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Doença em Aves

Doença de aves

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Ellen Tavares
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DOENÇA EM AVES

COLIBACILOSE AVIÁRIA

A colibacilose aviária é uma doença comum em aves comerciais. De origem bacteriana, esta
infecção é causada por cepas patogênicas da bactéria Escherichia coli (E. coli). Devido à sua
prevalência e alta mortalidade e morbidade, tem um grande impacto econômico sobre a
avicultura mundial, levando a grandes perdas econômicas na indústria de frangos de corte. A
colibacilose aviária causa um sofrimento animal generalizado. Em alguns casos, a infecção é
secundária e ocorre concomitantemente com uma infecção primária e um estado de
imunossupressão, comumente associado com doença respiratória crônica causada por
Mycoplasma gallisepticum, adenovírus, coronavírus ou influenza aviária, entre outros. Para
confirmar o agente causador, é realizada uma cultura de E. coli isolada, onde não são
encontrados outros patógenos. Entretanto, deve-se notar que, como os seres humanos e
outras espécies, cepas não patogênicas de E. coli são comumente encontradas nas vias
digestivas e excrementos de aves como parte da microbiota do organismo. O tratamento
antibiótico (tetraciclinas, sulfas, estreptomicina e ampicilina) é geralmente realizado após um
antibiograma com a cepa isolada. Entretanto, esses antibióticos devem ser utilizados na
dosagem apropriada, pois várias cepas adquiriram resistência a mais de um antibiótico e até
mesmo a desinfetantes, dificultando o controle de sua disseminação e reduzindo a exposição
das aves.

CÓLERA AVIÁRIA OU PASTEURELOSE

A pasteurelose costuma acometer animais com mais de 6 semanas de vida, é causada por uma
bactéria gram negativa, a Pasteurella multocida. Altamente contagiosa, o principal meio de
infecção são as carcaças de aves que morreram com a doença e o agente etiológico pode
permanecer no ambiente por até 3 meses, sendo que o agente infeccioso chega até as criações
através de rato e outros roedores.

Os sintomas apresentados pelas aves são: febre, sonolência, relutam em andar, apresentam
penas arrepiadas, inapetência, descarga oral mucosa, congestão ou cianose da crista e
barbelas, diarréia inicialmente profusa, tornando-se aquosa, de coloração esbranquiçada, às
vezes, com caráter de muco ou sanguinolenta. Pode evoluir para morte, podendo ocorrer sem
nenhum sinal clínico, ou precedida por uma crise convulsiva. Aves doentes apresentam
anorexia, cianose, estertores, descargas nasais e diarréia aquosa ou verde-mucóide.

O diagnóstico é feito com base nos sinais clínicos e através de exames bacteriológicos, através
da análise de fragmentos de lesões e de órgãos, como fígado e medula óssea. O tratamento
ambulatorial da celulite por Pasteurella documentada e não complicada é realizado,
preferencialmente, com amoxacilina/clavulonato. A duração da terapia não está bem definida,
mas 10 a 14 dias é, provavelmente, um curso de tempo razoável.

REFERÊNCIAS:[Link]
%20COLERA%20AVIARIA%20-%[Link]

DOENÇA DE GUMBORO

A Doença de Gumboro ou Doença Infecciosa da Bursa (IBD) é uma enfermidade fortemente


presente nas produções de aves, gerando enormes prejuízos econômicos através da
mortalidade e diminuição da eficácia do lote. A IBD é uma infecção viral aguda altamente
contagiosa das aves jovens, causado por um Birnavírus. As aves infectadas desenvolvem um
quadro de imunossupressão grave de difícil reversão. O Birnavírus causador da IBV possui
predileção pelos tecidos linfóide presentes na Bolsa de Fabrícius, responsável diretamente pelo
desenvolvimento do sistema imune das aves. A infecção é transmitida horizontal, via oral,
respiratória ou ocular. Após a entrada do vírus no organismo da ave, ele inicialmente se replica
nas placas de Peyer do intestino, segue para o fígado, alcançando a corrente sanguínea e
chegando a bolsa de Fabricius 24 horas após a inoculação. As aves infectadas transmitem o
vírus durante 10 a 14 dias pelas fezes, conseguindo resistir por longos períodos em matéria
orgânica. Vetores como insetos, aves, cães, gatos, roedores e até os seres humanos são capazes
de levar o vírus de lotes contaminados para lotes sadios. As aves acometidas pelo IBV
apresentam lesões no fígado; hemorragias petequiais na musculatura; aumento do muco
intestinal; rins inchados e esbranquiçados. Também apresentam lesões na Bolsa de Fabrícius,
sendo que nos quatro primeiros dias, existe um aumento de tamanho com lesão hemorrágica,
edema e transudato fibrinoso. Após os quatro primeiros dias de infecção, o tamanho da Bolsa
começa a regredir até atrofiar. A ave apresenta diarréia, prostração, inapetência, redução de
crescimento, desidratação e infecções secundarias são muito comuns.

REFERÊNCIAS: MATEUS, M, C.; SANTOS, J. M. G.; Imunização em frangos de corte. Revista em


Agronegócios e Meio Ambiente, v.4, n.2, p227-246, 2011. • KNEIPP, C. A. F.; Doença de
Gumboro no Brasil. II Simpósio de Sanidade Avícola. p.79- 86, Set 2010.

DOENÇA DE MAREK

A doença de Marek é uma patologia tumoral e imunossupressora, causada por um vírus da


família Herpesviridae. A transmissão ocorre por via horizontal, através de contado direto e/ou
indireto entre aves. A descamação da pele é um importante aspecto da transmissão, pois nos
folículos das penas ocorre a replicação primária do vírus, que pode ser veiculado através da
poeira do galpão. Já a transmissão vertical não é descrita pela literatura, entretanto, em aves
contaminadas, o vírus pode estar presente na casca do ovo devido à contaminação ambiental,
de forma que o pintinho pode infectar-se no momento da eclosão. A doença de Marek possui
três formas de apresentação, a clássica, a aguda e a paralisia temporária. Nas manifestações da
forma clássica, comumente ocorrem paralisias unilaterais (ou assimétricas) das patas e/ou
asas, geradas pela infiltração dos linfócitos T nos nervos. Pode-se observar também
incoordenação, queda das asas e dificuldade de se locomover. Quando ocorre o envolvimento
do nervo vago, é comum ocorrer paralisia e dilatação do papo. Geralmente acomete aves com
idade em torno de 18 semanas e a taxa de mortalidade pode atingir índices de 3 a 10%. A
forma aguda apresenta maior gravidade devido à elevada morbidade e mortalidade,
resultantes de infiltração tumoral em diversos órgãos vitais, como fígado, rins e baço. Ovários,
testículos, olhos e musculatura esquelética também podem ser acometidos. Por sua vez, na
paralisia temporária, observa-se a paralisia do pescoço e perna durante poucos dias, mas o
quadro pode evoluir para morte das aves acometidas. O diagnóstico da doença de Marek deve
ser realizado pela interpretação dos sinais clínicos, histórico do lote/região e análises
laboratoriais, através de métodos moleculares (PCR-RT) e histopatológicos (nervos afetados,
tumores e sistema nervoso central, armazenados em formol à 10%).

REFERÊNCIA: [Link]
%20Frango%20de%[Link]
MICOTOXICOSE EM AVES

Micotoxicose é um conjunto de doenças causadas por metabólitos secundários produzidos por


diversos fungos (mofo). Existem várias toxinas, porém as que mais causam lesões em aves são
as aflatoxinas, fumonisinas e as toxinas produzidas pelo Fusarium. Essas micotoxinas são
produzidas por linhagens toxigênicas de fungos que em geral crescem sob condições de maior
umidade e temperatura. As micotoxinas são termoestáveis, ou seja, resistentes à tratamento
térmico (peletização). A doença é adquirida através da ingestão de grãos contaminados por
fungos. A manifestação clínica da doença se da de forma aguda ou crônica apresentando lesões
que variam com a micotoxina ingerida e dentre as possíveis lesões observa-se principalmente:
hepatomegalia, palidez do fígado, dos rins e da medula óssea, hidropericádio, deposição de
urato nas vísceras, enterite, ulcerações na moela e cavidade oral, podendo ocorrer também
necrose de extremidades. As consequências da micotoxicose incluem queda na produção de
carne e ovos e imunodepressão, deixando a ave suscetível a outras doenças e com baixa
resposta às vacinas. Não há tratamento e o controle consiste na retirada do alimento
contaminado, uso de adsorventes no preparo da ração, cuidados no armazenamento e
transporte da ração evitando umidade. É fundamental o controle da micotoxicose, pois,
quando em excesso elas também podem se acumular nos ovos, representando um problema
para o consumidor. Na carne, a chance de acúmulo é menor.

REFERÊNCIA: [Link]

MEGABACTERIOSE

Apesar do nome, a Megabacteriose é uma doença causada por um fungo em formato de bacilo
chamado Macrorhabdus ornithogaster – habitualmente encontrado na flora normal do
estômago das aves (pro-ventrículo). Esse fungo é um agente patogênico oportunista, o que
significa que ele se aproveita da fragilidade do sistema imunológico para se desenvolver. De
acordo com suas características, foi classificado como um fungo ascomiceto anamórfico, que
habita principalmente o proventrículo e ventrículo de diversas aves, mas que também pode ser
encontrado em glândulas superficiais (uropigiais e anexas) das aves. A contaminação da água
por agentes patogênicos pode ocorrer na fonte de captação da água (nascentes, poços
artesianos, poços rasos), na tubulação que conduz a água ao galpão e/ou nos bebedouros
(através de secreções ou excreções das aves). A megabacteriose é uma doença caracterizada
por baixa mortalidade e alta morbidade, sendo encontrados sinais de acometimento
gastrointestinal, tais como diarreia, vômito, fezes com sangue, associados ou não à progressiva
perda de peso, caquexia, anorexia ou normorexia. Ainda há relatos de desuniformidade do
lote, depressão, fraqueza, letargia, problemas de empenamento, aumento da conversão
alimentar, além de dramática atrofia dos músculos peitorais, acúmulo de fezes ao redor da
cloaca, palidez de mucosas, queda da produção de ovos, baixo ganho de peso. É caracterizada
como uma doença de alta morbidade e mortalidade bastante variável podendo chegar em
100% do lote principalmente em animais jovens, em emas, tucanos, e em animais
imunossuprimidos. O diagnóstico da infecção baseia-se em histórico, anamnese, sinais clínicos,
microscopia direta de impressão fresca da mucosa de ventrículo ou proventrículo, cultura de
amostras de mucosa ventricular e proventricular, histopatológico, necropsia e presença do
agente nas fezes. A megabacteriose pode causar um aumento do pH do muco proventricular
de 2,7 para valores que podem variar de 7,0 a 7,3, por conseguinte, a medição de pH também
pode ajudar no diagnóstico, através de lavagem do proventrículo. Relatou-se que in vitro a
cultura destes microorganismos é difícil, mas é possível, se utilizado o meio de cultura com o
caldo de Lactobacillus MRS numa câmara úmida. Foi adotado o procedimento para o
tratamento de megabacteriose em periquitos australianos, baseando-se na administração de
anfotericina B (10 g/L) na água de beber, tornando as aves negativas após o tratamento. Da
mesma forma, inferiu-se que o tratamento de canários com anfoterecina B e cetoconazol
diminuiu a mortalidade do lote acometido e a anfoterecina B e antibióticos de largo espectro
em periquitos, promoveu um sucesso razoável, enquanto que animais não tratados evoluíram
invariavelmente para óbito. Por outro lado, outros estudos afirmaram que o tratamento deve
ser realizado apenas em animais que apresentam sinais e referem que, as drogas mais
eficientes para megabacteriose são anfoterecina B, nistatina e cetoconazol.

REFERÊNCIA: [Link]
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