ocupantes do veículo, observando condutas
suspeitas.
7) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros [Figura 39];
8) Quando realizada a busca nos primeiros ocupantes, é determinado pelo 01 que
sigam em direção a retaguarda do Ônibus onde o 2º Patrulheiro os posicionará e os manterá
sobre observação [Figura 40];
9) Em seguida é determinado aos outros passageiros da parte frontal que
desembarquem seguindo-se os procedimentos da busca até que todos os passageiros do sexo
masculino desembarquem da parte anterior. A exceção é o cobrador do coletivo que não
desembarca e permanece guardando o caixa do veículo;
92
10) Com a chegada de mais um prefixo de Patrulhamento as funções na abordagem
são dobradas e os Revistadores iniciarão o procedimento do centro da linha de abordados para
as extremidades. Enquanto o comandante da primeira equipe permanece na segurança da
abordagem, o da segunda regula o desembarque dos passageiros pela porta dianteira.
Enquanto o 3º Patrulheiro da primeira equipe realiza a segurança da abordagem o segundo
regula o desembarque dos passageiros pela porta traseira;
11) Todos os desembarques do grupo de passageiros para a busca, por se tratar de
uma abordagem com desembarque controlado o responsável pelo controle determinará que
ocorra o desembarque do número de passageiros determinado e os posicionará para a
abordagem. Será procedido na busca igualmente ao previsto anteriormente [Figura 40];
12) Após a revista nos ocupantes da parte frontal do Ônibus, o 01 embarca no
veículo e determina que os passageiros suspeitos ou selecionados que já passaram pela roleta,
desembarquem pela porta traseira do Ônibus, levando consigo todos os pertences. Em seguida
desce e procede na segurança da abordagem, sem contudo, adotar os procedimentos de
observação dos ocupantes no interior do veículo [Figura 39];
13) Com o término da busca no interior do automotor, solicita a documentação
pessoal e veicular, as quais serão recolhidas pelo 3º Patrulheiro e entregues ao 4º Patrulheiro
para fins de identificação veicular e verificação de antecedentes dos ocupantes, etc. se for o
caso [procedimento idêntico ao realizado para abordagem de pessoas a pé]. O diferencial é
que o 4º Patrulheiro faz a verificação de identificação veicular. No caso da necessidade de
averiguar documentos dos passageiros o 3º Patrulheiro se desloca até o local onde estão sendo
observados pelo 2º Patrulheiro e age conforme o preconizado [Figuras 41 e 42];
14) Caso nada de ilícito seja constatado, o condutor do Ônibus é determinado a
retornar ao veículo e prepará-lo para a saída, a documentação é restituída, quando é informada
a liberação de todos os ocupantes [fica a critério do 01 embarcar primeiro os vulneráveis a
ação policial]. É informado ainda que a viatura de ROTAM aguarda o retorno do veículo ao
trânsito. Havendo alguma situação de ilicitude, determina os procedimentos pertinentes e
conduz a ocorrência;
15) Assim que informar as condições de liberação, o 01 desloca para a viatura e
permanece no semi-embarque, juntamente com os outros Patrulheiros, até que o veículo
abordado retorne ao trânsito, quando determina a realização do embarque de todos os
componentes da equipe ao mesmo instante;
16) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
93
4.7.2 2º Patrulheiro (02):
1) Deve conduzir a viatura de forma a possibilitar condições de
engajamento/marcação do veículo abordado por parte do Patrulheiro que for realizar a
verbalização inicial e no instante que o veículo abordado parar, para a viatura de ROTAM,
cerca de 5 [cinco] a 7 [sete] metros à retaguarda;
2) Com a parada da viatura, realizará o engajamento/marcação dos abordados
realizando o semi-desembarque e utilizando o tiro barricado na coluna esquerda do para-brisa,
o que lhe permitirá uma melhor visualização da lateral esquerda do Ônibus e observa se não
será lançado fora do veículo algum produto de crime, etc. [Figura 35];
3) Com o avanço do 1º, 4º e 3º Patrulheiro, continua observando a lateral esquerda
do veículo. Com a chegada dos Patrulheiros na lateral direita do veículo o 02 aciona todos os
sinais luminosos da viatura, caso já não estejam acionados, manobra a viatura posicionando-a
de forma favorável e segura ao Patrulhamento (se for o caso) e desembarca a fim de assumir a
segurança externa da abordagem, atentando quanto à sinalização de trânsito necessária a ação
policial, sem contudo, deixar de observar o comportamento dos passageiros do transporte
coletivo pelo lado esquerdo deste [Figura 36];
4) Quando os primeiros ocupantes são abordados e direcionados para próximo da
viatura de ROTAM o 02 organiza-os em fileiras e determina que permaneçam em silêncio até
a conclusão do procedimento policial [Figura 40];
5) Enquanto mantém os já abordados em observação ao lado da viatura de
ROTAM o 02 realiza a verificação de informações do automotor junto ao CIOPS, se for o
caso. Informa se há ou não alterações para o comandante da equipe. Em todo o tempo
permanece atento a segurança perimetral da abordagem. Mesmo quando em verificação, não
descuida da segurança perimetral da abordagem;
6) Assim que o 1º Patrulheiro iniciar a verbalização para liberação dos abordados
o 02 embarca e já prepara a viatura para a saída, enquanto os outros três Patrulheiros
permanecem no semi-embarque, aguarda a saída do veículo abordado e a determinação do
comandante para realizarem o embarque;
94
4.7.3 3º Patrulheiro (03):
1) Assim que a viatura de ROTAM parar e simultaneamente ao desembarque dos
outros Patrulheiros, o 03 realiza o desembarque, desloca por trás da viatura de ROTAM e
segue em coluna, acompanhando o 1º e 4º Patrulheiro, em direção a lateral direita do Ônibus
[Figura 35];
2) Este deslocamento será realizado sem perder a possibilidade inicial de tiro,
avançando com cautela para não colocar em sua linha de tiro os outros Patrulheiros;
3) Ao chegar na lateral direita do Ônibus o 03 para a altura da porta traseira e
permanece com a arma em pronto baixo observando os ocupantes do veículo. Desta posição
regula o desembarque pela porta traseira do veículo que somente será iniciada após o término
do mesmo procedimento na parte anterior [Figura 36];
4) Quando iniciar o desembarque dos ocupantes o 03 determinará o deslocamento
limite da linha dos abordados em direção a traseira do Ônibus e permanecerá na segurança da
abordagem, sem contudo, deixar de observar os ocupantes dentro do veículo [Figura 38];
5) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros [Figura 39];
6) Quando realizada a busca nos passageiros da parte anterior do veículo, o 03
orienta os abordados a se direcionarem para próximo da viatura de ROTAM onde o 2º
Patrulheiro será responsável por posicioná-los [Figura 40];
7) Em seguida, com a determinação do 1º Patrulheiro, inicia o desembarque dos
ocupantes da parte traseira do Ônibus e o 03 regula o desembarque dos passageiros por esta
porta. Por se tratar de uma abordagem com desembarque controlado o responsável pelo
controle determinará que ocorra o desembarque do número de passageiros determinado e os
posicionará para a abordagem. Será procedido na busca igualmente ao previsto anteriormente;
8) Após a revista de todos os ocupantes e enquanto o 1º Patrulheiro permanece em
entrevista com o condutor do veículo e o 4º Patrulheiro realiza a busca no interior do Ônibus o
03 auxiliará o 2º Patrulheiro no controle dos ocupantes do veículo;
9) Caso seja necessário busca pessoal ou averiguação em pessoa do sexo
feminino, será preferencialmente feita por outra mulher, salvo se não importar retardamento
ou prejuízo para diligência. Dessa forma o 4º Patrulheiro necessite de apoio para realizar uma
busca no interior do coletivo, o 03 poderá ser determinado pelo comandante da equipe para
prestação deste apoio [Figuras 41 e 42];
95
10) Concluída a revista, o 03 fica encarregado de receber a documentação veicular
e pessoal dos abordados, quando ordenado pelo 1º Patrulheiro, e repassá-las ao 4º Patrulheiro,
se for o caso. Repassa a documentação do veículo para o 4º Patrulheiro realizar a verificação
de identificação veicular. E igual ao procedimento na abordagem a pessoas a pé o 03 faz a
verificação de antecedentes dos ocupantes suspeitos, etc. Neste último caso só procederá se
houver fundada suspeita com relação a algum dos passageiros;
11) Assim que o comandante iniciar a verbalização para liberação dos abordados, o
03 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a determinação do 1º
Patrulheiro para realizarem o embarque todos os Patrulheiros juntos;
12) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
4.7.4 4º Patrulheiro (04):
1) No instante em que os outros Patrulheiros desembarcarem e simultaneamente,
o 04 realiza o desembarque, desloca a retaguarda do 1º Patrulheiro, em direção a lateral direita
do Ônibus sendo seguido pelo 3º Patrulheiro [Figura 35];
2) Este deslocamento será realizado sem perder a possibilidade inicial de tiro,
avançando com cautela para não colocar em sua linha de tiro os outros Patrulheiros;
3) Ao chegar na lateral do Ônibus o 04 para a altura do cobrador do coletivo e
permanece com a arma em pronto baixo observando os ocupantes [Figura 36];
4) Quando iniciar o desembarque dos ocupantes o 04 ratificará as ordens do 1º ou
3º Patrulheiro para o posicionamento dos passageiros na lateral do Ônibus, sem contudo,
deixar de observar os ocupantes dentro do veículo Patrulheiro [Figura 38];
5) Coloca seu armamento no coldre, conclui a arrumação do teatro da ação
policial e inicia a busca pessoal (revista) pelo indivíduo que esteja mais próximo do 3º
Patrulheiro, de forma a possibilitar que este fique na segurança geral no primeiro momento e
continue a observar os passageiros no interior do Ônibus;
6) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros [Figura 39];
7) Encerrada a busca pessoal o 04 inicia a vistoria veicular iniciando a busca na
parte anterior do coletivo, seguindo para a retaguarda deste. Deverá atentar para pertences
deixados no assoalho ou em cima de bancos, etc. Neste procedimento será acompanhado por
um dos outros Patrulheiros conforme determinação do comandante. Posteriormente, realiza
96
uma varredura, vistoria minuciosa nas imediações do local da abordagem, no trajeto dos
abordados anterior a ação policial, etc. [Figuras 41 e 42];
8) O 04 recebe a documentação do veículo passada pelo 3º Patrulheiro e realiza
uma verificação de identificação veicular inclusive realizando a verificação de numérica de
chassi na parte envidraçada, etc.;
9) Assim que o 1º Patrulheiro iniciar a verbalização para liberação dos abordados
o 04 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a determinação do 1º
Patrulheiro para realizarem o embarque juntos;
10) Após o embarque de todos os Patrulheiros, o 04 informa ao 2º Patrulheiro que a
equipes de Patrulhamento está em condições de retornar ao patrulhamento [pode informar um
PRONTO, NIHIL, etc.];
FIGURA.35 AÇÃO [01]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
97
FIGURA.36 AÇÃO [02]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
98
FIGURA.37 AÇÃO [03] FIGURA.38 AÇÃO [04]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
99
FIGURA.39 AÇÃO [05] FIGURA.40 AÇÃO [06]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
FIGURA.41 AÇÃO [07] FIGURA.42 AÇÃO [08]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
100
4.8 ABORDAGEM E VISTORIA EM CAMINHÕES
Identificada a atitude suspeita e decidida a realização da abordagem, os Patrulheiros
devem ficar atentos à reação dos suspeitos e observar se nada será dispensado por estes. Os 3º
e 4º Patrulheiro, responsáveis pela cobertura da retaguarda e laterais, devem sinalizar com
gestos para evitar que outros veículos se coloquem entre a viatura de ROTAM e o veículo
abordado ou atrapalhem a parada.
A viatura permanecerá com sua lateral direita na linha da lateral esquerda do veículo
abordado, cerca de 5 [cinco] a 7 [sete] metros à retaguarda [distância que permitirá uma
melhor visualização do veículo abordado]. Nesta posição da viatura, poderá o farol direito
desta, estar na direção da lanterna traseira esquerda do veículo abordado. O condutor do
Caminhão será ordenado a permanecer no seu lugar e aguardar o 3º Patrulheiro determinar sua
conduta. Os ocupantes são determinados a permanecerem no interior do veículo até que todo
o teatro da ação esteja pronto. Caso algum ocupante desembarque será posicionado para a
busca na lateral direita do veículo. Quando iniciar o desembarque dos ocupantes para a busca
pessoal, estes serão ordenados a desembarcar permanecer na lateral do Caminhão, de costas
para a equipe de Patrulhamento Tático, pernas abertas, mãos na cabeça, dedos entrelaçados na
nuca, olhando para a frente [mesmo posicionamento dos abordados quando da realização da
abordagem de pessoas a pé]. Então:
4.8.1 1º Patrulheiro (01):
1) Antes de parar o veículo, fica marcando/engajando os abordados com condição
segura de tiro e inicia a verbalização, determinando que o veículo pare à direita da via;
2) Com a parada do automotor, o 01 realiza o desembarque e inicia o
deslocamento para a lateral direita do Caminhão até a altura da porta do passageiro na frente.
Será seguido pelo 4º Patrulheiro, o qual assumirá sua posição e função na abordagem.
3) Ao se posicionar na lateral do veículo em frente a porta do passageiro,
ratificará a determinação ao motorista que desligue o veículo e desembarque, trazendo a
chave consigo, juntamente com os outros ocupantes, se for o caso. Os posiciona na lateral
direita do veículo deixando a porta livre para que o 3º realize uma vistoria no interior da
boleia [Figura 44];
101
4) Enquanto 3º Patrulheiro realiza a verificação se há mais alguém no interior do
automotor, o 01 mantém os abordados engajados e orienta o 3º Patrulheiro em sua conduta
policial;
5) Se durante a verificação do interior do veículo abordado for encontrado alguma
pessoa em seu interior o 01 será informado pelo 3º Patrulheiro e ordenará o desembarque
[com está situação o nível de alerta e abordagem progredirá e serão adotadas as cautelas
devidas];
6) Em seguida a vistoria da boleia os Patrulheiros assumem suas posições e
funções [Figura 45];
7) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros;
8) Após a revista, o 01 se posiciona a altura da roda traseira direita do veículo
abordado, de costas para este, e determina que os abordados se desloquem para a sua frente,
em uma distância suficiente e segura, onde permanecerão até o fim da busca no automotor. O
condutor do veículo deverá permanecer na extremidade direita da linha de abordados, de onde
será retirado para auxiliar na abertura da porta traseira do Caminhão, se for o caso. Desta
posição também acompanhará a busca. Determina que os abordados abaixem as mãos e as
coloquem para trás, se for o caso [neste momento o 01, realizará a contenção dos abordados
impedindo o contato destes com o Revistador] [Figura 46];
9) Concluída a verificação do baú do Caminhão pelo 3º e 4º Patrulheiro, inicia,
juntamente com o 3º Patrulheiro, a entrevista com os abordados, indagando ao proprietário a
existência de armas ou drogas no veículo e informa que será realizada vistoria, sendo possível
o acompanhamento desta sem, contudo, haver interferência [é um acompanhamento visual por
parte do proprietário] [Figura 49];
10) Com o término da busca no interior do automotor, solicita a documentação
pessoal e veicular, as quais serão recolhidas pelo 3º Patrulheiro e entregues ao 4º Patrulheiro
para fins de identificação veicular e verificação de antecedentes dos ocupantes, etc. se for o
caso [procedimento idêntico ao realizado para abordagem de pessoas a pé]. O diferencial é
que o 4º Patrulheiro faz a verificação de identificação veicular;
11) Caso nada de ilícito seja constatado, a documentação é restituída, quando é
informado ao condutor que seu veículo se encontra aberto, que todos estão liberados e que a
viatura de ROTAM aguarda o retorno do veículo ao trânsito. Havendo alguma situação de
ilicitude, determina os procedimentos pertinentes e conduz a ocorrência;
102
12) Assim que informar as condições de liberação, o 01 desloca para a viatura e
permanece no semi-embarque, juntamente com os outros Patrulheiros, até que o veículo
abordado retorne ao trânsito, quando determina a realização do embarque de todos os
componentes da equipe ao mesmo instante.
4.8.2 2º Patrulheiro (02):
a) Deve conduzir a viatura de forma a possibilitar condições de
engajamento/marcação do veículo abordado por parte do Patrulheiro que for realizar a
verbalização inicial e no instante que o veículo abordado parar, para a viatura de ROTAM,
cerca de 5 [cinco] a 7 [sete] metros à retaguarda;
b) Com a parada da viatura, realizará o engajamento/marcação dos abordados
realizando o semi-desembarque e utilizando o tiro barricado na coluna esquerda do para-brisa,
o que lhe permitirá uma melhor visualização do condutor do Caminhão e neste instante o 02
verbaliza e determina que o motorista do veículo permaneça embarcado;
c) Com o avanço do 3º Patrulheiro, continua marcando/engajando o motorista do
Caminhão e ratificando a ordem de permanecia embarcado. Com início do desembarque do
condutor do veículo abordado para a busca o 02 aciona todos os sinais luminosos da viatura,
caso já não estejam acionados, manobra a viatura posicionando-a de forma favorável e segura
ao Patrulhamento (se for o caso) e desembarca a fim de assumir a segurança externa da
abordagem, atentando quanto à sinalização de trânsito necessária a ação policial [Figura 43];
d) Quando o 1º Patrulheiro afastar os abordados para a lateral direita do veículo
abordado, permanecerá atento e se abrigará na retaguarda da viatura de ROTAM, pois
ocorrerá a varredura do baú do Caminhão [Figuras 47 e 48];
e) Em seguida, realiza a verificação de informações do automotor junto ao
CIOPS. Informa se há ou não alterações para o comandante da equipe. Após esse
procedimento ele retorna para a segurança perimetral da abordagem. Mesmo quando em
verificação, não descuida da segurança perimetral da abordagem;
f) Assim que o 1º Patrulheiro iniciar a verbalização para liberação dos abordados
o 02 embarca e já prepara a viatura para a saída, enquanto os outros três Patrulheiros
permanecem no semi-embarque, aguarda a saída do veículo abordado e a determinação do
comandante para realizarem o embarque;
103
4.8.3 3º Patrulheiro (03)
1) Assim que a viatura de ROTAM parar e simultaneamente ao desembarque do
outros Patrulheiros, o 03 realiza o desembarque, desloca pela lateral esquerda do Caminhão e
segue em direção a porta do motorista do veículo, ratificando a ordem para que permaneça
embarcado [Figura 43].
2) Este deslocamento será realizado sem perder a possibilidade inicial de tiro,
avançando com cautela para não colocar em sua linha de tiro os outros Patrulheiros;
3) Ao chegar na lateral esquerda do Caminhão o 03 para a altura da porta e
determina que o motorista desligue o veículo e desça juntamente com os outros passageiros,
que descerão pela porta da direita. Permanece marcando/engajando o motorista e o
acompanha, pela frente do Caminhão até que desembarque do outro lado [Figura 44];
4) Com o desembarque dos ocupantes do Caminhão e enquanto o 1º e 4º
Patrulheiro realizam a segurança, faz a verificação se há mais alguém no interior da boleia do
automotor [Figura 44];
5) Concluída a verificação, passa por trás do 1º Patrulheiro e se posiciona para o
início da busca pessoal nos abordados, consoante ao já preconizado nesta Doutrina [Figura
45];
6) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros [Figura 46];
7) Concluída a revista, enquanto o 1º Patrulheiro posiciona os abordados e se
coloca na lateral direita da parte traseira do automotor, o 03 aguarda que o 4º Patrulheiro
conduza o motorista do Caminhão para que abra o baú deste e o 3º Patrulheiro realiza a
varredura com a arma em condições de pronto emprego executando a técnica de fatiamento,
quando este for aberto pelo motorista conduzido pelo 4º Patrulheiro [esta varredura é com o
objetivo de averiguar se existe algum suspeito homiziado no interior do baú do Caminhão.]
[Figuras 47 e 48];
8) Logo em seguida a esta primeira verificação, o 03 permanece realizando
segurança na direção do interior do baú enquanto o 4º Patrulheiro sobe no veículo e realiza
segurança para que o 03 suba e os dois juntamente procedam na busca no interior do baú do
Caminhão [Figura 49];
9) Após a varredura, desloca para a lateral do veículo para apoiar o 1º Patrulheiro
[neste momento, o apoiará realizando a contenção dos abordados impedindo o contato destes
com o Revistador]. Fica encarregado de receber a documentação veicular e pessoal dos
abordados quando ordenado pelo 1º Patrulheiro e repassá-la ao 4º Patrulheiro. Repassa a
104
documentação do veículo para o 4º Patrulheiro realizar a verificação de identificação veicular.
E igual ao procedimento na abordagem a pessoas a pé o 03 faz a verificação de antecedentes
dos ocupantes, etc.;
10) Assim que o comandante iniciar a verbalização para liberação dos abordados, o
03 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a determinação do 1º
Patrulheiro para realizarem o embarque todos os Patrulheiros juntos;
11) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem;
4.8.4 4º Patrulheiro (04):
1) No instante em que os outros Patrulheiros desembarcarem e simultaneamente,
o 04 realiza o desembarque, desloca a retaguarda do 1º Patrulheiro, em direção a lateral direita
do Caminhão [Figura 43];
2) Este deslocamento será realizado sem perder a possibilidade inicial de tiro,
avançando com cautela para não colocar em sua linha de tiro os outros Patrulheiros;
3) Ao chegar na lateral do Caminhão o 04 para cerca de 02 [dois] metros antes do
1º Patrulheiro e permanece com a arma em pronto baixo observando os ocupantes deste;
4) Quando iniciar o desembarque dos ocupantes o 04 ratificará as ordens do 1º
Patrulheiro para o posicionamento dos passageiros, sem contudo, assumir a verbalização da
abordagem [Figura 44];
5) Quando todos estão fora do Caminhão e após o 3º Patrulheiro realizar a vistoria
no interior da boleia e se posicionar na segurança, coloca seu armamento no coldre, conclui a
arrumação do teatro da ação policial e inicia a busca pessoal [revista] pelo indivíduo que
esteja mais próximo do 1º Patrulheiro, de forma a possibilitar que este fique na segurança
geral no primeiro momento [Figura 45];
6) A partir deste instante seguem-se os procedimentos da abordagem de pessoas a
pé, tendo todas as cautelas e ações por parte dos Patrulheiros [Figura 46];
7) Enquanto 1º Patrulheiro conduz os abordados para a lateral direita do veículo, o
04 conduz o motorista do Caminhão até a porta traseira e se posiciona atrás do motorista onde
o auxiliará na abertura desta porta enquanto o 3º Patrulheiro realiza a varredura no interior do
veículo utilizando a técnica de fatiamento [Figuras 47 e 48];
105
8) Em seguida a abertura do baú do Caminhão, o 04 direciona o motorista para
permanecer junto ao 1º Patrulheiro e sobe no interior do baú e inicia a segurança para que o 3º
Patrulheiro suba e os dois procedam na vistoria do compartimento [Figura 48];
9) Encerrada a vistoria do baú o 04 inicia a vistoria veicular iniciando a busca no
quadrante do passageiro da frente, seguindo para a retaguarda do veículo no interior do baú, o
quadrante do motorista e capô, embaixo do veículo e posteriormente realiza uma varredura,
vistoria minuciosa nas imediações do local da abordagem, no trajeto dos abordados anterior a
ação policial, etc.;
10) O 04 recebe a documentação do veículo passada pelo 3º Patrulheiro e realiza
uma verificação de identificação veicular inclusive realizando a verificação de numérica de
chassi na parte envidraçada, etc.;
11) Se nada constatado retorna ao seu posicionamento inicial e informa ao 1º
Patrulheiro para fins de liberação. Caso algo ilícito seja verificado, informará discretamente
ao comandante a irregularidade e apoiará a equipe de Patrulhamento na ação pertinente;
12) Assim que o 1º Patrulheiro iniciar a verbalização para liberação dos abordados
o 04 desloca para a viatura e permanece no semi-embarque aguardando a determinação do 1º
Patrulheiro para realizarem o embarque juntos;
13) Após o embarque de todos os Patrulheiros, o 04 informa ao 2º Patrulheiro que a
equipe de Patrulhamento está em condições de retornar ao patrulhamento [pode informar um
PRONTO, NIHIL, etc.];
14) Lembrando sempre que, todos os Patrulheiros ao desembarcarem, fecham as
portas da viatura e em seguida assumem suas posições e funções na abordagem.
106
FIGURA.43 AÇÃO [01] FIGURA.44 AÇÃO [02]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
FIGURA.45 AÇÃO [03] FIGURA.46 AÇÃO [04]
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
FIGURA.47 AÇÃO [05] FIGURA.48 AÇÃO [06]
107
Fonte: Doutrina de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas / ROTAM, 2011, p.18. (adaptado)
108
CAPÍTULO V
CHOQUE MOTORIZADO/CHOQUE LIGEIRO
1 CONCEITOS
1.1 CAUSAS DE DISTÚRBIOS CIVIS
Sociais e ou Culturais: Os distúrbios de natureza social poderão ser resultantes de
conflitos raciais, religiosos, de exaltação provocada por uma comemoração, por um
acontecimento esportivo ou por outra atividade social/cultural.
Econômicas: Os distúrbios de origem econômica provêm de desnível entre classes
sociais, desequilíbrio econômico entre regiões, divergências entre empregados e
empregadores ou resultam de condições sociais de extrema privação ou pobreza, as quais
poderão induzir o povo à violência para obter utilidades necessárias à satisfação, das suas
necessidades essenciais.
Políticas: Os distúrbios poderão originar-se de lutas político-partidárias,
divergências ideológicas estimuladas ou não por países estrangeiros ou da tentativa de atingir
o poder político por meios não legais.
Calamidades públicas: Determinadas condições resultantes de catástrofes poderão
gerar violentos distúrbios entre o povo, pelo temor de sua repetição, pela falta de alimento, de
vestuário ou de abrigo ou mesmo em consequência de ações de desordem e pilhagem, levadas
a efeito por elementos marginais.
Omissão ou falência da autoridade constituída: A omissão da autoridade no
exercício das suas atribuições poderá originar distúrbios, levados a efeito por grupos de
indivíduos induzidos à crença de que poderão violar a lei impunemente.
1.2 GRUPAMENTOS HUMANOS
Aglomeração: Grande número de pessoas reunidas temporariamente. Geralmente, os
membros de uma aglomeração pensam e agem como elementos isolados e não organizados. A
109
aglomeração poderá resultar da REUNIÃO ACIDENTAL E TRANSITÓRIA DE PESSOAS,
tal como acontece na área comercial da grande cidade em seu horário de trabalho ou nas
estações ferroviárias em determinados momentos.
Multidão: Aglomeração psicologicamente unificada por interesse comum. A
formação da multidão caracteriza-se pelo APARECIMENTO DO PRONOME "NÓS" entre
os seus membros, assim, quando um membro de uma aglomeração afirma: "nós estamos aqui
por cultura", "nós estamos aqui para prestar solidariedade", ou "nós estamos aqui para
protestar" podemos também afirmar que a multidão está constituída e não se trata mais de
uma aglomeração.
Turba: MULTIDÃO EM DESORDEM. Reunião de pessoas que, sob estímulo de
intensa excitação ou agitação, perdem o senso da razão e respeito à lei, e passam a obedecer a
indivíduos que tomam a iniciativa de chefiar ações desatinadas.
Uma aglomeração poderá se transformar em uma turba quando a totalidade dos seus
membros estabelece um objetivo comum a atingir e manifesta intenção de realizá-lo, sem
medir consequências.
A transformação poderá ser desencadeada pela alocução convincente e vibrante de
um líder popular, pelo aparecimento de uma pessoa de certa importância para conduzir os
membros da aglomeração, ou pela realização bem sucedida de um ato de violência.
1.3 FORMAS DE EXPRESSÕES DO COLETIVO SOCIAL
Manifestação: Demonstração, por pessoas reunidas, de sentimento hostil ou
simpático à determinada autoridade ou a alguma condição, movimento econômico ou social.
Podem ser pacíficas ou violentas.
Tumulto: Desrespeito à ordem, levado a efeito por várias pessoas, em apoio a um
desígnio comum de realizar certo empreendimento, por meio de ação planejada contra quem a
elas possa-se opor. (O desrespeito à ordem é uma perturbação promovida por meio de ações
ilegais, traduzidas numa demonstração de natureza violenta ou turbulenta).
Revolução: é uma profunda transformação social no poder ou nas estruturas
organizacionais públicas ou privadas, de modo progressivo ou repentino, e que pode variar em
termos de métodos empregados, duração e motivação ideológica. Pode ter características
pacíficas ou violentas e seus resultados propiciam alterações na cultura, economia e no ideário
sócio-político. As revoluções podem ou não possuir mobilização em massa.
110
2 FATORES QUE INFLUENCIAM AS TRANSFORMAÇÕES NO COLETIVO
SOCIAL
Subversão: É o conjunto de ações, de âmbito local, de cunho tático e de CARÁTER
PREDOMINANTEMENTE PSICOLÓGICO QUE BUSCAM de maneira lenta, progressiva,
insidiosa e, pelo menos inicialmente, clandestina e sem violência, A CONQUISTA FÍSICA E
ESPIRITUAL DA POPULAÇÃO sobre a qual são desencadeadas, por meio da destruição das
bases fundamentais da comunidade que integra, pela decadência e perda da consciência
moral, POR FALTA DE FÉ EM SEUS DIRIGENTES E DE DESPREZO ÀS
INSTITUIÇÕES VIGENTES, levando-as a aspirar uma forma de comunidade totalmente
diferente, pela qual se dispõe ao sacrifício.
Distúrbios civis: são as Inquietações ou tensões que tomam a forma de
MANIFESTAÇÕES VIOLENTAS. Situações que surgem dentro do país decorrentes de atos
de violência ou desordens prejudiciais à manutenção da Lei e da ordem.
Incidentes ou Calamidade pública: Desastres de grandes proporções ou sinistros.
Resulta da manifestação de fenômenos naturais em grau excessivo e incontrolável, como
inundações, incêndios, terremotos, tufões, disseminação de substâncias letais, que poderão ser
de natureza química, radiativa ou bacteriológica.
Perturbação da ordem pública: Em sentido amplo são os tipos de ações que
comprometam, prejudicam ou PERTURBAM A ORGANIZAÇÃO SOCIAL, pondo em risco
as atividades e os bens privados e públicos.
3 FATORES PSICOLÓGICOS QUE INFLUENCIAM O COMPORTAMENTO DOS
INDIVÍDUOS
Número: a CONSCIÊNCIA que os integrantes de uma turba têm DO VALOR
NUMÉRICO DA MASSA que a constitui lhes causando uma sensação de poder e segurança.
Sugestão: nas turbas por sugestão AS IDÉIAS se propagam despercebidas, sem que
os indivíduos influenciados raciocinem ou possam contestá-las. ACEITAM, SEM
DISCUTIR, as propostas de um líder influente.
Contágio: as ideias se difundem e a influência transmite-se de indivíduo a indivíduo
nas turbas. Assim, TENDEM SEMPRE A ATRAIR NOVOS MANIFESTANTES.
Anonimato: dissolvido na turba, acobertado pelo anonimato, o indivíduo poderá
perder os freios morais e, consequentemente, sentir-se-á irresponsável por seus atos,
quaisquer que sejam, (FALSA NOÇÃO DE IMPUNIDADE, grifo nosso).
111
Novidade: face às circunstâncias novas e desconhecidas, nem sempre o indivíduo
reage conforme suas normas de ação habituais. Não encontrando estímulos específicos, que
de ordinário controlavam seus atos, deixará de aplicar sua experiência anterior, que
costumava guiá-lo na solução dos problemas cotidianos. Seu subconsciente aceita a QUEBRA
DE ROTINA NORMAL E ACOLHE, COM SATISFAÇÃO, AS NOVAS
CIRCUNSTÂNCIAS.
Expansão das emoções reprimidas: preconceitos e desejos insatisfeitos,
normalmente contidos, expandem-se logo nas turbas, concorrendo como perigoso incentivo à
prática de desordens, pela oportunidade que têm os indivíduos de realizarem afinal, o que
sempre almejaram, mas nunca tinham ousado.
Imitação: o desejo irresistível de imitar o que os outros estão fazendo poderá levar o
indivíduo a tornar-se parte integrante de uma turba.
4 PRIORIDADE NO EMPREGO DOS MEIOS
A Patrulha ROTAM só atuará numa composição mínima de duas viaturas, em uma
ação de Controle de Distúrbios Civis. Onde o comandante da Patrulha de ROTAM deverá ter
sempre em mente que o objetivo da ação é de DISPERSAR A TURBA.
É fundamental que se identifique as vias de fuga, a fim de se conduzir os
manifestantes em sua direção. Quanto maior o número de vias de fuga, mais rápida se dará a
dispersão. Não se deve pressionar os manifestantes contra obstáculos, como muros, prédios,
rios etc.; pois eles, vendo-se acuados, se voltarão com violência para a tropa.
A atuação do comandante de uma tropa de choque dependerá da situação que
encontrar no momento, buscando contornar o problema e evitando ao máximo qualquer tipo
de confronto. Deverá sempre que possível obedecer a uma prioridade no emprego dos meios,
como segue:
a) Vias de fuga: o conhecimento prévio do local do distúrbio é de suma
importância para permitir o deslocamento e a aproximação da tropa por vias de acesso
adequadas de modo a assegurar vias de fuga aos manifestantes. Quanto mais caminhos de
dispersão forem dados à multidão mais rapidamente ela se dispersará.
b) Demonstração de força: recomenda-se o desembarque fora das vistas dos
manifestantes, mas próximo o suficiente, permitindo à tropa a agir rapidamente e sem
comprometimento da segurança das viaturas. A demonstração de força é feita por intermédio
da disposição da tropa, em formação disciplinada e com bom contato visual. A finalidade da
112
demonstração de força é PROVOCAR UM EFEITO PSICOLÓGICO, A FIM DE
DESENCORAJAR OS MANIFESTANTES DE SEU INTENTO, pois as formações adotadas
passam ideia de organização, disciplina, preparo profissional e confiança na capacidade de
ação. Caso se tenha conhecimento de armas de fogo e predisposição ferrenha em agir contra a
ação policial recomenda-se suspensão de demonstração de força, substituindo-a pelo uso de
munição química ou utilização de viaturas blindadas.
c) Ordem de dispersão: sempre que possível, o Cmt da tropa de CDC deve, por
intermédio de amplificadores de som, alto-falantes das viaturas ou utilizando megafones,
estimular os manifestantes a abandonarem pacificamente o local. Essa proclamação deve ser
feita de modo claro, em termos positivos e incisivos. Os manifestantes não devem ser
repreendidos, desafiados ou ameaçados, mas devem sentir firmeza da decisão de agir da tropa,
caso não seja atendida a ordem de dispersão.
d) Recolhimento de Provas: trata-se de importante providencia a ser tomada
durante a operação. Consiste em fotografar ou filmar todos os fatos ocorridos para posterior
utilização. A ameaça que tal atitude traz à identidade dos líderes e agitadores, bem como a
perda do anonimato, causa forte impacto psicológico pela TEMERIDADE DE POSTERIOR
IDENTIFICAÇÃO e, dela se apercebendo, os manifestantes deixarão o local. O recolhimento
de provas deve ser realizado por equipes fora do quadro tático e, de preferência, efetuado por
indivíduos em trajes civis, de forma discreta.
e) Emprego de Agentes Químicos, munições explosivas e munições de
impacto controlado: o emprego de agentes químicos tem se revelado extremamente eficaz na
dispersão de uma turba. Alguns cuidados, no entanto, devem ser tomados, como, por exemplo
a verificação da direção do vento (favorável à tropa) ou o uso de máscaras de proteção contra
gases. Conforme o grau de intensidade e da concentração de agentes químicos varia seu
efeito. Baixas concentrações farão com que a multidão se ponha em fuga enquanto altas
concentrações causam temporariamente cegueira e outros transtornos, como o pânico,
deixando indefesos os membros da multidão. A concentração do agente químico ideal irá
variar de acordo com a conformação física do terreno, a área útil e as condições climáticas. O
gás tende a se dispersar mais na parte matutina e a permanecer em ação maior na vespertina.
Os distúrbios podem ser controlados a uma distância segura, por meio de projéteis disparados
por armas especiais. Em distúrbios menores ou quando a distância seja suficiente, a utilização
combinada de granadas fumígenas com petrechos de gás provocam grande efeito psicológico
e tem se mostrado altamente eficaz.
113
f) Emprego de água: jatos d’água lançados por meio de CCDC CENTURION
ou por outro veículo dotado de canhão d’água podem ser empregados para movimentar e até
dispersar a multidão. Tinta inerte e não reativa fisiologicamente poderá ser misturada à água,
marcando manifestantes para posterior identificação e aumentando o efeito psicológico.
g) Carga de cassetete: O avanço sobre a multidão deve ser realizado por meio
das formações. A carga deve ser rápida e segura. A velocidade com que a multidão se
dispersa é importante, pois dá menos tempo para agitadores se reorganizarem. O cassetete
vem demonstrando ser, O MAIS ÚTIL INSTRUMENTO DE FORÇA QUE SE PODE
UTILIZAR CONTRA DESORDEIROS. Componentes de um tumulto podem desafiar com
sucesso as tropas armadas apenas com armas de fogo, pois sabem da hesitação natural que
precede o emprego de disparos contra a massa humana. Por outro lado, a presença da tropa
empunhando cassetetes ostensivamente incute respeito, pois os manifestantes e curiosos
sabem que os bastões serão usados caso necessário.
h) Detenção de líderes: após a dispersão da turba é fundamental a detenção de
líderes. Contudo, sabemos que estes são os primeiros a fugir ao avanço da tropa. Daí a
necessidade do apoio de tropa territorial ocupando imediatamente terreno após dispersão, com
equipes encarregadas dessas detenções.
i) Atiradores de Elite: dotados de armas de precisão executam a segurança da
tropa de CDC durante uma operação, desde que possuam um bom campo de tiro, sem atirar
contra a massa, neutralizando franco-atiradores. Daí a importância de órgãos de informação
para a segurança da tropa.
j) Emprego de Arma de Fogo: medida extremada a ser tomada pelo Cmt da
tropa e só utilizada em último recurso, quando defrontar com ataques armados. Cabe lembrar
que a sequência apresentada anteriormente pode ser alterada, pois vários fatores influenciam
no perfil de cada situação. Cabe ao Comandante da fração empregada, no local, avaliar se tal
ordem apresentada é adequada ao momento vivenciado.
5 FUNÇÕES BÁSICAS
Cada componente de um pelotão ou patrulha (PTR) de choque tem uma função
definida:
Cmt de pelotão/PTR: 1º ou 2º tenente, é responsável pela coordenação e controle do
pelotão nas ações de CDC; bem como de providenciar o planejamento da ação, caso esteja
114
atuando sozinho. Cabe salientar que o Cmt Pel/PTR também é responsável pelo preparo e
treinamento da fração sob seu comando.
Sgt auxiliar: é o sargento mais antigo do pelotão, é seu dever auxiliar o Cmt Pel/PTR
no controle dos componentes do pelotão.
Sgt Cmt Grupo: são os dois sargentos que seguem o sargento auxiliar na antiguidade,
tem por dever a correção e orientação da fração sob sua responsabilidade, evitando que ocorra
o isolamento dos integrantes do pelotão/PTR durante a ação; podem acumular a função de
lançamento de munição química manualmente.
Sgt lançador/atirador: são os sargentos mais modernos do pelotão/PTR, tem por
função o lançamento de munição química manualmente ou por meio de armamento próprio.
Cb/Sd escudeiro: são os responsáveis pela proteção do pelotão/PTR contra o
arremesso de objetos que possam causar lesões.
Cb/Sd segurança: é o encarregado da segurança do pelotão/PTR quando em ação,
deve atentar principalmente para agressões que possam vir da retaguarda.
Cb/ Sd motorista: é o responsável pela condução da viatura, devendo preservar pela
sua segurança quando não esteja em ação junto com o pelotão/PTR.
Observação: quando houver disponibilidade de efetivo, poderão ser acrescentadas
outras funções, como:
Seguranças extras: serão responsáveis pela segurança do pelotão/PTR ou das
viaturas, quando estas não estiverem participando da ação;
Homem-extintor: responsável pela condução e uso do extintor de incêndio, com a
finalidade de proteção contra artefatos incendiários arremessados contra a tropa.
6 FUNÇÕES POR VIATURA/BARCA
Na composição de 6 [seis] viaturas- com viaturas
ROTAM 01 - COMANDO
Cmt 01+ L 13
Mot. 01 2 1 -Granadeiro
Escudeiro 3 4 Escudeiro
03 01
115
ROTAM 02
Mot.02 Cmt 02+HE
2 1
20 + Seg 21
Escudeiro 3 4 Escudeiro
02 04
ROTAM 03
Mot. 03 Cmt 03+ L15
2 1
- AM 600
Escudeiro 3 4 Escudeiro
07 06
ROTAM 04
Cmt 04 + L14
Mot. 04
2 1 – AM 600
Escudeiro 3 4 Escudeiro
05 08
ROTAM 05
Mot. 05 Cmt 05+
2 1
Atir. 17
Escudeiro 3 4 Escudeiro
10 11
ROTAM 06
Mot. 06 Cmt 06 +
2 1
Atir. 18
Escudeiro 3 4 Escudeiro
12 09
116
7 COMANDOS À VIVA VOZ
Os comandos para as formações podem ser dados de duas formas: por voz ou por
gestos, sendo que já houve também por apitos. Possuem, em geral, três tempos:
1) ADVERTÊNCIA,
2) COMANDO PROPRIAMENTE DITO e
3) EXECUÇÃO.
O comando propriamente dito divide-se, normalmente, em:
1) POSIÇÃO,
2) FRENTE, e
3) FORMAÇÃO.
Sendo que quando qualquer um destes é omitido, mantém-se o que foi omitido e
muda-se apenas o comando ordenado.
Quando da voz de execução, o homem-base levanta o cassetete/tonfa, adota a
posição e a frente ordenadas seguidos pelos demais de acordo com a formação. Os principais
comandos, por voz, são:
Pelotão em linha. Exemplo:
1) advertência: "pelotão"
2) posição: "10 passos à frente"
3) frente: "frente para tal ponto"
4) formação: "em linha"
5) execução: "marche marche"
Pelotão em cunha. Exemplo:
1) advertência: "pelotão"
117
2) posição: [omitida-mantém a que está]
3) frente: "frente à esquerda"
4) formação: em cunha
5) execução: "marche-marche"
Guardas. Exemplo:
1) advertência: "pelotão"
2) comando: guarda alta (ou baixa)
3) execução: "posição"
Embarque e desembarque. Exemplo:
1) advertência: "pelotão"
2) comando: "preparar para embarcar
3) execução: embarcar (ou desembarcar)
Carga de cassetete. Exemplo:
1) advertência: "pelotão"
2) comando: "preparar para carga" [abaixam viseiras e levantam cassetetes]
3) execução: a tal ponto carga
Frente para a retaguarda. Exemplo:
1) advertência: "pelotão"
2) comando: "frente para a retaguarda"[escudeiros abrem a guarda para os demais
passarem à retaguarda do pelotão]
3) execução: "posição"[escudeiros saltam e giram 90º pela esquerda]
8 DAS FORMAÇÕES DE CHOQUE MOTORIZADO/LIGUERIO
Um incremento característico de um Pel Chq Mtz que demonstraremos e
ilustraremos seguindo o M-8-PM [2011] da seguinte maneira:
8.1 SIMBOLOGIA
Pelotão Completo – mínimo 26 homens
Pelotão Choque ligeiro – mínimo 18 homens
118
Formação em coluna por um [embarcados], figura 49: Formação utilizada para o
deslocamento da tropa em comboio.
FIGURA.49. FORMAÇÃO COLUNA POR UM (EMBARCADO)
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 52.
Formação em coluna por dois [embarcados], figura 50: Formação utilizada para o
deslocamento da tropa em comboio.
119
FIGURA.50. FORMAÇÃO COLUNA POR DOIS (EMBARCADOS)
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 53.
120
FIGURA.51. PASSAGEM DA COLUNA POR TRÊS PARA COLUNA POR DOIS
Pelotão Completo
PELOTÃO DE CHOQUE LIGEIRO
121
Formação em coluna por três, figura 52: formação básica que serve para organização
e controle do efetivo. O deslocamento até o local da ação pode ser feito nessa formação.
FIGURA.52. COLUNA POR TRÊS
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 53.
Formação em linha, figura 53: partindo da formação de coluna por três, os
escudeiros se colocam um ao lado do outro, com os escudeiros da equipe do Oficial ao centro.
O Cmt Pel, o Sargento Auxiliar, os Sgt Cmt de grupo e o segurança vão para trás do pelotão.
É usada para fazer recuar a massa como um só bloco, serve também para bloquear o acesso a
uma via ou a um determinado local.
FIGURA.53. FORMAÇÃO EM LINHA
PELOTÃO COMPLETO
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 54.
122
PELOTÃO DE CHOQUE LIGEIRO
Composição da Tropa embarcada/ Funções por Barca:
Formação em cunha, figura 54: a disposição dos homens será a mesma da formação
em linha, sendo que os componentes do pelotão à direita e à esquerda do homem-base recuam
de forma a ficarem em diagonal a este. A frente permanece voltada para a multidão. É usada
para dividir a massa em dois blocos.
FIGURA.54. FORMAÇÃO EM CUNHA
PELOTÃO COMPLETO
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 54.
123
PELOTÃO DE CHOQUE LIGEIRO
Formação em escalão à direita, figura 55: a disposição numérica é a mesma das
anteriores. Os componentes do pelotão ficam à retaguarda e à direita uns dos outros, com a
frente voltada para a multidão. É usada para conduzir a massa para a direita
FIGURA.55. FORMAÇÃO EM ESCALÃO À DIREITA
PELOTÃO COMPLETO
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 55.
PELOTÃO DE CHOQUE LIGEIRO
124
Formação em escalão à esquerda, figura 56: os componentes do pelotão ficam à
retaguarda e à esquerda uns dos outros. É usada para conduzir a massa para a esquerda.
FIGURA.56. FORMAÇÃO EM ESCALÃO À ESQUERDA
PELOTÃO COMPLETO
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 55.
PELOTÃO DE CHOQUE LIGEIRO
125
7.3.1 DAS POSIÇÕES DE DEFESA:
Formação em Guarda alta, figura 57: os escudeiros dispõem-se ombro a ombro, com
os escudos levantados e apoiados pelos cassetetes na parte de baixo. Os demais integrantes do
pelotão ficam atrás da linha de escudeiros e apoiam o escudo na parte de cima. É utilizada
para proteger a tropa de objetos que são lançados no pelotão por cima.
FIGURA.57. FORMAÇÃO GUARDA ALTA
PELOTÃO COMPLETO
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 57.
126
PELTOTÃO DE CHOQUE LIGEIRO
Formação em guarda alta emassada, figura 58: os escudeiros formam um
semicírculo, com todo o pelotão atrás da linha de escudos.
FIGURA.58. FORMAÇÃO GUARDA ALTA EMASSADA
PELOTÃO COMPLETO
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 20.
PELOTÃO DE CHOQUE LIGEIRO
127
Formação em guarda baixa, figura 59: os escudeiros dispõem-se ombro a ombro,
ajoelhados, com o escudo protegendo todo o corpo. Os demais integrantes do pelotão ficam
atrás da linha de escudeiros e apoiam o escudo na parte de cima. É utilizada para proteger a
tropa de objetos que são lançados no pelotão na linha próxima ao chão.
FIGURA.59. FORMAÇÃO GUARDA BAIXA
PELOTÃO COMPLTO
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 56.
PELOTÃO DE CHOQUE LIGEIRO
128
Formação em guarda baixa emassada, figura 60: os seis escudeiros postados no
centro da linha ficam na posição de guarda baixa e os três escudeiros à direita e à esquerda
encaixam seus escudos na parte de cima destes primeiros. Os demais integrantes do pelotão
ficam atrás da linha de escudeiros e auxiliam no apoio aos escudos. É utilizada para proteger a
tropa de objetos que são lançados no pelotão tanto na linha próxima ao chão quanto em uma
linha mais alta.
FIGURA.60. FORMAÇÃO GUARDA BAIXA EMASSADA
PELOTÃO COMPLETO
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 13.
PELOTÃO DE CHOQUE LIGEIRO
129
A formação, em frente alta, partindo da formação em colunas por dois, figura 61:
sem regra deve partir das formações em coluna por dois, em coluna por três ou em coluna por
quatro, e seguirá as seguintes diretrizes: a) A primeira fileira de escudeiros deverá fazer uma
linha de escudos lado a lado sem intervalos entre eles, perpendicular ao solo; b) A segunda
fileira de escudeiros deverá colocar a extremidade inferior dos seus escudos por cima da
extremidade superior dos escudos da primeira fileira, apoiando-os nas mesmas, de forma que
seus escudos fiquem paralelos em relação ao solo; c) As demais fileiras de escudeiros (se
houver) deverão colocar a extremidade inferior dos seus escudos por baixo da extremidade
superior dos escudos da fileira de escudeiros imediatamente à frente, apoiando os mesmos,
juntamente com o bastão policial. d) Os demais integrantes da Unidade de Choque se
infiltram ente os escudeiros e devem estar em condições de entrar em ação rapidamente.
FIGURA.61. FORMAÇÃO (TARTARUGA) ESCUDOS AO ALTO, PARTINDO DA
FORMAÇÃO EM COLUNAS POR DOIS
130
PELOTÃO COMPLETO
Fonte: SÃO PAULO, M-8-PM, 2011, p. 13.
PELOTÃO DE CHOQUE LIGEIRO
131
9 GRANADAS E MUNIÇÕES DE IMPACTO CONTROLADO
As Granadas são artefato bélicos com peso inferior a 01 (um) quilogramas, que tem
como objetivo diminuir a capacidade combativa e operativa do oponente através de 03 meios:
1) EXPLOSÃO: o impacto psicológico causado pelos efeitos da explosão diminui a
resistência do oponente, coibindo a prática de atos ilegais
2) FUMAÇA: são utilizados dois tipos de fumaça:
a) LACRIMOGÊNEA: Os efeitos irritantes provocados pelo agente químico [CS]
presente nesta Granada causam lacrimejamento abundante, corrimento nasal e irritação do
sistema respiratório, diminuindo a resistência do oponente e obrigando-o a se dirigir para um
local arejado para sua pronta recuperação.
b) DE COBERTURA e SINALIZAÇÃO: Tem um emprego tático para ocorrências
de Desinterdição de Vias e Reintegração de Posse pois permite uma camuflagem da Tropa
numa situação emergencial.
3) MISTAS: São Explosivas e Lacrimogêneas. A explosão da granada fornece o
meio para que o Agente Químico possa se propagar no meio
MUNIÇÕES DE IMPACTO CONTROLADO CALIBRE 12 E 38,1mm
AM403 Projétil de borracha Cal. 12 – monoimpact
AM403/A Projétil de borracha Cal. 12 – trimpact
AM403/C Projétil de borracha Cal. 12 – trimpact cil.
AM403/M Projétil de borracha Cal. 12 - 18 projetis – multimpact
AM403/P Projétil de borracha Cal. 12 – precision
AM404 Projétil de borracha Cal. 38.1mm – trimpact
AM40412/E Projétil de borracha Cal. 38.1mm – multimpact
GRANADAS DE IMPACTO
GM100 Granada multi-impacto
GM101 Granada multi-impacto lacrimogênea
GM102 Granada multi-impacto pimenta
GRANADAS EXPLOSIVAS INDOOR E OUTDOOR
GA100 Granada de adentramento reutilizável
GB704 Granada indoor efeito moral
GB705 Granada indoor lacrimogênea
GB706 Granada indoor efeito identificadora
GB707 Granada indoor luz e som
132
GB708 Granada indoor pimenta
GL304 Granada efeito moral
GL305 Granada lacrimogênea
GL306 Granada identificadora
GL307 Granada luz e som
GL308 Granada pimenta
GRANADAS LACRIMOGÊNEAS
GL300/T Granada lacrimogênea tríplice
GL300/T Granada lacrimogênea tríplice hyper
Hyper
GL301 Granada lacrimogênea média emissão
GL302 Granada lacrimogênea alta emissão
Granada lacrimogênea alta emissão com
GL302/E EOT
GL303 Granada lacrimogênea baixa emissão
GL309 Granada lacrimogênea "rubberball"
GL310 Granada lacrimogênea "bailarina"
GRANADAS FUMÍGENAS
MB502 Granada fumígena
SS601/LR Granada fumígena laranja
SS601/AZ Granada fumígena azul
SS601/VD Granada fumígena verde
SS601/AM Granada fumígena amarela
SS601/BR Granada fumígena branca
SS604 Armadilha iluminativa vermelha
MUNIÇÕES EXPLOSIVAS CAL. 12
GL101 Projétil Cal. 12 detonante
GL102 Projétil Cal. 12 Jato direto
lacrimogêneo
MUNIÇÕES CAL. 12 E 38,1mm
GL103 Projétil Cal. 12 Jato direto CS
GL103/A Projétil Cal. 38,1mm jato direto CS
GL104 Projétil Cal. 12 Jato direto OC
GL104/A Projétil Cal 38,1mm jato direto OC
GL201 Projétil Cal. 38.1mm médio alcance
CS
133
GL202 Projétil Cal. 38.1mm longo alcance
CS
GL203/L Projétil Cal. 38.1mm carga múltipla
lacrim.
GL203/T Projétil Cal. 38,1mm carga tríplice CS
MUNIÇÕES FUMÍGENAS COLORIDAS CAL. 38,1mm
GL204/AZ Projétil Cal. 38.1mm fumígeno azul
GL204/LR Projétil Cal. 38.1mm fumígeno laranja
GL204/BR Projétil Cal. 38.1mm fumígeno branco
GL204/VD Projétil Cal. 38.1mm fumígeno verde
GL204/AM Projétil Cal. 38.1mm fumígeno amarelo
GL204/VM Projétil Cal. 38.1mm fumígeno vermelho
ESPARGIDORES CS/OC - AEROSOL - ESPUMA – GEL
GL108/CS STAN Spray lacrimogêneo standart
GL108/CS MAX Spray lacrimogêneo Max
GL108/OC BAG Spray de pimenta bag
GL108/OC MAX Spray de pimenta Max
GL108/OC STAN Spray de pimenta standart
GL108/E BAG Spray de pimenta espuma bag
GL108/E MAX Spray de pimenta espuma Max
GL108/E STAN Spray de pimenta espuma standart
GL108/G MEGA Spray de pimenta gel mega
GL108/G MAX Spray de pimenta gel Max
GL108/G STAN Spray de pimenta gel standart
AMPOLA OC/CS
GL109 Ampola de lacrimogêneo – CS
GL111 Ampola de pimenta – OC
134
CAPITULO VI
ESCOLTAS
1 NORMAS GERAIS DE ESCOLTA
Escolta de presos é todo deslocamento do policial-militar conduzindo, com
segurança, o preso da Justiça Pública:
1) à presença da Autoridade judiciária;
2) de um para outro estabelecimento penal;
3) de uma para outra Comarca;
4) aos Institutos de Saúde Física e Mental; e
5) a outros lugares, por ordem da Autoridade judiciária.
A escolta destina-se a proceder à vigilância, proteção e assistência ao preso fora do
estabelecimento penal e nos seus diversos deslocamentos. A condução somente se realizará
mediante prévia requisição judicial, diretamente ou através do Diretor do Presídio.
Basicamente, a escolta deve zelar pela entrega de pessoas no local de destino,
preservando sua integridade e segurança. Os encarregados da escolta devem tomar todas as
medidas para impedir a fuga de presos. Para isso, devem evitar que mantenham contato com
outras pessoas e locais que possam criar oportunidades de fuga.
O efetivo deverá obedecer, em princípio, à proporção de 02 [dois] policiais por
indivíduo a ser escoltado [supremacia de força]:
Nos deslocamentos de grande número de presos, o efetivo da escolta
deverá ser especialmente planejado, considerando-se a periculosidade deles e meio de
transporte a ser utilizado.
A escolta poderá ser feita a pé ou transportada, onde os meios serão, em princípio,
fornecidos pela autoridade requisitante.
Ao Comandante da tropa, sob cuja responsabilidade está a guarda de presos, caberá
elaborar previamente o planejamento das diversas modalidades de escolta. Na elaboração do
planejamento deverão ser observados, além de outros, os seguintes aspectos:
1) Número de presos escoltados;
135
2) Destino;
3) Periculosidade;
4) Itinerário;
5) Meios de transporte;
6) Tempo de duração; e
7) Apoios.
2 RECEBIMENTO DO PRESO
Antes do contato com o preso, os encarregados da escolta deverão, através de
informação da seção competente do presídio, procurar saber: seu grau de periculosidade
[medida pelo tipo de crime]; se faz parte de quadrilha, pelo número de processos a que
responde; e o número de anos a que está condenado e se já tentou fuga alguma vez.
Ao receber o preso, deverão examinar a documentação referente à escolta do mesmo,
conferindo a exatidão dos dados nela contidos através de uma leitura e de perguntas ao que
será escoltado, evitando assim uma troca de presos acidental ou maldosa, que poderá acarretar
em sérias consequências futuras.
Logo em seguida, deverão os policiais-militares providenciar, num compartimento
fechado, minuciosa revista no preso.
O preso não pode conduzir objetos ou valores possíveis de comercialização, dos
quais poderá valer-se para corromper terceiros ou, no caso de libertar-se da escolta, deixar o
local com mais facilidade.
Após a busca, deve-se fazer uma relação por escrito de todos os objetos encontrados,
comunicando imediatamente a Diretoria do Presídio para as providências necessárias.
Antes do embarque, deverão os policiais-militares examinar o interior da viatura,
verificando se não foi deixado algum objeto para o preso.
3 CONDUÇÃO DO PRESO
Todo preso será submetido à busca pessoal e algemado, por mais pacífico que
aparente ser, antes de ser transportado. Na falta de algemas, o preso deve ter seus membros
superiores imobilizados com meios de fortuna, tais como o cassetete ou a própria cinta de
preso; neste caso, envidar esforços para não ferir o preso.
136
O preso somente poderá ser desalgemado mediante ordem da autoridade competente,
que deverá ser previamente informada de sua periculosidade.
O preso não poderá:
a) Trazer consigo dinheiro ou objetos pessoais;
b) Permanecer livre da vigilância da escolta em qualquer ocasião;
c) Manter contato com parentes, amigos ou quaisquer outras pessoas;
d) Ser entregue sem o devido recibo; e
e) Ser algemado em objetos fixos, salvo em situações excepcionais.
Quando do embarque e desembarque de coletivos, ter em vista a incolumidade
própria e dos demais passageiros.
Vindo o preso a ser acometido de mal súbito, valer-se dos meios imediatos a seu
alcance, sem descuidar-se das medidas de segurança [precaver-se de que o preso poderá estar
simulando doença para criar uma situação qualquer].
Nestas circunstâncias providenciar, na primeira localidade, os necessários cuidados
médicos, através das autoridades competentes. Ficando o preso internado, cientificar seu
comandante.
As medidas de segurança não deverão ser aliviadas pela escolta, ainda que o preso
esteja doente.
No caso de a escolta conduzir vários presos, estes seguirão algemados braço a braço.
As cautelas especiais devem ser tomadas quando da escolta de menores, doentes
infecto-contagiosos, doentes mentais, os quais deverão ser transportados em viaturas
apropriadas.
Os policiais-militares devem portar armas de tal modo que os presos sejam incapazes
de apanhá-las.
Não devem ser dadas informações aos escoltados e terceiros, quanto ao lugar onde
estão indo, hora de chegada, local de parada, mudança e meios de transportes.
Os presos nunca devem ficar fora da vista da escolta e ninguém deve ser permitido
passar entre o preso e o condutor.
4 APRESENTAÇÃO E ENTREGA DO PRESO
Apresentado com documentos necessários para ser ouvido em juízo ou assistir à
audiência, o preso permanecerá algemado, independente do grau de periculosidade.
137
Caso haja ordem expressa do juiz para tirar as algemas, o Comandante deverá alertar
o magistrado, se for o caso, sobre o alto grau de periculosidade do preso e, em seguida,
cumprir a determinação, permanecendo um dos componentes próximo à porta e outro junto ao
preso e com vistas às janelas.
Antes de se retirar da sala, colocam-se novamente as algemas para o deslocamento
de regresso.
Apresentado a Instituto de Saúde, o preso deve ser acompanhado pela escolta durante
a realização dos exames clínicos ou psíquicos e deve permanecer algemado, salvo em casos
especiais que requeiram a liberdade dos braços.
A entrega do preso no destino far-se-á mediante os princípios seguintes:
a) Via de regra, o preso é destinado a determinada Comarca, sendo entregue, na
respectiva cadeia pública, com ofício dirigido à Polícia Civil local.
b) Nos estabelecimentos penais, os presos são recebidos pelos assistentes penais,
os quais assinarão os recibos de entrega.
O recibo de entrega do preso por parte da escolta é de suma importância, pois visa
resguardar situações que coloquem a mesma em sérios riscos morais.
5 LOCOMOÇÃO - MEIOS E PROCEDIMENTOS
Para a locomoção do preso deve-se observar as seguintes recomendações:
1) Proporção de dois PM para cada preso a ser transportado.
2) Caso o escoltado possua periculosidade presumida, e não seja possível utilizar
outro meio, deve-se aumentar a proporção dos escoltantes, podendo inclusive seguir na
diligência, um ou mais PM em trajes civis, garantindo a segurança da escolta.
3) O coldre do PM deve estar sempre do lado oposto ao do assento do preso.
4) Os sanitários da composição devem ser previamente revistados toda a vez que
forem utilizados pelos presos, sendo cauteloso alternar o uso dessas dependências. Em
princípio, não deverá ser permitido ao preso utilizar o sanitário quando o meio de locomoção
estiver parado.
Todos os réus de periculosidade presumida devem, em princípio, ser transportados
por viaturas. Os presos conduzidos permanecem algemados na viatura, visto a segurança do
próprio e da equipe ROTAM.
138
Nos deslocamentos por ÔNIBUS, o comandante da escolta, ao providenciar as
passagens, deve reservar as últimas poltronas, porque há melhores condições de segurança,
inclusive para uso de sanitários.
5.1 POR AUTOMÓVEL
Nesse transporte, devemos tomar as seguintes medidas:
a. O preso é conduzido no banco traseiro, no lado oposto do motorista,
b. Enquanto um dos policiais toma lugar atrás do motorista e o outro ao lado do
motorista no banco da frente. Os dois policiais poderão também tornar lugar no banco traseiro
do motorista, ocupando o preso o lugar entre eles; neste caso, o policial que se sentar ao lado
esquerdo do preso, deve colocar a arma ao lado oposto do preso;
c. É aconselhável que um dos policiais fique do lado de fora até a acomodação do
preso no interior do veículo.
6 UTILIZAÇÃO DE SANITÁRIOS
Todos os sanitários a serem utilizados pelo preso deverão ser minuciosamente
revistados, tomando-se as seguintes precauções:
1) Evitar-se-á aqueles que possuam mais de uma porta ou janelas que propiciem a
saída do preso;
2) A porta dos sanitários não poderá, em hipótese alguma, permanecer fechada,
enquanto estiver sendo utilizado pelo detento; e
3) Um dos componentes da escolta manterá o pé entre o batente e a porta, a fim de
evitar que a mesma seja fechada por dentro pelo escoltado.
7 ESCOLTA EM VELÓRIOS
Dada a sua peculiaridade, esse tipo de escolta deve ser executado por três ou mais
policiais e deverão ser adotadas rígidas medidas de segurança, especialmente se o local de
destino for frequentado por cidadãos infratores.
Antes do desembarque do preso é preciso se fazer um estudo da situação, para que se
possa adequar as medidas de segurança às necessidades da ocasião e do local. Assim, um dos
escoltantes:
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1) Entra em entendimento com o parente mais próximo do preso [pai, mãe, irmão,
esposa ou filho], expondo-lhe as condições em que o preso entrará no velório;
2) Verifica se o local oferece condições à segurança do serviço [fragilidade das
paredes, muitas saídas etc.];
3) Examinará, cuidadosamente, as portas ou outras aberturas que possam facilitar a
fuga.
Caso as condições de segurança e o ambiente não forem favoráveis:
1) A escolta não desembarca o preso;
2) Retorna o mais rapidamente possível e comunica o fato à Diretoria do Presídio e
ao seu Comandante, esclarecendo os motivos que levaram a agir dessa maneira.
Caso as condições de segurança e o ambiente sejam favoráveis, as seguintes
providências devem ser tomadas:
1) O veículo deve ser colocado o mais próximo possível da saída do velório e em
condições de se deslocar rapidamente do local, em caso de anormalidade;
2) Deve ser pedido o afastamento dos que se encontram na sala do velório e só deve
entrar, nesse local, a escolta e o preso;
3) O preso não deve ser desalgemado;
4) Devem ser acompanhados de perto todos os movimentos do preso, durante o
tempo de visita, o qual não deverá exceder a 15 minutos;
5) Não deve ser permitido que se dê comida ou bebida de qualquer espécie ao preso;
6) não deve ser permitido que o preso debruce sobre o caixão da pessoa falecida, pois
no interior do mesmo poderá ter alguma arma escondida e que dela poderá valer-se para tentar
a fuga, com isso ferindo a integridade e a segurança da escolta.
8 ESCOLTA EM HOSPITAIS
Caso haja necessidade da ROTAM executar tal tipo de serviço, conduzindo preso
para atendimento médico, devem ser tomadas as seguintes medidas:
1). Confirmar se haverá ou não atendimento, evitando-se permanecer com o preso
perambulando por salas e corredores;
2) Cientificar-se da gravidade da enfermidade ou ferimento do preso, mantendo, para
tal, contato com médicos e direção do hospital;
3). Verificar as condições de segurança oferecidas pelo local em que está o preso,
mediante contato com a Administração;
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4). Não permitir visita de espécie alguma ao preso, a não ser de elementos do
hospital [corpo clínico, enfermeiros e auxiliares];
5). Não devem ser dadas informações aos escoltados e terceiros, bem como não
permitir fotografias do (s) preso (s) e informações para pessoas não autorizadas pelo
comando;
6). Evitar que o preso se locomova nas dependências externas ou internas do hospital
[a escolta deve estar sempre presente];
7). Se o médico recusar-se a atender o preso perante os componentes da escolta ou se
determinar a retirada das algemas, o PM, com habilidade, solicitará a identificação do médico
e procurará a Administração do Hospital para esclarecer sobre a responsabilidade por
eventuais fugas ou violência praticada pelo preso.
9 DEVERES DOS COMPONENTES DA ESCOLTA
Além de outros deveres já citados anteriormente, aos policiai: militares em escolta de
preso compete:
1) Verificar, antes do serviço, o estado de uso e funcionamento das algemas, do
armamento e das munições;
2). Nunca algemar o preso em lugares fixos, pois as algemas destinam- se a
incapacitar as 2 [duas] mãos e braços do escoltado;
3) Usar sempre os meios de transporte normais, nunca aceitar "caronas" durante o
serviço de escolta;
4). Nunca aceitar os itinerários de ruas e logradouros públicos indicados pelo
escoltado e utilizar, sempre que possível, outro roteiro quando retornar com
a escolta e o preso;
5). Ao conduzir presos dementes ou agitados, servir-se somente de veículos
apropriados e, se necessário, providenciar para que sejam imobilizados com camisa de força
ou estejam sob efeito de tranquilizantes aplicados por médicos;
6). Conduzir, sempre que possível, e com prioridade, em carros de presos [carro
forte], os presos de reconhecida periculosidade, devendo escolta ser reforçada com mais
policiais-militares;
7). Não aceitar, em hipótese alguma, refeições e bebidas oferecida pelo escoltado ou
por familiares, amigos e pessoas estranhas;
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8). Não permitir que o escoltado tenha contato com parentes, amigos e/ou pessoas
estranhas;
9). Os componentes da escolta não deverão manter relacionamento amistoso com o
preso, posto que poderão ser enganados pelo mesmo, tão logo ele perceba haver
conquistado a confiança dos escoltantes;
10) A fuga deve ser evitada de forma preventiva pela vigilância aos mais sutis
movimentos do preso.
10 COMBOIO ROTAM
A comunicação dentro de um comboio pode ser feita de três formas: sinais
luminosos, via rádio ou gestos
Deslocamento deverá ser feito com farol, rotor ligth e sirene.
Todos devem saber o destino e o caminho a ser tomado.
O ROTAM COMANDO deverá ditar o ritmo do deslocamento.
Deslocamento do comboio deverá seguir sempre pela faixa de esquerda.
ILUSTRAÇÕES DE COMBOIO ROTAM
FIGURA.62. COMPORTAMENTO DO 2º PATRULHEIRO NUMA FRENAGEM
EMERGENCIAL EM COMBOIO [01]
Fonte: Doutrina ROCAM PMAM, 2015 (adaptado).
Elaboração:
AL CB PMAC Nilando da Silva Diniz
Revisão:
2º TEN QOMEC PMAC Pedro Castro da Silva
3º SGT PMAC Diego Lima de Araújo
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REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Klinger Sobreira de. A crise de insegurança e a resposta das policiais
militares. O Alferes, Belo Horizonte: n. 04, p. 60-83, Set./Out./Nov./Dez., 1984.
AMAZONAS. Polícia Militar (site Institucional 2019). Disponível em https://pm.am.gov.br.
(Doutrina ROCAM PMAM, 2015). Acesso em 19 de outubro de 2019.
MINAS GERAIS. Polícia Militar. Comando Geral. Diretriz de operações policiais militares
(DOPM) n° 12/91.
PMGO–POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS. Regimento Interno e Doutrinário
do BPMROTAM. Goiânia, 2011.
SANTOS, Gilmar Luciano. Como vejo a crise: gerenciamento de ocorrências policiais de
alta complexidade. 3.ed. Belo Horizonte, MG: Biográfica, 2010.
SÃO PAULO. Polícia Militar. Manual de controle de distúrbios civis: M-8-PM.
PMESP: 2011, p. 13, 20 e 52 – 57.
TELHADA, P. A. L. Quartel da Luz: Mansão da Rota. São Paulo: just editora, 2011.
(BARCELLOS, 2012, p. 255)