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MTS Clinica

Este documento é um material didático para iniciantes em estudos musicais, destinado a Grupos de Estudos Musicais no Sistema Prisional e Clínicas de Recuperação. Ele fornece instruções detalhadas sobre a utilização do caderno de teoria musical e solfejo, além de abordar conceitos fundamentais sobre som, música e suas propriedades. O conteúdo inclui módulos de aprendizado que vão desde a introdução ao som até a escrita musical e notas musicais.

Enviado por

fabiano.barbosa
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Este documento é um material didático para iniciantes em estudos musicais, destinado a Grupos de Estudos Musicais no Sistema Prisional e Clínicas de Recuperação. Ele fornece instruções detalhadas sobre a utilização do caderno de teoria musical e solfejo, além de abordar conceitos fundamentais sobre som, música e suas propriedades. O conteúdo inclui módulos de aprendizado que vão desde a introdução ao som até a escrita musical e notas musicais.

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Início dos Estudos

Cantai-lhe um Cântico novo:


Tocai bem e com júbilo.
Salmo 33:3
PREFÁCIO

Este material foi elaborado com objetivo de auxiliar os candidatos quanto a um conteúdo didático
mínimo e simplificado para iniciar os estudos musicais nos Grupos de Estudos Musicais (GEM) do
Sistema Prisional e Clinicas de Recuperação de dependentes quimicos. Material produzido inicialmente
para o coninente Africano, sendo aproveitado com autorização dos responáveis.

Mauá, 07 de Abril de 2019.

Edição inicial : ABRIL DE 2019


INSTRUÇÕES PARA UTILIZAÇÃO DO CADERNO DE TEORIA MUSICAL E SOLFEJO

PARA UM MELHOR APROVEITAMENTO DESTE CADERNO DE TEORIA E SOLFEJO, SEGUEM ALGUMAS


INSTRUÇÕES AOS ENCARREGADOS DE ORQUESTRA, INSTRUTORES E CANDIDATOS:

1- OS IRMÃOS QUE RECEBEREM SOLICITAÇÃO PARA ENSINO MUSICAL DENTRO DO SISTEMA PRISIONAL OU
CLINICAS DE RECUPERAÇÃO, DEVEM REPOSTAR AO DARPE DE SUA REGIÃO, APRESENTAR O PROJETO DE
ENSINO MUSICAL NAS ENTIDADES, APOS APROVAÇÃO DA INSTITUIÇÃO E MINISTÉRIO RESPONSAVEL PELO
DARPE, PODERÃO INICIAR OS ENSINOS SEGUINDO RIGOROSAMENTE OS ITENS ACORDADOS PREVIAMENTE COM
A DIREÇÃO DA INSTITUIÇÃO.
2- SEMPRE QUE POSSÍVEL AS AULAS DE TEORIA E SOLFEJO DEVERÃO SER MINISTRADAS COLETIVAMENTE.
3- OS ESTUDOS DE SOLFEJO ESTÃO NA SEQUÊNCIA DE ASSUNTOS DOS MÓDULOS, COM 51 LIÇÕES PÁG.35 A 76
4- APÓS CONCLUIR O ESTUDO DO 5º MODULO, O ALUNO PODERÁ INICIAR O ESTUDO DE SEU INSTRUMENTO
COM NOTAS LONGAS E VIOLINOS COM AS CORDAS SOLTAS, LIÇÕES INICIAIS A PARTIR DA PAGINA 23
5- OS EXERCÍCIOS DEVERÃO SER REPETIDOS TANTAS VEZES QUANTO FOR NECESSÁRIO, ATÉ QUE O ALUNO NÃO
TENHA MAIS NENHUMA DÚVIDA.
6- NO 6º MODULO DEVE-SE INICIAR OS ESTUDOS DE SOLFEJO, UTILIZANDO O HINÁRIO DE MÚSICA EM DÓ
PARA SOLFEJO DOS HINOS (QUANDO HOUVER REFERENCIA NA LIÇÃO).
7- APÓS CONCLUIR O 6º MÓDULO INICIAR OS ESTUDOS COM INSTRUMENTO, UTILIZANDO AS LIÇÕES DE
TÉCNICAS DE INSTRUMENTO DA PÁGINA 42 (ESTUDOS DE INTERVALOS CROMÁTICOS E DIATÔNICOS) E AS
ESCALAS CROMÁTICAS DE SEUS INSTRUMENTOS. DANDO SEQUÊNCIA NOS ESTUDOS DE TEORIA DOS
MODULOS SEGUINTES (USAR ESTE CRITERIO DURANTE TODAS AS FASES DE ESTUDOS DESTE CADERNO)
8- APÓS O TERMINO DOS ESTUDOS COM INSTRUMENTOS, ATÉ A LIÇÃO 14 DA PÁGINA 48 (TÉCNICA DE
INSTRUMENTO DE INTERVALOS CROMÁTICOS E DIATÔNICOS), INICIAR OS ESTUDOS DOS HINOS 1ª FASE
SOMENTE NO SOPRANO PARA TODOS OS INSTRUMENTOS (TABELA DE ESTUDO DE HINOS 1ª FASE PAG. 49)
COM A UTILIZAÇÃO DO METRÔNOMO UTILIZANDO A VELOCIDADE MEDIA DE CADA HINO.
9- TERMINANDO OS ESTUDOS DOS HINOS DA 1ª FASE, OS ALUNOS PODERÃO INICIAR A TOCAR NOS ENSAIOS
MUSICAIS E REUNIÃO DE JOVENS E MENORES.
10- A PARTIR DO 7º MÓDULO, OS IRMÃOS COM INSTRUMENTO QUE TOCAM A HARMONIA NA CLAVE DE FÁ,
(TROMBONE, BOMBARDINO, SAX TENOR, TUBA, ETC.), DEVERÃO INICIAR O ESTUDO DE SOLFEJO NA CLAVE
DE FÁ DE 4ª LINHA, RETROAGINDO NA LIÇÃO Nº 1 DE SOLFEJO (SOLFEJANDO AS LIÇÕES NA CLAVE DE FÁ).
11- A PARTIR DO 10º MÓDULO COMPLETO, ESTUDAR OS HINOS DA 2ª FASE (TABELA PAG.49) TOCANDO NA
VOZ DO SEU INSTRUMENTO, COM O USO DO METRONOMO UTILIZANDO A VELOCIDADE MEDIA DE CADA
HINO. CONCLUINDO ESTES HINOS OS ALUNOS PODERÃO INICIAR A TOCAR NOS CULTOS OFICIAIS.

12- CONCLUIDO O 12 º MODULO ESTUDAR HINOS DA 3ª FASE (TABELA DE ESTUDO DE HINOS PAG. 49)
13- A OFICIALIZAÇÃO DO MÚSICO SÓ PODERÁ SER REALIZADA APÓS O ESTUDO DESTE MÉTODO COMPLETO E
TODOS OS HINOS DA FASE III.
14- INSTRUMENTOS NÃO ACEITOS EM NOSSAS ORQUESTRAS: ACORDEON, SAX BAIXO, SAX BARÍTONO EM SI
BEMOL, SAX SUPER BAIXO, CONTRA BAIXO, BAIXO TUBA, FLAUTIM, REQUINTA, CONTRA BAIXO DE CORDAS
QUE SE TOCA EM PÉ, OU QUALQUER OUTRO INSTRUMENTO MODIFICADO EM SUA CONCEPÇÃO ORIGINAL.
1º. Módulo
SOM
SOM é tudo que ouvimos, é toda vibração percebida pelo ouvido Humano. Nosso Ouvido percebe duas
espécies de SONS quanto à sua emissão:
SONS NATURAIS: Emitidos pela Natureza (Trovões, ventos, ruído das águas etc.)
SONS PRODUZIDOS: Voz Humana, Instrumentos Musicais, que serão objeto do nosso estudo.
Os SONS PRODUZIDOS classificam-se como: SONS MUSICAIS e SONS NÃO MUSICAIS

SOM MUSICAL– É o resultado de vibrações sonoras regulares, é uniforme e pode ser grafado.
O SOM MUSICAL pode ser também chamado de SOM DETERMINADO.

Gráfico – Vibrações Sonoras Regulares

SOM NÃO MUSICAL– É o Ruído (barulho qualquer), é resultado de vibrações sonoras irregulares,
não podemos grafá-lo (Musicalmente).
O SOM NÃO MUSICAL pode ser também chamado de SOM INDETERMINADO.

Gráfico – Vibrações Sonoras Irregulares


PROPRIEDADES DO SOM MUSICAL
Os sons musicais são caracterizados por quatro propriedades, todas independentes entre si, ou
seja; ao ouvirmos reconhecemos cada uma delas:
ALTURA– É a propriedade que nos permite distinguir (diferenciar) sons GRAVES, MÉDIOS
e AGUDOS.

Sons Graves Sons Médios Sons Agudos

Obs.: Doravante não DEVEMOS classificar a ALTURA dos Sons como GROSSO ou FINO e sim
GRAVE e AGUDO. NÃO DEVEMOS confundir ALTURA dos sons com VOLUME.

INTENSIDADE– É a propriedade que nos permite distinguir (diferenciar) sons FORTES ou


FRACOS. É o grau de força aplicada na execução ou produção do SOM, é o VOLUME do
SOM (AMPLITUDE SONORA).

Obs.: A INTENSIDADE consiste em seu grau de FORÇA (forte – fraco, onde o que chamamos som
“alto” deveria ser “som intenso”). Enquanto a ALTURA está ligada à quantidade de vibrações
(SONS GRAVES, MÉDIOS E AGUDOS), a INTENSIDADE depende da FORÇA das vibrações, chamada
de VOLUME /AMPLITUDE SONORA. PORTANTO DEVEMOS ENFATIZAR A DIFERENÇA ENTRE
ALTURA E INTENSIDADE. A INTENSIDADE é representada na escrita musical através dos sinais de
Dinâmica, que estudaremos mais adiante.
PROPRIEDADES DO SOM MUSICAL
DURAÇÃO– É a propriedade de o som ser mais curto ou mais longo, é o tempo em que se
produz o som. As diversas durações dos sons na escrita musical são representadas pelas
figuras musicais, que abordaremos mais adiante.

Som de Curta Som de Longa Duração


Duração

Obs.: A duração é o tempo durante o qual o som se prolonga, gerando a diferença entre sons
curtos e longos. A voz humana e os violões são exemplos de duração limitada. Em um órgão, ao
contrário, uma nota pode ter uma duração ilimitada.

TIMBRE– É a propriedade que nos permite reconhecer a origem especifica de cada som,
é através do TIMBRE que reconhecemos se o som vem de um determinado instrumento
ou voz, podemos reconhecer ou distinguir sons da mesma ALTURA, produzidos por
instrumentos distintos. Resumindo TIMBRE É A VOZ DO SOM.

Exercícios:
1. Ligue com Traços as palavras aos respectivos SONS correspondentes:
Buzina Clarineta
Som Musical
Violino Campainha-Cigarra
Martelo Trombone
Tuba Som Não Musical Motor
Piano Furadeira

MÚSICA
“MÚSICA É A ARTE DE MANIFESTAR OS DIVERSOS AFETOS DE NOSSA ALMA MEDIANTE OS
SONS”
Concluímos que combinando os SONS ou trabalhando os sons é possível através dos mesmos
expressar os mais diversos sentimentos e sensações, ou seja: alegria, tristeza, respeito, adoração,
louvor etc.

ELEMENTOS DA MÚSICA (PROPRIEDADES DA MÚSICA)


As propriedades (Elementos da Música) são: Melodia, Harmonia e Ritmo:
MELODIA– É a combinação de Sons SUCESSIVOS (um após o outro) com uma variação de
ALTURA, INTENSIDADE e DURAÇÃO, formando assim um sentido musical.
Exemplo:
ELEMENTOS DA MÚSICA (PROPRIEDADES DA MÚSICA)

HARMONIA– É a combinação de Sons SIMULTÂNEOS (dados de uma só vez).

RITMO**– É a combinação das diversas durações dos sons e silêncios (combinando sons e silêncios
curtos e longos). Combinação dos Valores (durações dos sons e silêncios).

Exemplo:
Para um ritmo uniforme, imagine-se aqui o silêncio representado por uma linha:

Esse silêncio será interrompido pelo bater da mão e as interrupções desse silêncio formam
pequenas unidades de tempo:

Exemplos de Ritmo constante: Marcação de segundos do relógio, pisca - alerta do carro, etc.

Exercícios – Rítmicos

1. Faça com a mão uma série de Pulsações (Batidas), tendo o cuidado de produzir movimentos
regulares, de modo que as pulsações sejam uniformes.
Bater com a
mão:

2. Bata o ritmo e pronuncie um som prolongado (Sílaba) sustentando a vogal “A”. As pulsações
devem ser regulares. Atenção para NÃO pronunciar separadamente: “TÁ-Á-Á-Á”
Som
(Táááá...):
Ritmo
(Batida):
Exercícios - Rítmicos

3. Linguagem RÍTMICA. Marcar ritmo e pronunciar (Sílaba ) sempre sustentando a


Vogal “a” onde os ritmos estiverem ligados por traços. Onde não houver o traço vertical,
manter a PULSAÇÃO com SILÊNCIO.

Atenção para NÃO pronunciar separadamente: “TÁ-Á-Á-Á”

Tá a á a á a SILÊNCIO

Tá a á a á a SILÊNCIO

Táaá SILÊNCIO

Tá á á á SILÊNCIO

4. (INTENSIDADE) Faça a Linguagem RÍTMICA com som fraco, mantendo a mesma velocidade:

Tááá SILÊNCIO

Tá a á a á SILÊNCIO

5. (INTENSIDADE) faça a linguagem RÍTMICA considerando: traços finos=som fraco; traços


grossos=som fort
A FORTE S I L Ê N C I O f r a co

B Fraco SILÊNCIO FORTE


6. Assinale as respostas corretas:

a) Como Sons Naturais, podemos considerar:

Trovão Mar Violino Das Águas Trompa

b) Como Sons Produzidos, podemos considerar:

Vento Mar Tuba Trombone Trovão

c) Como Sons Não Musicais, podemos considerar:

Furadeira Violino Saxofone Trombone Flauta

d) Como Sons Musicais, podemos considerar:

Furadeira Violino Saxofone Trombone Flauta

e) Como Elementos (Propriedades) do Som Musical, podemos considerar:

Melodia Duração Harmonia Intensidade Ritmo

a) Intensidade:

Melodia Sons Fortes e Fracos Grau de Força na execução do som.

b) Altura:
Sons Graves, Médios e Agudos.
Volume do Som Sons Fortes e Fracos

c) Duração:

Sons Fortes e Fracos Tempo que dura o som Sons longos e curtos.

d) Timbre:

Grau de Força na Característica de cada som, Voz do som.


Volume do Som
execução do som.
2º. Módulo
PENTAGRAMA
PENTAGRAMA OU PAUTA: É um conjunto de 5 (cinco) linhas horizontais, equidistantes
(igualmente espaçadas) formando entre si 4 (quatro) espaços, que serve para representar a
escrita musical.
A palavra PENTAGRAMA vem do grego; PENTA=CINCO e GRAMA= LINHA.

As linhas e espaços do PENTAGRAMA são contados de baixo para cima.


As 5 cinco linhas do PENTAGRAMA, são limitadas à representação de uma pequena extensão de
alturas para que seja possível representar as diversas alturas, ou seja, SONS MAIS GRAVES ou
AGUDOS se faz necessário o acréscimo de mais linhas, tanto na parte inferior como na parte
superior do PENTAGRAMA. Essas linhas adicionais são chamadas de LINHAS SUPLEMENTARES:

As LINHAS SUPLEMENTARES são contadas a partir do PENTAGRAMA, ou seja, as LINHAS


SUPLEMENTARES SUPERIORES de baixo para cima e as SUPLEMENTARES INFERIORES de cima
para baixo.

De acordo com a posição da Nota no PENTAGRAMA, é determinada sua ALTURA:


3º. Módulo
NOTAS MUSICAIS

Denominam-se NOTA MUSICAL, os sinais que representam as ALTURAS DOS SONS. De acordo
com a posição no PENTAGRAMA e a leitura da Clave determinamos sua ALTURA.

As NOTAS MUSICAIS são 7 setes = DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LA, SI.

Esses SONS executados sucessivamente formam uma sequência lógica ao qual chamamos de
ESCALA. A palavra ESCALA vem do latim que significa Escada.

NOTAS MUSICAIS

Movimento ASCENDENTE: Sons que soam de forma crescente (subindo), ou seja, do GRAVE para
o AGUDO.
Movimento DESCENDENTE: Sons que soam de forma decrescente (descendo), ou seja, do AGUDO
para o GRAVE.

Obs.: As notas Musicais também podem ser representadas por letras (7 primeiras do Alfabeto),
esse sistema é chamado de Cifrado e é comum sua utilização na música popular e em alguns
países da Europa e América do Norte.
FIGURAS MUSICAIS / VALORES

FIGURAS MUSICAIS/ VALORES é o nome dado aos sinais gráficos que representam as diversas
durações (valores) dos sons e silêncios na escrita musical.
Figuras Musicais classificam-se como Positivas e Negativas.

As Figuras POSITIVAS são as (figuras) que representam as diversas durações do SOM.


As Figuras NEGATIVAS são as (figuras) que representam o SILÊNCIO na música, ou seja, as
PAUSAS.

As figuras musicais DETERMINAM as diversas DURAÇÕES na escrita musical. Na tabela explicativa


a seguir podemos ver as figuras musicais, seus nomes e seus valores (durações) comparativos,
para cada valor positivo (SOM) temos o correspondente negativo silencio (PAUSA).

FORMAÇÃO DA FIGURA / PARTES DA FIGURA


As FIGURAS MUSICAIS assumem diversas formas de acordo com sua duração:

A cabeça tem uma forma Elíptica


(oval) e pode ser:
Branca (não
preenchida)

Ou preenchida

FORMAÇÃO DA FIGURA / PARTES DA FIGURA

A haste é traço vertical colocado para cima e à direita da cabeça, ou para baixo e à

Esquerda da cabeça

O colchete (bandeirola) estará sempre à direita da haste:

Quando escrevemos colcheias, semicolcheias, fusas e semifusas, costuma-se agrupar o colchete


de todas as figuras que fazem parte de um tempo, para facilitar a leitura.

Exemplo:

Em canto coral como nossos hinos usam-se bandeirolas. Em música instrumental usa-se ligadas
por barras de união.
FIGURAS MUSICAIS / VALORES (TABELA EXPLICATIVA)

Valor Pausa – Valor


Positivo Nome Valor comparativo (Duração) Negativo
(SOM) (SILENCIO)
A figura de maior
Semibreve duração consideramos 1 1
inteiro

A metade da semibreve
Mínima e o dobro da Semínima 2

Valor em comparação com a


A metade da mínima e o
Semínima 4

SEMIBREVE
dobro da colcheia

A metade da semínima e
Colcheia o dobro da semicolcheia 8
A metade da colcheia e o
Semicolcheia dobro da Fusa 16

OBS.: AS FIGURAS SÓ TÊM VALOR DETERMINADO A PARTIR DA FÓRMULA DE COMPASSO QUE


ESTUDAREMOS MAIS ADIANTE NO 4º. MÓDULO.
OS VALORES ACIMA SÃO COMPARATIVOS, OU SEJA, EM COMPARAÇÃO (PROPORÇÃO COM A
SEMIBREVE).

QUADRO COMPARATIVO ENTRE AS FIGURAS

IMPORTANTISSIMO: Além de memorizar a formação das figuras (grafia), nome e o


NÚMERO da figura em comparação com a SEMIBREVE (Número correspondente de cada
figura) é essencial que se compreenda a proporcionalidade de seus valores. Lembre-se que
a proporção DOBRO/METADE estará sempre presente entre as figuras:
A PRINCIPIO VAMOS MEMORIZAR AS SEGUINTES FIGURAS:

No. Da Figura
Vale metade da Portanto, 2 Mínimas (DENOMINADOR)
Semibreve e o Dobro da formam a duração de
MINIMA Semínima uma Semibreve. 2
Portanto, 4 Semínimas
Vale metade da Mínima
e o Dobro da Colcheia
formam a duração de
uma Semibreve.
4
SEMÍNIMA

Vale metade da Portanto, 8 Colcheias

COLCHEIA
Semínima e o Dobro da formam a duração de
uma Semibreve.
8
Semicolcheia

Vale metade da Portanto, 16


Semicolcheias formam a
SEMICOLCHEIA
Colcheia e o Dobro da
Fusa
duração de uma 16
Semibreve.

Exercícios:

1. Agrupe as FIGURAS numa única FIGURA, conforme modelo:


= = =

= = =

= = =

= = =

= = =

1. Ligue as Figuras Positivas (Som) com as respectivas Figuras Negativas (Pausa-Silêncio):


4º. Módulo
COMPASSO
COMPASSO: A escrita musical é dividida em partes iguais, com figuras de duração igual ou variável. É um
conjunto de Pulsações “batidas” ou Tempos ordenados.
O COMPASSO é divido em Tempos ou pulsações, dentro de cada COMPASSO haverá sempre o mesmo
número de tempos. Portanto, compasso é o agrupamento de tempos.
O COMPASSO agrupa quantidades determinadas de Tempos:
COMPASSO BINÁRIO: agrupa 2 (Dois) Tempos.
COMPASSO TERNÁRIO: agrupa 3 (Três) Tempos.
COMPASSO QUATERNÁRIO: agrupa 4 (Quatro) Tempos.

BARRAS
A separação dos COMPASSOS na escrita musical é feita por uma linha Vertical, chamada de BARRA DE
COMPASSO, que são as seguintes:
BARRA SIMPLES: Separa os agrupamentos de figuras formando os COMPASSOS.

BARRA DUPLA: Divide períodos na escrita musical (Ex. nos Hinos, a barra dupla aparece
dividindo o final da estrofe com o início do coro, ou seja, iniciou-se um novo período musical).

A BARRA DUPLA NÃO tem função de BARRA SIMPLES, exceto quando o termino do período
se dá em compasso completo, coincidindo a função.
Exemplo:
BARRAS

BARRA FINAL: Indica o FINAL da composição.

Exemplo:

BARRA DE REPETIÇÃO OU RITORNELLO: Indica a repetição ou retorno de um trecho musical. A


repetição ou retorno se dará no trecho entre as barras:

No nosso Hinário sempre haverá ao término do trecho em repetição, as Casas de Ritornello,


que indicam o número de repetições. São diversos os hinos com essa execução: Ex. Hino 214

Exercício:

1 . Ligue as BARRAS, SINAIS com suas Respectivas definições:


Indica a repetição de determinado trecho
musical.

Separa os Compassos.

Indica o Final da Composição.

Casas de Ritornello

Separa Períodos (Ex. Estrofe / Coro, ou


Estrofes/Final)
FÓRMULA DE COMPASSO ( SIMPLES )
Como já vimos no 3º Módulo, as figuras Por si só, não tem
musicais valor

(Duração) determinada, porém, mantém em entre si valor (duração) comparativo, em


Comparação com a Semibreve ou entre as figuras ordenadas, portanto uma figura vale o
dobro da seguinte e a metade da anterior (proporção Dobro/metade).
A FÓRMULA DE COMPASSO é o fator que determina o número de TEMPOS
(pulsações/movimentos) do compasso e determina o valor (duração) das figuras musicais. É a partir
da FORMULA DE COMPASSO que será determinado o valor exato das figuras.
A FÓRMULA DE COMPASSO pode ser SIMPLES ou COMPOSTO. Primeiro estudaremos o
SIMPLES, e depois no 12º Modulo estudaremos o COMPOSTO.

A FÓRMULA DE COMPASSO é representada por DOIS NÚMEROS SOBREPOSTOS. Ou pelas letras


Ou

O que indicam os NÚMEROS SOBREPOSTOS DA FÓRMULA DE COMPASSO:

Nos compassos SIMPLES, O NUMERADOR (no. SUPERIOR) será 2,3 ou 4, vejamos os exemplos:
FÓRMULA DE COMPASSO ( SIMPLES )

Tendo como Base nosso Hinário o DENOMINADOR (no. INFERIOR) poderá ser 2, 4 ou 8,
independente se o compasso for SIMPLES ou COMPOSTO, que estudaremos mais adiante.
Vejamos os Exemplos:

UNIDADE DE TEMPO: É a figura que preenche UM TEMPO no Compasso, ou seja, é indicada


pelo DENOMINADOR (No. Inferior). Nos compassos SIMPLES NÃO HÁ DIFERENÇA ENTRE TEMPO
E MOVIMENTO.

UNIDADE DE COMPASSO: É a figura (Unidade) que preenche todo o Compasso. Ou seja,


somando as Unidades de TEMPO (U.T.) chegamos à Unidade de Compasso (U.C.).

Vejamos o Exemplo:

Obs.: Para uma perfeita compreensão do tema (FÓRMULA DE COMPASSO), o aluno precisa estar seguro
do conteúdo do 3º. Módulo, especificamente o Quadro comparativo, vamos relembrar resumidamente
o Número de cada figura (as Mais Usuais). Isso é importantíssimo para a perfeita leitura do que indica
o DENOMINADOR na FÓRMULA DE COMPASSO:
Exercícios:
1. Analise e responda: Circule com a letra da questão:

a) Qual é a FÓRMULA DE COMPASSO?


b) Resp.:
c) Quantos Compassos têm no exemplo acima?
Resp.:
d) Identifique a Barra Dupla?
e) Identifique a Barra Final?
f) Identifique o Sinal Ritornello?
g) Identifique as casas de Ritornello?

3. Responda qual é a FÓRMULA DE COMPASSO seguindo o exemplo:

a) quaternário U.T.= Resp.:

b) ternário U.T.= Resp.:

c) binário U.T.= Resp.:

d) binário U.T.= Resp.:

e) ternário U.T.= Resp.:

f) quaternário U.T.= Resp.:

4. Responda qual é a U.C. (UNIDADE DE COMPASSO?)

U.C=

U.C=

U.C=
5º. Módulo
CLAVES
CLAVE: Sinal musical colocado no início do PENTAGRAMA tem a finalidade de determinar a altura
dos SONS na escrita musical.
As CLAVES são 7 (sete), representadas por 3 três figuras:

Existe também a Clave de Fá Existem também as Claves


3ª linha, não consta em de Dó 1ª, 2ª e 4ª. linha, não
nosso Hinário. constam em nosso Hinário.

Cada CLAVE dá o seu nome à nota escrita na Linha em que se assina, ou seja, a linha passa a ter
altura determinada, a partir daí temos todas as demais alturas, das demais linhas e espaços.

Alguns instrumentos que tem suas partituras escritas em CLAVE DE SOL: Violino, Clarinete, Flauta,
Oboé, Saxofone Soprano, Trompete, Trompa, etc.

Alguns instrumentos que tem suas partituras escritas em CLAVE DE FÁ (4ª Linha): Fagote,
Violoncelo, Trombone, Eufônio, Tuba, etc.

Alguns instrumentos que tem suas partituras escritas em CLAVE DE DÓ (3ª Linha): Viola (Hinário
de Cordas).

Estudaremos primeiramente a Leitura da Clave de Sol:


CLAVES

Uma sugestão para memorização e leitura da CLAVE DE SOL:


Imagine que sua mão representa as Linhas e espaços do PENTAGRAMA, e memorize as linhas e
espaços da CLAVE DE SOL:

CLAVES – NOTAS MUSICAIS

Estudar (memorizar) as notas nas Linhas e espaços do Pentagrama, vejam:

NOTA: DEPOIS DE MEMORIZADAS AS NOTAS NO PENTAGRAMA


INICIAREMOS OS ESTUDOS COM AS LIÇÕES BÁSICAS COM OS
INSTRUMENTOS, COM NOTAS LONGAS E VIOLINOS COM CORDAS SOLTAS
(ESCALA NATURAL). E DAR CONTINUIDADE NOS ESTUDOS DE TEORIA DOS
MODULOS SEGUINTES.
Clarinete
Lições Básicas para o Início dos estudos com Instrumento:
ESCALA NATURAL – DIATÔNICA (SOL À SOL) produzir o som com clareza deve-se repetir as lições
até que haja segurança na emissão dos sons.

NOTAS LONGAS - Articular os sons com a sílaba “Dú” e Respirar profundamente.

6
7

10

ESCALA CROMÁTICA ASCENDENTE


ESCALA CROMÁTICA DESCENDENTE
Violinos
Lições Básicas para o Início dos estudos com Instrumento:

Arco
Sinal de talão - arco para
baixo
Sinal de ponta - arco para
cima

Tocar as notas das cordas soltas utilizando toda a extensão do arco

Exercício na corda Sol (4ª Corda)

Exercício na corda Ré (3ª Corda)

Exercício na corda Lá (2ª Corda)

Exercício na corda Mi (1ª Corda)

Exercício com todas as Cordas

8
Metais
Lições Básicas para o Início dos estudos com Instrumento:
SONS FUNDAMENTAIS: notas emitidas sem acionar os pistos (notas soltas). Produzir o som com
clareza deve-se repetir as lições até que haja segurança na emissão dos sons.

Articular os sons com a sílaba “Dú” e Respirar profundamente.

ESCALA NATURAL – DIATÔNICA / ACIDENTES: Os três pistos são acionados pelos dedos da
mão direita:
As notas indicadas com os pistos 1-2 Também são obtidas usando apenas a válvula 3 (como opção).

ESCALA CROMÁTICA – ASCENDENTE / DESCENDENTE:


Saxofones
Lições Básicas para o Início dos estudos com Instrumento:
ESCALA NATURAL – DIATÔNICA Produzir o som com clareza deve-se repetir as lições até que haja
segurança na emissão dos sons.

NOTAS LONGAS - Articular os sons com a sílaba “Dú” e Respirar profundamente.

5
ESCALA CROMÁTICA ASCENDENTE / DESCENDENTE:
Flauta Transversal
Lições Básicas para o Início dos estudos com Instrumento:
Escala Natural – Digitação:
Digitação – 1ª Oitava

Exercícios com as primeiras Notas:

7
6º. Módulo
SOLFEJO
SOLFEJO consiste em falar (ou cantar) as notas musicais. Seguindo as respectivas alturas e
obedecendo ao ritmo, executando a métrica, divisão musical e marcando os compassos com a
mão.
Seguindo a nossa didática musical convencionou-se o SOLFEJO apenas “falando” as notas
e não cantando, todavia, os instrutores são livres quanto à opção de adotar a prática do SOLFEJO
propriamente dito.
A marcação dos compassos que serve para indicar os tempos segue um padrão universal,
aos que regem coro, orquestra ou banda e aos candidatos ao solfejar.
Tradicionalmente utiliza-se para o SOLFEJO a marcação dos compassos, conforme sistema
Italiano.

COMPASSO QUATERNÁRIO COMPASSO TERNÁRIO COMPASSO BINÁRIO

É Importante, que antes de iniciar a marcação do


compasso (Somente na Entrada) seja feito o
“Movimento preparatório” (Levare), inspirando e
iniciando o Movimento (1º tempo) em baixo.
O movimento preparatório indica a velocidade do
solfejo (Andamento).

Observações:
a) A marcação dos Tempos SEMPRE SE INICIA e TERMINA em BAIXO.
b) Nos compassos Ternários e Quaternários, o 1º. e 2º Tempos são marcados na mesma posição.
SOLFEJO

Nota:
Adotaremos como padrão para o Solfejo o Sistema Italiano para os Países de língua:
portuguesa, inglesa e espanhola e o sistema francês poderão ser adotados nos Países de língua
francesa.
Após o aprendizado no sistema indicado para cada linguagem, poderemos aprender o outro
sistema de solfejo.

SISTEMA FRANCES:
METRÔNOMO

A “ferramenta ou aparelho” utilizado para (aferir) os andamentos (velocidade da música)


conhecido como METRÔNOMO, consistindo originalmente em um pêndulo com um peso móvel
que, em movimento, acelera ou retarda as pulsações. Atualmente é mais comum o uso de
METRÔNOMOS eletrônicos digitais, onde as pulsações são indicadas por sinais sonoros ou pelo
piscar de Led. Há também a opção de aplicativos para Smartphones, Tablets e celulares com
sistema operacional (Androide, Windows fone e IOS) com a Função METRÔNOMO.

METRÔNOMO DE MAEZEL METRÔNOMO DIGITAL **APLICATIVO (FUNÇÃO


(PÊNDULO) METRÔNOMO)

A palavra metrônomo vem do Grego: Metron =medida; nomos =lei, regra.

As pulsações, contadas por minuto, determinam a representação do andamento:


Exemplo:
Indica Execução com Andamento = M.M=60 / (Bpm=60) - 60 Semínimas
por Minuto, 60 Batidas (pulsações) por minuto ou 60 pulsações por
minuto.
Indica Execução com Andamento = M.M=76 / (Bpm=76) - 76 Mínimas por
Minuto, ou 76 Batidas (pulsações) por minuto ou 76 pulsações por
minuto.

O METRÔNOMO deve ser utilizado sempre como parâmetro para os estudos. Aconselha-se
alternar o uso nos estudos visando segurança na regularidade do andamento. Não criando uma
dependência do METRÔNOMO.
PULSAÇÃO / TEMPO

PULSAÇÃO: Ou pulso é o movimento contínuo sobre o qual se organizam as durações dos sons.
A pulsação significa regularidade na marcação dos tempos.
A divisão ordenada e repetitiva é dada pelo que chamamos de pulso ou pulsação do tempo.
Uma Batida é uma PULSAÇÃO. O “tic-tac” do relógio é um bom exemplo para compreendermos
esse assunto: a cada minuto o ponteiro dos segundos das 60 Pulsações, ou seja, “batidas”. Se
acelerarmos ou diminuirmos as PULSAÇÕES do ponteiro dos segundos, estaremos alterando o
TEMPO.
O TEMPO na música é nossa UNIDADE DE MEDIDA, ou seja, a velocidade do RITMO. E o tempo
pode ser medido ou contado por bpm (batidas por minuto). Se acelerarmos o ritmo significa que
aumentamos o TEMPO, ou se desacelerarmos diminuiu o TEMPO.

Concluímos que: RITMO / PULSAÇÃO / METRÔNOMO / TEMPO E ANDAMENTO ESTÃO


DIRETAMENTE LIGADOS.
OBS: “ANDAMENTO” Será abordado resumidamente no módulo seguinte, e detalhadamente
mais adiante.
Exercícios:

1. Faça com a mão uma série de Pulsações (Batidas), tendo o cuidado de produzir
movimentos regulares, de modo que as pulsações sejam uniformes.
Bater com a
mão:
2. Bata o ritmo e pronuncie a nota na altura que estiver no Pentagrama, sustentando a nota
conforme sua duração. As pulsações devem ser regulares. Atenção para NÃO pronunciar
separadamente: “DO-Ô- Ô - Ô” (não subdividir a nota)
Som (Nota):
Ritmo
(Batida):

SOLFEJO

Os exercícios a seguir têm por finalidade fixar “memorizar” os nomes das figuras e tempos já
estudados com base na Fórmula de compasso, possibilitando um reconhecimento rápido,
essencial para a perfeita leitura dos Métodos e Hinário, solfejar com Metrônomo a 40 bpm.

Escala de Semibreves

1
Escala de Mínimas
Obs.: Estabelecer proporção com a lição Nº 1, a marcação do compasso deve ser no mesmo
Andamento, (40 bpm) para que as notas fiquem com a metade do valor da Semibreve.

2.

INTERVALOS
INTERVALO é: A diferença de ALTURA entre dois sons.
Conforme o número de sons que abrange, o intervalo pode ser de 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª, 9ª. etc.
A Classificação numérica dos intervalos é feita segundo o número de notas contidas no intervalo.

FERMATA
É um sinal musical colocado acima ou abaixo de uma Nota ou pausa e indica o
prolongamento do som ou silencio por tempo indeterminado. É também chamado de Coroa ou
infinito.
Quando colocada sobre uma pausa chama-se suspensão; quando colocada sobre a barra de
compasso, indica uma pequena interrupção entre os compassos.
As fermatas podem ser SUSPENSIVAS ou CONCLUSIVAS:
SUSPENSIVA: Quando aparece no decorrer do trecho musical, executa-se um prolongamento
menos aparente; sucinto (breve).
CONCLUSIVA: Quando aparece ao final de um período, executa-se um prolongamento mais
aparente (longo) com terminação gradual do som.
Exemplos:
Exemplos:

No exemplo do Hino 192, está claro que a execução da colcheia em Fermata Conclusiva,
difere consideravelmente da colcheia em Fermata Suspensiva.
SOLFEJO
Intervalos de Terça 3ª
Solfejar com velocidade de 60 bpm, Andamento mais rápido do que a Lição 2.
Nota. Muita atenção aos diferentes intervalos:

3.

Intervalos de Quarta 4ª

4.
Intervalos de Quinta 5ª

5.

Intervalos de Sexta 6ª

6.

Intervalos de Sétima 7ª

7.

Intervalos de Oitava 8ª

8.

Resumo dos Intervalos

9.

INTERVALOS COMPOSTOS
Intervalos de Nona 9ª

10.

Intervalos de Décima 10ª

11.

Intervalos Mistos

12.
Escala de Semínimas
Estabelecer proporção com as lições de mínimas, a marcação do compasso deve ser no mesmo
Andamento (60 bpm), para que as notas fiquem com a metade do valor das Mínimas.

13.
Atenção: para a Fórmula de compasso TERNÁRIO:

14.

15.

16.

Escala de Colcheias
Estabelecer proporção com as lições anteriores, a marcação do compasso deve ser no mesmo Andamento
(60 bpm). As colcheias devem ser pronunciadas sem parar o movimento da mão, uma colcheia descendo
e outra subindo.

17.
Nota: A direção da seta indica onde inicia o tempo ou movimento (em baixo ou em cima).

18.

19.

20.
21.

22.

23.

24.

25.

26.

27.

28.

NOTA: TERMINANDO OS SOLFEJOS DA LIÇÃO 28, INICIAREMOS OS ESTUDOS COM OS


INSTRUMENTOS NOS INTERVALOS CROMÁTICOS E DIATÔNICOS PAG. 42, OBSERVANDO:

1. PRIMEIRO PENTRAGRAMA PARA OS INSTRUMENTOS EM DÓ


2. SEGUNDO PENTRAGRAMA PARA OS INSTRUMENTOS EM Sib.
3. O TERCEIRO PENTAGRAMA PARA OS INSTRUMENTOS EM Mib.

NOTA: OS INSTRUMENTOS EM Sib. E Mib. PODERÃO INICIAR OS ESTUDOS DAS LIÇÕES


SEM OS ACIDENTES DA ARMADURA DE CLAVE, MAS QUANDO FOR TOCAR AS LIÇÕES EM
CONJUNTO COM OUTROS INSTRUMENTOS, TERÁ QUE SER COM TODOS ACIDENTES.
NOTA: DAR CONTINUIDADE NOS ESTUDOS DE TEORIA DOS MODULOS SEGUINTES.
ARTICULAÇÃO

ARTICULAÇÃO: É a maneira como se pronuncia, ou se articula as notas musicais.


São diferentes formas de emissão, pronuncia e ataque dos sons (ligados ou
destacados).
É o modo de emissão dos sons musicais mediante sinais gráficos distintos.
Articular é pronunciar com distinção e clareza (grupos rítmicos ou melódicos) a fim de tornar o
discurso musical inteligível.
Cada família de instrumentos ou vozes usa recursos distintos à técnica para criar articulações,
porém sem interromper a melodia ou fala, portanto não deve haver respiração entre os sons.
Embora as técnicas sejam distintas a cada categoria, o resultado sonoro deverá ser sempre o
mesmo.

Legato: é a execução ligada. As notas devem ser tocadas com o valor exato sem que haja silencio
entre elas.

Exemplo:

Staccato: É a execução dos sons destacados (Staccato simples). As notas devem ser tocadas
mantendo metade do valor com som, a outra metade é pausa. A palavra “Staccato” vem do
Italiano que significa “destacado”. Nos métodos e partituras para cordas, normalmente se utiliza
a palavra em francês “Detachê”.

Exemplo:

Portato ou Non Legato: É a execução semiligada (Staccato brando). As notas devem ser tocadas
mantendo ¾ do valor, o restante é pausa. No hinário para cordas esta articulação está indicada
com sinal dupla arcada.
Exemplo:

“EXEMPLO: NO “CLARINETE EM UMA EXECUÇÃO NORMAL DE UM HINO A PRONUNCIA


PODE SER “DU” OU “ TU “
TÉCNICA DO INSTRUMENTO – TOCAR AS LIÇÕES ABAIXO
ESTUDOS DE INTERVALOS (CROMÁTICOS E DIATÔNICOS)
Reproduza os intervalos Cromáticos com seu instrumento, tocando as lições na velocidade
indicada.

1
1. Sib.
1. Mib

2
2. Sib.
2. Mib
4
3
4. Mib 4. Sib. 3. Mib 3. Sib.
INTERVALOS DE TERÇA 3ª.
5
5. Sib.
5. Mib

INTERVALOS DE QUARTA 4ª.

6
6. Sib.
6. Mib

INTERVALOS DE QUINTA 5ª.

7
7. Sib.
7.
Mib
9
8
9. Mib 9. Sib. 8. Mib 8. Sib.
11
10
11. Mib 11. Sib. 10. Mib 10. Sib.

INTERVALOS DE SEXTA 6ª.


12
12. Sib.
12. Mib

INTERVALOS DE OITAVA 8ª.

13
13. Sib.
13. Mib

14
[Link]
[Link]

NOTA. INICIAR OS ESTUDOS DOS HINOS DA 1ª FASE DA TABELA DE HINOS DA PÁG.49.


ANDAMENTO – VELOCIDADE MÉDIA – COMPASSO SIMPLES

A Indicação de Andamento (Indicação metrônomica) para os Compassos Simples estão


indicadas sempre pela Unidade de Tempo (U.T.) Sempre é considerada a figura Rítmica
predominante. Com exceção do Hino 419, que está considerando a figura da Subdivisão.

Exemplo:

Sugere-se que os hinos sejam executados na Velocidade MÉDIA, que obtemos da seguinte
Maneira:

Indicação Metrônomica: Para obtermos a Velocidade MÉDIA somamos a


Velocidade MÍNIMA + a Velocidade MÁXIMA e
dividimos por 2

56 + 66 = 122 122: 2 = 61
Soma da MÍNIMA + Divide por 2 = Resulta na
MÁXIMA MÉDIA de Velocidade

MÉDIA = **
** A Velocidade MÉDIA na Maioria dos Hinos,
resulta num valor fora da indicação de andamento
“Padrão” de alguns Metrônomos. O resultado do
exemplo mencionado (61) em alguns Metrônomos
não consta, mas sim 60 ou 63. Sendo assim podemos
adotar 60 ou 63, pois estão muito próximos da
MEDIA REAL.
Estudo dos Hinos
Relação de Hinos para Estudo em Ordem por grau de Dificuldade.
2 374 123 1 119 62 64 75 89 131 38 20 96 101 106 39
144 150 153 160 164 172 184 207 230 235 252 258 271 276 310 314
373 385 397 3 17 25 28 48 51 53 58 66 69 80 82 84
99 108 113 133 147 158 176 186 189 194 195 210 218 221 232 234
1ª. Fase

245 250 252 262 263 266 274 291 292 305 312 321 333 360 365 371
376 380 386 387 391 395 400 401 402 406 67 88 115 120 149 159
174 175 187 188 203 204 208 224 226 253 259 261 303 319 331 335
338 353 375 377 384 388 398
437 441 443 444 447 451 454 456 457 458 460 461
Jovens e Menores:
466 468 473 474 476 480 431 433 435 436 438 439
1ª Fase = Hinos com colcheias Compasso Simples; todos os instrumentos tocar só no soprano
seguindo a sequência proposta. Sugere-se fazer sempre o solfejo do Hino.
1 2 20 38 39 62 64 75 89 96 101 106 119 123 131 144
150 153 160 164 172 184 207 230 235 252 258 271 276 310 314 373
385 397 3 256 265 28 48 51 53 58 66 69 80 82 84 99
108 113 133 147 158 176 186 189 194 195 210 218 221 374 232 234
2ª. Fase

245 250 262 263 266 274 384 388 305 312 321 333 360 365 371 376
380 386 387 391 395 400 401 402 406 67 88 115 120 149 159 174
175 187 188 203 204 208 224 226 253 259 261 303 319 331 335 338
353 375 377 398 289 329 356
445 449 450 452 453 459 463 464 467 470 471 477
Jovens e Menores: 478 479 434 440 442 446 448 455 462 465 469 472
475 432
2ª Fase = Hinos com semicolcheias Compasso Simples e composto; tocar a voz de seu instrumento
seguindo a sequência proposta. Sugere-se fazer sempre o solfejo do Hino.
4 5 22 23 27 44 45 49 61 81 116 128 132 260 278 293
351 383 393 8 14 15 16 41 42 47 55 60 65 78 97 98
102 105 107 109 112 120 124 130 137 145 154 162 165 169 170 183
3ª. Fase

191 192 196 199 206 213 216 231 237 238 240 246 247 248 265 268
269 272 277 280 282 287 288 294 308 313 315 316 317 322 325 332
339 340 341 344 346 347 361 362 369 389 399 21 33 35 46 50
52 63 83 86 91 117 118 125 136 138 141 142 163 166 177 192
194 205 215 217 219 223 257 297 306 326 342 372 381 7 36 24
3ª Fase = Hinos de Compasso Simples; tocar a voz de seu instrumento seguindo a sequência proposta.
Sugere-se fazer sempre o solfejo do Hino.

Hinos 64 66 75 175 316 323 331 406 60 68 93 107 155 161 163
Batismo 167 181 183 223 224 308 316 369 41 67 174 227 318 404 157
Santa Ceia 411 412 416 410 414 418 420 421 423 425 408 413 416 417 419
Funeral 426 428 429 427 430
RESPIRAÇÃO
Para produzir som de boa qualidade ao solfejar, cantar ou tocar instrumento de sopro é
necessário ter uma quantidade de ar muito maior do que necessitamos em nossa rotina normal.

Exercícios de respiração devem fazer parte da rotina diária de estudos, tanto para os
instrumentistas de sopro quanto para os instrumentistas de cordas e teclados. Ao tocarem,
devem observar atentamente aos sinais de respiração interrompendo o som, havendo assim
sincronia nas respirações e retomadas.

Hinário “Instruções de utilização do Hinário – Respirações”:

As respirações estão indicadas nos Hinos por dois tipos de vírgula:

Vírgula Maior Empregada nos finais de frase e indica uma respiração NORMAL.

Vírgula menor Empregada nas semifrases e indica uma respiração CURTA, com
uma interrupção quase imperceptível do som.

As respirações devem ser feitas diminuindo-se uma pequena parte da duração do som da
nota que antecede a respiração, nunca da nota posterior. Mantendo assim a retomada a tempo.

Alguns instrumentos utilizam uma quantidade muito grande de AR, o que dificulta manter
as respirações somente onde está indicado. Nesses casos, o músico é livre para respirar onde
necessário, porém, onde estiver indicada a respiração deve-se obrigatoriamente respirar.

Exemplo:

Nos próximos estudos serão adotados sinais de respiração, assim como utilizamos no
Hinário.
SISTEMA
SISTEMA é um conjunto de Pentagramas Unidos por uma Chave ou Barra.

Nos Hinários em Dó, Sib. e Mib. Utiliza-se o SISTEMA que é composto por 2 dois Pentagramas:
Exemplo:

No Hinário de Cordas o SISTEMA é composto por 3 Três Pentagramas, sendo um Pentagrama


Clave de Sol, um Pentagrama Clave de Fá 4ª linha e um Dó 3ª Linha (Violas):
Exemplo:

No Hinário de Organistas o SISTEMA também é composto por 3 Três Pentagramas, sendo um


Pentagrama Clave de Sol, e dois Pentagramas Clave de Fá 4ª linha. Porém para facilitar a leitura
a Pentagrama da pedaleira está fora da chave, conforme notação organística atual. Exemplo:
7º. Módulo
CLAVE de FÁ
CLAVE: Sinal musical colocado no início do PENTAGRAMA tem a finalidade de determinar a altura
dos SONS na escrita musical.
As CLAVES são 7 (sete), representadas por 3 três figuras:

Existe também a Clave de Fá Existem também as Claves


3ª linha, não consta em de Dó 1ª, 2ª e 4ª. linha, não
nosso Hinário. constam em nosso Hinário.

Cada CLAVE dá o seu nome à nota escrita na Linha em que se assina, ou seja, a linha passa a ter
altura determinada, a partir daí temos todas as demais alturas, das demais linhas e espaços.

Alguns instrumentos que tem suas partituras escritas em CLAVE DE FÁ (4ª Linha): Fagote,
Violoncelo, Trombone, Eufônio, Tuba, etc.
NOTA: Agora iniciaremos, os estudos de solfejo na Clave de Fá 4ª. Linha, somente para os irmãos
que vão tocar instrumentos na Clave de FÁ (TENOR E BAIXO), após decorar as notas do
Pentagrama abaixo, iniciar os estudos de solfejo retroagindo a lição nº1. Solfejando as lições na
Clave de FÁ até a lição 51, nos andamentos indicados no solfejo da Clave de Sol, dando sequência
nos estudos de teoria dos Módulos seguintes.
CLAVES – NOTAS MUSICAIS
Podemos também, estudar (memorizar) as duas Claves simultaneamente, considerando a
sugestão das Mãos representando as Linhas e espaços do Pentagrama, vejam:

NOTA: Na prática existem muitas outras formas Didáticas de Memorização/leitura das Claves,
que são muito válidas para o aprendizado. Podemos explorá-las visando o resultado, que é a
memorização e perfeita leitura das Claves.

NOTAÇÃO MUSICAL

A toda sistemática de grafia musical: figuras, símbolos, sinais, claves notas etc.... dá-se o
nome de NOTAÇÃO MÚSICAL.
8º. Módulo
LIGADURA / LEGATO
LIGADURA:
É um Sinal musical no formato de uma linha Curva colocado acima ou abaixo das
notas (valor positivo) e tem a finalidade de UNIR os SONS, executam-se os sons
sem interrupção.
LEGATO:
É uma palavra italiana que indica que a passagem de um som para outro deve ser
feita sem interrupção.
Existem Três tipos de LIGADURA:
LIGADURA DE VALOR: Liga notas da mesma ALTURA, somado seus valores.
LIGADURA DE PORTAMENTO ou “LEGATO”: Liga notas de ALTURAS DIFERENTES, unindo os sons.
Convencionou-se que uma ligadura que une até duas notas de diferentes ALTURAS classifica-se
como PORTAMENTO, mais de duas notas classifica-se como LEGATO.
Exemplos:

Exemplos:
LIGADURA / LEGATO

LIGADURA DE FRASEADO: Liga diversas notas, ou trechos musicais. Sua finalidade é separar as
frases musicais.

Exemplo:

NOTAS:

1) A ligadura de FRASEADO mostrada acima é apenas um exemplo, pois não são grafadas em nosso
Hinário.
2) A forma de executar a Ligadura varia conforme a categoria do Instrumento:
a) Nos instrumentos de SOPRO, assim como no canto executa-se a ligadura sem que haja
retomada de ar (respiração), mantendo o som ligado sem interrupção.
b) Nos instrumentos de Cordas (arco) as notas ligadas são executadas no mesmo sentido da
arcada, sem levantar ou parar o Arco.
c) Nos teclados não se pode levantar a mão antes de terminar a execução de todas as notas
ligadas.
3) No Solfejo as Ligaduras de Portamento/Legato não tem efeito.
4) No Hinário de Cordas estão grafadas ligaduras pontilhadas que são executadas da mesma forma
das ligaduras contínuas.

SOLFEJO - LIGADURA ANDAMENTO DE 60 A 80 BPM

29.
PONTO DE AUMENTO

É colocado ao lado direito da cabeça da figura, e aumenta a metade do seu valor. As pausas
também podem ser pontuadas.

Pode-se usar até 3 pontos de aumento: o 2º ponto aumenta metade do valor do 1º ponto
e o 3º ponto aumenta metade do 2º ponto.

Ponto
Simples = =

Ponto
Duplo =
=
Ponto
Triplo =
=

Obs.: No Hinário só temos um hino com ponto Duplo (Hino 228). Não há hinos com ponto
Triplo

PONTO DE AUMENTO – EXERCICIOS E SOLFEJO

Solfejar o Hino 245.

30

1) Complete as proporções das figuras pontuadas conforme exemplo:


Ponto Simples – Solfejo (Não acentuar as vogais ao pronunciar)

Andamento de 60 a 80 bpm

31.

32.

33.

34.

Ponto Duplo (Não subdividir acentuando a vogal)

35.

Exemplo: pontos Simples, ponto Duplo e Ligadura.

36.

** Em alguns casos, a ligadura pode ser substituída por ponto de aumento.


9º. Módulo
TOM & SEMITOM
SEMITOM: É o menor INTERVALO entre dois sons que nosso ouvido pode captar, os SEMITONS
podem ser CROMÁTICOS ou DIATONICOS:
SEMITOM DIATÔNICO: É formado por notas de nomes e Alturas (sons) diferentes. Porém
sucessivos.

SEMITOM CROMÁTICO: É formado por notas de nomes iguais e Alturas (sons) diferentes.
Esse assunto ficará claro após a explicação dos acidentes (Sustenido/bemol) que veremos na seqüência.

TOM & SEMITOM

TOM: É o INTERVALO formado por dois SEMITONS (um Cromático + um Diatônico)

ACIDENTES – SINAIS DE ALTERAÇÃO

ACIDENTES / SINAIS DE ALTERAÇÃO: São sinais que colocados antes de uma nota indicam que
haverá uma alteração na ALTURA (entonação) da nota, poderá ser elevada ou abaixada em
SEMITOM ou TOM.

Vejamos os ACIDENTES / SINAIS DE ALTERAÇÃO e suas funções:

SUSTENIDO: Eleva a ALTURA da nota em um SEMITOM. (Meio Tom).

BEMOL: Abaixa a ALTURA da nota em um SEMITOM. (Meio Tom).


ACIDENTES – SINAIS DE ALTERAÇÃO

DOBRADO SUSTENIDO: Eleva a ALTURA da nota em um TOM. (Dois


Semitons).

DOBRADO BEMOL: Abaixa a ALTURA da nota em um TOM. (Dois


Semitons)

BEQUADRO: nula o efeito de todos os acidentes voltando a nota para


Altura Natural.

ACIDENTES
Os ACIDENTES podem ser:

ACIDENTES FIXOS: São colocados logo após a Clave, sempre em intervalos de 5ª Ascendente (para
sustenidos) ou 5ª Descendente (para bemóis) e indicam que em toda a execução musical as notas
constantes na Armadura da Clave serão alteradas.

São 7sete os Sustenidos em Ordem: São 7sete os Bemóis em Ordem:


Fá – Dó – Sol – Ré – Lá – Mi - Si Si– Mi – Lá – Ré – Sol – Dó – Fá
ACIDENTES

ACIDENTES OCORRENTES: Aparecem no decorrer da execução musical, alterando todas as notas


da mesma altura, somente dentro do mesmo compasso e NÃO estarão grafados na Armadura da
Clave (Fixos).
Exemplo: Hino 470

ACIDENTES DE PRECAUÇÃO: Aparecem a fim de evitar erros na leitura rápida.


Exemplo: Hino 134 – Coro

Na escrita musical atual não se usa a grafia entre (parênteses), mas em algumas composições
antigas é comum.

Exemplo: Hino 32 – 2º Sistema (Notas do contralto)


ACIDENTES DE PRECAUÇÃO: A alteração de nota ao final de um compasso ligada ao compasso
seguinte afeta somente a nota ligada e desde que ambas tenham a mesma altura.
Exemplo: Hino 208 – 3º Sistema voz Tenor

ESCALA CROMÁTICA

É a escala de doze sons, composta por Semitons Cromáticos e Diatônicos.


Para a escala Ascendente utilizam-se Sustenidos e para a Descendente Bemóis.

Nota: No teclado, a distância entre uma tecla branca ou preta e a tecla seguinte é de um
SEMITOM.
10º. Módulo
ACENTUAÇÃO MÉTRICA

Os TEMPOS dos COMPASSOS obedecem a diversas ACENTUAÇÕES, isto é, umas FORTES, outras
FRACAS. Essas acentuações constituem a ACENTUAÇÃO MÉTRICA.
A ACENTUAÇÃO MÉTRICA é a combinação de um TEMPO FORTE (apoio) com os tempos fracos
do compasso, é identificando a ACENTUAÇÃO MÉTRICA que ao ouvir uma Música podemos
reconhecer se o compasso é binário, ternário ou quaternário.

A ACENTUAÇÃO MÉTRICA obedece a seguinte regra:

COMPASSO BINÁRIO COMPASSO TERNÁRIO COMPASSO QUATERNÁRIO


1º. Tempo = FORTE 1º. Tempo = FORTE 1º. Tempo = FORTE
2º. Tempo = fraco 2º. Tempo = fraco 2º. Tempo = fraco
3º. Tempo = fraco 3º. Tempo = Meio forte
4º. Tempo = fraco

Exemplos:

Nota: Os acentos métricos devem ser executados da mesma forma que acentuamos
naturalmente as sílabas das palavras, não se deve confundir com Intensidade.

O tempo FORTE deve soar com uma diferenciação na ACENTUAÇÃO comparando com os
demais tempos fracos, e o tempo Meio Forte uma pequena diferenciação comparando com o
tempo FORTE.

Exercícios:
9. Faça a LINGUAGEM RITMICA substituindo a silaba “TÁ” pelas palavras Indicadas. Executando
a ACENTUAÇÃO MÉTRICA:

C
SÍNCOPA ou SÍNCOPE

É um som iniciado sobre tempo fraco ou parte fraca do tempo e prolongado até o tempo
forte ou parte forte do tempo seguinte; gerando assim a quebra na acentuação métrica do
compasso pelo prolongamento do tempo fraco ou parte fraca de tempo para o tempo forte ou
parte forte do tempo. Ocorre quando por uma questão de valores (duração) gera o deslocamento
do acento métrico, geralmente quando uma nota de maior valor está entre duas de menor valor.

A SÍNCOPA pode ser REGULAR quando tem figuras com a mesma duração ou IRREGULAR
quando tem figuras de durações diferentes.

Exemplos:

Nota sincopada: Não deve ser executada com acentuação MAIS FORTE.

QUIÁLTERAS

QUIÁLTERAS: São grupos rítmicos alterados; que não obedecem a proporção de valores
estabelecida pela fórmula de compasso. As QUIÁLTERAS “alteram” a divisão ou subdivisão normal
e são indicadas por um número escrito acima ou abaixo do grupo de figuras que está alterando.
Exemplo:
QUIÁLTERAS

As QUÍALTERAS podem ser formadas por figuras de diferentes valores ou também por
pausas e figuras de som.

Exemplo:

TERCINA: Grupo rítmico “Quiáltera” formado por três notas no valor de duas da mesma
espécie. Também podem ser agrupadas através de chave com o número de figuras que compõe.
Exemplos:

Exemplo de alguns hinos com Tercina:


110, 157, 182, 200, 211, 233, 267, 275, 304, 320, 348, 356, 359, 462, 465, 469, etc.
SOLFEJAR AS LIÇÕES - Andamento 72 bpm / TOCAR COM INSTRUMENTOS ( OPCIONAL )

37.

38.

39.

Solfejar os Hinos 335, 377.


40.

41.

Solfejar os Hinos 12, 211, 227, 228 e 245.


SOLFEJAR AS LIÇÕES (Andamento 72 bpm) TOCAR COM INSTRUMENTOS ( OPCIONAL )

42.

Solfejar os Hinos 6, 11, 12, 156 e 243.

43.

Solfejar os Hinos: 208, 261, 375, 408, 398, 410 e 441.

44.

Solfejar o Hino: 408


NOTA: TERMINANDO OS SOLFEJOS ATÉ LIÇÃO 44 INICIAR OS ESTUDOS COM INSTRUMENTOS DA PAG.68
TÉCNICA DO INSTRUMENTO - TOCAR OS ESTUDOS CROMATICOS E DIATÔNICOS ABAIXO

15
[Link]
[Link]

16
[Link]
[Link]

NOTA. INICIAR OS ESTUDOS DE HINOS DE 2ª FASE PAG.49, E DAR CONTINUIDADE NA TEORIA DOS
MODULOS SEGUINTES.
11º. Módulo
TONALIDADE
Podemos identificar a Tonalidade da seguinte maneira, lendo os acidentes fixos na Armadura:
Quando em Sustenidos:
Lendo os acidentes na Armadura em ordem, identificamos o último sustenido em
ordem, a tonalidade é a nota seguinte (eleva-se semitom do último Sustenido):
NOTA: Todos os nossos Hinos estão escritos em tonalidades maiores, porém ocorrem modulações para Modo
Menor em certos trechos de vários Hinos.

Exemplos:

Relembrado os Sustenidos em
Ordem:

Quando em Bemóis:
Lendo os acidentes na Armadura em ordem, identificamos o penúltimo Bemol, esta é a
Tonalidade. Podemos também elevar uma 5ª a partir do último Bemol, que também
identificaremos a tonalidade.

Relembrado os Bemóis em Ordem:


12º. Módulo
FÓRMULA DE COMPASSO - COMPOSTO
Todo o fundamento para o tema “FÓRMULA DE COMPASSO” se mantem conforme já estudamos
no 4º Módulo, com exceção de alguns pontos que abordaremos a seguir:
A FÓRMULA DE COMPASSO; ou COMPASSO COMPOSTO Obedece a Subdivisão Ternária
dos tempos, isto é, cada tempo se divide em 3 três movimentos, sendo assim a U.T.
(Unidade de Tempo) será sempre uma figura pontuada (composta).

NA FÓRMULA DE COMPASSO o DENOMINADOR (Número inferior) indica a figura de


movimento que é o mesmo que UNIDADE DE MOVIMENTO, figura que preenchera um
movimento, sendo necessárias 3 (três) figuras para formar 1 (um) tempo.

As Unidades de Tempo (U.T.) e Unidades de Compasso (U.C.) serão sempre figuras


pontuadas. Com exceção dos compassos Ternários compostos que não há uma figura
Única que preencha todo o compasso, nesse caso adotam-se figuras com Ligadura de
valor, formando assim uma Unidade de Som (U.S.)

Exemplos:
FÓRMULA DE COMPASSO - COMPOSTO
COMPASSO - COMPOSTO - ACENTUAÇÃO MÉTRICA
Nos compassos Compostos a acentuação métrica é idêntica à aplicada no compasso Simples,
isto é, como a subdivisão é ternária, a acentuação das partes dos Tempos é:

FÓRMULA DE COMPASSO COMPOSTO


Exercícios: Complete a Fórmula de Compasso, seguindo exemplo:
a) quaternário U.T.= U.M.= Resp.: U.C.=

b) ternário U.T.= Resp.: U.S.=

c) Binário U.T.= Resp.: U.C.=

e) ternário U.T.= Resp.: U.S.=

f) Binário U.T.= Resp.: U.C.=

Faça o Solfejo e responda as questões dos hinos:


Hino 124

Andamento
(Pulsações):
Resp.:

Faça solfejo no Soprano:


Faça solfejo no Tenor:
Faça solfejo no Baixo:

Hino 293

Andamento
(Pulsações):
Resp.:

c) Faça solfejo no Soprano e Contralto:


FÓRMULA DE COMPASSO - COMPOSTO
DIFERENÇAS ENTRE COMPASSO SIMPLES / COMPASSO COMPOSTO
**tendo como base nosso Hinário
SIMPLES COMPOSTO
Tem como NUMERADOR (número superior) os Tem como NUMERADOR (número superior) os
númer os 2, 3 e 4 números 6, 9 e 12

A Unidade de tempo (U.T.) é um valor simples, A Unidade de tempo (U.T.) é um valor composto,
divisível por dois (figura não pontuada). Obedece divisível por três (figura pontuada). Obedece a
a uma subdivisão BINARIA: uma subdivisão TERNÁRIA:

O NUMERADOR (número superior) indica o total


das figuras em que foram subdivididas as unidades
O NUMERADOR (número superior) indica a de tempo. Quantidade de Movimentos, de Figuras
Quantidade de Tempos contidos no compasso. de Movimento, Unidades de Movimento ou 1/3 de
Tempo.

O DENOMINADOR (número inferior) indica qual O DENOMINADOR (número inferior) indica a


é a figura que vale 1 tempo, Unidade de Tempo figura da subdivisão, Unidades de Movimento
(U.T.). (U.M).
A Unidade de tempo não vem representada na
A Unidade de Tempo (U.T.) vem representada
fórmula por ser um valor pontuado. É a soma de 3
pelo DENOMINADOR (número inferior)
Unidades de Movimento (U.M).
Para acharmos o correspondente composto Para acharmos o correspondente simples temos
temos que multiplicar o numerador por três e o que
denominador por dois. Dividir o numerador por três e o denominador por
Nº superior X 3 dois.
Nº inferior X 2 Nº superior ÷ 3
Numerador (No. Nº inferior ÷ 2
Superior) Numerador (No. Superior)
Binário Simples 2 6 Binário Composto
Ternário Simples 3 9 Ternário Composto
Quaternário 4 12 Quaternário
Simples Composto

Denominador (No. Inferior)


Unidade de Movimento (U.M.)
4
Tempo (U.T.)

Semínima
Unidade de

8 Colcheia
Solfejar as lições com o andamento de 90 a 120 bpm (unidade de movimento).
Nota: A direção da seta indica onde inicia o tempo ou movimento (em baixo ou em cima).

45.

SOLFEJAR AS LIÇÕES ABAIXO / TOCAR COM INSTRUMENTO (OPCIONAL)

46.

Solfejar Hinos: 453 e 16


Nota: A direção da seta indica onde inicia o tempo ou movimento (em baixo ou em cima).

47.

Solfejar Hinos: 44 e 415


Nota: A direção da seta indica onde inicia o tempo ou movimento (em baixo ou em cima).

48.

Solfejar Hinos: 15 e 42

49.

Solfejar Hino: 86

50.

Solfejar Hinos: 36 e 24
51.

Solfejar Hinos: 8, 33 e 46.

NOTA: TERMINANDO OS SOLFEJOS ATÉ A LIÇÃO 51, INICIAR COM INSTRUMENTOS OS ESTUDOS
CROMÁTICOS E DIATÔNICOS DA PAG.76 (ABAIXO), E DAR CONTINUIDADE NOS ESTUDOS TEORICOS DO
MODULO SEGUINTE.

TÉCNICA DE INSTRUMENTO TOCAR OS ESTUDOS CROMÁTICOS E DIATÔNICOS ABAIXO

17
[Link]
[Link]
TÉCNICA DE INSTRUMENTO TOCAR OS ESTUDOS CROMÁTICOS E DIATÔNICOS ABAIXO

18
[Link]
[Link]

19
[Link]
[Link]
20
[Link]
[Link]

NOTA: APÓS TERMINO D0 ESTUDO DA LIÇÃO 20 (TECNICA DE INSTRUMENTO E ESTUDOS CROMÁTICOS


E DIATÔNICOS). INICIAR OS ESTUDOS DOS HINOS DA 3ª FASE DA TABELA DE HINOS PAGINA 49.

ANDAMENTO – MÉDIA – COMPASSO COMPOSTO


No Hinário a indicação de Andamento (Indicação metrônomica) para os Compassos
compostos estão indicadas de duas maneiras:
Pela Unidade de Tempo (U.T.)
Exemplo:

Ou pela Unidade de Movimento (U.M.) = Figura da Subdivisão.


Exemplo:
Indicação Metrônomica: Para obtermos a Velocidade MÉDIA somamos a Velocidade
MÍNIMA + a Velocidade MÁXIMA e dividimos por 2
44 + 60 = 104 104: 2 = 52
Soma da MÍNIMA + Divide por 2 = Resulta na
MÁXIMA MÉDIA de Velocidade

MÉDIA = **
Caso na indicação metrônomica esteja considerada a Figura (U.T.) e desejamos saber o Andamento
na (U.M.) “Subdivisão”, multiplicamos o Resultado por 3
Exemplo: MÉDIAS (Figuras de Pulsação)
DE / PARA:
Multiplicar por 3
(U.T) =
(U.M)

(U.M) Dividir por 3 = (U.T)


Caso na indicação esteja considerada a Figura (U.M.) “Subdivisão” e desejamos saber o Andamento
na (U.T.) Dividimos o Resultado por 3
** A Velocidade MÉDIA em alguns Hinos, pode resultar num valor fora da indicação de andamento
“Padrão” de alguns Metrônomos. Quando isso ocorre devemos adotar o valor mais próximo da MEDIA
REAL.

ANDAMENTO
ANDAMENTO: Além da divisão rítmica, é de essencial importância determinar a velocidade com
que o trecho musical será executado. ANDAMENTO é por definição, o movimento rápido ou lento
dos sons, ou seja, é a velocidade com que a Música é executada. O ANDAMENTO é indicado
normalmente por termos específicos em Italiano ou indicação Metrônomica .

Exemplos:

Existem termos próprios para cada ANDAMENTO, para os andamentos Lentos, Moderados e
Rápidos,
ANDAMENTO

Largo - Muito devagar (40 a 60 bpm)


Andamentos Lentos
Larghetto - Devagar (60 a 66 bpm)
40 a 76 bpm
Adágio - Menos devagar (66 a 76 bpm)

Andamentos Moderados Andante - Mais movido que o Adágio (76 a 108 bpm)
76 a 120 bpm Moderato - Moderado (108 a 120 bpm)
Allegro - Rápido (120 a 168 bpm)
Andamentos Rápidos
Presto - Ligeiro muito rápido (168 a 200 bpm)
120 a 208 bpm
Prestíssimo - Rapidíssimo (200 a 208 bpm)
Podemos aferir o Andamento com o uso do Metrônomo, e no nosso hinário o andamento está
indicado acima do primeiro pentagrama ou período. Grafado através da indicação Metrônomica,
indicado pela velocidade Mínima e a Máxima. Convencionado que preferencialmente os hinos
sejam executados na velocidade média.

ANDAMENTO

Agógica: É a variação do andamento de uma obra musical que pode ser momentânea, parcial;
normalmente são indicadas através de palavras em italiano e abreviadas:

Abreviatura: Corresponde: Indica:


accel. accelerando Apressando
rall. rallentando Redução gradativa
poco rall. poco rallentando Pequena redução gradativa
rit. ritenuto Reter o andamento
Ad lib. /A piac. Ad libitum / A piacere Interpretação Livre / à vontade
in tempo à tempo Retomada do tempo inicial
senza rall. senza rallentando Não ralentar
ANDAMENTO
Em nosso Hinário a única Agógica aplicável é o poco rall. (Poco rallentando) que indica uma “pequena”
redução “GRADATIVA” do andamento a partir da letra “p”. Vejamos os exemplos a seguir:
Exemplos:
Hino 15 (último compasso)

Execução: Pequena Redução Gradativa do


andamento a partir da letra “p” notas em
vermelho. Não colocar Fermata e não respirar
(interromper) o som.

Hino 157 (penúltimo compasso)

Execução: Pequena Redução Gradativa do


andamento a partir da letra “p” notas em vermelho,
limitadas no Compasso. No compasso seguinte
retomar o andamento (à tempo). Não colocar
Fermata e não respirar (interromper) o som.

Hino 378 (penúltimo compasso)

Execução: Pequena Redução


Gradativa do andamento a partir da
letra “p” notas em vermelho,
limitadas no Compasso. No
compasso seguinte retomar o
andamento (à tempo). Não colocar
Fermata e não respirar
(interromper) o som.
DINÂMICA
DINÂMICA: É a variação de intensidade na emissão dos Sons.
É a graduação da intensidade dos Sons.
É o grau de intensidade com que o Som é emitido ou articulado.

Como vimos no 1º. Módulo, Intensidade é o grau de “força” aplicada na execução do som, ou seja, sons
fracos e fortes; a DINÂMICA faz variar o volume de som e é indicada pelos seguintes termos abreviados
ou sinais:

Abreviatura: Corresponde: Indica:


ppp molto pianíssimo Extremamente suave. “Delicadíssimo”.
pp pianíssimo Muito suave. “Suavíssimo”.
p piano Suave.
mp mezzo-piano Meio Suave.
mf mezzo-forte Meio Forte.
f forte Forte.
ff fortíssimo Muito Forte.
fff molto fortíssimo Extremamente Forte.
crescendo Aumentando gradativamente o Som.
aum. aumentando Aumentando gradativamente o Som.
inf. rinforzando Reforçando som.
decrescendo Diminuindo gradativamente o Som.
decres. decrescendo Diminuindo gradativamente o Som.
dim. diminuendo Diminuindo gradativamente o Som.
smorz. smorzando Extinguindo o som.

Além dos termos e suas abreviaturas, é muito comum a grafia dos seguintes sinais de dinâmica:

É também comum a grafia de ambos os sinais consecutivamente:


Exercícios:

Faça o Solfejo dos Hinos, responda as questões e faça o Solfejo indicado:

Hino 196

a) Andamento: Resp.:

Resp.:

Resp.:

d) Qual é a Unidade de Compasso (U.C.)? Resp.:

Fermata Conclusiva

Faça Solfejo no Contralto:


Faça Solfejo no Tenor:

Hino 42

a) Qual é a Fórmula de Compasso? Resp.:

b) Em qual Movimento do Compasso Inicia o Hino? Resp.:

c) Andamento: Resp.:

Resp.:

f) Marque a alternativa
correta:

g) Marque a alternativa
correta:

Faça solfejo no Contralto:


Faça solfejo no Baixo:
13º. Módulo
EXPRESSÃO
EXPRESSÃO: É o conjunto das características de uma composição musical que podem variar de
acordo com a interpretação.

Engloba variações de andamento, intensidade e forma como as notas são cantadas ou tocadas,
individualmente (acentuações, articulações) ou em conjunto (fraseado).
A EXPRESSÃO distingue uma execução mecânica e excessivamente precisa, de uma boa
interpretação, é através da EXPRESSÃO que se transmite as emoções desejadas pelo compositor
e pelo próprio interprete.

Alguns de nossos Hinos trazem uma indicação de expressão logo após a marcação de velocidade
(indicação metrônomica). Embora todos os hinos devam ser tocados conforme inspiração de sua
poesia.
Significados e formas de interpretação:
Exemplo:

Solene: Pomposo, magnífico.


Significado: [Link] se celebra todos os anos, com pompa e suntuosidade. 2. Acompanhado de
cerimônias públicas e extraordinárias; magnífico, pomposo. [Link] infunde respeito; grave.
Interpretação: Na expressão solene a orquestra deve executar com mais virtuosidade, com som
mais firme, porém não estridente, mantendo o equilíbrio da sonoridade dando preferência ao
soprano.
Dinâmica: entre mf e f.
Hinos com indicação interpretativa. Solene: 96 / 299 / 310

Majestoso: Suntuoso, grandioso, imponente.


Significado: [Link] tem majestade. [Link], grandioso, imponente.
Interpretação: Na execução desta expressão deve se tocar com grandiosidade, notas bem
marcadas, porém sem exagero na intensidade.
Dinâmica: entre mf e f.
Hinos com indicação interpretativa. Majestoso: 135 / 367 / 390 / 395
EXPRESSÃO

Com Júbilo: Com grande alegria ou contentamento.


Significado: 1. Grande alegria ou [Link].
Interpretação: A execução deve ser feita de forma alegre, deve-se executar as notas de forma
mais soltas, sem ligar, tomando cuidado para não haver correria.
Dinâmica: entre p e f.
Hinos com indicação interpretativa Com Júbilo: 147

Com Veneração: Ato ou efeito de venerar, respeito e devoção.


Significado: [Link]. [Link] profundo; preito; estima
Interpretação: Para executar essa expressão deve se diminuir a intensidade, os metais devem
tocar mais piano “p” e as cordas devem aumentar o volume gradativamente. (Som Suave).
Dinâmica: entre p e f.
Hinos com indicação interpretativa Com Veneração: 38 / 176 / 271 / 414

Com Submissão: Ato ou efeito de submeter-se, Obediência voluntária.

Significado: [Link] ou efeito de submeter ou submeter-se. [Link]ção a obedecer. [Link].


[Link]ção. [Link]ção voluntária. [Link]ência espontânea.
Interpretação: Para executar essa expressão deve se tocar com metade do volume de som, os
metais bem suave, cordas devem aumentar gradativamente e o baixo deve tocar bem legato,
observando para não tocar notas batidas.
Dinâmica: entre pp e mf.
Hinos com indicação interpretativa Com Submissão: 61
EXPRESSÃO

Com Humildade: Virtude de reconhecer as próprias fraquezas.


Significado: [Link] com que manifestamos o sentimento de nossa fraqueza. [Link]éstia.
[Link]. [Link]ção de respeito, de submissão. 5. Inferioridade.
Interpretação: A execução deve ser feita parecida com a execução de veneração, ou seja, metais
mais suaves, cordas aumentando gradativamente, porém com um pouco mais de submissão,
buscando que a expressão sonora transmita o sentimento de clemência. Executar som delicado.
O exemplo da Humildade pretendida nesta expressão está descrito na letra do hino 260.
Dinâmica: entre pp e mf.
Hinos com indicação interpretativa Com Humildade: 260 / 351

COMPASSOS ALTERNADOS
São formados pela junção de duas ou mais Fórmulas de compassos diferentes, executados de
forma alternada.
As Fórmulas de compasso poderão ser escritas agrupando os tempos (números superiores) junto
à armadura de clave ou escritas em cada compasso onde houver a mudança.

Exemplos:
Hino 368

Hino 342
COMPASSOS ALTERNADOS

Nota: Os hinos com compassos alternados vêm com a respectiva Fórmula de compasso anotada
em cada compasso. Porém temos alguns hinos com mudança de Fórmula de compasso no coro.
Exemplo: Hino 422

Exercícios:
Responda as questões do Hino e faça o Solfejo indicado:

Hino 368

a) Qual o tempo do Compasso se inicia o hino? Resp.:

b) Andamento: Resp.:

Resp.:

d) Qual é a Figura da Subdivisão? Resp.:

Resp.:

e) Qual é a Tonalidade? Resp.:

f) Marque as alternativas corretas: E


responda qual a função do Acidente?
Resp.:

g) Marque a alternativa correta:


Fermata Conclusiva
Faça Solfejo no Soprano:
Faça Solfejo no Tenor:
APÊNDICE
LINGUAGEM RITMICA - SUBDIVISÃO DOS TEMPOS
Conforme já vimos no 1º Módulo, o Ritmo baseia-se na divisão ordenada das durações dos
tempos. Cada UNIDADE DE TEMPO (UT) pode ser subdividida em partes iguais. A divisão do TEMPO
em duas partes é a chamada SUBDIVISÃO BINÁRIA; a divisão do TEMPO em três partes é
SUBDIVISÃO TERNÁRIA.

SUBDIVISÃO BINÁRIA: A 1ª parte do TEMPO é FORTE e a 2ª parte é fraca; todos os


compassos SIMPLES obedecem a essa SUBDIVISÃO como estudamos no 10 º Modulo
SUBDIVISÃO TERNÁRIA: A 1ª parte do TEMPO é FORTE e a 2ª e 3ª partes são fracas;
todos os compassos COMPOSTOS obedecem a essa SUBDIVISÃO.
ESTUDAREMOS OS COMPASSOS SIMPLES A SEGUIR
SUBDIVISÃO BINÁRIA

Nas SUBDIVISÕES os acentos dos tempos obedecem a mesma regra da ACENTUAÇÃO


MÉTRICA DOS COMPASSOS conforme já vimos no 10º Módulo Pág.62, predominando o Acento
principal sobre o 1º Tempo, que é o acento tônico (tempo FORTE) do compasso. Os demais serão
acentos secundários.
ESTUDO DAS SUBDIVISÕES
Os estudos a seguir estão baseados nas figuras abaixo para formação dos grupos Rítmicos:
ESTUDO DAS SUBDIVISÕES
1) Fazer a Linguagem Rítmica e Solfejar. Lembrando que para Linguagem Rítmica
recomenda-se não executar altura das notas.
(Linguagem Rítmica e solfejo do Hino completo)

*símile = repetir, similar


LINGUAGEM RITMICA - LIGADURA / LEGATO

Exercícios:
Fazer a Linguagem Rítmica e Solfejar as lições seguintes. Lembrando que para
Linguagem Rítmica recomenda-se não executar altura das notas.

4
LINGUAGEM RITMICA - PONTO DE AUMENTO
Exercícios:
1) Fazer a Linguagem Rítmica e Solfejar estes Hinos no Hinário. Lembrando que para
Linguagem Rítmica não se deve executar altura das notas.

LINGUAGEM RITMICA - SÍNCOPA ou SÍNCOPE

Nota. Sincopada: Não deve ser executada com acentuação mais forte

Exercício:
Fazer a Linguagem Rítmica e Solfejar o Coro 2. Lembrando que para Linguagem Rítmica
recomenda-se não executar altura das notas.

7
LINGUAGEM RITMICA - BI-SUBDIVISÃO DOS TEMPOS

Bi-subdivisão: É a divisão da subdivisão.

Instruções para solfejo das bi-subdivisões:

1º. LINGUAGEM RÍTMICA: Pronuncie as silabas “Ta-fa-Ti-fi” para as bi-subdivisões obedecendo aos
acentos métricos. O gesto da mão deve ser de baixo para cima, sem interromper o movimento.
Subdividindo proporcionalmente o tempo em partes iguais, pronunciando as silabas em sincronia
com gesto da mão. (Lembrando que adotamos como padrão o Sistema Italiano)

2º. SOLFEJO: Substitua o movimento da mão pelo gesto da marcação dos compassos para o solfejo
(conforme figuras abaixo) e fale o nome das notas. (Lembrando que adotamos como padrão o
Sistema Italiano)

Após o aprendizado e total domínio do Sistema Italiano, o candidato é livre para desenvolver o
conhecimento no Sistema Francês:
BI-SUBDIVISÃO DOS TEMPOS

ESTUDO DAS BI-SUBDIVISÕES

Os estudos a seguir estão baseados nas figuras abaixo combinados com grupos rítmicos já
estudados anteriormente.

Faça Linguagem Rítmica e Solfejo: (MTS Pág.50)


8
.

9.

EXERCICÍOS: Responda as questões dos hinos e faça linguagem rítmica:


1.

a) Linguagem Rítmica:

b) O Hino se inicia em: Tempo: ⃝FORTE ⃝fraco

c) Responda: o que indicam os Números da Fórmula de Compasso:

d) Qual é a Fórmula de Compasso? Resp.:


e) Qual é a Acentuação Métrica do compasso? 1º.T_ 2º. T_ 3º.T 4º. T
f) Marcação de Velocidade: Qual a velocidade média? Resp: _
g) Qual é o efeito do Acidente Bemol? Resp.:
h) Qual é o efeito do Acidente Bequadro? Resp.:
i) Quantos SISTEMAS tem esse Hino? Resp.:
j) Nas retomadas, após a respiração executa-se: Som ⃝FORTE ⃝fraco

k) Marque e a resposta Certa:

⃝ Ligadura de Valor ⃝ Barra Simples


⃝ Ligadura de Portamento ⃝ Sistema
⃝ Fermata ⃝ Barra Dupla
2.

a) Linguagem Rítmica:

b) Responda: o que indicam os Números da Fórmula de Compasso:

c) Qual é a Fórmula de Compasso? Resp.:


d) Qual é a Unidade de Tempo? Resp.:
e) Qual é a Unidade de Compasso? Resp.:
f) Qual é a Acentuação Métrica do compasso? 1º.T_ 2º. T_ 3º.T 4º.T
g) Marcação de Velocidade: Qual a velocidade média?
h) Qual é o efeito do Acidente Bemol? Resp.:

i) No hino em questão a É figura da: ( ) Subdivisão ( ) Bi subdivisão

j) No hino em questão a É figura da: ( ) Subdivisão ( ) Bi subdivisão

k) Em Proporção uma Equivale a: () () ()


l) Circule as Sincopas:
3.

a) Linguagem Rítmica:

b) Responda: o que indicam os Números da Fórmula de Compasso:

c) Qual é a Fórmula de Compasso? Resp.:


d) Qual é a Unidade de Tempo? Resp.:
e) Qual é a Unidade de Compasso? Resp.:
f) Qual é a Acentuação Métrica do compasso? 1º.T_ 2º. T_ 3º.T 4º.T
g) Marcação de Velocidade: Qual a velocidade média? Resp: _
h) Nas retomadas, após a respiração executa-se: Som ⃝FORTE ⃝fraco
i) Circule as Sincopas que aparecem no hino:

j) No hino em questão a É figura da: ( ) Subdivisão ( ) Bi subdivisão

k) Marque e a resposta Certa:

⃝ Barra Dupla ⃝ Fermata Conclusiva


⃝ Ritornello ⃝ Ligadura
⃝ Barra Final ⃝ Fermata Suspensiva

NOTA: FAZER LINGUAGEM RITMICA DOS HINOS: 434, 471, 432, 436, 440, 452, 467
LINGUAGEM RÍTMICA

SUBDIVISÃO TERNÁRIA DOS TEMPOS


Conforme já vimos no 1º Módulo, o Ritmo baseia-se na divisão ordenada das durações dos
tempos. Cada UNIDADE DE TEMPO (U.T.) pode ser subdividida em partes iguais. A divisão do TEMPO
em duas partes é a chamada SUBDIVISÃO BINÁRIA; a divisão do TEMPO em três partes é
SUBDIVISÃO TERNÁRIA.

SUBDIVISÃO BINÁRIA: A 1ª parte do TEMPO é FORTE e a 2ª parte é fraca; todos os


compassos SIMPLES obedecem a essa SUBDIVISÃO. Como vimos anteriormente.
SUBDIVISÃO TERNÁRIA: A 1ª parte do TEMPO é FORTE e a 2ª e 3ª partes são fracas;
todos os compassos COMPOSTOS obedecem a essa SUBDIVISÃO.
ESTUDAREMOS OS COMPASSOS COMPOSTOS A SEGUIR.

SUBDIVISÃO TERNÁRIA

Nas SUBDIVISÕES os acentos dos tempos obedecem a mesma regra da ACENTUAÇÃO


MÉTRICA DOS COMPASSOS conforme já vimos no 12º Módulo Pág.74 predominando o Acento
principal sobre o 1º Tempo, que é o acento tônico (tempo FORTE) do compasso. Os demais serão
acentos secundários.

Exemplo: Hino 12
SUBDIVISÃO TERNÁRIA

1º. LINGUAGEM RÍTMICA: Pronuncie as sílabas “Tá-te-ti” e para as bi-subdivisões as sílabas


“Tá-fa-te-fe-ti-fi”, utilizando o Sistema Italiano para marcação dos compassos considerando sempre
a acentuação métrica.
Subdividindo proporcionalmente o tempo em partes iguais, pronunciando a sílaba em
sincronia com o movimento da mão.
2º. SOLFEJO: Fale o nome das notas, utilizando o Sistema Italiano para marcação dos
compassos considerando sempre a acentuação métrica.
Nota:
Embora o MTS sugira o Sistema Francês para o Solfejo. Adotaremos como padrão para o Solfejo e
Linguagem rítmica o Sistema Italiano. Após o aprendizado do sistema italiano poderemos
aprender o sistema Francês.

Movimento Sistema Italiano (Subdivisões)

Atentar para a Subdivisão do tempo em 3 movimentos, a marcação dos compassos segue o


mesmo conceito do compasso SIMPLES que já estudamos, porém, cada tempo subdivido em 3
movimentos.

Movimento Sistema Italiano (Bi subdivisões)


Os estudos a seguir estão baseados nas figuras abaixo e suas combinações para formação dos
Grupos Rítmicos:

1 2 3 4 5 6 7

Tá-- Tá te ti Tá fa Te fe Ti fi Tá - ti Tá te- Tá - Ti fi Tá - Ti - fi

8 9 10

Tá - fa Te- Tá e fe ti Tá Te i fi

Faça a linguagem Rítmica, Solfejo e responda as questões dos hinos:

Hino 124

f)
Resp.:

Faça Solfejo no Soprano:


Faça Solfejo no Tenor:
Faça. Solfejo no Baixo:
Faça a linguagem Rítmica, Solfejo e responda as questões dos hinos:

Hino 257

Resp.:
c) Qual o Ritmo Inicial? Tético Anacruse Acéfalo
Faça solfejo no Soprano e contralto:

Hino 83
Faça a linguagem Rítmica, Solfejo e responda as questões dos hinos:

Hino 118

Resp.:
c) Faça Solfejo no Soprano:
Faça Solfejo no Tenor:
e) Faça solfejo no Baixo:

8. Hino 141

9. Hino 453
Faça a linguagem Rítmica, Solfejo e responda as questões dos hinos:

10. Hino 372

11. Hino 415

NOTA: FAÇA LINGUAGEM RITMICA DOS HINOS, 124, 257, 453, 372, 415, 344, 422, 166, 346
Índice - Remissivo
A Pág. P/Q Pág.

Acentuação Métrica 62, 74 Pentagrama 11


Acidentes 58, 61 Ponto de Aumento 56
Andamento 48, 81 Propriedades de Som 6
Armadura de Clave 59 Pulsação 35
Articulação 41 Quiálteras 63
Andamento Agógica 80 Quadro Comparativo 14

B Pág. R Pág.

Barras de Compasso 16, 17 Respiração 50


Ritmo 8

C/D Pág. S Pág.

Clave de Sol 21 Sinais de Alteração 58


Compasso 16 Sincopa 63
Compasso Composto 70 Sistema 51
Compasso Simples 18 Solfejo 32
Compassos Alternados 87 Som 5
Clave de FÁ 52

Dinâmica 82
Duração 7 T Pág.

Tabela dos Hinos por Tonalidade 70

E Pág. Técnica de Instrumento 42, 68,76


Tempo 8, 35
Elementos da Musica 7, 8 Tercina 64
Escala Cromática 61 Tonalidade 69
Expressão (Indicação
84 Tom e Semitom 58
interpretativa dos hinos
Exercícios Rítmicos 8, 9

F Pág. Solfejo - Lições Pág.


Fermata 36 1 35
Figuras 13 2 36
Fórmula de Compasso Composto 72 3, 4 37
Fórmula de Compasso Simples 18 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 38
Folha de Instrução de Utilização 4 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20 39
21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28 40
H/I Pág. 29 55
Harmonia 8 30 56
Índice remissivo 102 31, 32, 33, 34, 35, 36 57
Intensidade 6 37, 38, 39 65
Intervalos 36 40, 41 66
42, 43, 44 67

L/M/N 45, 45, 47 74


Ligadura/Legato 54 48, 49, 50 75
Lista de Hinos 49 51 76
Linhas e espaços suplementares 11 LIÇÕES INICIAIS DE INSTRUMENTOS
CLARINETE 23
Melodia 7 VIOLINO 26
Metrônomo 34 METAIS 27
Musica 7 SAXOFONE 28
FLAUTA 30
Notas Musicais 12 APÊNDICE – LINGUAGEM RITMICA 88 a 101
Bibliografia
Alguns conceitos utilizados neste material foram baseados em outras publicações de cunho didático:

1. MTS – Método de Teoria e Solfejo - 2ª edição Julho/2014


2. Bohumil Med. Teoria da Música 4ª edição (Livro de Exercícios).
3. Osvaldo Lacerda. Compendio de Teoria Elementar da Música.
4. Maria Luísa de Matos Priolli. Princípios Básicos da Música para a Juventude. (1º e 2º Volume).
5. Maria Helena Maestre Gios. Percepção e Comunicação Visual – Estudos Rítmicos.
6. Paschoal Bona. Método Completo de Divisão Musical.
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