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Capitulo Iii

O capítulo apresenta a análise dos dados de um questionário aplicado a 25 técnicos do Hospital Provincial Materno Infantil de Malanje sobre o diagnóstico da sífilis. Os resultados indicam que o VDRL é o método mais utilizado (88%), com coleta diária de amostras (68%), mas há desafios como a insuficiência de equipamentos (60%) e a necessidade de atualização dos mesmos (64%). Apesar da confiança nos resultados (96%), a infraestrutura e a comunicação entre os profissionais precisam de melhorias para garantir a qualidade do diagnóstico.
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Capitulo Iii

O capítulo apresenta a análise dos dados de um questionário aplicado a 25 técnicos do Hospital Provincial Materno Infantil de Malanje sobre o diagnóstico da sífilis. Os resultados indicam que o VDRL é o método mais utilizado (88%), com coleta diária de amostras (68%), mas há desafios como a insuficiência de equipamentos (60%) e a necessidade de atualização dos mesmos (64%). Apesar da confiança nos resultados (96%), a infraestrutura e a comunicação entre os profissionais precisam de melhorias para garantir a qualidade do diagnóstico.
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CAPITULO III - APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

3. 1 - Apresentação e análise dos dados

Este capítulo apresenta os resultados obtidos através dos questionários aplicados a 25 técnicos do
Laboratório do Hospital Provincial Materno Infantil de Malanje. Os dados foram tabulados e analisados
com base na frequência absoluta e relativa de respostas. A seguir, são apresentados os principais
achados:

Tabela nº 1 Quais métodos diagnósticos da sífilis você utiliza no laboratório?

Categoria F/A %

Testes Rápidos (TR) 3 12

VDRL 22 88

FTA-ABS 0 0

Total 25 100%

Fonte: dados da pesquisa do I Trimestre, HPMIM, em 2025.

Para o diagnóstico da sífilis o método mas utilizado é o VDRL (88%), comfirmou- se também os testes
rápidos por 3 técnicos que correspondem a 12% e para o FTA- ABS nenhum deles mencionou.

Nota - se então que o HPMIM, embora realize testes para o diagnóstico da sífilis em gestantes, o
hospital necessita de materiais para a confirmação da patologia ,uma vez ,que tais testes aqui
divulgados são testes não treponemicos sujeitos a falsos positivos e falsaos negativos e com certas
limitações.

Para seu diagnóstico deve -se realizar testes treponemicos como o FTA-ABS , testes que ainda não é
uma realidade .

Tabela nº 2 Com que frequência são coletadas as amostras para o teste de sífilis no hospital?

Categoria F/A %

Diariamente 17 68

Semanalmente 8 32

Quinzenalmente 0 0

Quando necessário 0 0
Categoria F/A %

Total 25 100%

Fonte: dados da pesquisa do I Trimestre, HPMIM, em 2025.

A frequência da coleta de amostras é realizado diariamente(68%) ,um aspecto que realmente vale
apena e que mostra o quanto estamos preocupados com a vida tanto da mãe como a do recém-
nascido.

Também não deixando de lado que 8 profissionais que correspondem a 32% , afirmam que a coleta para
o diagnóstico da sífilis e feita semanalmente , assunto que merece atenção por órgãos competentes no
que diz respeito a saúde pública .

Tabela nº 3 Os equipamentos necessários para os testes estão disponíveis e em boas


condições?

Categoria Frequência Absoluta %

Sempre disponíveis 19 76

Disponíveis, mas com falhas frequentes 2 8

Nem sempre disponíveis 4 16

Não estão disponíveis 0 0

Total 25 100%

Fonte: dados da pesquisa do I Trimestre, HPMIM, em 2025.

76% técnicos fazem menção de que os equipamentos usados para os testes de sífilis estão sempre
disponível e em boas condições para o uso do mesmo.

Nem sempre disponível (16%) , situação que deve mudada uma vez que o local recebe constantemente
gestantes a procura de Taís serviços ,com o objetivo de garantir a saúde dela e do seu bebê.Tambem
8% confirmam que os equipamentos estão disponíveis ,mas com falhas frequentes ,e para garantir que
os resultados que estão sendo enviados aos médicos são de real qualidade e precisão esses
equipamentos devem estar em plenas condições de trabalho para não dar resultados que podem
comprometer a saúde materna infantil.

Tabela nº 4 Qual é o tempo médio entre a coleta da amostra e a disponibilização do


resultado?
Categoria F/A %

Menos de 1 hora 24 96

Entre 1 e 3 horas 1 4

Total 25 100%

Fonte: dados da pesquisa do I Trimestre, HPMIM, em 2025.

Menos de 1hora ,é o tempo que leva para o laboratório liberar os resultados dos exames (96%),
felizmente é um exame prático e rápido levando pouco tempo para se dar o resultado.Entre 1e3 horas
infelizmente foi uma das respostas dos técnicos de laboratório (4%).

Tabela nº 5 Quais os principais desafios enfrentados no diagnóstico da sífilis no hospital?

Categoria F/A %

Falta de reagentes 4 16

Insuficiência de equipamentos 15 60

Falta de capacitação da equipe 0 0

Alta demanda de testes 6 24

Total 25 100%

Fonte: dados da pesquisa do I Trimestre, HPMIM, em 2025.

Insuficiência de equipamentos foi o principal desafio enfrentado pelos técnicos de laboratório (60%),
alta demanda de testes apontado como o segundo desafio 24% dos profissionais e a faltas de reagentes
foi o último desafio que o laboratório do HPMIM enfrenta (16%) ,uma realidade que carece de muita
atenção afim de se inverter o quadro dessa triste realidade.

Tabela nº 6 O volume de testes realizados é compatível com os recursos disponíveis?

Categoria F/A %

Sim 16 64

Não 9 36

Total 25 100%

Fonte: dados da pesquisa do I Trimestre, HPMIM, em 2025.


A pesquisa mostra que 64% dos técnicos afirmam que o volume de testes é compatível com os recursos
disponíveis, ainda assim 9 técnicos que correspondem a 36% não concordaram com pergunta , facto
que mostra e que a infraestrutura precisa de recursos para deixar certas lacunas ainda abertas .

Tabela nº 7 Você considera que os resultados fornecidos pelo laboratório são confiáveis?

Categoria F/A %

Sim, sempre confiáveis 18 72

Confiáveis na maior parte do tempo 6 24

Pouco confiáveis devido a limitações técnicas 1 4

Não confiáveis 0 0

Total 25 100%

Fonte: dados da pesquisa do I Trimestre, HPMIM, em 2025.

Resultados credíveis salvam vidas , 96% consideram os resultados sempre confiáveis ao passo que
resultou não credíveis levam consequências sérias ao paciente , pouco confiáveis devido a limitação foi a
resposta de 4 % dos técnicos da área de análises clínicas.

Tabela nº 8 O que poderia melhorar a qualidade do diagnóstico de sífilis no laboratório?

Categoria F/A %

Atualização de equipamentos 16 64

Maior disponibilidade de reagentes 3 12

Treinamento regular da equipe 4 16

Aumento do número de profissionais no 2 8


laboratório

Total 25 100%

Fonte: dados da pesquisa do I Trimestre, HPMIM, em 2025.

Actualização de equipamentos (64%), maior disponibilidade de reagentes (12%), treinamento regular


(16%),e aumento de número de técnicos (8%), foram essas as sugestões fornecidas ,e a que mais se
destacou foi a actualização de equipamentos ,o que mostra que os equipamentos usados para a
realização de testes nem sempre estão em condições de serem utilizados.
24% dos técnicos,dizem que é ruim a comunicação entre os profissionais,este é um ponto negativo,
porque só com a comunicação é possível que o trabalho corre e fornece bons resultados e melhorias
daqueles a quem nós confiam a sua saúde.Visto que 12% deram não á comunicação,este é um assunto
que merece bastante atenção e procurar melhorias na comunicação entre os profissionais.
Embora (4%) dassem como Boa a comunicação,ainda assim deve fluir no seio de profissionais que
cuidam e lidám com casos sensíveis, principalmente quando se trata da saúde humana.
3. 2 - Interpretação e discussão dos resultados

Os dados demonstram que o Hospital Provincial Materno Infantil de Malanje apresenta uma estrutura
laboratorial funcional, com uma rotina consolidada de testagem para sífilis. No entanto, os resultados
também revelam importantes lacunas que precisam ser abordadas.

1. Predominância do VDRL: A concentração no uso do teste VDRL reflete a realidade de muitos serviços
públicos de saúde em países em desenvolvimento, onde o acesso a testes confirmatório da patologia
como FAT-ABS ou Elisa ainda é um problema por se resolver.

2. Alta frequência de coleta: A coleta diária é um ponto positivo monstrando como o Estado está
preocupado com saúde materna- infantil ,afim de se evitar a sífilis congénita ou a transmissão de mãe
para o bebê , durante a gestação ou menos no momento de parto.

3. Infraestrutura parcialmente adequada: Apesar da maioria dos profissionais considerar os


equipamentos disponíveis, a existência de falhas técnicas ou indisponibilidades de certos equipamentos,
sugere -se que deve- se sempre fazer manutenção no laboratório sempre que possível com o objetivo de
mudar o perfil actual.

4. Agilidade no diagnóstico: O pouco tempo que leva para se dar o laudos ,reflete a agilidade dos
técnicos e como se preocupam com com saúde e o bem estar das gestantes.

5. Desafios operacionais: A alta demanda e a escassez de recursos apontadas pelos profissionais


demonstram que, embora o sistema funcione, ele opera sob pressão, o que pode comprometer a
qualidade e a continuidade dos serviços prestados.

6. Percepção de confiabilidade: A confiança nos resultados reforça o compromisso dos profissionais


com a qualidade técnica do trabalho desenvolvido, mas a menção a limitações técnicas por uma minoria
sinaliza a necessidade de auditorias laboratoriais regulares e capacitação constante.

7. Sugestões relevantes: A atualização dos equipamentos e a formação contínua da equipe foram


apontadas como principais meios para aprimorar a qualidade do diagnóstico. Isso corrobora com as
recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que destaca a importância de recursos
modernos e capacitação profissional para o controle da sífilis na gravidez.

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