INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO CRESCENTE
CURSO DE CONTABILIDADE E GESTÃO
APLICAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DE
CONTABILIDADE IAS 1 E 3 NO PROCESSO DE
DIVULGAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA. ESTUDO DE
CASO NA EMPRESA WLDR-CONTAS E AUDITORIA, LDA
ADILSON JOSÉ JOAQUIM TAVARES
PEREIRA JOAQUIM LOURENÇO BURITY
Orientador: André Gaspar
Co-orientador: Amilton Chité
Viana, 05 julho de 2024
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO CRESCENTE
CURSO DE CONTABILIDADE E GESTÃO
APLICAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE IAS 1 E
3 NO PROCESSO DE DIVULGAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA.
Monografia para obtenção do grau de
licenciatura em Contabilidade e Gestão, opção
de contabilidade sob orientação do Co-
orientador Dr. Amilton Chite.
ADILSON JOSE JOAQUIM TAVARES.
PEREIRA JOAQUIM LOURENÇO BURITY
Orientador: André Gaspar
Co-orientador: Amilton Chité
Luanda, 05 julho de 2024
APLICAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE IAS 1 E
3 NO PROCESSO DE DIVULGAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA.
ESTUDO DE CASO: EMPRESA WLDR-CONTAS E AUDITORIA, LDA
Monografia Apresentada em / /20 para Obtenção do Grau deLicenciatura em
Contabilidade e Gestão
Banca Examinadora________________________________________________________
1ª Vogal/ Tutor____________________________________________________________
2ª Vogal__________________________________________________________________
Presidente________________________________________________________________
Luanda, 05 julho de 2024
DEDICATÓRIA
Dedicamos esta monografia de nossa licenciatura, aos nossos pais, esposas, filhos,
irmãos e a todos quanto se revejam na academia, com destaque aos professores do curso de
contabilidade, colegas e estudantes em geral.
I
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a Deus por nós ter acompanhado nesta grande caminhada
acadêmica, as nossas famílias que suportaram todas vicissitudes da vida, aos docentes do
curso de contabilidade, que acreditaram na luta sem tréguas, a Direção do Instituto
Superior Politécnico Crescente que soube gerir todos os momentos difíceis, agradecer
especialmente o Dr. André Gaspar e o Dr. Amilton Chité, que aceitou o desafio, a empresa
WLDR-CONTAS E AUDITORIA, LDA, Lda., que abriu as portas, os seus arquivos e
pessoal para este objetivo .
II
EPIGRAFE
Quem mata a cobra, exibe o pau, porque a formação não termina com a graduação
de licenciatura, nem com a pós-graduação, é necessário estudar mais, aprender, até com
os que não são graduados para alcançar objetivos. Este é mais um objetivo.
“Cadê Caxamba”
III
INDICE
DEDICATÓRIA………………………………………………………………………..I
AGRADECIMENTO………………………………………………………………….II
EPIGRAFE……………………………………………………………………………III
RESUMO………………………………………………………………………………..1
ABSTRACT…………………………………………………………………………….2
INTODUÇÃO…………………………………………………………………………..3
Formulação do Problema……….………………………………………………..4
Hipóteses………………………………………………………………………………...4
Objectivos……………….……………………………………………………………….5
Objectivo Geral………….……………………………………………………………….5
Objectivos Especificos……….…………………………………………………………..5
Justificativa………………….…………………………………………………………...5
Delimitação do Tema…………….………………………………………………………6
CAPITULO I – ABORDAGEM TEÓRICA……………….…………………………7
1.1 – Definição de Termos e Conceitos………………………………………………….7
1.2 – IAS…………………………………………………………………………………7
1.3 – Origem e Definição de IASB………………………………………………………7
1.4 – Aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade………………………….10
1.4.1 – O Contexo Actual da Harmonização Contabilística Internacional……………..10
1.4.2 – IASB Enquanto Organismo Harmonizador Internacional da Contabilidade……10
1.4.3 – As IAS/IFRS, Os Impactos e Consequência da sua Utilização…………………12
1.4.4 – Descrição Sucinta do Normativo Internacional…………………………………14
1.5 – IAS 1………………………………………………………………………………15
1.5.1 – Processo de Divulgação da Posição Financeira IAS…………………………….15
1.5.1.1 – Balanço Patrimonial IAS……………………………………………………...15
1.5.1.2 – Demonstração do Resultado (DRE) IAS………………………………………15
1.5.1.3 – Demonstração das Mutações no Património Líquido…………………………16
1.5.1.4 – Mensuração dos Elementos das Demostrações Financeiras…………………..16
1.5.1.5 – As Bases de Mensuração na Estrutura Conceptual……………………………18
1.5.1.6 – Mensuração dos Elementos das Demonstrações Financeiras…………………18
1.5.1.7 – Apresentação e Divulgação…………………………………………………...19
CAPITULO II – ABORDAGEM METODOLÓGICA……..……………………….21
2.1 – Método de Abordagem……………………………………………………………21
2.2 – Procedimentos……………………………………………………………………21
2.3 – Técnicas de Pesquisa……………………………………………………………..22
2.3.1 – Documentação Direta...…………………………………………………………22
2.3.2 – Documentação Indireta…………………………………………………………22
2.3.3 – Variáveis………………………………………………………………………..22
CAPÍTULO III – ANÁLISE E DISCUSÃO DOS DADOS…………………………23
3.1 – Apresentação da Empresa…………………………………………………………23
3.2 – Apresentação dos Dados……………………………………………………….…23
3.3 – Análise dos Resultados…………………………………………………………...25
CONCLUSÃO…………………………………………………………………………29
RECOMENDAÇÔES ………………………………………………………………...30
REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA………………………………………………….31
ANEXOS……………………………………………………………………………….33
INDICE DE TABELA
Tabela 1 Balanço da Empresa………………………………………………………..24
Tabela 2 Activos não Corrente da Empresa………………………………………...25
Tabela 3 Activos Corrente da Empresa……………………………………………...25
Tabela 4 Capital Próprio……………………………………………………………..26
Tabela 5 Passivo não Corrente……………………………………………………….26
Tabela 6 Passivo Corrente……………………………………………………………26
Tabela 7 Balanço de Acordo as IAS………………………………………………….27
1
RESUMO
O presente trabalho de monografia tem como tema: Aplicação das Normas
Internacionais de Contabilidade IAS 1 e IAS 3 no processo de divulgação da posição
financeira.
O principal objectivo foi compreender as vantagens da aplicação das normas
internacionais de Contabilidade IAS 1 e IAS 3 no processo de divulgação da posição
financeira. Estudo de caso foi realizado na empresa WLDR-CONTAS E AUDITORIA,
LDA.
No que toca aos aspectos metodológicos constatamos que o método adoptado
nesta pesquisa foi utilizada a pesquisa Documental Qualitativa e Quantitativa com o
objectivo de proporcionar maior intercâmbio com o problema levantado, recorremos a
pesquisa Bibliográfica para sustentar o estudo de caso.
Assim podemos verificar que os objectivos da pesquisa, foram alcançados porque
conseguimos apresentar os conceitos teóricos relacionados com o tema de pesquisa,
descrevemos aplicação das normas internacionais de Contabilidade IAS 1 e IAS 3 no
processo de divulgação da posição financeira, mostramos o procedimento de aplicação
das normais internacional de contabilidade IAS 1 e 3 na empresa WLDR-CONTAS E
AUDITORIA, LDA.
Quanto as hipóteses levantadas foram alcançadas a primeira e segunda,
confirmou-se que a aplicação da norma internacional IAS 1 e IAS 3 no processo de
divulgação da posição financeira tem uma grande importância para as empresas pois eleva
o valor líquido da empresa. A aplicação da norma internacional IAS 1 e IAS 3, obriga as
instituições a divulgarem nas suas demonstrações financeiras, todas as informações
relevantes, por forma a auxiliar os utentes na tomada de decisão.
A escolha do tema resume-se em transmitir a importância do conhecimento sobre
a aplicação das Normas Internacionais da Contabilidade IAS 1 e 3, para as empresas
nacionais que se propõem em expandir as suas actividades económicas e financeiras nos
mercados internacionais.
O objectivo do tema em estudo visa melhorar a conciliação dos elementos
contábeis representados nos Mapas, garantindo a harmonia nos termos e processos de
relações comerciais dos diversos mercados.
Palavras-chaves: Contabilidade, Normas internacionais de contabilidade, IAS
2
ABSTRACT
This monograph work has as its theme: Application of international accounting
standards ias 1 and ias 3 in the process of disclosing the financial position. The main
objective was to understand the advantages of applying the international accounting
standards IAS 1 and IAS 3 in the process of disclosing the financial position. And the case
study was carried out at the company WLDR-CONTAS E AUDITORIA, LDA. With
regard to methodological aspects, we found that the method adopted in this research was
exploratory research with the aim of providing greater exchange with the problem raised,
we resorted to bibliographical research to support the case study. Thus, we ask to verify
that the research objectives were achieved because we were able to present the
theoretical concepts related to the research topic, describe the application of the
international accounting standards IAS 1 and IAS 3 in the process of disclosing the
financial position, show the procedure for applying the normal international accounting
IAS 1 and 3 in the company WLDR-CONTAS E AUDITORIA, LDA. As for the first and
second hypotheses, it was confirmed that the application of the international standard
IAS 1 and IAS 3 in the process of disclosing the financial position increases the net worth
of the company, the application of the international standard IAS 1 and IAS 3, obliges
institutions to disclose in their financial statements, all relevant information, in order to
assist users in decision-making.
The choice of topic boils down to conveying the importance of knowledge about
the application of International Accounting Standards IAS 1 and 3, for companies
nationals who intend to expand their economic and financial activities in
international markets.
The objective of the topic under study aims to improve the reconciliation of the
elements, accounting represented in the Maps, ensuring harmony in the terms and
processes of commercial relations of different markets.
Keywords: Accounting, International Accounting Standards, IAS
3
INTRODUÇÃO
A temática da harmonização contabilística internacional é bastante antiga, onde
até 1965 havia pouco interesse por parte dos académicos em se estudar estas matérias,
vinculando a crença de que ao se entender as diferenças nas práticas, a uniformidade
contabilística poderia ser alcançada.
Reconhecendo-se, entretanto, que havia impedimentos significativos para se
alcançar a comparabilidade Contabilística em todo o mundo devido a vários fatores como
os históricos, culturais, económicos, legais e políticos. BAKER & BARBU, (2007).
Com a globalização e a internacionalização dos mercados, aliado aos escândalos
financeiros como o da empresa Alemã Daimler Benz1 na década de setenta e, mais
recentemente, já nos anos de 2000, o da empresa Americana Enron Corporation2,
agravaram ainda mais as preocupações com a consistência e a comparabilidade das
informações financeiras e, consequentemente, com a harmonização contabilística
internacional.
Em função desses e outros aspetos, a harmonização contabilística tornou-se
imperativa para os países, entidades, investidores, gestores e contabilistas dada a
necessidade de comparabilidade das informações financeiras dos diferentes pontos do
planeta.
Assim, tornou-se cada vez mais relevante a comparabilidade da informação
financeira pois dela depende muito a capacidade de se tomarem decisões económicas,
alavancar as empresas e a economia em geral através de financiamento interno ou externo
como o da banca, dos mercados de capitais, dos fundos de investimentos. BALSMEIER
& VANHAVERBEKE (2016).
4
Formulação do Problema
O problema é constituído por um conjunto de questões lógicas e delimitadas que
se colocam ao tema, tendentes a encontrar através das hipóteses, uma solução a resolução
e esclarecimento do mesmo tema. Formular o problema, consiste em dizer de maneira
explícita, clara, compreensível e operacional, qual a dificuldade com a qual nos
defrontamos e que pretendemos resolver. ZASSALA (2013, p. 56).
Desta variação surge a seguinte questão:
• Quais as vantagens da Aplicação das Normas Internacionais de
Contabilidade IAS 1 e IAS 3 no processo de divulgação da posição financeira
da empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA?
Hipóteses
As hipóteses, derivam da formulação do problema e são como que uma sequência
lógica, de caminhos possíveis e provisórios, que proporcionam a antecipação do que deve
ser tratado, na tentativa de responder à questão de pesquisa. CAMPOS (2008)
As hipóteses formam as maiores suposições do estudo. Para este estudo temos as
seguintes hipóteses:
Hipótese 1 A aplicação da norma internacional IAS 1 e IAS 3 no processo de
divulgação da posição financeira eleva o valor líquido da empresa.
Hipótese 2 A aplicação da norma internacional IAS 1 e IAS 3, obriga as
instituições a divulgarem nas suas demonstrações financeiras, todas as informações
relevantes, por forma a auxiliar os utentes na tomada de decisão.
Hipótese 3 A aplicação da norma internacional IAS 1 e IAS 3 não é relevante
devido a dificuldade na contratação de profissionais com competência técnica para a
implementação e posterior manutenção da escrituração contabilísticas sobre as premissas
da norma.
5
Objectivos
Para Gastron (2013, p.129), embora a expressão objectivo possua vários sentidos,
o sentido a que se faz referência no nosso contexto, é aquele que define o termo, como
propósito de uma acção ou operação. A pesquisa é realizada no intuito de provar, por
vários passos utilizados, a validade ou reprovação das hipóteses.
Objectivo Geral
Marconi e lakatos (2010), o objectivo geral foca de forma mais generalizada o
tema, ou seja, faz uma abordagem mais alargada e profunda. De acordo a explicação, o
objectivo geral é o seguinte:
• Compreender a Aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade IAS 1 e
IAS 3 no processo de divulgação da posição financeira da empresa WLDR-Contas
e Auditoria, LDA?
Objectivos Especificos
O objectivo específico é caracterizado por ser mais concreto, preciso e limitado,
deslocalizando o tema, para o direccionar num espaço e fenómeno preciso GASTRON
(2013).
Os objectivos específicos são os seguintes:
• Apresentar os conceitos teóricos relacionados com o tema de pesquisa;
• Descrever Aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade IAS 1 e IAS 3
no processo de divulgação da posição financeira.
• Mostrar a importância da Aplicação das Normais Internacional de Contabilidade
IAS 1 e 3 na empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA?
Justificativa
A justificativa responde à questão por quê? Consiste numa exposição, que
apresenta as razões teóricas da realização do estudo e os motivos de ordem empírica
(MARCONI e LAKATOS, 2010). Isto exige o conhecimento do estágio em que se
encontra a matéria ou área temática, que se pretende estudar, realidade a que se pode
chegar, revisando a bibliografia existente sobre a matéria. CARVALHO (2009)
Desta forma as razões que estiveram na base da escolha do tema são:
6
A necessidade de efectuar uma análise comparativa, por formas a confrontar os
conhecimentos até então aprendidos e a norma internacional de contabilidade referente
aos procedimentos de aplicação das normais. Espera-se com isso uma abertura nas
fronteiras do conhecimento refente há como a sociedade académica deve aplicar as
normas internacional de contabilidade.
Do ponto de vista das instituições financeiras será benéfico o uso dessa
abordagem, sendo que será efectuada uma análise às demonstrações financeiras da
empresa em estudo, o que permitirá as outras verificarem por si próprias as vantagens ou
desvantagens da aplicação da referida norma;
De um modo geral a abordagem desse tema vem elucidar as questões referentes a
aplicação das normas internacionais pois será abordada das (IAS 1 e 3). A sociedade em
geral vai poder ver se o nosso país tem efectuada nas empresas nacionais a harmonização
contabilística, se os padrões internacionais são aqui tidos em conta. Os resultados obtidos
com a pesquisa vão permitir aos utentes esclarecer todas inquietações.
Delimitação do Tema
Segundo THEMES (2019), delimitação é a acção de colocar limites em uma produção
na investigação acadêmico-científica, tendo como ponte de partida as experiências
adquiridas ao longo do seu curso superior, ou seja, a delimitação do tema está relacionada
à escolha feita pelo acadêmico de determinado assunto dentro da sua área de formação.
a) Delimitação temporal: Este trabalho de investigação delimitou-se ao período de
2022 a 2024.
b) Delimitação territorial: A pesquisa de campo foi efectuada na empresa WLDR-
Contas e Auditoria, LDA, localizada em Luanda, Município de Viana, Zango 3.
c) Delimitação do conteúdo: A abordagem sobre a norma internacional IAS 1 e 3,
vai se restringir a aplicação da mesma nas na empresa WLDR-Contas e Auditoria,
LDA, Como funciona o processo de divulgação da posição financeira.
7
CAPITULO I – ABORDAGEM TEÓRICA
1.1 – Definição de Termos e Conceitos
Contabilidade é a ciência que estuda e regista os actos e factos administrativos,
objectivando representar graficamente o património e evidenciar as variações e mutações
nele introduzidas, estabelecendo normas para sua interpretação, análise e auditagem.
SILVA (2012)
Para Guerreiro (2015), Contabilidade é a ciência que estuda, regista, controla e
informa os actos e factos económico-financeiros que afetam o património de uma
empresa, seja pública ou privada.
Segundo Caiado (2009), Normas internacional conjunto de normas morais que se
aplicam nas relações dos diferentes estados ou de outros sujeitos assimilados aos estados
entre eles, assim como as relações mútuas dos sujeitos independentes.
Para Faustino (2018), Normas internacional é responsável por regular as
interações entre os sujeitos e atores de direito Internacional, sempre pautado no respeito
à soberania dos Estados.
1.2 – IAS
IAS (International Accounting Standards Board). As normas foram criadas com
o objectivo de padronizar os procedimentos contabilísticos e critérios de negociação.
O IAS é responsável pela criação e manutenção de normas contabilísticos
internacionais, conhecidas como IFRS (International Financial Reporting Standards).
Essas normas são adotadas por empresas em todo o mundo para garantir a consistência e
comparabilidade das demonstrações financeiras.
1.3 – Origem e Definição de IASB
Com o propósito de melhorar, harmonizar e emitir normas de relato financeiro
aceites a nível internacional, foi criado em 1973 o International Accounting Standards
Committee (IASC) por organismos profissionais de contabilidade de nove países,
nomeadamente: Alemanha, Austrália, Canada, Estados Unidos da América, França,
Japão, Holanda, Reino Unido e Irlanda. ZEFF (2012)
Quando foi constituído, o IAS apresentou os seguintes objetivos:
8
• Formular e publicar, no interesse público, normas de Contabilidade que
possam ser utilizadas na apresentação das demonstrações financeiras, e
promover a sua observância e aceitação mundial;
• Trabalhar de uma forma geral para a melhoria e harmonização dos
regulamentos, normas e procedimentos contabilísticos relacionados com a
apresentação das demonstrações financeiras. IASB (2018)
Para o alcance destes objetivos, o IASC emitiu normas designadas por
International Accounting Standards (IAS), que em português são conhecidas como
Normas Internacionais de Contabilidade (NIC), e também emitiu as interpretações destas
normas através do Standards Interpretations Committee (SIC) que é traduzido em
português como Comité de Interpretação das Normas (CIN).
Durante esse tempo, de acordo com o Lainez (2001), existiram 3 períodos de
evolução:
O Primeiro abrange o período de 1973 a 1988 que se caracteriza pela atuação de
maneira descritiva deste organismo em que foram emitidas 26/29 IAS que continham
várias alternativas aceitáveis de tratamento de questões contabilísticas o que permitiu ter
muita flexibilidade nestas normas.
O Segundo período, entre 1988 e 1995 ficou marcado pela publicação de
documentos designados por “Estrutura Conceptual para a Preparação e Apresentação das
Demonstrações Financeiras” e “Comparabilidade das Demonstrações Financeiras” em
1989, que serviram de suporte para a emissão das futuras normas e procuraram assim a
redução do elevado número de alternativas existentes.
E por último, o terceiro período que compreende de1995 a 2000 e que ficou
caracterizado pela celebração do acordo entre o IASC e o International Organization of
Securities Commissions (IOSCO) para desenvolver um programa de trabalho conjunto
para o período 1995 a 1999 no sentido de possuir um conjunto básico de normas, e que a
IOSCO ficou com a responsabilidade de recomendar o uso destas normas pelas bolsas de
valores internacionais. Ainda neste último período, houve a necessidade da reestruturação
do IASC.
Assim sendo, em abril de 2001 o IASC passou a ser designado por International
Accounting Standard Board (IASB), passando a ser o organismo responsável pela
emissão de normas. Foi também constituído o IASC Foundation (atualmente designado
por IFRS Foundation) como sendo o responsável pela nomeação dos Trustees, supervisão
e financiamento do IASB.
9
Portanto, nesse sentido, as IAS passaram a ser designadas por International
Financial Reporting Standards (IFRS), expressão que traduzida para português significa
Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF), e as SICs passaram a ser designadas
por International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) designadas em
português como Comité de Interpretações de Normas Internacionais de Relato Financeiro
(CINIRF); mas as anteriores IAS e SIC emitidas foram igualmente adotadas.
RODRIGUES E PEREIRA (2004)
Ainda neste último período, houve a necessidade da reestruturação do IASC.
Assim sendo, em abril de 2001 o IASC passou a ser designado por International
Accounting Standard Board (IASB), passando a ser o organismo responsável pela
emissão normas.
Foi também constituído o IASC Foundation (atualmente designado por IFRS
Foundation) como sendo o responsável pela nomeação dos Trustees, supervisão e
financiamento do IASB.
Para dar seguimento a toda essa reorganização, foi também feito uma modificação
na missão deste organismo. Pontanto, em virtude da constituição do IASC Fundation, os
objetivos do IASB passariam a ser conforme apresenta Alexander et al., (2014) os
seguintes:
• Desenvolver, para o interesse público, um conjunto único de alta qualidade,
compreensível e normas globais aplicáveis que exigem alta qualidade,
informações transparentes e comparáveis nas demonstrações financeiras e outros
relatórios financeiros para ajudar os participantes dos mercados de capitais do
mundo e outros utilizadores e tomarem decisões económicas
• Promover o uso e a aplicação rigorosa destas normas;
• Cumprir os objetivos associados com (a) e (b), as necessidades de uma variedade
de tamanhos e tipos de entidades em diversos cenários económicos;
• Promover e facilitar a adoção das IFRSs, sendo as normas e interpretações
emitidas pelo IASB, através da convergência das normas nacionais de
contabilidade e as IFRSs.
10
1.4 – Aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade
1.4.1 – O Contexo Actual da Harmonização Contabilística Internacional
O aumento das atividades transfronteiriças, a integração dos mercados e o
desenvolvimento global em geral, exigem informações comparáveis e transparentes para
as entidades que operam nesses mercados, ou seja, a harmonização contabilística
internacional. VALLIŠOVÁ & DVOŘÁKOVÁ (2012).
Assim o processo atual de harmonização internacional em contabilidade data de
muitas décadas, motivado pela importância do mesmo no contexto empresarial e,
principalmente, como já referido, na globalização dos mercados.
Assim, o referido processo foi durante muito tempo, disputado entre dois dos
principais órgãos normalizadores da contabilidade, o Financial Accounting Standards
Board (FASB) dos Estados Unidos da América (EUA) e o International Accounting
Standards Boards (IASB), enquanto instituição internacional, onde este último obteve
maior protagonismo, como o principal órgão normalizador da contabilidade a nível
mundial, dado o seu carácter independente e privado.
Face a isso, na presente subseção, é apresentada uma descrição do principal órgão
normalizador da contabilidade a nível mundial (o IASB) onde se realça a sua Estrutura
Conceptual (Conceptual Framework) e as suas respetivas Normas de Contabilidade, dada
as suas importâncias neste contexto harmonizador e até para os objetivos deste trabalho,
pois ambos constituem os principais objetos de estudo. Na continuação, ainda se abordam
a importância das normas do IASB para os mercados financeiros internacionais e o
processo de adoção interna das referidas normas.
1.4.2 – IASB Enquanto Organismo Harmonizador Internacional da Contabilidade
A diversidade de práticas contabilísticas, a necessidade de harmonizar essas
práticas no mundo e de uma linguagem contabilística comum para atender os mercados
de capitais que se tornaram mais internacionais (Whittington, 2005), fez emergir o
International Accounting Standards Boards (IASB) para minimizar essas divergências e
permitir uma linguagem contabilística única como o órgão normalizador e harmonizador
da contabilidade a nível mundial.
Assim, o IASB foi constituído a 29 de junho de 1973 com a designação de
International Accounting Standards Committee (IASC), na sequência do acordo entre os
órgãos reguladores da contabilidade na Austrália, Canadá, França, Alemanha, Japão,
México, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos da América. RODRIGUES (2016)
11
Todavia a sua origem remonta ao ano de 1966 aquando de um acordo entre o
Canadá, Reino Unido e Estados Unidos da América para a criação de um grupo com o
objetivo de efetuarem estudos comparativos das tendências da Contabilidade nos três
países, o que implicou a criação em 1967 do “Accounting International Study Group”
(AISG) e, entretanto, esta organização é que posteriormente deu origem ao IASC.
RODRIGUES (2016)
Face à necessidade de credibilizar a organização e obter maior aceitação
internacional, em 2001 foi dado maior foco ao relato financeiro, com o então IASC a
sofrer uma transformação interna e a dar origem ao atual IASB.
Neste contexto, na primeira reunião deste órgão, ficou deliberado que as normas
de contabilidade e as respetivas interpretações a emitirem, passariam a designar-se
International Financial Reporting Standards (IFRS), em vez de International Accounting
Standards (IAS) e International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC),
em vez de Standing Interpretations Committee (SIC)
Logo e como resultado da mencionada transformação do então IASC para o atual
IASB, presentemente coexistem, em simultâneo, quer as anteriores IAS e SIC, como as
mais recentes IFRS e IFRIC, tratando naturalmente assuntos diferentes, onde as primeiras
têm vindo a serem substituídas gradualmente pelas segundas. GONÇALVES (2016)
Assim o IASB é um organismo internacional independente, com sede em Londres,
responsável pela emissão das IFRS e tem como objetivo, segundo sua declaração de
missão, “desenvolver International Financial Reporting Standards(IFRS) que tragam
transparência, responsabilização e eficiência aos mercados financeiros no mundo todo.
O nosso trabalho serve ao interesse público, promovendo a confiança, o
crescimento e a estabilidade financeira de longo prazo na economia global. IFRS (2018)
Porém, o papel do IASB está alicerçado em dois prismas, que têm como fim
último a harmonização contabilística e a eficiência aos mercados financeiros a nível
mundial.
Sendo o primeiro a emissão das IFRS, que são um conjunto de normas de
contabilidade globais de alta qualidade, transparentes e comparáveis (Zaidi & Paz, 2015)
e, o segundo, a emissão das IFRIC, que são interpretações das IFRS destinadas à
preencherem importantes lacunas das normas, e não à fornecerem orientações detalhadas
de aplicações que podem ser obtidas através das normas existentes e da estrutura
conceptual. Whittington (2005)
12
Todavia, o IASB ainda é responsável pela emissão e publicação do Conceptual
Framework (Estrutura Conceptual (EC)) que é o documento contabilístico a ter em conta
na elaboração das demonstrações financeiras e também na elaboração das suas próprias
normas. De realçar que a sua primeira EC foi emitida e publicada em 1989 que, entretanto,
já foi revista e atualizada, inicialmente em 2010 (estando atualmente em vigor) e,
posteriormente em 2018 que, por conseguinte, entrou em vigência a partir de 2020
(Gornik-Tomaszewski & Choi, 2018; IASB, 2018).
Contudo o IASB é o organismo normalizador internacional responsável pela
emissão e publicação da sua Conceptual Framework e das IAS/IFRS que, entretanto, são
os dois principais documentos que ajudam muito a harmonizar as práticas contabilística
a nível mundial. Assim, dada a pertinência destes documentos (e até para efeito do
presente trabalho), na continuação, descreve-se inicialmente a importância da EC do
IASB no contexto harmonizador contabilístico internacional e, posteriormente, a das suas
normas.
1.4.3 – As IAS/IFRS, Os Impactos e Consequência da sua Utilização
A utilização da IAS/IFRAS continuam a ser um aspecto imprescindível para
o alcance da harmonização contabilística internacional, visto que estas estabelecem
um conjunto reconhecido de normas a serem usadas globalmente na preparação e
apresentação das demonstrações financeiras das entidades.
Ao longo dos anos, vários são os estudos realizados de modos a identificarem os
impactos que estas normas causam nas empresas e nos seus agentes.
Em seguida, apresento alguns destes estudos e as suas principais conclusões:
Barth, et al. (2008), num estudo realizado em várias empresas de países sobre a
aplicação das IAS, demonstraram que há melhorias na qualidade da informação financeira
e nos valores contabilísticos das empresas após a adoção das normas internacionais de
contabilidade nos seus relatos financeiros em relação a empresas que não aplicam essas
normas.
Também constataram que a utilização das IAS permite que as perdas sejam
reconhecidas oportunamente e as empresas apresentaram menos probabilidades de
potenciais manipulações de resultados.
Para os utilizadores da informação financeira (investidores e analistas), verifica-
se também alguns impactos que estes teriam se a informação financeira das empresas
fosse preparada de acordo com as IFRS.
13
Portanto, Ball, (2006) demonstra que existe um aumento da comparabilidade e
uma melhoria da qualidade do reporte financeiro reduzindo assim o risco de negócio, o
risco de informação e o custo de processamento da informação financeira para estes
utilizadores, tornando assim os mercados mais eficientes pela eliminação das diferenças
das normas de Contabilidade que variam de país para país.
Após a obrigatoriedade da adoção das IAS/IFRS na UE, Jiao et al. (2012),
estudaram o impacto dessa adoção em 19 países da EU e, concluíram que para além da
melhoria na qualidade da informação apresentada pela Contabilidade, verificaram
também que há uma melhoria na qualidade das previsões e decisões financeiras dos
analistas.
Por outro lado, foi apresentado por Soderstrom e Saraiva (2015), três aspetos
indispensáveis para haver a qualidade da informação financeira após a adoção das
IAS/IFRS que são: a qualidade das normas, sistema legal e político do país e por fim os
incentivos para o reporte financeiro.
Também Saraiva (2015), afirma que as consequências da adoção das IFRS em
torno de 26 países a volta do mundo e demonstraram maior liquidez no mercado de
capitais, resultando assim num baixo custo de capital das empresas e um aumento na
avaliação dos capitais próprios.
Mas estas evidências foram mais verificadas nos países que adotaram
voluntariamente as normas em relação a aqueles que adotaram por obrigação legal.
O estudo realizado por saraiva (2015), sobre o impacto da adoção das IAS/IFRS
nas DF’s das empresas cotadas na Euronext Lisboa, verifica que há diferenças
significativas quando estas demonstrações são preparadas de acordo com o PGAAP e de
acordo com as IAS/IFRS, e que estas diferenças resultam em aumentos e diminuições em
algumas rubricas do Balanço, Demonstração de Resultados e em alguns Rácios. As
rubricas “propriedades de investimento”, “ativos por impostos diferidos”,
“disponibilidades”, “financiamentos não correntes”, “passivos por impostos diferidos”,
“resultado líquido do exercício”, “resultado operacional” e os indicadores “liquidez
imediata”, “ROA com base no resultado operacional”, “ROA com base no resultado
corrente” e “ROE com base no resultado corrente” apresentam aumentos, ao passo que
as rubricas “provisões”, “dividas a terceiros não correntes” e o indicador “ROE com base
no resultado líquido” apresentaram diminuições.
14
1.4.4 – Descrição Sucinta do Normativo Internacional
Segundo o IAS 1, as demonstrações contábeis devem apresentar apropriadamente
a posição financeira, o desempenho financeiro e os fluxos de caixa de uma entidade.
A apresentação apropriada exige a representação fidedigna dos efeitos das
transações e outros eventos de acordo com as definições e critérios de reconhecimento
para ativos, passivos, receitas e despesas estabelecidos no Framework for the Preparation
and Presentation of Financial Statement.
O IAS 1 determina, ainda, que as informações contábeis devem ser apresentadas
de acordo com algumas características gerais, quais sejam:
I - Apresentação justa e em conformidade com os IFRS;
II - Pressuposto de continuidade;
III - Regime de competência; IV - consistência de apresentação;
V - Materialidade e agregação;
VI - Não compensação de ativos e passivos; e VII - informação comparativa.
Uma entidade cujas demonstrações contábeis estão em conformidade com os
IFRS deve fazer uma declaração explícita e sem reservas dessa conformidade em notas
explicativas. Não se deve considerar que as demonstrações contábeis cumprem os IFRS
a menos que cumpram todos os requisitos dos IFRS.
Quanto à forma de apresentação das demonstrações contábeis, a norma
internacional é bastante flexível. São determinados, de uma forma geral, os conjuntos de
informações que devem conter cada uma das demonstrações e o que deve ser
complementado com evidenciação em notas explicativas, mas não é estabelecido um
modelo específico para as demonstrações. FANÇONY (2014)
Permite-se, por exemplo, qualquer ordem de classificação dos itens patrimoniais
no ativo e no passivo, desde que proporcione informações compreensíveis para o usuário.
As demonstrações contábeis devem ser apresentadas pelo menos anualmente.
Quando se altera a data do balanço de uma entidade e as demonstrações contábeis
anuais são apresentadas para um período mais longo ou mais curto do que um ano, uma
entidade deve divulgar, além do período abrangido pelas demonstrações, a razão para usar
um período mais longo ou mais curto e o fato de que os valores ali apresentados não são
inteiramente comparáveis com as demonstrações anteriores. FANÇONY (2014).
15
1.5 – IAS 1
O IAS 1 Presentation of Financial Statements dispõe sobre as demonstrações
contábeis que devem ser elaboradas e divulgadas pelas entidades e a base para a
apresentação dessas demonstrações. O IAS 1 se aplica a todas as entidades que
necessitem, ou não, de preparar demonstrações consolidadas.
Segundo o IAS 1 um conjunto de demonstrações contábeis deve incluir:
I - Balanço patrimonial;
II - Demonstração do resultado;
III - Demonstração das mutações no patrimônio líquido;
IV - Demonstração dos fluxos de caixa;
V - Notas explicativas.
A apresentação pelas entidades de outros relatórios como relatório da
administração, demonstração do valor adicionado e balanço social são aceitos, mas estão
fora do escopo do IAS 1. Além disso, o IAS 1, nos parágrafos 13 a 41, dispõe sobre as
características qualitativas da informação a ser apresentada no conjunto de demonstrações
contábeis.
1.5.1 – Processo de Divulgação da Posição Financeira IAS
1.5.1.1 – Balanço Patrimonial IAS
O IAS 1 não determina um modelo de balanço patrimonial específico, mas
somente as informações que, de uma forma geral, devem ser apresentadas nesse relatório.
Além disso, é exigido que os ativos e passivos sejam classificados em correntes
(até um ano para a realização financeira) e não correntes (realização superior a um ano e
ativos fixos), exceto quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar
informação confiável e mais relevante.
Quando se aplica essa exceção, todos os ativos e passivos devem ser apresentados
por ordem de liquidez. Ressalte-se que a IAS 1 sugere que para algumas entidades, como
as instituições financeiras, a apresentação de ativos e passivos por ordem de liquidez
proporciona informação mais útil do que a apresentação corrente e não corrente.
1.5.1.2 – Demonstração do Resultado (DRE) IAS
Segundo o IAS 1, todos os itens de receitas e de despesas reconhecidos no período
devem ser incluídos nos resultados, a menos que uma norma ou interpretação exija de
outro modo, como é o caso, por exemplo, do resultado de reavaliação de ativos (IAS 16),
16
ganhos ou perdas na conversão de informações contábeis de investimentos no exterior
(IAS 21) ou de ativos financeiros disponíveis para venda (IAS 39).
Quanto ao formato da DRE, o IAS 1, estabelece que a entidade deve optar entre
uma análise baseada na natureza das despesas ou uma classificação funcional das
despesas, aquela que proporcionar informação mais confiável e útil.
1.5.1.3 – Demonstração das Mutações no Património Líquido
O IAS 1 determina que a entidade deve apresentar uma demonstração das
mutações no património líquido (PL) que evidencie todas as mudanças ocorridas no
PL durante o período, que inclua:
I - Os resultados do período;
II - Cada item de receita e de despesa do período que, tal como exigido por outras
Normas ou Interpretações, seja reconhecido diretamente no capital próprio, e o total
destes itens;
III - receita e despesa total do período (calculados como a soma dos itens I e II,
mostrando separadamente os valores totais atribuíveis aos detentores de capital próprio
da empresa-mãe e aos interesses minoritários;
IV - Para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos das alterações nas
políticas contábeis e as correções de erros reconhecidas de acordo com o IAS 8.
1.5.1.4 – Mensuração dos Elementos das Demostrações Financeiras
A atribuição de valor a activos e passivos, mensuração na terminologia das
normas internacionais, é um aspecto essencial do processo contabilístico. A EC do SNC6
estabelece a seguinte definição:
Mensuração é o processo de determinar as quantias monetárias pelas quais os
elementos das demonstrações financeiras devam ser reconhecidos e inscritos no balanço
e na demonstração dos resultados. Isto envolve a selecção da base particular de
mensuração.
O reconhecimento inicial das transações, assenta, essencialmente, no custo
histórico, e nos conceitos da “realização” – segundo o qual os resultados não são
contabilizados enquanto não realizados; e da “prudência”, que implica a consideração de
um certo conservadorismo na apresentação das demonstrações financeiras. Entretanto, as
diversas entidades normalizadoras têm vindo a incluir nas normas por si emitidas o
conceito de justo valor e, mais recentemente, a adoptar (ou estudar) mecanismos que
17
sejam susceptíveis de atenuar os impactos da subjectividade da sua aplicação como
critério de mensuração.
Esta tendência desenvolveu-se de forma dispersa em diversas normas com
prejuízo para a uniformidade de conceitos e métodos contabilísticos.
De forma a criar condições de convergência desta diversidade, quer o Financial
Accounting Standards Board (FASB), quer o International Accounting Standards Board
(IASB) emitiram respectivamente o Statement of Financial Accounting Standards nº 157
– Fair Value Measurements (Setembro de 2006) e o Exposure Draft ED/2009/5 – Fair
Value Measurement, em especial este último, para estabelecer uma única fonte de
orientação para as mensurações assentes na base do justo valor, com vista a clarificar a
sua definição e para reforçar o conjunto de divulgações acerca do justo valor, bem como
para aumentar a convergência com os USGAAP. O documento do IASB não se limita à
análise do conceito de justo valor, mas discute de forma ampla a mensuração no
reconhecimento inicial.
Na perspectiva conceptual segundo Grenha et al (2009), são de opinião que a
análise da evolução da contabilidade permite identificar duas distintas linhas de evolução.
Uma, de influência anglo saxónica, desenvolveu-se sobre a noção utilitarista da
informação financeira, advogando para a contabilidade uma função de instrumento de
tomada de decisão.
Outra, de raiz continental europeia, apresenta traços de legalismo, preocupando-
se com o registo de direitos e obrigações em detrimento da substância económica dos
activos e passivos. É no âmbito da primeira das referidas linhas de evolução que
encontramos o conceito de justo valor. Este poderá ser definido como o preço pelo qual
um activo ou um passivo podem ser trocados numa transacção entre partes conhecedores,
interessadas e não relacionadas.
Por partes interessadas ou dispostas deve entender-se os participantes no mercado
representados por compradores e vendedores não relacionados e que são conhecedores,
i.e., possuem um nível comum de conhecimento sobre os factores relevantes relacionados
com o activo e com o passivo, bem como um conhecimento da transacção, e estão
dispostos, interessados e são capazes de transaccionar nesse mercado, possuindo a
capacidade financeira e legal para tal.
O justo valor presume sempre a ausência de comportamentos compulsivos, pelo
que nunca poderá ser observado numa situação de liquidação. O IASB advoga esta
18
perspectiva do justo valor como base na relevância pois considera o justo valor como a
medida mais relevante de valor.
O relato financeiro de acordo com as IAS envolve um processo de
reconhecimento, mensuração inicial e subsequente, em muitas circunstâncias sempre ao
justo valor. Esta posição sai fortalecida se o justo valor puder ser determinado com
suficiente fiabilidade para justificar a sua utilização como tratamento de referência na
mensuração de activos e passivos.
E é de extrema importância que tal aconteça, pois, a maioria dos movimentos
relativos ao justo valor de um balanço para o seguinte devem ser observados como
componentes da performance da entidade, nos termos do conceito de comprehensive
income, com as variações do justo valor consideradas directamente em resultados.
O objectivo da utilização do justo valor como base de mensuração é o de estimar
as alterações de preço para o activo ou passivo na ausência de uma transacção. O valor é
determinado por referência a uma hipotética transacção corrente entre partes interessadas.
1.5.1.5 – As Bases de Mensuração na Estrutura Conceptual
Segundo Grenha et al (2009), a Estrutura Conceptual define diversos critérios base
de mensuração, os quais são posteriormente, em sede das diversas normas, desenvolvidos,
detalhados e muitas vezes redenominados. Estes critérios são utilizados em variadas
combinações, donde resulta compatível a aplicação de todos eles nas mesmas
demonstrações financeiras, mas necessariamente a rubricas distintas.
1.5.1.6 – Mensuração dos Elementos das Demonstrações Financeiras
A mensuração como processo que é de atribuição de valor aos elementos nas
demonstrações financeiras, é a outra etapa complexa pois existem várias bases de
mensuração. Logo, a mensuração vem descrever os critérios para a atribuição de valores
aos elementos das demonstrações financeiras para o seu posterior registo (Gonçalves et.
al, 2016 a) que, segundo a EC do IASB de 2018, esta pode ser efetuada mediante as bases
de mensuração seguintes:
a) - mensuração com base ao custo histórico – esta visa fornecer informação sobre
os elementos derivados a partir do preço histórico da transação ou evento que deu origem
ao item considerado para a medição (§ 6.4 da EC do IASB de 2018).
Assim, os ativos são registados pelo custo incorrido na aquisição ou produção, o
qual compreende a retribuição paga para o adquirir ou desenvolver acrescido dos custos
19
de transação, enquanto os passivos devem ser contabilizados pelo valor da
contraprestação recebida para incorrer ou assumir o passivo menos os custos de transação
(§ 6.5 da EC do IASB de 2018);
b) - mensuração com base ao valor atual – esta base ajuda a fornecer informações
monetárias sobre os elementos, usando informações atualizadas para refletir as condições
na data de mensuração (§ 6.10 da EC do IASB de 2018).
Entretanto, e conforme o parágrafo 6.11 da EC do IASB de 2018, as bases para
mensurar o valor atual incluem:
Justo valor: este estabelece que os ativos são registados pelo preço que seria
recebido para o vender, ou pago para transferir um passivo, numa transação ordenada
entre participantes do mercado na data de mensuração (§ 6.12 da EC do IASB de 2018);
Valor de uso e de realização (liquidação): estes determinam que os ativos são
registados pelo valor presente dos fluxos de caixa e/ou seus equivalentes que uma
entidade espera obter do seu uso e da sua alienação final e, os passivos são registados
pelos seus valores presente de caixa e/ou seus equivalentes, que uma entidade espera ser
obrigada a transferir quando cumpre um passivo (§ 6.17 da EC do IASB de 2018);
Custo corrente: este determina que os ativos são registados pelo valor de caixa
e/ou seus equivalentes que teriam de ser pagos na data de mensuração mais os custos de
transação se o mesmo ativo ou um equivalente fosse adquirido atualmente e, os passivos
são contabilizados pelos valores da contraprestação que seria recebida por um passivo
equivalente na data de mensuração menos os custos de transação que seriam incorridos
naquela data (§ 6.21 da EC do IASB de 2018).
Contudo para que a informação financeira fornecida através de uma das diferentes
bases de mensuração acima referenciadas seja útil aos utilizadores, esta deve ser relevante
e representar fielmente o que pretende representar e, ainda, ser comparável, verificável,
oportuna e compreensível (§ 6.45 da EC do IASB de 2018).
Face a isso, depois de apresentados os elementos das demonstrações financeiras
e as situações que permitem o seu registo nas mesmas, procuramos descrever
seguidamente os procedimentos necessários para a sua apresentação e divulgação.
1.5.1.7 – Apresentação e Divulgação
A apresentação e a divulgação estas são entendidas como o processo usado por
uma entidade que relata para comunicar informações financeiras sobre os seus ativos,
20
passivos, capitais próprios, rendimentos e gastos através das suas demonstrações
financeiras (§ 7.1 da EC do IASB de 2018).
Assim, a apresentação e divulgação, estas se destinam a especificarem os
princípios a ter em conta na apresentação das demonstrações financeiras que são: - o
primeiro princípio consiste em classificar os ativos, passivos, capitais próprios,
rendimentos e gastos com base nas características compartilhadas para fins de
apresentação e divulgação.
Tais características incluem, mas não estão limitadas, a natureza do item, a sua
função dentro das atividades conduzidas pela entidade e, também a forma como é
mensurado o elemento (§ 7.7 da EC do IASB de 2018); e - o segundo princípio consiste
na soma de ativos, passivos, capitais próprios, rendimentos e gastos que possuem
características semelhantes e estão incluídos na mesma classificação (§ 7.20 da EC do
IASB de 2018).
Todavia, a apresentação e divulgação das informações financeiras só é apropriada
quando se concentrarem nos objetivos e princípios de apresentação e divulgação (não em
regras) e, simultaneamente, permitam classificar as informações de uma maneira que se
agrupe itens semelhantes e se separe os diferentes de modo a não ficarem obscurecidos
nem por detalhes desnecessários nem por agregação excessiva nas demonstrações
financeiras. Entretanto, no seguimento da exposição dos elementos da EC do IASB, na
continuação, procura-se apresentar e descrever os conceitos de capital e de manutenção
de capital.
21
CAPITULO II – ABORDAGEM METODOLÓGICA
Metodologia é a ciência que estuda os métodos utilizados no processo de
conhecimento. É, portanto, “uma disciplina que se relaciona com a epistemologia e
consiste em estudar e avaliar os vários métodos disponíveis, identificando suas limitações
ou não no âmbito das suas implicações de suas aplicações” (COSTA, 2001, p. 4).
2.1 – Método de Abordagem
São métodos que possuem carácter mais geral. São responsáveis pelo raciocínio
utilizado no desenvolvimento da pesquisa, ou seja, “procedimentos gerais, que norteiam
o desenvolvimento das etapas fundamentais de uma pesquisa científica” ANDRADE
(2001, p. 130).
A abordagem utilizada no trabalho é de caracter qualitativa e quantitativa, isto é,
estimula os leitores a pensarem livremente sobre algum tema ou conceito.
De acordo com Beuren (2006), a pesquisa qualitativa possibilita as análises mais
profundas em relação ao fenómeno que está sendo estudado. Na contabilidade, é comum
o uso da abordagem qualitativa como tipologia de pesquisa. Apesar de a contabilidade
lidar com números, ela é uma ciência social, e não uma ciência exata, o que justifica a
relevância do uso da abordagem qualitativa neste trabalho.
2.2 - Procedimentos
O primeiro objetivo será alcançado através de uma análise teórica, recorrendo a
IAS 1 e 3 e posteriormente por meio da empresa em estudo que permitirá o acesso as suas
demonstrações financeiras e responderá a qualquer questionamento que se considere
necessário para compreensão absoluta de como devem ser o processo de divulgação da
posição financeira da empresa.
O alcance do segundo objetivo será por meio do mapa referente a rubrica de
divulgação da posição financeira da empresa.
O terceiro e último objetivo será alcançado por meio da fundamentação teórica,
com respectiva fórmula e também através da rubrica de divulgação da posição financeira.
22
2.3 – Técnicas de Pesquisa
2.3.1 – Documentação Direta
a) Pesquisa documental: servirá de suporte ao trabalho a lei de autorização da
aplicação das normas internacionais.
b) Pesquisa bibliográfica: Servirá de suporte para o trabalho, à pesquisa
bibliográfica, (livros e outros meios de informação como revistas, jornais, que
poderão ser encontradas em bibliotecas, sites da internet, páginas de redes sociais)
e as normas internacionais de contabilidade.
2.3.2 – Documentação Indireta
Fará parte do trabalho em forma de análise de demonstrações financeiras.
2.3.3 - Variáveis
Segundo Zassala (2014, p. 58) na sua obra “Iniciação à pesquisa científica” uma
variável pode ser considerada uma classificação ou medida; uma quantidade que varia;
um conceito, ou conceito operacional que contém ou apresenta valores; aspecto,
propriedade ou factor, discernível num objecto de estudo e passível de mensuração.
A variável independente são as que influenciam, afetam ou determinam outras
variáveis. No caso é “Aplicação das normas internacionais de contabilidade IAS 1 e IAS
3”
Variável dependente são valores (fenômenos ou fatos) a serem descobertos ou
explicados, em virtude de serem influenciados, determinados ou afectados pela variável
independente. É o factor que aparece, desaparece, aumenta ou diminui à medida que o
pesquisador modifica a variável independente.
Com base na explicação acima podemos considerar como variável dependente:
“processo de divulgação da posição financeira”.
23
CAPÍTULO III – ANÁLISE E DISCUSÃO DOS DADOS
3.1 – Apresentação da Empresa
A empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA, Prestação de Serviços Lda, tem a
sua sede em Luanda, rua António Lisboa, nº36 Iº andar. Tem como principal objecto
social a prestação de serviços de contabilidade, auditoria, finanças, gestão de projectos,
gestão de recursos humanos, fiscalidade, gestão administrativa, estudos de mercado e
formação e treinamento de pessoal.
A sua missão consiste em satisfazer a sua clientela através da prestação de serviços
de elevada qualidade, se diferenciado pela qualidade de serviços prestados nas áreas sobre
as quais a empresa actua.
A empresa tem como valores que norteam a sua actividade a valorização do cliente
como a razão primordial da sua existência, qualidade baseada no respeito escrupuloso
pelos pedidos enviados dos clientes, e a garantia da oferta adequada de serviços. A sua
visão consiste em liderar no mercado através da prestação de serviço de qualidade.
3.2 – Apresentação dos Dados
• Segue-se o balanço da empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA.
24
Tabela 1 Balanço da Empresa
Designação Exercício/2022
Activo
Activo não corrente:
Imobilizações corpóreas 17.162.097,41
Imobilizações incorpóreas 0.00
Total do Activo não Corrente 17.162.097,41
Activo corrente:
Existências 0.10
Contas a receber 150.590.886,95
Disponibilidades 15.525.605,38
Outros activos correntes 2.778.650,95
Total do Activo Corrente 172.895.143,38
Total do activo 190.057.240,79
Capital Próprio e Passivo
Capital Próprio:
Capital 100.000,00
Reservas 0.00
Resultados transitados 21.562.970,33
Resultados do exercício 15.517.605,41
Total do Capital Próprio 37.180.575,74
Passivo não corrente:
Empréstimos de médio e longo prazo 0.00
Total do Passivo não Corrente 0.00
Passivo corrente:
Contas a pagar 82.790.939,85
Empréstimos de curto prazo 35.498.509,50
Parte corrente dos empréstimos M/L prazos 0.00
Outros passivos correntes 34.587.215,70
Total do Passivo Corrente 152.876.665,05
Total do Capital Próprio e Passivo 190.057.240,79
Fonte: dados extraídos pela empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA
Após uma análise comparativa das rubricas existentes no PGC e na IAS 3,
constatamos que foi possível verificar que a algumas diferenças ligadas aos termos
utlizados para se referir as rubricas existentes no Balanço, segue-se assim a apresentação
das rubricas do balanço com base a IAS 3.
25
3.3 – Análise dos Resultados
Tabela 2 Activos não Corrente da Empresa
Designação Exercício/2022
Activo
Activo não corrente:
Activo fixo tangível 4.625.405,02
Propriedades de investimento 12.535.939,49
Activos intangíveis 0.00
Activos Biológicos 752.90
Acionistas/Sócios 0.00
Outros activos financeiros 0.00
Total do Activo não Corrente 17.162.097,41
Fonte: Fonte: dados extraídos pela empresa WLDR-Contas e Auditoria,
LDA.
De acordo com o PGC, os termos são agrupados e reconhecidos como
imobilizações corpóreas, mas a IAS 3 específica algumas rúbricas como: outras
imobilizações corpóreas - Activos Biológicos equipamentos de carga e transporte -
Propriedades de Investimentos.
Tabela 3 Activos Corrente da Empresa
Activo corrente:
Inventários 0.10
Contas a receber 150.590.886,95
Disponibilidades 15.525.605,38
Outros activos correntes 2.778.650,95
Total do Activo Corrente 172.895.143,38
Fonte: : dados extraídos pela empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA.
No PGC reconhecemos as seguintes informações: Existência, clientes, caixa e
depósito à ordem. Mas a IAS3 trata-os respectivamente como: inventários, contas à
receber e disponibilidades.
26
Tabela 4 Capital Próprio
Capital Próprio:
Capital 100.000,00
Reservas 0.00
Resultados transitados 21.562.970,33
Resultados do exercício 15.517.605,41
Total do Capital Próprio 37.180.575,74
Fonte: : dados extraídos pela empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA.
Tabela 5 Passivo não Corrente
Passivo não corrente:
Financiamentos de M/L prazos 35.498.509.50
Impostos diferidos 0.00
Provisões para pensões 0.00
Provisões para outros riscos e encargos 0.00
Outros passivos não correntes 0.00
Total do Passivo não Corrente 35.498.509.50
Fonte: dados extraídos pela empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA.
O plano geral de contabilidade reconhece as rúbricas do passivo não corrente
como Empréstimos de médio e longo prazo, Estado, provisões para pensões, provisões
para outros riscos e encargos ao adoptarmos a norma pela primeira vez, eles tornam-se
financiamentos de Médio e Longo prazo, impostos diferidos, provisões para pensões,
provisões para outros riscos e encargos
Tabela 6 Passivo Corrente
Passivo corrente:
Contas à pagar 82.790.939,85
Parte corrente do financiamento M/L prazos 0.00
Outros passivos correntes 34.587.215,70
Total do Passivo Corrente 117.378.155,55
Fonte: dados extraídos pela empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA.
De acordo com o PGC, os termos são agrupados e reconhecidos como passivos
correntes, mas a IAS3 específica algumas rúbricas como: contas à pagar que no PGC
chama-se fornecedores, parte corrente do financiamento M/L prazo.
Abaixo encontra-se o balanço com os dados da empresa, mas adaptado pela IAS.
27
Tabela 7 Balanço de Acordo as IAS
Designação Exercício/2022
Activo
Activo não corrente:
Activo fixo tangível 4.625.405,02
Propriedades de investimento 12.535.939,49
Activos intangíveis 0.00
Activos Biológicos 752.90
Acionistas/Sócios 0.00
Outros activos financeiros 0.00
Total do Activo não Corrente 17.162.097,41
Activo corrente:
Inventários 0.10
Contas à receber 150.590.886,95
Disponibilidades 15.525.605,38
Outros activos correntes 2.778.650,95
Total do Activo Corrente 172.895.143,38
Total do activo 190.057.240,79
Capital Próprio e Passivo
Capital Próprio:
Capital 100.000,00
Reservas 0.00
Resultados transitados 21.562.970,33
Resultados do exercício 15.517.605,41
Total do Capital Próprio 37.180.575,74
Passivo não corrente:
Financiamentos de M/L prazos 35.498.509.50
Impostos diferidos 0.00
Provisões para pensões 0.00
Provisões para outros riscos e encargos 0.00
Outros passivos não correntes 0.00
Total do Passivo não Corrente 35.498.509.50
Passivo corrente:
Contas à pagar 82.790.939,85
Parte corrente do financiamento M/L prazos 0.00
Outros passivos correntes 34.587.215,70
Total do Passivo Corrente 117.378.155,55
Total do Passivo 152.876.665,05
Total do capital próprio e passivo 190.057.240,79
• Fonte: dados extraídos pela empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA.
28
O balanço patrimonial tem por finalidade proporcionar informação acerca da
posição financeira e patrimonial da empresa, que seja útil a um grande número de usuários
em suas avaliações e tomadas de decisões económicas. É uma representação gráfica
estruturada, em determinada data, representando, por tanto, uma posição estática,
composta por três elementos:
Activo, Passivo e património líquido. Os resultados do activo adaptando a IAS e
o PGC são idênticos, porém, a IAS torna a informação mais clara e leva em consideração
algumas rubricas que o PGC ainda não tem ou até mesmo agrupou-os. Como podemos
notar no trabalho no activo corrente do PGC a imobilizações corpóreas incorporam as
propriedades de investimento, mas na IAS precisa-se desagrupar pois os tratamentos
dados pela IAS é mais simplificada.
29
CONCLUSÃO
A utilização das IAS continuam a ser um aspeto imprescindível para o alcance da
harmonização contabilística internacional, visto que estas estabelecem um conjunto
reconhecido de normas a serem usadas globalmente na preparação e apresentação das
demonstrações financeiras das entidades.
IAS permite que as perdas sejam reconhecidas oportunamente e as empresas
apresentaram menos probabilidades de potenciais manipulações de resultados. Para os
utilizadores da informação financeira (investidores e analistas), verifica-se também
alguns impactos que estes teriam se a informação financeira das empresas fosse preparada
de acordo com as IFRS.
• Assim podemos verificar que os objectivos da pesquisa foram alcançados porque
conseguimos apresentamos os conceitos teóricos relacionados com o tema de
pesquisa, descrevemos aplicação das normas internacionais de contabilidade IAS
1 e IAS 3 no processo de divulgação da posição financeira, mostramos o
procedimento de aplicação das normais internacional de contabilidade IAS 1 e 3
na empresa WLDR-Contas e Auditoria, LDA.
Quanto as hipótese foi alcançadas a primeira e segunda, confirmou-se que a
aplicação da norma internacional IAS 1 e IAS 3 no processo de divulgação da posição
financeira eleva o valor líquido da empresa, a aplicação da norma internacional IAS 1 e
IAS 3, obriga as instituições a divulgarem nas suas demonstrações financeiras, todas as
informações relevantes, por forma a auxiliar os utentes na tomada de decisão, em quanto
terceira não foi confirmada na medida que a aplicação da norma internacional IAS 1 e
IAS 3 não é relevante devido a dificuldade na contratação de profissionais com
competência técnica para a implementação e posterior manutenção da escrituração
contabilísticas sobre as premissas da norma.
30
RECOMENDAÇÕES
Recomendamos as Empresas Nacionais a capacitar o seu pessoal, no que concerne
a importância da aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade de forma a darem
respostas a grande evolução dos mercados financeiros.
Com atração de novos investidores, sobre tudo estrangeiros no mercado Angolano
e vice-versa urge a necessidade de melhorar a comunicação contabilística, onde os temos
devem ser uniformizados atendendo a insuficiência do nosso (PGC) para responder as
necessidades dos diversos utentes dos diferentes mercados.
31
REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA
Alexander, D., Britton, A., Jorissen, A., Hoogendoorn, M., e van Mourik, C. (2014).
International Financial Reporting and Analysis. 6th ed. United Kingdom: Cangage
Learning EMEA.
Baker, C. R., & Barbu, E. M. (2007). Trends in research on international accounting
harmonization. The International Journal of Accounting.
Ball, R. (2006). International Financial Reporting Standards (IFRS): pros and cons for
investors. Accounting and Business Research, 5-27.
Balsmeier, B., & Vanhaverbeke, S. (2016). International Financial Reporting Standards
and Private Firms’ Access to Bank Loans.
Barth, M. E. (2008). Commentary on Prospects for Global Financial Reporting.
Accounting Perspectives, 14, 154-167.
Caiado, A.C, (2009) Bancos – Normativos, contabilidade e gestão. 1º Edição. Rei dos
livros
Fançony, M. M. (2014). Análse Comparativa do Normativo Contabilistico e do Sistema
fiscal entre Angola e Portugal. Portugal: Instituto Politécnico de Viana de Castelo.
Faustino, I.M.F (2018) Activos fixos tangíveis e a abordagem por componentes no
contexto SNC.
GASTRON, F. R. (2013) – Fundamentos de Contabilidade Financeira-Teoria e Casos.
Gonçalves, C., Santos, D., Rodrigo, J., & Sant´Ana Fernandes. (2016). Contabilidade
Financeira Explicada (Vol. 2ª Edição). porto: Vida Económica.
Grenha, C. et al (2009), Anotações do Sistema de Normalização Contabilística em
Portugal.
GUERREIRO, M. (2015) - Plano Geral de Contabilidade. Plural Editores.
IASB. (2018). Conceptual Framework for Financial Reporting. Londres: Copyright CD
IFRS Foundation.
IFRS. (2018). IFRS. Obtido de IFRS: https://www.ifrs.org/issuedstandards/list-of-
standards.
LAKATOS, E. M; MARCONI, M. A. (1991) – Fundamentos de Metodologia Científica.
2ª Edição. São Paulo: Atlas;
Rodrigues, J. (2016). Sistema de Normalização Contabilística SNC Explicado (Vol. 6ª
edição). Porto, portugal: Porto Editora.
32
Rodrigues, L., e Pereira, A. (2004). Manual de contabilidade internacional. Lisboa:
Publisher Team.
Saraiva, H. I., Alves, M. d., & Gabriel, V. M. (2015). As Raizes do Processo Formal de
Harmonização Contabilística, sua Evolução em Portugal.
Silva, E.P; Silva, A.C.P. (2012) SNC – Manual de contabilidade 2ª Edição Cetec, São
Paulo.
Vallišová, L., & Dvořáková, L. (2012). Processes of Accounting Harmonization and
Standardization in the European Union Versus the Sustainability Development Concept.
Proceedings of the European Conference on Management, Leadership & Governance,
418-425.
Whittington, G. (2005). The adoption of International Accounting Standards in the
European Union. European Accounting Review, 127-153, 127-153.
Zaidi, S., & Paz, V. (2015). The Impact IFRS Adoption: A Literature Rview. Journal of
Theoretical Accounting Research, 10, 116-141.
ZASSALA, C. (2004) Iniciação à pesquisa científica, 2ª edição. Luanda: Mayamba.
Zeff, S. (2012). The evolution of the IASC into the IASB, and the challenges it faces.
Accounting Review. 87: 807-83.
33
ANEXOS